Portos

Leilão do Porto do Itaqui prevê R$ 147 milhões em investimentos para ampliar terminal de fertilizantes

O Porto do Itaqui, localizado no Maranhão, poderá receber R$ 147,01 milhões em investimentos para ampliar a capacidade de movimentação e armazenagem de fertilizantes. O aporte está previsto no arrendamento do terminal IQI16, cuja área de aproximadamente 21,8 mil metros quadrados passará por requalificação para atender às operações com esse tipo de carga.

O edital da licitação foi publicado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e o leilão do terminal portuário está previsto para 9 de dezembro, às 14h.

Investimentos reforçam a logística de fertilizantes no Brasil

A ampliação da infraestrutura portuária é estratégica para o abastecimento do agronegócio brasileiro, que depende fortemente das importações de fertilizantes. O país ocupa a terceira posição entre os maiores consumidores mundiais desses insumos, com uma demanda anual estimada entre 40 milhões e 45 milhões de toneladas.

Desse total, aproximadamente 80% são provenientes do mercado internacional, o que aumenta a necessidade de estruturas portuárias preparadas para receber, armazenar e distribuir os produtos.

Segundo Alex Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, o investimento permitirá ampliar a capacidade logística em uma região com potencial de expansão nesse segmento.

“O principal ganho para a logística nacional é ampliar essa capacidade na região Nordeste do país, onde está o Porto do Itaqui. É onde a gente vê mais oportunidade de crescimento nesse tipo de carga, de fertilizantes, na região Norte e Nordeste”, afirmou.

Terminal IQI16 terá capacidade para armazenar 70 mil toneladas

O projeto prevê a modernização de uma área já existente no complexo portuário maranhense. Após a requalificação, o terminal IQI16 deverá contar com capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas de fertilizantes.

A estimativa é que a estrutura alcance uma capacidade dinâmica anual de 1,008 milhão de toneladas, ampliando o volume de cargas que poderá ser movimentado pelo porto.

A operação com fertilizantes já integra as atividades do Porto do Itaqui, que dispõe de outras áreas destinadas a esse mercado. De acordo com Alex Ávila, a implantação do novo terminal não altera a dinâmica logística atual, mas aumenta a capacidade de atendimento e cria mais uma opção para empresas que importam esses insumos pelo Maranhão.

“Eu vejo um ganho real em trazer mais fertilizante pelo Maranhão, aumentar a capacidade do porto e tornar o porto mais atrativo para o mercado”, ressaltou o secretário.

Ampliação pode gerar benefícios para a economia do Maranhão

Além de fortalecer a infraestrutura de transporte e distribuição de fertilizantes, o empreendimento poderá contribuir para a economia estadual.

A expectativa, conforme o secretário, é que a expansão das operações portuárias favoreça o crescimento da arrecadação tributária, das receitas relacionadas às atividades do porto e da renda dos trabalhadores que atuam no setor.

O investimento também busca ampliar a atratividade do complexo portuário para empresas que dependem da importação de insumos agrícolas, especialmente diante da relevância dos fertilizantes para a produtividade do campo.

Leilão terá contrato de 25 anos e critérios para preservar a concorrência

O contrato de arrendamento do terminal IQI16 terá prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação. A escolha da empresa vencedora será baseada no maior valor de outorga oferecido, correspondente ao pagamento pelo direito de exploração comercial da área.

O edital também estabelece regras para evitar a concentração de mercado no segmento de fertilizantes do Complexo Portuário do Itaqui.

Pelas condições previstas, grupos econômicos que ultrapassem 40% de participação no mercado após o arrendamento só poderão vencer a licitação se não houver outra proposta válida concorrente.

A sessão pública do leilão está marcada para 9 de dezembro, às 14h. Os interessados podem consultar o edital e os documentos relacionados à disputa no site oficial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Portos

Porto do Itaqui: ANTAQ publica edital para arrendamento de terminal de granéis minerais

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou, na terça-feira (13), o edital do Leilão nº 04/2026 para o arrendamento da área IQI16, localizada no Porto do Itaqui, em São Luís, no Maranhão. O terminal será destinado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos minerais, com potencial para reforçar a infraestrutura logística portuária.

O certame está marcado para 9 de dezembro de 2026, às 14h, na sede da B3, em São Paulo (SP). A iniciativa integra as ações voltadas à exploração de áreas portuárias e à ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Terminal no Porto do Itaqui terá capacidade para armazenar 70 mil toneladas

A área IQI16 possui 21.829,92 metros quadrados e capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas. A estimativa é de que o terminal possa movimentar até 1,008 milhão de toneladas por ano, considerando sua capacidade dinâmica anual.

A estrutura será voltada à operação de granéis sólidos minerais, categoria que inclui insumos utilizados em diferentes atividades econômicas, como os fertilizantes destinados à produção agrícola.

Com o arrendamento, a área passa a integrar o processo de exploração da infraestrutura do porto maranhense, que desempenha papel importante no transporte e na armazenagem de cargas.

Arrendamento fortalece a logística portuária do Maranhão

O Porto do Itaqui é um dos principais corredores logísticos para o escoamento de mercadorias no Maranhão e para o atendimento de cadeias produtivas das regiões Norte e Nordeste.

Nesse contexto, o terminal IQI16 tem importância para a movimentação de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, que exigem estruturas adequadas de recebimento, armazenagem e distribuição.

A exploração da área poderá contribuir para a integração entre o transporte aquaviário e as cadeias de abastecimento, ampliando a capacidade operacional da infraestrutura portuária e apoiando o fluxo de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Edital do leilão está disponível para consulta

O documento com as regras e as condições do arrendamento pode ser consultado no site oficial da ANTAQ. Os interessados devem verificar o edital para conhecer os requisitos de participação e os detalhes do Leilão nº 04/2026.

A sessão pública está prevista para dezembro de 2026, na B3, em São Paulo.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: ANTAQ

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Portos

Porto do Itaqui avança na construção do Berço 98, com conclusão prevista para 2026

As obras do Berço 98 do Porto do Itaqui, no Maranhão, entraram na etapa final da fundação. A evolução do projeto foi acompanhada durante uma visita do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ao complexo portuário.

A previsão é que a construção seja concluída em dezembro de 2026. Nesta fase, estão sendo instalados os dois últimos pilares de concreto que integram a estrutura do novo berço de atracação.

Nova estrutura terá 380 metros de extensão

O Berço 98 terá 380 metros de comprimento, 40 metros de largura e profundidade de até 18 metros. As dimensões foram projetadas para permitir a operação de grandes embarcações e ampliar a capacidade logística do Porto do Itaqui.

Com a entrada em operação da nova estrutura, a expectativa é elevar a capacidade de exportação em mais de 8 milhões de toneladas por ano. O aumento da movimentação também deve representar um crescimento estimado de aproximadamente 20% na receita anual do complexo portuário.

Berço contará com estrutura tecnológica e operacional

Além da área destinada à atracação de navios, o projeto contempla uma série de sistemas para dar suporte às operações portuárias.

Entre os equipamentos e instalações previstos estão trilhos para guindastes, sistema de combate a incêndio, redes de abastecimento de água e energia elétrica e dutos destinados ao bunker, utilizado no abastecimento de combustível das embarcações.

O projeto inclui ainda sistemas de drenagem de águas pluviais e tratamento de efluentes sanitários, além de banheiros, guarita, Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e circuito fechado de televisão (CFTV).

Investimento supera R$ 400 milhões

Segundo o ministro Tomé Franca, o empreendimento terá investimento superior a R$ 400 milhões, equivalente a cerca de US$ 77,51 milhões. Os recursos são próprios do complexo portuário.

“Estamos fiscalizando a construção de mais um berço no Porto do Itaqui, que vai ampliar a capacidade de movimentação do terminal em 8 milhões de toneladas. Esta obra, com custo superior a R$ 400 milhões (USD 77,51 milhões) e financiada com recursos próprios, consolida o Porto do Itaqui como fundamental para o escoamento da produção da região do Matopiba”, afirmou o ministro.

A ampliação reforça a importância do Itaqui para o escoamento da produção do Matopiba, região formada por áreas agrícolas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Obra amplia infraestrutura logística do Itaqui

Para Oquerlina Costa, presidenta da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a visita do ministro permitiu apresentar o andamento e a dimensão do projeto.

Segundo ela, a construção do Berço 98 representa uma etapa relevante para a modernização da infraestrutura do porto e para o fortalecimento da capacidade logística brasileira.

“Receber o ministro Tomé Franca é uma excelente oportunidade para demonstrar, na prática, a grandiosidade, a celeridade e a qualidade das obras que estamos realizando no porto. A construção do Berço 98 marca um marco para a nossa infraestrutura. Estamos materializando um projeto que não apenas moderniza o Itaqui, mas também garante ao Brasil uma plataforma logística ainda mais eficiente e preparada para o futuro”, destacou.

A conclusão do novo berço deverá ampliar a capacidade operacional do Porto do Itaqui e reforçar sua função estratégica no transporte e na exportação de cargas produzidas na região.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Investimento

CZPE aprova R$ 206 bilhões em investimentos para ZPEs do Ceará, Maranhão e Piauí

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) aprovou, nesta terça-feira (25), cinco novos projetos industriais e de serviços para as ZPEs de Pecém, no Ceará, Bacabeira, no Maranhão, e Parnaíba, no Piauí. Juntos, os empreendimentos representam R$ 206 bilhões em investimentos.

Os projetos estão concentrados em segmentos considerados estratégicos, como economia digital, energias renováveis e siderurgia verde. A expectativa é de que os empreendimentos acrescentem cerca de R$ 40 bilhões por ano em novas exportações a partir de 2029.

Datacenter concentra maior investimento

Na ZPE de Pecém (CE), o CZPE autorizou a implantação de um novo datacenter, vinculado à Voltalia Energia do Brasil. O empreendimento prevê investimentos de R$ 181,7 bilhões.

A fase de implantação deve gerar aproximadamente 2.300 empregos diretos, enquanto a operação permanente deverá contar com cerca de 400 postos de trabalho.

O projeto também contempla a ampliação da capacidade de geração de energia eólica e solar para atender à demanda do centro de processamento de dados.

Outra medida prevista é o uso de água de reuso no sistema de refrigeração dos equipamentos, buscando reduzir o consumo de recursos hídricos.

Maranhão recebe projetos de energia e siderurgia verde

Para a ZPE de Bacabeira (MA), foram aprovados três empreendimentos ligados à geração de energia renovável e à siderurgia sustentável.

A 4Wood Biotech pretende aplicar R$ 2,7 bilhões na instalação de uma biorrefinaria voltada ao processamento de biomassa de bambu. A unidade deverá produzir e exportar etanol de segunda geração, além de outros bioprodutos.

Outro projeto é da H2X, que prevê investimentos de R$ 2 bilhões para produzir e exportar hidrogênio verde incorporado a e-metanol.

Já a Hydeas planeja investir R$ 18,5 bilhões na produção de HBI Verde (ferro-esponja), utilizando fontes renováveis de energia.

Somados, os três empreendimentos projetam a criação de 10 mil empregos diretos durante a implantação e outros 550 postos na fase operacional.

Piauí terá produção de ferro-gusa verde

Na ZPE de Parnaíba (PI), o investimento aprovado é de R$ 1,1 bilhão, da empresa Hymetalx.

O projeto prevê a instalação de uma unidade para produção de ferro-gusa verde, utilizando hidrogênio verde obtido a partir de eletricidade gerada por fontes renováveis.

A expectativa é de geração de 605 empregos diretos ao longo das diferentes etapas do empreendimento.

Projetos ampliam presença do Brasil na transição energética

Em conjunto, os novos investimentos reforçam o papel das Zonas de Processamento de Exportações como instrumentos de atração de projetos industriais de maior conteúdo tecnológico e ambiental.

A expectativa é ampliar a agregação de valor dentro do país e fortalecer a participação brasileira em cadeias produtivas ligadas à transição energética e à descarbonização.

Os empreendimentos também devem contribuir para o aproveitamento de recursos disponíveis nas próprias regiões, recuperação de áreas degradadas, redução de emissões e criação de oportunidades de emprego, renda e integração produtiva.

Com a aprovação dos projetos, Ceará, Maranhão e Piauí ampliam a carteira de investimentos voltados a setores estratégicos da nova economia e ao mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Governo do Ceará

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Exportação

Exportação de farelo de soja ganha nova rota pelo Porto de Itaqui

O Brasil passa a contar com uma nova alternativa logística para impulsionar a exportação de farelo de soja. A operadora ferroviária VLI S.A. iniciará uma operação permanente de transporte do produto até o Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a dependência dos portos do Sul do país.

A iniciativa busca solucionar gargalos logísticos em um momento de crescimento da produção nacional de farelo, resultado do aumento do processamento da soja para atender à demanda da indústria de biodiesel.

Nova rota ferroviária amplia capacidade de exportação

Segundo a diretora comercial da VLI, Carolina Hernandez Tascon, a empresa passará a operar o transporte de farelo de soja durante todo o ano pela ferrovia que liga importantes regiões produtoras ao Porto de Itaqui.

Até então, os embarques eram realizados apenas de forma pontual. Com a mudança, a operação se tornará contínua, oferecendo uma alternativa aos terminais portuários tradicionalmente mais congestionados das regiões Sul e Sudeste.

A nova rota atende áreas estratégicas da produção agrícola brasileira, incluindo Mato Grosso — maior produtor de soja do país —, além de Tocantins, Piauí e Bahia.

Produção crescente aumenta pressão sobre a logística

O fortalecimento da infraestrutura ocorre em um cenário de expansão da produção de farelo de soja no Brasil. O aumento do esmagamento da soja, impulsionado pela demanda da cadeia de biodiesel, tem elevado a oferta do coproduto destinado principalmente à fabricação de ração animal.

Com maior volume disponível para exportação, cresce também a necessidade de ampliar a capacidade de transporte, armazenagem e movimentação da carga.

De acordo com Carolina Tascon, a redução dos custos logísticos será determinante para elevar a competitividade do produto brasileiro frente à Argentina, atualmente a maior exportadora mundial de farelo de soja.

Outro fator considerado estratégico é a localização dos portos da região Norte, que oferecem menor distância marítima até a Europa, reduzindo custos e tempo de viagem para esse importante mercado consumidor.

Estrutura de armazenagem ainda é um desafio

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos para ampliar os embarques de soja e milho pelos portos do Norte, o farelo de soja exige instalações específicas para armazenamento e movimentação, já que precisa permanecer segregado de outras cargas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) alertou recentemente que, durante os períodos de safra, a elevada movimentação de soja no primeiro semestre e de milho na segunda metade do ano limita a disponibilidade de espaços para armazenagem, tornando a logística ainda mais desafiadora.

Empresas investem em novos terminais

Além da iniciativa da VLI, outras companhias também ampliam investimentos para fortalecer a infraestrutura de exportação.

As empresas 3Tentos Agroindustrial e Caramuru Alimentos desenvolvem um novo terminal de embarque em Miritituba, no Pará. A expectativa é que a estrutura entre em operação no último trimestre de 2026, ampliando a capacidade logística da região.

No caso da VLI, os primeiros testes com cargas de farelo de soja começam ainda neste mês. A empresa prepara áreas exclusivas de armazenagem em terminais ferroviários ligados ao corredor Norte. Os terminais portuários TPSL e Tegram, localizados no Maranhão, também passarão a operar com armazenamento e movimentação do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck

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