Portos

Governo Federal ainda não define modelo de gestão do Porto de Itajaí após um ano.

Gestão do terminal será feita por estatal da Bahia em 2026.

Após retomar o controle do Porto de Itajaí em 2025, o Governo Federal segue sem apresentar um modelo consolidado para a administração do terminal. Passado mais de um ano desde o início do novo ciclo, a condução do porto é marcada por decisões sucessivas, mudanças de comando e indefinições quanto ao futuro da gestão.

Mudanças frequentes no comando

Nos primeiros meses após a federalização, um gestor vindo do Porto de Santos foi indicado para liderar o terminal. Pouco tempo depois, o advogado João Paulo Bastos Tavares Gama assumiu a superintendência. A permanência, no entanto, foi breve.

O motivo foi uma crise institucional envolvendo a Autoridade Portuária de Santos, que tentou indicar novos nomes para cargos estratégicos em Itajaí. O movimento gerou desgaste político e tensionou a relação entre as administrações, abrindo espaço para nova intervenção federal.

CODEBA assume gestão provisória

Diante do impasse, o Ministério dos Portos decidiu alterar o rumo da administração. A pasta anunciou que a CODEBA — Companhia das Docas do Estado da Bahia — deverá assumir, de forma provisória, a gestão do Porto de Itajaí.

Embora apresentada como uma solução técnica, a decisão tem forte viés político. A expectativa é de que cargos estratégicos passem a ser ocupados por integrantes da base de apoio do governo Lula em Santa Catarina, transformando o porto também em um espaço de articulação política regional.

Proposta prevê estatal catarinense

De acordo com informações divulgadas pelo próprio terminal, o plano do Governo Federal é criar, no médio prazo, uma estatal catarinense para assumir definitivamente a administração do porto. Até que isso se concretize, a CODEBA permaneceria à frente das operações.

Enquanto a proposta não sai do papel, o cenário segue marcado pela incerteza e pela ausência de um modelo claro de governança.

Críticas à federalização e resultados limitados

Críticos da federalização do Porto de Itajaí, especialmente aqueles que se posicionaram contra o fim de quase três décadas de gestão municipal, afirmam que os avanços práticos são limitados. Na avaliação desse grupo, pouco mudou desde que Brasília assumiu o controle do terminal.

Na prática, a retomada mais consistente das atividades só ocorreu após a concessão de dois berços à JBS Terminais. Atualmente, essa operação responde por grande parte da movimentação portuária, sendo decisiva para a retomada da economia local e para o aquecimento da atividade logística na cidade.

Fonte: Com informações de documentos oficiais e relatos do setor portuário.
Texto: Redação

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Operação da JBS no Porto de Itajaí reacende debate sobre gestão temporária e cumprimento da MME

A atuação da JBS Terminais à frente do Porto de Itajaí (SC) voltou a gerar debate no setor portuário após denúncias de possível descumprimento da Movimentação Mínima Exigida (MME) prevista no contrato de arrendamento transitório firmado com a Antaq. A forma como a empresa assumiu a operação também é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura indícios de irregularidades no processo seletivo que resultou na contratação.

A JBS passou a operar o terminal em maio de 2024, ao adquirir 70% da Mada Araújo Asset Management, vencedora da seleção pública de 2023. A consultoria, sem histórico no segmento portuário, havia ficado inicialmente em segundo lugar, mas acabou classificada após a diretoria da agência reverter o parecer técnico da equipe de análise.

Processo seletivo é questionado desde o início

A nova seleção surgiu após a saída da APM Terminals, que deixou a operação em 2023 após forte queda na movimentação. O edital estabelecia que a MME seria o critério central para definir o operador transitório.

Sete empresas apresentaram propostas, variando entre 5,6 mil e 66,6 mil TEUs mensais. A maior oferta foi descartada pela CPLA por ser considerada inviável. Mesmo assim, pareceres internos apontavam que a Mada Araújo, com proposta de 44 mil TEUs ao mês, também não teria condições de cumprir a meta. Apesar disso, a diretoria da Antaq alterou o entendimento e habilitou a empresa — decisão que permitiu à JBS assumir o terminal posteriormente.

Divergências sobre cumprimento da MME

As denúncias apresentadas ao setor indicam que, mesmo após o período de adaptação contratual, a empresa não teria alcançado a movimentação mínima estipulada. O contrato prevê que a MME seja cobrada a partir do sexto mês de operação.

Em nota, a JBS afirma estar cumprindo todas as exigências e que tem compensado financeiramente eventuais diferenças de volume. A companhia argumenta ainda que sua presença foi determinante para reativar o terminal, que em 2023 registrou apenas 334 TEUs.

Dados apresentados pela empresa e reconhecidos pela Antaq mostram crescimento constante desde outubro de 2024, com mais escalas e retomada progressiva do fluxo de cargas. A projeção é encerrar 2025 com 410 mil TEUs movimentados.

Investigações e possíveis penalidades

O edital inclui sanções para casos de descumprimento, entre elas advertência, suspensão temporária e até declaração de inidoneidade para contratar com o poder público.

A denúncia enviada ao TCU pede a suspensão do contrato, alegando que o desempenho não corresponde às obrigações assumidas. Também questiona a participação da empresa em novos processos seletivos.

Paralelamente, a Polícia Federal investiga supostos indícios de fraude na seleção que definiu a Mada Araújo como vencedora e na operação societária que permitiu a entrada da JBS.

Setor portuário acompanha impacto e próximos passos

Como Itajaí é um dos principais polos logísticos do Sul do país, qualquer instabilidade afeta toda a cadeia de transporte marítimo. Armadores, operadores e entidades acompanham de perto os desdobramentos, enquanto aguardam a abertura de uma licitação definitiva para o terminal.

Os debates sobre desempenho operacional, regularidade contratual e transparência devem orientar as decisões da Antaq e dos órgãos de controle nos próximos meses.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí- Navegantes

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Porto de Itajaí e Prefeitura definem medidas para reduzir filas de caminhões nas vias próximas ao terminal

A Prefeitura de Itajaí e o Porto de Itajaí definiram novas estratégias para diminuir a fila de carretas que se forma em frente ao terminal portuário, especialmente nas avenidas Coronel Eugênio Müller e Irineu Bornhausen. O encontro, realizado na última sexta-feira (24), reuniu representantes do Município, da JBS Terminais e do Poder Legislativo Municipal para discutir soluções que garantam mais fluidez ao tráfego e segurança na região.

Ações imediatas para controle das filas

Entre as medidas definidas, está a presença de dois agentes portuários em frente ao terminal, responsáveis por verificar os horários de agendamento das carretas e orientar os motoristas sobre a permanência ou não na fila. A ação começou a valer ainda na última sexta-feira.

O secretário de Segurança Pública, Ettore Stenghele, e o coordenador da Codetran, Leandro Ferreira, participaram da reunião, ao lado do vereador Pedro Molleri, que representou o Legislativo Municipal. O objetivo é reduzir congestionamentos, evitar transtornos à população e garantir maior organização no acesso ao porto.

Tecnologia e fiscalização integrada

Para reforçar o controle de fluxo, um sistema eletrônico de Leitura de Placas de Veículos (LPR) será implantado pela JBS Terminais. O sistema conta com câmeras de monitoramento nas vias de acesso ao porto e funcionará de forma integrada ao trabalho dos agentes portuários.

Atualmente em fase de testes, o LPR deve entrar em operação na segunda quinzena de novembro, permitindo monitoramento em tempo real e maior precisão na identificação dos veículos.

Sinalização e orientação ao trânsito

A Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) instalará novas placas de sinalização em pontos estratégicos da avenida Irineu Bornhausen, indicando rotas alternativas para o acesso ao terminal portuário. Além disso, os agentes de trânsito irão intensificar a presença na região, garantindo agilidade e segurança no deslocamento de caminhões e veículos leves.

As ações conjuntas entre o Município, o Porto de Itajaí e a JBS Terminais reforçam o compromisso com uma logística mais eficiente, menos impacto urbano e maior fluidez nas operações portuárias.

FONTE: Band fm Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Band fm Itajaí

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JBS Terminais destaca resultados expressivos em seu primeiro ano de operação em Itajaí

A JBS Terminais, negócio da JBS S.A., celebra conquistas significativas em seu primeiro ano de operação no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Em apenas doze meses, a empresa consolidou resultados expressivos, retomou a movimentação de contêineres após quase dois anos de paralisação e alcançou marcos importantes para o setor portuário brasileiro.

Desde o início das operações, a JBS movimentou mais de 300 mil TEUs, sendo 262 mil apenas em 2025, atendendo cerca de 2.400 clientes, entre eles grandes nomes como JBS/Seara, Berneck, Aurora, Mow Brazil, Pallets Castillo, Britânia, Comexport, Mexichem, Capital Trade e Benteler. Entre as operações de grande porte, destaca-se a importação de mais de 7.200 veículos da BYD.

O resultado financeiro também evidencia a força da operação: já foram investidos mais de R$ 130 milhões no terminal, e o lucro líquido acumulado neste ano atingiu R$ 60 milhões, superando em 12% o orçamento previsto.

O crescimento da empresa está apoiado em medidas estruturantes. A unificação das áreas operacionais, autorizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Antaq, ampliou a eficiência logística e trouxe mais estabilidade às operações. Além disso, a duplicação da capacidade de atracação, agora com quatro berços disponíveis, permite ao terminal receber até três navios de grande porte simultaneamente, consolidando Itajaí como referência na movimentação de cargas.

O contrato transitório de arrendamento foi prorrogado em 29 de setembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos, garantindo a continuidade das operações e reforçando o papel estratégico da JBS no Porto de Itajaí.

De acordo com Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais:
“Conseguimos restabelecer a confiança no terminal e mostrar que Itajaí pode voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário portuário brasileiro. A unificação das áreas trouxe mais previsibilidade e eficiência para nossos clientes, ao mesmo tempo em que reforça nosso compromisso de gerar desenvolvimento econômico para a cidade, para Santa Catarina e para o país. Esse avanço também se reflete na geração de empregos: hoje somos mais de 300 colaboradores diretos e mais de 1.000 postos de trabalho indiretos ligados às atividades do terminal. Quero destacar o excelente trabalho da nossa equipe, que tem sido essencial para atingirmos esses resultados e superarmos desafios desde o início das operações.”

O primeiro ano de operação demonstra a consolidação de uma gestão eficiente e orientada para resultados, reforçando a posição da JBS Terminais como um parceiro estratégico para clientes e para o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Sobre a JBS:

Com 70 anos de história, a JBS S.A. é uma multinacional brasileira, reconhecida como uma das líderes globais da indústria de alimentos. Com sede em São Paulo, a Companhia está presente em mais de 20 países, empregando mais de 280 mil colaboradores que seguem rigorosas diretrizes de sustentabilidade, inovação, qualidade e segurança alimentar.

O portfólio diversificado da JBS inclui carnes in natura, congelados, pratos prontos e marcas reconhecidas nacional e internacionalmente, como Friboi, Seara, Doriana, Massa Leve, Pilgrim’s Pride, Swift Prepared Foods, entre outras. A Companhia também atua em negócios correlacionados, como couro, biodiesel, colágeno, embalagens metálicas, transportes e soluções em gestão de resíduos, promovendo a sustentabilidade em toda a cadeia de valor.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA
IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Portos

Governo federal prorroga contrato da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Medida estende arrendamento transitório até o futuro leilão do porto

O contrato de arrendamento transitório da JBS Terminais no Porto de Itajaí foi prorrogado pelo Ministério dos Portos neste mês. Ao DIARINHO, o órgão informou que o prazo de prorrogação é de até dois anos ou até o futuro leilão do porto, previsto para 2026, valendo o que acontecer primeiro.

O aditivo contratual foi assinado no dia 11 de setembro pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias; o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini; e os diretores da JBS Terminais, Aristides Russi Júnior e Roberto Carlos Morgan Castagnaro.

“O motivo [da prorrogação] é garantir a operação e alinhar a operação do arrendamento transitório ao que está sendo modelado para a licitação de longo prazo. O projeto do leilão está qualificado no PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] e prevê a operação integrada das áreas do Porto de Itajaí por um único arrendamento”, informou o Ministério dos Portos.

A decisão leva em conta a liberação de novas áreas do Porto de Itajaí para a movimentação de contêineres, com previsão de novos investimentos pela JBS.

“O contrato prevê o valor a ser pago por metro quadrado e o valor a ser pago por contêiner movimentado. Logo, conforme deliberado pela Antaq, os ganhos operacionais decorrentes dos aditivos refletirão em maior remuneração à autoridade portuária”, ressaltou o ministério.

O contrato transitório vem desde dezembro de 2023, com dois anos de duração. A prorrogação era prevista diante das mudanças no projeto de leilão do porto, que foi separado da concessão do canal portuário, em modelo inédito do Brasil. Pelo cronograma, o edital do canal portuário será lançado primeiro, com chance de sair ainda neste ano. Já o leilão do terminal é previsto no primeiro semestre de 2026.

A ampliação do contrato também era solicitada pela empresa devido à mudança de titularidade do arrendamento, inicialmente com a Mada Araújo e depois sob o comando da Seara, do grupo JBS.

Um ano em operação

A empresa passou a operar como JBS Terminais em setembro de 2024. Já a movimentação de contêineres com linhas regulares começou, na prática, em outubro, marcando a volta das operações no terminal após quase dois anos de crise.

Desde então, a empresa vem alavancando a movimentação, sendo destaque nacional na recuperação do porto. A JBS Terminais já passou a marca de 200 mil TEUs (unidade padrão de contêiner) operados em Itajaí. Neste ano, até julho, segundo dados da Superintendência do Porto, foram 168 mil TEUs. Julho foi o melhor mês do período, com 34.256 TEUs. A empresa projeta alcançar e bater a meta mensal de 44 mil TEUs.

Para isso, desde julho a JBS detém o controle de todas as áreas operacionais do porto, conforme autorização da Antaq e oficialização do Ministério dos Portos. A gestão única serve como “modelo-piloto” do projeto de arrendamento definitivo do terminal, que prevê uma empresa tocando o porto todo, e traz mais de R$ 130 milhões de investimentos pro terminal, segundo a empresa.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Logística, Notícias, Portos

JBS Terminais integra todas as áreas do terminal de Itajaí em seu contrato de arrendamento e impulsiona a eficiência do terminal

Na prática, a JBS Terminais passa a operar todos os berços de atracação e áreas disponíveis,
ampliando significativamente a eficiência das operações.

A unificação das áreas foi oficializada nesta sexta-feira (04) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, após deliberação da ANTAQ, consolidando o adensamento operacional das áreas sob responsabilidade da empresa, que detém contrato transitório de arrendamento.

Esse adensamento, inédito em Itajaí, não apenas melhora a previsibilidade e produtividade para os clientes, mas também beneficia diretamente os trabalhadores portuários, que passam a contar com maior estabilidade, previsibilidade e oportunidades de renda com o modelo unificado.

A recente duplicação da capacidade de atracação — agora com quatro berços operacionais —, somada à expansão da área retroportuária, permite que o terminal de Itajaí receba até três navios de grande porte simultaneamente, eliminando gargalos logísticos e acelerando o fluxo de cargas na região. Essas melhorias criam maior sinergia, aumentam a competitividade, reduzem os impactos urbanos e impulsionam toda a cadeia produtiva local e nacional.

Segundo nota técnica do Ministério de Portos, “a expansão está alinhada à modelagem em curso para a licitação de longo prazo do terminal, que prevê o arrendamento integral da área operacional a um único operador. O adensamento no contrato transitório permitirá testar previamente esse modelo, validando sua viabilidade operacional, a sinergia entre atividades e a adequação da infraestrutura. Assim, minimiza-se o risco de falhas na implementação futura, conferindo maior segurança ao processo licitatório definitivo.”

Reconhecido como o segundo maior complexo portuário em movimentação de contêineres do Brasil e líder na exportação de cargas frigorificadas, o terminal de Itajaí está em vias de retomar esse protagonismo — agora com uma operação centralizada e moderna. “Conseguimos, em pouco tempo, recolocar Itajaí na posição de protagonista como um terminal eficiente e competitivo. Ao adensarmos as áreas, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil. Estamos ampliando a eficiência logística, atraindo novas rotas e cargas, o que vai impulsionar a economia regional e nacional”, destaca Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais.

Com essa conquista, a JBS Terminais — empresa do grupo JBS, especializada em gestão de terminais — consolida seu papel como parceira estratégica do Porto de Itajaí e da região. A unificação das operações sob gestão privada traz dinamismo, investimentos e empregos, promovendo desenvolvimento sustentável. Além dos ganhos imediatos em produtividade, a iniciativa projeta Itajaí novamente como hub logístico de excelência no cenário nacional e internacional.

Sobre a JBS Terminais
A JBS Terminais é uma empresa do grupo JBS dedicada a soluções logísticas portuárias. Desde que assumiu o contrato de arrendamento do terminal de Itajaí, em 2024, a companhia já movimentou mais de 163.344 TEUs e investiu R$ 130 milhões em modernização e expansão da infraestrutura local. Com 1.030 metros de cais acostável, calado de 14 metros e ampla área retroportuária, o terminal está capacitado a atender às demandas crescentes do comércio exterior, alinhando eficiência operacional com o compromisso de impulsionar o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

TEXTO E FOTO: Assessoria de imprensa

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Notícias, Sustentabilidade

JBS Terminais recebe maior navio porta-carros do mundo em operação inédita no Brasil

Itajaí, 27 de maio de 2025 – A JBS Terminais se prepara para uma das maiores operações logísticas da sua história: a chegada do maior navio de transporte de veículos do mundo, em sua viagem inaugural vindo diretamente da China. A atracação está prevista para amanhã, 28 de maio, às 10h30. A operação deve começar às 13h.

A embarcação, construída especialmente para esta rota, trará ao terminal 7292 veículos elétricos, em operação do tipo RoRo (Roll-on/Roll-off) — em que os veículos são desembarcados dirigindo, sem o uso de guindastes. O volume representa a maior operação do tipo já registrada no Brasil.

Durante os três dias de operação, serão mobilizados mais de 500 profissionais, entre equipe operacional, logística e administrativa. Os veículos serão destinados a montadoras e centros de distribuição localizados em Araquari e Itajaí, fortalecendo a cadeia automotiva e reafirmando o papel estratégico de Santa Catarina na rota de veículos eletrificados.

A complexidade da operação exige sincronia entre diversas frentes. O planejamento prevê fluxo contínuo de entrada e saída de caminhões-cegonhas, monitoramento digital de pátio e controle logístico em tempo real. A média operacional será de 100 veículos movimentados por hora, o que exige agilidade, precisão e alto padrão de segurança.

A escolha de Itajaí como ponto de entrada para essa carga histórica reforça a confiança do setor na infraestrutura e na eficiência do terminal. O fato de a embarcação ter sido projetada especificamente para essa missão, e escolher a JBS Terminais como destino de estreia, simboliza o avanço logístico do Sul do Brasil no cenário internacional.

A operação também representa um marco em termos de sustentabilidade e tecnologia. Além de receber exclusivamente veículos eletrificados, a operação RoRo reduz emissões por evitar o uso de equipamentos pesados como guindastes e permite maior velocidade e controle no desembarque dos veículos.

OPERAÇÃO EM NÚMEROS

● 7.292 veículos elétricos
● Maior navio porta-carros do mundo
● Viagem inaugural partindo da China
● 130 cegonheiras envolvidas
● Mais de 500 profissionais mobilizados
● 10 estivadores na operação de bordo
● 18 motoristas no desembarque terrestre
● 3 dias de operação
● 100 veículos movimentados por hora

Sobre a JBS Terminais

A JBS Terminais é um dos principais operadores logísticos do Sul do Brasil, com estrutura alfandegada e soluções integradas em movimentação de cargas conteinerizadas. Com berços próprios e localização estratégica em Itajaí (SC), o terminal combina tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional, atuando como elo de conexão entre o Brasil e as principais rotas globais do comércio exterior.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

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Movimentação de Itajaí deve chegar à capacidade máxima em março, diz JBS

Após R$ 130 milhões em investimentos, porto deve deve se habilitar para movimentar 30 mil contêineres por mês

Florianópolis, 12.12.24– A JBS Terminais pretende investir R$ 250 milhões no Porto de Itajaí até meados de 2025. O objetivo é ampliar a operação do terminal para mais de 100% de sua capacidade antes da paralisação, modernizando equipamentos e incrementando a área de armazenagem. De acordo com Daniel Belisário, diretor comercial da empresa, a JBR terminais já investiu R$ 130 milhões em melhorias e compra de equipamentos, entre eles duas novas gruas móveis para carga e descarga de navios, que devem reforçar a operação em fevereiro.

A expectativa é de que, com a chegada dos novos equipamentos, o terminal de Itajaí retome os volumes de operação alcançados antes da paralisação das atividades, que era de 30 mil TEUs por mês.

Os R$ 120 milhões restantes são investidos em uma nova área de 25 mil m² para expandir a área de armazenagem, o que vai permitir que o porto atinja cerca de 200 mil m² de área (considerando também a área pública). “Num horizonte de 12 meses vamos consolidar um investimento de R$ 250 milhões, num contrato transitório de 4 anos, que encerra em 2027. Estamos nos preparando para um investimento de bilhões quando formos para a Fase 2, que é a concessão de 35 anos”, explicou. Com a consolidação do investimento na nova área, a JBS espera operar 35 mil contêineres/mês.

Diversidade de cargas

De acordo com Belisário, a JBS Terminais prevê grande sinergia também com o Terminal Braskarne, e estuda operar navios de carga geral naquela área e contêineres nas áreas pública e concessionada. “A estimativa é de que a carga refrigerada do grupo JBS deve representar 5% do negócio. Para esse terminal, com seu tamanho, estamos abertos a outras cargas, de todos os segmentos. Por isso temos uma estratégia de ter um portfólio de linhas bem diversificado”, destacou.

Entre as novidades, uma linha semanal para os Estados Unidos operada pela MSC, que inicia no fim de dezembro, e mais duas outras linhas que devem ser divulgadas em breve, sendo uma para a Ásia – com expectativa de movimentação de 2 mil contêineres –  e outra para a Europa.

Impacto da retomada em SC

O diretor comercial afirmou ainda que a retomada das operações no terminal vai contribuir para minimizar os efeitos negativos que o comércio exterior catarinense vem enfrentando. “Há uma luz no fim do túnel. A retomada do porto não vai resolver todos os problemas, mas vemos potencial para reduzir os desafios que o comércio exterior e as indústrias catarinenses têm enfrentado”, afirmou. Hoje o porto já consegue atender navios atrasados e fora de janelas de atracação, configurando uma alternativa para embarques e desembarques de mercadorias, já que o alfandegamento do terminal foi concluído.

Belisário comemorou ainda a chegada do maior navio já atracado em Itajaí, o MSC Jasmine, com 346 metros de comprimento. Para que navios como esse possam seguir com Itajaí em sua rota, ele destacou a necessidade de a autoridade portuária garantir a dragagem de manutenção do canal de acesso. “Independentemente de quem estiver à frente da missão, precisa cumpri-la. No modelo atual de gestão, a autoridade portuária não está conseguindo atender essa necessidade. Precisamos de modelo que dê competitividade ao complexo portuário”, afirmou. De acordo com ele, a JBS Terminais quer continuar investindo e estabelecer visão de longo prazo para Itajaí.

Fonte – FIESC
https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/movimentacao-de-itajai-deve-chegar-capacidade-maxima-em-marco-diz-jbs

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Portos reabrem com segundo maior navio gigante a atracar no complexo

MSC Jasmine X tem 346,98 metros, operando no limite do canal, pra cargueiros até 350 metros

O canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí foi reaberto na manhã desta quarta-feira, com um “velhinho” gigante dos mares. O MSC Jasmine X, com 346,98 metros de comprimento, atracou na JBS Terminais, superou a marca do maior navio recebido na cidade e se tornou o segundo maior navio a atracar no complexo portuário. O recorde é do APL Paris, de 347,4 metros, que atracou na Portonave em 2020.

Em Itajaí, o maior navio da história tinha sido recebido pela JBS no dia 26 de outubro, com as operações do CMA CGM Amazônia, de 336 metros de comprimento. O MSC Jasmine X superou essa marca, operando no limite do atual calado do canal portuário, que é para navios até 350 metros de comprimento por 52 metros de largura. O cargueiro, que tem 24 anos de mar, navega sob a bandeira da Libéria e tem capacidade para 104 mil toneladas.

O navio é tão grande que quase ocupa dois berços de atracação. A operação na JBS faz parte da linha Carioca, da MSC, que liga a Ásia ao Brasil. O roteiro passa por Qingdao, Busan, Ningbo, Shanghai, Shekou, Singapura, Colombo, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, Itajaí e Imbituba, retornando pra Santos, Sepetiba, Colombo, Singapura e Qingdao. Após a movimentação em Itajaí, o navio deixa o terminal na quinta-feira.

Além do Jasmine X, a reabertura do canal portuário permitiu a entrada do MSC Cadiz, o segundo navio a recebido pela manhã no complexo, que atracou na Portonave. O navio tem 270 metros de comprimento. Em Itajaí, o navio de carga geral Victorian Trader, era o único que esperava pra sair do complexo, com previsão de deixar o cais ainda pela manhã.

Na terça-feira, a correnteza no rio Itajaí-açu após as fortes chuvas na região deixou o canal impraticável e não houve operações de saída ou entrada de navios. O canal reabriu nesta quarta-feira, ainda com restrições pra saída de embarcações. Na costa, são três navios fundeados aguardando atracação.

FONTE: Diarinho.net
https://diarinho.net/materia/658129/?utm_source=whatsapp
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Governo deve leiloar terminais em São Francisco do Sul e Imbituba em 2026, diz jornal

Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, o investimento no estado deve chegar a R$ 311,8 milhões; Porto de Itajaí não consta no plano.

Florianópolis, 21.10.24 – O governo federal prepara o leilão de três terminais portuários em Santa Catarina em 2026. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, São Francisco do Sul (um terminal) e Imbituba (dois terminais) estão incluídos em um pacote de 35 terminais a serem leiloados entre o fim de 2024 e 2026.

O terminal de São Francisco do Sul (SFS201) tem leilão previsto para o primeiro trimestre de 2026, com investimentos estimados em R$ 37,4 milhões. Já os de Imbituba (IMB06 e IMB11) devem ser ofertados no segundo trimestre do mesmo ano, exigindo investimentos de R$ 92,7 milhões e 181,7 milhões, respectivamente.

De acordo com a reportagem, o plano será anunciado pelo governo em novembro e prevê um total de R$ 11,085 bilhões, entre terminais novos, obras de ampliação e melhorias.

A concessão de longo prazo do Porto de Itajaí, hoje operado em contrato provisório pela JBS Terminais, não consta no plano à que o jornal teve acesso.

Governo deve leiloar terminais em São Francisco do Sul e Imbituba em 2026, diz jornal | FIESC

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