Negócios

Mauro Vieira participa de reuniões da ALADI e do MERCOSUL em Montevidéu

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, de uma série de encontros diplomáticos em Montevidéu, no Uruguai. A agenda inclui o XX Conselho de Ministros das Relações Exteriores da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) e uma Reunião Informal de Chanceleres do MERCOSUL.

Os encontros devem tratar de temas relacionados à integração regional, ao comércio e às relações externas dos países latino-americanos.

ALADI discute novo secretário-geral e comércio regional

Durante o Conselho de Ministros da ALADI, os representantes dos países-membros deverão escolher o novo secretário-geral da organização.

A pauta também prevê discussões sobre medidas para ampliar a harmonização regulatória e reduzir barreiras técnicas ao comércio entre os países da região.

Criada em 1980 pelo Tratado de Montevidéu, a ALADI desempenha papel central na construção da integração econômica e comercial latino-americana.

Chanceleres do MERCOSUL avaliam negociações comerciais

Na reunião informal do MERCOSUL, os ministros das Relações Exteriores devem analisar questões ligadas ao relacionamento externo do bloco. Entre os assuntos previstos estão as negociações comerciais em andamento e a implementação de acordos que já foram firmados.

Outro tema em discussão será a renovação do Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), mecanismo voltado à redução das assimetrias entre os países integrantes do bloco.

A Presidência Pro Tempore do Uruguai também deverá apresentar informações sobre os preparativos para a próxima Cúpula de Presidentes dos Estados Partes e Estados Associados, programada para dezembro.

Comércio entre países do bloco cresce mais de 11 vezes

Os dados apresentados na agenda destacam a expansão do comércio dentro do MERCOSUL desde a criação do bloco, em 1991.

As trocas comerciais entre os Estados Partes passaram de aproximadamente US$ 4,5 bilhões naquele ano para cerca de US$ 51 bilhões em 2025. O comércio intrabloco é composto, em sua maior parte, por bens manufaturados.

A integração também se reflete na relação do MERCOSUL com outros mercados. No primeiro semestre de 2026, as trocas comerciais do bloco com o restante do mundo somaram US$ 438 bilhões, alta de 9% em comparação com os US$ registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reforça o peso do MERCOSUL na integração econômica regional e sua importância como plataforma para a inserção dos países membros no comércio internacional.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Civitatis

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Comércio Internacional

Brasil critica tarifas dos Estados Unidos e classifica medidas como discriminatórias

O governo brasileiro voltou a manifestar insatisfação com as tarifas dos Estados Unidos aplicadas a produtos nacionais. Na segunda-feira (31), Brasília afirmou que as medidas adotadas pelo governo de Washington são discriminatórias e não estão de acordo com as normas internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu no início da tarde.

Governo brasileiro contesta justificativas dos EUA

Em comunicado conjunto, os ministérios brasileiros classificaram como injusto o tratamento recebido pelo país e questionaram os fundamentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as medidas comerciais contra o Brasil.

Segundo a nota, as conclusões das investigações realizadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial americana não refletiriam as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

Os ministros reforçaram que consideram inadequada a aplicação de um tratamento que, na avaliação brasileira, é discriminatório para as exportações brasileiras.

Brasil e Estados Unidos mantêm negociações

Apesar das divergências em torno das tarifas comerciais, os dois governos decidiram preservar o canal de diálogo. Novas reuniões técnicas deverão ocorrer nas próximas semanas, tanto por videoconferência quanto presencialmente.

Depois dessa etapa, está previsto outro encontro entre os ministros para analisar os resultados das negociações e verificar eventuais avanços.

O governo brasileiro informou que pretende continuar trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado, baseado em benefícios mútuos, diálogo e respeito à soberania de cada país.

Como começou a disputa tarifária

A retomada das negociações acontece depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 21 de agosto.

Durante o contato, Lula voltou a questionar as tarifas aplicadas ao Brasil. Trump, por sua vez, sinalizou a disposição de retomar as tratativas entre os dois países.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 25% estabelecida especificamente pelo governo norte-americano, além de uma sobretaxa de 12,5% que Washington relaciona a questões envolvendo o combate ao trabalho forçado.

Tarifas envolvem Pix e mercado de etanol

A tarifa adicional de 25% teve como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão apontou possíveis práticas comerciais consideradas desleais em áreas como pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, e acesso ao mercado brasileiro de etanol.

Brasília rejeita essas alegações e sustenta que as medidas adotadas pelos Estados Unidos não encontram justificativa adequada.

Disputa também tem impacto geopolítico

Além das questões diretamente relacionadas ao comércio, a negociação entre Brasil e Estados Unidos ocorre em um cenário de aumento da competição econômica entre EUA e China na América Latina.

A disputa pela influência na região acrescenta um componente geopolítico às discussões entre Brasília e Washington e amplia a importância estratégica das negociações sobre as tarifas e o comércio bilateral.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Erich Sacco/ Adobe Stock

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Comércio Internacional

Brasil e EUA retomam diálogo comercial para discutir novas tarifas

O Brasil e os Estados Unidos retomaram as negociações sobre a relação comercial entre os dois países após conversas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nesta terça-feira, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participaram de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.

O encontro teve como objetivo avançar nas discussões sobre duas decisões recentes do governo norte-americano relacionadas à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Brasil reafirma disposição para negociar

Durante a reunião, os representantes brasileiros reforçaram a disposição do governo de manter o diálogo comercial com os Estados Unidos, destacando os históricos vínculos diplomáticos e econômicos entre as duas nações.

A posição brasileira é de buscar uma solução negociada que preserve a relação comercial e permita ampliar os benefícios para os dois países.

Ao mesmo tempo, os ministros reiteraram a discordância do governo brasileiro em relação às medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo questiona justificativas para tarifas

O Brasil também voltou a afirmar que as medidas norte-americanas não estão de acordo com as regras multilaterais de comércio.

De acordo com a posição apresentada pelos ministros, as justificativas utilizadas pelo governo dos EUA nas investigações realizadas com base na Seção 301 não refletem as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

O governo brasileiro considera, portanto, injusto o tratamento diferenciado aplicado aos produtos nacionais e mantém a avaliação de que as medidas precisam ser revistas no âmbito das negociações bilaterais.

Novas reuniões devem ocorrer nas próximas semanas

Brasil e Estados Unidos concordaram em manter o processo de negociação por meio de reuniões técnicas ao longo das próximas semanas.

Depois dessa etapa, os ministros deverão voltar a se reunir para avaliar os resultados obtidos e analisar a evolução das tratativas comerciais bilaterais.

Os próximos encontros poderão ocorrer tanto de forma virtual quanto presencial, conforme a conveniência das partes.

Brasil busca acordo equilibrado

O governo brasileiro afirmou que continuará trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado e mutuamente benéfico com os Estados Unidos.

Segundo a posição oficial, as negociações serão conduzidas com prioridade para o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania nacional, em busca de uma solução para as divergências relacionadas às novas tarifas sobre produtos brasileiros.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Comércio Internacional

Comércio Brasil-Asean pode superar EUA e União Europeia em futuro próximo

O comércio entre o Brasil e o Sudeste Asiático poderá ultrapassar, em um futuro próximo, as relações comerciais brasileiras com os Estados Unidos e a União Europeia. A projeção foi apresentada nesta terça-feira (18) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante encontro com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, em Brasília.

Comércio com a Asean cresce dez vezes

Segundo Mauro Vieira, o comércio Brasil-Asean apresentou forte expansão nas últimas duas décadas. Entre 2003 e 2025, o intercâmbio comercial entre as partes passou de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, um crescimento de dez vezes.

O chanceler destacou que o avanço aproxima o bloco asiático dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ele citou, por exemplo, que as exportações brasileiras para Singapura já superam as destinadas à Alemanha. O Brasil também vende mais para Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França.

A expansão ocorre em um momento de busca por novos mercados para os produtos brasileiros, especialmente diante do tarifaço dos Estados Unidos sobre parte das exportações nacionais. Nesse cenário, o governo brasileiro procura ampliar a diversificação das exportações e reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Brasil quer ampliar parceria com a Asean

Durante a reunião, Mauro Vieira também manifestou o interesse do Brasil em obter o status de parceiro de diálogo da Asean. Atualmente, essa condição é concedida a países e blocos como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

Para o ministro, Brasil e países do Sudeste Asiático têm interesses convergentes em áreas como comércio internacional, investimentos, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do Sul Global.

A Asean reúne países como Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste e Camboja, entre outros Estados-membros.

Asean busca estreitar relações com o Brasil

Kao Kim Hourn está no Brasil a convite do governo federal e cumpre uma agenda até sexta-feira (21), com reuniões previstas com ministros, empresários e representantes da academia.

Durante o encontro no Itamaraty, o secretário-geral ressaltou a importância atribuída pela Asean à aproximação com o Brasil. Segundo ele, a relação entre as duas partes está entre as mais dinâmicas e sustentáveis mantidas pelo bloco na América Latina.

Entre as áreas apontadas como prioritárias para novas parcerias estão investimentos, inovação, agricultura, segurança alimentar, energia renovável, desenvolvimento sustentável e ação climática.

Kao Kim Hourn também destacou a defesa conjunta do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional. Na avaliação do secretário-geral, essa convergência pode contribuir para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem desafios comuns.

Bloco asiático amplia peso econômico

Além do crescimento do intercâmbio com o Brasil, a Asean vem aumentando sua relevância econômica global. Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países do bloco passou de US$ 2,5 trilhões para US$ 4,5 trilhões.

Os Estados-membros da associação reúnem mais de 700 milhões de habitantes, formando um mercado de grande dimensão para exportações brasileiras, investimentos e novas oportunidades de negócios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Comércio Internacional

Canadá quer concluir acordo de livre comércio com o Mercosul até o fim de 2026

O Canadá pretende acelerar as negociações para firmar um acordo de livre comércio com o Mercosul ainda em 2026. A iniciativa faz parte da estratégia do governo canadense para ampliar suas parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos, em meio às recentes tensões tarifárias entre os dois países.

Negociações ganharam novo impulso

As conversas entre o Canadá e o Mercosul, que permaneceram paralisadas durante vários anos, voltaram a avançar em 2025 após as mudanças na política comercial adotada por Washington.

Durante visita a São Paulo, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou que os dois lados concordaram em intensificar as negociações para concluir o tratado até o fim deste ano.

Segundo a ministra, o governo canadense pretende ampliar sua rede de acordos comerciais com mercados fora dos Estados Unidos nas próximas décadas, fortalecendo a diversificação das relações econômicas do país.

Brasil lidera negociações pelo Mercosul

O Brasil conduz as tratativas em nome do Mercosul, bloco formado por Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e o próprio Brasil.

Após reunião com Anita Anand, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que já foram realizadas seis rodadas de negociação e que as discussões têm avançado de forma positiva.

Segundo ele, ainda restam alguns pontos técnicos a serem ajustados antes da conclusão do acordo.

Agricultura segue como principal desafio

Apesar do avanço nas conversas, a abertura comercial ainda desperta preocupação entre produtores rurais canadenses.

A própria ministra reconheceu que parte do setor agrícola teme os impactos que um acordo poderá provocar sobre a produção doméstica, diante da competitividade do agronegócio sul-americano.

Acordo com União Europeia serve de referência

As negociações entre Canadá e Mercosul ocorrem poucos meses após o avanço do tratado comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia.

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo foi concluído em janeiro e entrou em vigor de forma provisória em maio, embora ainda dependa da ratificação definitiva pelos países europeus.

Assim como ocorre no Canadá, agricultores da Europa manifestaram resistência ao tratado por receio da concorrência de produtos agrícolas mais competitivos exportados pelo Brasil e pelos demais integrantes do Mercosul.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros: governo pede retirada de cobrança adicional de 12,5%

O governo brasileiro solicitou oficialmente aos Estados Unidos a retirada da proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre diversos produtos brasileiros. A manifestação foi enviada na segunda-feira (6) como resposta à investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

Na avaliação do Brasil, a medida teria caráter punitivo, provocaria prejuízos econômicos desnecessários e comprometeria o ambiente de cooperação entre os dois países.

Governo brasileiro contesta conclusões da investigação

A resposta brasileira foi formalizada em um documento de 13 páginas assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

No texto, o Itamaraty argumenta que as conclusões apresentadas pelo USTR não podem ser consideradas arbitrárias e defende que o Brasil não deve sofrer sanções comerciais relacionadas às alegações feitas pelos Estados Unidos.

A investigação norte-americana sustenta que o Brasil, assim como outras 59 nações, não teria adotado mecanismos suficientes para impedir ou fiscalizar a entrada de produtos produzidos com trabalho infantil ou trabalho forçado.

Brasil defende cooperação em vez de medidas comerciais

Segundo o governo brasileiro, a imposição da nova tarifa não contribuiria para eliminar práticas de trabalho forçado nem fortaleceria as políticas já implementadas pelo país nessa área.

O documento também afirma que eventuais aperfeiçoamentos devem ocorrer por meio da cooperação internacional, do diálogo entre os governos e da atuação conjunta, em vez da adoção de barreiras comerciais.

Para o Itamaraty, manter a proposta de sobretaxa contraria o histórico de colaboração entre Brasil e Estados Unidos em temas ligados ao comércio e aos direitos trabalhistas.

Carta alerta para possível classificação de facções como organizações terroristas

Em outra frente diplomática, o Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Câmara dos Deputados uma carta abordando a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.

O documento foi enviado em 1º de julho em resposta a um pedido de informações do deputado federal Evair de Melo (Republicanos).

Segundo o Itamaraty, embora o Brasil não tenha sido oficialmente comunicado sobre essa intenção, uma eventual decisão unilateral por parte de Washington poderia gerar consequências relevantes para as relações entre os dois países.

Itamaraty cita riscos para soberania e economia

Na avaliação apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores, a classificação das facções como organizações terroristas poderia servir de base para medidas extraterritoriais adotadas pelos Estados Unidos.

Entre os possíveis efeitos mencionados estão ações nas áreas financeira, migratória e criminal, além da possibilidade de justificativas para operações envolvendo o território brasileiro.

O governo brasileiro também argumenta que essa medida não representaria ganhos concretos no combate ao crime organizado, destacando que Brasil e Estados Unidos já mantêm mecanismos de cooperação internacional considerados eficazes para enfrentar organizações criminosas transnacionais.

Deputado cobra esclarecimentos adicionais

Autor do requerimento de informações, o deputado Evair de Melo afirmou considerar insuficientes os esclarecimentos enviados pelo Itamaraty.

Segundo o parlamentar, a resposta do ministro Mauro Vieira não informa se as avaliações sobre os possíveis impactos da classificação das facções foram fundamentadas em pareceres técnicos, estudos especializados, notas diplomáticas ou outros documentos oficiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Mauro Vieira contesta tarifas dos EUA e afirma que justificativas contra o Brasil não se sustentam

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo brasileiro apresentou argumentos suficientes para rebater as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos na proposta de aplicação de tarifas sobre produtos nacionais. Segundo ele, as alegações norte-americanas não possuem base legítima para justificar a medida.

Brasil reforça defesa em reunião com representante comercial dos EUA

Durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado em Paris, Vieira se reuniu com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das negociações envolvendo as tarifas.

Em entrevista à Globonews, o chanceler relatou que Greer classificou as conversas entre os dois países como positivas e destacou o bom andamento do diálogo bilateral sobre o tema.

Governo brasileiro questiona condução de investigações americanas

De acordo com Vieira, o Brasil destacou às autoridades norte-americanas que os resultados de duas investigações sobre supostas práticas comerciais desleais foram divulgados antes do prazo previamente acertado entre os presidentes dos dois países, durante reunião bilateral realizada em maio.

O ministro ressaltou que todas as informações solicitadas foram fornecidas pelo governo brasileiro e afirmou esperar que os esclarecimentos sejam considerados na avaliação final.

“Apresentamos todos os dados necessários e demonstramos que não existem razões concretas para que o Brasil seja alvo dessas tarifas. Os argumentos utilizados foram devidamente contestados”, declarou.

Relatório dos EUA recomenda tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

No início do mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório recomendando a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O documento aponta supostas práticas consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” por parte do Brasil. A análise abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, além de propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol, concessão de tarifas preferenciais e ações relacionadas ao desmatamento ilegal.

Agenda internacional incluiu negociações com União Europeia e outros países

Além das conversas com os Estados Unidos, Mauro Vieira participou de uma série de encontros bilaterais durante o evento da OCDE.

Entre os compromissos, o chanceler se reuniu com Maros Sefcovic, comissário da União Europeia para Comércio e Segurança Econômica, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A agenda também incluiu reuniões com autoridades da Coreia do Sul, Espanha, Canadá, Suíça e República Tcheca, reforçando a estratégia brasileira de ampliar o diálogo comercial e diplomático com parceiros internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Agronegócio

Fertilizantes entram na pauta prioritária do Brasil após crise no Estreito de Hormuz

A escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Hormuz colocaram o abastecimento de fertilizantes entre as principais preocupações do governo brasileiro. O tema ganhou destaque na agenda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante sua visita oficial à China nesta semana, diante dos impactos que o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel vem provocando nos mercados internacionais.

A alta nos preços dos insumos agrícolas já acende um alerta para produtores rurais brasileiros, especialmente com a aproximação do plantio da próxima safra de verão.

Governo busca ampliar fornecedores de fertilizantes

A preocupação com o fornecimento de fertilizantes faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pelo governo federal para reduzir a dependência de poucos mercados internacionais.

Antes da viagem à China, Mauro Vieira esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em maio, onde também discutiu oportunidades de cooperação e fornecimento de insumos para a agricultura brasileira.

Em Pequim, o objetivo foi reforçar a segurança do abastecimento e minimizar possíveis impactos de novas oscilações de preços. O tema esteve entre os principais assuntos debatidos nas reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

China é peça-chave para o agronegócio brasileiro

A visita do chanceler ocorreu durante a quinta edição do Diálogo Estratégico Global Brasil-China, mecanismo de cooperação política e diplomática entre os dois países criado em 2014.

Além de ser um dos principais parceiros comerciais do Brasil, a China ocupa posição estratégica no fornecimento de fertilizantes. Em 2025, o país asiático respondeu por 26% das importações brasileiras desses produtos, liderando o ranking de fornecedores. A Rússia apareceu em segundo lugar, com participação de 25%.

Conflito internacional pressiona preços dos insumos

O mercado global de fertilizantes vem registrando forte valorização desde o agravamento das tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico.

Dados do Banco Mundial apontam que os preços dos fertilizantes avançaram 12% no primeiro trimestre de 2026 e atingiram, em abril, o maior patamar desde 2022. A projeção da instituição indica uma elevação acumulada de até 30% ao longo deste ano.

O cenário preocupa o agronegócio brasileiro, já que o país depende fortemente das importações para atender sua demanda interna. Segundo dados compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 93% dos fertilizantes utilizados na agricultura nacional em 2025 vieram do exterior.

Ureia está entre os produtos mais afetados

Entre os fertilizantes mais impactados pela crise está a ureia, um dos principais produtos utilizados nas lavouras brasileiras.

Por ser produzida a partir do gás natural, cujo preço também foi pressionado pelo conflito, a ureia registrou aumentos significativos no mercado internacional. O insumo é amplamente empregado no cultivo de milho, cana-de-açúcar e pastagens, afetando não apenas a agricultura, mas também a cadeia da pecuária.

Dependência da China gera preocupação adicional

Embora a China seja uma fornecedora estratégica, especialistas e representantes do setor observam com cautela a dependência brasileira do mercado chinês.

O país possui histórico de adoção de medidas para restringir exportações de fertilizantes em momentos de instabilidade ou de necessidade de garantir o abastecimento interno.

Em 2021, por exemplo, autoridades chinesas orientaram fabricantes a priorizar o mercado doméstico diante da alta dos preços. Naquele período, novas exigências de certificação e inspeção passaram a ser aplicadas às exportações, dificultando o envio de produtos ao exterior.

Mais recentemente, relatos de fontes do setor divulgados por agências internacionais indicaram que a China teria intensificado controles alfandegários e limitado a exportação de determinados fertilizantes após o agravamento da crise envolvendo o Irã.

CNA defende antecipação de riscos

Diante do cenário de incertezas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil avalia que os custos gerados por conflitos internacionais já estão sendo repassados aos produtores rurais.

A entidade defende medidas para ampliar a segurança do abastecimento, incluindo a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção nacional de insumos e o incentivo a soluções tecnológicas que reduzam a dependência externa.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yang Wenbin/Xinhua

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Internacional

Relações bilaterais entre Brasil e China ganham força e foco em alta tecnologia

A cooperação internacional entre Brasília e Pequim atingiu um novo patamar de importância estratégica. Durante o 5º Diálogo Estratégico Global realizado em Pequim, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, destacou que a aliança entre as duas nações é “mais relevante do que nunca” diante do atual cenário de instabilidade e turbulências geopolíticas no mundo.

O chanceler brasileiro cumpriu uma agenda intensa de reuniões de alto nível com autoridades locais, incluindo o vice-presidente chinês, Han Zheng, o ministro do Comércio, Wang Wentao, e o chanceler Wang Yi.

Ampliação do comércio e garantia de insumos para o agronegócio

Um dos principais objetivos da missão diplomática foi a abertura de novas frentes comerciais. O governo brasileiro solicitou formalmente a facilitação do acesso de produtos brasileiros ao mercado consumidor chinês.

Além disso, a comitiva brasileira buscou firmar acordos para assegurar o fornecimento contínuo e estável de fertilizantes chineses, um insumo considerado vital para a manutenção da produtividade do agronegócio nacional.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reforçou o peso dessa conexão econômica:

  • A China ocupa o posto de maior parceiro comercial do Brasil de forma ininterrupta desde 2009.
  • O mercado chinês é o destino de 27% de todas as exportações brasileiras.
  • O fluxo de comércio bilateral quebrou recordes pelo décimo ano seguido, alcançando o montante histórico de US$ 170,9 bilhões.

Atração de investimentos produtivos e transição energética

O diálogo institucional também pavimentou o caminho para a entrada de novos aportes financeiros no país. Mauro Vieira sinalizou que o mercado nacional está altamente receptivo para receber investimentos diretos da China, especialmente em setores voltados para a modernização da indústria, transição energética e desenvolvimento de alta tecnologia.

A atratividade do país ficou evidente quando o Brasil se consolidou como o principal destino global para os capitais produtivos vindos da potência asiática.

Isenção de vistos e incentivo ao turismo

Os avanços na diplomacia também geraram reflexos práticos para os cidadãos de ambos os países. Como parte das comemorações do Ano Cultural Brasil-China, as duas nações implementaram a isenção de vistos para viagens de curta permanência.

A medida é apontada pelo corpo diplomático como um pilar fundamental para estreitar os laços culturais, facilitar o ambiente de negócios e impulsionar significativamente o fluxo turístico internacional entre os territórios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Brasil busca diversificar parceiros comerciais e ampliar mercados estratégicos

O governo brasileiro intensificou os esforços para reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar relações econômicas internacionais em meio às tensões geopolíticas globais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país trabalha para diversificar fornecedores de fertilizantes e expandir destinos para exportação de petróleo brasileiro.

Segundo o chanceler, países como Índia, Coreia do Sul e Japão demonstraram interesse recente na compra de petróleo do Brasil. Ao mesmo tempo, o Itamaraty vem negociando alternativas para importação de fertilizantes junto a nações da Ásia Central.

Brasil amplia relações comerciais e diplomáticas

Em entrevista ao jornal Valor, Vieira destacou que a política externa brasileira busca fortalecer um cenário “plural e multipolar”, evitando alinhamentos automáticos com grandes potências como Estados Unidos e China.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é ampliar parcerias comerciais, diplomáticas e culturais em diferentes regiões do mundo. Nos últimos meses, ele realizou visitas ao Cazaquistão e Uzbequistão, além de ampliar contatos com países do Sudeste Asiático e do Pacífico.

A Ásia Central ganhou importância por reunir um mercado consumidor de quase 100 milhões de pessoas e por concentrar grandes exportadores de fertilizantes, produto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e segurança energética entram no centro das negociações

Vieira explicou que a busca por novos fornecedores ocorre em um momento de preocupação global com cadeias de abastecimento e segurança energética. Parte dos fertilizantes importados pelo Brasil passa pelo Estreito de Hormuz, região marcada por tensões no Oriente Médio.

O chanceler afirmou que o interesse de países asiáticos no petróleo brasileiro cresceu diante do receio de interrupções no fornecimento internacional de energia. Para ele, a crise reforçou a necessidade de evitar dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Além do setor energético, o Brasil também tenta ampliar cooperação em áreas como indústria automotiva, tecnologia e segurança alimentar, especialmente nas conversas com o Japão.

Mercosul avança em acordos internacionais

O ministro informou ainda que o Mercosul mantém negociações comerciais com diversos parceiros internacionais. Entre os países citados estão Canadá, Reino Unido, Vietnã, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Vieira, o bloco também concluiu recentemente acordos considerados estratégicos com Singapura, a EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e a União Europeia.

Embora evite classificar as negociações como tratados de livre comércio tradicionais, o chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer acordos preferenciais capazes de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Governo defende transição energética gradual

Questionado sobre a expansão das exportações de petróleo em meio ao discurso de transição energética, Vieira afirmou que o processo precisa ocorrer de forma gradual.

O ministro destacou que o Brasil possui forte produção de combustíveis fósseis, mas também tem experiência consolidada em biocombustíveis e combustíveis sustentáveis. Para ele, não existe contradição entre ampliar exportações de petróleo e investir em fontes renováveis.

Terras raras e negociações com os Estados Unidos

Durante a entrevista, Mauro Vieira também comentou o interesse internacional nas chamadas terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Segundo ele, diversos países demonstraram interesse em negociar com o Brasil, mas o governo pretende priorizar políticas que agreguem valor às matérias-primas dentro do território nacional.

Sobre as negociações tarifárias com os Estados Unidos, o chanceler afirmou que as conversas continuam em andamento e reforçou que o Brasil busca um acordo compatível com a importância da relação bilateral.

Reforma da ONU e da OMC segue como prioridade brasileira

Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas em organismos multilaterais, incluindo a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o ministro, tanto China quanto Rússia apoiam a entrada do Brasil como membro permanente de um Conselho de Segurança reformulado. Ele também avaliou que a OMC enfrenta um cenário de paralisação semelhante ao das Nações Unidas.

Próximas agendas internacionais

O chanceler informou que sua próxima missão oficial será na China, a convite do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Depois, ele seguirá para a França para participar de reuniões ligadas à Organização Mundial do Comércio durante a assembleia anual da OCDE.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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