Portos

Porto de São Francisco do Sul registra novo recorde de movimentação de cargas em 2025

O Porto de São Francisco do Sul alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, um novo recorde de movimentação de cargas em 2025. Ao longo do ano, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas, o maior volume já registrado em seus 70 anos de operação. O desempenho consolida o porto como o principal de Santa Catarina nas operações de exportação, importação e cabotagem.

Nos últimos três anos, o crescimento acumulado da movimentação chegou a 39%. Em 2022, o porto havia registrado 12,6 milhões de toneladas. Em 2023, o volume subiu para 16,8 milhões e, em 2024, alcançou 17 milhões de toneladas.

Exportações puxam resultados e grãos lideram operações

Do total movimentado em 2025, as exportações representaram 55%, somando 9,6 milhões de toneladas. Os grãos foram os principais responsáveis por esse desempenho, com destaque para a soja, que respondeu por 6,2 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,9 milhões.

As importações e cargas de entrada totalizaram 7,9 milhões de toneladas, o equivalente a 45% da movimentação anual. Nesse volume estão incluídos os produtos siderúrgicos transportados por cabotagem pela empresa Tesc, que opera em área arrendada dentro do porto público, além do aço importado, que juntos somaram 4,3 milhões de toneladas. Os fertilizantes também tiveram participação relevante, com 3,1 milhões de toneladas movimentadas no período.

Investimentos estruturantes impulsionam competitividade

O governador Jorginho Mello destacou que os resultados refletem a crescente demanda internacional pelos produtos catarinenses e os investimentos realizados na infraestrutura portuária. Segundo ele, desde 2023 o Porto de São Francisco do Sul se consolidou como o maior do estado e deve ampliar ainda mais sua capacidade com obras estratégicas, como a retirada de uma formação rochosa que limitava a atracação de navios maiores há décadas e a dragagem do canal de acesso, que beneficia tanto o porto público quanto os terminais privados da região.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, reforça que o crescimento consistente é fruto de planejamento e investimentos estruturantes, com foco na manutenção e modernização contínua da infraestrutura.

Modernização da infraestrutura terrestre e aquaviária

De acordo com o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o planejamento adotado desde 2023 priorizou melhorias na infraestrutura terrestre, como a instalação de novas balanças, reforço na segurança e investimentos em tecnologia da informação, além de ações na infraestrutura aquaviária, com dragagens de manutenção e aprofundamento do canal. Também foram realizadas reformas em equipamentos de movimentação de cargas.

Segundo Vieira, o trabalho integrado com operadores portuários e trabalhadores avulsos foi decisivo para garantir maior competitividade logística ao terminal, resultando no expressivo crescimento registrado nos últimos três anos.

Destaques nacionais do Porto de São Francisco do Sul

O Porto de São Francisco do Sul é atualmente o maior de Santa Catarina em movimentação de cargas, está entre os dez maiores portos públicos do Brasil em carga geral e figura entre os três portos públicos do país com certificações ISO 9001 e ISO 14001. Em 2024 e 2025, recebeu quatro prêmios do Ministério dos Portos pelo aumento da movimentação e pelos indicadores de gestão. O terminal é responsável por cerca de 50% do aço importado pelo Brasil e por aproximadamente 80% da soja exportada por Santa Catarina.

FONTE: Porto São Francisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco

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Portos

Dragagem do rio Itajaí-Açu: edital deve ser lançado nesta semana, afirma Porto de Itajaí

Com cerca de um mês restante para o encerramento do contrato emergencial de dragagem, a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não publicou o novo edital de licitação nem oficializou a prorrogação do acordo com a empresa holandesa Van Oord, responsável pela manutenção do calado do canal do rio Itajaí-Açu.

O cenário gera atenção no setor portuário, já que a dragagem é essencial para garantir a segurança da navegação e a movimentação de cargas no complexo portuário.

Viagem a Brasília busca destravar licitação

Diante do prazo reduzido, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, informou que estará em Brasília nesta quarta-feira para tratar da dragagem e de outras demandas estratégicas. Segundo ele, a expectativa é que o edital de concorrência seja lançado até sexta-feira.

De acordo com o superintendente, a demora está relacionada à condução do processo pela Autoridade Portuária de Santos, que não teria iniciado a licitação mesmo após diversas solicitações formais desde julho do ano passado. Ele destacou que a Codeba (Companhia Docas do Estado da Bahia) assumiu recentemente a responsabilidade e já concluiu a preparação do edital.

Planos alternativos para evitar paralisação

Apesar do atraso, o Porto de Itajaí trabalha com cenários alternativos para garantir a continuidade do serviço.
“A licitação é o plano A, a prorrogação contratual é o plano B e a contratação emergencial é o plano C. Em qualquer situação, não haverá interrupção da dragagem de manutenção do canal”, afirmou João Paulo.

A agenda em Brasília também inclui a análise da viabilidade jurídica para estender o contrato atual ou realizar uma nova contratação emergencial, caso a licitação não avance dentro do prazo necessário.

Serviço custa R$ 4 milhões por mês

O contrato vigente prevê um custo mensal de aproximadamente R$ 4 milhões para a execução da dragagem. Para manter a operacionalidade do porto, são exigidas profundidades mínimas de:

  • 14 metros no canal externo
  • 13,5 metros no canal interno
  • 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação do Porto de Itajaí e da Portonave

Esses parâmetros são fundamentais para o acesso de navios de grande porte.

Equipamentos garantem a manutenção do canal

Atualmente, a dragagem é realizada principalmente pela draga Njord, que utiliza a técnica de injeção por jato de água, aproveitando a correnteza para transportar os sedimentos até o mar. Em operações específicas, também é empregada a draga Utrecht, capaz de remover e transportar até 18 mil metros cúbicos de material dragado por campanha.

Histórico de atrasos no processo licitatório

No início do ano passado, a Van Oord retomou as operações após o governo federal quitar uma dívida de R$ 48 milhões da autoridade portuária municipal. Na ocasião, o contrato emergencial foi prorrogado por mais um ano, com a previsão de que a licitação definitiva da dragagem fosse lançada em dezembro.

Posteriormente, o prazo foi adiado para fevereiro deste ano, sem confirmação oficial se será mantido. O novo modelo de contratação prevê um contrato com validade de até 25 anos, separado do edital de arrendamento definitivo do porto.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Movimentação de cargas nos portos brasileiros atinge recorde e cresce quase 5% em 2025

A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou um novo recorde e registrou crescimento de 4,97% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. No acumulado de 11 meses, foram movimentadas 1,28 bilhão de toneladas, conforme estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Mantido o ritmo observado ao longo do ano, a estimativa é que o volume total tenha superado 1,34 bilhão de toneladas ao final de 2025, considerando operações de exportação e importação.

Investimentos impulsionam recordes consecutivos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete os avanços estruturais do setor. Segundo ele, o país vem registrando recordes sucessivos na movimentação portuária nos últimos três anos, resultado direto da modernização da infraestrutura e do aumento dos investimentos públicos e privados.

“Vamos para mais um ciclo de ampliação da capacidade operacional e de ganhos de eficiência nos portos brasileiros”, afirmou o ministro.

Regulação fortalece o setor aquaviário

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário diante de cenários econômicos e geopolíticos adversos. Ele destacou ainda o papel da regulação eficiente na atração de investimentos e no estímulo ao desenvolvimento do segmento.

“Quando o setor vai bem, isso indica que a agência está cumprindo adequadamente sua função reguladora”, ressaltou.

Novembro registra alta acima da média

Analisando apenas o mês de novembro de 2025, a movimentação nos portos brasileiros apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 14,5%, com um total de 118,2 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, o avanço foi de 17%, somando 42,1 milhões de toneladas. O principal destaque foi o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 44,3%.

Já os portos autorizados alcançaram 76,1 milhões de toneladas, com alta de 13,1%. O maior aumento percentual ocorreu no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com crescimento de 55,7% e movimentação de 6,3 milhões de toneladas.

Navegação e contêineres também avançam

Segundo o levantamento, a navegação de longo curso cresceu 13%, atingindo 85,7 milhões de toneladas. A cabotagem avançou 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas, enquanto a navegação interior apresentou a maior variação, com alta de 59,28%, totalizando 6,2 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho positivo, com crescimento de 7,18% em novembro e volume de 13,8 milhões de toneladas. Entre as mercadorias, os principais destaques foram trigo, soja e milho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

TCP coloca em operação novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, iniciou a operação de um novo scanner para inspeção de cargas, reforçando os controles de segurança e eficiência logística no porto. O equipamento, modelo Spectrum Cargo 6.0 MeV, da VMI Security, foi instalado na via central do pátio operacional, em frente ao Gate, para otimizar o fluxo de veículos.

Segundo a empresa, a escolha do modelo levou em conta critérios técnicos como maior potência, estabilidade e capacidade de penetração nas cargas, fatores que contribuem para análises mais rápidas e precisas por parte dos órgãos de fiscalização.

Investimento fortalece controle de cargas importadas e exportadas

O novo scanner integra um investimento de R$ 14,3 milhões e ocupa papel estratégico na estrutura de segurança portuária da TCP. Todos os contêineres de importação e exportação que passam pelo terminal são obrigatoriamente submetidos à inspeção por scanners, com o objetivo de identificar ilícitos ou contaminações de carga.

Com a nova aquisição, o terminal passa a contar com três scanners operacionais em seu pátio, ampliando a capacidade de fiscalização sem comprometer a fluidez das operações.

Gate modernizado integra tecnologia de monitoramento

A operação do scanner está integrada ao novo Gate do terminal, que passou por um processo de modernização e automação entre 2023 e 2024. Atualmente, todos os caminhões e contêineres que acessam a TCP transitam por essa estrutura, equipada com sistemas avançados de monitoramento e câmeras com reconhecimento óptico de caracteres (OCR).

Essas tecnologias permitem a captura completa de imagens dos veículos e das cargas, elevando os níveis de agilidade, controle e segurança operacional.

Tecnologia de ponta apoia órgãos de fiscalização

De acordo com a TCP, o novo scanner é essencial para garantir uma fiscalização mais eficaz. A empresa destaca que o investimento reforça o apoio às autoridades na prevenção e no combate a atividades ilícitas, além de assegurar a integridade das mercadorias movimentadas no terminal.

Terminal segue padrões internacionais de segurança portuária

Em novembro, a TCP recebeu da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) a Declaração de Cumprimento (DC) nº 27/2025, certificação válida até 2030. O documento reconhece a adoção dos padrões previstos no Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code).

Para obter a certificação, o terminal apresentou o Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e o Plano de Segurança Portuária (PSP), que avaliam itens como controle de acesso, monitoramento, proteção perimetral, segurança da carga, cibersegurança e procedimentos de emergência.

Estrutura robusta de vigilância e inspeção

Atualmente, a TCP opera com uma estrutura composta por mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, drones de vigilância, sistemas de alarme contra invasões e três scanners de inspeção, pelos quais passam todas as cargas embarcadas e desembarcadas no terminal.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Leilão da ANTAQ atualiza cronograma e confirma projetos do primeiro bloco portuário de 2026

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) a atualização do cronograma e dos procedimentos do leilão da ANTAQ previsto para 26 de fevereiro de 2026. A sessão ocorrerá na B3, em São Paulo (SP), e integra o primeiro bloco de leilões portuários do próximo ano.

Editais inéditos e republicação confirmada

De acordo com o aviso oficial, a ANTAQ lançou dois editais inéditos de arrendamento portuário. O primeiro é o NAT01, voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais no Porto Organizado de Natal (RN). O segundo é o MCP01, destinado a um terminal para granéis sólidos vegetais no Porto de Santana, no Amapá (AP).

Além disso, houve a republicação do edital do POA26, um arrendamento simplificado no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), com foco na movimentação e armazenagem de granel sólido pelo prazo de 10 anos.

Os critérios de participação, exigências técnicas e demais condições estão detalhados no Edital do Leilão, disponível no site oficial da Agência e também na sede da ANTAQ, em Brasília.

Novo edital deve completar o bloco de leilões

A expectativa da Agência é que, nos próximos dias, seja publicado o edital do quarto projeto que completará o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. Trata-se do terminal de passageiros do Porto do Recife (TMP-Recife), em Pernambuco (PE).

Investimentos somam R$ 229 milhões

Ao todo, os quatro projetos do bloco preveem investimentos de R$ 229 milhões. Os terminais estão localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), atendendo à movimentação de cereais, granéis minerais, granéis vegetais e passageiros.

O conjunto de projetos já foi encaminhado pela Secretaria Nacional de Portos à ANTAQ, com detalhamento técnico e econômico.

Segundo o diretor-geral da Agência, Frederico Dias, o bloco reflete uma estratégia de longo prazo para o setor. Ele destaca que a regulação portuária busca garantir segurança jurídica, atrair investimentos e ampliar a capacidade logística nacional, promovendo integração regional e desenvolvimento econômico.

TMP Recife aposta no turismo de cruzeiros

O TMP Recife prevê R$ 2,3 milhões em investimentos e concessão de 25 anos. O terminal deve integrar um circuito de cruzeiros no Nordeste, ao lado de portos como Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), fortalecendo o turismo marítimo na região.

MCP01 amplia escoamento no Norte do país

Localizado no Porto de Santana, o MCP01 tem papel estratégico para o Amapá e para a região Norte, especialmente no escoamento de grãos e cavaco de madeira. O projeto prevê R$ 150,20 milhões em investimentos e concessão de 25 anos.

POA26 foca modernização no Sul

O POA26, no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), contará com R$ 21,13 milhões para movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos. O arrendamento integra o processo de modernização portuária no Sul do Brasil.

NAT01 reforça logística mineral no Nordeste

Já o NAT01, em Natal (RN), será voltado principalmente ao escoamento de granéis minerais, com destaque para o minério de ferro. O terminal prevê R$ 55,17 milhões em investimentos e concessão de 15 anos, reforçando a logística portuária nordestina.

Confira o Comunicado na íntegra.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Porto de Itapoá recebe novo guindaste de 70 metros e amplia capacidade de contêineres

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, recebeu na sexta-feira um novo guindaste portêiner de grande porte, com braço de 70 metros, destinado à movimentação de contêineres. O equipamento, desembarcado no terminal do Litoral Norte catarinense, será o oitavo portêiner em operação no complexo portuário.

O guindaste chegou totalmente montado e está em fase de instalação. A previsão é de que entre em funcionamento dentro de dois meses, após os testes operacionais.

Evolução da estrutura portuária

Quando iniciou suas atividades, em 2011, o Porto de Itapoá contava com quatro portêineres. Em 2016, o terminal incorporou mais dois equipamentos e, no ano passado, passou a operar com o sétimo guindaste. A chegada do novo portêiner reforça o processo contínuo de modernização da infraestrutura.

O equipamento também conta com sistema automatizado de leitura de contêineres, tecnologia que aumenta a precisão, a segurança e a eficiência logística nas operações de carga e descarga.

Novos guindastes ampliam eficiência no pátio

Além do portêiner instalado no cais, o Porto de Itapoá também recebeu parte dos novos guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), utilizados no manuseio de contêineres no pátio. Ao todo, o terminal contará com seis novos RTGs, que irão reforçar a capacidade operacional interna.

Operação com tecnologia semiautônoma

Os novos RTGs terão movimentação parcialmente autônoma, incorporando soluções tecnológicas voltadas à automação portuária. A iniciativa busca otimizar fluxos, reduzir tempos operacionais e ampliar a produtividade do porto, acompanhando as tendências internacionais do setor.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Evento

Seminário – Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

O Porto de Itajaí será palco de um seminário estratégico que marca a retomada das operações e aponta os próximos passos para o fortalecimento do setor portuário nacional. O evento reúne autoridades, gestores públicos e representantes do setor produtivo para debater os impactos da reabertura e as perspectivas de crescimento para o Brasil.

SEMINÁRIO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

Local: Auditório do Porto de Itajaí

8h30 | Café da manhã de boas-vindas

Recepção e credenciamento dos convidados

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9h | Abertura oficial e atos institucionais

ATO 1 — ENTREGA DE EQUIPAMENTOS À GUARDA PORTUÁRIA
Primeiro ato administrativo da relação institucional entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia

ATO 2 — ASSINATURA DO CONVÊNIO DE GESTÃO TRANSITÓRIA
Entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba
* Registro fotográfico oficial com autoridades e imprensa

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9h30 às 10h30 | Mesa de Debates

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

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João Paulo Tavares Bastos
Superintendente do Porto de Itajaí

  • Apresentação dos números positivos do Porto de Itajaí: faturamento, movimentação de cargas, folha de pagamento e despesas administrativas
  • Principais ações e projetos estratégicos para 2026

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Antonio Gobbo
Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba

  • Balanço da movimentação de cargas e contêineres dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus
  • Apresentação institucional da Autoridade Portuária da Bahia

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Ana Paula Lima
Deputada Federal – Representante da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados

  • Atualização do Projeto de Lei do Sistema Portuário Brasileiro
  • Impactos do novo marco legal na relação Porto/Cidade

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Alex Ávila
Secretário Nacional de Portos – Ministério de Portos e Aeroportos

  • Record de movimentação de cargas e contêineres nos portos da Região Sul
  • Principais projetos do Ministério de Portos e Aeroportos para o primeiro semestre de 2026

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Décio Lima
Presidente do Sebrae Nacional

  • A relação Porto e Cidade
  • Encadeamento produtivo das micro e pequenas empresas
  • Programas de inovação e exportação (PEIEX – Sebrae/Apex)
  • Programa Rotas da Inovação – case inédito do Porto de Itajaí

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11h | Encerramento

Para participar do seminário, se increva no link ao lado: https://forms.gle/vdQ2qAaSN6yqAgXS8

FONTE E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Moegão da Portos do Paraná atinge 80% de execução e avança para a fase de conclusão

Maior obra pública portuária em andamento no Brasil vai concentrar a descarga ferroviária e interligar 11 terminais no Porto de Paranaguá

As obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, de acordo com as medições técnicas realizadas na primeira quinzena de dezembro. O projeto vai centralizar a recepção de trens carregados com granéis vegetais sólidos nos portos paranaenses e fará a distribuição das cargas para 11 terminais que estarão interligados ao sistema.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do complexo, utilizando recursos próprios e de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Até o momento, foram concluídos 87% da parte civil (estrutura física), 85,24% da mecânica e 57,81% da parte elétrica. Conforme o cronograma, a conclusão está prevista para o começo de fevereiro de 2026.

As equipes também atuam na finalização da instalação dos sistemas de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI) e do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Entre as próximas ações estão a execução da automação do complexo, a realização dos testes de segurança em todos os sistemas e a construção da subestação de energia, que será dedicada ao Moegão.

“O Moegão vai revolucionar a logística ferroviária do Paraná e beneficiar a comunidade. É um financiamento que está sendo custeado 100% pela Portos do Paraná e temos certeza, que trará importantes resultados”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Quando entrar em operação, o projeto terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Atualmente, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. 

Com a conclusão da obra, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga com a movimentação de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

“Isso aqui vai ser fenomenal, o Moegão terá condições de movimentar por dia até 68 mil toneladas. É uma grande recepção de produtos. A Portos do Paraná está subindo a régua em termos de movimentação de granéis no modal ferroviário”, enfatizou Diego Weber Rafaeli, gerente de contratos da Tucumann, uma das quatro empresas de engenharia que executam o projeto. As outras três são a TMSA, Zortea e Engeluz.

Além da alta na produtividade, também existirão vantagens no trânsito local. As composições férreas não precisarão mais entrar nos armazéns para descarregar e as manobras deixarão de existir. O número de cruzamentos com interrupções nas vias de acesso à área portuária cairá de 16 para cinco.

Amplo planejamento de expansão 

O Moegão não é uma estrutura isolada. O projeto integra um conjunto de obras e investimentos que estão transformando o Porto de Paranaguá, referência mundial em eficiência operacional.
Em abril deste ano, a Portos do Paraná concluiu a regularização de todas as áreas arrendáveis, por meio de leilões, garantindo segurança jurídica às parcerias público-privadas e viabilizando investimentos expressivos para a modernização e ampliação da infraestrutura portuária. No total, nove leilões já resultaram em R$ 5,7 bilhões em investimentos e mais R$ 1,1 bilhão em outorgas.

Píer em “T”

Os leilões dos PARs 14, 15 e 25 garantirão a construção do Píer em “T”. Do total de R$ 2,2 bilhões que as arrendatárias investirão, R$ 1,2 bilhão será destinado à obra, que contará com quatro novos berços de atracação. Além disso, o Governo do Estado fará um aporte adicional de R$ 1 bilhão.

O novo píer contará com um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais até os porões dos navios em alta velocidade. O sistema atual movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja por hora; com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora.

As embarcações também serão maiores que as atuais, permitindo ampliar a movimentação de cargas, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade do Porto.

Canal de acesso

A recepção de navios maiores só será possível graças à concessão do canal de acesso, realizada em 22 de outubro, por meio de leilão na B3, em São Paulo. O consórcio vencedor deverá ampliar a profundidade do canal, possibilitando o aumento do calado — a distância entre o ponto mais profundo do navio e a superfície da água — dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos.
Atualmente, os navios carregam até 78 mil toneladas de grãos ou farelos. Com o novo calado, cada embarcação poderá sair do Paraná levando até 125 mil toneladas. “É um ganho expressivo na competitividade do Porto de Paranaguá”, destaca Garcia.


Com a concessão, o acesso marítimo ao Porto também contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System) — Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações —, que garante mais segurança à navegação, à vida humana e ao meio ambiente.


A instalação do VTMIS também trará ganhos importantes ao trabalho dos práticos, profissionais responsáveis por conduzir os navios desde a entrada do canal até a atracação, tornando o processo ainda mais ágil e seguro.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Buenos Aires elimina bonificação da taxa ZAP a partir de 2026

Porto de Buenos Aires, taxa ZAP, Zona de Apoio Portuário e Administração Geral de Portos (AGP) passam a ganhar novo destaque com a decisão oficial de encerrar o benefício que isentava o pagamento do encargo sobre contêineres cheios.

Fim da isenção da taxa ZAP no Porto de Buenos Aires

A Administração Geral de Portos (AGP), sob a gestão de Gastón Benvenuto, decidiu revogar, a partir de 1º de janeiro de 2026, a bonificação de 100% aplicada à taxa da Zona de Apoio Portuário (ZAP) para cada contêiner cheio que ingressa nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação regulatória voltada ao modelo operacional e ao financiamento dos serviços portuários.

Origem da taxa ZAP e evolução do sistema

A cobrança está vinculada ao Sistema de Controle de Tráfego Veicular Portuário (CTVP), implantado em 2012 com o objetivo de organizar o fluxo de caminhões, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências da concessão do Porto Novo.

Em 2017, a gestão operacional da área passou para a AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner de 20 ou 40 pés, cobrada das unidades que entrassem ou saíssem dos terminais concedidos. A arrecadação ficava a cargo das próprias operadoras portuárias.

Desde outubro de 2018, no entanto, o valor vinha sendo totalmente bonificado, o que na prática suspendeu a cobrança. Em 2023, a tarifa foi reajustada para US$ 14,50, mantendo-se ainda a isenção total para contêineres cheios, incluída no regime de Bonificações Permanentes.

Reorganização portuária e nova política de receitas

A decisão de eliminar a bonificação está alinhada às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades historicamente exercidas pelo Estado. Segundo o texto oficial, a sustentabilidade econômica das operações depende da geração de receitas próprias.

A medida também se insere no processo de reestruturação institucional do sistema portuário nacional. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu diretrizes para o novo projeto de infraestrutura portuária.

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. o direito de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação integral da área. Segundo a resolução, a retomada da cobrança da taxa é essencial para garantir a viabilidade econômica dessa exploração.

Nova regra entra em vigor em 2026

Com a mudança, a partir de janeiro de 2026, a taxa ZAP voltará a ser cobrada integralmente para contêineres cheios que ingressem nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires. A norma também prevê comunicação formal às empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., além dos setores internos da AGP e da Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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