Comércio Internacional

Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Indonésia impulsiona exportações de miúdos bovinos e se torna segundo maior mercado do Brasil

Menos de um ano após a liberação das exportações, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores de miúdos bovinos brasileiros, ficando atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões.

O desempenho reflete o potencial de consumo do mercado indonésio, que conta com mais de 284 milhões de habitantes e apresenta demanda crescente por proteínas de origem animal.

Mercado indonésio amplia oportunidades para a carne bovina brasileira

Os números do comércio internacional ajudam a explicar a rápida ascensão da Indonésia como destino estratégico para os subprodutos bovinos do Brasil. Apenas em 2025, o país importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diversos fornecedores globais, gerando negócios superiores a US$ 150 milhões.

A abertura desse mercado criou novas oportunidades para a indústria frigorífica brasileira, que busca ampliar sua participação em segmentos com elevado potencial de consumo no exterior.

Exportações brasileiras mantêm trajetória de expansão

O Brasil segue como um dos principais exportadores mundiais de miúdos bovinos. Entre janeiro e maio deste ano, os embarques destinados a 117 países ultrapassaram 106 mil toneladas, resultando em receitas de aproximadamente US$ 256 milhões.

No acumulado de 2025, o volume exportado superou 267 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 605 milhões, demonstrando a relevância crescente desse segmento para a cadeia da carne bovina brasileira.

Habilitação de frigoríficos ampliou acesso ao mercado

A autorização para exportação de miúdos bovinos à Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Logo no mês seguinte, 17 frigoríficos brasileiros passaram a integrar a lista de unidades habilitadas, elevando para 38 o total de estabelecimentos autorizados.

Em janeiro de 2026, outras 14 plantas receberam aprovação, aumentando para 52 o número de unidades aptas a exportar carne bovina e derivados para o mercado indonésio.

Relações comerciais entre Brasil e Indonésia ganham força

A expansão das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª colocação entre os maiores compradores de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 1 bilhão. Entre os destaques estão o complexo soja, fibras, produtos têxteis, além de fumo e seus derivados.

Miúdos bovinos ganham importância no comércio exterior

Embora tenham demanda mais limitada no mercado interno, os miúdos bovinos são amplamente consumidos em diversos países. Esse cenário transforma o comércio internacional em uma alternativa importante para aumentar o aproveitamento econômico dos animais, reduzir desperdícios e gerar receitas adicionais para toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Produtos agroalimentares brasileiros ganham destaque na Thaifex Anuga Asia 2026

O Brasil participou da Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado internacional a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares brasileiros. A ação integra a estratégia de fortalecimento do agronegócio brasileiro e de ampliação das exportações para mercados considerados estratégicos.

Durante o evento, o país promoveu uma ampla variedade de alimentos e bebidas, evidenciando o potencial da produção nacional e sua capacidade de atender diferentes demandas globais.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e produtos de diversas regiões

Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil contou com a participação de 14 empresas nacionais.

Os expositores apresentaram produtos como café, açaí, pão de queijo, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks, demonstrando a variedade da produção agroindustrial brasileira.

A iniciativa permitiu que as empresas ampliassem sua rede de contatos, identificassem novas oportunidades de negócios e fortalecessem a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.

Feira reúne milhares de expositores e compradores internacionais

Reconhecida como a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e recebeu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 nações.

O evento é considerado uma das mais relevantes plataformas globais para promoção comercial, geração de negócios e identificação de tendências do setor alimentício.

Qualidade, inovação e sustentabilidade impulsionam imagem do Brasil

Ao longo da programação, o Pavilhão Brasil destacou atributos cada vez mais valorizados pelo mercado internacional, como sustentabilidade, inovação, competitividade e qualidade dos produtos nacionais.

A participação brasileira também evidenciou a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções que combinam tradição, tecnologia e segurança alimentar.

Estratégia busca ampliar exportações no Sudeste Asiático

A presença na feira reforça os esforços do governo brasileiro para expandir mercados, diversificar a pauta exportadora e aumentar a participação dos produtos agroalimentares brasileiros em regiões de alto potencial de crescimento, especialmente no Sudeste Asiático.

A expectativa é que os contatos e negociações iniciados durante o evento contribuam para a abertura de novas oportunidades comerciais e para o fortalecimento da presença do agronegócio nacional no exterior.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportações de soja de MS ultrapassam 1 milhão de toneladas e crescem 59% em abril

O Mato Grosso do Sul registrou forte avanço nas exportações de soja em abril de 2026. De acordo com levantamento da Aprosoja MS, com dados da SECEX, o Estado embarcou 1,031 milhão de toneladas do grão no período, resultado 59% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O crescimento acompanha o bom desempenho da safra e a manutenção da forte demanda internacional pela soja brasileira, especialmente por parte do mercado asiático.

Receita com exportações supera US$ 434 milhões

Além do aumento no volume exportado, a receita gerada pelas vendas externas também apresentou forte expansão. Em abril, o faturamento alcançou US$ 434 milhões, avanço de 73% em relação ao mesmo período do ano passado.

A China permaneceu como principal destino da produção sul-mato-grossense, concentrando 84,3% das compras realizadas no mês. Na sequência aparecem Paquistão e Irã entre os maiores importadores da soja produzida no Estado.

Segundo o boletim econômico da Aprosoja, o desempenho de Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional, que teve crescimento de 9% nas exportações de soja no mesmo intervalo.

Mercado asiático impulsiona vendas externas

Para o analista econômico da Aprosoja, Linneu Borges Filho, o cenário internacional segue favorecendo os embarques brasileiros, principalmente devido à demanda aquecida dos países asiáticos.

Segundo ele, mesmo diante das oscilações cambiais, o consumo global da commodity continua elevado, mantendo o ritmo forte das exportações.

Exportações de milho recuam durante entressafra

Enquanto a soja apresentou desempenho positivo, o milho teve retração nas exportações em razão do período de entressafra. Em abril, Mato Grosso do Sul embarcou cerca de 6,5 mil toneladas do cereal, queda de 60% em comparação com março de 2026.

O Egito respondeu por aproximadamente 92% das compras do milho exportado pelo Estado no período.

Cenário internacional exige atenção do setor

Apesar dos números positivos, especialistas alertam para possíveis desafios nos próximos meses. Entre os fatores de preocupação estão as incertezas climáticas e as tensões geopolíticas, que podem elevar custos logísticos e impactar o comércio internacional de grãos.

O setor produtivo acompanha o cenário com cautela, especialmente diante das mudanças no mercado global de commodities agrícolas.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aprosoja

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Agronegócio

Exportações do agro paulista para a Índia somam US$ 906 milhões em 2025

O agro paulista alcançou US$ 906,5 milhões em exportações para a Índia em 2025, com um volume embarcado próximo de 2 milhões de toneladas. O país asiático se consolidou como o segundo principal parceiro de São Paulo na Ásia, ficando atrás apenas da China, e ocupa a quarta posição no ranking global de destinos.

Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, e refletem o avanço das relações comerciais no setor.

Complexo sucroalcooleiro lidera vendas externas

O complexo sucroalcooleiro foi o principal responsável pela receita, representando 76,8% do total exportado, com US$ 696 milhões. Em seguida, aparecem o óleo de soja, com US$ 89 milhões, e produtos da indústria química de base vegetal, que somaram US$ 33 milhões.

O desempenho acompanha o crescimento do comércio bilateral entre Brasil e Índia, que atingiu US$ 15,21 bilhões no período.

Algodão registra forte crescimento nas exportações

Entre os produtos embarcados, o algodão paulista apresentou o maior avanço. O volume exportado cresceu 160% em um ano, saltando de 5 mil para 15 mil toneladas, indicando maior inserção no mercado indiano.

Esse crescimento reflete tanto a capacidade produtiva quanto a adaptação às exigências do comércio internacional.

Competitividade e diversificação impulsionam resultados

Segundo representantes do setor, o aumento das exportações do agronegócio está ligado à diversificação da pauta e à competitividade dos produtos brasileiros. A estratégia inclui foco em qualidade e fortalecimento de parcerias comerciais, com a Índia ganhando relevância na expansão para o mercado asiático.

Especialistas também apontam que fatores como preços e o cenário geopolítico influenciam diretamente o ritmo das vendas externas, além da confiabilidade no fornecimento.

Sustentabilidade fortalece imagem do algodão paulista

O diferencial do algodão brasileiro está associado ao nível técnico dos produtores e ao investimento em práticas sustentáveis. A qualificação profissional e o compromisso ambiental contribuem para aumentar a aceitação do produto na indústria têxtil internacional.

Cooperação com a Índia avança em inovação no agro

Além do comércio, a parceria entre São Paulo e Índia também avança na área de tecnologia. Em 2025, representantes da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram do Brazil-India Agri Innovation Day, em Nova Delhi.

A iniciativa busca ampliar a cooperação em pesquisa, estimular o intercâmbio tecnológico e desenvolver soluções conjuntas para o setor.

A Índia, responsável por cerca de 11% da produção global de alimentos, possui um ambiente dinâmico de inovação, o que abre espaço para projetos colaborativos entre instituições e startups dos dois países.

Integração tecnológica deve ampliar competitividade

A aproximação entre centros de pesquisa e empresas tende a fortalecer programas como o APTAHub, com foco no desenvolvimento de tecnologias para o campo. A estratégia inclui geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do agro paulista no cenário internacional.

FONTE: Cana Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cana Online

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Internacional

Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura entra em vigor e amplia acesso ao mercado asiático

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura começou a produzir efeitos bilaterais em 1º de março para o Uruguai. O Paraguai já havia iniciado a vigência do tratado em 1º de fevereiro, após a conclusão dos procedimentos internos e o depósito dos instrumentos de ratificação exigidos pelos dois países.

A implementação do acordo representa um passo importante para o bloco sul-americano, que busca ampliar sua presença no comércio internacional e fortalecer conexões estratégicas com a região da Ásia-Pacífico.

Integração comercial e novos mercados

Considerado um marco para o bloco, o acordo comercial entre MERCOSUL e Singapura cria novas oportunidades de integração econômica. A iniciativa também reforça o papel de Singapura como parceiro estratégico e porta de entrada para mercados asiáticos.

Com a entrada em vigor do tratado, empresas dos países envolvidos passam a contar com melhores condições para ampliar negócios, exportações e cooperação comercial.

Acordo de nova geração

O tratado é classificado como um acordo de nova geração, pois vai além da redução de tarifas. O documento inclui regras modernas voltadas ao comércio de bens e serviços, além de temas como investimentos, compras públicas, propriedade intelectual, comércio eletrônico e incentivo às micro, pequenas e médias empresas.

A expectativa é que a parceria contribua para o crescimento do comércio bilateral, além de aumentar a previsibilidade regulatória e estimular novos investimentos entre os países participantes.

Aprovação do tratado

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura foi aprovado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) por meio da Decisão nº 17/23. A formalização ocorreu durante a LXIII Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL, realizada em 7 de dezembro de 2023, no Rio de Janeiro.

FONTE: Mercosul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercosul

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Portos

Porto de Itajaí amplia exportações do agronegócio em missão oficial na Coreia do Sul

O Porto de Itajaí integra a comitiva brasileira que cumpre agenda oficial na Coreia do Sul com foco na ampliação das exportações do agronegócio. Representado pelo superintendente João Paulo Tavares Bastos, o terminal participa das articulações lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países.

A iniciativa busca consolidar a presença de produtos brasileiros no mercado asiático, considerado um dos mais relevantes destinos comerciais do Brasil.

Coreia do Sul é mercado estratégico para o Brasil

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com um fluxo bilateral que se aproxima de 11 bilhões de dólares.

Durante a missão, o superintendente participou do Fórum Empresarial realizado em Seul, que reuniu autoridades e empresários dos dois países. O encontro debateu investimentos, inovação, comércio bilateral e oportunidades para ampliar as relações econômicas, criando um ambiente favorável para novos acordos.

Santa Catarina pode ampliar exportações de proteína animal

Os anúncios feitos pelo governo federal durante a visita oficial indicam avanços importantes para o setor agropecuário, com reflexos diretos em Santa Catarina. Reconhecido como referência nacional na produção e exportação de proteína animal, o estado pode ampliar sua participação no mercado sul-coreano.

Entre os segmentos com potencial de crescimento estão:

  • Carne suína
  • Carne bovina
  • Ovos
  • Uva brasileira
  • Produtos agroindustriais

A abertura e ampliação desses mercados reforçam a competitividade do agronegócio catarinense no cenário internacional.

Impacto logístico e fortalecimento das rotas internacionais

Para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações representa aumento na movimentação de contêineres, expansão das rotas internacionais e fortalecimento da infraestrutura logística.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a ampliação da presença comercial brasileira no exterior posiciona os portos como protagonistas do crescimento econômico. Ele destacou ainda que a diplomacia comercial, a sanidade agropecuária e a eficiência logística são pilares essenciais para sustentar a expansão do setor.

Novas aberturas comerciais confirmadas

Entre os principais avanços anunciados na missão estão:

  • Recebimento da documentação para abertura do mercado de ovos brasileiros, agora na fase de emissão de certificado;
  • Confirmação de auditoria para habilitação da uva brasileira;
  • Ampliação dos estados autorizados a exportar carne suína;
  • Progresso nas negociações para abertura do mercado de carne bovina, com previsão de auditoria em frigoríficos nacionais.

As medidas sinalizam uma nova etapa nas relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, com expectativa de incremento nas exportações do agronegócio e impacto direto na economia catarinense.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Agronegócio

Produção de gergelim cresce 17% em Mato Grosso e ganha força como alternativa ao milho

A cultura do gergelim em Mato Grosso vem se firmando como uma das principais apostas da segunda safra no Estado. Na temporada 2024/2025, a produção avançou 17,3%, passando de 246,1 mil para 288,9 mil toneladas, consolidando-se como opção estratégica logo após a soja, atrás apenas do milho.

O crescimento não ocorreu apenas pela expansão de área, mas principalmente pelo ganho de eficiência no campo. A produtividade agrícola saltou de 579 quilos por hectare para 720 quilos por hectare, indicando maior domínio técnico da cultura pelos produtores.

Produtor busca culturas mais adaptadas ao clima

O avanço do gergelim reflete uma mudança no planejamento agrícola. Com janelas climáticas mais curtas e maior risco de estiagem, produtores têm buscado culturas mais resistentes. O plantio do gergelim ocorre entre fevereiro e março, logo após a colheita da soja, com ciclo médio de 120 dias, o que favorece sua inserção no calendário agrícola.

Essa adaptação tem sido especialmente relevante em regiões onde as chuvas costumam cessar mais cedo, reduzindo a segurança do milho de segunda safra.

Exportações impulsionam a expansão da cultura

O principal motor do crescimento está no mercado externo. Atualmente, cerca de 99% do gergelim produzido em Mato Grosso é exportado, com destaque para a Ásia. A recente abertura do mercado chinês ao produto brasileiro ampliou a demanda e acelerou investimentos em certificações, pesquisa e melhoramento genético.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a entrada da China no rol de compradores foi decisiva para o avanço da cultura. De acordo com ele, mais de 20 empresas já foram credenciadas no Estado, estimulando novos aportes no setor.

Gergelim substitui milho em áreas de maior risco climático

Em regiões como o Vale do Araguaia, onde a estiagem costuma chegar mais cedo, o gergelim tem se mostrado uma alternativa mais segura ao milho. Nessas áreas, o cereal enfrenta maior risco de perdas por falta de chuva, enquanto o gergelim apresenta melhor desempenho agronômico e rentabilidade.

Outro fator que favorece a adoção da cultura é a redução de custos operacionais. Produtores têm conseguido adaptar a mesma colheitadeira utilizada na soja para a colheita do gergelim, o que facilita a transição e diminui a necessidade de novos investimentos em máquinas.

Expectativas para a safra 2025/2026

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área plantada com gergelim pode alcançar 400 mil hectares na safra 2025/2026. O desafio, segundo especialistas, passa agora pela escolha das variedades mais adequadas ao mercado.

Enquanto a variedade K3, voltada à produção de óleo, é a mais comum no Estado, o mercado asiático paga prêmios maiores pela K2, conhecida como variedade doce. Na China, por exemplo, o consumo de óleo de gergelim supera o de óleo de soja, o que amplia o potencial de demanda pelo produto brasileiro.

O governo estadual aposta ainda na verticalização da produção, com estímulo à industrialização e à abertura de novos mercados. A Zona de Processamento de Exportação é vista como um dos instrumentos para atrair investimentos e manter o ritmo de crescimento da cultura no Estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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