Indústria

China fortalece ecossistema industrial e amplia liderança global em energia e tecnologia

A transformação econômica da China deixou para trás explicações baseadas apenas em mão de obra barata, câmbio desvalorizado ou reprodução de tecnologias estrangeiras. Hoje, o avanço industrial do país é sustentado por um modelo integrado que combina energia elétrica, processamento de minerais estratégicos e fabricação de tecnologias voltadas à transição energética.

Um relatório divulgado pelo Rhodium Group, em março de 2026, aponta que Pequim consolidou um sistema conhecido como “Estado elétrico” (“electro-state”), capaz de criar um ciclo de produção altamente eficiente e difícil de ser reproduzido por outras economias.

Modelo integra energia, mineração e indústria

Segundo o estudo, o diferencial chinês está na conexão entre três setores considerados essenciais para a indústria moderna: geração de energia de baixo custo, refino de metais industriais e produção de equipamentos ligados à energia limpa.

Nesse modelo, a oferta abundante de eletricidade reduz os custos para processar materiais como lítio, alumínio e cobre. Com insumos mais baratos, a fabricação de baterias, painéis solares e turbinas eólicas também se torna mais competitiva.

Ao mesmo tempo, a expansão das fontes renováveis amplia a disponibilidade de energia, criando um ciclo contínuo de redução de custos e aumento da capacidade produtiva.

Escala da infraestrutura impressiona analistas

Os números apresentados pelo Rhodium Group evidenciam a dimensão da estratégia chinesa.

Em 2025, a geração combinada de energia solar e eólica da China superou todo o consumo industrial dos Estados Unidos. A projeção do relatório indica que, em 2026, essa produção também ultrapassará a soma do consumo residencial e industrial norte-americano.

Outro indicador destacado é o crescimento da mobilidade elétrica. A frota de veículos elétricos em circulação no país já reduz o consumo equivalente a cerca de 1,76 milhão de barris de petróleo por dia, diminuindo a dependência chinesa dos combustíveis fósseis e aumentando sua segurança energética.

Desde o início dos anos 2000, a China respondeu por aproximadamente 60% do crescimento mundial no consumo de eletricidade, mantendo expansão da demanda energética mesmo durante a desaceleração provocada pela crise do setor imobiliário.

Carvão continua sendo peça-chave da estratégia chinesa

Apesar da liderança em energia renovável, o relatório ressalta que o sistema industrial chinês continua apoiado em uma ampla estrutura de geração baseada em carvão mineral.

A utilização desse recurso garante fornecimento constante de energia para setores intensivos, como siderurgia e metalurgia, que exigem estabilidade para operar continuamente.

Além disso, o carvão oferece vantagens estratégicas para o país por ser amplamente disponível em território nacional, reduzindo a dependência de importações de petróleo e gás natural.

Em 2024, a China adicionou cerca de 88 gigawatts de capacidade instalada em usinas termelétricas a carvão. Embora as fontes renováveis tenham liderado o crescimento da geração elétrica, o carvão permanece como elemento fundamental para assegurar o funcionamento da indústria pesada.

Ocidente enfrenta dificuldades para replicar modelo

O estudo afirma que a integração entre infraestrutura energética, processamento de minerais e manufatura avançada foi construída ao longo de décadas, com forte participação do Estado, financiamento subsidiado e planejamento de longo prazo.

Na avaliação do Rhodium Group, reproduzir esse ecossistema em outros países representa um desafio significativo, especialmente para economias que buscam desenvolver cadeias próprias de minerais críticos e reduzir a dependência da indústria chinesa.

Segundo a análise, iniciativas de reorganização das cadeias globais poderão exigir políticas industriais robustas e medidas de proteção comercial, o que tende a elevar os custos para consumidores e empresas.

Brasil possui potencial, mas enfrenta desafios industriais

Embora o relatório não trate especificamente do Brasil, o cenário apresentado reforça um debate recorrente sobre o papel do país na cadeia global de valor.

O Brasil reúne importantes reservas de minério de ferro, lítio, alumínio e nióbio, além de contar com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e elevado potencial para geração de energia solar e eólica.

Entretanto, grande parte desses recursos ainda é exportada como matéria-prima, enquanto produtos industrializados de maior valor agregado continuam sendo importados.

Nesse contexto, especialistas apontam que ampliar a industrialização exigiria políticas de longo prazo, incentivos ao investimento, financiamento e fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.

Planejamento de longo prazo explica avanço chinês

O relatório conclui que o chamado “Estado elétrico” não surgiu de forma espontânea, mas é resultado de décadas de planejamento estratégico, investimentos públicos, coordenação industrial e expansão da infraestrutura energética.

A combinação desses fatores permitiu à China consolidar uma posição de liderança em setores considerados fundamentais para a economia do futuro, como energia limpa, baterias, veículos elétricos e minerais críticos, tornando seu modelo uma referência para o debate sobre competitividade industrial global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Maxim Shemetov

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Informação

Brasil quer ampliar participação na produção de minerais críticos para 12,2% até 2050

O governo federal pretende elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A meta integra o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), documento que estabelece as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento do setor mineral nas próximas décadas.

A proposta será apresentada ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e marca uma nova estratégia para fortalecer a posição brasileira em um mercado considerado essencial para o futuro da economia global.

Plano prioriza minerais estratégicos para a indústria

Os minerais críticos são matérias-primas indispensáveis para segmentos como transição energética, fabricação de baterias, semicondutores, fertilizantes, tecnologia, defesa e indústria de transformação.

Entre os recursos minerais contemplados estão lítio, terras raras, níquel, cobre, grafita, fosfato e potássio, conforme a classificação adotada pelo governo.

A iniciativa surge em um cenário de crescente competição internacional por cadeias de suprimento mais diversificadas, reduzindo a dependência da China, que concentra parte significativa do processamento global desses minerais, especialmente de terras raras e ímãs permanentes.

Investimentos em pesquisa mineral devem crescer

Segundo o diagnóstico apresentado pelo governo, o Brasil possui reservas expressivas e já ocupa posição relevante na produção mineral mundial. No entanto, ainda há desafios para ampliar a pesquisa geológica, o beneficiamento dos minérios e a agregação de valor dentro do país.

Como parte dessa estratégia, o PNM 2050 prevê aumentar os investimentos anuais em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o potencial geológico brasileiro e transformar novas áreas em empreendimentos economicamente viáveis.

Governo quer fortalecer a industrialização do setor mineral

Outro objetivo do plano é elevar a participação da indústria de transformação mineral no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, passando de 51,5% para 65%.

Na prática, a proposta busca reduzir a exportação de matérias-primas com baixo nível de processamento e estimular a produção nacional de insumos de maior valor agregado, fortalecendo a cadeia produtiva brasileira.

Redução da burocracia também faz parte das metas

O governo também pretende diminuir o tempo médio de análise dos processos minerários. A meta é reduzir o prazo de 1.563 dias para 780 dias, atendendo a uma das principais demandas do setor privado, que aponta a lentidão regulatória como um dos maiores obstáculos para a implantação de novos projetos.

Plano ainda será detalhado

Apesar das metas estabelecidas, o PNM 2050 funciona como um documento de planejamento estratégico. Após sua publicação, o governo terá até 180 dias para apresentar um Plano de Metas e Ações, que definirá cronogramas, responsáveis, prioridades e mecanismos de financiamento para viabilizar as medidas previstas.

Paralelamente, o Congresso Nacional debate um novo marco legal para os minerais críticos. Um projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados propõe mecanismos para incentivar pesquisas, ampliar o acesso ao financiamento, promover a agregação de valor e fortalecer a rastreabilidade da produção mineral. O texto ainda depende de análise do Senado.

Na avaliação do governo, a exploração dos minerais críticos ganhou importância estratégica diante das transformações da economia mundial. A intenção é evitar que o Brasil permaneça apenas como exportador de matéria-prima, ampliando sua presença nas etapas de processamento, desenvolvimento tecnológico e industrialização desses recursos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Comércio Exterior

China amplia controle de exportações e inclui 20 empresas japonesas em lista de restrições

O governo da China anunciou a inclusão de 20 empresas e instituições do Japão em sua lista de controle de exportações. A decisão, divulgada na segunda-feira (29) pelo Ministério do Comércio chinês, impede que exportadores do país forneçam produtos de duplo uso — com aplicações civis e militares — às entidades atingidas.

De acordo com o ministério, a medida tem como objetivo proteger a segurança nacional, resguardar interesses estratégicos e cumprir compromissos internacionais relacionados à não proliferação de armas. As autoridades chinesas afirmam que as organizações incluídas na lista estariam envolvidas no fortalecimento da capacidade militar japonesa.

Subsidiárias da Mitsubishi estão entre as entidades afetadas

Entre os alvos das novas restrições estão diversas subsidiárias do Grupo Mitsubishi, além de centros de pesquisa ligados à área de defesa. Um dos institutos mencionados é o Instituto Nacional de Estudos de Defesa, considerado estratégico para o setor militar japonês.

Tensão entre China e Japão ganha novo capítulo

A decisão amplia uma série de medidas adotadas por Pequim ao longo deste ano. Anteriormente, o governo chinês já havia restringido a exportação de minerais críticos e de outros materiais com potencial de uso militar para grandes empresas japonesas.

O endurecimento das restrições ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a possibilidade de uma ação militar chinesa contra Taiwan.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kiyoshi Ota/Reuters

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Internacional

Minerais críticos: União Europeia amplia apoio ao Brasil para desenvolver cadeia de valor

A União Europeia (UE) sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo investimentos em processamento, refino, transferência de tecnologia e qualificação profissional.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o 2º Fórum de Investimento UE-Brasil sobre o Acordo de Associação UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, o objetivo é contribuir para que o país avance além da exportação de matéria-prima, ampliando sua participação nas etapas de maior valor agregado da indústria mineral.

UE quer fortalecer produção e industrialização de minerais estratégicos

A proposta prevê apoio à instalação e expansão de atividades ligadas ao processamento de minerais, ao refino local e ao compartilhamento de conhecimento tecnológico.

De acordo com Síkela, a estratégia europeia busca criar oportunidades para que o Brasil fortaleça sua capacidade industrial no setor, ao mesmo tempo em que amplia a formação de mão de obra especializada.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para diversificar o fornecimento de minerais estratégicos, considerados fundamentais para segmentos como transição energética, mobilidade elétrica, tecnologias digitais e indústria de defesa.

Brasil ganha relevância no mercado global de minerais críticos

O Brasil possui algumas das maiores reservas de recursos minerais considerados essenciais para a economia do futuro, incluindo terras raras, lítio e níquel.

Nos últimos anos, a demanda internacional por esses insumos cresceu significativamente, impulsionada pelo avanço das energias renováveis, da eletrificação dos transportes e da digitalização da economia.

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem defendido a ampliação do processamento interno desses minerais, com o objetivo de gerar empregos qualificados, estimular a inovação tecnológica e aumentar o valor agregado das exportações.

Projetos em Minas Gerais são destaque na cooperação

Durante sua passagem pelo Brasil, o comissário europeu destacou iniciativas voltadas ao processamento de terras raras em Minas Gerais como exemplos concretos do potencial de colaboração entre empresas brasileiras e europeias.

A União Europeia também avalia mecanismos que possam facilitar a entrada de investimentos privados em projetos considerados estratégicos, além de instrumentos para reduzir riscos e ampliar a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Disputa global por minerais impulsiona novas parcerias

O fortalecimento da cooperação ocorre em um momento de crescente competição internacional pelo acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a economia de baixo carbono.

Diversos países e blocos econômicos têm buscado reduzir sua dependência de cadeias globais de suprimentos e garantir acesso seguro a recursos fundamentais para a produção de baterias, equipamentos tecnológicos e sistemas de energia limpa.

Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro estratégico devido à abundância de reservas minerais e ao potencial de expansão de sua indústria de transformação.

Acordo UE-Mercosul reforça aproximação econômica

As declarações de Jozef Síkela também refletem o interesse europeu em aprofundar as relações econômicas com o Brasil e acelerar a implementação do acordo UE-Mercosul.

Considerado um dos mais relevantes pactos comerciais já negociados pelas duas regiões, o acordo é visto como uma ferramenta para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular o comércio entre os países envolvidos.

A cooperação na área de minerais críticos surge como um dos setores com maior potencial de crescimento dentro dessa nova fase de integração econômica.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Nacional

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Comércio Exterior

Japão negocia acordo com Mercosul para ampliar compra de petróleo e exportação de carros

O Japão prepara o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, em uma estratégia voltada à diversificação do fornecimento de petróleo, minerais críticos e à ampliação do mercado para a indústria automobilística japonesa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa asiática, o governo japonês pretende avançar nas tratativas com os países do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Japão busca ampliar relações comerciais com o Mercosul

As negociações devem ganhar força durante a cúpula do G7, prevista para meados de junho, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do Brasil, Tóquio pretende acelerar conversas com os demais integrantes do Mercosul para consolidar um acordo comercial abrangente.

Com quase 300 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto superior a US$ 3 trilhões, o bloco sul-americano é visto pelo Japão como um mercado estratégico em expansão.

Segurança energética impulsiona interesse japonês

A busca por novos fornecedores de energia e matérias-primas ganhou prioridade para o governo japonês diante das tensões geopolíticas internacionais.

Historicamente dependente do Oriente Médio para abastecimento de petróleo, o Japão passou a reforçar sua estratégia de diversificação após os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz e os conflitos na região do Irã.

Além disso, o país asiático também busca reduzir sua dependência da China no fornecimento de terras raras e outros minerais estratégicos utilizados pela indústria tecnológica e automotiva.

Nesse cenário, o Brasil surge como parceiro relevante por ser um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e possuir grandes reservas de minerais críticos. Já a Argentina se destaca na produção de lítio, matéria-prima fundamental para baterias de veículos elétricos.

Setor automotivo japonês pressiona por acordo

Outro ponto central das negociações envolve a redução de tarifas para produtos industriais japoneses, principalmente veículos e autopeças.

Atualmente, os produtos japoneses enfrentam taxas médias superiores a 13% no Brasil e na Argentina, cenário considerado um entrave para a competitividade das montadoras asiáticas na América do Sul.

A indústria automobilística japonesa teme perder espaço diante do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que pode favorecer fabricantes europeias no mercado sul-americano.

Entidades empresariais do Japão e do Brasil já demonstraram apoio formal à abertura das negociações. Em declaração conjunta divulgada em março de 2025, representantes industriais defenderam o fortalecimento das cadeias globais de suprimentos e maior integração econômica entre os países.

Carne bovina pode ser principal ponto de impasse

Apesar do interesse mútuo, o setor agropecuário deve representar um dos temas mais delicados das negociações.

O Japão mantém uma indústria pecuária relativamente pequena e enfrenta preocupações internas sobre o impacto da entrada de carne bovina estrangeira no mercado local.

Brasil e Argentina estão entre os maiores produtores mundiais de carne bovina, o que aumenta a sensibilidade do tema dentro da política agrícola japonesa.

Mesmo assim, integrantes do governo japonês avaliam que o momento exige maior abertura comercial diante da necessidade de fortalecer cadeias globais de fornecimento e reduzir vulnerabilidades estratégicas.

Comércio entre Japão e Mercosul ainda tem espaço para crescer

Apesar do potencial econômico, o volume de comércio entre Japão e Mercosul ainda representa uma parcela pequena das operações japonesas no mercado internacional.

No ano fiscal de 2025, as exportações japonesas para o bloco somaram cerca de US$ 5,9 bilhões, enquanto as importações chegaram a aproximadamente US$ 9,4 bilhões.

Os números equivalem a menos de 2% do comércio exterior total do Japão, indicando amplo espaço para expansão nas relações comerciais entre os dois mercados.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Megaporto de Corío pode transformar logística da América do Sul com apoio da Índia

O governo do Peru avançou nas negociações com grupos empresariais da Índia para viabilizar a construção do Megaporto de Corío, na região de Arequipa. O projeto é considerado estratégico para ampliar a integração comercial da América do Sul com o mercado asiático e fortalecer o escoamento de minerais críticos pelo Oceano Pacífico.

A proposta prevê a criação de um dos maiores complexos portuários da região, com capacidade para receber navios de grande porte graças à profundidade natural de 28 metros.

Estrutura permitirá operação de grandes embarcações

O futuro terminal portuário foi planejado para atender cargueiros de alto calado e ampliar a capacidade logística sul-americana.

As estimativas indicam que o porto poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de cargas por ano, consolidando-se como uma alternativa estratégica para o transporte marítimo internacional.

O empreendimento surge como opção privada frente a outros polos logísticos do continente e busca garantir fluxo contínuo de exportações minerais para a Ásia.

Projeto mira exportação de minerais estratégicos

O Megaporto de Corío deve se tornar uma importante plataforma para o envio de cobre, lítio e ouro produzidos na América do Sul.

Além da produção peruana, a estrutura também poderá atender cargas vindas da Bolívia, Argentina e Chile, fortalecendo a integração regional no setor mineral.

A Índia, que amplia investimentos em setores como semicondutores e veículos elétricos, busca assegurar fornecimento estável de matérias-primas estratégicas para sua indústria.

Corredor logístico pode beneficiar agronegócio brasileiro

O projeto também prevê integração logística com rotas de exportação agrícola do Brasil.

A localização de Arequipa é considerada estratégica para conectar diferentes corredores comerciais do continente, facilitando o transporte de produtos agroindustriais e minerais até os mercados asiáticos.

Além disso, o porto poderá desempenhar papel importante no chamado “triângulo do lítio”, região formada por Argentina, Bolívia e Chile, responsável por grande parte das reservas globais do mineral.

Investimento pode chegar a US$ 7 bilhões

A construção do porto deve exigir investimentos estimados em cerca de US$ 7 bilhões, dentro de um modelo totalmente privado.

Segundo autoridades peruanas, o formato dará maior autonomia operacional aos investidores indianos envolvidos no projeto.

Atualmente, a proposta está em fase de avaliação técnica pela ProInversión, agência responsável por promover investimentos no Peru.

Acordo comercial deve acelerar negociações

O avanço definitivo do empreendimento depende da conclusão de um Tratado de Livre Comércio entre Peru e Índia.

A corrida global pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais críticos tem impulsionado novas alianças econômicas e estratégicas entre países produtores e grandes consumidores de recursos naturais.

Nesse cenário, o Megaporto de Corío ganha relevância como peça-chave para o comércio internacional e para a logística do Pacífico sul-americano.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Internacional

Trump e Lula se reúnem na Casa Branca após meses de tensão diplomática

Os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva participaram nesta quinta-feira de um encontro na Casa Branca marcado por tentativas de aproximação após um período de forte desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O encontro ocorreu em meio a uma trégua considerada delicada, depois de meses de disputas envolvendo tarifas comerciais, críticas públicas e divergências políticas.

Apesar da expectativa de uma aparição conjunta para a imprensa, a agenda prevista foi cancelada sem explicações oficiais. Após cerca de três horas de reunião, Trump afirmou em suas redes sociais que o encontro “foi muito bom” e classificou Lula como “muito dinâmico”, sem detalhar os principais temas discutidos.

Relação entre Brasil e Estados Unidos passa por reaproximação

Após o encontro, Lula avaliou a reunião de forma positiva durante declaração na Embaixada do Brasil em Washington. Segundo o presidente brasileiro, houve um avanço importante na consolidação das relações históricas e democráticas entre os dois países.

O chefe do Executivo brasileiro destacou ainda que as duas maiores democracias do hemisfério ocidental podem servir de exemplo internacional. Entre os assuntos debatidos, Lula citou comércio internacional, combate ao crime organizado e exploração de minerais críticos.

Tarifas e caso Bolsonaro aumentaram tensão diplomática

Nos últimos meses, a relação entre Washington e Brasília foi marcada por episódios de instabilidade. Trump chegou a impor tarifas sobre produtos brasileiros em uma tentativa de pressionar o Brasil a interromper ações judiciais contra Jair Bolsonaro, aliado político do republicano.

Bolsonaro acabou condenado por participação em uma tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral para Lula. Além das tarifas, Trump também aplicou sanções contra um ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo caso.

O governo brasileiro reagiu classificando as medidas como interferência na soberania nacional. Posteriormente, parte das tarifas sobre exportações brasileiras foi suspensa pelo governo norte-americano, reduzindo a tensão entre os países.

Segurança pública e facções criminosas entraram na pauta

Outro tema relevante da reunião envolveu a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A proposta ganhou força após articulação de filhos de Bolsonaro, entre eles Flávio Bolsonaro, que disputa a presidência.

A segurança pública deve ser um dos principais assuntos das eleições brasileiras de outubro, cenário em que Lula e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas.

Especialistas avaliam que uma eventual classificação poderia ampliar o debate sobre criminalidade no Brasil e beneficiar politicamente Bolsonaro, crítico da atual política de segurança do governo federal.

Segundo Lula, o Brasil propôs aos Estados Unidos a criação de um grupo de trabalho envolvendo países sul-americanos para enfrentar o crime organizado de forma conjunta.

Minerais críticos ampliam disputa geopolítica

A reunião também abordou o interesse norte-americano em firmar acordos relacionados à produção de minerais críticos, recursos considerados estratégicos para tecnologia, indústria e defesa militar.

Os Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China, hoje líder global no setor. O Brasil possui uma das maiores reservas desses minerais e vem sendo pressionado a ampliar parcerias comerciais com Washington.

No entanto, o governo Lula demonstra resistência a acordos exclusivos, defendendo autonomia para negociar com diferentes mercados internacionais.

Analistas apontam que a disputa por minerais críticos ganhou ainda mais importância diante das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Lula reforça soberania brasileira durante encontro

Durante conversa com jornalistas, Lula afirmou que o Brasil está disposto a negociar temas comerciais e diplomáticos, mas não aceitará interferências externas em assuntos internos ou ameaças à democracia brasileira.

O presidente também comentou, em tom descontraído, que brincou com Trump sobre a possibilidade de jogadores brasileiros terem problemas com vistos para disputar a próxima Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Segundo Lula, Trump apenas riu da observação.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Haiyun Jiang/The New York Times

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Internacional

Lula e Trump discutem acordo sobre minerais críticos em reunião nos EUA

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7), pode representar um avanço nas tratativas envolvendo um acordo de minerais críticos entre Brasil e Estados Unidos.

As negociações começaram em fevereiro, após o governo norte-americano apresentar uma proposta de cooperação voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas de insumos minerais considerados estratégicos para setores como defesa, tecnologia e transição energética.

Embora não exista expectativa concreta de assinatura imediata do memorando, integrantes dos dois governos avaliam que um eventual anúncio só ocorreria em um encontro direto entre os chefes de Estado.

Câmara aprova política nacional para minerais estratégicos

A discussão acontece logo após a Câmara dos Deputados aprovar a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na quarta-feira (6). O projeto cria mecanismos para incentivar o beneficiamento mineral, a industrialização e o aumento da agregação de valor no país.

O texto também prevê a criação do CIMCE, conselho responsável por coordenar projetos considerados prioritários para o setor mineral brasileiro. O órgão terá funções como definir prioridades, analisar projetos e supervisionar operações envolvendo ativos estratégicos.

Durante a tramitação, foi retirada a exigência de autorização prévia do Executivo em operações societárias ligadas ao setor, após pressão de representantes da iniciativa privada e integrantes do próprio governo.

Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda depende de análise do Senado Federal.

Proposta dos EUA prevê investimentos e transferência de tecnologia

Trechos da proposta enviada pelos Estados Unidos ao Brasil indicam que o acordo prevê apoio financeiro para projetos de refino e processamento mineral em território brasileiro, além de transferência de tecnologia e ações para ampliar a segurança das cadeias de suprimento.

O modelo apresentado pelos americanos segue parâmetros semelhantes aos acordos já firmados com Austrália e Tailândia, considerados referências internacionais no segmento de mineração estratégica.

Entre os pontos centrais do documento está a intenção de reduzir a dependência global da China no fornecimento de minerais essenciais para a indústria tecnológica e energética.

Financiamento e prioridade de investimentos geram debate

O segundo eixo da proposta trata de financiamento para projetos de mineração e processamento. O texto prevê participação de governos e iniciativa privada por meio de empréstimos, seguros, garantias e participação acionária.

Diferentemente do acordo firmado entre Estados Unidos e Austrália, no entanto, a proposta enviada ao Brasil não estabelece um valor mínimo de investimento. No caso australiano, os países anunciaram ao menos US$ 1 bilhão em financiamento para projetos estratégicos.

Outro trecho considerado sensível dentro do governo brasileiro envolve a possibilidade de prioridade para investidores americanos em determinados projetos minerais.

Segundo o documento, os países “esperam ter a primeira oportunidade de investir” em ativos ligados aos minerais críticos, desde que respeitadas as legislações nacionais.

Parte do governo interpreta o trecho como uma possível vantagem preferencial aos Estados Unidos. Os representantes americanos, por outro lado, negam qualquer cláusula de exclusividade.

Governo brasileiro avalia impactos geopolíticos

O memorando segue em análise no Palácio do Planalto e enfrenta divergências internas. Um dos pontos de preocupação envolve o impacto geopolítico do acordo, especialmente pela relação comercial entre Brasil e China.

Setores do governo avaliam que um alinhamento mais próximo aos Estados Unidos em uma estratégia voltada à redução da influência chinesa no mercado mineral poderia gerar desgastes diplomáticos.

Além das questões econômicas, interlocutores do governo apontam fatores políticos como entraves para a assinatura do acordo. A avaliação é de que uma aproximação com Trump em período pré-eleitoral pode ser considerada sensível no cenário político brasileiro.

Acordo também prevê flexibilização regulatória

Outro ponto relevante da proposta trata da aceleração de processos regulatórios e licenciamento ambiental para projetos classificados como prioritários.

O texto também menciona cooperação em áreas como mapeamento geológico, reciclagem mineral e fortalecimento das cadeias globais de suprimento.

Além disso, o acordo prevê mecanismos para evitar práticas consideradas desleais no mercado internacional, incluindo sistemas de preços mínimos para proteger investimentos de longo prazo no setor de minerais estratégicos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/Divulgação

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Informação

Terras raras colocam Brasil no centro das cadeias globais e impulsionam debate estratégico

O Brasil vive um momento decisivo no setor de minerais críticos, com a combinação de novos aportes internacionais em projetos de terras raras e a tramitação do Projeto de Lei nº 2.780/2024. A proposta, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deve ter seu relatório apresentado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, abrindo caminho para votação.

A iniciativa busca estabelecer diretrizes e incentivos para ampliar não apenas a extração, mas também o processamento desses recursos no país, tema central para a inserção brasileira nas cadeias globais de valor.

Minerais estratégicos e transição energética

Recursos como terras raras, lítio e grafite são fundamentais para setores como energia limpa, mobilidade elétrica e tecnologias digitais. Apesar da abundância global, a cadeia produtiva desses insumos ainda é concentrada, com destaque para a liderança da China nas etapas de processamento — justamente onde se concentra maior valor econômico.

Nesse cenário, o posicionamento do Brasil vai além da produção mineral: envolve a capacidade de avançar em segmentos industriais de maior valor agregado.

Papel do capital estrangeiro no setor mineral

A presença de investidores internacionais em projetos no Brasil segue a dinâmica global da mineração, que exige altos volumes de capital, tecnologia avançada e prazos longos de maturação.

Em geral, empreendimentos em estágio inicial atraem investidores dispostos a assumir maiores riscos, enquanto projetos mais próximos da produção demandam estruturas financeiras mais robustas. Esse movimento reflete a lógica econômica do setor, mais do que uma estratégia vinculada à origem do capital.

Desafio: agregar valor à produção nacional

Para o Brasil, a principal questão não é limitar a entrada de recursos externos, mas direcionar essa participação para ampliar a agregação de valor. O objetivo é avançar além da extração, investindo em etapas como beneficiamento, refino e produção de insumos industriais.

Esse avanço depende de fatores como escala produtiva, financiamento e acesso à tecnologia — elementos que podem ser potencializados por parcerias internacionais.

Projeto de lei pode redefinir estratégia nacional

O PL 2.780/2024 surge como peça-chave nesse processo. A proposta prevê incentivos econômicos, melhorias regulatórias e estímulo à industrialização dos minerais, criando um ambiente mais favorável para investimentos em etapas de maior complexidade.

Entre os possíveis impactos estão a redução de custos para transferência de tecnologia e o fortalecimento da coordenação institucional, fatores que podem ampliar a competitividade do país.

Lições internacionais e próximos passos

Experiências globais mostram que o avanço nas cadeias de minerais estratégicos não depende de isolamento, mas de integração qualificada. O caso chinês ilustra como investimentos contínuos em processamento e tecnologia podem transformar a posição de um país no mercado global.

O Brasil reúne vantagens importantes, como disponibilidade de recursos e interesse internacional. No entanto, a consolidação de uma estratégia eficaz dependerá da implementação de políticas que incentivem a industrialização e ampliem a participação nacional nas etapas de maior valor.

Com a tramitação do projeto em curso, o país caminha para definir não apenas sua presença, mas o nível de protagonismo nas cadeias globais ligadas à transição energética.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Internacional

Minerais críticos: EUA enviam missão ao Brasil para discutir investimentos e cooperação estratégica

Representantes do governo dos Estados Unidos desembarcam no Brasil em março para uma agenda focada no setor de minerais críticos e estratégicos. Os encontros ocorrerão em São Paulo e devem reunir autoridades, empresários e investidores interessados em ampliar a cooperação bilateral e viabilizar possíveis financiamentos a projetos no país.

A iniciativa ocorre em meio ao esforço americano para reduzir a dependência global da China na cadeia de suprimentos de insumos considerados essenciais para tecnologia, defesa e transição energética.

Missão americana terá foco político e financeiro

A comitiva será composta por integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos e da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), agência responsável por fomentar investimentos estratégicos em países em desenvolvimento. Representantes da embaixada americana no Brasil também participarão.

Segundo fontes envolvidas na organização da agenda, a forte presença do Departamento de Estado é interpretada como sinal claro de interesse político de Washington nas negociações sobre terras raras, grafite, níquel e outros minerais estratégicos.

As reuniões começam em 16 de março, com um fórum central marcado para o dia 18. O evento discutirá possibilidades de cooperação Brasil-EUA, mapeamento de projetos e eventual apoio financeiro a mineradoras consideradas elegíveis.

Encontro entre Lula e presidente dos EUA pode influenciar agenda

O tom das conversas em São Paulo pode ser impactado por um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, previsto para ocorrer em Washington no mesmo período.

Caso a reunião presidencial aconteça antes das agendas no Brasil, ela poderá balizar politicamente os debates técnicos. Se ocorrer depois, os fóruns em São Paulo devem funcionar como etapa preparatória, alinhando expectativas e identificando projetos com potencial de destravar investimentos americanos.

No setor privado, há expectativa de que os diálogos avancem para a assinatura de um memorando de entendimento, possivelmente nos moldes de acordos recentes firmados pelos EUA com Índia e Arábia Saudita.

Projetos de terras raras estão no radar

Entre os empreendimentos acompanhados de perto está o Projeto Caldeira, da australiana Meteoric Resources. Considerado um dos maiores depósitos de terras raras fora da China, o ativo já recebeu carta de intenção de financiamento do Export-Import Bank of the United States.

Outras iniciativas nas áreas de grafite e níquel também aparecem como candidatas a receber apoio financeiro caso as negociações avancem.

Disputa geopolítica e domínio chinês

O interesse americano está inserido em um cenário global de forte concentração produtiva. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que cerca de 91% do refino mundial de terras raras ocorre na China, que também responde por aproximadamente 94% da fabricação de ímãs permanentes utilizados em turbinas eólicas, motores elétricos e equipamentos militares.

A entidade classifica essa concentração como risco geopolítico relevante, já que o domínio chinês permite influência sobre preços, oferta e o ritmo de desenvolvimento de tecnologias estratégicas, como veículos elétricos, semicondutores e sistemas de armazenamento de energia.

Para Washington, a questão envolve diretamente a segurança nacional e a liderança tecnológica.

Brasil tem potencial, mas produção ainda é incipiente

Nesse contexto, o Brasil surge como alternativa estratégica. O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, embora a produção ainda seja limitada.

O setor carece de um marco regulatório específico e de maior consolidação da cadeia produtiva. Ainda assim, empresas internacionais já iniciaram estudos geológicos e aquisições de projetos no território brasileiro, sinalizando que o país pode ganhar protagonismo na nova geopolítica dos minerais críticos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Evelyn Hockstein

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