Comércio Exterior

Confac aprova Plano de Trabalho 2026–2028 e avança em modernização do comércio exterior

A 13ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta quinta-feira (11/12) em Brasília, marcou o encerramento do ciclo anual com a aprovação de um conjunto de medidas estratégicas. Entre os destaques estão uma Portaria Conjunta entre MDIC e Ministério da Fazenda, avanços em cooperação internacional e o Plano de Trabalho 2026–2028, que reforça a governança e a modernização do comércio exterior brasileiro.

Durante o encontro, representantes do governo ressaltaram o forte engajamento dos órgãos anuentes no Portal Único de Comércio Exterior, que registrou um recorde de 1.114 Declarações Únicas de Importação (DUIMP) em apenas um dia. No acumulado do ano, o volume de DUIMPs aumentou mais de 25 vezes com o avanço do Novo Processo de Importação.

Plano de Trabalho foca eficiência, transparência e integração logística

O novo Plano de Trabalho foi estruturado em sete eixos estratégicos, alinhados aos princípios de eficiência, transparência e participação social. Entre as prioridades estão:

  • Consolidação do Programa Portal Único de Comércio Exterior
  • Ampliação do uso de gerenciamento de riscos
  • Fortalecimento da integração logística
  • Expansão da transparência nos processos de comércio exterior

O Comitê também aprovou o Relatório de Atividades de 2025, que reúne as principais entregas, regulações e resultados obtidos ao longo do ano pelos subcolegiados.

Nova portaria unifica regras para importações via DUIMP

Outro ponto central da reunião foi a aprovação da Portaria Conjunta MDIC/MF, construída com contribuições de órgãos como Mapa, Anvisa, DFPC e Ibama.

A norma definirá diretrizes gerais para o controle administrativo das importações pela DUIMP, incluindo processos de conferência, gerenciamento de riscos, canal único, inspeção física, relatórios de verificação e liberação antecipada de mercadorias.

A iniciativa busca dar mais coerência ao arcabouço normativo, reduzir sobreposições de competências e aprimorar procedimentos compartilhados entre as instituições envolvidas na liberação das importações.

Cooperação internacional inclui apoio a Angola

A reunião também apresentou uma nova ação de cooperação internacional entre o governo brasileiro e a OMC, voltada a apoiar Angola na implementação de boas práticas de integração entre órgãos de fronteira. O plano prevê o envio de uma delegação técnica brasileira para troca de experiências e transferência de metodologias.

Também foi discutida a possibilidade de ampliar a cooperação para outros países lusófonos e nações das Américas.

Avanços e transição da secretaria-executiva

Para a secretária do MDIC, Tatiana Prazeres, o encontro reforça a consolidação dos resultados de 2025 e abre caminho para mais eficiência no comércio exterior. Ela destacou o avanço na coerência regulatória e reafirmou o compromisso com um ambiente de negócios mais simples, competitivo e alinhado a padrões internacionais.

A reunião contou ainda com a presença do Subsecretário de Administração Aduaneira, Fabiano Coelho, e marcou a transição da secretaria-executiva do Confac, antes sob responsabilidade da SECEX/MDIC, para a Receita Federal, que assume o papel ao longo de 2026.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio Silva/MDIC

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Agricultura

Brasil retoma investigação antidumping sobre leite em pó da Argentina e do Uruguai

Governo reabre investigação antidumping

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) decidiu reabrir a investigação antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai. O processo havia sido suspenso em agosto após questionamentos técnicos, mas foi retomado oficialmente nesta terça-feira, durante reunião em Brasília com lideranças do setor e parlamentares, anunciada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

A previsão é de que a apuração siga até junho de 2026. Contudo, há expectativa de que medidas provisórias sejam adotadas antes da conclusão, caso seja confirmado o impacto negativo das importações sobre o mercado brasileiro.

Pressão no campo e alerta sobre crise na produção

Para o deputado federal Heitor Schuch (PSB), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, o aumento das importações e a queda no preço pago ao produtor têm agravado a crise na cadeia do leite. Segundo ele, famílias que dependem da atividade enfrentam endividamento crescente e, em muitos casos, abandonam a produção.

“Os agricultores não têm mais tempo para esperar. A retomada da investigação é positiva, mas precisamos de medidas antidumping que restabeleçam a concorrência justa no mercado”, reforçou.

Setor lácteo vê avanço e cobra ações efetivas

A decisão do governo também foi comemorada por representantes da indústria. Para Darlan Paharini, secretário-executivo do Sindilat, a reabertura da investigação representa um avanço importante na busca por maior equilíbrio no mercado brasileiro, pressionado pelo excesso de produtos importados.

“É um sinal claro de que o governo está atento e busca soluções para a crise que afeta produtores e indústrias nacionais”, afirmou.

Reivindicações do setor para conter oferta externa

O setor lácteo defende um pacote emergencial que ajude a reduzir a entrada de leite importado. Entre as propostas estão:

  • Compras governamentais para equilibrar a oferta;
  • Incentivos a indústrias que utilizem leite nacional em seus processos;
  • Aplicação de uma sobretaxa emergencial por 36 meses sobre leite em pó e queijo muçarela provenientes da Argentina e do Uruguai.

As lideranças afirmam que essas medidas seriam essenciais para recuperar a competitividade e evitar novas perdas na produção interna.

Com informações de agências e representantes do setor.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Estados ganham protagonismo em plano nacional de investimentos e comércio exterior

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (24/11) com secretários estaduais de Desenvolvimento no Palácio do Planalto para alinhar estratégias de atração de investimentos estrangeiros e de fortalecimento do comércio exterior nos estados. As reuniões ocorreram pela manhã, e os encaminhamentos foram apresentados ainda na tarde de segunda-feira.

O encontro avançou na integração dos estados a duas ferramentas do governo federal desenvolvidas pelo MDIC: a Janela Única de Investimentos, prevista para entrar em operação em fevereiro de 2026, e o Monitor de Investimentos, plataforma já ativa que organiza e divulga projetos de infraestrutura para facilitar a chegada de capital privado.

Estados apresentam avanços na Cultura Exportadora
Durante a reunião, também foram apresentados os Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados por sete estados: Pará, Pernambuco, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Amapá e Espírito Santo. Os documentos fazem parte da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e têm como meta ampliar a participação de empresas — especialmente micro, pequenas e médias — no comércio internacional.

Esses planos reforçam o objetivo de interiorizar e diversificar as exportações, estimulando novos setores e ampliando o número de produtos enviados ao exterior.

Projetos estaduais avançam com linha de financiamento do BID
Os secretários também apresentaram o andamento dos projetos iniciados por meio da linha de financiamento de R$ 11 bilhões lançada pelo BID no início deste ano. Os recursos são voltados para áreas como Infraestrutura Logística, Inovação, Desenvolvimento Regional Sustentável, Comércio Exterior e Investimentos produtivos.

A devolutiva dá continuidade às discussões iniciadas em março, quando foi anunciada a Linha de Crédito Condicional para Projetos de Investimento (CCLIP), que está sendo operacionalizada pelo MDIC por meio da Camex. A proposta prioriza iniciativas capazes de elevar a produtividade, ampliar a competitividade e considerar as realidades regionais.

Indicadores mostram avanço do comércio exterior e do IED
Dados recentes do Banco Central reforçam o cenário positivo. O Investimento Estrangeiro Direto (IED) alcançou US$ 71,1 bilhões em 2024, alta de 13,8% sobre 2023. Em 2025, apenas de janeiro a setembro, o fluxo já chega a US$ 63,3 bilhões.

As exportações brasileiras também mantêm trajetória de crescimento, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. De janeiro a outubro de 2025, o país exportou US$ 289,7 bilhões, superando em 2% o recorde do mesmo período de 2024.

Ferramentas estratégicas apresentadas aos estados

Monitor de Investimentos
A plataforma, que continuará ampliando seu alcance, reúne informações detalhadas sobre projetos de infraestrutura e tem foco na atração de investimentos privados. A partir da assinatura de nova portaria, a ferramenta também destacará projetos dos estados e do Distrito Federal, reduzindo assimetrias de informação entre o setor público e o mercado.

Janela Única de Investimentos
Com solicitação formal ao BID para ampliar a cooperação técnica, a plataforma será um portal centralizado para gestão e agilização de processos relacionados a investimentos no país. Reunirá documentos, dados padronizados e informações estratégicas, simplificando etapas e dando mais transparência às operações.

PNCE — Política Nacional da Cultura Exportadora
Criada em 2023, a política articula órgãos públicos e privados para difundir a cultura exportadora e ampliar a base de empresas aptas a exportar, com forte foco em pequenas e médias empresas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias da Indústria

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro de 2025, segundo dados da Secex/MDIC. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de US$ 7 bilhões em exportações e US$ 5,1 bilhões em importações.

No acumulado de novembro, o país soma US$ 21,2 bilhões em vendas externas e US$ 17,2 bilhões em compras do exterior, gerando saldo positivo de US$ 4,1 bilhões. A corrente de comércio mensal já chega a US$ 38,4 bilhões.

Desempenho no ano ultrapassa US$ 565 bilhões
De janeiro até a terceira semana de novembro, as exportações totalizam US$ 311 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 254,5 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 56,5 bilhões, e a corrente de comércio anual soma US$ 565,5 bilhões.

Comparando as médias diárias de exportações até a terceira semana de novembro de 2025 (US$ 1,5 bi) com o mesmo período de 2024, houve alta de 3,5%. Nas importações, a média diária cresceu 10,4%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio no mês chegou a US$ 2,7 bilhões, enquanto o saldo positivo médio ficou em US$ 290,75 milhões. Em relação a novembro de 2024, houve crescimento de 6,5%.

Exportações por setor: agropecuária em destaque
No acumulado até a terceira semana do mês, o desempenho setorial das exportações mostra crescimento significativo na Agropecuária, com avanço de US$ 77,41 milhões (32,8%). Os produtos da Indústria de Transformação registraram alta de US$ 31,21 milhões (3,8%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 57,38 milhões (14,4%).

Importações por setor: indústria de transformação puxa a alta
Nas importações, houve aumento de US$ 117,85 milhões (11,6%) na Indústria de Transformação, reforçando a demanda por bens intermediários e insumos industriais. Já a Agropecuária teve queda de US$ 0,74 milhão (3,3%), e a Indústria Extrativa recuou US$ 1,76 milhão (2,8%).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

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Sustentabilidade

Plataforma Recircula Brasil Passa a Rastrear a Cadeia do Alumínio, Anunciam ABDI e MDIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao MDIC, firmou, durante a COP 30 em Belém (PA), um Acordo de Cooperação e um Protocolo de Intenções com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O objetivo é incluir a cadeia do alumínio reciclável no escopo da Plataforma Recircula Brasil, que já iniciou a fase de testes para esse material.

Desenvolvida em 2024, a plataforma permite a rastreabilidade completa de resíduos recicláveis, indo além da simples verificação de conteúdo. Ela mapeia o uso, a transformação e o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, garantindo transparência, responsabilidade socioambiental e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia. A implantação começou pelo setor de plásticos, validado por notas fiscais eletrônicas e auditoria pública.

Relevância internacional e economia circular

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, a ampliação reforça o compromisso do Brasil com a economia circular e fortalece a competitividade internacional. Ele destacou que a rastreabilidade oferecida pela plataforma facilita negociações com grandes compradores e amplia o acesso a mercados exigentes, alinhando a iniciativa às metas da Nova Indústria Brasil (NIB).

Certificação: resultados e expansão

Em um ano e meio de operação, a Recircula Brasil já rastreou e certificou 50 mil toneladas de plástico reciclado, conectando mais de 300 fornecedores e 1.500 clientes de segmentos como alimentos, bebidas, construção civil e eletroeletrônicos. A plataforma identificou e auditou 4 mil operadores, entre cooperativas e catadores, e evitou a emissão de 495 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Com a inclusão do alumínio, a ABDI projeta a certificação de 300 mil toneladas de material reciclado somente em 2026. A expansão prevista deve contemplar também setores como vidro, papel, têxteis e outros materiais.

Governança e verificação independente

A plataforma passará a operar com interoperabilidade nacional e centralização de dados pela ABDI, reforçando a soberania digital e a governança pública. Até 2025, o Recircula Brasil será oficializado pelo MMA como o principal mecanismo de verificação e rastreabilidade de metas regulatórias ligadas à economia circular e ao clima.

O sistema utiliza um verificador independente — a Central de Custódia — responsável por validar resultados, checar notas fiscais, evitar duplicidade de informações e garantir a origem e a qualidade dos resíduos certificados.

Benefícios para a indústria

A ampliação da plataforma oferece vantagens como:

  • comprovação oficial de conteúdo reciclado em produtos;
  • atendimento a exigências regulatórias e compromissos voluntários;
  • redução de riscos ambientais e fiscais;
  • maior acesso a mercados internacionais;
  • transparência operacional e possibilidade de incentivos fiscais e tarifários.

Para conhecer melhor a plataforma, clique aqui

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

MDIC lança novo eixo do Raízes Comex para ampliar empregabilidade e inclusão racial

No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um novo eixo do Programa Raízes Comex, reforçando o compromisso com a inclusão racial e a empregabilidade nas cadeias do comércio exterior. A ação, coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), busca aproximar empresas e profissionais negros qualificados pelo programa.

Edital seleciona Empresas Embaixadoras
O extrato do edital para escolha das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex foi publicado nesta segunda-feira (17/11). O objetivo é atrair organizações comprometidas com diversidade racial e com a criação de oportunidades de trabalho no setor.
As empresas selecionadas serão reconhecidas por suas boas práticas de inclusão e estimuladas a contratar profissionais formados pelas capacitações do programa.

Inclusão e desenvolvimento caminham juntos
Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o novo eixo consolida uma fase importante na construção de uma economia mais justa e dinâmica.
Segundo ele, o comércio exterior é um “vetor estratégico de neoindustrialização e geração de empregos qualificados”, e o Raízes Comex integra “inclusão social e desenvolvimento econômico”.

Reconhecimento às empresas engajadas
Empresas que comprovarem a contratação de egressos do programa receberão o título honorífico de Empresa Embaixadora, além de destaque na comunicação institucional e acesso gratuito a treinamento em letramento racial.
A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa, inicialmente pioneiro, se consolida como política pública capaz de gerar impacto real no setor. Para ela, reconhecer as empresas que contratam egressos amplia o engajamento com a causa da diversidade no comércio exterior.

Quem pode participar do edital
Podem aderir empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil, atuantes no comércio exterior e em situação regular nas áreas fiscal, trabalhista e jurídica.
As inscrições são feitas por formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão no site do MDIC. Após a confirmação da contratação, as empresas recebem o selo de Embaixadoras do Raízes Comex.

Capacitações já ofertadas pelo programa
Desde 2024, o Raízes Comex disponibilizou mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com entidades como ONG Vocação, Instituto Aliança Procomex, Senac e Sindasp. Entre as formações oferecidas estão:
Formação em Comércio Exterior (90h online): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, abordando importação, exportação e logística;
Qualificação em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (160h presencial): oferecida pelo Senac em dez municípios, focada em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;
Capacitação contínua em Comércio Exterior: mantida pelo Sindasp, com acesso à plataforma EduComex.

Tatiana Prazeres reforçou que o lançamento aprofunda o compromisso do MDIC em construir um comércio exterior mais diverso, inclusivo e socialmente comprometido.

Sobre o Programa Raízes Comex
Criado em novembro de 2024, o programa busca estimular a inclusão racial no comércio exterior e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no setor. Também promove a formação de profissionais negros para atuar em diferentes etapas das operações de exportação e importação.
Um estudo da Secex, que embasou o programa, revelou a sub-representação de trabalhadores pretos e pardos em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Internacional

Acordo entre Brasil e China alivia crise de chips e reduz risco de paralisação na indústria automotiva

A parceria entre o Brasil e a China começou a surtir efeito no setor automotivo. O abastecimento de chips – essenciais na produção de veículos – começa a ser retomado após negociações conduzidas pelo governo brasileiro junto às autoridades chinesas, reduzindo o risco de paralisação nas montadoras.

Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), embora o risco de falta de componentes ainda exista, o cenário já apresenta melhora significativa. “Na sexta-feira, as fabricantes começaram a ser avisadas pelos fornecedores de que a autorização para importação de chips está sendo gradualmente retomada. Isso diminui o risco de interrupção nas linhas de produção”, afirmou Igor Calvet, presidente da entidade.

Liberação de importações e licenças especiais

Calvet explicou que dois fatores foram decisivos para aliviar a crise. O primeiro foi a liberação, pela China, da exportação de semicondutores para empresas com operação simultânea no Brasil e em território chinês. O segundo foi a criação de uma licença especial para companhias brasileiras, garantindo acesso direto aos componentes.

“A situação melhorou, mas ainda não está completamente normalizada. Se não houver novas interrupções, a indústria automobilística brasileira deve seguir operando normalmente”, completou o presidente da Anfavea.

Diplomacia evita desabastecimento no setor automotivo

A flexibilização ocorreu após tratativas diplomáticas lideradas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que solicitou à Embaixada da China no Brasil prioridade no fornecimento dos semicondutores.

O movimento também abriu caminho para o fim do embargo às importações de chips da empresa Nexperia, cuja suspensão ameaçava desabastecer fornecedores de autopeças e comprometer toda a cadeia produtiva nacional.

Crise global dos semicondutores e disputa entre potências

A escassez global de semicondutores é consequência direta da disputa comercial entre China e Estados Unidos, que envolve o controle sobre a produção de chips e minerais críticos. A crise se agravou após a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa com operações na Holanda, responsável por 40% do mercado mundial de chips para carros flex. Em resposta, a China suspendeu exportações vindas de sua principal fábrica.

A disputa faz parte da corrida global pelos minerais estratégicos, essenciais na fabricação de semicondutores e tecnologias limpas. Hoje, a China domina cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, mais de 90% do refino e quase 100% da produção de ímãs permanentes, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Esse domínio confere ao país forte influência sobre cadeias produtivas globais, afetando diretamente setores como o automotivo.

Com a recente aproximação diplomática, o Brasil ganha fôlego para manter sua produção de veículos, enquanto acompanha de perto os desdobramentos dessa guerra tecnológica internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Brasil registra superávit comercial de US$ 7 bilhões em outubro, impulsionado pelo agronegócio e mineração

A balança comercial brasileira encerrou outubro de 2025 com superávit de US$ 7 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa um avanço de 70,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 4,1 bilhões.

O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 57 bilhões — crescimento de 4,5% em comparação com outubro de 2024.

Agropecuária e indústria extrativa puxam exportações

As exportações brasileiras tiveram alta de 9,1% no mês, impulsionadas principalmente pelos setores agropecuário e extrativo mineral. Entre os destaques, as vendas de carne bovina subiram 40,9%, enquanto as exportações de soja cresceram 42,7%. Já o minério de ferro registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses segmentos seguem como pilares do comércio exterior do país, sustentando o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração, que continuam sendo os principais motores do superávit brasileiro.

Queda nas importações e destaque negativo para petróleo

Do lado das importações, houve uma leve queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Os principais recuos foram observados nas compras de petróleo, com redução de 28,2%, e de acessórios de veículos, que caíram 14,7%.

A diminuição nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança comercial, compensando parcialmente o aumento dos custos de alguns produtos industrializados no mercado internacional.

Superávit acumulado no ano

Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil acumulou exportações de US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 7,1%, somando US$ 237 bilhões.

Com isso, o superávit comercial acumulado no ano registrou queda de 16,6% em relação aos dez primeiros meses do ano passado, refletindo o aumento das compras externas e a desaceleração em alguns setores exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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