Transporte

Estiagem na Amazônia reduz navegabilidade dos rios e eleva custo do transporte de cargas

A previsão de uma estiagem mais intensa na Amazônia, influenciada pelo El Niño, já começa a alterar a logística do transporte de mercadorias na região. Com a queda no nível dos rios, armadores passaram a cobrar sobretaxas para compensar os custos adicionais provocados pelas condições adversas de navegação.

Ao mesmo tempo, empresas responsáveis por rodovias e uma companhia aérea reforçam o monitoramento diante da possibilidade de eventos climáticos extremos, como tempestades, queimadas e inundações.

Armadores cobram sobretaxa para cargas com destino a Manaus

A MSC Brasil comunicou em agosto que passará a cobrar a chamada Low Water Surcharge, ou sobretaxa por baixo nível de água, nos embarques destinados a Manaus a partir de 5 de setembro.

A cobrança será de US$ 1.400 por contêiner seco, valor superior a R$ 7.200 na cotação considerada, e de US$ 1.900 por contêiner refrigerado, equivalente a cerca de R$ 9.900.

Segundo a empresa, a tarifa tem caráter excepcional e temporário e poderá ser revista ou retirada conforme a evolução da seca e as condições de calado do rio Amazonas.

Outra companhia do setor, a Ocean Network Express (ONE), também informou aos clientes que adotará uma sobretaxa de US$ 1.458, aproximadamente R$ 7.600, por contêiner, independentemente do tipo.

A cobrança valerá para importações de qualquer origem com destino a Manaus a partir de setembro. Para exportações partindo de Manaus, a taxa será aplicada a todos os destinos a partir de outubro.

A empresa afirmou que a expectativa de queda significativa dos níveis dos rios deverá prejudicar a navegabilidade e restringir o transporte marítimo, aumentando os custos necessários para manter as operações.

Cabotagem brasileira também pode ser afetada

O impacto não deve ficar restrito às rotas internacionais. Augusto César Rocha, coordenador da Comissão de Logística do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), avalia que o transporte de cargas entre portos brasileiros também poderá sofrer com cobranças adicionais.

Segundo ele, a cabotagem provavelmente terá de adotar sobretaxas, embora as empresas tenham maior capacidade de reagir próximo ao momento do problema devido à menor duração das viagens dentro do país.

Píer temporário será usado para enfrentar a seca

Para reduzir os efeitos da baixa dos rios, o Grupo Chibatão prepara novamente uma estrutura temporária de apoio à movimentação de cargas.

O píer, atualmente instalado em Manaus, deverá ser transferido para Itacoatiara (AM) entre setembro e outubro. A previsão é que comece a funcionar em novembro.

A estrutura permitirá o transbordo de cargas, transferindo mercadorias de navios para balsas. Por serem menores e mais leves, as embarcações conseguem operar em trechos com menor profundidade.

O equipamento possui 277,5 metros de comprimento e 24 metros de largura, com capacidade para realizar sete movimentos de guindaste por hora.

Johny Fidelis Ramos, diretor-executivo do Grupo Chibatão, estima que a operação representará um custo adicional de R$ 80 milhões, considerando despesas com funcionários, alimentação, hospedagem, combustível e transporte.

O mesmo píer foi utilizado em 2024, durante outro período de seca severa na Amazônia. Segundo Ramos, deslocar parte da estrutura para Itacoatiara reduz o risco financeiro de manter equipamentos parados caso os navios não consigam chegar ao terminal.

Calado do Canal do Panamá preocupa setor

A logística brasileira também poderá ser afetada pelas condições do Canal do Panamá. Leandro Carelli, sócio da consultoria Solve Shipping, afirma que a redução do calado permitido na hidrovia tende a limitar a quantidade de carga transportada pelos navios.

A autoridade do canal reduziu o limite máximo para as eclusas Neopanamax, utilizadas pelas maiores embarcações que atravessam a via. O calado, que em condições normais chegava a 50 pés (15,24 metros), passará para 47,5 pés (14,48 metros) a partir de 3 de setembro.

A medida pode atingir especialmente cargas provenientes da Ásia com destino à Zona Franca de Manaus e ao Nordeste brasileiro, já que parte significativa desse fluxo utiliza o Canal do Panamá.

Com menor calado autorizado, os navios podem precisar reduzir sua capacidade de carga para realizar a travessia com segurança.

Rodovias se preparam para eventos climáticos extremos

Enquanto a seca preocupa a navegação no Norte, concessionárias de rodovias intensificam o planejamento para enfrentar possíveis chuvas fortes, tempestades, queimadas e outros eventos climáticos extremos.

A Motiva, antiga CCR, identificou cerca de 5 mil medidas de mitigação que podem ser adotadas. A companhia está definindo quais ações terão prioridade e pretende apresentar o plano à diretoria executiva entre o fim de agosto e o início de setembro.

As intervenções podem envolver desde atividades preventivas mais simples, como limpeza das pistas, até obras de contenção de taludes e mudanças estruturais em pontes. Medidas de maior porte podem exigir participação do poder público e negociação de recursos.

Nos últimos anos, eventos climáticos severos já provocaram perdas expressivas para a empresa. As enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e as chuvas que atingiram a Rio-Santos (BR-101), em 2022, geraram prejuízos estimados em aproximadamente R$ 500 milhões.

A EcoRodovias, por sua vez, informou manter estudos de vulnerabilidade climática e planos de adaptação voltados à definição de investimentos e protocolos para situações extremas.

Entre as medidas previstas estão melhorias em sistemas de drenagem, adequações estruturais, estabilização de encostas e ações contra incêndios e temperaturas elevadas. A companhia também utiliza tecnologias de monitoramento para acompanhar os riscos.

Azul reforça monitoramento meteorológico

No setor aéreo, a Azul mantém uma equipe de meteorologistas no Centro de Controle Operacional para acompanhar as condições climáticas durante 24 horas.

A companhia afirma investir em ferramentas capazes de ampliar a identificação e o monitoramento de fenômenos meteorológicos que possam afetar os voos.

Entre as tecnologias avaliadas está o uso de dados de vibração registrados pelos tablets utilizados pelos pilotos. Essas informações podem ajudar a identificar antecipadamente regiões com maior possibilidade de turbulência e instabilidade atmosférica.

O cenário climático, portanto, coloca diferentes segmentos da infraestrutura brasileira em estado de atenção, com impactos que vão do transporte fluvial e marítimo à operação de rodovias e aeroportos.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Grupo Chibatão

Ler Mais
Exportação

Manaus debate novas oportunidades para exportações brasileiras na União Europeia

Manaus recebe, nesta sexta-feira (14), o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, encontro que reunirá representantes do governo, empresários e especialistas em comércio exterior para discutir alternativas de expansão das exportações brasileiras.

O evento ocorre em um cenário de busca por diversificação de mercados por parte das empresas nacionais, especialmente diante dos novos desafios enfrentados nas relações comerciais com os Estados Unidos. A programação terá como foco as oportunidades criadas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e os caminhos para transformar essas possibilidades em negócios.

Evento reúne autoridades e representantes do setor produtivo

A iniciativa é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela ApexBrasil e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estão o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. Também participam especialistas em comércio exterior, representantes institucionais, compradores internacionais e empresas brasileiras.

Amazonas tem 242 oportunidades de exportação

O mercado europeu aparece como uma alternativa estratégica para ampliar a presença internacional das empresas do Amazonas. Segundo levantamento da ApexBrasil, elaborado com base em dados do MDIC, foram identificadas 242 oportunidades de exportação do estado para países da União Europeia.

Em 2025, empresas amazonenses movimentaram US$ 199 milhões em exportações para o bloco europeu. No mesmo período, 112 empresas do estado mantiveram relações comerciais com o mercado da União Europeia.

Os dados reforçam o potencial de internacionalização das empresas amazonenses e a possibilidade de ampliar a participação regional no comércio internacional.

Negócios internacionais estão entre os destaques

A programação do Conexões Produtivas também prevê anúncios de negócios já encaminhados. Após a abertura do evento, serão anunciados e assinados contratos de compra resultantes das negociações realizadas durante o Exporta Mais Brasil, com participação de Lou Zijun, general manager da chinesa EcoFoods.

Outro momento será o painel “A demanda do mercado europeu: inovações e tendências no setor industrial e agrícola”. A discussão contará com Vincent Furlan, especialista do escritório da ApexBrasil em Bruxelas, e Lourdes Vignolo, representante da empresa holandesa NH Superfoods.

A proposta é apresentar a visão de compradores e especialistas sobre as demandas do mercado europeu, além de tendências e oportunidades para produtos brasileiros.

MDIC apresenta estratégias para transformar oportunidades em negócios

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, participará do encontro com a palestra “Do Acordo ao Mercado: Como Transformar Oportunidades em Negócios”.

Na sequência, Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, apresentará oportunidades e serviços voltados à indústria dentro das ações da Nova Indústria Brasil.

A programação também abordará o potencial da Amazônia Legal na geração de negócios a partir do Acordo Mercosul-União Europeia. O debate deverá reunir informações de inteligência de mercado e experiências de empresas brasileiras que já avançaram em seus processos de internacionalização.

Diversificação de mercados ganha espaço na agenda empresarial

O Conexões Produtivas acontece em um momento de maior atenção à abertura de novos mercados e à redução da dependência de destinos específicos.

A proposta do encontro é aproximar empresas brasileiras de oportunidades comerciais em diferentes países e apresentar ferramentas disponíveis para negócios que desejam ampliar sua atuação internacional.

Jornalistas interessados em acompanhar o evento podem realizar o credenciamento prévio.

FONTE: ApexBrasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: ApexBrasil

Ler Mais
Aeroportos

Região Norte registra recorde de passageiros em voos internacionais no primeiro semestre de 2026

A Região Norte alcançou um resultado histórico na aviação internacional durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, número 30,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É a primeira vez que a marca de 100 mil embarques internacionais é superada em um semestre, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Movimentação aérea atinge melhor desempenho em dez anos

Ao considerar os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da Região Norte movimentaram 2.773.145 passageiros no primeiro semestre deste ano. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da última década para a região.

Ligações internacionais impulsionam crescimento

O avanço da demanda por voos internacionais foi puxado principalmente pelas conexões com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, destinos que concentraram a maior parte dos embarques internacionais.

O cenário reforça a importância estratégica da Região Norte como porta de entrada e saída do Brasil para países da América do Sul e da América Central, fortalecendo a integração regional e o fluxo de passageiros.

Mercado doméstico mantém estabilidade

Nos voos domésticos, foram registrados 2.669.277 passageiros entre janeiro e junho, mantendo um volume praticamente estável em comparação ao primeiro semestre de 2025.

Já no mês de junho, a movimentação total dos aeroportos da região, somando voos nacionais e internacionais, chegou a 476.026 passageiros, resultado 5,6% inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Belém lidera ranking dos aeroportos mais movimentados

O aeroporto de Belém foi o mais movimentado da Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 passageiros embarcados. Na sequência aparecem Manaus, com 756.146 passageiros, e Palmas, com 179 mil.

Também figuram entre os principais terminais da região os aeroportos de Macapá (155.359 passageiros), Porto Velho (139.285), Santarém (116.657), Boa Vista (96.730), Rio Branco (89.979) e Marabá (86.183).

Os números evidenciam a relevância da malha aérea da Amazônia, que desempenha papel fundamental na conexão entre capitais e municípios do interior, além de ampliar a integração da região com mercados nacionais e internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Tecnologia

BYD investirá até R$ 500 milhões para ampliar produção de baterias no Brasil

A fabricante chinesa BYD confirmou um investimento de até R$ 500 milhões para expandir sua capacidade de produção de baterias de lítio no Brasil. O anúncio ocorre após o governo federal definir as diretrizes do primeiro leilão nacional voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor Econômico e reforça o interesse da empresa em ampliar sua atuação no mercado brasileiro de soluções energéticas.

Empresa avalia ampliar fábrica em Manaus ou construir nova unidade

De acordo com o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, a companhia ainda analisa qual será o destino do aporte. Entre as alternativas estão a expansão da fábrica já instalada em Manaus (AM) ou a construção de uma nova unidade industrial no país.

A definição deve ocorrer nos próximos três meses, após a conclusão dos estudos técnicos e estratégicos.

Segundo Baldy, a decisão sobre o investimento já está tomada, restando apenas a escolha do local mais adequado para receber a operação.

Atualmente, a BYD produz em Manaus baterias do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), utilizadas tanto em ônibus elétricos quanto em sistemas de armazenamento destinados a aplicações de backup energético.

Leilão de armazenamento foi decisivo para novo aporte

A expectativa em torno do primeiro leilão de armazenamento de energia do país foi um dos fatores que motivaram a decisão da companhia. O certame está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro e deverá impulsionar a instalação de novas fábricas e a nacionalização de componentes.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da empresa foi a exigência de conteúdo nacional nos projetos participantes, conforme critérios que ainda serão regulamentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a BYD, as regras finais poderão influenciar diretamente o volume de recursos destinados à ampliação da produção no Brasil.

O projeto será financiado com capital próprio e os recursos serão liberados após a definição da estratégia industrial da empresa.

Incentivos regionais podem influenciar escolha da localização

A escolha da futura unidade também dependerá dos incentivos previstos pelo governo para empreendimentos instalados em regiões consideradas estratégicas para o setor elétrico.

A proposta prevê benefícios para projetos localizados próximos a áreas indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Esses incentivos poderão representar vantagens competitivas nos leilões, funcionando como um mecanismo de redução dos valores ofertados pelos participantes.

Expansão deve gerar empregos e ampliar produção nacional

A expectativa inicial da montadora é criar ao menos 400 empregos diretos com o novo investimento.

A empresa já possui uma presença industrial consolidada no Brasil, com operações em Manaus, Campinas (SP) e Camaçari (BA), onde desenvolve projetos ligados à mobilidade elétrica, fabricação de veículos e produção de componentes.

Embora ainda não tenha detalhado quais itens serão fabricados localmente, a companhia afirma que pretende ampliar gradualmente o índice de nacionalização de sua cadeia produtiva, sempre que houver viabilidade econômica e industrial.

Mercado de baterias deve crescer além dos leilões

Para a BYD, o mercado brasileiro de armazenamento de energia tem potencial para crescer muito além das contratações públicas.

A empresa avalia que o avanço da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aliado ao interesse crescente de diferentes segmentos econômicos, tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Além das distribuidoras de energia, setores como agronegócio, mineração e indústria já demonstram interesse em soluções de armazenamento capazes de aumentar a eficiência operacional e a segurança no fornecimento de eletricidade.

BYD reforça estratégia de expansão no Brasil

O novo investimento integra um plano mais amplo de crescimento da BYD no país. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado sua presença industrial e tecnológica em diferentes frentes ligadas à transição energética e à mobilidade sustentável.

Em março, a companhia anunciou a instalação de seu primeiro centro de testes e desenvolvimento automotivo no Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

Com a ampliação da produção de baterias, a empresa busca fortalecer sua posição tanto no mercado de veículos elétricos quanto no segmento de infraestrutura energética, considerado estratégico para acompanhar o avanço das fontes renováveis e a modernização do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Stephane Mahe

Ler Mais
Transporte

Terminal Manaus Moderna receberá R$ 875 milhões em obras de modernização

O governo federal anunciou um investimento de R$ 875,9 milhões para a revitalização do Terminal Manaus Moderna, principal centro de transporte fluvial da capital amazonense. A iniciativa integra o Novo PAC e busca ampliar a capacidade operacional do terminal, considerado estratégico para a ligação entre Manaus e dezenas de municípios da região Norte.

As intervenções serão conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com previsão de conclusão até 2029.

Projeto vai ampliar capacidade de atendimento no transporte fluvial

A proposta prevê uma reestruturação completa do terminal para melhorar o embarque e desembarque de passageiros, além de otimizar a movimentação de cargas que abastecem cidades e comunidades ribeirinhas.

Com a modernização, a expectativa é que o terminal passe a atender aproximadamente 3,5 milhões de passageiros por ano, fortalecendo a integração logística com outros 61 municípios da Amazônia.

Na região amazônica, onde os rios são fundamentais para a mobilidade da população, o transporte hidroviário representa um dos principais meios de conexão entre localidades e centros urbanos.

Segundo Otto Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, os investimentos terão impacto direto na qualidade de vida da população que depende diariamente da navegação.

Nova estrutura terá foco em segurança, acessibilidade e eficiência

O projeto contempla a construção de novos cais flutuantes, pontes móveis, áreas destinadas ao embarque e desembarque, estacionamentos, estação de tratamento de esgoto, subestação de energia elétrica e sistemas voltados à acessibilidade e à segurança operacional.

Embora o foco principal seja o atendimento aos passageiros, o terminal continuará exercendo papel relevante no transporte de mercadorias que circulam pelos rios amazônicos.

De acordo com Eliezé Bulhões, diretor de Gestão Hidroviária do Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa foi planejada para oferecer mais conforto, organização e eficiência ao intenso fluxo diário de usuários e cargas que passam pelo local.

Modernização busca resolver limitações da estrutura atual

Especialistas apontam que a atual estrutura do Manaus Moderna já apresenta sinais de saturação em determinados períodos do ano, resultado do crescimento constante da demanda ao longo das últimas décadas.

Para João Alfredo, pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrante do Projeto Pé-de-Pincha, a modernização deverá contribuir significativamente para aumentar a segurança e a eficiência da navegação regional.

Ele destaca que mais de 80% do transporte realizado no Amazonas ocorre por vias fluviais, tornando os investimentos em infraestrutura essenciais para garantir deslocamentos mais seguros e eficientes.

Investimentos reforçam estratégia para a infraestrutura da Amazônia

A revitalização do Terminal Manaus Moderna faz parte de um conjunto de ações do governo federal voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia. A região continua dependendo fortemente da navegação para o transporte de passageiros, alimentos, insumos e demais mercadorias.

Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade logística, melhorar o atendimento aos usuários e fortalecer a integração entre municípios que têm nos rios sua principal via de acesso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá amplia operações com novos serviços marítimos para Europa e Manaus

O Porto Itapoá anunciou a ampliação de seu portfólio logístico com a inclusão de dois novos serviços marítimos, fortalecendo sua atuação tanto no mercado internacional quanto na cabotagem brasileira. As novas operações contemplam uma ligação direta com o Norte da Europa e uma rota expressa entre Santa Catarina e Manaus.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a expansão representa um avanço estratégico para aumentar a competitividade do porto e ampliar o acesso a importantes mercados globais.

Rota para o Norte da Europa amplia presença internacional

O principal destaque é a entrada do Porto Itapoá na rotação do serviço NEOSAMBA, operado pela Maersk, criando uma conexão direta entre o Sul do Brasil e os principais centros logísticos do Norte da Europa.

A nova linha marítima inclui escalas em portos estratégicos como Southampton, no Reino Unido; Rotterdam, na Holanda; Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha; além de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário também contempla paradas em países da América do Sul e em Tânger, no Marrocos.

Com a novidade, o terminal amplia sua participação nas rotas europeias. Atualmente, o porto já integra os serviços Bossa Nova/Sirius 1, operado por Maersk e CMA CGM, e WMED/MSE, conduzido por MSC e Hapag-Lloyd, ambos com conexão entre o Brasil e a Europa via Mediterrâneo.

União Europeia tem papel relevante na movimentação de cargas

A União Europeia segue como um dos principais parceiros comerciais do Porto Itapoá. Em 2025, aproximadamente 19% das importações movimentadas pelo terminal tiveram origem no bloco europeu, somando cerca de 285 mil TEUs.

Entre os produtos importados com maior participação estão alimentos e bebidas, produtos químicos e máquinas industriais. Nas exportações, a Europa respondeu por cerca de 12% da movimentação total, equivalente a aproximadamente 180 mil TEUs, com destaque para produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Novo serviço de cabotagem ligará Itapoá a Manaus

No mercado doméstico, o terminal passará a operar o serviço ALCT1, administrado pela Aliança Navegação e Logística, com início previsto para junho.

A nova rota expressa conectará Itapoá a Manaus em aproximadamente 13 dias de trânsito marítimo e contará com duas escalas semanais no porto catarinense. A operação será voltada ao transporte de cargas industriais, eletrônicos, bens de consumo e produtos refrigerados entre as regiões Sul e Norte do país.

Cabotagem cresce e fortalece posição do terminal

O Porto Itapoá já participa do serviço BRACO, operado pela Mercosul Line em parceria com a CMA CGM, que também realiza a ligação entre Manaus e diversos portos brasileiros.

Em 2025, o terminal registrou movimentação de aproximadamente 298 mil TEUs em cabotagem, resultado que representou crescimento de 32% na comparação com o ano anterior. O desempenho consolidou o porto como líder desse segmento entre os terminais da região Sul do Brasil.

Transporte marítimo ganha espaço na logística nacional

De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o transporte marítimo de cargas pode gerar economia de até 30% nos custos de frete em rotas estratégicas, graças aos ganhos de escala proporcionados pelas embarcações.

Uma única viagem pode transportar volume equivalente ao de 200 a 300 caminhões, reduzindo despesas operacionais relacionadas a combustível, manutenção e tripulação.

Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o país tem potencial para multiplicar o transporte de contêineres por cabotagem nos próximos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura portuária, logística integrada e eficiência operacional.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Logística

Brasil inaugura rota fluvial que conecta a Amazônia ao Oceano Pacífico

O governo brasileiro finalizou a rota fluvial que liga a Amazônia ao Oceano Pacífico, um marco histórico anunciado durante a COP30, em Belém (PA). A nova via integra hidrovias e rodovias em um corredor logístico que promete fortalecer a integração regional, a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável da região.

Conclusão estratégica durante a COP30

De acordo com informações da CNN Brasil, as obras foram concluídas em novembro após acordos com Peru, Equador e Colômbia. A etapa final consistiu na dragagem do Alto Solimões, o que assegurou a navegabilidade entre Manaus e os portos do Pacífico.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que a rota já está em operação, mesmo antes da inauguração oficial. “Mesmo ainda não inaugurada, ela já funciona — e de forma muito mais eficiente. É a rota mais sustentável, pois é toda fluvial, atravessando os rios Solimões, Madeira e Amazonas”, destacou.

Impulso à bioeconomia e à sustentabilidade

O governo vê a finalização do projeto como um passo decisivo para ampliar o escoamento de produtos da bioeconomia amazônica para países da América do Sul e da Ásia, utilizando os portos do Pacífico. “Para manter a floresta em pé, é preciso garantir meios de subsistência à população local. A rota fortalece cooperativas que produzem desde pescado, coco e açaí até borracha, tornando-as mais competitivas. Essa rota tem um único objetivo: encurtar caminhos”, disse Tebet.

Além de reduzir custos e emissões, o projeto deve impulsionar a exportação de produtos da Zona Franca de Manaus e facilitar importações. O governo aposta ainda no turismo ecológico e de baixo carbono, com embarcações movidas a energia limpa para transporte de passageiros e cargas.

Comércio cresce na fronteira amazônica

Os efeitos da nova rota já são perceptíveis. No primeiro semestre de 2025, as exportações de Tabatinga (na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru) registraram crescimento recorde, mesmo antes da conclusão total das obras, como a instalação de aduanas e a dragagem completa do Solimões.

“Em 2024, o fluxo comercial superou o registrado nos sete anos anteriores somados. Embora o volume ainda seja modesto, o avanço é expressivo. Essa rota traz potencial extraordinário para uma região historicamente empobrecida”, ressaltou Tebet.

Rota Amazônica fortalece integração e desenvolvimento

Conhecida como Rota Amazônica, a via é considerada a mais sustentável entre as cinco rotas do plano de integração sul-americana coordenado pelo Ministério do Planejamento. No Brasil, o trajeto é 100% hidroviário, partindo de Manaus, seguindo pelo Rio Solimões até Santo Antônio do Içá (AM) e dividindo-se em dois ramais.

O primeiro segue rumo à Colômbia, pelo Rio Putumayo até Puerto Asis, com acesso rodoviário ao Porto de Tumaco. O segundo chega a Iquitos, no Peru, e dali se divide em três alternativas: pelo Rio Napo até Francisco de Orellana (Equador), conectando-se ao Porto de Manta; pelo Rio Marañón até Yurimaguas, rumo ao Porto de Paita; e pelo Rio Ucayali até Pucallpa, com ligação ao Porto de Chancay.

Com essa infraestrutura, o Brasil assume posição estratégica na integração comercial e ambiental da América do Sul, reforçando o compromisso nacional com a preservação da Amazônia e o crescimento sustentável da região.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giorgio Venturieri/Embrapa

Ler Mais
Internacional

ONE adia recarga por baixo nível de água

A companhia japonesa de navegação Ocean Network Express (ONE) informou que decidiu adiar a aplicação do recargo por baixo nível de água (LWS) nos portos de Manaus e Porto Velho, no Brasil.

A medida, inicialmente prevista para setembro, entrará em vigor em 15 de outubro de 2025.

Segundo comunicado da empresa, a decisão se deve ao fato de que a diminuição do nível do rio Amazonas está acontecendo de forma mais lenta do que o previsto. Isso permitiu postergar a entrada em vigor da cobrança, que afetará as operações nessa região-chave para a logística fluvial.

O recargo temporário terá um custo de USD 975 por TEU e será aplicado em todas as rotas comerciais e serviços da companhia. A ONE informou que essa tarifa será mantida até novo aviso, dependendo das condições do rio.

A empresa, formada pela Nippon Yusen Kaisha (NYK), Mitsui O.S.K. Lines (MOL) e K Line, ressaltou que a medida busca garantir a continuidade de suas operações diante das variações sazonais que impactam a navegação no Amazonas.

Além disso, a ONE agradeceu aos clientes pelo apoio e destacou seu compromisso em continuar atendendo às necessidades de transporte global na região.

Fonte: Todo Logistica News

Ler Mais
Investimento, Negócios

Conselho da Suframa aprova investimentos de quase R$ 1 bilhão na Zona Franca de Manaus

Em sua 319ª Reunião Ordinária realizada nesta quinta-feira (22) por meio de videoconferência, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou o total de 38 projetos, sendo 11 de implantação, 26 de diversificação e um agropecuário, que representam um investimento total aproximado de quase R$ 1 bilhão, com faturamento estimado de R$ 8,5 bilhões e a criação de 918 postos de trabalho na região nos primeiros três anos de operação.

A reunião foi presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e contou com a participação do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, entre os demais conselheiros, representantes de órgãos governamentais e entidades de classe.

Projetos
Do total de 38 projetos, cinco propostas industriais foram aprovadas durante a reunião do Conselho, sendo três de implantação e duas de atualização ou diversificação. As iniciativas somam R$ 271 milhões em investimentos e a criação de 186 empregos.

Entre os destaques da pauta aprovada, está o projeto de implantação da Royal Enfield Brasil Comércio de Motocicletas Ltda, para produção de motocicletas entre 100 cilindradas e 450 cilindradas e acima de 450 cm³, com previsão de R$ 36,5 milhões em investimentos e 90 novos postos de trabalho, e o projeto de atualização da Procter & Gamble do Brasil Ltda para as linhas de produção de aparelhos de barbear e escovas dentais, com investimento de R$ 219,6 milhões e geração de 16 novos empregos.

Os demais 32 projetos industriais e de serviços, bem como o projeto agropecuário, foram aprovados pela Suframa com base na delegação de competência prevista no Artigo 11 da Resolução CAS nº 205/2 e comunicados durante a reunião. Esses projetos, somados, representam investimentos de R$ 648 milhões e estimativa de geração de 672 empregos.

Nas propostas industriais, destaque para o projeto de diversificação da Vivensis Indústria e Comércio Ltda para fabricação de placa de circuito impresso montada (exceto para uso em informática), prevendo 46 novos postos de trabalho e aportes de mais de R$ 170 milhões. Na agropecuária, foi aprovado o projeto da Agroeden Serviços de Agronomia para implantação de cultura de açaí, com previsão de R$ 53,5 milhões em investimentos e geração de 60 novos empregos.

Ar-condicionado
Durante a reunião, o secretário Serafim Corrêa comentou sobre o polo de ar-condicionado de Manaus, que representa o segundo maior centro de produção mundial. Ele ressaltou a necessidade de ajustes no Processo Produtivo Básico (PPB), que atualmente exige o uso de módulo compressor de fabricação nacional, sendo que há apenas um fornecedor no país. A manifestação teve apoio do presidente da Fieam, Antônio Silva, em nome das classes produtoras.

O secretário-executivo Márcio Elias Rosa reconheceu a relevância do tema e informou que a equipe técnica será acionada para analisar o assunto. “Hoje a Zona Franca de Manaus é um destaque na produção de ar-condicionado, graças ao bom funcionamento do ecossistema e da cadeia de suprimentos”, afirmou.

Avanços
Márcio Elias Rosa encerrou a reunião destacando os avanços da política industrial e o papel estratégico da Zona Franca de Manaus nesse processo. Ele ressaltou que o Brasil vive um momento de transição econômica importante, com foco na descarbonização, energias renováveis e bioeconomia, áreas nas quais a Amazônia será determinante.

Ele também apontou indicadores positivos da economia, como a menor taxa de desemprego da história, de 6,6%, recorde de trabalhadores com carteira assinada, além do maior poder de compra do salário mínimo desde 1940. “O desenvolvimento econômico que a Suframa impulsiona, junto com os parques industriais do País, tem sido essencial para essa transformação econômica e social”, afirmou.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Logística, Mercado Internacional, Negócios

Log-In anuncia ampliação da rota de Manaus e reforça estratégia de logística integrada durante a Intermodal South America 2025

A Log-In Logística Integrada apresenta, durante a Intermodal South America 2025, uma ampliação estratégica em sua malha de cabotagem. A empresa passa a operar um quarto navio dedicado à rota entre Manaus (AM) e os principais portos do Nordeste e Sudeste, elevando quase 30% sua capacidade na região Norte.

A mudança entra em vigor em maio e fortalece a atuação da companhia na cabotagem e na distribuição das cargas de importação da região, com impacto direto sobre a oferta, a previsibilidade e a eficiência das operações logísticas de seus clientes. Com o novo desenho operacional, a Log-In passará a oferecer três saídas semanais a partir de Manaus.

De acordo com o Diretor Comercial da Log-In Logística Integrada, Felipe Gurgel, o reforço da frota própria amplia a flexibilidade da malha e posiciona a companhia como fornecedora de soluções logísticas mais completas e conectadas. “A decisão de alocar um navio adicional à região Norte reflete nosso compromisso com a ampliação da cabotagem como alternativa viável e estratégica para o transporte de cargas no Brasil. Acreditamos no potencial da região e estamos investindo em regularidade, capacidade e integração”, afirma.

A nova configuração é resultado da evolução das condições operacionais nos principais portos do país, o que permitiu a realocação de ativos para rotas com maior potencial de crescimento, explica Gurgel. “O foco da Log-In está em garantir rotas mais eficientes, com redução de riscos, menor custo logístico e ganho de previsibilidade nas entregas, elementos fundamentais em setores que dependem de precisão e continuidade no fluxo de suprimentos”, comenta o executivo.

Além da ampliação de capacidade, a Log-In reforça ainda sua posição como operadora logística integrada. A companhia oferece soluções customizadas que combinam transporte marítimo, rodoviário, armazenagem e gestão da cadeia de suprimentos. Esse modelo permite que empresas adequem seus fluxos logísticos às necessidades específicas do negócio, com estratégias personalizadas e uso inteligente de recursos.

O estande da Log-In conta ainda com a participação da Tecmar Transporte & Logística, empresa pertencente ao Grupo e que é responsável pela torre de transporte rodoviário. A presença da Tecmar fortalece a atuação do Grupo como um operador de logística integrada, com foco nas operações de Rodocabotagem.

Insights sobre o setor e agenda ESG

Além dos destaques operacionais, a Log-In também participa da programação da Interlog Summit, que acontece durante a Intermodal. Andrea Simões, Diretora de Gente, Cultura e Transformação Digital da Informação da companhia, estará no painel “ESG Moldando Estratégias Corporativas: Práticas de Sucesso”, que ocorre na quinta-feira, dia 24, às 16h45. O debate reunirá executivos de empresas como AMBEV, Carrefour, ITL e Abralog.

Para Gurgel, a Intermodal segue como um ponto de partida importante para o planejamento do setor logístico. “É um momento de alinhamento entre os principais stakeholders da cadeia logística. Sendo assim, a feira nos permite discutir soluções conjuntas e antecipar movimentos de mercado para o segundo semestre, momento de grande aumento da demanda logística no país”, finaliza o executivo.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook