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Algodão recua em Nova York, mas contratos acumulam alta superior a 3% na semana

Os preços do algodão terminaram a sessão desta sexta-feira (28) em baixa na Bolsa de Nova York. O movimento ocorreu após a forte valorização registrada no pregão anterior. Apesar do recuo diário, os principais contratos da commodity encerraram a semana com ganhos acima de 3%.

Preços do algodão na Bolsa de Nova York

O contrato com vencimento em dezembro de 2026 caiu 1,03 cent, ou 1,11%, e fechou a sessão a 91,38 cents por libra-peso.

Entre os demais vencimentos, o outubro de 2026 registrou queda de 1,14 cent (-1,25%), para 89,92 cents/lb. Já o março de 2027 recuou 1,06 cent (-1,12%), encerrando o dia em 93,34 cents/lb. O contrato maio de 2027 teve baixa de 1,02 cent (-1,07%), aos 94,48 cents/lb.

Mesmo com a queda desta sexta-feira, o desempenho semanal foi positivo para todos os principais contratos.

  • Outubro/26: de 87,07 para 89,92 cents/lb, alta de 2,85 cents (+3,27%);
  • Dezembro/26: de 88,35 para 91,38 cents/lb, avanço de 3,03 cents (+3,43%);
  • Março/27: de 90,15 para 93,34 cents/lb, valorização de 3,19 cents (+3,54%);
  • Maio/27: de 91,19 para 94,48 cents/lb, ganho de 3,29 cents (+3,61%).

Exportações dos Estados Unidos sustentam atenção do mercado

Os dados mais recentes de vendas para exportação indicam que os compromissos de embarques de algodão dos Estados Unidos para a safra 2026/27 somam 4,332 milhões de fardos.

O volume representa crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior e equivale a 38% da estimativa de exportações projetada pelo USDA. Na mesma época da temporada passada, esse percentual era de 30%.

Apesar do avanço, o ritmo atual ainda permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

Condições das lavouras de algodão preocupam

De acordo com Jack Scoville, as lavouras de algodão nos EUA apresentam condições consideravelmente inferiores às observadas no ano passado.

O desenvolvimento da safra norte-americana também segue atrasado quando comparado à média histórica, fator que permanece no radar dos participantes do mercado de algodão.

Petróleo e dólar influenciam os negócios

No cenário internacional, o petróleo operou pressionado pela valorização do dólar e por sinais de que o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz pode aumentar.

As perdas, entretanto, foram parcialmente contidas pelas incertezas relacionadas à retomada da normalidade no transporte de petróleo proveniente do Oriente Médio.

O dólar ganhou força após declarações consideradas mais duras do presidente do Federal Reserve, Warsh. Segundo ele, a inflação norte-americana não apresenta uma desaceleração significativa.

Depois dos comentários, a expectativa de uma alta dos juros na próxima reunião do FOMC aumentou para 50%, ante 36% anteriormente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Algodão sobe em Nova York e dezembro de 2026 fecha a 89,14 cents por libra

Os preços do algodão reagiram nesta quarta-feira (26) na Bolsa de Nova York e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. Os contratos futuros avançaram em um movimento de recuperação após a queda de terça-feira.

O vencimento dezembro/26 ganhou 0,80 centavo, alta de 0,91%, e terminou o pregão a 89,14 cents por libra-peso. O contrato outubro/26 subiu 0,69 centavo, ou 0,79%, para 87,77 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, março/27 teve valorização de 0,84 centavo, equivalente a 0,93%, encerrando a 91,07 cents/lb. Já maio/27 avançou 0,93 centavo, alta de 1,02%, para 92,25 cents/lb.

Safra dos Estados Unidos segue abaixo do padrão

De acordo com Jack Scoville, as condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos continuam inferiores às observadas no mesmo período do ano passado. O desenvolvimento da safra também permanece atrasado em relação à média histórica.

A fase de abertura das cápsulas de algodão já começou. Para as regiões produtoras do Delta e do Sudeste, a previsão indica chuvas de intensidade esparsa a isolada, acompanhadas por temperaturas entre quentes e muito quentes.

O comportamento do clima segue no radar dos participantes do mercado, especialmente durante uma etapa importante para a definição do potencial da produção norte-americana.

Algodão brasileiro também registra alta

No Brasil, o mercado de algodão em pluma apresentou valorização nos últimos dias, segundo o Cepea. Entre os fatores que sustentaram os preços estão a firmeza dos vendedores e a alta das referências internacionais.

Compradores que precisam repor matéria-prima no curto prazo demonstram maior disposição para fechar negócios, principalmente quando se trata de lotes com melhor qualidade.

Por outro lado, parte das indústrias continua adotando uma postura mais cautelosa. O cenário está relacionado às dificuldades enfrentadas pelo setor para repassar integralmente os custos mais elevados aos produtos manufaturados.

Preço doméstico fica abaixo da paridade de exportação

Apesar da recente recuperação dos preços, o Cepea aponta uma mudança importante na relação entre o mercado interno e o externo.

As cotações domésticas do algodão passaram a ficar aproximadamente 3% abaixo da paridade de exportação. Segundo o centro de estudos, esse cenário não era registrado desde novembro de 2025.

A combinação entre a recuperação das cotações internacionais, o comportamento da safra norte-americana e a dinâmica do mercado brasileiro mantém o preço do algodão no radar dos produtores, compradores e indústrias.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Sustentabilidade

Algodão brasileiro busca novos mercados com tecnologia, qualidade e sustentabilidade

O algodão brasileiro vive uma nova etapa de expansão no mercado internacional, mas o aumento da produção já não é suficiente para garantir competitividade. Com as exportações em crescimento, produtores enfrentam uma cobrança maior por qualidade, rastreabilidade, eficiência e sustentabilidade, além dos desafios relacionados ao clima, às pragas e às doenças.

Esse cenário estará no centro dos debates do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), marcado para 22 a 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). O evento reunirá produtores, pesquisadores, consultores, técnicos e empresas para discutir desde o manejo das lavouras até as exigências dos compradores da fibra brasileira.

Congresso debate desafios da produção de algodão

A programação do CBA inclui temas ligados à fisiologia do algodoeiro, resiliência produtiva e impactos das mudanças climáticas sobre as lavouras.

Também estão previstos debates sobre o bicudo-do-algodoeiro, outras pragas e doenças, nematologia, matologia e destruição de soqueira. Agricultura digital, melhoramento vegetal e biotecnologia completam parte da agenda científica.

As discussões avançam ainda para as etapas posteriores à produção, com conteúdos sobre colheita, beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço. A proposta é aproximar os avanços técnicos das decisões tomadas nas propriedades e das demandas de toda a cadeia produtiva.

Para Marcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o congresso acompanha as mudanças que vêm transformando a cotonicultura.

Segundo ele, o evento coloca em debate questões que vão da ciência e tecnologia à sustentabilidade, qualidade, rastreabilidade e mercado.

Produtividade precisa vir acompanhada de qualidade

A maior presença do Brasil no mercado mundial de algodão aumenta a responsabilidade do setor. A produção em larga escala precisa estar associada a padrões de qualidade capazes de atender diferentes perfis de consumidores.

Nesse contexto, a origem da fibra e as condições utilizadas em sua produção ganham importância. Rastreabilidade e transparência passam a ser fatores estratégicos para uma cadeia que pretende ampliar sua participação no comércio internacional.

Ao mesmo tempo, problemas recorrentes no campo continuam influenciando os resultados. Condições climáticas adversas, pragas, doenças e falhas de manejo podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade do algodão.

Portocarrero afirma que a expansão internacional coloca a cotonicultura brasileira diante de uma nova fase, na qual produtividade, inovação e responsabilidade precisam avançar conjuntamente.

Ciência busca soluções para os desafios do campo

A programação científica do congresso terá 12 horas de palestras distribuídas em duas plenárias. Os conteúdos abrangem diferentes etapas da produção e buscam aprofundar questões que afetam diretamente o desempenho das lavouras.

Entre os temas estão a fisiologia do algodoeiro e sua capacidade de preservar a produtividade em situações adversas. O manejo fitossanitário também terá destaque, com discussões sobre bicudo, fitopatologia, nematologia e matologia.

O período pós-colheita também será abordado. Beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço serão discutidos ao lado de melhoramento vegetal e biotecnologia.

As chamadas Plenárias Conexões ampliarão o debate para assuntos como mercado, estratégia, liderança, sustentabilidade e perspectivas para o setor. A proposta é relacionar o desenvolvimento técnico da produção às transformações que ocorrem no mercado.

Agricultura digital ganha espaço na cotonicultura

A agricultura digital vem ampliando as possibilidades de monitoramento, manejo e tomada de decisão nas propriedades. O tema será discutido no congresso junto a ferramentas como biotecnologia e melhoramento genético.

Quatro Hubs Técnicos concentrarão debates especializados. A programação também terá workshops e minicursos voltados ao aprofundamento de conteúdos e à troca de experiências entre profissionais.

A área de exposição reunirá empresas que atuam na cadeia do algodão, com apresentação de tecnologias, produtos e serviços destinados às diferentes etapas da produção e do beneficiamento.

A aproximação entre fornecedores de soluções e profissionais do campo deve facilitar o debate sobre tecnologias capazes de responder aos desafios enfrentados pela cotonicultura.

Para Portocarrero, a trajetória do algodão brasileiro foi marcada por tecnologia, profissionalização e capacidade de adaptação. Na avaliação do executivo, a próxima etapa depende de manter esse processo de evolução sem deixar de lado qualidade e responsabilidade.

Congresso reúne setor em momento de expansão

Com o tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, o 15º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado no Expominas, em Belo Horizonte.

A edição anterior aconteceu em Fortaleza e reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países e 25 estados. O encontro contou com 114 palestrantes, 62 patrocinadores, 19 hubs temáticos e 288 trabalhos científicos.

Para a edição deste ano, a organização estima a participação de aproximadamente 2.500 pessoas, entre produtores, pesquisadores, consultores, técnicos, representantes de empresas e outros profissionais.

O encontro ocorre em um momento estratégico para o setor algodoeiro brasileiro. Entre os principais desafios estão aumentar a eficiência produtiva, preservar a qualidade da fibra, incorporar novas tecnologias e atender às exigências de compradores cada vez mais atentos à sustentabilidade e à origem dos produtos.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações brasileiras de algodão avançam 21,8% em julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão atingiram 155 mil toneladas em julho de 2026, volume 21,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A receita obtida com os embarques também cresceu. As vendas externas movimentaram US$ 262,4 milhões, alta de 27,2% na comparação anual. Já o preço médio do algodão exportado ficou em US$ 1,70 por quilo FOB, aumento de 4,5% em relação a julho do ano passado.

Novo ciclo começa com resultado positivo

Para Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), os números indicam um começo favorável para o novo ciclo, mesmo diante da menor disponibilidade de produto no início da temporada.

Segundo ele, o desempenho de julho ocorre após um ano-safra encerrado com recorde nas exportações de algodão. Como os estoques remanescentes são menores e a oferta ainda está limitada no início da nova temporada, o primeiro mês do ciclo tende a apresentar embarques mais moderados.

Ainda assim, julho de 2026 registrou o segundo maior volume da série histórica para o mês, de acordo com a avaliação da entidade.

Embarques devem ganhar força a partir de setembro

A expectativa do setor é de crescimento das exportações de algodão nos próximos meses, à medida que a colheita e o beneficiamento da safra 2025/26 avancem.

O início da colheita ocorreu com atraso, mas o ritmo das operações passou a se aproximar das médias habituais. Com isso, a oferta de algodão disponível para o mercado externo tende a aumentar.

A Anea projeta que os embarques devem apresentar volumes mais elevados a partir de setembro, acompanhando a maior disponibilidade da nova safra.

Bangladesh foi o principal destino

Entre os mercados compradores, Bangladesh liderou as importações de algodão brasileiro em julho, com 19,3% do total embarcado.

Na sequência ficaram:

  • Vietnã: 17,7%;
  • Turquia: 17,3%;
  • Paquistão: 14,5%;
  • Índia: 9,6%;
  • Indonésia: 8,8%;
  • Malásia: 3,4%;
  • China: 3,3%.

Egito, Coreia do Sul, Colômbia e Tailândia também figuraram entre os principais destinos da fibra brasileira.

Índia abre janela de isenção tarifária

A participação da Índia nas compras ocorre em meio à abertura temporária de uma janela de isenção tarifária para importações de algodão.

Apesar da medida, a Anea considera que os efeitos sobre o algodão brasileiro devem ser restritos no curto prazo. Entre os fatores apontados estão o tempo necessário para o transporte até o mercado indiano e a menor oferta da fibra no começo da temporada.

Algodão ocupa quarta posição no agronegócio

Em julho, o algodão representou 0,77% de todas as exportações brasileiras e ficou na 22ª posição entre os produtos vendidos pelo país ao mercado internacional.

Quando são consideradas apenas as exportações do setor agropecuário, a participação da fibra sobe para 3,35%, garantindo ao produto a quarta colocação entre os itens mais exportados pelo segmento.

Logística se prepara para aumento dos embarques

Com a previsão de uma oferta maior da nova safra, o setor também começa a se preparar para uma possível pressão adicional sobre a infraestrutura logística brasileira.

De acordo com a Anea, já foram realizadas articulações envolvendo agentes do Porto de Salvador, exportadores e representantes dos setores público e privado. O objetivo é acompanhar o crescimento esperado dos embarques e antecipar eventuais necessidades da cadeia logística.

A entidade avalia que o bom volume projetado para a safra e as perspectivas favoráveis para as exportações de algodão brasileiro exigem planejamento de todos os segmentos envolvidos no escoamento da produção.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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