Mulheres

Mulheres na logística brasileira: encontro debate liderança, inclusão e oportunidades no setor

A participação feminina em cargos de liderança e os desafios para o avanço da logística brasileira foram temas centrais do 2º Encontro Mulheres a Bordo, realizado nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF). Promovido pelo Grupo Tribuna, o evento reuniu lideranças femininas, especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir o futuro da infraestrutura nacional e as oportunidades de crescimento para as mulheres no segmento.

Com foco em inovação, sustentabilidade, competitividade e comércio exterior, a programação incentivou a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas da cadeia logística. A iniciativa também buscou estimular propostas para tornar o transporte e a infraestrutura do país mais integrados, eficientes e preparados para atender às demandas do desenvolvimento econômico.

Presença feminina na logística ainda é um desafio

Apesar dos avanços na inclusão profissional, as mulheres ainda representam uma parcela reduzida da força de trabalho portuária no Brasil.

De acordo com a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, elaborada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a participação feminina correspondia a 17,8% dos trabalhadores portuários em 2024.

O cenário reforça a importância de iniciativas voltadas à ampliação das oportunidades, à valorização da diversidade e ao acesso das mulheres a funções técnicas e posições estratégicas.

Durante o encontro, os debates também abordaram questões estruturais para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira, como a integração entre os diferentes modais de transporte, a eficiência das operações logísticas e a relação entre investimentos, sustentabilidade e competitividade.

Governo amplia ações para promover equidade nos portos

A discussão sobre a presença feminina no setor está alinhada às iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para fortalecer a equidade de gênero no setor portuário.

Em dezembro de 2025, o Fórum dos Trabalhadores Portuários, coordenado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), aprovou a criação de um Grupo de Trabalho dedicado à pauta. A estrutura foi instalada em março de 2026, com a missão de identificar obstáculos à igualdade, monitorar indicadores e divulgar práticas que contribuam para ampliar a participação feminina nos portos brasileiros.

As ações também incluem medidas de prevenção ao assédio e de promoção de ambientes profissionais mais seguros.

Em 2024, o MPor e a Antaq, em parceria com a Wista Brazil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), lançaram o Guia de Enfrentamento ao Assédio no Setor Aquaviário.

O documento reúne orientações para combater situações de assédio e incentivar relações de trabalho baseadas no respeito e na segurança, tanto nas atividades portuárias quanto na navegação.

Secretário nacional de Portos recebe homenagem

Um dos momentos do 2º Encontro Mulheres a Bordo foi a homenagem concedida pelo Grupo Tribuna ao secretário nacional de Portos, Alex Ávila. O reconhecimento foi marcado pela entrega de uma capa exclusiva do jornal A Tribuna.

Ao agradecer a homenagem, Ávila destacou a contribuição das mulheres que ocupam posições de liderança na Secretaria Nacional de Portos. Segundo ele, a escolha das profissionais para os cargos está relacionada à competência e à atuação de cada uma.

O secretário também ressaltou que as mulheres ocupam três das cinco posições da alta gestão da SNP e atribuiu parte dos resultados da equipe ao trabalho desenvolvido por elas à frente de diferentes áreas da secretaria.

Ávila afirmou que receber o reconhecimento do Grupo Tribuna, especialmente de pessoas ligadas ao setor portuário, representava uma honra.

Infraestrutura e comércio exterior também entram em pauta

Além da promoção da liderança feminina, o encontro abriu espaço para discussões sobre os desafios e as perspectivas da infraestrutura e do comércio exterior no Brasil.

A aproximação entre representantes do poder público, empresas e entidades do setor foi um dos objetivos da iniciativa, que buscou estimular o diálogo e a construção de soluções para melhorar o desempenho da cadeia logística nacional.

Ao reunir profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou a importância da diversidade, da qualificação e da cooperação institucional para ampliar a competitividade do país.

A expectativa é que iniciativas desse tipo contribuam para fortalecer a presença das mulheres na logística e no setor portuário, ao mesmo tempo que incentivem avanços em eficiência, inovação e sustentabilidade na infraestrutura brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Negócios

Cursos de capacitação abrem espaço para mulheres na construção naval do Amazonas

A indústria naval na Amazônia tem registrado aumento da participação feminina em um setor historicamente dominado por homens. Nos estaleiros da região, são construídas balsas e embarcações responsáveis pelo transporte de pessoas, combustíveis, alimentos e mercadorias pelos rios, principais vias de deslocamento da região, e iniciativas de qualificação profissional vêm abrindo novas oportunidades para mulheres.

Programa de soldagem do Estaleiro Juruá fortalece presença feminina

Criado pelo Estaleiro Juruá, na região metropolitana de Manaus, o programa de capacitação em soldagem MIG/MAG e eletrodo revestido tem contribuído para ampliar a inserção feminina na construção naval. Desde 2024, o curso já formou 287 mulheres, com turmas atuais somando 61 participantes.

A capacitação tem 70 horas de duração, combinando aulas teóricas e práticas ao longo de cerca de 20 dias úteis, e concede certificação ao final. Até o momento, 210 alunas foram contratadas pelo estaleiro, representando 27% do quadro de soldadores da empresa.

Segundo Déborah Camely, diretora de operações do Estaleiro Juruá, o programa nasceu para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na indústria naval local. “A adesão à primeira turma foi uma grata surpresa. Muitas participantes viviam sua primeira experiência de trabalho formal, o que gerou senso de pertencimento e compromisso”, afirmou.

Impacto na carreira e transformação de trajetórias

Para muitas mulheres, o curso representa uma oportunidade concreta de mudança de vida. É o caso de Jacira da Silva Pacheco, 45 anos, que começou como auxiliar de cozinha e se tornou soldadora após participar da primeira turma do programa.

“Hoje, sou independente, construí minha casa e conquistei meus bens graças a essa oportunidade. Ver uma embarcação pronta, sabendo que meu trabalho está ali, é uma emoção indescritível”, conta Jacira, mãe de seis filhos. A experiência inspirou até uma das filhas, que também ingressou como soldadora no estaleiro.

Mulheres e o fortalecimento do transporte hidroviário

O aumento da presença feminina na construção naval reflete uma tendência nacional de inclusão em áreas técnicas do setor hidroviário. Na Amazônia, onde rios são essenciais para a mobilidade de pessoas e mercadorias, a formação de mão de obra qualificada é estratégica para o desenvolvimento regional.

Iniciativas como a do Estaleiro Juruá não apenas ampliam oportunidades de trabalho, mas também fortalecem a cadeia produtiva do transporte aquaviário, impulsionando o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade da região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Mulheres ocupam 51% dos empregos no Aeroporto de Salvador e ampliam presença em cargos de liderança

O Aeroporto de Salvador, administrado pela Vinci Airports, registra um cenário expressivo de participação feminina em seu quadro de colaboradores. Atualmente, as mulheres representam 51% dos postos de trabalho no terminal da capital baiana e ocupam 36% dos cargos de liderança, reforçando o avanço da equidade de gênero no setor aeroportuário.

O dado ganha destaque especialmente no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em março, e evidencia o crescimento da presença feminina em áreas estratégicas da aviação civil brasileira.

Participação feminina cresce em áreas operacionais do aeroporto

Desde o início da concessão do terminal, o Salvador Bahia Airport mantém indicadores acima da média nacional em relação à presença feminina em funções de destaque.

Além da liderança, a participação das mulheres também vem aumentando em áreas historicamente associadas ao público masculino, como a operação aeroportuária e a Seção de Combate a Incêndios.

Na área operacional, por exemplo, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, percentual que cresceu cerca de 10% nos últimos dois anos. O avanço reflete uma política corporativa voltada para ampliar oportunidades profissionais e reduzir barreiras de gênero dentro da estrutura aeroportuária.

Política de equidade salarial e reconhecimento internacional

A administradora Vinci Airports, considerada uma das principais operadoras globais de aeroportos, adota mecanismos de acompanhamento da equidade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Todos os anos, o aeroporto participa da avaliação global de equidade de gênero promovida pela empresa. Em 2025, o Aeroporto de Salvador alcançou 99 pontos em uma escala de 100, considerando critérios como:

  • igualdade salarial
  • oportunidades de promoção
  • políticas de apoio após licença-maternidade

Esses indicadores reforçam o compromisso institucional com ambientes de trabalho mais inclusivos e equilibrados.

Reconhecimento com o Selo Lilás e alinhamento à ONU

O Salvador Bahia Airport também recebeu o Selo Lilás, certificação concedida pelo Governo da Bahia a instituições que demonstram compromisso com a equidade de gênero e ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas em todo o mundo.

Campanhas reforçam combate ao machismo e à violência contra a mulher

Além das políticas internas de inclusão, o aeroporto também promove campanhas de conscientização voltadas à comunidade aeroportuária e aos passageiros.

Durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a concessionária lançou a campanha “Gênero não é critério. Competência é.”, com foco na valorização profissional e no combate à discriminação dentro do ambiente corporativo.

A iniciativa busca reforçar o compromisso institucional com um espaço de trabalho seguro, inclusivo e livre de preconceitos.

Setor aeroportuário participa de campanhas nacionais

Em agosto do ano passado, o Aeroporto de Salvador integrou a campanha nacional “Assédio não Decola”, voltada ao combate ao assédio e à importunação sexual na aviação civil.

A mobilização foi coordenada pela ABR Aeroportos do Brasil, com a participação de 13 concessionárias responsáveis por 59 aeroportos federais concedidos no país. A proposta foi ampliar a conscientização entre passageiros e trabalhadores, incentivando ambientes mais respeitosos dentro do setor.

Aeroporto também promove campanha de combate à violência contra a mulher

Mais recentemente, em janeiro deste ano, o terminal lançou uma nova campanha de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil.

A ação utilizou o próprio ambiente aeroportuário como espaço de informação, divulgando materiais educativos e reforçando o papel da sociedade no combate ao machismo e à violência.

A campanha também destacou a Central de Atendimento à Mulher (180), canal nacional que orienta vítimas e incentiva a denúncia de casos de violência, ampliando o alcance da mensagem entre passageiros, colaboradores e parceiros do aeroporto.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Will Recarey – Salvador Bahia Airport

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Negócios

Mulheres na indústria impulsionam economia de Joinville e ampliam presença no setor

A presença de mulheres na indústria de Joinville vem crescendo e contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local. Em meio às comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8, e do aniversário da cidade, no dia 9, histórias de profissionais que atuam dentro das fábricas revelam como a participação feminina tem ganhado espaço em um setor historicamente dominado por homens.

FONTE: NDTV
TEXTO: Redação
VÍDEO: NDTV

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