Mulheres

Mulheres na logística brasileira: encontro debate liderança, inclusão e oportunidades no setor

A participação feminina em cargos de liderança e os desafios para o avanço da logística brasileira foram temas centrais do 2º Encontro Mulheres a Bordo, realizado nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF). Promovido pelo Grupo Tribuna, o evento reuniu lideranças femininas, especialistas e representantes dos setores público e privado para discutir o futuro da infraestrutura nacional e as oportunidades de crescimento para as mulheres no segmento.

Com foco em inovação, sustentabilidade, competitividade e comércio exterior, a programação incentivou a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas da cadeia logística. A iniciativa também buscou estimular propostas para tornar o transporte e a infraestrutura do país mais integrados, eficientes e preparados para atender às demandas do desenvolvimento econômico.

Presença feminina na logística ainda é um desafio

Apesar dos avanços na inclusão profissional, as mulheres ainda representam uma parcela reduzida da força de trabalho portuária no Brasil.

De acordo com a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, elaborada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a participação feminina correspondia a 17,8% dos trabalhadores portuários em 2024.

O cenário reforça a importância de iniciativas voltadas à ampliação das oportunidades, à valorização da diversidade e ao acesso das mulheres a funções técnicas e posições estratégicas.

Durante o encontro, os debates também abordaram questões estruturais para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira, como a integração entre os diferentes modais de transporte, a eficiência das operações logísticas e a relação entre investimentos, sustentabilidade e competitividade.

Governo amplia ações para promover equidade nos portos

A discussão sobre a presença feminina no setor está alinhada às iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para fortalecer a equidade de gênero no setor portuário.

Em dezembro de 2025, o Fórum dos Trabalhadores Portuários, coordenado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), aprovou a criação de um Grupo de Trabalho dedicado à pauta. A estrutura foi instalada em março de 2026, com a missão de identificar obstáculos à igualdade, monitorar indicadores e divulgar práticas que contribuam para ampliar a participação feminina nos portos brasileiros.

As ações também incluem medidas de prevenção ao assédio e de promoção de ambientes profissionais mais seguros.

Em 2024, o MPor e a Antaq, em parceria com a Wista Brazil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), lançaram o Guia de Enfrentamento ao Assédio no Setor Aquaviário.

O documento reúne orientações para combater situações de assédio e incentivar relações de trabalho baseadas no respeito e na segurança, tanto nas atividades portuárias quanto na navegação.

Secretário nacional de Portos recebe homenagem

Um dos momentos do 2º Encontro Mulheres a Bordo foi a homenagem concedida pelo Grupo Tribuna ao secretário nacional de Portos, Alex Ávila. O reconhecimento foi marcado pela entrega de uma capa exclusiva do jornal A Tribuna.

Ao agradecer a homenagem, Ávila destacou a contribuição das mulheres que ocupam posições de liderança na Secretaria Nacional de Portos. Segundo ele, a escolha das profissionais para os cargos está relacionada à competência e à atuação de cada uma.

O secretário também ressaltou que as mulheres ocupam três das cinco posições da alta gestão da SNP e atribuiu parte dos resultados da equipe ao trabalho desenvolvido por elas à frente de diferentes áreas da secretaria.

Ávila afirmou que receber o reconhecimento do Grupo Tribuna, especialmente de pessoas ligadas ao setor portuário, representava uma honra.

Infraestrutura e comércio exterior também entram em pauta

Além da promoção da liderança feminina, o encontro abriu espaço para discussões sobre os desafios e as perspectivas da infraestrutura e do comércio exterior no Brasil.

A aproximação entre representantes do poder público, empresas e entidades do setor foi um dos objetivos da iniciativa, que buscou estimular o diálogo e a construção de soluções para melhorar o desempenho da cadeia logística nacional.

Ao reunir profissionais de diferentes áreas, o evento reforçou a importância da diversidade, da qualificação e da cooperação institucional para ampliar a competitividade do país.

A expectativa é que iniciativas desse tipo contribuam para fortalecer a presença das mulheres na logística e no setor portuário, ao mesmo tempo que incentivem avanços em eficiência, inovação e sustentabilidade na infraestrutura brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Evento

Elas Lideram: evento debate liderança feminina e protagonismo das mulheres na indústria

A Academia FIESC de Negócios promove, no dia 11 de agosto, o evento Elas Lideram, iniciativa voltada ao fortalecimento da liderança feminina na indústria. A programação reunirá empresárias, executivas e especialistas para debater os desafios, as oportunidades e o impacto da presença das mulheres em cargos estratégicos no setor industrial.

Durante o encontro, serão abordados temas relacionados à competitividade, inovação, diversidade, formação de lideranças e à importância das conexões profissionais para o desenvolvimento de carreiras. O público também terá acesso a dados sobre a participação das mulheres na indústria de Santa Catarina.

Painel destaca experiências de lideranças nacionais

Um dos principais momentos da programação será o painel “Liderança Feminina que Transforma: Caminhos para uma Indústria Mais Competitiva, Inovadora e Diversa”.

O debate contará com a participação da empresária rural e pecuarista Teresa Cristina Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, e de Danusa Costa Lima, diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A mediação ficará a cargo de Maria Regina de Loyola Rodrigues Alves, representante de Santa Catarina no Programa Liderança Feminina na Indústria, e de Vanessa Wohlgemuth, gerente executiva de Desenvolvimento Industrial e Performance de Operações da FIESC.

Indicadores sobre a participação feminina serão apresentados

Na sequência, a economista Camila de Oliveira Moraes, do Observatório FIESC, ministrará a palestra “Protagonismo em Números: O Mapa da Mulher na Indústria Catarinense”.

A apresentação trará indicadores, estatísticas e tendências sobre a presença das mulheres na indústria catarinense, oferecendo um panorama atualizado da participação feminina no setor.

Conexões e networking encerram a programação

O encerramento será marcado pelo painel “A Arte da Conexão: O Poder das Relações que Impulsionam”, que discutirá como o networking e as relações profissionais contribuem para o crescimento da liderança feminina e dos negócios.

Participam da conversa Viviane Lunelli, presidente do Grupo Lunelli, e Maria Salete Meneses Pereira, empresária e diretora da Brilholac, compartilhando experiências sobre o papel das conexões na construção de trajetórias de sucesso.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Aeroportos

Mulheres ocupam 51% dos empregos no Aeroporto de Salvador e ampliam presença em cargos de liderança

O Aeroporto de Salvador, administrado pela Vinci Airports, registra um cenário expressivo de participação feminina em seu quadro de colaboradores. Atualmente, as mulheres representam 51% dos postos de trabalho no terminal da capital baiana e ocupam 36% dos cargos de liderança, reforçando o avanço da equidade de gênero no setor aeroportuário.

O dado ganha destaque especialmente no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em março, e evidencia o crescimento da presença feminina em áreas estratégicas da aviação civil brasileira.

Participação feminina cresce em áreas operacionais do aeroporto

Desde o início da concessão do terminal, o Salvador Bahia Airport mantém indicadores acima da média nacional em relação à presença feminina em funções de destaque.

Além da liderança, a participação das mulheres também vem aumentando em áreas historicamente associadas ao público masculino, como a operação aeroportuária e a Seção de Combate a Incêndios.

Na área operacional, por exemplo, 47% das vagas são ocupadas por mulheres, percentual que cresceu cerca de 10% nos últimos dois anos. O avanço reflete uma política corporativa voltada para ampliar oportunidades profissionais e reduzir barreiras de gênero dentro da estrutura aeroportuária.

Política de equidade salarial e reconhecimento internacional

A administradora Vinci Airports, considerada uma das principais operadoras globais de aeroportos, adota mecanismos de acompanhamento da equidade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Todos os anos, o aeroporto participa da avaliação global de equidade de gênero promovida pela empresa. Em 2025, o Aeroporto de Salvador alcançou 99 pontos em uma escala de 100, considerando critérios como:

  • igualdade salarial
  • oportunidades de promoção
  • políticas de apoio após licença-maternidade

Esses indicadores reforçam o compromisso institucional com ambientes de trabalho mais inclusivos e equilibrados.

Reconhecimento com o Selo Lilás e alinhamento à ONU

O Salvador Bahia Airport também recebeu o Selo Lilás, certificação concedida pelo Governo da Bahia a instituições que demonstram compromisso com a equidade de gênero e ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que busca promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas em todo o mundo.

Campanhas reforçam combate ao machismo e à violência contra a mulher

Além das políticas internas de inclusão, o aeroporto também promove campanhas de conscientização voltadas à comunidade aeroportuária e aos passageiros.

Durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a concessionária lançou a campanha “Gênero não é critério. Competência é.”, com foco na valorização profissional e no combate à discriminação dentro do ambiente corporativo.

A iniciativa busca reforçar o compromisso institucional com um espaço de trabalho seguro, inclusivo e livre de preconceitos.

Setor aeroportuário participa de campanhas nacionais

Em agosto do ano passado, o Aeroporto de Salvador integrou a campanha nacional “Assédio não Decola”, voltada ao combate ao assédio e à importunação sexual na aviação civil.

A mobilização foi coordenada pela ABR Aeroportos do Brasil, com a participação de 13 concessionárias responsáveis por 59 aeroportos federais concedidos no país. A proposta foi ampliar a conscientização entre passageiros e trabalhadores, incentivando ambientes mais respeitosos dentro do setor.

Aeroporto também promove campanha de combate à violência contra a mulher

Mais recentemente, em janeiro deste ano, o terminal lançou uma nova campanha de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil.

A ação utilizou o próprio ambiente aeroportuário como espaço de informação, divulgando materiais educativos e reforçando o papel da sociedade no combate ao machismo e à violência.

A campanha também destacou a Central de Atendimento à Mulher (180), canal nacional que orienta vítimas e incentiva a denúncia de casos de violência, ampliando o alcance da mensagem entre passageiros, colaboradores e parceiros do aeroporto.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Will Recarey – Salvador Bahia Airport

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Evento

Encontro das Divas destaca carreira, liderança feminina e controle emocional em Itajaí

O fortalecimento do protagonismo feminino no mercado de trabalho será o eixo central do Encontro das Divas, que acontece no dia 31 de março, a partir das 18h30, no Absolute Business & Hotel, no Centro de Itajaí.

A iniciativa integra a programação especial do mês em celebração ao Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta histórica das mulheres por igualdade de direitos, reconhecimento profissional e ampliação de oportunidades.

Desenvolvimento de carreira em pauta

A palestra principal será conduzida por Jaqueline Brenner, especialista em desenvolvimento de carreira e liderança, com mais de 35 anos de experiência na área de gestão de pessoas e desenvolvimento organizacional.

Com trajetória construída em posições executivas, Jaqueline atua atualmente como mentora de líderes e empresas, com foco em performance, posicionamento estratégico e fortalecimento de competências comportamentais — habilidades cada vez mais exigidas em ambientes corporativos dinâmicos e competitivos.

Mulheres no mercado: avanços e desafios

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam mais de 50% da população brasileira e já são maioria entre as pessoas com ensino superior completo.

Apesar disso, relatório da Grant Thornton aponta que as mulheres ocupam cerca de 38% dos cargos de liderança no Brasil. Em posições de alta gestão, como diretorias e cargos executivos (C-level), a presença feminina varia entre 20% e 25%, segundo levantamentos de mercado.

No cenário global, dados do Fórum Econômico Mundial indicam que a equidade de gênero no ambiente corporativo ainda avança em ritmo gradual, exigindo iniciativas que fortaleçam qualificação, confiança e preparo emocional.

É nesse contexto que o Encontro das Divas amplia o debate para além da técnica e da estratégia.

Abertura com Breathwork e foco na autorregulação emocional

Antes da palestra principal, o evento contará com a participação de Georgiana Dadam, fisioterapeuta há 26 anos e condutora de Breathwork, que conduzirá uma vivência prática de respiração consciente.

O Breathwork — técnica baseada na autorregulação do sistema nervoso — propõe o uso estratégico da respiração como ferramenta para gestão emocional. A prática busca equilibrar os estados internos, reduzindo ansiedade e estresse, além de favorecer foco, energia e clareza mental.

Segundo especialistas da área, o dia a dia corporativo é marcado por respostas automáticas ligadas ao sistema nervoso simpático, responsável por estados de alerta e reação. A respiração consciente atua como mecanismo de regulação, permitindo que a pessoa retome o controle das próprias emoções e responda de forma mais estratégica às pressões profissionais.

Espaço para posicionamento institucional

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “quando falamos sobre desenvolvimento de carreira, estamos falando sobre estratégia, preparo emocional e construção de autoridade. Queremos proporcionar uma noite em que cada mulher saia mais consciente do seu potencial e mais preparada para crescer.”

O Encontro das Divas deve reunir empreendedoras, executivas e profissionais de diferentes setores para uma noite de conteúdo, conexão e fortalecimento da liderança feminina, unindo estratégia de carreira e inteligência emocional em um mesmo ambiente.

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Gestão

Flávia Takafashi deixa diretoria da Antaq após cinco anos e marca trajetória histórica na agência

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Flávia Takafashi, deixará o cargo em 10 de fevereiro de 2026, após cinco anos de atuação. Servidora pública de carreira, ela entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a integrar a diretoria colegiada da agência reguladora — posto que, até o momento, segue sendo ocupado exclusivamente por ela.

Reconhecida como referência no setor portuário, Flávia avalia que, apesar dos avanços, a presença feminina em cargos de liderança ainda enfrenta barreiras estruturais tanto no setor público quanto no privado.

Representatividade feminina ainda é desafio

Durante o encontro Mulheres a Bordo, promovido pelo Grupo Tribuna nesta sexta-feira (5), Flávia destacou que a desigualdade de gênero ainda é visível nos espaços decisórios. “Muitas vezes, eu ainda sou a única mulher à mesa. Precisamos ocupar mais esses lugares”, afirmou, diante de cerca de 30 executivas do setor portuário.

Na ocasião, ela foi homenageada pelo Grupo Tribuna com uma placa em reconhecimento à sua contribuição institucional. Segundo o diretor comercial do grupo, Demetrio Amono, a homenagem simboliza o legado deixado por Flávia Takafashi à frente da Antaq.

Avanços e responsabilidade coletiva

Nomeada para a diretoria em 2021, Flávia relembra que a ausência de mulheres em posições estratégicas era ainda mais acentuada naquele período. Embora reconheça uma maior participação feminina em fóruns e debates, ela ressalta que o fortalecimento dessa presença exige esforço coletivo.

“Se antes a luta era por inclusão, hoje o desafio é garantir uma participação qualificada, consistente e forte”, pontuou.

Igualdade de gênero vai além do setor portuário

Segundo a diretora, o debate sobre a presença feminina no setor aquaviário reflete um contexto social mais amplo. Ela citou o aumento de casos de feminicídio como um alerta sobre a urgência de aprofundar as discussões sobre igualdade de gênero no país.

Mãe de dois meninos, Flávia destacou a importância da formação dentro de casa. “Não vou criar meninas fortes, mas homens fortes e respeitosos. Isso é tão desafiador quanto”, afirmou.

Sucessão ainda indefinida

Flávia disse não saber se outra mulher será indicada para ocupar uma cadeira na diretoria da Antaq, mas defendeu que essa representatividade seja mantida. Para ela, a presença feminina tem efeito multiplicador em setores historicamente dominados por homens.

“Esse é um espaço que já ocupamos e que precisa continuar sendo ocupado por mulheres”, reforçou.

Atuação no setor continuará

Ao se despedir da função, Flávia afirmou que seguirá atuando no setor portuário e marítimo. “Continuarei falando de porto, de navio e de Direito Marítimo. Estarei entre vocês”, disse, ao agradecer o apoio de colegas e entidades do setor.

Legado marcado por combate ao assédio

Entre as iniciativas de maior impacto de sua gestão, Flávia destacou o Guia de Enfrentamento ao Assédio, lançado em 2023. A ação teve reconhecimento internacional e rendeu à diretora um prêmio da Organização Marítima Internacional (IMO).

O material ampliou o debate sobre prevenção ao assédio e respeito à mulher não apenas no setor aquaviário, mas em outras áreas da infraestrutura, além de incentivar a produção de dados e estudos sobre o tema.

Próximos passos

Após deixar a diretoria, Flávia retornará ao seu cargo de origem como especialista em regulação de transportes aquaviários, mas não descarta novos caminhos. Segundo ela, já há convites dos setores público e privado, ainda em fase de avaliação.

“Até fevereiro sigo como diretora. Depois, vamos definir os próximos passos”, afirmou, mantendo discrição sobre as propostas recebidas.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sílvio Luiz/AT

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Negócios

CNI lança mapeamento sobre desafios das mulheres no comércio internacional na América Latina

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciou nesta quinta-feira (29) uma consulta empresarial voltada para identificar obstáculos que limitam a participação de mulheres no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. O projeto é conduzido pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e acontece durante a missão empresarial da CNI no Panamá, dando continuidade a um mapeamento semelhante realizado no B20 Brasil no ano passado.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras têm liderança feminina. Ampliar esse número é essencial para fortalecer competitividade e inovação na indústria”, afirma Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Parcerias estratégicas para identificar gargalos

A consulta será realizada em colaboração com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, e tem como objetivo identificar demandas de suporte, barreiras e oportunidades para orientar políticas públicas e investimentos voltados à liderança feminina no setor exportador.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária

O FNME é coordenado pela CNI e atua na promoção da diversidade de gênero, liderança feminina e empreendedorismo no setor industrial brasileiro. Composto por conselheiras de destaque, o fórum desenvolve políticas de igualdade, programas de capacitação e apoio para mulheres em cargos de gestão, reforçando a presença feminina na indústria.

Comitiva de destaque na missão empresarial

Além de Janete Vaz, integram a comitiva no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME: Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão empresarial no Panamá reforça protagonismo brasileiro

Entre os dias 27 e 30 de janeiro, a CNI lidera a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), reunindo mais de 100 empresários brasileiros. O objetivo é fortalecer a presença do setor produtivo brasileiro em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro/CNI

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Transporte

Elas Transformam: mulheres debatem desafios e avanços na infraestrutura de transportes

O Instituto Brasileiro de Infraestrutura Social (IBI Social) realizou, na quinta-feira (11), a mesa redonda Elas Transformam, dedicada a discutir a participação feminina na infraestrutura de transportes. O encontro celebrou os seis meses de atuação do instituto e reuniu lideranças para debater barreiras, oportunidades e caminhos para ampliar a presença das mulheres em todas as esferas do setor, da operação à liderança estratégica.

União feminina como motor de transformação

A presidente do IBI Social, Eliane Sammarco, abriu o evento destacando a rápida consolidação do instituto e a importância das conexões construídas entre as participantes. Segundo ela, o fortalecimento do setor passa pela colaboração entre mulheres, capaz de gerar impacto real e sustentável. A dirigente ressaltou que nenhuma transformação acontece de forma isolada e que a troca de experiências é essencial para superar desafios históricos da área.

Autonomia, representatividade e pressão política

A diretora de Relações Internacionais do Instituto Global SG, Paola Comim, compartilhou sua trajetória profissional e defendeu que mulheres não devem buscar validação externa para ocupar espaços de poder. Já Núria Bianco, diretora de Inteligência de Mercado do Grupo Brasil Export, chamou atenção para a dificuldade de incluir mulheres em painéis e cargos estratégicos, defendendo uma atuação mais firme para garantir indicações femininas, especialmente após a legislação que estabelece 30% de mulheres nos conselhos de administração (CONSAD).

Liderança feminina ainda é solitária

A coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, descreveu a liderança feminina como um exercício solitário em ambientes majoritariamente masculinos, reforçando a necessidade de redes de apoio. A diretora da Cine Group, Patrícia Monteiro, acrescentou que dar visibilidade a mulheres qualificadas é fundamental para quebrar ciclos de exclusão.

Ocupar espaços e ampliar a voz

Para Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Arnone, a presença feminina precisa ser ativa e constante. Ela defendeu que mulheres aceitem convites, participem de debates e ampliem sua voz nos espaços de decisão, fortalecendo a atuação coletiva.

Diversidade como vantagem estratégica

A diretora de Programa da Secretaria Adjunta de Infraestrutura Econômica, Patrícia Gravina, destacou que fatores culturais contribuem para o desenvolvimento de habilidades femininas como colaboração, criatividade e resolução de problemas. Segundo ela, ampliar a presença das mulheres em conselhos e lideranças não é apenas uma questão de equidade, mas um ganho direto para a inovação e eficiência das organizações.

Apoio mútuo e quebra de estigmas

A chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Portos, Rebecca Ferreira, reforçou a importância do apoio entre mulheres, alertando para a necessidade de substituir a rivalidade pela valorização mútua. Ela também defendeu que características como ambição, frequentemente associadas aos homens, sejam reconhecidas como qualidades legítimas nas mulheres.

Síndrome da impostora e diálogo com lideranças masculinas

A sócia da Salomão Advogados, Nathália Fritz, abordou a síndrome da impostora e destacou a importância da capacitação contínua e do diálogo com homens em cargos de gestão. A advogada Maíra observou que, apesar de avanços, o setor portuário ainda apresenta baixa presença feminina em posições de diretoria.

Propósito social e inovação no setor portuário

A superintendente de ESG e Inovação da ANTAQ, Cristina Castro, compartilhou sua trajetória no setor portuário e o engajamento com temas como transição energética, descarbonização e projetos sociais. Ela também revelou a criação da inteligência artificial Glória, voltada ao combate à violência contra mulheres, com atuação em 194 países.

Políticas públicas e equidade no cotidiano

A ouvidora do Ministério de Portos e auditora da CGU, Maíra Nascimento, defendeu políticas públicas que apoiem a mulher multitarefa, destacando iniciativas como a coalizão pela paternidade, que busca ampliar a licença paterna. Também citou projetos de enfrentamento ao escalpelamento e à exploração sexual infantil.

Representatividade além do discurso

A engenheira Karenina, assessora do Ministério das Cidades, criticou a ausência de promoção feminina no dia a dia, mesmo com a pauta de gênero presente em debates institucionais. Já Carol, chefe de gabinete da Diretoria-Geral da ANTAQ, relatou sua experiência em ambientes masculinos e o reconhecimento tardio da importância da representatividade feminina.

Caminho para a transformação do setor

A mesa redonda Elas Transformam reforçou a necessidade de converter indignação em ações concretas, utilizando a articulação política e a construção de redes para promover a equidade de gênero. As participantes convergiram na avaliação de que ampliar a inserção feminina na infraestrutura de transportes é essencial não apenas para justiça social, mas para impulsionar inovação, criatividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Jornal dos Associados
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal dos Associados

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Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

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Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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Mercado de trabalho

Ferrovias ampliam presença feminina e miram 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres

Crescimento da participação feminina no setor ferroviário.

Tradicionalmente dominado por homens, o setor ferroviário brasileiro tem registrado um avanço significativo na inserção das mulheres. Profissionais femininas vêm conquistando espaço em funções antes restritas, como maquinistas, manobradoras, mecânicas e eletricistas, além de ampliarem sua presença em cargos de gestão.

Empresas de transporte de cargas e de passageiros já definiram metas para aumentar a participação feminina, especialmente nas posições de liderança.

VLI aposta em metas ousadas

Na VLI, a projeção é clara: até dezembro, 30% dos cargos de alta liderança deverão estar sob responsabilidade de mulheres. O índice atual está em 27%.
Segundo Danny Marchesi, gerente-geral de sustentabilidade e comunicação, a companhia também busca aumentar a presença feminina no quadro geral. Há dez anos, apenas 9% da equipe era formada por mulheres; hoje, o número dobrou para 19%.

Na operação, elas já atuam diretamente na condução dos trens. Do total de 1.576 maquinistas da empresa, 101 são mulheres. Um exemplo é Vanessa Alves Batista, que iniciou sua trajetória na portaria e, após treinamento, tornou-se maquinista há pouco mais de um ano.

Rumo amplia contratações femininas

Na Rumo, maior concessionária ferroviária de cargas do país, o crescimento também é expressivo. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou 1.250 mulheres em postos de trabalho, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em 2022, eram 830 profissionais.

No quesito liderança, a companhia já alcançou a marca de 30% de mulheres em cargos de gestão, com 90 das 300 posições ocupadas por elas.

CCR Metrô Bahia segue na mesma direção

Outro destaque é a CCR Metrô Bahia, onde 32% das funções de liderança já são ocupadas por mulheres. A empresa mantém como foco ampliar ainda mais esse percentual.

Diversidade e inclusão como estratégia

Além do incentivo à equidade de gênero, as empresas ferroviárias têm investido em políticas de diversidade e inclusão, voltadas também para pessoas negras e profissionais com deficiência.

A VLI, que administra 8 mil quilômetros de trilhos, 600 locomotivas e 21 mil vagões, reforça que a representatividade feminina é parte de um compromisso público. O objetivo é refletir na empresa o perfil da sociedade brasileira.

No primeiro semestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
Imagem: Reprodução/Modais em Foco

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