Importação

Importações de bens duráveis caem e indicam desaceleração da economia brasileira

O Brasil registrou uma forte queda nas importações de bens duráveis nos últimos meses, em mais um indício de desaceleração econômica provocada pelos juros altos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o volume de importações de produtos como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis caiu em julho pela primeira vez desde novembro de 2023. A retração continuou em agosto e se manteve praticamente estável em setembro.

O principal fator por trás do movimento é a redução das compras da China, responsável por mais de 50% das importações brasileiras de bens duráveis. Mesmo com as tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos ao gigante asiático, o Brasil não registrou aumento das compras — contrariando as expectativas do setor, que temia um desvio de exportações chinesas para o mercado brasileiro.

De julho a setembro, as importações brasileiras de bens duráveis chineses somaram US$ 423,9 milhões, uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. O recuo atingiu itens como smartphones, que tiveram redução de 2,9%, totalizando US$ 135,8 milhões, e refrigeradores, que despencaram 18,8%, com US$ 44,6 milhões importados no trimestre.

Juros altos e economia em ritmo mais lento

Para Lia Valls, pesquisadora associada do FGV/Ibre e responsável pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex), o enfraquecimento das importações reflete a desaceleração da atividade econômica brasileira. “O Brasil vinha em um ritmo muito forte de importações, mas a economia perdeu fôlego”, afirmou. Segundo ela, a queda é generalizada, atingindo os principais mercados fornecedores.

Nos Estados Unidos, segunda principal origem dos duráveis comprados pelo Brasil, as importações somaram US$ 20,8 bilhões em setembro — uma queda de 27,8% na comparação anual. O mesmo padrão é observado em máquinas e equipamentos, segmento que crescia acima de 20% em 2024, mas desacelerou para 3% no segundo trimestre de 2025 e chegou a cair em agosto. Apenas em setembro, houve alta devido à importação pontual de uma plataforma de US$ 2,4 bilhões de Singapura.

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o cenário é consequência direta da política monetária restritiva. O Banco Central elevou a taxa Selic de 10,5% para 15% ao ano desde setembro de 2024, encarecendo o crédito e freando o consumo de bens dependentes de financiamento.

Estoques altos e demanda menor pressionam o comércio exterior

Castro avalia que o estoque elevado de produtos importados da China também contribui para o recuo nas compras recentes. “O Brasil importou em ritmo acelerado no último ano, mas agora a economia desacelera, e as empresas ainda têm produtos em estoque”, explicou.

Além do cenário doméstico, há sinais de perda de fôlego na economia global, com a China vendendo a preços mais baixos do que há dois anos. “O movimento internacional também influencia o volume das importações brasileiras”, afirmou o especialista.

Atividade e emprego confirmam ritmo mais fraco

Indicadores econômicos reforçam a tendência de desaceleração. O IBC-Br, índice de atividade do Banco Central, recuou 0,5% em julho em relação ao mês anterior — a terceira queda consecutiva. No mercado de trabalho, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou a criação de 147 mil vagas formais em agosto, o pior resultado histórico para o mês, segundo o Ministério do Trabalho.

Enquanto os bens duráveis sofrem com a queda da demanda, os bens não duráveis e semiduráveis — menos dependentes de crédito — registraram crescimento de 46,7% e 9,3%, respectivamente, nas importações de setembro.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Anizelli/Folhapress

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Comércio

E-commerce Brasil–China: MDIC debate oportunidades para ampliar exportações digitais

Workshop destaca potencial do comércio eletrônico brasileiro no maior mercado digital do mundo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizou, nesta quinta-feira (9/10), o workshop “E-commerce para a China: Desafios e Oportunidades”, reunindo especialistas, setor privado e instituições parceiras para discutir como ampliar a presença do Brasil no comércio eletrônico chinês.

O encontro, promovido no âmbito do Fórum MDIC de Comércio Eletrônico, buscou aprofundar o conhecimento sobre o mercado digital da China, que já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, e traçar estratégias para diversificar a pauta exportadora brasileira por meio do comércio eletrônico internacional.

Comércio eletrônico como ponte econômica e diplomática

Na abertura do evento, o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, ressaltou que o comércio digital é um instrumento de aproximação econômica e diplomática entre os dois países. Segundo ele, a política econômica ganha relevância quando atinge “o chão da fábrica, o balcão do comércio e a casa das pessoas”.

Rosa destacou que a China é o maior mercado de e-commerce do mundo e defendeu que o Brasil conquiste espaço nesse ecossistema. “As portas do MDIC estão abertas para ouvir demandas e construir soluções em conjunto. Esse é o nosso compromisso”, afirmou.

Temas em debate

O workshop contou com dois painéis principais:

  • Visão estratégica e ambiente de negócios da China: análise de aspectos geopolíticos, culturais e institucionais que impactam o comércio bilateral.
  • Perspectivas do varejo e comércio eletrônico transfronteiriço (cross-border): tendências do varejo chinês, integração com inteligência artificial e oportunidades para empresas brasileiras.

A moderação foi conduzida por Adriana de Azevedo Silva (MDIC) e Cristina Franco (ABF). Já o secretário-adjunto Luís Felipe Giesteira destacou que Brasil e China são protagonistas no comércio internacional e devem ampliar sua influência nas próximas décadas.

Exportações e novas oportunidades

A diretora de Promoção das Exportações do MDIC, Janaína Batista, lembrou que o governo federal lançou a Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) em 2023, para ampliar o acesso de empresas brasileiras ao mercado internacional.

Ela também citou o estudo “Análise Socioeconômica do Comércio Brasil–China”, que aponta a necessidade de diversificação da pauta exportadora. Para Janaína, o comércio eletrônico é peça-chave nessa transformação, abrindo espaço para empresas de diferentes perfis e regiões.

Mercado chinês valoriza autenticidade

Diretamente de Pequim, Julieta Fan, representante da ApexBrasil na Ásia-Pacífico, apresentou um panorama do mercado chinês de e-commerce, que movimentou cerca de 9 trilhões de yuans em 2024.

Segundo ela, consumidores chineses valorizam autenticidade, origem e reputação — características que podem fortalecer a presença de produtos brasileiros, reconhecidos pela qualidade. A ApexBrasil oferece cursos, plataformas e ações de promoção comercial para apoiar a entrada nesse mercado.

Estratégias de inserção no digital chinês

Durante o segundo painel, o diretor da Novo Mel, Roberto Pamplona, destacou a entrada da empresa no mercado chinês pela Tmall Global (Alibaba), ressaltando a importância de adaptação cultural, marketing digital e planejamento estratégico.

Já a presidente da ABF, Cristina Franco, lembrou que a China é referência mundial em inovação e consumo digital, com alta penetração do e-commerce.

Encerrando as discussões, o presidente da Abiacomm, André Iizuka, afirmou que a inteligência artificial já é infraestrutura essencial nos negócios e peça central para a digitalização do comércio Brasil–China.

Conexão Brasil–China no comércio digital

O workshop integra a agenda do Fórum MDIC de Comércio e Serviços, que busca aproximar governo e setor privado, além de fortalecer a inserção do Brasil nos fluxos globais do comércio eletrônico internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio Cesar Silva/MDIC

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Comércio Exterior

MDIC reforça fiscalização contra importações irregulares e protege indústria nacional

Investigações apontam irregularidades em quatro setores

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), concluiu em setembro cinco investigações sobre possíveis irregularidades em importações brasileiras. As apurações começaram após denúncias de práticas que poderiam prejudicar a concorrência justa, como subfaturamento e classificação incorreta de mercadorias.

Os casos analisados envolveram telas interativas, telas metálicas, fios texturizados de poliéster, poliol (utilizado em móveis, colchões, bancos automotivos e construção civil) e ácido hialurônico. Em quatro deles, foram encontrados indícios de irregularidades, levando à inclusão dos importadores no regime de licenciamento não automático, que permite apuração mais rigorosa das operações. Apenas nas importações de telas interativas não foram detectadas práticas ilegais.

Licenciamento não automático como ferramenta de fiscalização

O licenciamento não automático está previsto no artigo 43 da Portaria Secex nº 249, de 4 de julho de 2023, e é aplicado em casos de suspeita de infração às regras de comércio exterior. O mecanismo permite verificar autenticidade e veracidade de documentos antes do despacho aduaneiro, garantindo maior controle sobre transações suspeitas.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é coibir fraudes sem prejudicar empresas regulares.
“Apenas os importadores monitorados pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) estarão sujeitos ao licenciamento de importação, apresentando documentos como fatura comercial e catálogo técnico. Quem comprovar regularidade continuará importando normalmente”, destacou.

Casos específicos e medidas aplicadas

Um dos destaques foi a denúncia sobre o ácido hialurônico, usado em cosméticos e procedimentos estéticos. Havia indícios de que o produto estaria sendo classificado incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), com o objetivo de enquadrá-lo em um código de tarifa zero e evitar o pagamento da alíquota de 16,2% do Imposto de Importação. A Secex confirmou sinais dessa prática e seguirá monitorando as operações.

Os resultados foram compartilhados com a Receita Federal, por meio do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), fortalecendo a fiscalização conjunta e a preservação da competitividade da indústria nacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Catarinense atua na linha de frente da negociação contra o tarifaço em Brasília: “Desafiador”

Natural de Florianópolis, Tatiana Lacerda Prazeres atua como secretária nacional pela segunda vez.

“Todo mundo para quem eu pergunto de comércio exterior me fala de você”. Foi essa frase que a catarinense Tatiana Lacerda Prazeres ouviu do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, ao ser convidada a assumir o cargo de secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 2023. Natural de Florianópolis, a profissional tem mais de 20 anos de carreira e esta é a segunda vez que atua na pasta. Entretanto, neste ano, ela enfrenta um novo desafio na carreira: estar na linha de frente da negociação do tarifaço, imposto pelos Estados Unidos ao Brasil no início de agosto.

— Eu lembro que estava de férias em Florianópolis. Comprei uma passagem, vim para Brasília e eu lembro que fiquei muito emocionada quando ele me olhou e disse: “Ah, muito prazer em conhecer você. Todo mundo para quem eu pergunto de comércio exterior me fala de você”. Eu falei: “Nossa, que bonito, que momento de carreira, recompensador” — relembra Tatiana.

Quem é a catarinense secretária de Comércio Exterior

Nascida em Florianópolis, capital do Estado catarinense, Tatiana Lacerda Prazeres é graduada em direito e relações internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali), respectivamente. Tatiana conta que os temas internacionais, que impactam todo o mundo, sempre despertaram o seu interesse. Entre 2002 e 2003, realizou um mestrado em direito internacional também na UFSC. Durante seus estudos, encontrou uma área que conecta suas duas graduações: o direito do comércio internacional.

— Sempre me perguntei, ao longo da minha trajetória, como trabalhar com isso. Como colocar a dedicação ao tema em prática, em algo que pudesse fazer diferença. E aí apareceu a oportunidade de um concurso público que é da carreira a qual eu pertenço, de analista de comércio superior, em Brasília. Eu lembro que fiz o meu mestrado sobre uma coisa muito específica que chama “O acordo de barreiras técnicas da Organização Mundial do Comércio”. E aí quando eu vi o edital deste concurso que tinha lá “o acordo sobre barreiras técnicas”, [pensei] “uau, isso é para mim”. E, de fato, foi assim — recorda.

Com a oportunidade, Tatiana mudou-se a Brasília com a convicção de que teria que gostar da vida na capital federal. Segundo ela, para atuar na área é importante estar na cidade, sobretudo pelo seu interesse em atuar no serviço público, ou, como Tatiana mesmo define: “trabalhar pelo país.

— E me adaptei muito bem, muito facilmente. Essa reunião de pessoas, de diferentes lugares do Brasil, que são movidas pelo mesmo propósito, foi algo para mim super interessante. Acho que eu passei a conhecer o Brasil mudando para Brasília — revela.

Na capital federal, Tatiana continuou seus estudos. Ingressou na Universidade de Brasília (UNB) para cursar um doutorado em relações internacionais. Nesse período, atuou em diferentes agências do governo, como a de promoção de exportações. Em janeiro de 2011, foi convidada a assumir o cargo de secretária de Comércio Exterior do MDIC. Com isso, tornou-se a pessoa mais jovem a ocupar a função, aos 32 anos.

— Foi uma experiência incrível, muito desafiadora por ser mulher e jovem ao mesmo tempo. Então, aprendi muito, foi fascinante — conta.

Durante a experiência profissional, sua vida pessoal também passou por mudanças. Ela casou-se nessa época e, como seu marido é diplomata, logo surgiu uma nova oportunidade para ambos atuarem em Genebra, na Suíça. A cidade é conhecida como um importante centro diplomático e abriga escritórios da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde (OMS). Então, Tatiana se licenciou do MDIC para atuar como assessora sênior do diretor-geral da OMC.

— Esse trabalho no exterior foi incrível. Foi um período muito interessante em que eu não representava o Brasil, mas eu atuava na organização a favor de entendimentos entre os vários países — explica.

A família permaneceu em Genebra durante cinco anos. De lá, seguiram para um novo desafio em Pequim, na China. No país asiático, Tatiana tornou-se professora da Universidade de Negócios Internacionais e Economia, a qual possui vínculo até os dias de hoje.

— Foi uma experiência incrível morar por três anos na China, um país fascinante. A sensação era de estar onde as coisas estão acontecendo. E para quem se dedica ao comércio internacional, viver na China é algo é muito interessante. Eu acho que fez todo o sentido para a minha trajetória de vida.

Durante esse período, Tatiana foi convidada a escrever, semanalmente, uma coluna sobre a China para o jornal Folha de S.Paulo. Para ela, a oportunidade se revelou um desafio intelectual enorme, mas também um período de aprendizado rico.

Ao retornar para o Brasil, em 2022, foi chamada para ser diretora de comércio na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Permaneceu na instituição até dezembro do mesmo ano, quando saiu para assumir novamente o cargo de secretária de Comércio Exterior do MDIC a convite do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Sobre planos futuros, Tatiana revela que vive em um exercício constante de administrar a ansiedade, expectativas e ambições.

— Se você tivesse me perguntado se eu me veria a colunista da Folha de S.Paulo, eu diria: “de jeito nenhum”. Foi algo que surgiu em função das circunstâncias. Mas administrar a ansiedade e não saber onde estarei daqui a “x” tempo e o que estarei fazendo é algo que é um exercício. De maneira que eu tenho ambições na vida, mas elas não têm nome e sobrenome. Eu estou aberta para o que as circunstâncias vierem a me oferecer — afirma.

Negociações internacionais

Comparando a primeira e a segunda atuação à frente da secretaria de Comércio Exterior, ela afirma que o mundo está mais complexo e que as questões comerciais estão cada vez mais relacionadas a uma agenda de segurança nacional e de meio-ambiente, além da utilização do comércio como um instrumento para a concepção de objetivos não comerciais.

— O trabalho se tornou muito mais desafiador e ao mesmo tempo mais interessante em função das circunstâncias externas. A utilização de ferramentas comerciais para objetivos não comerciais é algo que se intensificou num período muito recente da história e algo com o que o mundo inteiro está tentando lidar. Então essa questão, dos Estados Unidos em particular, me fez trabalhar muito mais. É um desafio, mas eu fico contente de poder colocar todo meu conhecimento, experiência e capacidade de trabalho em favor do país num momento tão único como este que nós vivemos na agenda de comércio exterior — diz.

Brasil x Estados Unidos

Tatiana Lacerda Prazeres faz parte da linha de frente das negociações do tarifaço, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin e toda a equipe do MDIC. Por ser catarinense, a secretária conta que está em contato constante com representantes do Estado, como deputados e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Para a secretária, a união de esforços, incluindo líderes de partidos de oposição, é importante para encontrar soluções para os desafios impostos pelo tarifaço. Ela cita encontros com o senador Esperidião Amin e o deputado federal Valdir Cobalchini para tratar de mitigações e o que o governo pode ou não fazer para auxiliar os estados neste momento.

— É muito bacana quando as pessoas aqui em Brasília, quando eu me apresento e digo: “Ah, eu sou de Santa Catarina”, eu sinto que dá um conforto também para os nossos interlocutores saber que há alguém aqui em Brasília nessa posição, nesse momento histórico, com um olhar atento à realidade do Estado — relata.

As negociações do Tarifaço

Senadores dos Estados Unidos tentam revogar o tarifaço contra o Brasil. A pasta acredita que realmente esse tarifaço pode ser revogado, qual é a expectativa?

São vários movimentos que se complementam com o objetivo da reversão dessa decisão. Esse que você se referiu talvez seja mais recente. É muito interessante porque vem do congresso americano envolvendo congressistas de diferentes partidos, né? Então esse é um movimento no congresso, mas há um movimento no judiciário também que questiona a legalidade das medidas. Há todo um esforço de negociação do governo brasileiro, há um esforço do setor privado brasileiro que busca atuar junto aos seus parceiros, aos seus compradores nos Estados Unidos. Então, eu diria que esse movimento no congresso se soma a esses outros esforços que estão em curso e o objetivo é, enfim, reverter essas medidas que na nossa visão não se justificam.

Com relação aos programas divulgados pelo Governo Federal e pelo Estado de Santa Catarina, a expectativa é que ajude a longo prazo para frear os impactos negativos [do tarifaço]?

O objetivo é mitigar o impacto negativo do tarifaço para as empresas especialmente afetadas. Várias medidas já foram anunciadas, algumas requerem aprovação do congresso. Então, inclusive nós trabalhamos com o congresso nesse sentido. Diria que uma medida muito importante, inclusive para o Estado, é o Reintegra. Reintegra vai devolver para as empresas especialmente afetadas pelo tarifaço 3%, vai agregar três pontos percentuais a uma devolução que hoje é de 0,1%. Então, a empresa exportadora, especialmente afetada pelo tarifaço americano, vai ter a devolução de 3,1% do valor exportado, seja para os Estados Unidos, seja para outros destinos, com a aprovação dessa medida.

Então, essa é uma entre outras, mas uma na qual nós estamos muito empenhados em implementar. Precisamos, no entanto, que o congresso dê autorização legal. Mas o objetivo é mitigar o impacto ao mesmo tempo em que a gente busca negociar com os americanos e busca também abertura de novos mercados. Na terça-feira (16), nós assinamos o acordo Mercosul-EFTA. Um acordo muito recente que se soma os esforços do governo brasileiro para conclusão de acordos comerciais. Nós esperamos assinar ainda neste ano o acordo Mercosul-União Europeia, que também, com ainda mais força, vai ajudar na diversificação dos mercados brasileiros. Estamos trabalhando com promoção de exportações. A Apex fez todo um plano voltado a ajudar a busca de mercados alternativos nesse contexto. Vice-presidente Alckmin esteve no México buscando oportunidades, vai à Índia buscando oportunidades também. Então é uma mobilização em várias frentes.

Conselho para meninas e mulheres que gostariam de atuar na área de Comércio Exterior:

Eu acho que uma boa formação é fundamental inclusive com idiomas. Não vai muito longe nessa área sem um domínio efetivo de idiomas. Mas eu diria que, além dessa formação técnica sólida, eu não paro de estudar nunca e é importante valorizar essa dimensão da formação, do conhecimento, tem essa outra camada que tem a ver com confiança, que tem a ver com apetite, vontade, interesse em assumir desafios maiores, posições de liderança. É importante que isso seja cultivado, valorizado e que as meninas e mulheres sintam que esse é um espaço também para elas. Então, eu acho que essa combinação de uma formação sólida, com a confiança e o apetite. Isso precisa ser valorizado, valorizado pela sociedade, valorizado pelos parceiros ou parceiras que essas meninas desejam ter, alguém que apoie o crescimento profissional e a função de responsabilidades maiores, posições de liderança.

Fonte: NSC

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Tributação

Alckmin: “A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa, ganhem escala e avancem mais”.

Fala do vice-presidente e ministro do MDIC se deu durante debate sobre a força dos pequenos exportadores promovido pelo SBT News.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a necessidade de ampliar a participação de micro e pequenas empresas nas exportações durante a abertura do evento “Os pequenos também exportam”, realizado nesta quarta-feira (17/09) pelo SBT News. Alckmin destacou medidas de apoio aos pequenos empreendedores como o Acredita Exportação, o Portal Único de Comércio Exterior e o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da Apex Brasil.

“A exportação é fundamental para que pequenas empresas cresçam mais depressa, ganhem escala e avancem mais”, afirmou o ministro. “O Brasil é um importante exportador, mas pequenos empreendedores ainda exportam pouco. A Itália é um bom exemplo de um país onde os pequenos exportam muito”, complementou.

Para o ministro, oferecer estímulos para que os pequenos empreendedores exportem mais faz parte da estratégia para tornar o Brasil um país mais competitivo no exterior. “Com o Acredita Exportação, a micro e a pequena empresa ganha um crédito automático de 3,1% do valor exportado, que é uma maneira do governo devolver parte do imposto pago pelos insumos dos produtos exportados”, exemplificou.

Outra medida importante elencada pelo ministro diz respeito ao Portal Único de Comércio Exterior, que permite o uso de uma mesma licença tanto para exportação como para importação, além de reduzir a burocracia e o uso de papel. “Isso deve reduzir o Custo Brasil em R$ 40 bilhões por ano”, ressaltou Alckmin. “Uma carga parada no porto por um dia custa 0,8% do valor da carga. Se ficar três dias parada, já foi 2,5%. O Portal Único vai dar mais agilidade, reduzir esse tempo e permitir maiores ganhos para os empreendedores”, detalhou.

O ministro ainda citou o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), promovido pela Apex Brasil com o objetivo de preparar micro e pequenas empresas para o mercado externo. “O PEIEX é um programa só para capacitação dos pequenos, para que eles possam exportar e, com isso, ganhar mais mercado”, lembrou.

“Tem também a promoção dos produtos, que traz compradores para o Brasil, para comprarem das pequenas empresas aqui e faz participação também lá fora, em feiras de negócios, para poder colocar o produto das pequenas empresas”, acrescentou.

Tarifaço

Ao mencionar os problemas provocados pela imposição de tarifas a produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o ministro destacou o programa de mitigação implantado pelo governo federal para amenizar o impacto na economia. “O que o governo está fazendo? Primeiro, R$ 40 bilhões de crédito pelo fundo garantidor. Dois, compras governamentais. Três, prorrogação do drawback por um ano. E quatro, o reintegra para pequenas empresas que oferece crédito de 6,1% do valor exportado”, enumerou.

Fonte: MDIC gov.br

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Internacional

Nota do MDIC sobre a Ordem Executiva dos EUA de 5 de setembro

Sobre a Ordem Executiva nº 14.346, divulgada pelo governo dos Estados Unidos em 5 de setembro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) entende que:

Produtos que tiveram redução tarifária:

A nova Ordem Executiva (OE) ajusta a OE nº 14.257, de 02 de abril deste ano, retirando da alíquota de 10% a maior parte das exportações brasileiras de celulose e de ferro-níquel para os EUA. Na prática, esses produtos passam a ficar livres de tarifas adicionais (não incide nem a alíquota de 10% nem a sobretaxa de 40%, aplicada em 30 de julho).

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,84 bilhão desse grupo de produtos aos EUA, o que representa 4,6% do total exportado para aquele país, com destaque para celulose (em particular “Pastas químicas de madeira não conífera” e “Pastas químicas de madeira conífera”), que responderam por US$ 1,55 bilhão.

Com essa mudança, esses itens se somam a outros produtos já fora do alcance das tarifas adicionais (10%, 40% ou Seção 232), de modo que, em 2024, o conjunto representaria 25,1% das exportações brasileiras para os EUA.

Além disso, outros 10 produtos também se beneficiaram da retirada da tarifa de 10%. Mas, no caso do Brasil, continuam sujeitos à tarifa de 40%. Entre estes estão certos minerais brutos, níquel e herbicidas, cujas exportações brasileiras para os EUA em 2024 foram de aproximadamente US$ 113 milhões no total.

O governo segue empenhado em diminuir a incidência de tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros. A mais recente ordem executiva dos EUA representa um avanço sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para isso”, afirmou o Vice-Presidente e Ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Produtos que tiveram aumento tarifário ou mudança de status (da lista de tarifa recíprocas para a Seção 232)

A OE excluiu produtos da lista de exceção da decisão de abril de 2025.

Nesse caso, 76 produtos passaram a estar, exclusivamente, sujeitos a tarifas da Seção 232 (situação em que já se encontravam) e 7 outros produtos, relativos a insumos químicos e plásticos industriais, passaram a estar cobertos pela tarifa de 10% (além dos 40% aplicados especificamente ao Brasil). Esses 7 itens representaram aproximadamente US$ 145 milhões em exportações brasileiras para os EUA em 2024.

Produtos que não tiveram alteração

Café e cacau originários do Brasil seguem sujeitos a tarifa de 50%. Ou seja, não houve alteração em razão da nova OE.

Status atual: abrangência das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras (dados computados pela SECEX/MDIC)

Obs.: Os dados são aproximados, pois os códigos tarifários das medidas foram agregados ao nível de seis dígitos do Sistema Harmonizado.

Fonte: MDIC

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Informação

MDIC e CEBC lançam estudo inédito sobre o perfil socioeconômico do comércio Brasil-China

O estudo celebra os 50 anos de relação diplomática. O principal parceiro comercial do Brasil é responsável por mais de ¼ das exportações

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realiza na quarta-feira (10/9), às 10 horas, o lançamento do estudo “Perfil Socioeconômico do Comércio Brasil-China: Emprego, renda, gênero e raça nas empresas que comercializam com a China”. O evento será transmitido on-line pelo canal do Youtube do CEBC.

O estudo apresenta uma análise inédita sobre os impactos do comércio bilateral no mercado de trabalho e na estrutura empresarial brasileira, destacando a presença de micro, pequenas e médias empresas, bem como a participação de mulheres e pessoas negras nas atividades de exportação e importação com a China.

A abertura do evento contará com a participação da Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres e do Presidente do CEBC, Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves.

Em seguida, os autores do estudo e o Coordenador Geral de Estudos de Comércio Exterior, Diego Afonso de Castro, apresentarão as principais conclusões da pesquisa, que serão debatidas em painel que contará com a participação de Janaína Batista, Diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, de Ana Lucia Melo, Diretora Adjunta do Instituto Ethos, de Fernando Ribeiro, Coordenador de Estudos em Comércio Internacional do IPEA, e de Camila Amigo, Analista Internacional do CEBC e uma das autoras do estudo.

Data: 10 de setembro de 2025

Horário: 10 horas

Inscrições AQUI

Para mais informações: Taís Calado –  imprensa.mdic@mdic.gov.br – (61) 2027-7014

Camila Amigo – camila.amigo@cebc.org.br – (21)99968-6021

Fonte: MDIC

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Informação, Tecnologia

Programa do MDIC, Sebrae e ABDI, que incentiva o protagonismo feminino no setor da tecnologia, terá nova edição

Setembro começando e sabe o que vem por aí??? A 3ª edição do Empreendedoras Tech! 🚀

O programa do MDIC, em parceria com o SEBRAE e a ABDI, apoia negócios liderados por mulheres que estão transformando o Brasil com tecnologia, inovação e impacto social.

Mulheres como a Amanda Brito Orleans, cofundadora da Inclusi. Uma das 70 selecionadas em 2024 para o Empreendedoras Tech, Amanda levou adiante sua solução para a inclusão de pessoas com deficiência por meio da tecnologia.

Com o apoio do programa, que oferece uma trilha formativa aprofundada, mentorias individuais e coletivas, e culmina em um Demo Day em Brasília, ela passou por uma jornada intensa de formação, mentorias e conexões — e agora segue inspirando outras mulheres a empreender com propósito.

Agora é a sua vez!
A 3ª edição está chegando e dessa vez vai acelerar 100 startups lideradas por mulheres em áreas de alta tecnologia! Se você lidera um negócio inovador e quer crescer com o apoio de quem acredita no seu potencial, se prepare: as inscrições abrem este mês!

O Empreendedoras Tech é mais do que um programa. É um movimento de mulheres que ousam inovar, liderar e construir o futuro que todos querem ver.

Fonte: MDIC

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Informação

Oficinas da PNCE serão realizadas em Vitória

Técnicos do MDIC conduzem atividades para a elaboração do Plano de Promoção da Cultura Exportadora do estado

Nos próximos dias 27 e 28 de agosto, serão realizadas em Vitória (ES) oficinas que integram a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), voltada para aumentar a inserção de micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o governo do Espírito Santo. As oficinas serão realizadas, de forma presencial, na sede do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), e serão coordenadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que exerce a presidência do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), e pela Secretaria de Desenvolvimento do estado (Sedes), ponto focal da PNCE no Espírito Santo.

Durante os dois dias, os participantes realizarão atividades que envolvem a análise de contexto, definição de estratégias e detalhamento de informações para a construção do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Cerca de 30 técnicos de instituições federais e locais devem participar das atividades.

Em 2024, o estado ficou em 11º no ranking das exportações brasileiras. Foram US$ 10,7 bilhões em vendas de produtos como minério de ferro, café, produtos semiacabados de ferro ou aço, celulose, cal e cimento e óleos brutos de petróleo enviados para mercados dos Estados Unidos, Malásia e Egito, entre os principais.

PNCE

Instituída em 2023 pelo governo federal, a PNCE conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foi criada com o objetivo de promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando o envolvimento dos governos estaduais e de diferentes instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.

A construção de planos estaduais teve início com um projeto-piloto no estado do Pará e, em 2024, avançou para Pernambuco e Rondônia. No primeiro semestre, foram realizados os trabalhos em Mato Grosso e Tocantins. Neste segundo semestre, já foram realizadas oficinas no Amapá e, agora, no Espírito Santo conforme o Plano de Trabalho aprovado em maio, durante a reunião do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE).

Todos os estados da federação já aderiram à PNCE. A meta é promover um comércio exterior mais inclusivo, de forma a aumentar a base exportadora, principalmente entre as micro, pequenas e médias empresas.

Para saber mais sobre a PNCE, clique aqui.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior

Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos, afirma secretária de Comércio Exterior

Tatiana Prazeres, do MDIC, participou de audiência com deputados para debater tarifaço dos Estados Unidos

Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (13/8), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reforçou o interesse e empenho do governo federal em negociar com os Estados Unidos para reverter as medidas e mitigar os efeitos das tarifas impostas aos produtos brasileiros.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. Estamos muito empenhados em comunicar ao lado americano que de fato a relação comercial Brasil é um ganha-ganha, que interessa aos dois países. Há muita complementaridade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de maneira que é importante valorizar essa relação comercial”, afirmou.

Ela lembrou que os americanos mantêm um superávit comercial robusto com o Brasil nos últimos 15 anos.  O Brasil é um dos poucos países com os quais os Estados Unidos têm um superávit comercial. Somente no ano passado, somando bens e serviços, o superávit chegou perto de US$ 30 bilhões. Em 2024, as exportações brasileiras de bens para os Estados Unidos somaram US$ 40,3 bilhões enquanto as importações chegaram a US$ 40,6 bilhões.

Perfil tarifário

Dos dez principais produtos que os Estados Unidos mais vendem para o Brasil, em oito o imposto de importação praticado é zero, como é o caso do petróleo e derivados. Há ainda regimes especiais que contribuem para esse cenário. A tarifa média de importação dos produtos americanos para o Brasil é de 2,7%. 

“É um perfil tarifário baixo, o que se soma ao argumento de que, se o Brasil tem um déficit comercial com os Estados Unidos, não deveria ser alvo dessas medidas que vêm sendo adotadas pelos Estados Unidos, sobretudo porque esse parece ser um tema de preocupação relevante para o lado americano.  Todo o empenho do nosso lado tem sido negociar soluções que buscam mitigar ou reverter essas barreiras que, na nossa visão, não se justificam”, destacou a secretária durante a audiência que contou com a presença de mais de 20 parlamentares.

Ao apresentar dados sobre a balança comercial com os Estados Unidos, a secretária lembrou aos parlamentares que, em 2024, mais de 9,5 mil empresas brasileiras exportaram para aquele país. Esse número representa cerca de 33,4% do total das exportadoras e trata-se do destino com maior número de empresas. Nesse universo, estão os segmentos de máquinas e equipamentos e de madeiras processadas, que estão entre os potencialmente mais afetados em virtude do perfil exportador e das especificidades dos produtos fornecidos para o mercado norte-americano. “Dentro do nosso esforço está o de buscar novos mercados para redirecionar produtos que possam ser adquiridos por novos compradores”, destacou.

A secretária informou ainda que o Brasil deverá enviar sua defesa, até o dia 18 de agosto, em relação ao processo aberto pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da Seção 301, anunciado em 15 de julho. A investigação se refere às práticas e políticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; preferências comerciais; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal, entre outros itens de práticas de “comércio desleal” destacados pelo governo dos EUA. A audiência pública desse processo está marcada para início de setembro.

Fonte: MDIC

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