Transporte

Déficit de motoristas preocupa transporte interestadual e chega a 30% no Brasil

O transporte rodoviário interestadual de passageiros enfrenta uma escassez significativa de profissionais. Atualmente, o déficit de motoristas é estimado em cerca de 30%, cenário que mobiliza empresas e entidades do setor em busca de soluções para atrair novos trabalhadores e garantir a renovação da categoria.

Levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) aponta que mais de 60 mil motoristas atuam no segmento, enquanto a demanda ideal seria próxima de 86 mil profissionais. A situação é ainda mais crítica nos estados da região Centro-Oeste, onde a falta de mão de obra é mais acentuada.

Empresas recorrem a motoristas aposentados

Apesar da escassez ainda não comprometer a operação das empresas devido ao ritmo mais lento do mercado, o problema preocupa no médio e longo prazo. Para manter as escalas de viagem, muitas transportadoras têm incentivado motoristas aposentados a permanecerem em atividade.

No entanto, representantes do setor avaliam que essa alternativa é temporária. Com o avanço da idade, parte desses profissionais poderá encontrar dificuldades para renovar a habilitação exigida para o exercício da profissão, o que tende a ampliar a carência de trabalhadores nos próximos anos.

Mudança no perfil profissional reduz interesse pela atividade

Além do envelhecimento da categoria, o setor observa uma transformação no comportamento dos trabalhadores. A rotina de longas viagens e pernoites fora de casa tem afastado muitos candidatos, que passaram a buscar ocupações com maior possibilidade de retorno diário ao lar.

Entre as alternativas escolhidas estão atividades como motorista por aplicativo, táxi e transporte urbano, que oferecem jornadas mais previsíveis e maior convivência com a família.

Outro fator apontado é a ampliação das responsabilidades da função. Atualmente, além da condução do veículo, os profissionais precisam lidar com atendimento aos passageiros, sistemas eletrônicos embarcados e outras tecnologias presentes nos ônibus modernos.

Com isso, parte dos motoristas também migrou para o transporte de cargas, onde a remuneração pode ser semelhante e não há necessidade de interação constante com passageiros.

Pesquisa busca entender como atrair novos motoristas

Na tentativa de enfrentar o problema, a Abrati e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) estão preparando uma pesquisa nacional para identificar o perfil atual dos profissionais e compreender quais fatores podem tornar a carreira mais atrativa.

O estudo também pretende levantar as principais demandas da categoria e fornecer subsídios para estratégias de recrutamento, capacitação e retenção de trabalhadores.

Envelhecimento da categoria amplia preocupação

Outro desafio está relacionado à idade dos profissionais em atividade. Hoje, a maior parte dos motoristas rodoviários está na faixa entre 40 e 50 anos, o que evidencia a dificuldade de atrair trabalhadores mais jovens para o segmento.

Embora a experiência seja considerada um diferencial para a profissão, o envelhecimento da mão de obra aumenta o risco de agravamento da escassez caso não haja renovação nos próximos anos.

Participação feminina ainda é pequena

A presença de mulheres no transporte rodoviário de passageiros continua reduzida. Entre os fatores apontados para a baixa adesão estão as viagens de longa duração e a necessidade de permanecer vários dias fora de casa, condição que ainda pesa sobre muitas mulheres devido às responsabilidades familiares.

Mesmo assim, programas de formação desenvolvidos pelo Sest Senat vêm contribuindo para ampliar, de forma gradual, a participação feminina tanto no transporte coletivo quanto no setor de cargas.

Saúde e segurança ganharam prioridade nas empresas

Nos últimos anos, as transportadoras também reforçaram os protocolos voltados à segurança viária e à saúde dos profissionais.

Entre as medidas adotadas estão exames médicos periódicos, testes de bafômetro antes das viagens e monitoramento para prevenir situações que possam comprometer a condução, como consumo de álcool, drogas e outras formas de dependência. Algumas empresas também passaram a desenvolver ações preventivas relacionadas ao vício em apostas esportivas e jogos online.

Os cuidados com a qualidade do descanso também foram ampliados. Programas de higiene do sono oferecem acompanhamento médico, avaliação de distúrbios como apneia e orientações para reduzir a fadiga.

Em determinados pontos de apoio nas rodovias, os motoristas ainda contam com espaços de recuperação equipados com iluminação estimulante, alimentação balanceada e bicicletas ergométricas, medidas que buscam aumentar a disposição antes das viagens, especialmente durante os deslocamentos noturnos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Indústria

Fim da escala 6×1 pode impactar 97% das indústrias brasileiras, aponta pesquisa da CNI

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que uma eventual mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1 ou a redução da carga horária semanal, poderá afetar 97% das indústrias brasileiras. O levantamento também mostra que 73% das empresas do setor são contrárias à redução da jornada de 44 para 40 horas por meio de legislação.

Entre os principais efeitos apontados pelas indústrias estão o aumento dos custos operacionais, a redução da competitividade e possíveis perdas na capacidade de produção.

Pesquisa ouviu mais de 1,6 mil empresas

A sondagem “Jornadas e Escalas de Trabalho na Indústria” foi realizada entre os dias 2 e 11 de março e contou com a participação de 1.664 empresas, sendo 1.366 das indústrias extrativa e de transformação e 298 da construção civil, incluindo negócios de pequeno, médio e grande porte.

Os dados mostram que a jornada semanal de 44 horas continua sendo a mais adotada no país, presente em 85% das empresas consultadas. Outras 12% operam com carga horária entre 40 e 44 horas. Apenas 2% trabalham com jornadas entre 36 e 40 horas, enquanto 1% utiliza modelos diferentes para os profissionais diretamente ligados à produção.

Maioria da indústria rejeita mudanças na legislação

O levantamento aponta resistência significativa às propostas em discussão sobre a jornada de trabalho.

Segundo a pesquisa, 73% das indústrias são contrárias à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas por determinação legal. Já o fim da escala 6×1 é rejeitado por 57% das empresas consultadas.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, mudanças dessa natureza podem gerar impactos em toda a cadeia produtiva.

“Quando a indústria aponta esses impactos, não está falando apenas da realidade do empresário, está falando sobre a viabilidade do negócio. Esses custos tendem a se espalhar pela cadeia produtiva, afetando fornecedores, investimentos e a competitividade das empresas. E perda de competitividade significa menor capacidade de disputar mercados, produzir e crescer, o que vai se refletir na economia do país e na vida do consumidor”, afirmou.

Negociação coletiva tem papel importante na definição da jornada

A pesquisa também destaca que a negociação coletiva já é amplamente utilizada para definir jornadas de trabalho em diferentes segmentos da indústria.

Atualmente, 37% das empresas estabelecem a carga horária semanal por meio de acordos entre empregadores e trabalhadores. Entre as empresas de médio porte, esse percentual chega a 40%, enquanto nas grandes indústrias alcança 39%.

Além disso, 62% das empresas acreditam que mudanças como a redução da jornada ou a proibição da escala 6×1 podem comprometer benefícios conquistados em convenções e acordos coletivos. Apenas 20% discordam dessa avaliação, enquanto os demais adotaram posição neutra.

CNI defende debate baseado em dados

De acordo com Ricardo Alban, a entidade considera que qualquer alteração nas regras da jornada de trabalho deve ser discutida com base em estudos técnicos e respeitando as particularidades de cada setor produtivo.

Na avaliação do dirigente, a negociação coletiva já oferece mecanismos para que empresas e trabalhadores construam soluções adaptadas às diferentes realidades econômicas, preservando benefícios e garantindo maior flexibilidade nas relações de trabalho.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro / CNI

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Indústria

Indústria brasileira cresce e exportações atingem recorde, destaca ministro no Conselhão

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), realizada nesta terça-feira (10), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou indicadores que reforçam a recuperação da indústria brasileira e o fortalecimento do comércio exterior nos últimos anos.

Segundo o ministro, o setor industrial voltou a registrar resultados positivos após mais de uma década. Em 2024, impulsionada pela Nova Indústria Brasil (NIB), a produção industrial avançou 3,1%. Já nos quatro primeiros meses deste ano, o crescimento acumulado chegou a 1,7%.

O desempenho da atividade industrial também tem refletido no mercado de trabalho. O país alcançou a menor taxa de desemprego da série recente, de 5,6%, além de registrar um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas.

Nova Indústria Brasil destina R$ 713 bilhões para expansão produtiva

Para ampliar a capacidade produtiva nacional, a Nova Indústria Brasil disponibiliza R$ 713 bilhões por meio do Plano Mais Produção. Até o momento, 428 mil projetos já foram contratados em todo o país.

De acordo com Márcio Elias Rosa, a descentralização dos investimentos é um dos principais resultados da política industrial. Atualmente, 61% dos projetos contemplados estão localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O ministro destacou ainda que a estratégia tem atraído forte participação da iniciativa privada. Das seis missões que integram a NIB, quatro já contam com predominância de investimentos privados.

Programa MOVER estimula indústria automotiva e mobilidade sustentável

Outro destaque apresentado foi o programa MOVER, voltado à mobilidade verde e à inovação tecnológica. O governo federal reservou R$ 19 bilhões em créditos tributários para incentivar o setor, medida que já contribuiu para o anúncio de aproximadamente R$ 190 bilhões em investimentos das indústrias automotiva e de autopeças.

Para manter o ritmo de crescimento, o ministro defendeu a continuidade de políticas voltadas à modernização do parque industrial, como mecanismos de depreciação acelerada e incentivos à renovação tecnológica.

Exportações brasileiras alcançam maior número de empresas da história

O desempenho do comércio exterior brasileiro também foi ressaltado durante o encontro. Segundo o ministro, o fluxo comercial do país cresceu 6,2% em 2024, índice alinhado ao topo da média observada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O fortalecimento da base exportadora contou com apoio de instituições como BNDES, ABDI e Embrapii. Como resultado, o Brasil alcançou em 2025 a marca histórica de 29.818 empresas exportadoras.

Novos acordos internacionais ampliam protagonismo do Brasil

Para o governo, acordos comerciais em negociação e consolidação, como os tratados entre Mercosul e União Europeia e entre Mercosul e EFTA, fortalecem o posicionamento estratégico do Brasil no cenário global.

Com o objetivo de ampliar o acesso às oportunidades geradas pela política industrial, o MDIC iniciará, a partir de junho, uma série de visitas a federações industriais e associações comerciais em parceria com ABDI, ApexBrasil e BNDES.

As agendas terão foco na divulgação das linhas de crédito da NIB e dos benefícios proporcionados pelos novos acordos internacionais.

Setor produtivo será mobilizado no combate ao feminicídio

Durante o anúncio das missões, Márcio Elias Rosa informou que a Política Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio também fará parte dos debates.

A proposta é incentivar a participação do setor produtivo na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher, promovendo ações de conscientização e combate aos impactos desse problema social dentro dos ambientes corporativos e industriais.

Marca Pix receberá reconhecimento de alto renome

No encerramento da reunião, o ministro anunciou que a marca Pix será oficialmente reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como marca de alto renome.

Com a decisão, o Pix se tornará a primeira marca vinculada ao Governo Federal a obter esse reconhecimento no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Mercado de trabalho

Sindicato Paulista de Estivadores acusa FENOP de tentar barrar julgamento trabalhista no TST

O Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva) criticou duramente a tentativa da Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP) de adiar um julgamento considerado histórico no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A ação questionada é o Dissídio Coletivo nº 1000360‑97.2017.5.00.0000, que estava marcado para ser analisado na próxima segunda‑feira, 23.

Embate jurídico antes de decisão histórica

O processo, que já tramita há quase uma década e alcançou estágio avançado no TST, trata de questões centrais para as relações de trabalho no setor portuário. Às vésperas da sessão, a FENOP protocolou um pedido para retirar o caso da pauta e suspender o julgamento, citando como justificativa a existência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7591 no Supremo Tribunal Federal (STF) e a tramitação do Projeto de Lei nº 733/2025.

Sindicato contesta argumento de suspensão

Em nota, o sindicato questiona a estratégia da FENOP, classificando‑a como manobra jurídica protelatória. Segundo a defesa de Sindestiva, a simples pendência de uma ADI no STF não impede que processos correlatos prossigam, conforme entendimento já consolidado em precedentes da própria Corte. A entidade ressalta ainda que um projeto de lei ainda em tramitação não gera efeitos normativos e não pode ser usado como motivo para suspender julgamentos.

Riscos para trabalhadores e economia

Bruno José dos Santos, presidente do sindicato, afirmou que o julgamento tem impacto direto sobre o modelo de contratação dos trabalhadores avulsos e a estabilidade do sistema portuário. Ele destacou que não se trata apenas de uma questão técnica, mas de assegurar segurança jurídica a um setor responsável por mais de 95% do comércio exterior brasileiro, com reflexos em milhares de empregos e na economia como um todo.

Mobilização para acompanhar o julgamento

A direção do Sindestiva informou que estará em Brasília durante a próxima semana acompanhando de perto a tramitação do dissídio no TST e os desdobramentos na comissão que analisa o PL 733/2025. A entidade defende que o processo está maduro para julgamento e que a legislação vigente deve ser aplicada sem interferências que provoquem indefinição.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Mercado de trabalho

Santa Catarina tem a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre consecutivo em 2025

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 20 de fevereiro.

No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxa de desocupação, seguido pelo Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, Santa Catarina registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa para os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia de 1º de julho. 

“Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, quem gera emprego e renda. Eu costumo dizer que Santa Catarina tá voando, com programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidade e qualidade de vida pra nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para um futuro com desempenhos ainda melhores”, disse o governador Jorginho Mello.

No referido 4º trimestre em análise, a população desocupada em SC apresentou redução de 19% em relação ao 4º trimestre de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Em linha com esse resultado o crescimento da população ocupada em SC foi de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Complementando esse resultado, o Secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, informa que Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%. “Durante o ano de 2025, o estado atingiu os melhores resultados da série histórica dos últimos 13 anos. Temos a menor taxa de informalidade do país desde 2018, por 31 trimestres seguidos. Os dados convergem para um cenário bastante consistente de crescimento econômico, com geração contínua de oportunidades, pleno emprego e condições de trabalho cada vez mais dignas e inclusivas para a nossa população”, afirmou o Secretário.

Crescimento do rendimento médio

O rendimento médio catarinense habitualmente recebido no trabalho principal no 4º trimestre de 2025 foi de R$4.131, resultado 17,8% superior à média nacional, de R$3.508.  Comparativamente ao mesmo trimestre de 2024, o crescimento  do rendimento médio real (descontando a inflação) em Santa Catarina foi de 7,8%, desempenho acima da média do Brasil (5,1%), Região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).  

Em termos setoriais,  o crescimento do rendimento médio catarinense entre 2024 e 2025 foi verificado em todos os segmentos. Dentre estes, o destaque foi do setor de “Transporte, armazenagem e correio”, com um aumento de 12,5%, com uma média de R$4.223. Diante desse crescimento, atualmente o setor de Transporte catarinense possui o segundo maior nível de rendimento médio entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal. No quarto trimestre de 2024, SC ocupava a quinta posição, atrás de Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. 

Melhores condições de trabalho

Santa Catarina também se destaca nacionalmente ao apresentar a menor taxa composta de subutilização da força de trabalho, de 4,4%, bem abaixo da média nacional de 13,9%. Esse indicador agrupa a proporção de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e as pessoas que deixaram de procurar emprego, apesar de disponíveis. Em outras palavras, os dados evidenciam que SC não só emprega mais, como também apresenta melhores condições de trabalho.

Outro destaque é o baixo percentual de desalentados no estado, de apenas 0,3%, o menor entre todas as unidades da Federação. O percentual está bem abaixo da média nacional, de 2,4%. Essa categoria inclui pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas deixaram de buscar emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, geralmente por acreditar que não encontrariam vagas adequadas, devido à idade, qualificação, localidade, ou outros motivos pessoais.

Cabe ressaltar, ainda, as atividades que apresentaram maior crescimento no 4º trimestre de 2025 em relação ao mesmo trimestre de 2024. O primeiro melhor desempenho foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com crescimento de 19,2%. O segundo melhor foi do subsetor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 7,5% de crescimento.

A Diretoria de Políticas Públicas da Seplan monitora os dados do mercado de trabalho e em breve lançará a nova edição do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho – 4º Trimestre de 2025. Acesses todas as edições no site da Seplan.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Marco Fávero/Arquivo SECOM GOVSC

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Especialista

A ADAPTABILIDADE vai te levar a um novo nível profissional

O ESPECIALISTA: RENATA PALMEIRA

O mercado mudou. E ele não vai esperar você acompanhar.

As habilidades que te trouxeram até aqui podem não ser as mesmas que vão sustentar sua relevância nos próximos anos. Isso não é alarmismo. É leitura fria de dados, movimentos de mercado e decisões reais que empresas já estão tomando.

Relatórios recentes mostram um padrão claro: profissionais que combinam estratégia, tecnologia e capacidade de adaptação estão avançando. Quem depende apenas de fórmulas antigas, títulos ou experiência passada está ficando vulnerável.

O futuro do trabalho não premia quem sabe mais do mesmo. Premia quem aprende rápido, aplica melhor e evolui continuamente.


A palavra que vai definir o profissional do futuro na área de Logística e Comércio Exterior é ADAPTABILIDADE.

Sim! O profissional que se adapta as mudanças que estão acontecendo na área, será um profissional diferenciado. A capacidade de empresas e profissionais ajustarem estratégias, produtos e processos prontamente em resposta a mudanças tecnológicas, comportamentais ou econômicas será essencial para a sobrevivência, envolve monitorar o consumidor, antecipar tendências e inovar, garantindo vantagem competitiva e relevância a longo prazo. Não é à toa que adaptabilidade é uma das soft skills mais desejadas pelos Headhunters no mercado.

Portanto, compreender a importância da adaptabilidade e aprender a desenvolvê-la é primordial para se destacar e crescer na carreira.

Mas o que é ADAPTABILIDADE?

Por definição, adaptabilidade é a capacidade de se ajustar a novas situações em um determinado ambiente. Porém, quando falamos sobre essa característica no espaço de trabalho, ela vai muito além da flexibilidade ou de simplesmente seguir o fluxo.

Indivíduos adaptáveis desenvolvem um conjunto de habilidades, processos e estruturas para que possam lidar rapidamente com as situações à medida que surgem. São pessoas capazes de aceitar as mudanças, aprender com elas e ainda perceber os pontos positivos dessa transformação.

Existem dois tipos de adaptabilidade: a proativa e a reativa. A primeira envolve a capacidade do profissional de prever e se preparar para oportunidades e desafios, com base na análise de tendências, dados e sua leitura do ambiente que ocupa. Já na reativa, a adaptação só acontece após a mudança de fato.

É importante ressaltar que, assim como muitas outras habilidades sociocomportamentais, a adaptabilidade é uma competência que pode ser aprendida. 

Desenvolver um perfil mais adaptativo pode ser benéfico para todas as áreas da vida, uma vez que indivíduos com essa característica conseguem lidar com situações adversas com mais leveza e paciência.

Características-chave

Sensibilidade cultural, adaptabilidade e uma comunicação eficaz em diferentes contextos são algumas das habilidades essenciais que permitem aos profissionais se destacarem e colaborarem em ambientes multiculturais. Essas características não apenas ajudam a construir relacionamentos de confiança, mas também evitam mal-entendidos e conflitos, promovendo uma convivência harmoniosa e produtiva.


Soft Skils e oportunidade de carreira


78% das empresas no Brasil estão com dificuldade de contratação indica pesquisa, de Indice de confiança Robert Half. Embora o pessimismo esteja em alta, 18% das empresas planejam recrutar mais nos próximos meses, o que demonstra resiliência nas projeções de contratação.


Mas o grande diferencial desses profissionais que tem possibilidade de contratação?

ADAPTABILIDADE que vai elevá-los a um novo nível profissional.

Embora haja instabilidade no mercado, profissionais empregados mantêm confiança em sua empregabilidade individual, indicando percepção de segurança em seus cargos atuais, por estarem se adaptando bem ao atual momento de mercado.   

Assim, tanto a pessoa física como a pessoa jurídica, que tem maior resposta rápida ao momento de mercado e se adapta com flexibilidade e facilidade, irá gerar muitas oportunidades.

Terá um futuro com muitos desafios que rapidamente serão superados.

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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