Transporte

Venda de caminhões novos cresce 2,5% em setembro no Brasil

O mercado brasileiro de caminhões novos apresentou recuperação em setembro, com avanço tanto na comparação mensal quanto sobre o mesmo período de 2025. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram emplacadas 9.845 unidades no mês.

O resultado representa alta de 2,51% em relação a agosto, quando 9.604 caminhões foram licenciados. Na comparação com setembro do ano passado, que registrou 9.591 unidades, o crescimento foi de 2,65%.

Apesar da melhora mensal, o desempenho acumulado ainda está abaixo do registrado em 2025. Entre janeiro e setembro, o mercado soma 78.665 caminhões emplacados, contra 81.850 no mesmo intervalo do ano passado. A retração é de 3,89%.

Custo financeiro ainda pesa sobre o mercado de caminhões

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o custo do financiamento continua sendo um dos principais fatores que influenciam a demanda por veículos pesados.

Segundo ele, os incentivos oferecidos pelo programa Move Brasil ajudaram a interromper a sequência de resultados negativos observada anteriormente. As linhas especiais destinadas ao programa, entretanto, já foram esgotadas.

O impacto das operações contratadas pelo Move Brasil ainda pode aparecer nos próximos resultados. O prazo para protocolar financiamentos destinados à renovação de frotas terminou em 28 de agosto, enquanto a comunicação das contratações ao BNDES foi encerrada em 28 de setembro.

Existe, portanto, um intervalo entre a contratação do financiamento, o faturamento e o efetivo emplacamento do veículo. Por esse motivo, parte dos negócios realizados por meio do programa pode ser contabilizada nas estatísticas das próximas semanas.

Mercado precisa manter ritmo para recuperar perdas

O desempenho de setembro reduziu parcialmente a diferença acumulada em relação a 2025, mas ainda não foi suficiente para colocar o segmento no campo positivo.

Nos nove primeiros meses, foram licenciados 3.185 caminhões a menos que no mesmo período do ano passado. Para diminuir essa distância, o mercado precisará manter uma sequência de resultados positivos durante o último trimestre.

A trajetória também influencia as projeções para o encerramento de 2026. A Fenabrave estima atualmente 102.245 caminhões emplacados no ano, contra 110.873 unidades em 2025. Se confirmado, o resultado representará uma queda de 7,8%.

A previsão foi revisada para baixo. A estimativa anterior era de 114.752 caminhões, volume que representaria crescimento de 3,5% sobre o resultado de 2025.

Com as 78.665 unidades registradas até setembro, o setor já alcançou aproximadamente 77% da projeção anual. Para atingir a estimativa atual, seriam necessários cerca de 23,6 mil novos caminhões emplacados entre outubro e dezembro.

Implementos rodoviários têm desempenho melhor

O mercado de implementos rodoviários apresentou resultado superior ao dos caminhões em setembro. Foram 6.821 unidades licenciadas, contra 6.567 em agosto, alta de 3,87%.

Na comparação anual, o avanço foi ainda maior. Em setembro de 2025, foram emplacados 5.941 implementos, o que significa crescimento de 14,81% no resultado deste ano.

O desempenho foi suficiente para levar o acumulado de 2026 para o campo positivo. De janeiro a setembro, foram registradas 53.879 unidades, contra 53.695 no mesmo período do ano passado. A alta acumulada é de 0,34%.

Para a Fenabrave, o resultado sinaliza uma mudança na trajetória do segmento, depois de períodos de retração.

Renovação de frota influencia desempenho

A entidade avalia que a melhora dos implementos rodoviários está relacionada, entre outros fatores, às condições de investimento dos transportadores e aos estímulos destinados à renovação de frota.

A continuidade do crescimento dependerá, portanto, da capacidade das empresas de transporte de realizar novos investimentos e substituir veículos e equipamentos.

Apesar da reação observada em setembro, a previsão da Fenabrave para o fechamento do ano permanece abaixo do resultado de 2025.

A entidade projeta 63.516 implementos rodoviários emplacados em 2026, contra 71.030 no ano passado, o que representaria retração de 10,6%. A estimativa anterior era de 72.450 unidades, com expectativa de crescimento de 2%.

Até setembro, porém, o mercado já alcançou cerca de 85% da projeção anual, com 53.879 implementos licenciados.

Mercedes-Benz lidera vendas de caminhões em setembro

A Mercedes-Benz foi a marca com maior participação no mercado brasileiro de caminhões em setembro, respondendo por 28,88% dos emplacamentos.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus ficou em segundo lugar, com 26,74%, enquanto a Volvo alcançou 18,86%.

Na sequência aparecem:

  • Scania: 10,86%;
  • Iveco: 6,98%;
  • DAF: 6,02%;
  • Foton: 1,70%;
  • Demais marcas: 0,96%.

Somadas, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo concentraram 74,48% das vendas de caminhões no mês.

Disputa pela liderança segue equilibrada no acumulado

No acumulado entre janeiro e setembro, a diferença entre Mercedes-Benz e Volkswagen permanece pequena.

A Mercedes-Benz lidera com 27,78% de participação, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus aparece logo atrás, com 27,39%.

A Volvo ocupa a terceira posição, com 18,06%, seguida por Scania, com 11,05%; Iveco, com 7,75%; DAF, com 5,91%; Foton, com 1,48%; e demais fabricantes, que somam 1%.

Os números mostram algumas diferenças entre o desempenho mensal e o acumulado. Em setembro, a Mercedes-Benz alcançou 28,88%, acima dos 27,78% registrados no acumulado. A participação da Volkswagen, por outro lado, foi de 26,74% no mês, abaixo dos 27,39% acumulados.

A Volvo também ganhou participação em setembro, passando de 18,06% no acumulado para 18,86% no resultado mensal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Transporte

BNDES lança linha de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus

O BNDES iniciou nesta sexta-feira (29) a operação do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, nova linha de crédito voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. A iniciativa prevê até R$ 21,2 bilhões em financiamentos para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários produzidos no país.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Programa busca modernizar transporte e reduzir custos logísticos

A proposta do governo federal é estimular a modernização do transporte rodoviário de cargas e passageiros, aumentando a eficiência logística e reduzindo custos operacionais.

Além disso, o programa pretende incentivar a renovação da frota com veículos mais modernos, menos poluentes e mais seguros, fortalecendo também a indústria automotiva nacional.

Do total previsto, R$ 14,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões terão recursos próprios do BNDES.

Linha inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários

A nova etapa do Move Brasil ampliou os itens que poderão ser financiados. Além de caminhões, o programa agora contempla ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a ampliação busca estimular investimentos no setor de transporte e gerar impactos positivos em toda a cadeia automotiva, desde fabricantes até concessionárias e serviços de manutenção.

O programa também reservou R$ 2 bilhões especificamente para financiamento de ônibus e micro-ônibus. Outros R$ 2 bilhões serão destinados a transportadores autônomos e cooperados.

Quem pode solicitar o financiamento

O crédito poderá ser acessado por:

  • Transportadores autônomos de cargas
  • Cooperados pessoas físicas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

No caso de caminhões seminovos, a modalidade será restrita a transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, será exigida fabricação nacional, credenciamento no sistema do BNDES e adequação às normas ambientais do Proconve P-8.

Condições de prazo e juros

As condições variam conforme o perfil do solicitante. Para transportadores autônomos, o financiamento poderá ter prazo de até 120 meses, com carência de até 12 meses.

Já empresas de transporte de cargas poderão financiar em até 60 meses, enquanto empresas de transporte de passageiros poderão chegar a 120 meses de prazo.

As taxas de juros previstas ficam próximas de 13% ao ano, conforme as condições de mercado.

O programa estabelece limite de até R$ 50 milhões por cliente e permite a utilização de fundos garantidores, conforme regras dos agentes financeiros participantes.

Renovação da frota deve reduzir emissões e acidentes

A iniciativa foi estruturada para enfrentar o envelhecimento da frota brasileira de veículos pesados. Com a substituição de modelos antigos, o governo espera reduzir consumo de combustível, gastos com manutenção e emissão de poluentes.

A expectativa também é melhorar a segurança nas estradas e elevar a produtividade do setor logístico.

O programa ainda prevê condições específicas para operações ligadas à desmontagem e reciclagem de veículos antigos.

Demanda por crédito impulsionou nova fase do programa

A criação do Move Brasil – Caminhões e Ônibus ocorre após a forte procura registrada pelo programa Mover, voltado ao financiamento de caminhões.

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o programa anterior movimentou mais de R$ 9,7 bilhões em financiamentos, somando mais de 8,4 mil operações e mais de 15 mil caminhões financiados.

Como solicitar o crédito do BNDES

Os interessados deverão procurar instituições financeiras credenciadas ao BNDES para realizar o pedido de financiamento.

A análise de crédito e a negociação das condições serão feitas diretamente pelos agentes financeiros.

O prazo para protocolar operações vai até 28 de agosto de 2026. Já a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Comunicação ANTT

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Transporte

Move Brasil libera quase R$ 2 bilhões para renovação da frota de caminhões

O programa Move Brasil já liberou cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões apenas no primeiro mês de operação. A informação foi confirmada neste domingo (8), durante evento realizado em Guarulhos (SP), pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A iniciativa tem como foco a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, eficientes e ambientalmente adequados, além de estimular a retomada das vendas no setor, que registrou retração ao longo de 2025.

Queda nas vendas motivou criação do programa

De acordo com dados apresentados no evento, o mercado de caminhões encerrou 2025 com queda de 9,2% nas vendas, cenário ainda mais crítico entre os modelos pesados, utilizados no transporte de longas distâncias, que tiveram retração de 20,5% em comparação a 2024.

Informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que o setor iniciou 2026 em ritmo negativo, com redução de 34,67% nas vendas em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Juros elevados impactaram o setor

Para Alckmin, o principal fator que freou as vendas foi a alta taxa de juros no país. Segundo o ministro, mesmo diante de recordes na safra agrícola e no volume de exportações, o custo do crédito dificultou a aquisição de bens de alto valor, como caminhões.

“Esse tipo de compra normalmente é financiada. Com juros na casa de 22% ou 23% ao ano, o mercado sentiu. Com o Move Brasil, a resposta foi positiva já no início, com aproximadamente R$ 1,9 bilhão liberado”, afirmou.

Empresas apostam na economia e na eficiência

O empresário Orlando Boaventura, dono de uma transportadora em Santa Isabel (SP), está entre os beneficiados pelo programa. Com mais de 20 anos de atuação e 30 funcionários, a empresa adquiriu o 29º caminhão por meio do financiamento.

Segundo ele, os ganhos vão além da renovação da frota. “Um caminhão novo pode gerar economia de até R$ 200 em combustível em uma única viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. A taxa de juros é adequada e o momento foi oportuno”, relatou. A expectativa é contratar mais cinco colaboradores ainda neste ano.

Impacto social e ambiental

Representando os trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou que o programa é resultado de um esforço conjunto entre governo, empresas e sindicatos. O objetivo, segundo ele, é preservar empregos, reduzir emissões de carbono e acelerar a transição para um modelo de logística mais sustentável.

A indústria também defendeu a continuidade do programa como ferramenta para reaquecer o mercado. Para o CEO da Scania, Christopher Polgorski, a sinalização de possível redução da taxa Selic pelo Banco Central pode ajudar o setor, mas o Move Brasil já cumpre um papel estratégico ao antecipar expectativas positivas. Ele ressaltou ainda que cada emprego direto mantido gera outros seis postos indiretos.

Programa não tem prazo definido

Alckmin informou que o Move Brasil não possui prazo fixo para encerramento e que o teto de recursos seguirá em R$ 10 bilhões. Segundo ele, o programa pode durar alguns meses, até que o volume disponível seja totalmente utilizado. Após esse período, novas avaliações serão feitas.

Como funciona o Move Brasil

O programa oferece crédito, via BNDES, para a compra de caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam a critérios ambientais. O financiamento contempla caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

Somente em janeiro, o eixo Renovação da Frota realizou 1.152 operações em 532 municípios, com valor médio de R$ 1,1 milhão por contrato. Do total de recursos previstos, R$ 1 bilhão é exclusivo para caminhoneiros autônomos e cooperados.

As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano, com condições ainda mais vantajosas para quem destinar veículos antigos para desmonte. O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses.

Todas as operações contam com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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Move Brasil oferece R$ 10 bilhões em crédito para renovação da frota de caminhões

O governo federal lançou nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil, iniciativa voltada à renovação da frota de caminhões no país. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, com foco em eficiência logística, segurança viária e sustentabilidade ambiental.

Crédito com juros reduzidos para caminhoneiros e transportadoras

O Move Brasil disponibiliza financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas de transporte rodoviário de cargas. Os recursos podem ser usados na compra de caminhões novos ou seminovos, desde que atendam a critérios de conteúdo local e padrões ambientais.

Ao todo, serão ofertados R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, responsável pela operação das linhas de financiamento. Desse montante, R$ 1 bilhão é destinado exclusivamente a autônomos e cooperativas.

Durante visita a uma concessionária em Brasília, Alckmin destacou que a medida contribui para retirar veículos antigos de circulação, reduzir emissões, aumentar a segurança nas estradas e fortalecer a indústria nacional de caminhões.

Regras financeiras e incentivos à reciclagem

A criação das linhas de crédito foi autorizada por medida provisória publicada em dezembro, enquanto portarias do MDIC definiram os critérios técnicos e ambientais. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras, com benefícios adicionais para quem entregar um caminhão antigo para desmonte.

O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. As taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, conforme o risco do tomador, já incluindo custos financeiros. As operações podem contar com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

Exigências para caminhões novos e seminovos

O financiamento de caminhões novos é permitido apenas para veículos de fabricação nacional, alinhando o programa aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca fortalecer cadeias produtivas e gerar emprego e renda.

Já os caminhões seminovos devem comprovar conteúdo local e atender a requisitos mínimos, sendo aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012. Nessa modalidade, o crédito é restrito a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Também é autorizada a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista nos financiamentos, quando contratados junto com o veículo.

Entrega de veículo antigo é contrapartida

Como parte das contrapartidas, o programa exige a retirada definitiva de caminhões antigos. O veículo entregue para desmonte deve estar em condições de rodagem, com licenciamento regular a partir de 2024 e mais de 20 anos de emplacamento.

O beneficiário terá até 180 dias para apresentar à instituição financeira a certidão de baixa do registro e a nota fiscal da desmontadora, comprovando o descarte adequado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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