Exportação

Indonésia impulsiona exportações de miúdos bovinos e se torna segundo maior mercado do Brasil

Menos de um ano após a liberação das exportações, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores de miúdos bovinos brasileiros, ficando atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões.

O desempenho reflete o potencial de consumo do mercado indonésio, que conta com mais de 284 milhões de habitantes e apresenta demanda crescente por proteínas de origem animal.

Mercado indonésio amplia oportunidades para a carne bovina brasileira

Os números do comércio internacional ajudam a explicar a rápida ascensão da Indonésia como destino estratégico para os subprodutos bovinos do Brasil. Apenas em 2025, o país importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diversos fornecedores globais, gerando negócios superiores a US$ 150 milhões.

A abertura desse mercado criou novas oportunidades para a indústria frigorífica brasileira, que busca ampliar sua participação em segmentos com elevado potencial de consumo no exterior.

Exportações brasileiras mantêm trajetória de expansão

O Brasil segue como um dos principais exportadores mundiais de miúdos bovinos. Entre janeiro e maio deste ano, os embarques destinados a 117 países ultrapassaram 106 mil toneladas, resultando em receitas de aproximadamente US$ 256 milhões.

No acumulado de 2025, o volume exportado superou 267 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 605 milhões, demonstrando a relevância crescente desse segmento para a cadeia da carne bovina brasileira.

Habilitação de frigoríficos ampliou acesso ao mercado

A autorização para exportação de miúdos bovinos à Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Logo no mês seguinte, 17 frigoríficos brasileiros passaram a integrar a lista de unidades habilitadas, elevando para 38 o total de estabelecimentos autorizados.

Em janeiro de 2026, outras 14 plantas receberam aprovação, aumentando para 52 o número de unidades aptas a exportar carne bovina e derivados para o mercado indonésio.

Relações comerciais entre Brasil e Indonésia ganham força

A expansão das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª colocação entre os maiores compradores de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 1 bilhão. Entre os destaques estão o complexo soja, fibras, produtos têxteis, além de fumo e seus derivados.

Miúdos bovinos ganham importância no comércio exterior

Embora tenham demanda mais limitada no mercado interno, os miúdos bovinos são amplamente consumidos em diversos países. Esse cenário transforma o comércio internacional em uma alternativa importante para aumentar o aproveitamento econômico dos animais, reduzir desperdícios e gerar receitas adicionais para toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos em Mato Grosso cresce 102% e impulsiona receita

As exportações de miúdos bovinos em Mato Grosso apresentaram forte avanço em 2025, consolidando esses itens como peças relevantes na balança comercial do estado. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, fígado e rabo, volume 29,6% superior ao registrado em 2024.

De acordo com dados do Comex Stat, a receita gerada chegou a US$ 99,6 milhões, evidenciando o crescimento do setor no mercado internacional.

Receita dispara acima do volume exportado

O destaque ficou para o desempenho financeiro. Enquanto o volume exportado cresceu cerca de 30%, o faturamento avançou 102% na comparação anual, indicando forte valorização dos miúdos bovinos no mercado externo.

Esse cenário revela maior demanda internacional e aumento no valor pago por esses produtos. O fígado bovino, por exemplo, alcançou 29 destinos diferentes, incluindo países como Rússia, Egito e Reino Unido, somando 8,5 mil toneladas exportadas.

Presença global amplia mercados

A produção de Mato Grosso chegou a 53 países em 2025, ampliando a presença internacional da cadeia pecuária. Outro produto de destaque foi a língua bovina, com 4,6 mil toneladas enviadas a 27 mercados.

A lista de importadores inclui desde países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, até mercados na África, Ásia e Europa, como Angola, Gana, Cazaquistão e Singapura.

Esse alcance reforça a competitividade da exportação de carne bovina brasileira e seus derivados em diferentes regiões do mundo.

Aproveitamento total do gado aumenta rentabilidade

O avanço nas exportações reflete uma mudança na percepção sobre os miúdos, que passaram a ser vistos como produtos estratégicos dentro da cadeia produtiva.

A demanda internacional por cortes menos tradicionais permite o aproveitamento integral do gado, elevando a eficiência e a rentabilidade de pecuaristas e frigoríficos.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esse movimento contribui para diversificar mercados e agregar valor à produção. A comercialização desses itens fortalece a cadeia da pecuária e amplia as oportunidades no comércio exterior.

Setor ganha eficiência e valor agregado

O crescimento das exportações evidencia a capacidade de Mato Grosso em transformar subprodutos em ativos econômicos relevantes. A estratégia de valorização dos miúdos impulsiona o setor e reforça a posição do estado como protagonista no agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global e novos mercados sendo explorados, a tendência é de continuidade no avanço da exportação de miúdos bovinos, com impacto positivo na economia regional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Sistema Famato/Reprodução

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos será ampliada com nova regra do Sisbi

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite às empresas inscritas no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) exportar subprodutos do abate de bovinos e bubalinos sem demanda no mercado interno. A proposta busca estimular o comércio internacional e ampliar o aproveitamento de produtos de origem animal.

Padronização e equivalência sanitária

Criado pelo governo federal, o Sisbi-POA tem como objetivo padronizar os procedimentos de inspeção sanitária em todo o país — englobando municípios, estados e o Distrito Federal. Com o projeto, empresas que atuam sob a fiscalização do Sisbi passarão a ter equivalência sanitária com as unidades registradas sob inspeção federal, o que abrirá novas oportunidades de exportação.

Projeto aprovado com ajustes de redação

O texto aprovado segue a versão analisada anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, de autoria do ex-deputado Jerônimo Goergen (RS), com relatoria do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). A proposta faz alterações na Lei nº 1.283/1950, que regula a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal, e determina que as exportações deverão ser realizadas por meio de estabelecimentos com fiscalização federal.

Próximos passos no Congresso

Como o projeto tramitou em caráter conclusivo, ele seguirá para o Senado Federal, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara. Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado nas duas Casas Legislativas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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