Exportação

Exportações brasileiras para os EUA registram queda de 11,3% em abril

As exportações brasileiras para os Estados Unidos apresentaram retração de 11,3% em abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as vendas brasileiras ao mercado norte-americano somaram US$ 3,121 bilhões, abaixo dos US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025.

Importações dos EUA também recuam

As compras brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram no quarto mês do ano. As importações dos EUA caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões em abril do ano passado para US$ 3,097 bilhões em 2026.

Com o desempenho das exportações e importações, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas dos EUA seguem impactando produtos brasileiros

O resultado marca a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a adoção da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Embora parte dos produtos brasileiros tenha sido retirada das tarifas no fim do ano passado, o MDIC estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda permanecem sujeitas às medidas tarifárias implementadas em julho de 2025.

Nesse grupo estão incluídos produtos que pagam adicional de 40%, além daqueles submetidos simultaneamente à taxa extra de 40% e à tarifa-base de 10%.

Exportações para a China avançam mais de 30%

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, as vendas brasileiras para a China registraram forte crescimento em abril.

As exportações para o país asiático avançaram 32,5% na comparação anual, alcançando US$ 11,610 bilhões, frente aos US$ 8,763 bilhões registrados em abril de 2025.

As importações de produtos chineses também aumentaram. As compras brasileiras vindas da China cresceram 20,7%, totalizando US$ 6,054 bilhões.

Com isso, o Brasil acumulou superávit de US$ 5,56 bilhões na balança comercial com a China apenas no quarto mês de 2026.

Superávit com a China supera US$ 11 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras para a China cresceram 25,4%, atingindo US$ 35,61 bilhões.

Já as importações tiveram leve recuo de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões no período.

O saldo da balança comercial entre os dois países ficou positivo em US$ 11,65 bilhões nos quatro primeiros meses do ano.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil cresce 10,8% em abril e bate recorde nas exportações

A corrente de comércio brasileira registrou crescimento de 10,8% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo avanço das exportações brasileiras, que alcançaram o maior valor da série histórica para o mês.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, enquanto as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões. O saldo positivo da balança comercial foi de US$ 10,5 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 57,8 bilhões no período.

Exportações avançam mais de 14% em abril

Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, as exportações cresceram 14,3%, passando de US$ 29,8 bilhões para US$ 34,1 bilhões.

Já as importações apresentaram alta de 6,2% no mesmo intervalo, saindo de US$ 22,2 bilhões para US$ 23,6 bilhões.

O desempenho reforça o crescimento do comércio exterior brasileiro em 2026, especialmente diante do aumento da demanda por produtos ligados ao agronegócio, indústria extrativa e indústria de transformação.

Comércio exterior acumula mais de US$ 208 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 116,6 bilhões, avanço de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 91,7 bilhões no quadrimestre, alta de 2,5%.

Com isso, o saldo da balança comercial chegou a US$ 24,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio acumulada alcançou US$ 208,3 bilhões, crescimento de 6,1% na comparação anual.

Agropecuária e indústria puxam alta das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve crescimento de US$ 1,28 bilhão em abril, avanço de 16,1% frente ao mesmo mês do ano anterior.

A indústria extrativa também apresentou forte desempenho, com aumento de US$ 1,26 bilhão, equivalente a 17,9%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram expansão de US$ 1,71 bilhão, alta de 11,6%.

No acumulado de 2026, o destaque ficou para a indústria extrativa, que cresceu 22,2%, somando avanço de US$ 5,32 bilhões.

Importações crescem na indústria de transformação

No lado das importações, o principal avanço ocorreu nos produtos da indústria de transformação, que tiveram crescimento de US$ 1,51 bilhão em abril, alta de 7,4%.

A indústria extrativa apresentou leve aumento de 0,4%, enquanto a agropecuária registrou queda de 25,8% nas importações do mês.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação cresceram 3,6%, enquanto agropecuária e indústria extrativa apresentaram retração.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Feed&Food

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Exportação

Drawback: MDIC reduz prazo de análise de incentivo à exportação em até 50%

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a redução significativa no tempo de análise dos pedidos de drawback suspensão e isenção, mecanismos fundamentais para estimular as exportações brasileiras.

Com a mudança, o prazo de concessão, que antes podia chegar a 60 dias, passa a ser concluído em menos de 30 dias — um avanço relevante para empresas que dependem de agilidade nos processos.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a iniciativa moderniza os procedimentos sem comprometer o rigor na concessão dos regimes, permitindo que empresas acessem o benefício de forma mais rápida e eficiente.

Novo modelo torna processo mais ágil

As alterações atualizam regras previstas na Portaria Secex nº 44/2020 e trazem uma mudança central: o processo deixa de ser dividido em etapas sequenciais e passa a ocorrer em fase única.

Com a publicação da Portaria Secex nº 486, os solicitantes já podem anexar toda a documentação exigida no momento do pedido, por meio de dossiê eletrônico no Portal Único Siscomex.

Antes, os documentos só eram solicitados após uma análise preliminar, o que acabava prolongando o tempo total de avaliação. A nova sistemática simplifica o fluxo e reduz a burocracia no comércio exterior brasileiro.

Manuais atualizados orientam empresas

Para facilitar a adaptação às novas regras, a Portaria Secex nº 487 trouxe versões atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.

A medida busca orientar operadores e empresas exportadoras sobre os novos procedimentos, garantindo maior clareza na utilização do regime aduaneiro especial.

Entenda o que é o drawback

O drawback é um dos principais instrumentos de estímulo às exportações. Ele permite a suspensão ou isenção de tributos sobre insumos importados ou adquiridos no mercado interno que serão utilizados na produção de bens destinados ao exterior.

Entre os tributos contemplados estão:

  • Imposto de Importação
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • PIS/Pasep e Cofins (inclusive nas importações)
  • Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante

Na modalidade suspensão, também pode haver incidência reduzida de ICMS sobre compras externas.

Regime tem peso relevante nas exportações

Os números demonstram a importância do drawback para a economia. Em 2025, operações realizadas sob o regime de drawback suspensão somaram US$ 72 bilhões, o equivalente a 20,8% das exportações brasileiras.

Atualmente, cerca de 1.800 empresas utilizam o mecanismo, com destaque para setores como proteína animal, mineração, indústria automotiva e química — áreas estratégicas para o desempenho do comércio exterior do país.

Mais competitividade para empresas brasileiras

A redução no prazo de análise reforça a competitividade das empresas nacionais no mercado global. Com menos tempo de espera e maior previsibilidade, o acesso ao benefício se torna mais eficiente, contribuindo para ampliar a presença do Brasil no comércio internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA/Canal do Boi

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4ª semana de abril

A balança comercial brasileira fechou a 4ª semana de abril de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo desempenho das exportações brasileiras. No período, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, resultado de US$ 6,7 bilhões em vendas externas e US$ 4,9 bilhões em importações.

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No consolidado de abril, o país registra exportações de US$ 27,8 bilhões e importações de US$ 18,7 bilhões, garantindo um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões. A corrente de comércio no mês atinge US$ 46,5 bilhões, refletindo o dinamismo das transações internacionais.

Desempenho no ano supera US$ 23 bilhões de saldo

Entre janeiro e a quarta semana de abril, a balança comercial acumula superávit de US$ 23,3 bilhões. No período, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 86,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Crescimento nas médias diárias de comércio exterior

A média diária de exportações até a 4ª semana de abril de 2026 alcançou US$ 1,739 bilhão, avanço de 16,4% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações tiveram crescimento de 5,1%, com média diária de US$ 1,167 bilhão.

Com isso, a corrente de comércio registrou média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio ficou em US$ 572,39 milhões — alta de 11,6% na comparação anual.

Setores exportadores apresentam alta generalizada

O desempenho por setores mostra expansão consistente. Na média diária até a 4ª semana de abril, houve crescimento de:

  • 19,2% na Agropecuária
  • 15,3% na Indústria Extrativa
  • 15,5% na Indústria de Transformação

Esses números reforçam a força das exportações por setor na economia brasileira.

Importações têm alta moderada e queda na agropecuária

Entre os setores importadores, a Indústria Extrativa avançou 7,1%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 5,8%. Em contrapartida, a Agropecuária registrou queda expressiva de 28,1% nas importações na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA

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Importação

Fraudes em importações são barradas por MDIC e Receita Federal

A atuação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda resultou na interrupção de diversas fraudes em importações nos últimos meses. As irregularidades envolviam práticas como subdeclaração de valor e classificação incorreta de mercadorias, com impacto direto no comércio exterior brasileiro.

Entre agosto de 2024 e dezembro de 2025, foram registradas 50 denúncias. Desse total, 21 tiveram indícios confirmados, abrangendo empresas de segmentos como têxtil, siderúrgico, linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e artigos esportivos.

Parte das denúncias segue em apuração

Além dos casos já confirmados, três denúncias foram consideradas improcedentes. Outras 26 ainda estão em fase de investigação, indicando que o trabalho de fiscalização segue em andamento.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o objetivo das ações é garantir um ambiente mais justo, combatendo práticas que prejudicam empresas que atuam dentro das regras.

Licenciamento mais rígido ajuda a conter irregularidades

Quando há suspeita de irregularidade, as autoridades adotam o chamado licenciamento não automático, mecanismo que reforça o controle sobre operações de importação. A medida permite verificar previamente a veracidade das informações antes da liberação das mercadorias.

Esse modelo tem se mostrado eficaz: entre 19% e 79% dos pedidos de importação acabam sendo cancelados pelos próprios importadores ou rejeitados durante o processo de análise, dependendo do caso.

Fiscalização reforçada no comércio exterior

O trabalho é coordenado pelo Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), que reúne equipes da Secretaria de Comércio Exterior e da Receita Federal. O grupo atua na identificação de indícios de infrações, além de propor ações preventivas e repressivas.

A fiscalização aduaneira também foi intensificada, com verificações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias.

Combate a fraudes fortalece ambiente de negócios

De acordo com o governo, a estratégia integrada busca promover isonomia competitiva e fortalecer o ambiente empresarial, sem aumentar a burocracia para quem cumpre a legislação.

A iniciativa contribui para tornar o comércio exterior brasileiro mais transparente e equilibrado, reduzindo práticas ilegais que distorcem o mercado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026

A corrente de comércio brasileira somou US$ 15,9 bilhões na segunda semana de abril de 2026, com um superávit da balança comercial de US$ 4,2 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 10 bilhões frente a importações de US$ 5,9 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No desempenho mensal, o Brasil já acumula US$ 14,9 bilhões em exportações e US$ 8,1 bilhões em importações, garantindo um saldo positivo de US$ 6,7 bilhões. A corrente de comércio no período chegou a US$ 23 bilhões.

Resultado no ano ultrapassa US$ 170 bilhões

No acumulado de 2026, o comércio exterior brasileiro alcança números robustos. As exportações totalizam US$ 97,2 bilhões, enquanto as importações somam US$ 76,3 bilhões.

Com isso, o saldo positivo da balança comercial brasileira chega a US$ 20,9 bilhões, e a corrente de comércio atinge US$ 173,5 bilhões.

Exportações crescem mais de 40% na média diária

A média diária de exportações até a segunda semana de abril foi de US$ 2,1 bilhões, representando um crescimento de 42,2% em relação ao mesmo período de abril de 2025.

Já as importações registraram alta mais moderada, com avanço de 4,5% na mesma base de comparação, alcançando média diária de US$ 1,161 bilhão.

No geral, a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 3,287 bilhões, com saldo médio diário de US$ 963,9 milhões — alta de 26,2% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Setores exportadores puxam desempenho

O crescimento das exportações foi disseminado entre os principais setores da economia:

  • Agropecuária: alta de 29,1% na média diária
  • Indústria Extrativa: avanço expressivo de 83,8%
  • Indústria de Transformação: crescimento de 29,8%

Os dados indicam forte desempenho da pauta exportadora brasileira, com destaque para commodities e produtos industrializados.

Importações mostram comportamento misto

No lado das importações, o cenário foi mais heterogêneo:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 6,7%
  • Agropecuária: queda de 33,4%
  • Indústria Extrativa: recuo de 9%

O avanço das compras externas de bens industrializados sugere aquecimento da atividade econômica, enquanto outros setores apresentaram retração.

Comércio exterior segue em trajetória de crescimento

Os números reforçam a tendência positiva do comércio exterior do Brasil em 2026, com expansão consistente da corrente de comércio e manutenção de superávits relevantes.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Raízes Comex oferece 400 vagas gratuitas em cursos de comércio exterior para pessoas negras em 2026

O Programa Raízes Comex vai disponibilizar 400 vagas gratuitas em cursos de comércio exterior em 2026. A iniciativa é resultado da parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Senac, com foco na qualificação profissional e na ampliação da diversidade no setor.

A formação será para Assistente de Serviços em Comércio Exterior, com o objetivo de impulsionar a empregabilidade e promover inclusão produtiva.

Cursos presenciais em diversas cidades do país

As aulas serão realizadas no formato presencial em dez cidades brasileiras:

  • Salvador (BA)
  • Recife (PE)
  • Paranaguá (PR)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • São Paulo (SP)
  • Campinas (SP)
  • Itajaí (SC)
  • Uberlândia (MG)
  • Belém (PA)
  • Goiânia (GO)

A distribuição amplia o alcance do programa e facilita o acesso de estudantes de diferentes regiões.

Quem pode participar do Raízes Comex

O programa é voltado prioritariamente a pessoas negras (pretas e pardas), com idade mínima de 16 anos, que estejam cursando ao menos o 2º ano do Ensino Médio e possuam renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa.

Caso haja vagas não preenchidas, elas poderão ser abertas ao público geral, ampliando o impacto da iniciativa.

As inscrições estão abertas até 4 de maio e devem ser realizadas por meio de formulário online.

Formação prática e foco no mercado de trabalho

Os cursos abordarão conteúdos essenciais do comércio exterior brasileiro, incluindo:

  • Operações de exportação e importação
  • Logística internacional
  • Documentação e processos aduaneiros
  • Rotinas operacionais do setor

Além disso, os participantes desenvolverão habilidades como comunicação, organização e trabalho em equipe, competências valorizadas no mercado.

Impacto na trajetória profissional

O programa tem contribuído para transformar perspectivas de jovens estudantes. Participantes destacam que a formação amplia o conhecimento e apresenta novas oportunidades de carreira no setor.

A iniciativa reforça o papel do comércio exterior como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e inclusão social.

Parceria fortalece qualificação profissional

O Senac, reconhecido nacionalmente pela atuação em educação profissional, é responsável pela execução dos cursos. A parceria com o MDIC reforça o compromisso com a formação técnica gratuita e a promoção de oportunidades no mercado de trabalho.

As vagas são limitadas, e os candidatos devem acompanhar os canais oficiais para não perder os prazos do processo seletivo.

Mais informações disponíveis no link: https://bit.ly/RaizesComexCapacitacao 

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial registra menor superávit para março desde 2020, aponta Mdic

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,405 bilhões em março de 2026, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O saldo positivo recuou 17,2% em relação a março de 2025, quando havia alcançado US$ 7,736 bilhões. O desempenho é o mais baixo desde 2020, início da pandemia, período marcado por forte retração econômica global.

Exportações crescem, mas importações avançam mais

Mesmo com o recuo no saldo, as exportações brasileiras somaram US$ 31,603 bilhões no mês, alta de 10% na comparação anual — o segundo maior valor da série histórica para março.

Já as importações atingiram US$ 25,199 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 20,1%, registrando o maior patamar desde o início da série, em 1989. Esse avanço mais intenso das compras externas explica a redução do superávit.

Desempenho por setores da economia

Entre os setores, a indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 36,4%, impulsionada principalmente pelo petróleo. A indústria de transformação avançou 5,4%, enquanto a agropecuária teve aumento mais moderado, de 1,1%.

Entre os produtos, destacaram-se itens como petróleo bruto, minerais, carne bovina, combustíveis e ouro. Por outro lado, houve forte queda nas exportações de café, que recuaram 30,5% em valor, impactadas pela redução no volume embarcado.

Petróleo impulsiona, mas cenário pode mudar

As vendas externas de petróleo registraram crescimento significativo, com aumento de quase US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses, influenciada por mudanças tributárias sobre o produto.

Importações sobem com destaque para veículos

No lado das importações, o principal destaque foi a alta nas compras de automóveis, que cresceram mais de 200% na comparação anual. Também houve aumento relevante em medicamentos, fertilizantes e insumos industriais.

Acumulado do ano mantém saldo elevado

No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,175 bilhões, avanço de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram US$ 82,338 bilhões (+7,1%), enquanto as importações somaram US$ 68,163 bilhões (+1,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica para o período.

Projeções indicam superávit maior em 2026

O Mdic revisou suas estimativas e projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, crescimento de 5,9% frente ao resultado de 2025.

A previsão é de que as exportações alcancem US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais serão atualizadas novamente ao longo do ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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