Logística, Sustentabilidade

Gestão de resíduos nos portos reduz riscos de contaminação do solo e da água

A operação de navios e a movimentação de cargas nos portos geram diferentes tipos de resíduos, que precisam ser coletados, transportados e destinados de maneira adequada. A gestão de resíduos portuários é fundamental para reduzir riscos de contaminação do solo, da água e de outras áreas do ambiente.

Restos de alimentos, lixo doméstico e embalagens produzidos durante as viagens se somam a papelão, madeira, materiais utilizados em serviços de manutenção e resíduos das áreas administrativas. Como cada material possui características próprias, a separação e o armazenamento corretos são etapas essenciais antes da coleta, do tratamento, da reciclagem ou de outra forma de destinação.

Resíduos de navios exigem procedimentos específicos

O primeiro passo para o gerenciamento adequado é identificar a natureza do resíduo. Nas embarcações podem ser encontrados materiais comuns e recicláveis, como restos de alimentos e resíduos domésticos, mas também itens que demandam cuidados especiais.

Entre eles estão resíduos oleosos, água oleosa de porão, produtos químicos, esgoto e resíduos provenientes de serviços de saúde, entre outros materiais que podem apresentar riscos ambientais.

Nos portos públicos e nas instalações portuárias autorizadas, a retirada desses materiais das embarcações segue regras estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A Resolução Antaq 99/2023 regulamenta o serviço e determina que a coleta seja feita por prestadores habilitados pela autoridade responsável pelo controle da instalação portuária.

Contenção evita vazamentos durante a coleta

O manejo dos resíduos exige atenção especial quando há possibilidade de vazamentos ou derramamentos. Nesses casos, devem ser utilizados equipamentos de contenção compatíveis com as características do material.

A medida busca impedir que resíduos oleosos, substâncias químicas e outros contaminantes cheguem ao cais, ao solo ou aos corpos d’água próximos às instalações portuárias.

Além do cuidado durante a coleta, o deslocamento dos resíduos também precisa ser acompanhado por documentação específica.

O Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) acompanha o material durante o trajeto até sua destinação final ambientalmente adequada. O documento reúne informações sobre o resíduo e permite acompanhar sua movimentação ao longo do processo.

Portos também geram resíduos durante as operações

Não são apenas os navios que produzem materiais descartáveis. A própria rotina dos complexos portuários gera resíduos em atividades como movimentação de cargas, manutenção, oficinas e serviços administrativos.

Para organizar esse fluxo, as instalações portuárias contam com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). O documento estabelece procedimentos que abrangem desde a geração dos materiais até sua destinação final.

Entre as etapas previstas estão:

  • Separação dos resíduos conforme suas características;
  • Acondicionamento adequado;
  • Armazenamento temporário;
  • Coleta e transporte;
  • Reaproveitamento e reciclagem;
  • Tratamento e destinação final;
  • Disposição adequada dos materiais que não podem ser recuperados.

Resíduos recicláveis podem ser encaminhados para reutilização ou reciclagem, enquanto materiais perigosos ou contaminados precisam passar por procedimentos específicos de tratamento e destinação.

Armazenamento adequado reduz riscos ambientais

A forma como os resíduos permanecem armazenados também é importante para a segurança ambiental nos portos. Materiais líquidos ou que apresentam potencial de contaminação exigem estruturas e procedimentos capazes de impedir vazamentos e derramamentos.

Essas medidas reduzem a possibilidade de que substâncias contaminantes atinjam o solo ou a água e fazem parte das práticas de gerenciamento ambiental adotadas nas instalações.

Antaq acompanha desempenho ambiental dos portos

A gestão ambiental das instalações portuárias também é monitorada pela Antaq por meio do Índice de Desempenho Ambiental (IDA).

O indicador reúne diferentes aspectos relacionados à sustentabilidade e ao controle ambiental das operações. Entre os critérios avaliados estão:

  • Gerenciamento de resíduos sólidos;
  • Retirada de resíduos das embarcações;
  • Monitoramento da qualidade da água;
  • Sistemas de drenagem pluvial;
  • Aspectos relacionados ao solo;
  • Prevenção e controle de riscos ambientais.

Dessa forma, o acompanhamento considera não apenas a destinação dos resíduos, mas também outras medidas voltadas à prevenção de impactos ambientais provocados pelas atividades portuárias.

Sustentabilidade ganha espaço na infraestrutura portuária

A gestão de resíduos integra uma agenda mais ampla de sustentabilidade para o setor de transportes. A Política de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, instituída pela Portaria MPor 58/2025, estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Entre os objetivos estão o uso sustentável dos recursos naturais, a prevenção de impactos ambientais e a adaptação da infraestrutura às mudanças climáticas.

Por meio do Pacto pela Sustentabilidade, o MPor também busca estimular empresas e entidades do setor a estabelecer planos de ação e indicadores relacionados ao desempenho ambiental.

A agenda inclui iniciativas de economia circular, logística reversa, redução do envio de resíduos para aterros e reaproveitamento de materiais. Essas ações, no entanto, complementam — e não substituem — as obrigações legais e regulatórias que devem ser cumpridas individualmente por cada instalação portuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Unsplash

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Sustentabilidade

Data center do Google na Índia enfrenta protestos por impactos ambientais e uso de água

O projeto do data center do Google na Índia, avaliado em cerca de US$ 15 bilhões, enfrenta crescente resistência de ambientalistas e moradores devido a preocupações relacionadas ao consumo de água e aos possíveis impactos sobre áreas de preservação ambiental.

As obras já avançam no estado de Andhra Pradesh, no sul do país, onde uma grande área foi preparada para receber o complexo tecnológico. Apesar do apoio do governo estadual, que considera o investimento histórico para o desenvolvimento regional, o empreendimento passou a ser alvo de ações judiciais e manifestações públicas.

Ambientalistas questionam consumo de água

Um dos principais pontos levantados pelos críticos é a elevada demanda por água para o funcionamento do data center, especialmente para o resfriamento dos servidores.

Segundo dados do governo estadual, a cidade de Visakhapatnam recebe diariamente cerca de 410 milhões de litros de água, enquanto a necessidade estimada chega a 480 milhões de litros. O déficit já resulta em racionamentos frequentes para uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes.

Nos últimos dias, ativistas realizaram protestos nas ruas da cidade com faixas que chamavam atenção para a escassez hídrica, defendendo que o desenvolvimento tecnológico não comprometa o abastecimento da população.

Google afirma que utilizará tecnologia para reduzir consumo

Em resposta às críticas, o Google informou que o empreendimento seguirá todas as exigências legais e adotará sistemas avançados de resfriamento por ar, tecnologia que reduz significativamente o uso de recursos hídricos em comparação aos métodos tradicionais.

O governo de Andhra Pradesh também rejeitou as acusações de que o projeto tenha sido aprovado sem estudos adequados e afirmou estar disposto a esclarecer eventuais dúvidas apresentadas pela sociedade civil.

Segundo as autoridades, o abastecimento do complexo não utilizará água destinada ao consumo residencial nem recursos provenientes de reservatórios utilizados pelas comunidades locais.

Proximidade de reserva ambiental amplia controvérsia

Além das preocupações com o abastecimento hídrico, organizações ambientais questionam a localização do empreendimento, situado a cerca de 860 metros do Santuário de Vida Selvagem de Kambalakonda.

A área abriga espécies como leopardos e pangolins, e ambientalistas argumentam que a movimentação intensa de máquinas e a poluição sonora podem afetar o ecossistema.

O governo estadual afirma que a distância entre o empreendimento e a unidade de conservação está dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Já o Google informou que adotará medidas para minimizar o ruído durante a operação do complexo.

Projeto enfrenta ações judiciais

As contestações ao empreendimento já chegaram ao Judiciário. A Suprema Corte de Andhra Pradesh analisa uma ação apresentada pelo grupo Jal Biradari, que questiona os possíveis impactos do projeto sobre a disponibilidade de água na região. Uma nova audiência está marcada para 24 de agosto.

Paralelamente, outras três ações tramitam no tribunal ambiental da Índia, movidas pelo Human Rights Forum, que pede a suspensão das obras até que sejam realizados estudos mais detalhados sobre os impactos ambientais e o uso dos recursos hídricos.

Investimento prevê geração de empregos

O data center do Google está sendo desenvolvido em parceria com o grupo do empresário indiano Gautam Adani e é considerado um dos maiores investimentos da empresa no país.

A expectativa é que o empreendimento gere até 188 mil empregos diretos e indiretos, reforçando a estratégia da companhia de expandir sua infraestrutura digital na Índia. Ao mesmo tempo, o projeto se tornou símbolo do desafio de equilibrar crescimento tecnológico, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Priyanshu Singh

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Informação

Degradação dos oceanos avança mais rápido que ações globais, alerta Barômetro Starfish 2026

A saúde dos oceanos continua se deteriorando em ritmo superior à capacidade de reação de governos, empresas e instituições ao redor do mundo. O alerta faz parte do Barômetro Starfish 2026, divulgado nesta segunda-feira (8), no Dia Mundial dos Oceanos, e que destaca a ampliação dos impactos das mudanças climáticas, da poluição e da perda de biodiversidade nos ambientes marinhos.

O estudo revela que o agravamento desses problemas já representa uma ameaça crescente para atividades econômicas estratégicas, incluindo o setor portuário, o transporte marítimo e as cadeias globais de comércio.

Indicadores ambientais seguem em trajetória preocupante

Produzido por 29 especialistas de 14 países e publicado na revista científica State of the Planet, o relatório reúne dados atualizados sobre o estado dos oceanos e mostra que a maioria dos indicadores ambientais continua em deterioração.

Entre os principais dados apresentados, o nível médio do mar registrou elevação de 4,2 milímetros por ano entre 2012 e 2025. Além disso, em junho de 2025, as ondas de calor marinhas atingiram cerca de 20% da superfície oceânica mundial.

O fenômeno expôs 84,4% dos recifes de coral a níveis críticos de estresse térmico, aumentando significativamente o risco de episódios de branqueamento em larga escala.

Oceanos enfrentam múltiplas pressões simultâneas

O levantamento indica que aproximadamente 25% dos primeiros mil metros da coluna d’água dos oceanos já sofre os efeitos combinados de diversos fatores ambientais.

Entre eles estão o aquecimento dos oceanos, a acidificação das águas, a redução dos níveis de oxigênio e outras alterações associadas ao avanço das mudanças climáticas.

O relatório também destaca que as emissões globais de dióxido de carbono alcançaram 38,1 bilhões de toneladas em 2025. Paralelamente, a poluição plástica nos oceanos já acumula cerca de 130 milhões de toneladas, com novos resíduos sendo despejados anualmente em larga escala.

Segundo os pesquisadores, esse cenário afeta diretamente rotas marítimas, operações logísticas e a segurança de comunidades costeiras, especialmente em regiões exportadoras como a América Latina.

Impactos econômicos crescem e afetam o comércio global

Os reflexos da degradação marinha também aparecem na economia mundial. De acordo com o Barômetro Starfish, tempestades e enchentes provocaram perdas estimadas em US$ 212 bilhões em 2024, valor quase duas vezes superior ao registrado no ano anterior.

Os prejuízos atingem desde a infraestrutura portuária até operações de terminais, seguros marítimos e atividades ligadas ao comércio exterior.

O documento ressalta que mais de 80% do comércio mundial em volume depende do transporte marítimo. Além disso, setores vinculados à chamada economia oceânica movimentam aproximadamente US$ 2,5 trilhões por ano, reforçando a importância da preservação dos ecossistemas marinhos para a estabilidade econômica global.

Avanços institucionais ainda são insuficientes

Apesar do quadro preocupante, o relatório registra alguns avanços na governança dos oceanos. Entre eles está a entrada em vigor do Tratado do Alto-Mar (BBNJ), além da expansão das áreas marinhas protegidas, que já ultrapassam 10% da superfície oceânica global.

O estudo também identificou mais de 40 fundos dedicados ao financiamento da economia ligada ao mar e mais de 2 mil startups focadas em inovação marinha.

No entanto, os especialistas alertam que apenas 3,2% dos oceanos possuem atualmente classificação de alta ou total proteção, percentual considerado insuficiente diante da velocidade da degradação ambiental.

Monitoramento oceânico é apontado como prioridade

Outro ponto de atenção destacado pelo Barômetro é a redução da capacidade global de observação dos oceanos. Desde a pandemia, houve retração em redes de monitoramento compostas por bóias oceânicas e sistemas de coleta de dados embarcados.

Os autores defendem que essa infraestrutura seja tratada como estratégica para fortalecer a resiliência climática, melhorar a prevenção de desastres naturais e apoiar decisões de longo prazo de governos e setores econômicos ligados ao mar.

Para os pesquisadores, ampliar o monitoramento oceânico será fundamental para reduzir riscos futuros e garantir maior segurança para atividades portuárias, marítimas e comerciais em todo o mundo.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Portos

Draga Strandway amplia atuação ambiental e fortalece parceria com o Porto de Roterdã

A Boskalis mantém uma atuação praticamente permanente ao longo da costa holandesa por meio de suas dragas de sucção rebocadas Causeway, Freeway, Shoalway e Strandway. As embarcações operam em projetos de reabastecimento de praias e proteção do litoral, contribuindo para a adaptação costeira diante dos impactos das mudanças climáticas. As atividades se estendem da Zelândia, no sul, até as Ilhas Frísias Ocidentais, no norte do país.

Strandway se consolida como parceira do Porto de Roterdã
Entre as dragas da frota, a Strandway vem se destacando por ampliar sua atuação para além das operações costeiras. Nos últimos anos, a embarcação passou a desempenhar um papel relevante em dragagens de manutenção de longo prazo nos canais de navegação do Porto de Roterdã, além de participar do projeto de recuperação de áreas urbanas em Rijnhaven, uma das regiões em processo de transformação na cidade.

Operações garantem segurança e eficiência logística
Mais recentemente, a draga Strandway atuou na região de Maasmond, onde realizou a remoção de lodo dos canais de acesso ao Porto de Roterdã. Esse tipo de intervenção é considerado essencial para assegurar a segurança da navegação e manter a eficiência logística do maior complexo portuário da Europa.

Atuação se estende a outros projetos nacionais e internacionais
Embora Roterdã tenha se tornado um ponto recorrente de operação, a embarcação também esteve envolvida em projetos em Ameland e Vlissingen, ao longo da costa da Holanda. No cenário internacional, a Strandway atuou em Emden, na Alemanha, e em Southsea, na região de Portsmouth, no Reino Unido.

Capacidade de resposta ambiental é diferencial da embarcação
Um dos destaques da Strandway é sua configuração com equipamentos especializados para resposta rápida a derramamentos de óleo. Essa estrutura permite à Boskalis atuar de forma imediata em emergências ambientais, contribuindo para a contenção de danos e a redução de impactos ao ecossistema portuário.

Presença constante no Mar do Norte deve continuar
Com a continuidade das operações no Mar do Norte, a expectativa é que as quatro dragas de sucção rebocadas da Boskalis sigam como presença frequente na região nos próximos anos. A tendência é que a Strandway continue integrando o cotidiano urbano e portuário de Roterdã, consolidando uma relação que ultrapassa a dragagem convencional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Informação

Tilápia no reservatório de Itaipu: governo projeta produção de até 400 mil toneladas por ano

O cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu entrou no radar dos governos do Brasil e do Paraguai após a sanção, em 22 de dezembro, de uma lei paraguaia que autoriza a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos. A mudança legal abre caminho para a tilapicultura no lago da usina binacional, prática que até então era impedida por restrições normativas.

Com a legislação paraguaia em vigor, o avanço do projeto passa agora a depender das autoridades brasileiras e de ajustes no marco jurídico que rege o uso do reservatório.

Capacidade produtiva estimada em 400 mil toneladas

Há sinalização positiva tanto da direção de Itaipu Binacional quanto do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgadas pelo Palácio do Planalto, indicam que o reservatório teria capacidade para suportar uma produção anual de até 400 mil toneladas de peixe.

Apesar do potencial produtivo, a liberação da atividade depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas — aquelas fora da bacia hidrográfica — no reservatório. Qualquer alteração no acordo precisa ser submetida à aprovação do Congresso Nacional.

Congresso ainda não discute revisão do acordo

No Legislativo, o tema ainda não avançou. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) informou que, no momento, não há articulações, propostas em tramitação ou discussões formais para revisar o acordo binacional.

Segundo a bancada, cabe ao governo federal conduzir as etapas técnicas iniciais, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a elaboração de um protocolo para concessão de áreas aquícolas. Para os parlamentares, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios rigorosos, incluindo licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.

A FPA também defende que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro, oferecendo previsibilidade regulatória para que o setor produtivo possa planejar investimentos.

Especialistas alertam para riscos ambientais

Pesquisadores da área ambiental apontam riscos associados à introdução da tilápia no reservatório. O biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que há registros de escape de peixes em praticamente todos os sistemas de cultivo em tanques-rede, modelo previsto para Itaipu.

Segundo ele, por se tratar de um poluente biológico, a tilápia pode se dispersar para rios adjacentes, inclusive no sentido contrário ao fluxo natural das águas, ampliando impactos dentro e fora do reservatório. Eventos climáticos extremos, controle de vazão ou colisões com troncos podem danificar as estruturas de cultivo e facilitar esses escapes.

Vitule também destaca o risco de proliferação de outras espécies invasoras, como o mexilhão-dourado, já presente em Itaipu. O aumento de nutrientes e superfícies artificiais pode favorecer a espécie, gerando problemas operacionais, elevação de custos de manutenção e até o uso de reagentes químicos.

A bióloga Gilmara Junqueira, conhecida como “Doutora dos Peixes”, reforça que a tilápia é altamente resistente e adaptável, o que a torna competitiva em ambientes alterados, como reservatórios. Em caso de fuga, a espécie pode competir com peixes nativos, provocar desequilíbrios ecológicos e disseminar parasitas. O comportamento territorialista e a alta taxa de reprodução ampliam esse risco.

Itaipu diz que operação não será afetada

Em resposta aos questionamentos, a Itaipu Binacional informou que a eventual introdução da tilápia não deve impactar a geração de energia nem gerar conflitos entre os diferentes usos da água. O reservatório, com área de 1.350 quilômetros quadrados, já é considerado de uso múltiplo, atendendo à geração elétrica, armazenamento de água, sedimentação e produção comercial, além de sustentar a fauna local.

Sobre os cuidados ambientais, a usina afirma que a principal diretriz será a manutenção da qualidade da água, influenciada diretamente pelas atividades no entorno, como agropecuária, agroindústria, ocupação urbana e ações de conservação.

Entre as medidas previstas estão monitoramento ambiental contínuo, uso de rações de alta eficiência, controle da reprodução por meio de populações monossexo, protocolos sanitários com vacinas, rastreabilidade genética, estruturas de cultivo robustas com automação, cumprimento das exigências das licenças ambientais e priorização de áreas com maior resiliência ambiental.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas é confirmado pela Petrobras

A Petrobras confirmou que identificou no último domingo um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda que conecta ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

Em nota, a estatal afirmou que a perda do fluido foi contida rapidamente e que as linhas afetadas serão retiradas do mar para avaliação e reparo. Segundo o Ibama, o incidente não é considerado grave e não apresenta risco ambiental, já que o fluido liberado é biodegradável e possui baixa toxicidade.

A empresa reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem em total segurança e que a operação de perfuração não sofre impactos de segurança com o episódio.

Medidas de controle e licenciamento ambiental

A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e aplicou todas as medidas de controle exigidas. O fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população, segundo a companhia.

O Ibama concedeu licença à Petrobras para perfuração do primeiro poço na região em 20 de outubro, após o início do processo em 2020. O poço Morpho possui profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade da água.

Localizado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, o empreendimento em águas profundas tem gerado críticas de ambientalistas. A região abriga grande diversidade de fauna e flora marinha, manguezais e comunidades indígenas.

Potencial de reservas e histórico de vazamentos

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode conter até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Para comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Fontes da empresa indicam que o reparo das linhas afetadas deve levar de 10 a 15 dias. Vazamentos desse tipo são relativamente comuns nas atividades de exploração da estatal, ocorrendo em metade das últimas seis perfurações.

Especialistas do setor ressaltam que, por ser biodegradável e não conter petróleo, o fluido não causa impactos ambientais e está dentro das normas do Ibama. Porém, ambientalistas continuam preocupados. O Instituto Internacional Arayara alertou que incidentes como este evidenciam os riscos da exploração em uma região de alta biodiversidade, com forte dependência de comunidades costeiras e tradicionais.

“Assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, incluindo o Instituto Arayara, entraram com ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse o instituto em nota. Para a entidade, o vazamento confirma os riscos que essas comunidades vêm alertando há anos.

Etapas da perfuração e expansão da Petrobras

A Petrobras estima que a perfuração do poço Morpho dure cerca de cinco meses, dentro da fase exploratória. Nessa etapa, o objetivo é obter informações geológicas e avaliar o potencial de petróleo e gás na região; ainda não há produção comercial.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa mantém operações exploratórias na Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde perfurou dois poços sem comprovação de reservas. A Petrobras planeja iniciar em breve a perfuração de um terceiro poço na região.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Sustentabilidade

Reflorestamento na China altera ciclo da água e redistribui recursos hídricos no país

A China promoveu, ao longo das últimas décadas, um dos maiores programas de reflorestamento do mundo, com o objetivo de conter a desertificação, recuperar áreas degradadas e enfrentar as mudanças climáticas. No entanto, um novo estudo aponta que essa expansão florestal provocou um efeito inesperado: a redistribuição da água em escala nacional.

Estudo revela impacto do reflorestamento no ciclo hidrológico

Pesquisa publicada na revista científica Earth’s Future indica que as mudanças na cobertura vegetal entre 2001 e 2020 alteraram a forma como a água circula pelo território chinês. Segundo os pesquisadores, a água passou a permanecer mais tempo na atmosfera antes de retornar ao solo — e nem sempre nas mesmas regiões de origem.

“O que observamos é que as mudanças na cobertura do solo redistribuem a água”, explicou Arie Staal, professor da Universidade de Utrecht, ao site Live Science. Ele destaca que o processo de reflorestamento em larga escala, especialmente em áreas como o Planalto de Loess, reativou o ciclo hidrológico em diferentes níveis.

Árvores intensificam a evapotranspiração

O principal fator por trás dessa mudança é o aumento da evapotranspiração, processo pelo qual as plantas absorvem água do solo e a liberam para a atmosfera. As árvores desempenham papel central nesse mecanismo, sobretudo por possuírem raízes profundas que acessam água mesmo em períodos de seca.

De acordo com o estudo, a evapotranspiração na China cresceu, em média, 1,71 milímetro por ano entre 2001 e 2020. Embora a precipitação também tenha aumentado, o ritmo foi menor, resultando em uma redução líquida da disponibilidade hídrica em diversas regiões.

Água migra para o Planalto Tibetano

O impacto do reflorestamento não foi homogêneo. Regiões do leste e noroeste da China, que juntas representam cerca de 74% do território nacional, registraram queda na disponibilidade de água. Em contrapartida, o Planalto Tibetano passou a receber mais precipitação.

Segundo os pesquisadores, florestas plantadas em áreas de monções no leste e a recuperação de pastagens no noroeste intensificaram o consumo de água. Parte dessa umidade foi transportada pelos ventos e acabou se concentrando no planalto. “Mesmo com um ciclo da água mais ativo, localmente há perda de disponibilidade”, explicou Staal.

A situação mais crítica foi observada na Região Árida do Noroeste, onde a redução média da água disponível chegou a 1,14 milímetro por ano.

Desafios para a gestão hídrica e a agricultura

O fenômeno preocupa especialistas porque a distribuição de água na China já é desigual. O norte do país abriga cerca de 46% da população e 60% das terras agrícolas, mas dispõe de apenas 20% dos recursos hídricos nacionais.

Embora o governo invista em grandes projetos de gestão da água, os pesquisadores alertam que essas iniciativas podem falhar se não considerarem os impactos do reflorestamento sobre o ciclo hidrológico.

“É essencial avaliar caso a caso se mudanças na cobertura do solo são realmente benéficas, levando em conta onde a água retorna como precipitação”, afirmou Staal.

Segundo o estudo, a China foi responsável por aproximadamente 25% do aumento global da área verde registrado entre 2000 e 2017, reforçando seu papel central nas transformações ambientais globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pang Zhengzheng/Getty Images

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Portos

Portonave conquista Certificação de Responsabilidade Social da ALESC

Iniciativa reconhece compromisso com práticas que unem governança, sustentabilidade e valorização das pessoas

Guiada pelas práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), a Companhia recebeu a Certificação de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) na 14ª edição realizada na última quarta-feira, 10 de dezembro, em Florianópolis. A iniciativa homenageia organizações com boas práticas em governança, sustentabilidade e ações sociais. Para a conquista, o Poder Legislativo Estadual avaliou indicadores internos e externos de desenvolvimento econômico, ambiental e o balanço social.

As ações de sustentabilidade abrangem práticas de inclusão, bem-estar e desenvolvimento comunitário. Em 2024, a empresa destinou R$ 10,8 milhões para iniciativas sociais que promovem inclusão socioeconômica, educação, cultura, esporte, saúde e engajamento comunitário, por meio de recursos próprios e leis de incentivo fiscal. Além disso, internamente, investiu R$ 1,8 milhão em subsídios educacionais para o desenvolvimento dos próprios profissionais.

A edição deste ano registrou um recorde de 200 inscrições, demonstrando o crescente engajamento das organizações catarinenses com a sustentabilidade. Na ocasião, acompanhado por profissionais de diversas áreas da empresa (todos voluntários do Instituto Portonave), o Diretor-Superintendente Administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, participou da cerimônia, representando o Terminal Portuário.

Práticas sociais

Um país desenvolvido se constrói com inclusão, educação e cuidado com as pessoas. Por isso, a empresa mantém o Instituto Portonave, que realiza ações em parceria com instituições, escolas e projetos locais, com o objetivo de reduzir desigualdades. Em 2024, cerca de 138 mil pessoas foram beneficiadas por meio de 50 iniciativas realizadas na região.

Entre as ações apoiadas estão programas que promovem formação, cultura e bem-estar, como o Embarca Aí, voltado à qualificação profissional de jovens do ensino médio; o Brigadista Mirim, que oferece noções de segurança e primeiros socorros para filhos de profissionais; o Surf sem Limites, que ensina o esporte a alunos da APAE e crianças da AMA de Navegantes; o Instituto Nadar, que viabilizou a construção de uma piscina comunitária em Navegantes; o Musicalizando nas Escolas, com oficinas e festivais musicais em escolas públicas; e as Aulas de Língua Portuguesa para Migrantes.

Além disso, o papel se estende à preservação ambiental e à valorização do patrimônio local, com iniciativas como o projeto de proteção das corujas-buraqueiras, o Corujar. Também, como medida de compensação ambiental, a Portonave realiza a recuperação da área de restinga na orla do município de Navegantes, conforme previsto no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

Governança que valoriza pessoas

Com 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos, a Portonave coloca as pessoas no centro de sua estratégia ESG e mantém cerca de 20 iniciativas voltadas à valorização dos profissionais, que abrangem inclusão, meio ambiente, segurança, saúde e bem-estar. Entre os principais destaques estão:

Programa Saúde em Equilíbrio — reúne ações voltadas à qualidade de vida, como a Semana da Saúde com oficinas, palestras e atividades que incentivam hábitos saudáveis, ginástica laboral diária, equipes de corrida, serviços de massoterapia; o Programa Cuidar – com a formação de Multiplicadores do Cuidado, profissionais capacitados para oferecer acolhimento inicial e combater estigmas relacionados à saúde mental; acompanhamento psicológico e nutricional, entre outras ações.

Ações de integração social — incluem iniciativas como Café dos Aniversariantes, Festa de 5, 10, 15 e 20 anos que celebra a trajetória dos profissionais e os Jogos Internos com competições de futebol, vôlei, tênis de mesa e xadrez.

Sobre o Certificado de Responsabilidade Social

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), com base na Lei nº 12.918, de 23 de janeiro de 2004, instituiu o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina e o Troféu Responsabilidade Social – Destaque SC, com o objetivo de reconhecer e valorizar empresas privadas, empresas públicas e organizações sem fins lucrativos que atuam em território catarinense e que adotam práticas de responsabilidade socioambiental em suas políticas de gestão.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Agronegócio

Governo suspende lista que classificava a tilápia como espécie invasora após pressão do agronegócio

A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, suspendeu temporariamente a Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, que incluía a tilápia, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (4). A decisão ocorre após forte pressão de produtores e entidades do agronegócio, preocupados com possíveis impactos na piscicultura — a tilápia é atualmente o peixe mais cultivado do país.

A espécie, originária da bacia do rio Nilo, na África, é considerada exótica no Brasil e, segundo o ministério, tem sido encontrada em ambientes naturais fora das áreas de cultivo, característica que leva à classificação como espécie invasora devido ao risco de desequilíbrios ambientais.

Governo fará novas consultas antes de definir medidas

De acordo com a Conabio, a suspensão permitirá uma nova rodada de consultas com setores econômicos “para definir medidas adequadas de controle de escapes no ambiente natural, compatíveis com a atividade produtiva”.

O ministério ressalta que a lista tem caráter preventivo e não implica proibição, banimento ou restrição automática ao cultivo. O objetivo é possibilitar detecção precoce de invasões biológicas e reduzir riscos à biodiversidade nativa.

O governo, porém, não divulgou oficialmente a lista completa — o g1 solicitou o documento, mas não obteve retorno. No site do Ministério do Meio Ambiente, apenas exemplos isolados estavam disponíveis, como abelha africanizada, manga, goiabeira e javali.

Inclusão da tilápia gerou impasse dentro do governo

A classificação da tilápia como invasora também provocou divergências internas. O Ministério da Pesca e Aquicultura preparou um parecer pedindo a retirada da espécie da lista, segundo Juliana Lopes da Silva, diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União.

Para o setor, a medida poderia gerar impactos como:

  • Aumento de custos: licenciamento ambiental mais caro;
  • Dificuldades na exportação: risco à imagem do Brasil em negociações internacionais;
  • Insegurança jurídica: falta de legislação específica para produção de espécies invasoras;
  • Atraso em novas licenças: abertura de criadouros ficaria mais demorada.

Por que a tilápia foi classificada como invasora

Especialistas reforçam que a tilápia reúne características típicas de uma espécie com alto potencial de invasão. O professor Jean Vitule, da UFPR, aponta quatro principais motivos:

  • Comportamento territorialista, que interfere na fauna nativa;
  • Predação: por ser onívora, compete por recursos com espécies locais;
  • Alteração do ecossistema, afetando nutrientes e produtividade dos lagos;
  • Escapes frequentes de criadouros, inclusive para áreas de preservação.

Vitule relata que o peixe foi identificado até em ambientes marinhos, embora seja de água doce — uma prova da sua elevada resistência e capacidade de adaptação. As tilápias fugidas também podem carregar parasitas, contaminando peixes nativos.

Eventos climáticos extremos aumentam o problema. “Mesmo com tanques 100% seguros, situações como a cheia no Rio Grande do Sul no ano passado liberaram milhares de tilápias”, afirma o pesquisador.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Apreensão de barbatanas de tubarão no Aeroporto de Guarulhos impede envio ilegal a Hong Kong

Uma operação de combate ao tráfico internacional de animais silvestres realizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) resultou na apreensão de cerca de 48 kg de barbatanas de tubarão. O material, seco e desidratado, estava distribuído em quatro malas despachadas por uma cidadã chinesa residente legalmente no Brasil.

A ação conjunta do Ibama e da Receita Federal, dentro da Operação Hermes, identificou que a passageira embarcaria com destino a Hong Kong. As bagagens continham apenas sacos plásticos de aproximadamente 1 kg cada, sem qualquer peça de roupa, reforçando o caráter ilícito da carga de alto valor comercial.

Nova apreensão no mesmo dia amplia prejuízo ao tráfico

Ainda durante a fiscalização em Guarulhos, agentes do Ibama localizaram mais 14 kg de barbatanas de tubarão e cerca de 70 kg de carcaças de celulares, ambos considerados produtos irregulares. As autuações aplicadas no conjunto das infrações somam R$ 84,7 mil, fortalecendo a repressão a práticas ilegais no comércio internacional.

Material será destruído após análise técnica

As barbatanas apreendidas serão destruídas. Antes disso, equipes técnicas do Ibama coletarão amostras para identificar as espécies envolvidas e reunir dados que subsidiem futuras ações de fiscalização e controle ambiental.

Operação Hermes intensifica combate ao tráfico ambiental

A Operação Hermes tem como foco o controle rígido de cargas sujeitas à autorização ambiental, visando impedir o envio ilegal de patrimônio genético, o transporte irregular de resíduos e o comércio clandestino de espécimes da fauna e flora brasileiras.

A iniciativa reforça o compromisso do Ibama com a preservação da biodiversidade, o cumprimento da legislação ambiental e o enfrentamento direto ao tráfico internacional de animais, resíduos e derivados.

FONTE: Ibama
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ibama

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