Economia

Real e peso mexicano atingem recorde de negociações nos Estados Unidos em 2026

O mercado de câmbio latino-americano registrou forte expansão no primeiro semestre de 2026. O CME Group, uma das maiores plataformas globais de derivativos financeiros, alcançou volume recorde nas negociações de contratos ligados ao real brasileiro e ao peso mexicano entre janeiro e junho.

Somadas, as operações movimentaram uma média diária de US$ 2,94 bilhões no período. O crescimento também apareceu no interesse em aberto, indicador que contabiliza os contratos mantidos pelos investidores e ainda não encerrados.

Segundo o CME Group, os resultados refletem a maior demanda por instrumentos de proteção cambial, especialmente para administrar a exposição às oscilações das moedas e os riscos associados aos mercados da América Latina.

Peso mexicano lidera volume de negociações

Os contratos futuros de peso mexicano concentraram a maior parte das operações. O volume médio diário chegou a US$ 2,2 bilhões, alta de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

O interesse em aberto desses contratos também avançou e ultrapassou US$ 6,2 bilhões, reforçando a maior participação dos investidores nos instrumentos de mercado futuro de moedas.

Futuros de real atingem maior nível da série histórica

Os contratos futuros de real brasileiro também apresentaram desempenho recorde. A média diária negociada alcançou US$ 740 milhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O interesse em aberto superou US$ 2,6 bilhões. As opções sobre o real registraram, por sua vez, o melhor primeiro semestre da série histórica da plataforma.

“Os números do primeiro semestre mostram que, à medida que o mercado latino-americano continua a crescer, os participantes buscam formas confiáveis e transparentes de gerenciar seus riscos”, afirmou Paul Houston, Global Head de Produtos de Câmbio do CME Group.

Segundo o executivo, os contratos negociados em bolsa vêm sendo utilizados como complemento às operações de mercado de balcão (OTC), por contribuírem para a redução de custos e para uma maior eficiência na gestão das operações.

NDFs ganham força no mercado de câmbio

Outro destaque no período foi a recuperação dos contratos a termo não entregáveis (NDFs) na plataforma EBS Market.

As negociações envolvendo conjuntamente real brasileiro, peso chileno, peso colombiano e sol peruano atingiram o maior volume médio diário desde 2023.

Para o Itaú Unibanco, a estrutura disponibilizada pelo CME Group amplia as alternativas de liquidez para instituições que negociam moedas latino-americanas.

A plataforma permite o acesso a liquidez internacional e também a ofertas de formadores de mercado e gestores de recursos com atuação nos mercados locais.

Itaú destaca acesso à liquidez global e local

Bernardo Gattass, Head de Volatility Trading do Itaú Unibanco, afirmou que a infraestrutura do CME Group permite aos clientes combinar diferentes fontes de liquidez sem a necessidade de estabelecer acordos bilaterais ISDA separados com contrapartes locais.

Na avaliação do executivo, a inclusão do CME Group entre os provedores de preços amplia as alternativas disponíveis para investidores institucionais, que passam a contar com uma base mais diversificada de liquidez.

CME Group reúne diversos mercados financeiros

O CME Group disponibiliza negociação de futuros, opções, ativos à vista e instrumentos de balcão. A oferta inclui produtos relacionados a juros, índices acionários, câmbio, criptomoedas, energia, agricultura e metais.

Os contratos futuros e as opções são negociados por meio da plataforma CME Globex. O grupo também opera a BrokerTec, especializada em renda fixa, e a EBS, voltada ao mercado cambial.

Além disso, a companhia mantém a CME Clearing, uma das principais estruturas de compensação central utilizadas pelo sistema financeiro internacional.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Soja em Chicago se recupera após mínimas recentes impulsionada por novas vendas dos EUA

Mercado reage a anúncios de exportação
Os contratos futuros de soja em Chicago encerraram a quarta-feira em alta, apoiados pela confirmação de novas vendas externas dos Estados Unidos. As negociações ganharam força após o mercado tocar as mínimas de várias semanas, segundo operadores.

O contrato para janeiro avançou 4 centavos, fechando a US$ 10,9125 por bushel, após ter chegado a US$ 10,815, o menor valor desde 30 de outubro.

A reação positiva ocorreu depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou exportações privadas de 136 mil toneladas de soja para a China, além de 331 mil toneladas destinadas a compradores não identificados e 120 mil toneladas de farelo de soja vendidas à Polônia.

Produção da América do Sul limita ganhos
Apesar da recuperação, os avanços foram contidos pelas projeções de grandes colheitas de soja na América do Sul, favorecidas por semanas de clima positivo, incluindo chuvas recentes em boa parte do Brasil. A expectativa de ampla oferta global segue pressionando o mercado.

Trigo e milho recuam
No mesmo pregão, o trigo fechou em baixa de 5 centavos, a US$ 5,295 por bushel, após tocar US$ 5,2525, o menor nível desde 23 de outubro.
O milho também encerrou em leve queda, negociado a US$ 4,4425 por bushel.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Comércio Exterior

Regras mais rígidas devem reduzir entrada de carne estrangeira

O governo da China comunicou, em uma reunião emergencial realizada nesta sexta-feira (14) em Xangai, que adotará um pacote de medidas para restringir a importação de carne bovina. As normas passam a valer após o anúncio oficial da salvaguarda, previsto para 26 de novembro, e reforçam a estratégia de Pequim de proteger a produção doméstica e conter a crescente entrada do produto estrangeiro.

Segundo autoridades chinesas, o aumento das compras externas estaria causando um impacto grave na pecuária nacional. Informações divulgadas pela Tardáguila apontam que o governo foi direto ao afirmar que a carne importada tem pressionado os produtores locais, justificando uma política de controle mais rígida: o objetivo é “proteger o gado nacional e evitar um impacto destrutivo”.

Novas exigências para o comércio internacional

Durante a reunião, quatro mudanças principais foram delineadas, todas com efeito direto sobre o fluxo global de exportações:

1. Fiscalização alfandegária reforçada

A inspeção das cargas de carne bovina importada será ampliada e mais frequente. A tendência é de aumento da burocracia, do prazo de desembaraço e dos custos logísticos para importadores.

2. Criação de quotas para compras externas

A China pretende estabelecer quotas de importação, limitando formalmente o volume de carne bovina que pode entrar no país e favorecendo o produto doméstico.

3. Suspensão de novas habilitações de plantas exportadoras

Mais frigoríficos — especialmente aqueles que operam com grande número de armazéns — devem perder a autorização para embarcar carne para o mercado chinês, reduzindo o total de instalações habilitadas.

4. Restrição severa ao crédito

O acesso a financiamentos para importadores será reduzido, diminuindo a capacidade de compra e desacelerando o ritmo das importações.

Impactos para o Brasil e para o mercado global

As regras valem para o Brasil e demais fornecedores internacionais e podem reduzir o volume de importações ao longo de 2026. Analistas alertam que o cenário tende a pressionar preços internacionais, aumentar a volatilidade e exigir diversificação de destinos por parte dos exportadores.

A preocupação ganha peso porque a China permanece como o principal comprador da proteína brasileira. Um recuo no apetite do gigante asiático pode alterar o equilíbrio global de oferta e demanda, gerando efeitos diretos sobre frigoríficos e pecuaristas.

Reação imediata da B3

Diante das sinalizações vindas de Pequim, o mercado futuro abriu esta segunda-feira (17) em queda na B3. Às 10h19 (horário de Brasília), os contratos registravam desvalorização:

  • Novembro/25: queda de 0,45%, negociado a R$ 317,55/@;
  • Dezembro/25: recuo de 0,75%, cotado a R$ 317,70/@;
  • Janeiro/26: baixa de 0,37%, a R$ 323,75/@;
  • Fevereiro/26: queda de 0,43%, valendo R$ 325,30/@.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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