Transporte

Transporte do submarino Riachuelo: operação de 619 toneladas exigiu 11 horas, 320 rodas e bloqueio na BR-493

O transporte do submarino Riachuelo mobilizou uma grande operação logística em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Para deslocar 619 toneladas de três seções já unidas do submarino S40, a Marinha do Brasil precisou coordenar uma movimentação especial de apenas 5 quilômetros, que levou 11 horas para ser concluída.

A estrutura foi transportada sobre uma plataforma com 320 rodas, teve dimensões próximas às de um prédio de quatro andares e exigiu medidas como a retirada temporária de trechos da rede elétrica e a interrupção controlada do tráfego na BR-493.

Operação de transporte do submarino Riachuelo envolveu grande planejamento

O deslocamento ocorreu entre a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) e o Estaleiro de Construção da Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí.

A carga transportada tinha 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura. Devido ao tamanho e ao peso do conjunto, a rota precisou ser preparada previamente para garantir a segurança da operação e evitar impactos na infraestrutura local.

A movimentação foi realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2018, reunindo equipes da Marinha do Brasil e da Itaguaí Construções Navais, responsável por atividades relacionadas à construção dos submarinos no complexo naval.

Submarino Riachuelo era parte do programa PROSUB

O submarino Riachuelo é a primeira unidade convencional construída dentro do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), iniciativa da Marinha voltada ao fortalecimento da capacidade naval brasileira.

O programa previa a construção de quatro submarinos convencionais e o desenvolvimento do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Na época do transporte, três seções do submarino já estavam integradas e precisavam ser levadas ao estaleiro para a continuidade da montagem. As duas partes restantes, com 487 toneladas e aproximadamente 30 metros de comprimento, seriam transportadas posteriormente.

Plataforma de 320 rodas distribuiu as 619 toneladas da carga

Para realizar o deslocamento, as estruturas do Riachuelo foram colocadas sobre uma plataforma móvel de 320 rodas. O equipamento foi escolhido para distribuir o peso de maneira uniforme e reduzir a concentração de carga sobre o solo.

A tecnologia permitiu maior estabilidade durante o percurso e possibilitou o controle de uma estrutura com quase 40 metros de comprimento.

Além do peso elevado, a altura de 12,30 metros representava um desafio adicional. Por isso, foi necessário avaliar todo o trajeto e remover temporariamente obstáculos, incluindo partes da rede elétrica, para liberar a passagem.

Transporte de 5 km levou 11 horas devido à complexidade da rota

Apesar da curta distância, o percurso entre a UFEM e o estaleiro exigiu deslocamento em baixa velocidade e acompanhamento constante das condições da via.

A passagem pela BR-493 demandou controle do trânsito em determinados pontos para permitir o avanço seguro da plataforma especial.

Durante a operação, fatores como curvas, acessos, altura dos obstáculos e distribuição do peso foram monitorados pelas equipes responsáveis pela logística naval.

Rede elétrica e trânsito precisaram ser adaptados para a passagem

Uma operação desse porte depende de meses de preparação. A equipe responsável precisou identificar possíveis obstáculos e adaptar a rota antes do início do transporte.

Entre as principais medidas adotadas esteve a retirada temporária de trechos da rede elétrica, evitando que os cabos interferissem no deslocamento da estrutura.

O bloqueio parcial do tráfego também foi necessário para transformar o trecho rodoviário em uma rota controlada para o transporte de uma carga de grandes proporções.

Montagem final do submarino Riachuelo após a transferência

Após chegar ao estaleiro, o submarino seguiria para a etapa de montagem final. O planejamento da época indicava que o lançamento ao mar poderia ocorrer no segundo semestre de 2018.

A operação de transporte mostrou a complexidade envolvida na construção de um submarino, que exige não apenas tecnologia naval, mas também uma estrutura de engenharia, logística pesada e planejamento para movimentar grandes componentes.

Mesmo percorrendo apenas 5 quilômetros, o deslocamento do Riachuelo se tornou uma das etapas mais desafiadoras do projeto, envolvendo 320 rodas, retirada de obstáculos urbanos e controle de uma das principais vias da região.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), utiliza uma estrutura de grande porte para manter o transporte de minério de ferro em operação contínua. O terminal reúne equipamentos de alta capacidade, como viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios, formando uma cadeia logística que conecta a ferrovia aos embarques marítimos sem interrupções.

Especializado na movimentação de granéis sólidos, o complexo foi projetado para operar grandes volumes de carga com máxima eficiência, reduzindo paradas e aumentando a produtividade.

Viradores de vagões iniciam a movimentação do minério

A operação começa com a chegada dos trens carregados de minério. No terminal, dois viradores de vagões descarregam o material a uma capacidade de até 8.880 toneladas por hora cada.

Essa etapa é considerada estratégica, pois abastece toda a estrutura seguinte. Qualquer redução no ritmo da descarga impacta diretamente o transporte interno, o armazenamento e o carregamento dos navios.

Correias transportadoras conectam toda a operação

Após a descarga ferroviária, o minério segue por uma extensa rede de correias transportadoras, responsáveis por levar a carga até os pátios de estocagem e, posteriormente, aos berços de atracação.

Segundo informações do Porto Sudeste, essas estruturas podem alcançar 12 quilômetros de extensão e transportar até 12 mil toneladas por hora.

Diferentemente da movimentação feita por caminhões, o sistema funciona de forma contínua, garantindo maior eficiência no deslocamento de grandes volumes de minério ao longo do terminal.

Empilhadeiras recuperadoras organizam os estoques

Nos pátios de armazenagem, quatro empilhadeiras recuperadoras entram em ação para organizar o minério e devolvê-lo ao sistema quando chega o momento do embarque.

Cada equipamento possui lança de 60 metros e capacidade operacional de até 12 mil toneladas por hora.

Além de formar pilhas de estocagem, essas máquinas recuperam o material e o encaminham novamente às correias transportadoras, mantendo o fluxo constante da operação logística.

Carregadores de navios encerram o ciclo operacional

Na etapa final, dois carregadores de navios recebem o minério transportado pelas correias e realizam a distribuição da carga nos porões das embarcações.

Cada equipamento movimenta até 12 mil toneladas por hora, permitindo que o carregamento acompanhe o ritmo iniciado na ferrovia.

Essa sincronização evita gargalos e garante que toda a cadeia logística funcione de maneira integrada, desde a chegada do minério ao terminal até sua exportação.

Terminal movimenta granéis sólidos e líquidos

Além das operações com minério de ferro, o Porto Sudeste também atua na movimentação de granéis líquidos, especialmente produtos ligados à cadeia de óleo do pré-sal.

A capacidade atual do terminal é de até 50 milhões de toneladas por ano, entre granéis sólidos e líquidos, com licença ambiental que permite futura expansão para 100 milhões de toneladas anuais.

A localização estratégica em Itaguaí fortalece a integração entre o transporte ferroviário e o comércio marítimo internacional.

Integração das máquinas garante alta produtividade

O desempenho do Porto Sudeste depende da perfeita coordenação entre todos os equipamentos. Cada etapa possui capacidade compatível para impedir interrupções no fluxo da carga.

Enquanto terminais de contêineres trabalham com unidades individuais movimentadas por guindastes, a logística do minério opera em fluxo contínuo, semelhante a uma grande esteira industrial.

Nesse modelo, viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios atuam como partes de um único sistema, permitindo embarques em larga escala e sustentando uma operação essencial para as exportações brasileiras de minério de ferro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto SudestePorto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

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Portos

Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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