Internacional

Terras raras no Brasil: acordo de US$ 4,5 milhões pode abrir mercado para o Japão

A canadense Aclara Resources, especializada em terras raras e listada na Bolsa de Toronto, firmou uma parceria que pode aproximar a produção mineral brasileira do mercado japonês. O acordo prevê investimentos de até US$ 4,5 milhões em atividades de exploração no Brasil e envolve a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec), agência ligada ao governo do Japão.

O objetivo da parceria é identificar depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas. Em um cenário de busca por novas fontes de minerais estratégicos, o acordo também pode criar uma futura rota de comercialização da produção brasileira para empresas japonesas.

Japão poderá investir até US$ 4,5 milhões na exploração

Pelos termos anunciados na terça-feira (8), a Jogmec destinará inicialmente até US$ 3 milhões para financiar trabalhos de exploração durante três anos.

Caso determinadas condições sejam atendidas, a agência japonesa poderá acrescentar outros US$ 1,5 milhão ao projeto e estender o período de exploração por mais 12 meses.

Além do financiamento, o acordo prevê mecanismos para garantir ao Japão acesso à futura produção. A Jogmec terá direitos de preferência para compras, o que, segundo a Aclara, estabelece um caminho para possíveis vendas dos minerais brasileiros ao mercado japonês.

“O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec”, afirmou Ramón Barúa, CEO da Aclara, em comunicado.

Jogmec poderá ficar com 30% de um projeto

Após realizar os aportes previstos, a organização japonesa poderá adquirir 30% de um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil.

A participação também dará à Jogmec o direito de comprar uma quantidade da produção proporcional à sua fatia no empreendimento, além de outros 10% da produção futura. Os contratos deverão seguir condições comerciais de mercado.

A agência ainda poderá transferir sua participação e os direitos associados para uma empresa japonesa ou para um consórcio formado por companhias do país.

Durante a fase de exploração, a Aclara Resources continuará responsável pela operação. Depois dessa etapa, os investimentos adicionais serão divididos entre os parceiros conforme a participação de cada um no projeto.

Projeto Carina, em Goiás, está fora da parceria

A Aclara possui ativos de terras raras no Brasil e no Chile e trabalha na construção de uma cadeia produtiva que pretende abranger desde a extração do minério até a fabricação de ligas destinadas à produção de ímãs permanentes.

No Brasil, o principal empreendimento da companhia é o Projeto Carina, localizado em Nova Roma, Goiás. O ativo, porém, não fará parte da joint venture com a Jogmec e permanecerá sob controle integral da empresa canadense.

De acordo com estimativas da própria Aclara, o projeto demanda aproximadamente R$ 2,8 bilhões em investimentos. A expectativa é alcançar uma produção média anual de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras.

A companhia projeta o início da operação para 2028 e estima uma vida útil de 18 anos para o empreendimento.

O acordo com a Jogmec será direcionado a outras áreas de exploração da Aclara no Brasil. Até o momento, a empresa não revelou qual projeto poderá receber a participação de 30% da organização japonesa.

Para que servem as terras raras?

As terras raras são fundamentais para diversas aplicações de alta tecnologia. Entre seus principais usos estão a fabricação de ímãs permanentes, empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e diferentes equipamentos eletrônicos.

Elementos como disprósio e térbio têm papel importante nesses componentes porque ajudam a aumentar sua resistência a temperaturas elevadas.

Além dos projetos de mineração, a Aclara desenvolve uma unidade de separação de terras raras nos Estados Unidos. A companhia também mantém uma joint venture com a chilena CAP para transformar os óxidos separados em metais e ligas utilizados na fabricação de ímãs.

Por que o Japão está interessado nas terras raras brasileiras?

A parceria acontece em meio ao esforço de grandes economias para diminuir a dependência da China na cadeia global de minerais estratégicos.

Dados da Agência Internacional de Energia indicam que a China responde por aproximadamente 60% da extração mundial de terras raras usadas na produção de ímãs. A concentração é ainda maior nas etapas seguintes da cadeia: o país representa mais de 90% do refino e cerca de 95% da fabricação de ímãs permanentes.

Nesse contexto, a Jogmec busca desenvolver fontes alternativas de fornecimento fora do território japonês. A agência oferece instrumentos como financiamento, garantias, suporte técnico e participação em projetos de mineração internacionais.

Em troca, o Japão procura ampliar a segurança do abastecimento e garantir acesso à produção futura de minerais estratégicos.

Acordo representa avaliação positiva dos ativos brasileiros

Antes da formalização da joint venture, a Jogmec realizou uma avaliação técnica do portfólio de projetos da Aclara no Brasil.

Para Ramón Barúa, a entrada da organização japonesa representa uma espécie de validação independente da qualidade e do potencial dos ativos brasileiros da companhia.

O acordo, além de financiar novas etapas de exploração, pode aproximar o Brasil de um dos principais mercados interessados em diversificar o fornecimento global de minerais críticos e terras raras.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Internacional

Estreito de Ormuz fechado: produtores de petróleo buscam oleodutos alternativos para manter exportações

O prolongamento do fechamento do Estreito de Ormuz está levando grandes produtores de petróleo e gás do Oriente Médio a acelerar a busca por rotas alternativas de exportação. Iraque, Kuwait e Qatar estão entre os países mais expostos à interrupção do tráfego na passagem estratégica, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos trabalham para ampliar a capacidade de seus oleodutos de desvio.

O Japão, que depende fortemente do petróleo produzido na região, também pretende apoiar iniciativas para reduzir os efeitos do bloqueio sobre o comércio internacional de energia.

Iraque avalia novas rotas para exportar petróleo

O Iraque aparece entre os países com maior potencial para ampliar suas alternativas de escoamento. Em julho, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou um plano para recuperar um oleoduto que conecta a região central iraquiana ao porto de Baniyas, na Síria.

Caso seja reativada, a infraestrutura permitiria transportar petróleo iraquiano até o Mediterrâneo sem utilizar o Estreito de Ormuz. A Chevron, uma das maiores empresas petrolíferas dos Estados Unidos, estaria envolvida em um estudo de viabilidade do projeto.

Com produção superior a 4 milhões de barris por dia, o Iraque é o segundo maior produtor da Opep, atrás apenas da Arábia Saudita. Grande parte do petróleo produzido nos enormes campos do sul do país precisa atravessar o Estreito de Ormuz para chegar aos mercados internacionais.

A história do oleoduto entre Iraque e Síria, porém, é marcada por conflitos. Construído nos anos 1950, o sistema deixou de funcionar em 1982, depois da deterioração das relações entre os dois países. Embora tenha sido parcialmente recuperado posteriormente, voltou a ser interrompido em 2003, durante a Guerra do Iraque.

Desde então, guerras, instabilidade política e a guerra civil síria mantiveram a estrutura inativa por mais de duas décadas.

Síria deixa lista de Estados patrocinadores do terrorismo

Um possível fator de mudança no cenário ocorreu em 24 de agosto, quando os Estados Unidos retiraram a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

A classificação permanecia em vigor havia quase 50 anos e representava um dos obstáculos políticos para projetos de infraestrutura envolvendo o território sírio.

Além da rota para o Mediterrâneo, o Iraque analisa outras possibilidades. Entre elas está a ampliação do uso do oleoduto que leva petróleo dos campos do norte até Ceyhan, na Turquia.

Também está em avaliação uma rota independente com destino a Aqaba, na Jordânia, o que aumentaria as opções de exportação iraquianas.

Kuwait tem menos alternativas para escoar petróleo

A situação é mais delicada para o Kuwait. Diferentemente da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, o país não dispõe atualmente de um sistema de oleodutos capaz de desviar suas exportações para fora do Estreito de Ormuz.

O ministro do Petróleo kuwaitiano, Tariq Sulaiman Al-Roumi, afirmou recentemente que, enquanto a passagem permanecer fechada, as exportações de petróleo do país poderão chegar a zero.

Diante desse cenário, o Kuwait busca acordos com os países vizinhos. Uma das possibilidades estudadas é a conexão com o oleoduto saudita que atravessa o território do Golfo Pérsico até o Mar Vermelho.

Outra alternativa seria utilizar o sistema de oleodutos dos Emirados Árabes Unidos, que permite transportar petróleo para pontos de embarque localizados além do Estreito de Ormuz.

Qatar enfrenta risco ainda maior no mercado de gás

O Qatar está diante de um problema particularmente grave porque sua economia energética depende muito mais do gás natural do que do petróleo.

O país abriga o maior complexo de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, mas praticamente toda a sua exportação passa pelo Estreito de Ormuz.

Desde o início do conflito militar entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro, os embarques de gás do Qatar praticamente pararam. A situação elevou o temor de uma interrupção prolongada no fornecimento global de energia.

Para cumprir contratos com compradores do Japão e da Coreia do Sul, a estatal QatarEnergy recorreu ao mercado à vista e comprou dos Estados Unidos uma quantidade de GNL equivalente à carga de 33 navios-tanque, segundo a Reuters.

Sem uma alternativa operacional para exportar o produto, Doha passou a considerar a retomada da navegação segura pelo Estreito de Ormuz como prioridade.

O Qatar também ganhou protagonismo nas tentativas de mediação entre Washington e Teerã, buscando contribuir para uma solução diplomática que permita a normalização do tráfego.

Arábia Saudita e Emirados ampliam oleodutos

Enquanto países como Iraque, Kuwait e Qatar procuram novas opções, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos já possuem infraestruturas capazes de reduzir sua dependência do Estreito de Ormuz.

Os Emirados começaram a ampliar o oleoduto que transporta petróleo de uma área próxima a Abu Dhabi até Fujairah, no Golfo de Omã. O porto está localizado fora do estreito e permite o embarque do petróleo diretamente para o mercado internacional.

A Arábia Saudita, por sua vez, planeja aumentar a capacidade do oleoduto Leste-Oeste, responsável por conectar áreas produtoras no Golfo Pérsico ao Mar Vermelho.

Japão vê rotas alternativas como questão estratégica

Para o Japão, a ampliação dessas alternativas é especialmente relevante. O país compra mais de 80% do petróleo bruto consumido internamente da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

Iraque, Kuwait e Qatar, juntos, enviam aproximadamente 5 milhões de barris de petróleo por dia pelo Estreito de Ormuz. O volume corresponde a cerca de um quarto de todo o petróleo bruto transportado pela rota.

No caso do Qatar, o impacto é ainda maior no mercado de gás: o país responde por aproximadamente 20% da demanda mundial por GNL.

Quanto mais tempo durar a interrupção da navegação, maior tende a ser o impacto sobre os preços, o abastecimento e a economia global.

Japão pode ampliar cooperação com produtores do Golfo

Além da dependência energética, Japão e os três países mantêm relações econômicas construídas ao longo de décadas.

Empresas japonesas participaram de diversos projetos de infraestrutura, energia e indústria no Iraque, Kuwait e Qatar, muitos dos quais permanecem em funcionamento.

Nesse contexto, apoiar a criação ou expansão de rotas de exportação pode representar para Tóquio não apenas uma medida de segurança energética, mas também uma oportunidade para fortalecer sua presença econômica no Oriente Médio.

Rotas alternativas também estão expostas a ataques

Apesar das vantagens, os oleodutos alternativos não eliminam os riscos geopolíticos da região.

Em abril, por exemplo, o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi atingido por drones iranianos. O ataque danificou instalações de bombeamento responsáveis por manter a pressão necessária para o transporte do petróleo.

O terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, também já foi alvo recorrente de ataques.

Os episódios mostram que simplesmente deslocar as rotas de exportação para fora do Estreito de Ormuz não garante segurança absoluta.

Ainda assim, a expansão dessas estruturas pode ajudar a preservar parte do fluxo de petróleo e gás e reduzir a pressão sobre os mercados globais de energia.

Para o Japão, que depende da região para mais de 90% de suas importações de petróleo bruto, apoiar investimentos em alternativas ao Estreito de Ormuz pode ser uma estratégia importante para reforçar sua segurança energética.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Internacional

Chuvas recordes no Japão deixam milhares retidos no aeroporto de Narita e causam oito mortes

Chuvas extremas no Japão provocaram inundações, interrupções no transporte e cortes de energia na região de Chiba, próxima a Tóquio, nesta sexta-feira. O temporal deixou milhares de passageiros retidos no aeroporto de Narita, enquanto oito pessoas morreram em decorrência dos impactos.

Em algumas áreas de Chiba, foram registrados mais de 360 milímetros de chuva em apenas 24 horas, superando o recorde anterior para o período. A intensidade do fenômeno também afetou rodovias, ferrovias e o fornecimento de serviços básicos.

O episódio ocorreu durante uma das semanas de maior movimento do calendário de viagens do Japão.

Chiba registra volume de chuva histórico

Os serviços meteorológicos japoneses registraram 367 milímetros de chuva em 24 horas em Chiba. O volume ultrapassou a marca anterior de 309 milímetros, registrada em outubro de 2013.

As fortes precipitações provocaram alagamentos em estradas e linhas ferroviárias, além de inundações em diferentes pontos da região.

O governador de Chiba, Toshihito Kumagai, classificou a situação como excepcional.

“Foi uma situação extremamente incomum”, afirmou o governador, destacando que, apesar de já ter enfrentado diversos desastres, nunca havia presenciado um episódio semelhante.

Oito pessoas morreram durante as inundações

Segundo a emissora pública NHK, citando autoridades e a polícia de Chiba, oito pessoas morreram em consequência das chuvas.

Entre as vítimas está uma pessoa que ficou presa dentro de um veículo submerso.

Diante da dimensão dos impactos, integrantes das Forças de Autodefesa do Japão foram enviados para auxiliar nas operações de resgate e atendimento às áreas afetadas.

Milhares de passageiros ficam presos no aeroporto de Narita

O aeroporto de Narita, um dos principais terminais internacionais do Japão, também foi afetado pelas interrupções no transporte.

Cerca de 7 mil passageiros ficaram retidos no aeroporto após os problemas registrados na quinta-feira. Muitos passaram a noite no terminal devido à dificuldade para encontrar transporte ou hospedagem.

Funcionários do aeroporto distribuíram sacos de dormir, água e alimentos para centenas de pessoas.

O morador de Chiba Minoru Yamasaki, de 48 anos, relatou que chegou a esperar quatro horas por um táxi. Depois de conseguir uma reserva em um hotel, descobriu que o estabelecimento não poderia recebê-lo e decidiu retornar ao aeroporto.

Apesar dos transtornos, a administração informou que a expectativa era de que a maioria dos voos operasse normalmente na sexta-feira.

Falta de energia atinge milhares de residências

As chuvas também comprometeram a infraestrutura elétrica da região.

Segundo a Tokyo Electric Power, mais de 20 mil residências estavam sem energia nas primeiras horas de sexta-feira depois que a água atingiu uma subestação.

O fornecimento de gás também foi temporariamente interrompido para aproximadamente 13 mil consumidores.

Em Chiba, uma das áreas mais atingidas, centenas de moradores passaram a noite em centros de evacuação improvisados instalados em prédios públicos.

Rodovias e ferrovias sofrem interrupções

O sistema de transporte regional também foi fortemente afetado.

Algumas das principais rodovias de Chiba foram fechadas, obrigando motoristas a buscar caminhos alternativos. O desvio provocou congestionamentos, segundo a operadora NEXCO East.

Diversos serviços ferroviários também foram suspensos durante a sexta-feira. Algumas linhas entre Narita e Tóquio voltaram a operar, ajudando a reduzir a concentração de passageiros no principal corredor de acesso ao aeroporto internacional.

A combinação de estradas bloqueadas, interrupções ferroviárias e dificuldades para conseguir táxis agravou os problemas de mobilidade justamente durante um dos períodos de maior fluxo de viajantes no país.

Chuvas superam recorde de 2013

O volume registrado em Chiba representa um novo recorde para um período de 24 horas.

Os 367 milímetros de chuva medidos na região superaram em 58 milímetros o recorde anterior, de 309 milímetros, registrado em 2013.

As autoridades continuam monitorando as condições meteorológicas e os impactos sobre a infraestrutura enquanto equipes trabalham no atendimento às áreas atingidas.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NewsCord

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Internacional

Consulados dos EUA podem ser fechados em cinco países, incluindo Canadá e Japão

O governo dos Estados Unidos estuda reduzir sua presença diplomática no exterior com o fechamento de cinco representações em diferentes países. A informação foi revelada por fontes ouvidas pela Reuters, que afirmam que o Departamento de Estado já comunicou o plano ao Congresso norte-americano.

Caso seja confirmada, a medida representará uma rara redução da rede diplomática dos EUA sem relação direta com uma crise geopolítica específica.

Missões afetadas estão na Ásia, América e África

Segundo as fontes, a notificação enviada a comissões do Congresso prevê o encerramento das atividades da embaixada em St. George’s, em Granada, além dos consulados localizados em Nagoya (Japão), Medan (Indonésia) e Winnipeg (Canadá).

O plano também inclui o fechamento do escritório de extensão da embaixada dos EUA em Douala, nos Camarões.

Essas representações exercem papel importante na prestação de serviços consulares e na defesa dos interesses americanos em regiões distantes das capitais, onde normalmente estão instaladas as embaixadas.

Redução faz parte de reestruturação diplomática

De acordo com a Reuters, a iniciativa integra um processo mais amplo de reorganização da estrutura do Departamento de Estado iniciado durante o governo do presidente Donald Trump.

Ainda no início da atual administração, estudos internos passaram a avaliar o encerramento de quase uma dúzia de missões diplomáticas como parte da política “America First”, voltada à redução de custos e à reestruturação da burocracia federal.

O Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca chegou a defender um plano ainda mais amplo, com a possibilidade de fechamento de até 30 representações diplomáticas no exterior.

Governo defende eficiência da rede diplomática

Integrantes da administração argumentam, de forma reservada, que algumas missões de menor porte apresentam baixa relação entre custos e resultados, tornando-se dispensáveis dentro da estratégia de racionalização dos gastos públicos.

Em nota divulgada no domingo (2), o Departamento de Estado não confirmou oficialmente o fechamento das unidades, mas afirmou que trabalha para garantir uma presença diplomática “eficiente e eficaz” ao redor do mundo.

O órgão também destacou que seguirá todos os procedimentos legais de comunicação ao Congresso antes da adoção de qualquer medida.

O secretário de Estado, Marco Rubio, tem defendido as iniciativas de redução de despesas, afirmando que a reestruturação busca tornar a instituição mais enxuta e menos burocrática.

Especialistas alertam para impacto estratégico

A proposta, porém, enfrenta críticas de parlamentares democratas e de ex-integrantes das áreas de política externa e segurança nacional.

Na avaliação desses grupos, a diminuição da presença diplomática dos Estados Unidos, somada ao enfraquecimento da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), pode reduzir a influência norte-americana em diversas regiões do mundo.

Segundo essa análise, o eventual recuo diplomático abriria espaço para que países como China e Rússia ampliem sua atuação internacional.

China mantém presença em parte das cidades

Durante o governo do ex-presidente Joe Biden, os Estados Unidos ampliaram sua rede diplomática principalmente na região do Pacífico, considerada estratégica na disputa por influência com a China.

Entre as cidades incluídas no atual plano de cortes, a China mantém representações diplomáticas em St. George’s, Nagoya e Medan. Já em Douala e Winnipeg, não há missões diplomáticas chinesas em funcionamento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Weaver/Unsplash

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Internacional

Iene recebe apoio de Japão e EUA após intervenção conjunta no mercado cambial

Os governos do Japão e dos Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada no mercado de câmbio para conter a forte desvalorização do iene, que se aproximava do menor patamar em cerca de 40 anos frente ao dólar. A operação ocorreu na última sexta-feira (31) e, segundo o Ministério das Finanças japonês, novas ações poderão ser adotadas caso a volatilidade continue.

A iniciativa é considerada incomum e teve como objetivo reduzir os riscos provocados pela queda da moeda japonesa e pela desvalorização dos títulos públicos do país, fatores que poderiam gerar impactos sobre os mercados financeiros internacionais.

Intervenção busca preservar a estabilidade financeira global

Especialistas avaliam que um enfraquecimento acentuado do iene pode ampliar a instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento da dívida pública dos Estados Unidos.

Esta foi a primeira atuação conjunta entre os dois países desde 2011, quando autoridades coordenaram medidas após o terremoto e o tsunami que atingiram o leste do Japão.

Dados divulgados pelo banco central japonês indicam que a operação pode ter mobilizado até US$ 36,58 bilhões (aproximadamente R$ 185,7 bilhões) na compra da moeda japonesa.

Donald Trump destaca apoio ao aliado asiático

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a intervenção representa um gesto de cooperação com o Japão e contribui para a manutenção da estabilidade da economia mundial.

Analistas também observam que o fortalecimento do iene favorece os interesses de Washington ao reduzir parte da vantagem competitiva das exportações japonesas. Com uma moeda mais fraca, os produtos do Japão tendem a ficar mais baratos no mercado internacional, diminuindo o impacto das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo japonês sinaliza possibilidade de novas ações

Em nota oficial, o Ministério das Finanças do Japão informou que a operação conjunta com o Departamento do Tesouro norte-americano ajudou a conter as oscilações registradas pela moeda nos últimos meses.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo não descarta novas intervenções caso seja necessário preservar a estabilidade do mercado cambial.

Após o anúncio, o iene registrou valorização superior a 1%, sendo negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A recuperação afastou a moeda da mínima registrada no mês anterior, quando chegou perto de 164 ienes por dólar, embora investidores permaneçam atentos à possibilidade de novas medidas das autoridades japonesas.

Questionada sobre uma eventual nova intervenção nesta segunda-feira, Katayama preferiu não comentar.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thomas White/Reuters

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Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Negócios

MERCOSUL e Japão iniciam negociações para acordo de parceria econômica e livre comércio

Os países que integram o MERCOSUL e o governo do Japão oficializaram o início das negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE). O anúncio foi realizado durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, realizada em Assunção, no Paraguai.

A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do bloco sul-americano, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar a integração econômica com o país asiático.

Parceria busca fortalecer comércio e investimentos

O avanço das negociações é resultado dos entendimentos desenvolvidos no âmbito da Parceria Estratégica entre o MERCOSUL e o Japão, lançada em dezembro de 2025. Desde então, representantes das duas partes realizaram encontros em janeiro e março de 2026 para definir as bases do futuro acordo.

Caso seja concluído, o Acordo de Parceria Econômica criará uma área de livre comércio que reunirá aproximadamente 400 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 7 trilhões.

Japão está entre os principais parceiros comerciais do MERCOSUL

O Japão figura entre os dez maiores parceiros comerciais do MERCOSUL. Em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 13,7 bilhões, reforçando a importância econômica da relação bilateral.

Além dos laços comerciais, o bloco sul-americano abriga a maior comunidade japonesa fora do território japonês, fator que também contribui para o fortalecimento das relações entre os dois lados.

Objetivo é ampliar acesso a mercados e integrar cadeias produtivas

Durante as negociações, os participantes pretendem ampliar o acesso aos mercados de bens agrícolas e bens não agrícolas, além de incentivar a cooperação econômica, os investimentos bilaterais e a integração das cadeias produtivas entre o MERCOSUL e o Japão.

Segundo os governos envolvidos, o acordo representa um passo estratégico para aprofundar a cooperação econômica, comercial e institucional, tendo como base princípios compartilhados, como a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FSA

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Comércio Exterior

China amplia controle de exportações e inclui 20 empresas japonesas em lista de restrições

O governo da China anunciou a inclusão de 20 empresas e instituições do Japão em sua lista de controle de exportações. A decisão, divulgada na segunda-feira (29) pelo Ministério do Comércio chinês, impede que exportadores do país forneçam produtos de duplo uso — com aplicações civis e militares — às entidades atingidas.

De acordo com o ministério, a medida tem como objetivo proteger a segurança nacional, resguardar interesses estratégicos e cumprir compromissos internacionais relacionados à não proliferação de armas. As autoridades chinesas afirmam que as organizações incluídas na lista estariam envolvidas no fortalecimento da capacidade militar japonesa.

Subsidiárias da Mitsubishi estão entre as entidades afetadas

Entre os alvos das novas restrições estão diversas subsidiárias do Grupo Mitsubishi, além de centros de pesquisa ligados à área de defesa. Um dos institutos mencionados é o Instituto Nacional de Estudos de Defesa, considerado estratégico para o setor militar japonês.

Tensão entre China e Japão ganha novo capítulo

A decisão amplia uma série de medidas adotadas por Pequim ao longo deste ano. Anteriormente, o governo chinês já havia restringido a exportação de minerais críticos e de outros materiais com potencial de uso militar para grandes empresas japonesas.

O endurecimento das restrições ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a possibilidade de uma ação militar chinesa contra Taiwan.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kiyoshi Ota/Reuters

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Internacional

Cúpula do Mercosul reúne líderes no Paraguai com foco em acordo com a União Europeia

O Paraguai sedia a 68ª Cúpula do Mercosul em um momento de mudanças no cenário político da América do Sul e de expectativa por novos avanços na agenda comercial do bloco. A principal pauta do encontro é a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), além da possibilidade de abertura de novas negociações internacionais.

A programação acontece em Assunção. Nesta segunda-feira (29), os ministros das Relações Exteriores dos países-membros participaram de reuniões preparatórias. Já na terça-feira (30), será realizada a reunião dos chefes de Estado, ocasião em que o Paraguai transferirá a presidência rotativa do bloco ao Uruguai.

Presidentes confirmam participação no encontro

Estão confirmadas as presenças dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai).

Lula deve permanecer poucas horas no país. Após participar da cúpula, retorna ao Brasil para acompanhar, no Palácio do Planalto, o lançamento do Plano Safra, previsto para o fim da tarde desta terça-feira.

Fortalecimento da direita muda cenário regional

A reunião acontece em um contexto de fortalecimento de governos conservadores na América Latina. Esse movimento tem reduzido o protagonismo de organismos de integração regional, como a Unasul e a Celac, enquanto o Mercosul permanece como principal espaço de articulação econômica entre os países sul-americanos.

O cenário político ganhou novos contornos com o avanço de lideranças de direita na região, ampliando o bloco de governos com perfil mais conservador e influenciando o ambiente das negociações diplomáticas.

Acordo Mercosul-UE continua no centro das discussões

O principal tema da cúpula continua sendo o acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para ampliar o comércio entre os dois mercados.

Embora o tratado esteja em vigor de forma provisória desde maio, sua implementação definitiva ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça e do Parlamento europeu. O processo enfrenta resistência de setores políticos e econômicos em alguns países da Europa.

A expectativa é de que as conversas em Assunção contribuam para acelerar esse processo e reforcem o compromisso dos integrantes do bloco com a ampliação das relações comerciais internacionais.

Japão pode iniciar negociações com o Mercosul

Outro tema aguardado durante a cúpula é o anúncio oficial da abertura das negociações para um futuro acordo comercial entre Mercosul e Japão.

A possibilidade ganhou força neste mês após o encontro entre o presidente Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizado paralelamente à reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França.

Caso seja confirmada, a negociação representará mais um passo na estratégia do Mercosul de diversificar mercados e ampliar sua presença no comércio global.

Agenda bilateral ainda depende de confirmação

Em razão da rápida passagem de Lula por Assunção, a Presidência da República ainda não confirmou reuniões bilaterais durante o evento.

Mesmo assim, há expectativa de um encontro entre o presidente brasileiro e o presidente chileno, José Antonio Kast, que demonstrou interesse em conversar com Lula durante a cúpula.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DANIEL DUARTE/AFP/JC

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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