Logística

Salalah se destaca como único porto de contêineres acessível com fechamento de Hormuz e Bab el-Mandeb

O fechamento do Estreito de Hormuz e a retomada dos ataques houthis no Bab el-Mandeb criaram uma situação inédita de duplo gargalo, isolando o Golfo Pérsico das rotas marítimas globais. Diante da retirada de navios da região e do cancelamento de seguros contra risco de guerra, um porto se mantém operacional: Salalah, em Omã, que ocupa uma posição estratégica única no oeste do Oceano Índico.

Localização estratégica e operação contínua

Localizado na costa do Mar Arábico, a cerca de 500 km a sudoeste de Hormuz e bem ao norte de Bab el-Mandeb, Salalah é o único hub de transbordo regional que não exige passagem por nenhum dos estreitos em risco. Historicamente, o porto já mostrou resiliência em situações de crise.

Quando ataques houthis interromperam o tráfego no Mar Vermelho no fim de 2023, o Índice de Conectividade de Transporte Marítimo Regular (LSCI) de Salalah caiu 42%, de 229 para 133, devido ao redirecionamento de serviços pelos armadores. No entanto, a recuperação foi rápida: no quarto trimestre de 2025, o LSCI alcançou 237, superando o nível pré-crise e consolidando Salalah como um nó estratégico fora de gargalos críticos.

Volume movimentado e eficiência operacional

O volume de contêineres acompanha essa recuperação. Após cair de 4,5 milhões de TEU em 2022 para 3,2 milhões em 2024, Salalah voltou a registrar 4,3 milhões de TEU em 2025, um crescimento anual de 34,4%. O Índice de Desempenho de Portos de Contêineres do Banco Mundial já posiciona Salalah como o quinto porto mais eficiente do mundo, com pontuação de 1,78, destacando sua capacidade operacional superior a concorrentes da região.

Pressão financeira e logística para o Golfo

O fechamento do Estreito de Hormuz elevou drasticamente as taxas de frete, enquanto a retirada da cobertura de seguro contra risco de guerra torna muitas rotas comerciais inviáveis. Normalmente, cerca de 20 milhões de TEU por ano passam pelo estreito, mas agora armadores precisam encontrar alternativas seguras.

Peter Sand, analista-chefe da Xeneta, observa que a crise está forçando uma revisão completa das redes de navegação no Oriente Médio. Embora Salalah não tenha sido citado nominalmente, sua posição geográfica torna inevitável sua escolha como porto alternativo estratégico.

Salalah como alternativa a Jebel Ali

Com Jebel Ali, principal hub regional, inacessível por trás do Estreito de Hormuz, Salalah se apresenta como a solução natural para armadores que dependem de transbordo no oeste do Oceano Índico. Portos indianos, como Mundra, não oferecem substituição direta, pois atendem ao consumo doméstico do subcontinente e não possuem redes alimentadoras voltadas ao Oriente Médio.

O outro porto de Omã, Sohar, movimenta menos de 1 milhão de TEU anuais, atende principalmente cargas industriais e breakbulk, e possui LSCI de apenas 195, muito abaixo dos 237 de Salalah. Para armadores que precisam de conectividade e capacidade de transbordo fora do Estreito, Salalah permanece como a única opção viável.

Capacidade de expansão e conectividade terrestre

Atualmente com 4,3 milhões de TEU, Salalah opera abaixo de sua capacidade máxima, e a DP World, operadora do terminal, já sinalizou possibilidade de expansão. Absorver mesmo parte dos 15,5 milhões de TEU de Jebel Ali exigiria rápida alocação de berços, equipamentos e redes alimentadoras, algo complexo de implementar rapidamente.

A infraestrutura de conexão terrestre de Salalah com os mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Golfo está disponível, reforçando a lógica comercial para concentração de operações enquanto Hormuz permanecer fechado.

Recuperação e confiança dos armadores

O histórico de Salalah mostra capacidade de rápida recuperação diante de interrupções causadas por gargalos. O LSCI, que caiu de 229 para 133 e voltou a 237, indica confiança dos armadores e consolida o porto como ponto central de contingência para o transporte marítimo no Golfo e Oriente Médio.

FONTE: Container Management
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Cabotagem no Porto de Natal: Codern e Fiern avaliam potencial logístico e oportunidades para o RN

As oportunidades da cabotagem no Porto de Natal estiveram no centro de uma reunião entre a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). O encontro teve como foco a análise do transporte marítimo de curta distância como alternativa estratégica para fortalecer a logística portuária e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.

O presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, recebeu o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, na sede da companhia. Durante a conversa, foram discutidos caminhos para ampliar o uso da cabotagem, considerando o potencial do Porto de Natal na integração da cadeia logística potiguar.

Cabotagem como alternativa para a logística do estado

De acordo com a Fiern, a federação acompanha há anos as iniciativas voltadas à valorização do transporte marítimo como solução viável para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da indústria local. A entidade destacou que tem atuado de forma contínua para evidenciar os benefícios da cabotagem como vetor de crescimento regional, em articulação com diferentes atores do setor.

Participação de lideranças das duas instituições

Roberto Serquiz esteve acompanhado do segundo diretor-secretário da Fiern, Etelvino Patrício, que atua diretamente na agenda de cabotagem no Rio Grande do Norte, além do primeiro diretor-tesoureiro da federação, Djalma Júnior, e da coordenadora executiva de Relações Institucionais e de Mercado, Ana Adalgisa Dias.

Pela Codern, também participaram da reunião o diretor técnico e comercial, Paulo Sidney, e o gerente de operações, Rodolfo Gois, que contribuíram com avaliações técnicas sobre a operação portuária e as possibilidades de expansão do modal marítimo.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Antaq avança no modelo de concessão da dragagem do Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou a realização de consulta pública e audiência pública sobre o projeto de concessão da dragagem do Porto de Santos. A iniciativa representa um avanço importante na gestão do canal de acesso do maior porto da América Latina, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Projeto prevê aprofundamento gradual do canal
Conforme a versão mais recente dos estudos técnicos, o plano estabelece a execução das obras de dragagem em duas etapas. Na primeira fase, o canal terá a profundidade ampliada para 16 metros. Posteriormente, está prevista a continuidade das intervenções para atingir 17 metros de profundidade, ampliando a capacidade operacional do porto.

Mais segurança e eficiência para a navegação
O modelo de concessão da dragagem tem como principal objetivo garantir níveis adequados de profundidade de forma permanente, aumentando a segurança da navegação e viabilizando a operação de navios de maior porte. A expectativa é de ganhos em previsibilidade, eficiência operacional e redução de riscos logísticos para armadores e operadores portuários.

Participação social antecede próximas etapas
Com a abertura da consulta pública, o projeto será submetido à análise e às contribuições da sociedade, de agentes do setor portuário e de outros interessados. As manifestações devem subsidiar os ajustes finais antes do avanço para as próximas fases do processo de concessão.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Internacional

China inaugura sistema de amarração de navios por vácuo e reduz tempo de atracação

A China deu um passo importante na modernização da infraestrutura portuária ao inaugurar o primeiro sistema de amarração de navios por vácuo do país. A novidade entrou em operação no Porto de Qingdao em 1º de janeiro de 2026 e permite que embarcações de grande porte sejam fixadas ao cais em cerca de 30 segundos, sem o uso de cabos ou necessidade de intervenção manual.

Antes da adoção da tecnologia, o processo de amarração era realizado por trabalhadores e levava entre 20 e 30 minutos, além de envolver riscos operacionais associados ao manuseio de cabos pesados.

Teste inicial com porta-contêineres de grande porte

A estreia do sistema ocorreu durante a atracação do porta-contêineres MSC Saudi Arabia, embarcação com 366 metros de comprimento. O modelo utiliza 13 unidades de sucção a vácuo instaladas ao longo do cais, capazes de exercer aproximadamente 2.600 quilonewtons de força.

Segundo a administração do porto, o mecanismo “atrai” o navio para o cais e mantém a embarcação estável mesmo em condições adversas, como ventos fortes e correntes marítimas.

Ganhos operacionais, segurança e redução de emissões

A gestão do Porto de Qingdao estima que o novo sistema possa gerar uma economia superior a 200 horas operacionais por ano em cada cais, possibilitando o aumento do número de escalas sem necessidade de ampliação da estrutura existente.

Além da eficiência logística, a amarração por vácuo traz avanços significativos em segurança no trabalho, ao retirar os profissionais da área de risco anteriormente ocupada por cabos tensionados. Outro benefício destacado é a redução de emissões, já que a rapidez na atracação permite o desligamento mais ágil dos motores auxiliares dos navios.

Veja o vídeo:

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM E VÍDEO: WeChat/Shandong-Port/Times Brasil/CNBC

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Comércio Internacional

Tempestades e neve paralisam operações de contêineres em portos europeus

Condições climáticas extremas, com tempestades intensas e fortes nevascas, vêm provocando interrupções nas operações de contêineres em portos da Europa. O mau tempo levou ao fechamento temporário de terminais e à redução da produtividade portuária, segundo informações divulgadas pelas companhias marítimas Maersk e Hapag-Lloyd.

Impactos se espalham pelo oeste e sudoeste da Europa

De acordo com a Maersk, os efeitos mais severos foram registrados no sudoeste e no oeste do continente, gerando reflexos nos fluxos logísticos com destino e origem no norte da Europa. Países como Portugal e Espanha enfrentaram alertas meteorológicos severos, enquanto a Itália decretou estado de emergência em regiões do sul após tempestades que causaram alagamentos na semana passada.

Terminais fechados e operações reduzidas

Em comunicado aos clientes, a Maersk informou que ainda não há previsão para a normalização dos serviços impactados. Segundo a empresa, as condições adversas obrigaram navios a buscar abrigo e levaram terminais a suspender atividades ou operar com capacidade limitada.

Os fechamentos atingiram portos ao longo da costa oeste da Espanha e de Marrocos, avançando pelo Golfo da Biscaia até o Reino Unido. A companhia alertou que, diante da imprevisibilidade do clima, atrasos e paralisações devem continuar afetando navios e terminais na região.

Hapag-Lloyd também relata prejuízos

A armadora alemã Hapag-Lloyd confirmou impactos relevantes nas operações. Em comunicado por e-mail, a empresa afirmou estar enfrentando reduções significativas de produtividade em razão das condições meteorológicas desfavoráveis.

Incidente com contêineres no Mediterrâneo

Na semana passada, a francesa CMA CGM informou que um de seus navios perdeu 58 contêineres no mar após enfrentar condições climáticas mais severas do que o previsto nas proximidades de Malta. A companhia acrescentou que outras unidades sofreram danos no convés, reforçando os riscos impostos pelo clima extremo ao transporte marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Obra de R$ 12 milhões remove obstáculo submerso em porto estratégico de Santa Catarina

Uma obra avaliada em R$ 12 milhões está em andamento no Porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, para eliminar um obstáculo submerso que limita a operação dos berços 101 e 102. A intervenção, iniciada em 2025, prevê a retirada de uma rocha submersa com volume equivalente a cinco contêineres, permitindo que o local atinja 14 metros de profundidade.

Atualmente, a presença da pedra obriga embarcações a realizarem manobras adicionais durante a atracação, o que eleva os custos logísticos e reduz a eficiência das operações portuárias.

Rocha está entre os principais berços do terminal

O obstáculo possui cerca de 370 metros cúbicos e está localizado a 10,5 metros de profundidade, entre dois dos berços mais utilizados do terminal. Os trabalhos são executados pela empresa Náutica Marítima Serviços, vencedora do processo licitatório.

Neste momento, a equipe concentra esforços na perfuração e fragmentação da rocha, etapa considerada uma das mais delicadas da obra. Ainda não há uma data definitiva para a conclusão dos serviços.

Derrocagem sem explosivos reduz impacto ambiental

A remoção da rocha está sendo feita por meio de derrocagem mecânica, sem o uso de explosivos. O método utiliza martelos de fundo, rompedores hidráulicos e, na etapa final, uma escavadeira hidráulica para retirar o material fragmentado.

Segundo a administração do porto, a técnica foi escolhida por minimizar impactos ambientais, além de garantir maior segurança operacional durante a execução dos trabalhos.

Obra foi dividida em duas etapas

A intervenção foi planejada em duas fases para evitar a paralisação prolongada das atividades portuárias. A primeira etapa ocorreu em janeiro de 2025 e durou aproximadamente um mês, período estrategicamente escolhido para não comprometer a operação dos navios graneleiros.

A segunda etapa teve início em dezembro de 2025, após o encerramento da safra de soja, permitindo a retomada dos trabalhos sem interferir no pico de movimentação do terminal.

Porto de São Francisco do Sul bate recordes

Considerado um porto estratégico para Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul é o maior do estado em volume de cargas. Em 2025, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas de mercadorias, o maior resultado em seus 70 anos de operação.

O crescimento foi de 39% nos últimos três anos: foram 12,6 milhões de toneladas em 2022, 16,8 milhões em 2023 e 17 milhões em 2024.

No mesmo ano, o porto também alcançou um recorde financeiro, com faturamento de R$ 189 milhões, alta de 8% em relação a 2024, quando registrou R$ 175 milhões.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de São Francisco do Sul/ND Mais

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Portos

Porto de Hamburgo avança na automação portuária com projeto de sistemas autônomos

O Porto de Hamburgo deu um passo estratégico rumo à automação portuária e à digitalização logística com o lançamento oficial do projeto de pesquisa iPORTUS. A iniciativa é liderada pela Autoridade Portuária de Hamburgo (HPA), em parceria com o Centro Fraunhofer de Logística e Serviços Marítimos (CML) e a Kongsberg Maritime Germany GmbH.

O projeto marca um avanço relevante na integração de tecnologias inovadoras às operações portuárias, com foco na modernização, eficiência e segurança dos processos.

Integração de embarcações semiautônomas nos portos

O principal objetivo do iPORTUS é viabilizar a integração segura de veículos de superfície autônomos (ASV) em ambientes portuários complexos. Essas embarcações são semiautônomas, possuem baixas emissões e operam com monitoramento remoto, o que contribui para operações mais sustentáveis e eficientes.

O projeto conta com cerca de 1,7 milhão de euros em financiamento, concedidos pelo Ministério Federal de Transporte da Alemanha (BMV), dentro do programa de incentivo IHATEC II, voltado ao desenvolvimento de tecnologias marítimas avançadas.

Foco em segurança, autonomia e ciberproteção

Entre os pilares do iPORTUS estão a segurança da navegação, a cibersegurança e o desenvolvimento de um alto nível de autonomia operacional. As soluções testadas serão integradas a um Centro de Operações Remoto (CRO), permitindo o controle e a supervisão das embarcações em tempo real.

Além do aspecto tecnológico, o projeto também busca criar bases regulatórias para processos de aprovação e avaliação econômica, abrindo caminho para a operação rotineira de embarcações autônomas nos portos alemães.

Base regulatória para o futuro dos portos

Segundo Benjamin Blanck, diretor de projetos do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da HPA, o iPORTUS representa um avanço estrutural para o setor. De acordo com ele, a iniciativa não apenas promove inovação tecnológica, como também estabelece fundamentos regulatórios essenciais para a adoção dessas soluções na Alemanha.

Apoio institucional e cooperação acadêmica

O projeto conta com o apoio de importantes instituições, como a Agência Federal Marítima e Hidrográfica da Alemanha (BSH), a Cidade Livre e Hanseática de Bremen, representada por Bremenports e Niedersachsen Ports, além da Universidade HafenCity de Hamburgo (HCU). A cooperação entre setor público, indústria e academia reforça o caráter estratégico da iniciativa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Maersk mantém operações limitadas na Venezuela após crise política e captura de Maduro

Atuação da Maersk na Venezuela passa a ser condicionada à segurança e às sanções internacionais
A Maersk informou que segue operando na Venezuela, porém de forma restrita e condicionada, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. A prisão ocorreu durante uma operação militar de grande escala em Caracas, que agravou o cenário de instabilidade no país.

Em comunicado, a companhia destacou que mantém atividades apenas onde há condições seguras e alinhadas às sanções internacionais e às normas regulatórias em vigor. Segundo a empresa, o monitoramento da situação é contínuo, com foco nas operações logísticas, na segurança e nas atualizações regulatórias.

Escritórios fechados e atendimento remoto ativo
A empresa de navegação informou que seus escritórios na Venezuela estão temporariamente fechados. Apesar disso, garantiu que suas equipes permanecem acessíveis por e-mail, telefone e canais digitais, como o LiveChat, assegurando o suporte aos clientes.

De acordo com a Maersk, as prioridades neste momento são a segurança dos colaboradores, a continuidade dos serviços e o cumprimento integral das normas internacionais. As operações seguem ativas enquanto as condições locais permitirem.

Monitoramento constante e comunicação com clientes
A companhia reforçou que, caso ocorram mudanças que impactem cargas ou serviços, os clientes serão informados imediatamente por meio dos canais oficiais da Maersk. O objetivo, segundo a empresa, é garantir previsibilidade e transparência em um ambiente de elevada incerteza.

Instabilidade política afeta logística e comércio exterior
O anúncio ocorre em um contexto de instabilidade política e econômica na Venezuela, intensificado após a captura de Maduro. A ação militar, que incluiu bombardeios estratégicos em Caracas, resultou em um vácuo de poder e abriu um período de transição ainda indefinido.

Paralelamente, sanções internacionais e o embargo ao petróleo seguem impactando diretamente o comércio exterior, a logística portuária e as cadeias de suprimentos que operam no país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Derrocagem no Porto de São Francisco do Sul é retomada para ampliar profundidade do berço

Os trabalhos de derrocagem de pedra submersa no Porto de São Francisco do Sul foram retomados nesta semana, marcando uma etapa decisiva para a melhoria da infraestrutura portuária. A intervenção ocorre próxima a um dos principais berços de atracação utilizados por navios graneleiros.

A obra é considerada uma das mais aguardadas pela comunidade portuária e está sendo executada de forma planejada, em duas fases, para reduzir impactos na operação do terminal.

Execução em etapas evita paralisações

A primeira etapa dos trabalhos foi realizada em janeiro e teve duração aproximada de um mês. A estratégia permitiu evitar a interrupção prolongada das operações no berço, especialmente durante o pico da safra de soja.

Com o encerramento do período de maior movimentação agrícola, a derrocagem foi retomada. O objetivo é remover um afloramento rochoso de 370 metros cúbicos, volume equivalente a cerca de cinco contêineres.

Mais profundidade e eficiência operacional

A rocha está localizada a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Após a remoção, a meta é alcançar 14 metros de profundidade no local, ampliando a capacidade operacional do porto.

Atualmente, as embarcações precisam realizar manobras adicionais durante o carregamento para evitar contato com a rocha, o que eleva o tempo de operação e gera custos extras que podem chegar a R$ 100 mil por atracação.

Com a nova profundidade, cada navio poderá embarcar até 1,5 mil toneladas adicionais de carga, aumentando a produtividade logística e reduzindo custos operacionais.

Técnica sem explosivos reduz impactos ambientais

A derrocagem submersa está sendo executada com métodos mecânicos de alta precisão, sem a utilização de explosivos, conforme exigência da licença ambiental do Ibama. Martelos de fundo e rompedores hidráulicos são utilizados para fragmentar a rocha, enquanto um guindaste realiza a retirada do material.

Essa metodologia garante maior segurança operacional e reduz significativamente os impactos ambientais, preservando o equilíbrio da área portuária.

Autoridades destacam ganhos para o Porto

Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, o planejamento foi fundamental para viabilizar a obra sem comprometer as operações. Ele destaca que a intervenção representa um avanço importante para a eficiência do terminal.

Já o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, ressalta que a derrocagem tem impacto direto no desenvolvimento portuário de Santa Catarina, ao fortalecer a eficiência, a segurança da navegação e a sustentabilidade ambiental das operações.

FONTE: Porto de São Francisco do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco do Sul

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Notícias

Furacão Melissa paralisa navegação comercial no Caribe e fecha o Porto de Kingston

O furacão mais poderoso de 2025 afeta diretamente o transporte marítimo.

O Furacão Melissa alcançou a categoria 5, tornando-se a tempestade mais intensa do mundo em 2025, com ventos sustentados de até 280 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A passagem do fenômeno pelo Caribe já provoca graves impactos na navegação comercial, com portos fechados, rotas alteradas e atrasos em cadeias logísticas globais.

Porto de Kingston fecha e operações são suspensas

Na Jamaica, o Porto de Kingston, um dos principais centros de transbordo de contêineres da região, foi fechado preventivamente diante da aproximação do furacão. A medida, necessária para garantir a segurança de trabalhadores e embarcações, interrompeu temporariamente as operações de carga e descarga.

Com o fechamento do porto, companhias marítimas enfrentam atrasos significativos na chegada e na partida de navios. Diversas embarcações cargueiras aguardam em alto-mar até que as condições climáticas permitam retomar a navegação. O impacto se estende às cadeias de suprimentos internacionais, afetando o fluxo de mercadorias entre a América Central, América do Norte e Europa.

Cruzeiros desviam rotas para fugir da tempestade

As companhias de cruzeiros Royal Caribbean e Carnival também anunciaram mudanças nos itinerários de suas embarcações. As novas rotas evitam a zona de risco que abrange a Jamaica, Cuba, Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos — áreas sob alerta de ventos extremos, chuvas torrenciais e marés de tempestade.

Segundo especialistas do setor, a alteração repentina de rotas causa prejuízos operacionais e logísticos, mas é essencial para preservar a segurança dos passageiros e tripulantes.

Riscos elevados para embarcações e tripulações

Com ventos que superam os 250 km/h, o Furacão Melissa representa uma ameaça severa à navegação marítima. As condições extremas aumentam o risco de acidentes, avarias e derramamento de cargas, além de dificultarem a comunicação e o controle das embarcações em alto-mar.

As autoridades de vários países caribenhos permanecem em alerta máximo, monitorando a trajetória do furacão, que deve atingir a Jamaica na manhã de terça-feira (28) e seguir em direção a Cuba. Evacuações em áreas costeiras já foram realizadas, enquanto os Estados Unidos preparam apoio humanitário para as regiões afetadas.

Expectativa é de desvio do furacão para o mar aberto

Após passar pelo Caribe, o Melissa poderá ser empurrado por uma frente fria em direção ao oceano Atlântico, o que deve poupar a costa leste dos EUA de impactos diretos. Mesmo assim, o rastro de destruição e os efeitos sobre o transporte marítimo internacional devem se prolongar por semanas.

Fonte: Com informações do Centro Nacional de Furacões (NHC) e agências internacionais.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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