Transporte

Guarda Costeira dos EUA apreende navio Grace suspeito de transportar combustível para Cuba

O Serviço de Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou a apreensão do navio de carga Grace, que havia sido denunciado por supostamente transportar combustível de forma ilegal com destino a Cuba.

A operação ocorreu no Mar do Caribe, onde agentes norte-americanos abordaram o cargueiro e posteriormente o escoltaram até Puerto Progreso, no México.

Navio foi levado para inspeção no México

Após chegar ao porto mexicano, o Grace foi submetido a uma inspeção realizada pela Marinha do México. Durante a fiscalização, as autoridades identificaram uma quantidade significativa de tanques destinados ao armazenamento de combustível.

Em comunicado, a Guarda Costeira dos Estados Unidos afirmou que a carga representava um risco potencial à segurança ambiental e marítima. Segundo o órgão, o navio também transportava diversos contêineres que levantaram suspeitas de conter combustível transportado ilegalmente.

A apreensão ocorreu no contexto de uma operação de fiscalização marítima envolvendo o transporte de combustíveis no Caribe.

Grace é o segundo cargueiro detido

O Grace é o segundo navio de carga detido pelas autoridades norte-americanas em circunstâncias semelhantes.

O caso anterior envolveu o cargueiro Jaira Provider, apreendido pela Marinha dos Estados Unidos alguns meses antes sob acusações relacionadas ao transporte de combustível.

A nova apreensão amplia as ações de fiscalização contra embarcações suspeitas de realizar transporte irregular de combustíveis na região.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

EUA apreendem petroleiro russo ligado à Venezuela após perseguição no Atlântico

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quarta-feira (7), a apreensão de dois petroleiros em operações separadas em águas internacionais do Atlântico Norte e do Caribe. Uma das embarcações, o petroleiro russo Marinera, anteriormente chamado de Bella 1, é apontada por autoridades americanas como ligada à Venezuela e vinha sendo monitorada há semanas antes da interceptação.

Operação no Atlântico Norte teve apoio internacional

De acordo com o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA, o navio M/V Bella 1 foi interceptado no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal norte-americano. A ação contou com o acompanhamento do USCGC Munro, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, além de suporte naval e aéreo do Reino Unido.

Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a embarcação chegou a receber escolta de navios e submarinos russos e obteve autorização para operar sob bandeira da Rússia em 24 de dezembro. Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico afirmou que o apoio à operação foi “fundamental” e destacou o “histórico nefasto” do navio.

Governo britânico cita evasão de sanções

Em nota oficial, o governo do Reino Unido afirmou que o petroleiro integra um eixo russo-iraniano de evasão de sanções, responsável por financiar conflitos e ampliar instabilidades internacionais. Segundo a declaração, esse tipo de operação contribui para o prolongamento de crises do Oriente Médio à Ucrânia.

Rússia contesta apreensão e cita direito marítimo

A Rússia reagiu à ação e acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional. O Ministério dos Transportes russo afirmou que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, garante a liberdade de navegação em alto-mar e proíbe o uso da força contra embarcações devidamente registradas sob jurisdição estrangeira.

“Frota fantasma” e ligação com a Venezuela

Segundo o governo norte-americano, os dois navios apreendidos faziam parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar sanções internacionais. As autoridades afirmam que ambas as embarcações haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que as ações foram conduzidas de forma “meticulosamente coordenada” pela Guarda Costeira. Ela relatou que o Bella 1 tentou escapar da fiscalização por semanas, chegando a trocar de bandeira e a pintar um novo nome no casco durante a perseguição.

Segundo navio foi interceptado no Caribe

A segunda embarcação, identificada como MC Sophia, foi abordada no Mar do Caribe. O navio navegava sob bandeira do Panamá e havia deixado águas venezuelanas no início de janeiro. De acordo com autoridades americanas, o petroleiro integrava um esquema de transporte de petróleo venezuelano para a China, operando em “modo escuro”, com o transponder desligado para dificultar o rastreamento.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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