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Empresa que comercializava dados do Siscomex firma acordo com a CGU e pagará multa de R$ 66 mil

A empresa que comercializava dados do Siscomex firmou um Termo de Compromisso com a Controladoria-Geral da União (CGU) após ser apontada por envolvimento em um esquema irregular de venda de informações do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

A ABK Comércio de Alimentos Ltda deverá pagar aproximadamente R$ 66 mil em multa, conforme previsto no acordo firmado com o órgão de controle.

Operação Spy revelou esquema de comercialização de dados

As apurações tiveram origem na Operação Spy, conduzida pela Polícia Federal, que identificou indícios de irregularidades relacionadas à venda de dados do Siscomex.

Com base nas investigações, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) instaurou processos administrativos para responsabilizar os envolvidos.

Publicação no Diário Oficial e base legal

A formalização do Termo de Compromisso foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em dezembro de 2025. A medida ocorreu após a CGU aceitar a proposta apresentada pela empresa, conforme as regras estabelecidas na Portaria Normativa CGU nº 155/2024.

No acordo, a companhia assumiu a obrigação de cumprir as condições impostas, sinalizando disposição em colaborar com o Estado e regularizar sua situação.

Aplicação da Lei Anticorrupção

A penalidade aplicada tem como fundamento a Lei Anticorrupção, que prevê sanções administrativas e civis a empresas envolvidas em atos lesivos contra a Administração Pública.

A legislação busca fortalecer a integridade pública, coibir práticas ilícitas e estimular a adoção de boas práticas empresariais, reconhecendo o papel do setor privado na prevenção e no combate à corrupção.

O MDIC destacou que a medida reforça o compromisso institucional com a legalidade e com a moralidade administrativa.

Canal para denúncias

A CGU disponibiliza o canal Fala.BR para o recebimento de denúncias relacionadas a irregularidades. O envio pode ser feito por meio de formulário eletrônico, inclusive de forma anônima, mediante a seleção da opção “Não identificado”.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Siscomex

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Comércio

Certificado de Origem Eletrônico moderniza comércio entre Brasil e Índia

O Certificado de Origem Eletrônico (COE) passará a ser adotado nas operações comerciais entre Brasil e Índia no âmbito do acordo firmado entre o Mercosul e o país asiático. A medida promete tornar o comércio bilateral mais ágil, menos burocrático e com menor custo para exportadores e importadores.

Com o novo sistema, os certificados poderão ser emitidos e assinados digitalmente, eliminando etapas físicas e reduzindo prazos operacionais.

Memorando garante validade jurídica aos documentos digitais

O avanço foi formalizado em memorando de entendimento assinado em Nova Délhi pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

O acordo reconhece a validade jurídica de documentos emitidos eletronicamente entre os dois países, permitindo que operadores comerciais utilizem o certificado digital com segurança legal.

Com a mudança, o tempo de emissão do documento, que podia levar até 48 horas, deve cair para cerca de duas horas.

Facilitação de comércio e redução de custos

A adoção do Certificado de Origem Eletrônico integra a agenda de facilitação de comércio exterior do governo brasileiro. A digitalização simplifica processos, reduz custos administrativos e diminui a burocracia para empresas que exportam sob preferência tarifária.

Além da agilidade, o sistema reforça a segurança das operações. As assinaturas digitais garantem autenticidade e integridade das informações, dificultando fraudes documentais e aprimorando o controle aduaneiro.

Entre os setores que tendem a se beneficiar estão:

  • Gorduras e óleos animais ou vegetais;
  • Setor têxtil, com destaque para o algodão;
  • Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos.

A Índia é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e o quinto no ranking global. Em 2025, as exportações brasileiras ao país somaram cerca de US$ 7 bilhões, com corrente de comércio superior a US$ 15 bilhões.

Integração digital já ocorre com países da América do Sul

O modelo eletrônico já é utilizado em operações com Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, consolidando a digitalização como padrão nas relações comerciais regionais.

Fórum Empresarial debate investimentos e nova política industrial

Durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, também realizado em Nova Délhi, investimentos, política industrial e cooperação econômica estiveram no centro das discussões.

O representante do MDIC destacou diretrizes da política industrial estruturada na Nova Indústria Brasil (NIB), com foco em transição energética, descarbonização, estímulo ao hidrogênio de baixo carbono e fortalecimento dos biocombustíveis.

Foram mencionadas ainda iniciativas como o Programa MOVER, voltado à mobilidade sustentável, além de investimentos em infraestrutura física e digital e no avanço da economia digital como fator de competitividade.

A agenda internacional da comitiva brasileira segue para a Coreia do Sul, onde estão previstos novos encontros bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Exportação

Suprema Corte dos EUA pode derrubar tarifas sobre US$ 15 bilhões em exportações brasileiras

Uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos pode resultar na retirada de tarifas que atingem cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. As informações foram obtidas junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Produtos brasileiros podem ser beneficiados

Do total exportado, aproximadamente US$ 6,2 bilhões estavam submetidos a tarifas recíprocas de 10%, enquanto outros US$ 8,9 bilhões eram impactados por sobretaxas adicionais de 40%. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional afirmam que ambas as cobranças foram invalidadas pela decisão judicial.

Entre os segmentos potencialmente favorecidos estão máquinas e equipamentos, calçados, café solúvel e outros alimentos tarifados. A medida pode aliviar a pressão sobre setores estratégicos da balança comercial brasileira.

Tarifas da Seção 232 continuam em vigor

Apesar da decisão, permanecem válidas as chamadas tarifas horizontais aplicadas com base na “Seção 232”, mecanismo utilizado para justificar medidas por razões de segurança nacional.

Essas taxas seguem incidindo sobre produtos como aço, alumínio, cobre e madeira, afetando aproximadamente US$ 10,9 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Decisão representa revés para Donald Trump

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (20) pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que concluiu que o presidente Donald Trump ultrapassou os limites da lei federal ao impor tarifas amplas de forma unilateral.

O entendimento da Corte representa uma derrota significativa para a Casa Branca em um tema central da política externa e da agenda econômica do governo.

O parecer majoritário foi redigido pelo juiz-chefe John Roberts, e a decisão foi aprovada por 6 votos a 3. A maioria entendeu que as tarifas excederam a autoridade concedida pela legislação federal.

O tribunal, contudo, não definiu qual será o destino dos mais de US$ 130 bilhões já arrecadados em tarifas, deixando em aberto os desdobramentos financeiros da medida.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Corrente de comércio soma US$ 60,3 bilhões até a primeira semana de fevereiro de 2026

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 60,3 bilhões no acumulado de janeiro até a primeira semana de fevereiro de 2026. O resultado reflete exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 28,3 bilhões, com superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no período.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na primeira semana de fevereiro, a balança comercial apresentou déficit de US$ 647 milhões, resultado de US$ 6,9 bilhões em exportações e US$ 7,5 bilhões em importações. A corrente de comércio semanal somou US$ 14,3 bilhões.

Exportações e importações avançam no comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações até a primeira semana de fevereiro de 2026 atingiram US$ 1,4 bilhão, crescimento de 20,2% em relação à média registrada em fevereiro de 2025, que foi de US$ 1,1 bilhão.

Já as importações apresentaram alta ainda mais expressiva. A média diária chegou a US$ 1,5 bilhão, avanço de 28,9% frente aos US$ 1,2 bilhão observados em fevereiro do ano anterior. O desempenho foi influenciado, em parte, pela importação de uma plataforma de petróleo, avaliada em US$ 2,4 bilhões.

Com esse resultado, a média diária da corrente de comércio até a primeira semana de fevereiro de 2026 ficou em US$ 2,86 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário foi negativo em US$ 129,46 milhões. Em relação a fevereiro de 2025, houve crescimento de 24,6% na corrente de comércio.

Desempenho das exportações por setor

No acumulado até a primeira semana de fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, o desempenho das exportações por setor, com base na média diária, mostrou forte avanço da Indústria Extrativa, com aumento de US$ 134,88 milhões, equivalente a 63,2%.

A Indústria de Transformação também registrou crescimento, com acréscimo de US$ 103,14 milhões (15,3%). Em contrapartida, a Agropecuária apresentou recuo de US$ 9,98 milhões, queda de 4,1% no período.

Importações mostram avanço da indústria de transformação

Pelo lado das importações, a análise setorial até a primeira semana de fevereiro de 2026 indica crescimento de US$ 349,34 milhões (32,3%) nas compras externas da Indústria de Transformação. A Agropecuária também teve leve alta, de US$ 0,65 milhão (2,5%).

Já a Indústria Extrativa registrou retração de US$ 12,08 milhões, o que representa queda de 25,5% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro

A balança comercial brasileira atingiu em janeiro o segundo maior superávit para o mês desde o início da série histórica, impulsionada pela queda das importações, informou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O saldo positivo foi de US$ 4,342 bilhões, um aumento de 85,8% em relação aos US$ 2,337 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Exportações e importações em janeiro

Apesar do crescimento do superávit, o valor das exportações apresentou leve queda de 1%, somando US$ 25,153 bilhões, enquanto as importações caíram 9,8%, totalizando US$ 20,810 bilhões. O resultado só fica atrás do superávit de janeiro de 2024, que alcançou US$ 6,196 bilhões.

O desempenho das exportações é o terceiro melhor janeiro desde 1989, enquanto as importações registraram o segundo maior valor histórico para o mês, perdendo apenas para janeiro do ano passado.

Desempenho por setores

O saldo comercial varia entre os setores da economia:

  • Agropecuária: crescimento de 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e recuo de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: queda de 0,5%, com leve recuo no volume (-0,6%) e no preço médio (-0,1%).

Principais produtos que impactaram o resultado

Entre os produtos que reduziram as exportações estão:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

Por outro lado, o agronegócio teve crescimento nas exportações de soja (91,7%) e milho não moído (18,8%), devido à antecipação de embarques. A queda nas vendas de petróleo bruto chegou a US$ 364,6 milhões, influenciada por manutenções programadas de plataformas.

Queda das importações

A diminuição das importações está ligada à desaceleração econômica e à queda na demanda por petróleo, devido à redução de investimentos. Entre os principais produtos importados em queda estão:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes de veículos (-20,4%).

Projeções para 2026

O MDIC projeta que o superávit comercial de 2026 fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Novas estimativas detalhadas serão divulgadas em abril.

Para efeito de comparação, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, enquanto o recorde histórico foi de US$ 98,9 bilhões em 2023. As projeções oficiais estão acima das estimativas do Boletim Focus, que prevê superávit de US$ 67,65 bilhões para 2026.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Comércio Internacional

Brasil e Rússia fortalecem cooperação industrial e atração de investimentos

O Brasil e a Rússia deram um passo importante na ampliação da cooperação industrial em encontro realizado nesta quarta-feira (4/2) entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a delegação russa. A reunião antecedeu a agenda de alto nível prevista para quinta-feira (5/2) no Palácio Itamaraty.

O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, conduziu o encontro, acompanhado de secretários e subsecretários, incluindo Tatiana Prazeres (Comércio Exterior), Uallace Moreira Lima (Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços) e Guilherme Rosa (Camex). O diálogo abordou parcerias produtivas, intercâmbio tecnológico, atração de investimentos, ampliação do comércio bilateral e aproximação institucional entre setores industriais dos dois países.

Estratégia para fortalecer a indústria brasileira

Segundo Márcio Elias, a cooperação com a Rússia pode ajudar o Brasil a superar gargalos estruturais e reduzir a dependência de insumos estratégicos. “Estamos atraindo investimentos, ampliando a capacidade industrial e gerando emprego e renda. A inovação tecnológica, a agregação de valor e a sustentabilidade são vetores fundamentais para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou.

O secretário destacou setores prioritários, como fertilizantes, agroindústria, máquinas e equipamentos, energia limpa, logística e digitalização industrial, áreas em que a parceria pode gerar tecnologia e valor agregado.

Compromisso russo com projetos conjuntos

A delegação russa foi liderada pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Alexei Gruzdev, e pelo representante comercial Viktor Sheremetker. Gruzdev afirmou que Brasil e Rússia são parceiros estratégicos e reforçou o interesse em ampliar investimentos e projetos industriais conjuntos.

Sheremetker acrescentou que a Rússia está disponível para compartilhar experiências em tecnologia, infraestrutura e segurança produtiva, contribuindo para a modernização da indústria brasileira.

Próximos passos e diálogo estratégico

A cooperação será aprofundada na VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil–Rússia (CAN), nesta quinta-feira (5/2), com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fortalecendo o diálogo estratégico entre os governos.

O encontro faz parte da estratégia do MDIC de diversificar parcerias internacionais, ampliar mercados e fortalecer a inserção global da indústria brasileira por meio de cooperação técnica, promoção de negócios e atração de investimentos produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Vice-presidente do Brasil e presidente da CNI discutem Acordo Mercosul-UE, datacenters e tarifaço americano

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, se encontrou com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, na sede da entidade em Brasília. O encontro teve como foco estratégias para o avanço do comércio exterior brasileiro e o fortalecimento de acordos comerciais.

Entre os temas debatidos estavam a implementação de acordos do Mercosul, a ampliação de exceções ao tarifaço dos Estados Unidos e incentivos para atrair datacenters por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).

Avanços nos acordos do Mercosul

Alckmin destacou que o Brasil bateu recorde de exportações em 2024, alcançando cerca de US$ 349 bilhões, apesar das tarifas aplicadas pelos EUA. Ele ressaltou a importância de diversificar mercados e citou os acordos Mercosul–Singapura, Mercosul–EFTA e o recente Mercosul–União Europeia, o maior acordo entre blocos do mundo, cuja internalização já foi encaminhada à Câmara dos Deputados.

O vice-presidente detalhou que, embora o acordo Mercosul-UE já tenha sido assinado após mais de duas décadas de negociação, um questionamento jurídico no Parlamento Europeu pode atrasar sua vigência provisória entre 10 e 12 meses. “Se aprovarmos rapidamente a internalização, há expectativa de vigência provisória do acordo, seguindo o mesmo ritmo dos outros países do Mercosul”, afirmou.

Dia da Indústria Brasil-EUA

Durante a reunião, Ricardo Alban convidou Alckmin para o Brasil-U.S. Industry Day, evento que ocorrerá em 11 de maio, em Nova Iorque. A iniciativa busca promover a interação entre empresas brasileiras e americanas, com participação de entidades como a U.S. Chamber, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o BNDES, o MDIC e seu equivalente nos EUA.

“Queremos fortalecer a relação comercial e empresarial entre Brasil e Estados Unidos”, disse Alban. Ele ainda reforçou a atuação conjunta com o MDIC para mitigar os efeitos do tarifaço americano.

Perspectivas para a indústria nacional

Apesar do ano eleitoral, Alban mostrou otimismo em relação a políticas que possam impulsionar o programa Nova Indústria Brasil (NIB) e estimular o crescimento econômico. O evento e as discussões sobre acordos comerciais, segundo ele, são fundamentais para ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado global.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Sousa/CNI

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Comércio Exterior

Exportações de serviços atingem recorde histórico e somam US$ 51,8 bilhões em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram um novo patamar em 2025 e somaram US$ 51,83 bilhões, o maior valor já registrado. Do total exportado, cerca de 65% correspondem a serviços digitais, evidenciando a crescente relevância desse segmento no comércio exterior brasileiro.

Os dados fazem parte do Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com base em informações do Banco Central.

Novo painel amplia transparência do comércio de serviços

O ComexVis Serviços reúne estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do cenário global. Diferentemente da balança comercial tradicional, que acompanha apenas a troca de mercadorias, o setor de serviços ainda carecia de dados detalhados e sistematizados no país.

Embora essas transações integrem as contas externas do Banco Central, os números eram divulgados de forma agregada, sem detalhamento por tipo de serviço, setor ou parceiro comercial. A nova plataforma passa a preencher essa lacuna.

Dados oficiais e integração ao ecossistema digital do governo

As informações apresentadas no painel utilizam dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A ferramenta também se conecta ao ecossistema digital do Mdic, que inclui plataformas como Comex Stat e Comex Vis, ampliando o acesso a gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secex, o painel tem como foco aumentar a transparência, qualificar o debate público e subsidiar a formulação de políticas voltadas à competitividade internacional do setor de serviços. A plataforma permite acompanhar a evolução histórica das exportações e importações, além de analisar dados por setor e por país parceiro.

Serviços ganham peso estratégico no comércio exterior

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende à crescente demanda por informações estruturadas sobre o setor. Ele destaca que os serviços representam uma fronteira estratégica do comércio exterior, especialmente pela sua integração com a indústria.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40% do valor adicionado das exportações brasileiras de manufaturados corresponde a serviços incorporados aos produtos. Para Alckmin, a plataforma amplia o acesso a dados comparáveis e fortalece a análise do comércio internacional.

Apoio ao setor produtivo e identificação de oportunidades

Na avaliação da Secex, o painel contribui para aprofundar o conhecimento sobre o setor e apoiar empresas e formuladores de políticas públicas. Ao apresentar os dados de forma visual e simplificada, a ferramenta permite que governo, empresários e entidades setoriais identifiquem oportunidades de negócios e fortaleçam a promoção das exportações de serviços.

Déficit estrutural e dependência de capitais externos

Apesar do resultado recorde em 2025, o Brasil mantém um déficit estrutural na balança de serviços. No ano passado, as importações somaram US$ 104,77 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões no setor. Combinado às remessas de lucros ao exterior, o país encerrou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

Esse resultado só não foi mais elevado devido ao superávit de US$ 68,293 bilhões da balança comercial, impulsionado pelas exportações de mercadorias. Na prática, déficits nas contas externas indicam maior dependência de capitais estrangeiros, como investimentos diretos e recursos financeiros, para equilibrar o balanço de pagamentos e sustentar as reservas internacionais.

Em 2025, essa dependência foi compensada pelo investimento estrangeiro direto, que alcançou US$ 77,676 bilhões, o melhor desempenho desde 2014. A ampliação das exportações de serviços, no entanto, é apontada como um caminho relevante para reduzir a vulnerabilidade externa da economia brasileira no médio e longo prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Norma estabelece diretrizes de sustentabilidade para o Programa Selo Verde Brasil

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, na terça-feira (27/1), uma nova norma que define diretrizes gerais de sustentabilidade e a base técnica do Programa Selo Verde Brasil. O documento foi elaborado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A iniciativa cria critérios para certificação de produtos e serviços nacionais, considerando de forma integrada as dimensões ambiental, social e econômica, com foco em estimular práticas sustentáveis no setor produtivo brasileiro.

Base para certificações e capacitação produtiva

As diretrizes servirão como referência para a elaboração de normas técnicas específicas voltadas a produtos e serviços selecionados para o programa. A partir dessas normas, o Selo Verde Brasil prevê a capacitação das cadeias produtivas, culminando na certificação por organismos acreditados pelo INMETRO.

De acordo com a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, a publicação marca a transição do debate para a aplicação prática da política pública. Segundo ela, a expectativa é gerar impactos concretos na ponta, incentivando a sustentabilidade e reconhecendo empresas que adotam esse modelo.

Construção participativa e segurança técnica

A norma foi desenvolvida a partir de debates técnicos e de uma Consulta Pública Nacional, realizada no fim do ano passado. O processo reuniu contribuições de especialistas, representantes da indústria, empresas, pesquisadores, servidores públicos e cidadãos.

Para o presidente da ABNT, Mario William Esper, a participação social garante legitimidade, transparência e segurança técnica à construção das diretrizes, fortalecendo a credibilidade do programa.

Três eixos centrais de sustentabilidade

O texto normativo está organizado em três eixos principais. O primeiro trata da redução de impactos negativos e ampliação de impactos positivos nas dimensões ambiental, social e econômica. O segundo estabelece critérios claros e verificáveis de sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de produtos e serviços. O terceiro eixo busca fortalecer as compras públicas sustentáveis.

Selo Verde e acesso ao mercado internacional

Criado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 18 de julho de 2024, o Selo Verde Brasil tem como objetivo facilitar a comercialização de produtos e serviços sustentáveis e harmonizar exigências ambientais impostas por governos e empresas de outros países.

A proposta é reduzir barreiras que hoje limitam o acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional, especialmente diante de normas ambientais cada vez mais rigorosas.

Primeiros produtos certificados

Nos próximos meses, comitês técnicos da ABNT devem desenvolver normas específicas para os dois primeiros produtos do programa: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno de fonte renovável. Esses materiais são usados na produção de sacolas recicláveis, filmes e outros itens sustentáveis, substituindo plásticos de origem fóssil.

Segundo Julia Cruz, o país está próximo de implementar o programa de forma integral, permitindo ampliar a oferta de produtos sustentáveis e valorizar empresas alinhadas à economia verde.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

MDIC lança painel inédito sobre comércio exterior de serviços no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou uma nova ferramenta oficial voltada ao acompanhamento do comércio exterior de serviços. Lançado em celebração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e de outros países.

Transparência e apoio à formulação de políticas públicas

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços. A plataforma permite consultar valores anuais atualizados de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores econômicos e parceiros comerciais.

Serviços ganham espaço no comércio internacional

Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Segundo ele, os serviços representam uma fronteira cada vez mais estratégica do comércio internacional.

De acordo com dados da OCDE, cerca de 40% do valor adicionado às exportações brasileiras de manufaturados está relacionado a serviços incorporados, o que reforça a importância de estatísticas acessíveis e comparáveis sobre o tema.

Integração ao ecossistema digital do comércio exterior

As informações nacionais disponibilizadas no painel têm como base os dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços se soma a outras plataformas digitais do governo, como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo gráficos, indicadores e análises interativas que facilitam a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que o setor de serviços tem participação crescente nas trocas internacionais e papel central na competitividade da economia brasileira, especialmente na identificação de oportunidades em novos mercados.

Exportações de serviços batem recorde

Entre os dados de destaque apresentados na ferramenta, está o desempenho das exportações brasileiras de serviços, que alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025. Desse total, 65% correspondem a serviços prestados digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC, a consolidação dessas informações em um ambiente visual e interativo contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e fortalecer a atuação do Brasil no comércio internacional de serviços, além de apoiar empresas e entidades na prospecção de novos negócios.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes / MDIC

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