Economia

Dólar supera R$ 5,50 e acumula quarta alta seguida com ruídos políticos no Brasil

Moeda reage a cenário eleitoral e avança no mercado doméstico

O dólar voltou a ganhar força no mercado brasileiro nesta quarta-feira, registrando a quarta alta consecutiva e ultrapassando novamente o patamar de R$ 5,50. O movimento reflete o aumento das incertezas políticas ligadas às eleições presidenciais de 2026, especialmente diante da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto, no exterior, a moeda norte-americana também manteve valorização.

No encerramento do pregão, o dólar à vista avançou 1,07%, cotado a R$ 5,5223. Apesar da sequência recente de ganhos, a divisa ainda acumula queda de 10,63% no ano.

Dólar futuro tem leve alta na B3

Por volta das 17h07, o contrato de dólar futuro para janeiro, atualmente o mais negociado na B3, subia 0,13%, a R$ 5,5350, indicando manutenção do viés de cautela entre os investidores.

Pesquisa eleitoral amplia cautela dos investidores

Na véspera, o mercado já havia reagido a uma pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição confortável na corrida presidencial frente a adversários da direita.

Em um dos cenários estimulados, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 23%, e Tarcísio de Freitas, com 10%. O levantamento indica ainda vitória de Lula em todos os cenários de segundo turno.

Mercado avalia impacto da possível candidatura de Flávio Bolsonaro

A leitura predominante entre agentes financeiros é que uma eventual consolidação de Flávio Bolsonaro como nome da direita pode inviabilizar a candidatura de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e visto por parte do mercado como uma alternativa mais alinhada à agenda econômica liberal. Esse cenário tende a favorecer a reeleição de Lula, aumentando a aversão ao risco nos ativos brasileiros.

As preocupações ganharam força após informação divulgada pelo site Metrópoles, segundo a qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria indicado a investidores que Tarcísio deve buscar a reeleição em São Paulo, enquanto Flávio avançaria como candidato ao Planalto.

Ibovespa cai e juros futuros sobem

Durante a tarde, o dólar acompanhou a queda do Ibovespa e a alta expressiva das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Às 13h51, a moeda atingiu a máxima intradiária de R$ 5,5320, com valorização de 1,24%.

Cenário externo também favorece o dólar

No mercado internacional, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Além disso, o dólar avançou frente à libra esterlina, diante da expectativa de corte de juros pelo Banco da Inglaterra.

No fim da tarde, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,17%, aos 98,382 pontos.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e agências internacionais.
Texto: Redação

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Economia

Mercado financeiro eleva projeção do PIB do Brasil para 2025

O mercado financeiro revisou para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção para o PIB passou de 2,16% para 2,25% nesta semana. A pesquisa reúne expectativas de diversas instituições sobre os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, as projeções seguem estáveis: o PIB de 2026 foi ajustado de 1,78% para 1,8%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar altas de 1,84% e 2%, respectivamente.

Economia mantém ritmo apoiada por serviços e indústria
Dados do IBGE mostram que a economia brasileira avançou 0,4% no segundo trimestre, sustentada pelo setor de serviços e pela indústria. Em 2024, o país encerrou o ano com crescimento de 3,4%, o quarto consecutivo, registrando o melhor desempenho desde 2021, quando o PIB subiu 4,8%.

No câmbio, a previsão do mercado para o dólar é de R$ 5,40 ao fim de 2025 e R$ 5,50 no fechamento de 2026.

Inflação recua e estimativas se aproximam da meta
O Boletim Focus também reduziu a previsão para o IPCA, a inflação oficial, de 4,43% para 4,4% em 2025. Para 2026, a expectativa caiu levemente para 4,16%, enquanto 2027 e 2028 devem registrar inflação de 3,8% e 3,5%.

Esta é a quarta queda consecutiva nas projeções, após o resultado de outubro, quando o IPCA foi de 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. A desaceleração foi puxada pela redução na conta de luz, segundo o IBGE.
Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta definida pelo CMN, de 4,5%.

Selic segue elevada e pode permanecer alta por mais tempo
Para controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião do Copom. Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC afirma que a inflação ainda está acima do desejado e que o cenário internacional — especialmente nos Estados Unidos — continua incerto.

O Copom se reúne novamente nesta semana, e analistas esperam que a taxa básica encerre 2025 também em 15%. Para 2026, a projeção é de queda para 12,25%, seguida por recuos para 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

Quando a Selic sobe, o objetivo é conter a demanda e segurar os preços, já que juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança — movimento que pode limitar o crescimento econômico. Já reduções na taxa tendem a baratear empréstimos, incentivando produção, consumo e atividade econômica.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcello Casal Jr – Agência Brasil

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Economia

Dólar à vista mantém estabilidade frente ao real em dia de oscilações no exterior

O dólar à vista encerrou a quinta-feira praticamente estável, acompanhando o comportamento misto da moeda norte-americana no mercado internacional. A divisa recuou 0,06%, fechando a R$ 5,3103 na venda, após ter mostrado queda mais intensa no início do dia.

Cenário externo influencia câmbio
No mercado futuro, o contrato de dólar para janeiro de 2026 — o mais negociado na B3 — registrou leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,3415. O movimento tímido ocorre em meio à divulgação de novos dados da atividade econômica e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta que o mercado atribui 87% de probabilidade de que o Fed reduza a taxa básica em 25 pontos-base na próxima semana. Às 17h31, o índice do dólar (DXY) avançava 0,12%, para 99,018.

Desempenho das moedas emergentes
Com o cenário internacional favorável, moedas de países emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharam força. O real acompanhou o movimento e operou boa parte da manhã abaixo de R$ 5,30, chegando à mínima de R$ 5,2882 às 11h19. No entanto, ajustes técnicos no período da tarde levaram a uma reversão parcial, e a moeda atingiu a máxima de R$ 5,3172 às 15h27.

Para o gestor Eduardo Aun, da AZ Quest, a performance do real segue alinhada à de outras moedas emergentes. Ele avalia que a tendência de valorização do real deve se manter até o fim do ano, destacando que os próximos dados do payroll podem definir a direção da política monetária americana e influenciar o câmbio na segunda quinzena.

PIB brasileiro mostra desaceleração
No cenário doméstico, o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, abaixo da projeção de alta de 0,2% apontada por pesquisa da Reuters. Na comparação anual, houve expansão de 1,8%, conforme dados do IBGE.

Os números confirmam a desaceleração econômica ao longo de 2024. O PIB havia crescido 1,5% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo, após revisões do instituto.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Economia

Dólar fecha em leve baixa com mercado à espera de dados dos EUA

Sessão marcada por cautela e menor volume

O dólar encerrou a terça-feira em leve queda no mercado brasileiro, em meio a uma sessão esvaziada de indicadores econômicos e marcada pela expectativa por dados relevantes nos Estados Unidos ao longo da semana. A divisa norte-americana refletiu sinais mistos no exterior e a postura mais cautelosa dos investidores.

O dólar à vista recuou 0,26%, fechando a R$ 5,3186 na venda. No acumulado do ano, a moeda registra baixa de 13,92%. O dólar futuro para dezembro, o contrato mais negociado na B3, também caiu, perdendo 0,19%, para R$ 5,3300.

Caso Banco Master entra no radar, mas não afeta câmbio

Durante o dia, o mercado acompanhou as notícias sobre a prisão de Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, acusado de uma possível fraude de R$ 12 bilhões. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição e suspendeu suas operações. Apesar da gravidade, o episódio não gerou impacto direto na cotação da moeda.

Oscilações limitadas e falta de direção externa

A terça-feira foi marcada por volatilidade restrita. O dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,3471 (+0,27%) às 9h26 e a mínima de R$ 5,3155 (-0,32%) às 16h19, mantendo margens estreitas de negociação.

No cenário internacional, o desempenho da moeda americana continuou heterogêneo: subia frente ao peso chileno, mas caía em relação ao peso colombiano e ao peso mexicano. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, mostrava estabilidade em 99,551 no fim da tarde.

Expectativas por dados e eventos dos EUA

O foco dos investidores permanece voltado para uma série de divulgações nos EUA:

Balanço da Nvidia

O mercado aguarda, nesta quarta-feira, o relatório da Nvidia, que pode influenciar a percepção sobre o valor das ações de tecnologia em meio ao avanço da inteligência artificial.

Ata do Federal Reserve

Também nesta quarta, será divulgada a ata do Fed, documento crucial para entender os próximos passos da política monetária norte-americana.

Payroll na quinta-feira

Na quinta, sai o novo payroll, primeiro após o fim da paralisação parcial do governo dos EUA. O dado pode oferecer pistas sobre a possibilidade de corte de juros em dezembro.

No fim da tarde, o mercado atribuía 51,1% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,75% a 4,00%, contra 48,9% de chance de redução de 0,25 ponto percentual, segundo o CME FedWatch.


Cenário favorece entrada de capital no Brasil

A combinação entre possíveis cortes de juros nos EUA e a manutenção da Selic em 15% continua sendo vista como atrativa para investidores estrangeiros, contribuindo para manter o dólar mais baixo frente ao real.

Pela manhã, o Banco Central realizou a venda de 45 mil contratos de swap cambial, referentes à rolagem do vencimento de 1º de dezembro.


Com informações de agências de mercado.
Texto: Redação

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Bolsa brasileira dispara e marca novo recorde histórico

Ibovespa atinge 150 mil pontos e vive melhor momento em mais de uma década.

A Bolsa de Valores brasileira segue em forte alta e alcançou, nesta segunda-feira (3), a marca inédita de 150 mil pontos no Ibovespa, acumulando valorização superior a 20% em 2025. O desempenho contrasta com o fim turbulento de 2024, quando o índice caiu 9,35% e encerrou o ano em 118 mil pontos, pressionado pela crise fiscal e pela desconfiança em relação aos ativos brasileiros. Naquele período, o dólar chegou à máxima de R$ 6,20.

Mudança no cenário global impulsiona emergentes

A virada começou com a posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos. A nova política tarifária americana aumentou a cautela de investidores sobre a estabilidade econômica dos EUA — tradicionalmente vistos como porto seguro — e provocou uma migração de recursos para mercados emergentes e ativos alternativos, como o ouro.

Com isso, diversas bolsas de países em desenvolvimento também avançaram: o S&P/BMV IPC (México) subiu 25%, enquanto os chineses CSI 1000 e Shanghai Composite cresceram 30% e 22%, respectivamente. Já o MSCI COLCAP (Colômbia) e o S&P CLX IPSA (Chile) dispararam 42% cada.

“O movimento de diversificação geográfica trouxe uma enxurrada de liquidez para as bolsas emergentes”, explica Matheus Amaral, especialista em renda variável do Inter. Segundo ele, mercados menos consolidados reagem de forma mais intensa à entrada de capital estrangeiro.

Dólar enfraquecido e juros altos favorecem emergentes

A incerteza sobre a política econômica de Trump também contribuiu para o enfraquecimento global do dólar, o que, aliado a juros reais mais elevados, levou os mercados emergentes a viver “seu melhor momento em mais de uma década”, segundo Leonardo Terroso, analista da AMW, ligada à Warren Investimentos.

Outro fator de impulso é a desconfiança crescente em relação à bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos. Muitos investidores têm buscado proteção e diversificação fora de Wall Street. Além disso, o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) tem redirecionado recursos da renda fixa americana para outros mercados.

Brasil se beneficia de fatores internos e externos

O Brasil tem se destacado entre os emergentes, não apenas pela liquidez global, mas também por avanços domésticos. Entre eles, a recente reunião entre Trump e o presidente Lula, realizada na Malásia, que abriu diálogo sobre as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros. Apesar da falta de acordos concretos, o gesto foi interpretado como sinal positivo para o clima político e comercial, fortalecendo o real e o otimismo na Bolsa.

A queda projetada da Selic também reforça o apetite por renda variável. Hoje em 15%, a taxa deve começar a recuar no início de 2026, conforme as expectativas de inflação convergem para o teto da meta do Banco Central (3% ao ano). O último Boletim Focus prevê o IPCA em 4,56% para 2025 e Selic em 12,25% para 2026.

Ibovespa ainda é considerado “barato”

Mesmo em 150 mil pontos, analistas afirmam que a Bolsa brasileira segue subavaliada. O múltiplo preço/lucro do Ibovespa está em 8,5 vezes, abaixo da média histórica de 11 vezes e do “valor justo” estimado pela XP Investimentos, de 10 vezes.

Para efeito de comparação, o S&P 500 americano negocia a 23 vezes lucro. A XP projeta o Ibovespa em 170 mil pontos em 2026, caso o cenário macroeconômico se mantenha estável.

“O investidor local ainda está mais voltado à renda fixa, mas, com a queda dos juros, tende a voltar para a Bolsa”, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus. Ele ressalta que o investidor brasileiro hoje prefere CDI, CRIs, LCIs, LCAs e debêntures, mas essa tendência deve mudar conforme o retorno da renda variável se torne mais atrativo.

Risco fiscal e eleições podem limitar ganhos

Apesar do otimismo, persiste o temor de uma crise fiscal a partir de 2027. “O Brasil cresce, o desemprego está baixo e a inflação sob controle, mas o modelo de crescimento baseado em dívida preocupa”, avalia Miranda. Para ele, o mercado vive um momento semelhante ao de 2013-2014, que precedeu a crise de 2015-2016.

A expectativa é que o Ibovespa siga em alta até o primeiro trimestre de 2026, quando as eleições passam a influenciar o humor dos investidores. Três cenários estão no radar:

  1. Governo de centro-direita, reformista e fiscalista, o mais favorável ao mercado;
  2. Reeleição de Lula, com postura semelhante à de Simone Tebet, disposta a promover ajuste fiscal;
  3. Manutenção da política econômica atual, considerada expansionista, o que poderia aumentar o risco Brasil.

“Se Lula sinalizar compromisso com o equilíbrio fiscal, a Bolsa continuará subindo. O mercado não é personalista: ele reage à política econômica”, conclui Miranda.

FONTE: Com informações da Folha de S.Paulo e mercado financeiro.
TEXTO: Redação

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Economia

PMI industrial da China desacelera em outubro, mas mercado reage com alta moderada

O PMI industrial Caixin da China registrou queda para 50,6 pontos em outubro, após marcar 51,2 em setembro, ficando ligeiramente abaixo da projeção de 50,7 esperada pelo mercado. Apesar da desaceleração, o índice permanece acima da marca de 50 pontos, o que indica que a atividade industrial chinesa segue em expansão, embora em ritmo mais moderado.

O resultado, divulgado na noite de domingo (2 de novembro), reforça o cenário de recuperação gradual da economia chinesa, que ainda enfrenta desafios estruturais, como a demanda externa enfraquecida e a lentidão do setor imobiliário. O PMI Caixin, que mede o desempenho principalmente de empresas privadas e exportadoras, mostra que o crescimento de novos pedidos desacelerou, enquanto os custos de insumos continuam pressionando as margens das fábricas.

Mercado chinês reage com leve alta

Mesmo com o dado abaixo das expectativas, os mercados financeiros da China iniciaram a semana em alta moderada. O índice Shanghai SE avançou 0,55%, e o China A50 subiu 0,46% nesta segunda-feira (3 de novembro), impulsionados pelas expectativas de novas medidas de estímulo fiscal e monetário por parte de Pequim.

No mercado cambial, o yuan (CNY) teve leve desvalorização frente ao dólar, com a cotação USD/CNY em 7,1210, representando uma variação de +0,06%.

Recuperação segue, mas em ritmo mais lento

Os investidores continuam atentos à política de crédito dos bancos chineses e à demanda doméstica, fatores que devem influenciar o desempenho industrial no último trimestre do ano.

O resultado do PMI industrial sinaliza que a segunda maior economia do mundo segue em terreno positivo, mas em ritmo de crescimento mais contido — um alerta para as metas de expansão de 2025, quando o governo chinês pretende manter o crescimento acima de 5%.

FONTE: ADVFN Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ADVFN Brazil

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Internacional

Dívida da China e dos EUA pode gerar impactos globais na economia, alertam especialistas

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam crescimento expressivo da dívida bruta do governo de China e Estados Unidos nos próximos anos. Segundo o relatório de outubro, a relação dívida/PIB da China deve ultrapassar 100% em 2026 e chegar a 116% em 2030. Já a economia norte-americana poderá registrar dívida equivalente a 143,4% do PIB em 2030, superando os atuais 125% previstos para 2025.

Projeção da dívida (% do PIB)

China:

  • 2025: 96,3%
  • 2026: 102,3%
  • 2027: 106,3%
  • 2028: 109,7%
  • 2029: 112,9%
  • 2030: 116,1%

Estados Unidos:

  • 2025: 125%
  • 2026: 128,7%
  • 2027: 132,7%
  • 2028: 136,6%
  • 2029: 140,1%
  • 2030: 143,4%

Impactos da dívida americana na economia global

O economista Rafael Prado, da GO Associados, alerta que a expansão da dívida nos EUA representa maior risco para os mercados internacionais. “Os Estados Unidos concentram ativos considerados portos seguros. Uma crise de confiança pode pressionar de forma intensa os mercados financeiros globais, alterando a composição das carteiras de investimento”, explica Prado.

O especialista cita o aumento recente do preço do ouro, que em outubro ultrapassou US$ 4.000 a onça, como reflexo da busca por segurança diante das incertezas econômicas e geopolíticas. “Embora os investidores ainda mantenham capital em dólar, há uma redução gradual da exposição ao dólar americano. Muitos bancos centrais estão aumentando suas reservas em ouro”, acrescenta.

Crescimento da dívida chinesa e efeitos sobre commodities

Para a China, o aumento da dívida pode impactar negativamente o mercado de commodities e as moedas de economias emergentes mais dependentes do país. Prado explica que, se o governo reduzir déficits primários para conter o endividamento, a atividade econômica tende a desacelerar. Por outro lado, uma intensificação da guerra comercial com os EUA pode levar Pequim a estimular a economia, aumentando o déficit e a dívida.

O especialista também alerta para a possibilidade de elevação dos juros futuros na China, atraindo capital para o mercado doméstico de renda fixa e reduzindo investimentos em outros países emergentes, o que pressiona suas curvas de juros.

Setores manufatureiro e imobiliário na China sob risco

O analista Gilvan Bueno, do CNN Money, destaca a relevância dos setores de manufaturados e imobiliário para a economia chinesa. Ele lembra que crises como a da incorporadora Evergrande, que acumula dívidas de 2,4 trilhões de yuans (cerca de R$ 1,7 trilhão, 2% do PIB), tiveram efeito imediato sobre cadeias produtivas, empregos e setores exportadores.

“Uma explosão da dívida chinesa pode reduzir o crescimento global, a produtividade das empresas e aumentar o desemprego. Setores como siderurgia, mineração, commodities e indústria de transformação foram os primeiros a sentir o impacto”, afirma Bueno.

Conclusão

O crescimento acelerado da dívida pública de China e Estados Unidos apresenta desafios distintos para a economia global: enquanto os EUA concentram ativos estratégicos de confiança internacional, a China influencia diretamente commodities e cadeias produtivas em países emergentes, exigindo atenção de investidores e formuladores de política econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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