Agricultura, Economia, Exportação

Brasil fecha acordo com Japão para exportar produtos de gordura animal

Produtos são usados na fabricação de ração animal e pet food

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou nesta terça-feira (2) ter concluído negociação tarifária com o governo do Japão para exportação de produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos.

Esses produtos são usados na fabricação de ração animal e “pet food”. De acordo com o ministério, a autorização “amplia a presença brasileira em um dos mercados mais exigentes do mundo”.

O Brasil já é um dos maiores fornecedores de soja e milho para o mercado japonês. 

Com 125 milhões de habitantes, o Japão é a terceira maior economia do mundo e o 7º destino dos produtos agrícolas brasileiros em 2024. As exportações para os japoneses totalizaram US$ 3,3 bilhões no ano passado. De janeiro a julho de 2025, as vendas já somaram US$ 1,8 bilhão.

No total, 422 novos mercados foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros no atual governo.

Fonte: Agencia Brasil

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Comércio Exterior

Exportações do Japão têm maior queda em 4 anos com impactos das tarifas

Total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, maior queda mensal desde fevereiro de 2021

As exportações do Japão registraram a maior queda mensal em cerca de quatro anos em julho, mostraram dados do governo nesta quarta-feira (20), à medida que o impacto das tarifas dos EUA se intensificou, levantando preocupações sobre as perspectivas para a economia dependente das exportações.

O total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, a maior queda mensal desde fevereiro de 2021, quando as exportações caíram 4,5%.

Essa queda foi maior do que a previsão mediana do mercado de uma redução de 2,1% e marca o terceiro mês consecutivo de declínio após uma queda de 0,5% em junho.

Apesar da queda no valor das exportações, os volumes de remessa se mantiveram até agora, já que os exportadores japoneses evitaram grandes aumentos de preços, disse Takeshi Minami, economista-chefe do Norinchukin Research Institute.

“Mas eles acabariam tendo que repassar os custos para os consumidores norte-americanos e isso prejudicaria ainda mais as vendas nos próximos meses”, disse ele.

As exportações para os Estados Unidos em julho caíram 10,1% em relação ao ano anterior, com uma queda de 28,4% nos automóveis e de 17,4% nos componentes automotivos.

Entretanto, as exportações de automóveis caíram apenas 3,2% em termos de volume, sugerindo que os cortes de preços das montadoras japonesas e os esforços para absorver as tarifas adicionais protegeram parcialmente os embarques.

Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre automóveis e autopeças em abril e ameaçaram cobrar 25% sobre a maioria dos outros produtos do Japão.

Posteriormente, em 23 de julho, o país fechou um acordo comercial que reduziu as tarifas para 15% em troca de um pacote de investimentos japoneses de US$ 550 bilhões vinculados aos EUA.

A taxa tarifária acordada para automóveis, o maior setor de exportação do Japão, ainda é muito maior do que os 2,5% originais, exercendo pressão sobre as principais montadoras e fornecedores de peças.

As exportações para outras regiões também foram fracas. As exportações para a China caíram 3,5%, segundo os dados.

O total das importações em julho caiu 7,5% em relação ao ano anterior, em comparação com as previsões do mercado de uma queda de 10,4%.

Como resultado, o Japão teve um déficit de 117,5 bilhões de ienes (US$ 795,4 milhões) em julho, em comparação com a previsão de um superávit de 196,2 bilhões de ienes.

Fonte: CNN Brasil


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Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Possível abertura do Japão para carne brasileira valerá só para cinco Estados

Autoridades japonesas afirmaram que benefício será garantido para os Estados que já haviam conquistado o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação antes de 2025

Técnicos do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) estiveram no Brasil na semana passada para uma auditoria no sistema de inspeção sanitária brasileiro. A visita é considerada um passo fundamental para uma possível abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

Durante a agenda, os japoneses esclareceram que, caso haja aprovação do sistema sanitário brasileiro, a possível abertura de mercado ainda não valerá para o país todo, relatou uma fonte a par do assunto. Valeria apenas para os Estados que já haviam conquistado o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação antes de 2025: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre e Rondônia.

O Ministério da Agricultura pleiteia que a abertura contemple todo o país, reconhecido no fim de maio pela OMSA como livre de aftosa sem vacinação. A visita foi marcada para a segunda semana de junho para a Pasta poder apresentar o certificado entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 6. Porém, os documentos enviados inicialmente e analisados pelos japoneses eram dos cinco Estados.

Em caso de sinalização positiva dos japoneses, os demais Estados devem ser liberados mais à frente, o que vai demandar novas negociações à medida em que, com o passar do tempo, o rebanho dessas regiões seja composto apenas por gado que nunca foi vacinado.

A possível abertura limitada a cinco Estados é vista na indústria brasileira como estratégica para os japoneses em um cenário comercial e político que envolve os Estados Unidos, de onde o Japão já importa carne. O aval parcial ao Brasil pode reduzir a pressão americana sobre Tóquio, com a qual quer defender o seu market-share, ao mesmo tempo em que atende em parte aos anseios brasileiros e de importadores locais.

Os técnicos japoneses visitaram unidades do serviço de inspeção federal e os controles sanitários de alguns Estados. Não houve auditoria em frigoríficos.

Na agroindústria, a expectativa é que a abertura do mercado do Japão, para os cinco Estados, possa ser concluída ainda em 2025 ou no primeiro trimestre de 2026. Uma carta na manga do Brasil neste momento é o aumento dos preços internos das carnes no país asiático. Na parte técnica, ressalta uma fonte, o país atende às exigências japonesas.

Se a abertura parcial for concluída após a auditoria técnica do Japão no sistema sanitário brasileiro, o aval às demais regiões pode ser facilitado, disse uma fonte da indústria, ainda mais com o reconhecimento da OMSA. (RW)

Os japoneses devem emitir um relatório sobre a auditoria. Em caso de aprovação, serão iniciadas as discussões sobre os requisitos técnicos que deverão ser incluídos no protocolo para a exportação de carne do Brasil. A habilitação das plantas após a abertura deverá ser por pré-listing, a depender da análise de risco feita pelo Japão.

Fonte: Globo Rural

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Negócios

Santa Catarina e Aomori renovam parceria histórica iniciada em 1980

Apoio do Japão tornou Santa Catarina o maior produtor de Maçã do Brasil – Foto: Divulgação / Secom GOVSC

O Governo de Santa Catarina e a Província de Aomori, no Japão, reafirmaram nesta segunda-feira, 16, a parceria de mais de quatro décadas que une os dois territórios. A agenda oficial marcou a assinatura de um documento que renova o compromisso de amizade entre as regiões, firmado originalmente em 23 de outubro de 1980. A cerimônia contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do governador da Província de Aomori, Soichiro Miyashita, além de autoridades locais, representantes da missão catarinense e lideranças do setor produtivo.

A cooperação entre Aomori e Santa Catarina tem raízes na agricultura, especialmente na introdução de técnicas de cultivo da maçã. No início da década de 1980, especialistas japoneses colaboraram com produtores catarinenses, fornecendo conhecimento e tecnologia adaptados ao clima da Serra catarinense. O resultado foi um salto de produtividade e qualidade que consolidou Santa Catarina como o maior produtor de maçãs do Brasil, enquanto Aomori segue como a região líder no Japão.

O vínculo entre os dois povos também se fortaleceu em momentos difíceis. Em 1983, durante as enchentes que devastaram o Vale do Itajaí, o governo de Aomori prestou apoio humanitário a Santa Catarina, ampliando a relação para além da cooperação técnica e fortalecendo os laços de solidariedade.

Durante o encontro desta segunda-feira, o governador Jorginho Mello manifestou também o desejo de abrir mercados para a exportação da maçã catarinense ao Japão. “Nosso Estado se tornou referência em produtividade e qualidade na fruticultura. Sabemos que o Japão enfrenta desafios climáticos que limitam a produção interna, e queremos ser parceiros para atender essa demanda com a excelência da maçã de Santa Catarina”, afirmou.

“Estamos aqui não apenas para celebrar o passado, mas para abrir novas portas para o futuro. Aomori e Santa Catarina têm muito a trocar, seja na agricultura, na educação, no intercâmbio cultural ou no comércio”, destacou o governador após a assinatura.

O novo documento assinado pelas autoridades reforça a intenção de estreitar laços institucionais, econômicos e culturais, ampliando o escopo da parceria entre os dois governos. O texto também reconhece o papel dessa relação no fortalecimento da amizade entre Japão e Brasil como um todo.

A renovação da parceria ocorre no contexto da Missão Internacional à Ásia, liderada pelo governador de Santa Catarina, com passagens por Japão e China, e tem como objetivo fortalecer vínculos estratégicos para inovação, investimentos e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Importação

Brasil abre investigação de dumping em importação de aço de Alemanha e Japão

A Secretaria de Comércio Exterior abriu investigação para averiguar a existência de dumping nas importações de folhas metálicas de aço carbono vindas da Alemanha, do Japão e dos Países Baixos. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no Diário Oficial desta segunda-feira.

O dumping é uma prática considerada predatória, que consiste em vender produtos em outros países por um preço inferior ao praticado no próprio mercado, podendo até mesmo ser comercializado abaixo do custo de produção. A prática tende a prejudicar a competitividade da indústria local.

O documento informou que o objetivo é analisar provas colhidas entre julho de 2023 e junho de 2024, com o chamado “período de análise de dano” de cinco anos, entre julho de 2019 e junho de 2024.

Aumento de tarifas americanas e impacto nas exportações brasileiras

Ao mesmo tempo, o Brasil deve enfrentar mais uma barreira para entrar no mercado americano: o aumento de preços do metal. Isso porque, na última sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que aumentará as tarifas sobre importação de aço nos EUA de 25% para 50%, afirmando que a medida ajudará a proteger os trabalhadores da indústria siderúrgica americana.

O aumento, que deve entrar em vigor ainda esta semana, foi informado durante evento na siderúrgica U. S. Steel, onde Trump promoveu um acordo entre a icônica empresa americana e a japonesa Nippon Steel.

O anúncio acontece no momento em que representantes da metalurgia brasileira tentam avaliar o impacto da sobretaxa de 25% que entrou em vigor em março. Executivos dos setores de aço e alumínio admitem que o clima é de incerteza e apreensão, buscando, via governo brasileiro, flexibilização da medida junto ao governo americano.

Os Estados Unidos são o principal destino internacional do aço brasileiro e o segundo do alumínio. Em 2024, o Brasil exportou 4,08 milhões de toneladas de aço para os EUA, o que representou 42,6% do volume exportado pelo país, gerando US$ 2,99 bilhões, 39,2% da receita das exportações siderúrgicas. O Brasil foi o segundo maior exportador para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Fonte: Exame 

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Exportação, Mercado Internacional

Livre da febre aftosa, Brasil deve iniciar exportações de carne bovina para o Japão

A produção brasileira de carne bovina está cada vez mais próxima do Japão. Nesta quinta-feira (29), o Brasil vai receber o certificado de reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), como área livre de febre aftosa sem vacinação. A medida viabiliza o acesso em mercados mais exigentes, como o japonês, com abertura da exportações no segundo semestre deste ano.

No início do mês, uma autoridade do governo do Japão esteve no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, com retorno previsto na segunda quinzena de junho, para uma inspeção geral do sistema sanitário brasileiro.

A comitiva japonesa deve elaborar um relatório técnico e liberar a etapa de habilitação, com base no modelo de pre-listing, que inclui os fornecedores que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O processo pode levar cerca de 60 dias após a visita. Estamos otimistas e trabalhando para que a liberação aconteça ainda em 2025, preferencialmente no segundo semestre”, afirma Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Governo Lula não envia representante para certificado internacional

governo Lula (PT) não vai enviar autoridades do primeiro escalão à cerimônia da OMSA, em Paris, para a entrega da certificação de país livre de aftosa. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, desistiu da viagem e acompanhará o presidente petista na agenda internacional na França na semana seguinte.

O governo também cancelou as viagens do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de seu adjunto, Allan Alvarenga, conforme informações publicadas no Diário Oficial da União. O ministério designou uma fiscal agropecuária para representar o país.

Com a ausência da alta cúpula do governo federal, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, deve assumir o protagonismo no evento para destacar a importância dos estados brasileiros na produção de carne bovina. Ela viaja a Paris pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deve discursar em nome do setor.

São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Pernambuco, Amazonas, Tocantins e outros estados participam da assembleia da OMSA, com delegações enviadas para o evento que começou no último domingo (25).

Pecuária aposta em tecnologia para qualidade de carne no Brasil

O mercado japonês de carne bovina depende fortemente da importação, o que é motivo de interesse para os produtores brasileiros. “O Japão importa 65% da carne que consome e o Brasil produz carne de qualidade, com um trato sanitário reconhecido no mundo todo. Temos uma das carnes mais baratas do mundo e em grande volume. A expectativa é muito boa. Nossa possibilidade de exportação é muito grande”, aponta o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Marcelo El Kadri.

Novas tecnologias e a mecanização tem garantido mais eficiência e padronização na produção, o que respalda a exportação brasileira. Os produtores entendem que as práticas de manejo de excelência são essenciais para atender aos padrões rigorosos do Japão.

 “Hoje existe uma pulverização por drone, via satélite, onde você só pulveriza onde é necessário e isso gera economia e precisão na aplicação. Atualmente utilizamos um chip que possibilita a pesagem do animal em confinamento, sem que ele sofra estresse. A alimentação fica em lado oposto à água e no deslocamento entre os dois, o animal é pesado até duas vezes por dia. O Brasil está muito avançado e com novas expectativas, isso agrada o mercado japonês”, explica El Kadri.

Fonte: Gazeta do Povo

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Evento, Industria, Internacional

Missão da CNI leva industriais à Expo Osaka, no Japão

Inscrições estão abertas até 23 de maio; evento discute tendências e inovações para a sociedade do futuro

Encerram-se no próximo dia 23 (sexta-feira), as inscrições para a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Japão. Os participantes da comitiva, que conta com o apoio da Federação das Indústrias de SC (FIESC), vão visitar a Expo Osaka 2025, que traz o tema “Projetando a Sociedade Futura para Nossas Vidas”.

A expectativa do evento, que começou no dia 13 de abril e se encerra em 18 de outubro, é receber representantes de 158 países – entre eles o Brasil – e estima receber cerca de 28 milhões de visitantes.

Voltada para diversos setores da indústria, a missão levará mais de 100 empresários brasileiros à Expo Osaka 2025, um dos maiores eventos globais de inovação em que vários países apresentam avanços tecnológicos, descobertas e invenções por meio de experiências interativas.

A missão está marcada para os dias 20/06 a 25/06, e as inscrições podem ser feitas aqui

Fonte: FIESC

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Comércio, Industria

Autoridades do Japão vêm ao Brasil para discutir inspeção de frigoríficos

Uma delegação japonesa vem ao Brasil, na próxima sexta-feira (2/5), para definir a data e roteiro da inspeção das plantas frigoríficas, visando a abertura de mercado do país oriental às exportações de carne bovina. A informação é do secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcel Moreira, que participou nesta quarta-feira (30/4) de um encontro com empresários do agro e produtores na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

“Temos uma negociação longa com o Japão para essa abertura de mercado, mas, por meio das nossas boas relações e do status sanitário do Brasil, conseguimos com a visita do presidente Lula ao país a excelente sinalização de ir para o próximo passo. Essa visita vai definir exatamente quando e como será a inspeção das nossas plantas”.

O evento foi promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) no estande da Baldan, fabricante de máquinas agrícolas. Em sua palestra, o secretário disse que o Brasil tem os Estados Unidos como o terceiro maior parceiro comercial e tem adotado uma postura pragmática nesse novo cenário de guerra tarifária. O país analisa oportunidades e pontos de atenção para os principais produtos exportados ao mercado americano, como café, suco de laranja, carne bovina, açúcar e etanol.

“A nossa carne bovina, por exemplo, ganhou uma sobretaxa e pode chegar a ser tarifada em 39% com o acréscimo da tarifa geral de 10%. Estimamos que o Brasil deve manter ou aumentar as exportações pela qualidade e preço de sua carne, mas Canadá e México são pontos de atenção por ter livre comércio com os EUA.”

Pastagens
Moreira também citou o programa do Ministério da Agricultura, chamado de Caminho Verde Brasil, que substitui iniciativa anterior de recuperação e conversão de pastagens degradadas. Segundo ele, um estudo identificou 160 milhões de hectares, dos quais 40 milhões são plenamente compatíveis com atividade agrícola e pecuária por ter bons solos e boas condições hídricas.
“Logicamente, é preciso investir nessas áreas para correção do solo, mas com a conversão dos 40 milhões de hectares, o Brasil pode dobrar a produção de alimentos.”

Nesta semana, o governo federal anunciou a realização do segundo leilão EcoInvest para o programa Caminho Verde Brasil. É uma linha de crédito dentro do Fundo Clima para o programa de recuperação de pastagens.

As instituições financeiras deverão apresentar suas propostas do quanto pretende captar no mercado para complementar o aporte do Tesouro Nacional. O plano é garantir a restauração de pelo menos um milhão de hectares. O produtor que receber recursos se compromete por um período de dez anos a não desmatar, mesmo que legalmente, áreas em sua propriedade.

Na Agrishow, o secretário Márcio Moreira, ressaltou que a intenção é oferecer financiamentos com taxas de juros “bem abaixo” das de mercado para os produtores rurais interessados em converter pastagens degradadas em áreas produtivas.

Fonte: Globo Rural 

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