Tecnologia

Carros super-híbridos ganham força e prometem revolucionar a mobilidade com autonomia acima de 1.000 km

A transição para a eletrificação dos automóveis continua avançando, mesmo após o ritmo mais lento do que o previsto nos últimos anos. Embora projeções anteriores apontassem para uma predominância de veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos até 2035, fatores como altos custos, mudanças políticas e resistência de parte dos consumidores levaram as montadoras a rever seus planos.

Apesar dos ajustes estratégicos e dos bilhões de dólares investidos em projetos posteriormente reformulados, a indústria automotiva segue apostando na eletrificação. Nesse cenário, uma nova categoria começa a ganhar destaque: os veículos elétricos de autonomia estendida (EREV), considerados por muitos especialistas como a próxima etapa da mobilidade eletrificada.

Entendendo os diferentes tipos de eletrificação

Antes de compreender o papel dos EREVs, é importante conhecer os principais sistemas disponíveis atualmente.

HEVs: os híbridos convencionais

Os híbridos elétricos (HEVs) combinam motor a combustão e propulsão elétrica, utilizando uma bateria de pequena capacidade que é recarregada durante a frenagem ou desaceleração do veículo.

Modelos como o Toyota Prius popularizaram essa tecnologia, que dispensa conexão em tomadas e oferece melhor eficiência energética em comparação aos carros exclusivamente movidos a gasolina.

BEVs: os elétricos puros

Os veículos elétricos a bateria (BEVs) são representados por modelos de fabricantes como Tesla, Porsche e diversas outras marcas globais. Eles utilizam exclusivamente energia elétrica armazenada em grandes baterias, proporcionando condução silenciosa, respostas rápidas ao acelerador e menor necessidade de manutenção.

Por outro lado, as baterias de grande capacidade elevam significativamente os custos de produção. Além disso, fatores como reboque de cargas e longas viagens ainda podem impactar a autonomia desses veículos.

PHEVs: híbridos plug-in

Os híbridos plug-in (PHEVs) representam uma evolução dos híbridos convencionais. Equipados com baterias maiores e sistema de recarga externa, conseguem rodar dezenas de quilômetros apenas no modo elétrico antes de acionarem o motor a combustão.

Modelos modernos podem atender a boa parte dos deslocamentos urbanos utilizando somente eletricidade, reduzindo de forma significativa o consumo de combustível.

O que são os carros elétricos de autonomia estendida (EREV)?

Os EREVs unem características dos carros elétricos e dos híbridos plug-in, mas apresentam uma diferença fundamental: as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos.

Nesse sistema, o motor a combustão não impulsiona diretamente o veículo. Sua função é atuar como gerador de energia para recarregar a bateria quando necessário.

A proposta é utilizar baterias de tamanho intermediário — maiores que as dos híbridos plug-in e menores que as dos elétricos puros — reduzindo custos e peso sem comprometer a experiência de condução elétrica.

Vantagens dos super-híbridos

Entre os principais benefícios dos carros super-híbridos estão:

  • Maior autonomia total;
  • Menor dependência de carregadores públicos;
  • Redução do custo das baterias;
  • Condução predominantemente elétrica;
  • Menor ansiedade relacionada à autonomia;
  • Melhor desempenho em viagens longas e reboque.

Como o motor a combustão opera em faixas de eficiência mais elevadas, a tecnologia também tende a otimizar o consumo energético.

Tecnologia não é nova, mas evoluiu

A ideia dos veículos de autonomia estendida já foi testada anteriormente. Um dos exemplos mais conhecidos foi o BMW i3 equipado com extensor de autonomia.

Na época, o sistema apresentava limitações de desempenho quando a bateria estava descarregada e o pequeno motor gerador precisava sustentar sozinho o fornecimento de energia.

As novas gerações prometem superar essas restrições por meio de baterias mais eficientes e geradores mais potentes.

Picapes e SUVs serão os principais beneficiados

A nova tecnologia chama a atenção principalmente entre fabricantes de picapes e utilitários esportivos.

Marcas como Ford, Jeep, Ram, Scout, Kia, Genesis e Nissan já estudam ou anunciaram projetos envolvendo sistemas EREV.

O motivo é simples: veículos maiores possuem espaço suficiente para acomodar baterias, motores elétricos e geradores adicionais sem comprometer a capacidade de carga.

Além disso, a tecnologia resolve um dos principais desafios dos elétricos atuais: a perda significativa de autonomia durante o reboque de trailers, barcos ou equipamentos pesados.

Stellantis prepara primeiros modelos EREV

Os primeiros modelos de grande volume equipados com essa tecnologia devem chegar ao mercado por meio da Stellantis.

Entre os destaques estão a Jeep Grand Wagoneer REEV e a Ram 1500 REV, previstas para estrear no fim de 2026.

O conjunto mecânico utiliza um motor V6 ligado a um gerador de 130 kW e uma bateria de 92 kWh. Segundo a fabricante, o sistema permitirá rodar cerca de 233 quilômetros apenas com eletricidade e superar os 960 quilômetros de autonomia total.

A Ram também promete números impressionantes de desempenho, incluindo 647 cavalos de potência, capacidade de carga superior a uma tonelada e reboque de até sete toneladas.

Ford aposta em autonomia superior a 1.100 quilômetros

A Ford também confirmou o desenvolvimento de uma versão EREV da linha Lightning.

De acordo com a montadora, a futura Ford Lightning EREV combinará aceleração típica de um veículo elétrico com autonomia estimada acima de 1.120 quilômetros.

A expectativa é que o modelo seja lançado no mercado por volta de 2028.

Scout projeta desempenho esportivo e grande capacidade de reboque

A Scout Motors, marca retomada pela Volkswagen, também prepara veículos com autonomia estendida.

Os projetos incluem a picape Terra e o SUV Traveler, ambos desenvolvidos para oferecer elevada capacidade de reboque e desempenho robusto.

Segundo as projeções iniciais, o sistema EREV equipado com motor de quatro cilindros poderá alcançar aproximadamente 805 quilômetros de autonomia, enquanto a versão totalmente elétrica deverá atingir cerca de 563 quilômetros.

Super-híbridos podem ser a ponte para o futuro da eletrificação

Embora os avanços nas baterias continuem acelerando a adoção dos veículos elétricos puros, os EREVs surgem como uma solução intermediária capaz de atender consumidores que ainda valorizam a segurança de um tanque de combustível para viagens longas.

Ao combinar a experiência de condução elétrica com a praticidade de um gerador a combustão, os chamados super-híbridos podem ocupar um espaço estratégico no mercado automotivo durante os próximos anos, especialmente entre proprietários de picapes, SUVs e veículos destinados ao reboque.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Tecnologia

BYD investirá até R$ 500 milhões para ampliar produção de baterias no Brasil

A fabricante chinesa BYD confirmou um investimento de até R$ 500 milhões para expandir sua capacidade de produção de baterias de lítio no Brasil. O anúncio ocorre após o governo federal definir as diretrizes do primeiro leilão nacional voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor Econômico e reforça o interesse da empresa em ampliar sua atuação no mercado brasileiro de soluções energéticas.

Empresa avalia ampliar fábrica em Manaus ou construir nova unidade

De acordo com o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, a companhia ainda analisa qual será o destino do aporte. Entre as alternativas estão a expansão da fábrica já instalada em Manaus (AM) ou a construção de uma nova unidade industrial no país.

A definição deve ocorrer nos próximos três meses, após a conclusão dos estudos técnicos e estratégicos.

Segundo Baldy, a decisão sobre o investimento já está tomada, restando apenas a escolha do local mais adequado para receber a operação.

Atualmente, a BYD produz em Manaus baterias do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), utilizadas tanto em ônibus elétricos quanto em sistemas de armazenamento destinados a aplicações de backup energético.

Leilão de armazenamento foi decisivo para novo aporte

A expectativa em torno do primeiro leilão de armazenamento de energia do país foi um dos fatores que motivaram a decisão da companhia. O certame está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro e deverá impulsionar a instalação de novas fábricas e a nacionalização de componentes.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da empresa foi a exigência de conteúdo nacional nos projetos participantes, conforme critérios que ainda serão regulamentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a BYD, as regras finais poderão influenciar diretamente o volume de recursos destinados à ampliação da produção no Brasil.

O projeto será financiado com capital próprio e os recursos serão liberados após a definição da estratégia industrial da empresa.

Incentivos regionais podem influenciar escolha da localização

A escolha da futura unidade também dependerá dos incentivos previstos pelo governo para empreendimentos instalados em regiões consideradas estratégicas para o setor elétrico.

A proposta prevê benefícios para projetos localizados próximos a áreas indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Esses incentivos poderão representar vantagens competitivas nos leilões, funcionando como um mecanismo de redução dos valores ofertados pelos participantes.

Expansão deve gerar empregos e ampliar produção nacional

A expectativa inicial da montadora é criar ao menos 400 empregos diretos com o novo investimento.

A empresa já possui uma presença industrial consolidada no Brasil, com operações em Manaus, Campinas (SP) e Camaçari (BA), onde desenvolve projetos ligados à mobilidade elétrica, fabricação de veículos e produção de componentes.

Embora ainda não tenha detalhado quais itens serão fabricados localmente, a companhia afirma que pretende ampliar gradualmente o índice de nacionalização de sua cadeia produtiva, sempre que houver viabilidade econômica e industrial.

Mercado de baterias deve crescer além dos leilões

Para a BYD, o mercado brasileiro de armazenamento de energia tem potencial para crescer muito além das contratações públicas.

A empresa avalia que o avanço da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aliado ao interesse crescente de diferentes segmentos econômicos, tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Além das distribuidoras de energia, setores como agronegócio, mineração e indústria já demonstram interesse em soluções de armazenamento capazes de aumentar a eficiência operacional e a segurança no fornecimento de eletricidade.

BYD reforça estratégia de expansão no Brasil

O novo investimento integra um plano mais amplo de crescimento da BYD no país. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado sua presença industrial e tecnológica em diferentes frentes ligadas à transição energética e à mobilidade sustentável.

Em março, a companhia anunciou a instalação de seu primeiro centro de testes e desenvolvimento automotivo no Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

Com a ampliação da produção de baterias, a empresa busca fortalecer sua posição tanto no mercado de veículos elétricos quanto no segmento de infraestrutura energética, considerado estratégico para acompanhar o avanço das fontes renováveis e a modernização do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Stephane Mahe

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Tecnologia

Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Volkswagen na China aposta em plano bilionário para enfrentar avanço de BYD e Geely

A Volkswagen enfrenta o momento mais desafiador de sua trajetória na China, maior mercado automotivo do mundo. A projeção é de que o lucro operacional da montadora caia para cerca de US$ 500 milhões em 2026, um recuo expressivo em relação aos aproximadamente 5 bilhões de euros registrados há uma década.

A perda de espaço está diretamente ligada à forte ascensão das fabricantes locais de carros elétricos, como BYD e Geely, que vêm conquistando consumidores chineses com tecnologia mais acessível e inovação acelerada.

Estratégia “na China, para a China” muda modelo global da Volkswagen

Diante desse cenário, a montadora alemã adotou uma nova diretriz estratégica baseada no conceito “na China, para a China”, segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal.

O objetivo é tornar a operação chinesa mais independente da estrutura tradicional da sede em Wolfsburg, na Alemanha, reduzindo a influência de processos considerados lentos e de um design visto como menos competitivo no mercado local.

Como parte desse reposicionamento, a Volkswagen investiu cerca de US$ 3,5 bilhões em um centro de desenvolvimento em Hefei, considerado um dos mais avançados do setor automotivo e com dimensão equivalente a 18 campos de futebol.

Durante visita ao país, o CEO Oliver Blume destacou a intensidade do ambiente competitivo chinês, afirmando que os ciclos tecnológicos são mais curtos e as exigências dos consumidores evoluem em ritmo acelerado.

Parcerias e investimentos em tecnologia aceleram transformação

A mudança representa uma ruptura no modelo tradicional da indústria automotiva global. Durante décadas, a Volkswagen exportava tecnologia da Alemanha para suas joint ventures na China. Agora, o fluxo se inverte: o conhecimento passa a ser compartilhado com startups e empresas chinesas de tecnologia.

Nesse contexto, a montadora adquiriu 5% da startup de veículos elétricos Xpeng e firmou parceria com a Horizon Robotics para o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma.

Os primeiros resultados dessa estratégia já começam a chegar ao mercado com o modelo ID. Unyx 07, equipado com sistemas avançados de computação central, assistente de voz e recursos de inteligência artificial (IA). Segundo a empresa, o tempo de desenvolvimento de novos veículos foi reduzido em cerca de 30%.

Concorrência local pressiona liderança da Volkswagen

Apesar dos avanços, analistas ouvidos pelo Wall Street Journal avaliam que a Volkswagen ainda não alcançou a liderança tecnológica no segmento de veículos elétricos.

O principal desafio não está apenas no desenvolvimento, mas na aceitação comercial. A performance dos novos modelos nas concessionárias será decisiva para medir a efetividade da estratégia.

Imagem da marca perde força entre consumidores jovens

Além da disputa tecnológica, a Volkswagen enfrenta um desafio de percepção no mercado chinês. A marca, antes associada à confiabilidade e qualidade, hoje é vista por parte dos consumidores mais jovens como ultrapassada.

“Antes, os consumidores chineses viam a Volkswagen como sinônimo de qualidade. Agora, a percebem como algo antigo”, afirmou Michael Dunne, da consultoria Dunne Insights.

Retorno dos investimentos deve ocorrer apenas a partir de 2027

A montadora estima que os resultados financeiros mais consistentes dessa nova estratégia devem começar a aparecer a partir de 2027. Ainda assim, a empresa reconhece que dificilmente voltará aos níveis de rentabilidade registrados antes da pandemia.

O consultor Thomas Luk, ex-McKinsey, questiona se a companhia terá capacidade de sustentar uma nova onda de inovação no ritmo exigido pelo mercado chinês.

Segundo ele, a China opera com alta velocidade de reinvenção tecnológica, o que pressiona concorrentes globais a manter ciclos constantes de investimento e desenvolvimento.

Reestruturação global e foco em exportações

O CEO Oliver Blume defende que o modelo tradicional de produção de veículos na Europa para o resto do mundo perdeu força. A nova estratégia inclui ajustes na estrutura global, com cortes de vagas na Alemanha e reforço no quadro de engenheiros na China.

Além disso, a Volkswagen pretende exportar veículos elétricos desenvolvidos em Hefei para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e América do Sul, ampliando o papel da China como centro global de inovação da montadora.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allison Sales/Getty Images

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Transporte

XCMG vai montar caminhões elétricos no Brasil e alta do diesel acelera demanda por veículos sem combustível fóssil

A fabricante chinesa XCMG confirmou que iniciará a montagem de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o começo de 2027. A operação será realizada na unidade da empresa em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e faz parte de um pacote de investimentos de R$ 270 milhões voltado à expansão da produção nacional.

A decisão ocorre em meio ao aumento da procura por veículos elétricos de carga, impulsionada principalmente pela alta do diesel e pela busca de empresas por redução de custos operacionais.

Fábrica de 1 milhão de metros quadrados será base da produção

A montagem será feita no modelo CKD/SKD, sistema em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. A estrutura utilizada será o parque industrial da XCMG em Pouso Alegre, inaugurado em 2014 e com área total de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Atualmente, a fábrica já produz equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras, guindastes e motoniveladoras.

Segundo Rodrigo Setrak, gerente comercial de produtos eletrificados da empresa, a estratégia inicial será focar em caminhões leves, ampliando posteriormente para categorias mais pesadas conforme o mercado evoluir.

Investimento inclui pesquisa e nacionalização de peças

Além da montagem dos caminhões, o aporte bilionário prevê a construção de novos galpões, expansão dos escritórios, instalação de eletropostos e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A fabricante também pretende aumentar gradualmente a nacionalização dos componentes utilizados nos veículos elétricos.

De acordo com a empresa, itens como chassis, eixos e sistemas de freio já podem ser produzidos no Brasil graças à estrutura da indústria metalmecânica nacional. Por outro lado, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de alta tensão ainda devem continuar sendo importados nos primeiros anos da operação.

Hoje, a planta industrial conta com cerca de 150 mil metros quadrados de galpões, capacidade anual para produzir 7 mil unidades e aproximadamente mil funcionários — 96% deles brasileiros.

XCMG já tem caminhões elétricos circulando no Brasil

A montadora entrou oficialmente no mercado brasileiro de caminhões em 2021 e já possui cerca de 350 caminhões elétricos em circulação no país.

O portfólio inclui modelos que vão desde VUCs até cavalos-mecânicos preparados para operar com composições de até 74 toneladas.

Entre os destaques está o modelo E7-80T, equipado com motor de 747 cavalos, bateria de 400 kWh e autonomia entre 150 e 250 quilômetros, dependendo da carga transportada.

Outro modelo oferecido é o E7-49T, voltado para operações rodoviárias pesadas e equipado com bateria de 282 kWh.

A empresa também desenvolve veículos específicos para operações nos setores florestal e sucroenergético, áreas tradicionalmente dependentes de motores movidos a diesel.

Alta do diesel impulsiona busca por caminhões elétricos

Segundo a fabricante, a procura por transporte sustentável e veículos eletrificados cresceu mais de 30% nos últimos meses.

A elevação do preço do diesel, somada às tensões geopolíticas internacionais que impactam os custos logísticos, acelerou o interesse do mercado por alternativas elétricas.

Antes concentrada em empresas com metas de ESG e descarbonização, a demanda agora também parte de pequenos transportadores, distribuidores urbanos, comerciantes e negócios locais que buscam reduzir despesas operacionais.

A redução nos custos dos carregadores rápidos e ultrarrápidos desde 2022 também ajudou a tornar os projetos mais viáveis financeiramente.

Diferença de preço entre elétrico e diesel diminui

Um dos principais desafios para a expansão dos caminhões elétricos sempre foi o valor de aquisição mais elevado em relação aos modelos a diesel.

Segundo a XCMG, essa diferença vem diminuindo nos segmentos leves e médios, ficando atualmente entre 10% e 15%.

Dependendo da operação, o retorno do investimento pode ocorrer entre 60 mil e 80 mil quilômetros rodados, número muito inferior aos cerca de 400 mil quilômetros necessários há alguns anos.

Nos modelos pesados e extrapesados, a diferença de preço ainda varia entre 30% e 35%, mas a expectativa é de queda gradual com o ganho de escala, avanço tecnológico e aumento da produção nacional.

Operações urbanas lideram eletrificação do transporte

As operações urbanas seguem como o principal mercado para os caminhões elétricos no Brasil.

O modelo de utilização favorece a eletrificação: os veículos realizam entregas e transferências durante o dia e retornam às bases para recarga noturna.

Segundo a empresa, o próximo salto do setor deve acontecer quando os caminhões elétricos alcançarem autonomia entre 400 e 500 quilômetros, ampliando a viabilidade para rotas de média distância.

A montagem nacional em Pouso Alegre é vista como um passo estratégico para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no transporte de cargas brasileiro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Tecnologia

Geely EX5 EM-i chega ao Brasil e estreia nova fase dos SUVs híbridos plug-in

A Geely trouxe ao Brasil as primeiras unidades do EX5 EM-i, seu novo SUV híbrido plug-in. Os veículos desembarcaram no Porto de Paranaguá antes do início oficial das vendas no país.

Apresentado ao público durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2025, o modelo marca a entrada da montadora em um segmento mais tecnológico e de maior valor agregado no mercado brasileiro.

SUV híbrido reforça estratégia de eletrificação

O EX5 EM-i inaugura uma nova etapa da Geely no Brasil, ampliando o portfólio da marca com foco em mobilidade eletrificada. O modelo combina motor elétrico e combustão, atendendo consumidores que buscam eficiência energética sem abrir mão de autonomia em longas distâncias.

Os híbridos plug-in vêm ganhando espaço no país por oferecerem flexibilidade no uso urbano e rodoviário, além de menor impacto ambiental.

Plataforma global prioriza eficiência e espaço

O utilitário esportivo é construído sobre a arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida para veículos de baixas emissões e emissões zero.

Segundo a fabricante, a base tecnológica prioriza:

  • Melhor aproveitamento do espaço interno
  • Maior integridade estrutural
  • Eficiência no consumo energético

A proposta também inclui uma experiência de condução mais refinada, embora detalhes técnicos como potência, autonomia elétrica e capacidade da bateria ainda não tenham sido divulgados para o mercado brasileiro.

Produção nacional começa no Paraná

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção local a partir do segundo semestre de 2026 no Complexo Industrial Ayrton Senna.

A nacionalização da montagem deve trazer ganhos logísticos, ampliar a oferta e fortalecer o pós-venda, além de consolidar a presença da marca no país.

Expansão das marcas chinesas no Brasil

A chegada do novo SUV ocorre em um momento de crescimento das montadoras chinesas no Brasil, com investimentos em tecnologia automotiva e eletrificação.

Com o EX5 EM-i, a Geely busca se posicionar de forma mais competitiva em um segmento que combina inovação, sustentabilidade e demanda crescente.

Até o momento, a empresa não informou preços nem a data oficial de lançamento, mas confirmou que a estreia comercial ocorrerá em breve.

FONTE: iG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Investimento

Gigantes chinesas ampliam investimentos no Brasil e consolidam estratégia de longo prazo

As gigantes chinesas intensificaram sua presença no Brasil com uma estratégia que vai além da simples exportação de produtos. O movimento envolve instalação de fábricas, expansão no mercado de carros elétricos, avanço em aplicativos de mobilidade e entregas e fortalecimento em energia e infraestrutura. A meta é clara: operar localmente, ganhar escala e garantir influência econômica duradoura nas próximas décadas.

O país passou a ser tratado como base estratégica de operações contínuas, conectando indústria, serviços digitais e geração de energia em um mesmo plano de expansão.

Produção local substitui modelo baseado em importação

A mudança mais evidente ocorre na indústria automotiva. Em 2022, a chinesa BYD ampliou seus compromissos com o mercado brasileiro. Quatro anos depois, reforçou a estratégia ao lançar no país a marca de luxo Denza.

A instalação de uma fábrica em Camaçari (BA), em área que pertencia à Ford, simboliza essa nova fase. A lógica deixou de ser apenas vender veículos importados e passou a incluir produção local, com estrutura própria e foco em permanência.

A GWM adotou caminho semelhante ao assumir uma planta industrial anteriormente ligada à Mercedes-Benz. O uso de instalações já existentes reduz custos, acelera a adaptação logística e permite testar o mercado de forma mais ágil. Quando montadoras desse porte investem em produção nacional, o sinal é de compromisso de longo prazo.

Mobilidade elétrica vira vitrine tecnológica

A mobilidade elétrica tornou-se o principal cartão de visitas dessa nova etapa. Nos últimos anos, o segmento concentrou atenção de consumidores, investidores e da indústria tradicional. Eventos como o Salão do Automóvel de São Paulo serviram de palco para a apresentação de novos modelos e planos de expansão.

Além dos veículos de entrada, o segmento premium ganhou espaço. A aposta em marcas de alto padrão mostra que a estratégia não se limita à transição energética popular, mas inclui disputa por reputação, margens mais altas e fidelização de clientes.

A combinação entre volume de vendas e posicionamento de valor ajuda a explicar por que o Brasil se tornou prioridade no planejamento dessas companhias.

Plataformas digitais ampliam disputa pelo consumidor

O avanço chinês também se estende aos serviços digitais. A DiDi, que opera no Brasil por meio da marca 99, ampliou a concorrência no setor de mobilidade urbana. A presença diária nos deslocamentos urbanos fortalece a coleta de dados, a inteligência de mercado e a escala operacional.

Outra frente é a chegada da plataforma de entregas Keeta, que intensifica a disputa no setor de delivery. Aplicativos de transporte e entrega funcionam como infraestrutura invisível do comércio digital, conectando logística, pagamentos e comportamento de consumo.

Ao expandir simultaneamente indústria e plataformas digitais, as empresas constroem ecossistemas integrados, ampliando sua influência no mercado interno.

Energia e infraestrutura sustentam a expansão

Na área de geração e transmissão de energia, a presença chinesa já é consolidada. A China Three Gorges (CTG) atua no Brasil há mais de uma década e trata o país como prioridade estratégica.

A energia é a base que sustenta os demais setores. Sem rede robusta e previsibilidade regulatória, a expansão industrial perde fôlego. Por isso, o investimento em infraestrutura elétrica caminha em paralelo ao crescimento na indústria automotiva e nos serviços digitais.

A lógica é complementar: infraestrutura garante estabilidade, indústria gera escala e plataformas digitais asseguram recorrência de consumo.

Brasil é visto como mercado de expansão contínua

Executivos do setor apontam que a estratégia chinesa trabalha com horizontes de longo prazo. O Brasil é percebido como um mercado com potencial de crescimento gradual nas próximas décadas, impulsionado pela expansão do consumo interno.

Segundo essa visão, uma parcela significativa da população ainda pode ser incorporada ao mercado consumidor pleno, o que abre espaço para novos ciclos de investimento.

Os aportes são classificados como bilionários porque se distribuem entre diferentes frentes — indústria automotiva, energia, infraestrutura, telecomunicações e serviços digitais. Ao diversificar áreas de atuação, as companhias reduzem riscos e ampliam sua resiliência no país.

O resultado é uma mudança estrutural na relação econômica: menos dependência de exportações e mais enraizamento produtivo e institucional no Brasil.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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