Internacional

Navio-tanque é atacado com minas magnéticas no Estreito de Ormuz e sofre incêndio

Um navio-tanque foi alvo de um ataque com duas minas magnéticas, também conhecidas como minas-lapa, enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz, importante corredor marítimo para o transporte mundial de petróleo. Os explosivos foram fixados ao casco da embarcação por um pequeno barco e provocaram um incêndio na casa de máquinas.

O incidente deixou o navio temporariamente sem condições de operação. Segundo informações da Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), vinculada à Marinha britânica, o fogo foi controlado e todos os tripulantes estavam em segurança. Também não houve registro de danos ambientais.

Apesar dos estragos, a embarcação conseguiu retomar a navegação em direção ao próximo porto de escala. Sua identidade não foi divulgada oficialmente pela UKMTO.

Ataque ocorreu próximo à costa de Omã

O episódio foi registrado na quinta-feira (29 de outubro), a aproximadamente 25 milhas náuticas a nordeste de Khasab, em Omã, conforme comunicado da agência britânica.

Até o momento, não há confirmação sobre os responsáveis pela ação.

Avaliações realizadas por três fontes ligadas à segurança marítima apontam que o navio atingido seria o Louise 1, petroleiro de bandeira panamenha. Caso a identificação seja confirmada, o ataque representará o primeiro uso bem-sucedido conhecido de minas-lapa contra uma embarcação na região desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em fevereiro de 2026.

Minas-lapa ampliam riscos à navegação no Estreito de Ormuz

O ataque ocorre em um cenário de sucessivos incidentes envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e em suas proximidades.

A região concentra uma das principais rotas de exportação de petróleo do planeta e ganhou ainda mais relevância estratégica desde o início do conflito. O Irã tem realizado ataques contra navios que, segundo o governo iraniano, desrespeitam as restrições impostas à circulação pela passagem marítima.

A utilização de pequenas embarcações para instalar explosivos no casco de petroleiros representa uma ameaça adicional à segurança da navegação, especialmente nos corredores mais movimentados do estreito.

Em avaliação sobre o episódio, o grupo grego de gerenciamento de riscos marítimos Marisks destacou a facilidade com que uma embarcação de pequeno porte pode se aproximar de um navio-tanque, instalar os dispositivos e deixar o local sem ser identificada.

Explosivos são considerados de baixo custo e fácil utilização

Segundo a Marisks, as minas-lapa começaram a ser utilizadas na região em 2017 e, nos anos seguintes, foram empregadas em ataques contra petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

O grupo também ressaltou que esses dispositivos apresentam baixo custo e são relativamente fáceis de obter.

A estratégia de fixar explosivos diretamente no casco de navios em movimento exige poucos recursos tecnológicos e pode produzir efeitos significativos, tornando-se uma preocupação para operadores marítimos e autoridades responsáveis pela segurança da navegação.

Em setembro, uma tentativa separada de utilização desse tipo de explosivo já havia sido registrada na região. Na ocasião, porém, os dispositivos não chegaram a detonar, segundo duas fontes de segurança marítima.

Petroleiro Louise 1 já havia sido alvo de ataque ucraniano

O navio Louise 1 também esteve envolvido em outro episódio de segurança marítima em julho, quando forças ucranianas o atacaram com drones navais no Mar Negro.

Na ocasião, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou que a embarcação estaria relacionada ao transporte de petróleo russo e integraria a chamada frota fantasma da Rússia, formada por navios utilizados para manter as exportações de petróleo do país.

O operador da embarcação, identificado em bases de dados marítimas como Aquarius Maritime Ventures e sediado no Panamá, não foi localizado imediatamente pela Reuters para comentar o novo incidente.

O ataque no Estreito de Ormuz reforça as preocupações sobre a segurança do transporte internacional de petróleo em meio à escalada das tensões militares e aos riscos enfrentados pelos navios mercantes na região.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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