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Mercosul e União Europeia anunciam acordo de livre comércio

Medida era discutida há 25 anos entre os blocos econômicos. Advogada especialista explica que o acordo é uma oportunidade para alavancar as exportações brasileiras e fortalecer o país no mercado global

Após mais de duas décadas de negociações, o Mercosul e a União Europeia anunciaram oficialmente o acordo de livre comércio entre os blocos econômicos. A medida, que visa a redução ou eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias entre os países, é considerada um marco geopolítico e econômico.

Segundo informações da Agência Gov, o acordo, que integra dois dos maiores blocos econômicos do mundo, abrange cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.

De acordo com a advogada especialista em direito internacional e fundadora da Conexão Global de Empresários, Dryelle Santana, para as empresas que pretendem internacionalizar, este acordo representa uma oportunidade significativa de acesso a novos mercados e aumento da competitividade.

“Esse acordo é um passo estratégico para que empresas brasileiras, especialmente as pequenas e médias, tenham acesso a um mercado mais amplo, competitivo e promissor. Ele reduz custos, simplifica processos e garante maior previsibilidade nas transações comerciais entre os dois blocos. Isso é especialmente relevante para negócios que buscam diversificar mercados ou aumentar sua competitividade global”, explica Santana.

Embora o anúncio tenha sido feito no início de dezembro de 2024, o acordo ainda não foi assinado pelas partes envolvidas. A assinatura deve ocorrer após os textos negociados passarem por uma revisão jurídica e serem traduzidos para os idiomas oficiais de cada país. Somente após as aprovações internas o acordo poderá ser ratificado por cada uma das partes, etapa que permite a entrada em vigor da medida.

A especialista ressalta ainda que, com o acordo, os pequenos e médios empresários passarão a ter uma chance de competir em pé de igualdade com grandes companhias. “A redução de tarifas e o acesso a um mercado com mais de 450 milhões de consumidores na União Europeia são um incentivo sem precedentes. No entanto, é fundamental que esses empresários se preparem para atender às exigências técnicas e regulatórias do mercado europeu”, acrescenta.

“Expandir para o mercado internacional é desafiador. Existem questões regulatórias, culturais e logísticas que podem se tornar barreiras para quem não tem experiência. Por isso, para que o empresário não perca tempo ou recursos tentando resolver essas questões sozinho, buscar ajuda de uma consultoria especializada pode ser uma opção”, completa a advogada.

Internacionalização das empresas

Segundo a especialista da Conexão Global, o acordo pode desempenhar um papel crucial na internacionalização de pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, permitindo acesso a um dos maiores mercados do mundo composto por 27 países.

“O primeiro passo é a informação. Entender o mercado europeu, seus padrões de qualidade, certificações e regulamentações é essencial. Depois, é preciso adequar produtos e serviços às exigências locais, proteger a propriedade intelectual e estruturar uma logística eficiente”, explica Santana.

A advogada evidencia o método desenvolvido pela Conexão Global e direcionado aos empresários que desejam internacionalizar suas companhias, onde eles são guiados desde a pesquisa de mercado até a operação no exterior. “Essa metodologia é pensada para reduzir riscos e garantir que cada etapa do processo seja um investimento, e não um custo.”

“Esse acordo não só cria oportunidades como também exige preparo. Empresas que não estiverem alinhadas com padrões de qualidade, sustentabilidade e inovação podem perder essa chance de ouro”, avalia Santana.

Ela acredita ainda que a internacionalização não é apenas uma estratégia de crescimento, mas uma transformação para o empresário. “A Conexão Global quer ajudar empresas brasileiras a aproveitarem esse momento histórico, fortalecendo suas marcas e ampliando sua atuação mundialmente”, finaliza.

FONTE: TERRA.com
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Vendas globais de veículos elétricos atingem 1,69 milhões em setembro: China se mantém na liderança

O mercado de veículos elétricos e híbridos plug-in apresentou um crescimento significativo em setembro de 2024, com um aumento global de 30,5%, totalizando 1,69 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo mercado chinês, que continua a ser um líder global nas vendas de veículos elétricos.
A Europa também desempenhou um papel crucial nesse crescimento, com um aumento de 4,2% nas vendas no continente, totalizando 300 mil unidades. O Reino Unido, em particular, registrou um crescimento significativo de 24% nas vendas, contribuindo para a recuperação do mercado europeu. Conheça também a lista com os 10 carros mais econômicos para 2025.

Como a China Impulsiona o Mercado Global de Veículos Elétricos?

A China continua a ser o motor central do mercado de veículos elétricos, com um aumento impressionante de 47,9% nas vendas, atingindo 1,12 milhões de unidades. Esse crescimento é atribuído a políticas agressivas de incentivo do governo chinês, que tornaram os veículos elétricos mais acessíveis ao público em geral. As estratégias do país incluem subsídios governamentais e isenções fiscais, o que tem estimulado tanto a produção quanto a compra de veículos elétricos.

A Europa tem mostrado uma tendência crescente nas vendas de veículos elétricos, mas enfrenta desafios específicos. Na França, por exemplo, o governo anunciou a redução do apoio estatal aos compradores, o que pode afetar as vendas futuras. Em contraste, a Alemanha implementou um desagravamento fiscal para empresas, incentivando a aquisição de veículos elétricos por meio de incentivos fiscais. Este movimento é visto como um passo para estimular a transição ecológica no país.

Como está o Mercado de Veículos Elétricos na América do Norte?

Nos Estados Unidos e no Canadá, o crescimento das vendas de veículos elétricos foi mais modesto, registrando um aumento de 4,3%, com 150 mil unidades vendidas. Os analistas apontam que o cenário político nos Estados Unidos, especialmente considerando as eleições futuras, pode trazer incertezas para o mercado de veículos elétricos. No entanto, há um movimento crescente de investimento em infraestrutura para veículos elétricos, o que pode impulsionar as vendas nos próximos anos.

Perspectivas Futuras para o Mercado de Veículos Elétricos

A evolução do mercado de veículos elétricos é um reflexo das mudanças nas políticas ambientais globais e do aumento da conscientização sobre questões climáticas. A expectativa é de que as vendas globais continuem a crescer, especialmente com o contínuo apoio governamental em regiões estratégicas. À medida que a tecnologia avança, é provável que os veículos elétricos se tornem cada vez mais acessíveis e populares entre os consumidores.

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Auditores-fiscais da Receita iniciam operação-padrão nas aduanas; saiba o que pode ser afetado

Sindifisco Nacional cita que, em Uruguaiana (RS), foi ‘intensificada a verificação documental de cargas e de veículos, tanto de importação, quanto de exportação, gerando filas de caminhões’

Os auditores-fiscais da Receita Federal começaram nesta quinta-feira, 5, operação-padrão nas aduanas. Em anos anteriores, movimentos semelhantes da categoria prejudicaram, por exemplo, a indústria, com a morosidade na liberação de cargas nos portos, provocando atrasos na produção em fábricas com estoques enxutos.

Segundo nota divulgada pelo Sindifisco Nacional, a categoria reivindica o chamamento de todos os auditores-fiscais aprovados em concurso público, o fortalecimento do órgão e o reajuste do vencimento básico.

“As ações prosseguirão nesta sexta-feira, 6, e serão definidas pelos auditores de acordo com as unidades e os processos de trabalho, mantendo-se equipes para análise e desembaraço das cargas prioritárias definidas em lei, como remédios e cargas vivas.”

“Em Uruguaiana (RS), foi intensificada a verificação documental de cargas e de veículos que transitam no porto seco rodoviário, tanto de importação, quanto de exportação, gerando filas de caminhões”, diz a nota.

Ainda de acordo com o Sindifisco, as iniciativas representam a intensificação do estado de mobilização que teve início em julho, “dando visibilidade também à falta de cumprimento de acordo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) com a instalação da Mesa Específica e Temporária da categoria para discussão das pautas”.

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Como a BYD superou a Tesla e se tornou a maior vendedora de carros elétricos do mundo

Você já ouviu falar da BYD?
Essa empresa chinesa, que começou sua jornada produzindo baterias, tornou-se um dos maiores nomes no mercado de veículos elétricos. Em poucos anos, a BYD conseguiu desbancar gigantes como a Tesla e se tornou a maior vendedora de carros elétricos do mundo. Essa história de ascensão meteórica mostra como a indústria automotiva chinesa se transformou e agora compete de igual para igual com grandes potências mundiais.

O crescimento da BYD é um reflexo das mudanças rápidas e intensas que ocorrem no cenário global da indústria automobilística. Com uma previsão de mercado de US$ 8,8 trilhões até o final da década, a competição entre empresas chinesas e americanas, como a BYD e a Tesla, só tende a aumentar. Além de ser uma batalha empresarial, é também uma disputa de liderança tecnológica entre China e Estados Unidos.

Como tudo começou: o surgimento da BYD
A BYD foi fundada em 1995 por Wang Chuanfu na cidade de Shenzhen. Inicialmente, a empresa focava na fabricação de baterias recarregáveis para celulares e rapidamente se destacou pelo seu compromisso com a inovação e qualidade. Wang, com sua formação em química e engenharia, se utilizou de seu conhecimento para desenvolver produtos que atraíam grandes clientes como Motorola, Nokia e Samsung.

Em 2003, a BYD decidiu diversificar sua atuação e adquiriu a Xi’an Tsinchuan Automobile. Essa aquisição marcou a entrada da empresa no mercado automotivo. O primeiro carro lançado foi o F3, que rapidamente ganhou popularidade na China. Mesmo assim, foi o lançamento do F3 DM em 2008, um híbrido plug-in, que realmente posicionou a BYD como uma força emergente na indústria de veículos elétricos.

Inovação de baterias e estratégias de mercado da BYD
Um dos grandes diferenciais da BYD sempre foi a sua capacidade de inovar, especialmente na área de baterias. Em 2020, a empresa lançou a Bateria Blade, feita de fosfato de ferro-lítio, que se destaca por sua segurança, durabilidade e economia. Essa inovação permitiu que a empresa mantivesse um forte controle sobre a produção dos componentes essenciais de seus veículos, melhorando a eficiência e reduzindo custos.

  • Foco Inicial: Inicialmente, a BYD concentrou-se em segmentos específicos como táxis e frotas de ônibus, garantindo uma base sólida antes de expandir para o mercado de consumidores individuais.
  • Qualidade e Crescimento: Ao longo do tempo, a qualidade dos veículos da BYD aumentou, impulsionando as vendas de modelos populares como o Han e o Tang.
  • Rivalidade com a Tesla: A competição com a Tesla esquentou em 2023, quando a BYD produziu mais de 3 milhões de veículos elétricos, superando os 1,84 milhões fabricados pela Tesla.
  • Expansão Internacional: Em 2023, a BYD expandiu suas operações para 70 países, vendendo 276 mil veículos no exterior, representando um crescimento de 334% nas exportações.

    O futuro da BYD no mercado global

O sucesso da BYD até aqui nos dá uma ideia das possibilidades futuras. Com um compromisso constante com a inovação e a sustentabilidade, a empresa está bem posicionada para enfrentar os desafios que vêm pela frente. A liderança da BYD no mercado de veículos elétricos não é apenas uma façanha empresarial, mas também um sinal de que estratégias bem executadas e inovação contínua são a chave para o sucesso global.

Em resumo, a BYD é um exemplo claro de como uma visão estratégica e um compromisso com a inovação podem transformar uma empresa de uma simples fabricante de baterias em um gigante global no mercado de veículos elétricos. Com passos firmes e um futuro promissor, a BYD continua a construir seus sonhos em grande escala, mostrando que grandes ambições podem se tornar realidade.

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