Investimento

Investimentos estrangeiros na China crescem com expansão do mercado e avanços na inovação

A ampliação do mercado consumidor, o avanço tecnológico e a busca por maior estabilidade em um cenário internacional desafiador têm levado empresas multinacionais a aumentar seus investimentos na China.

Um dos exemplos é o complexo integrado da BASF em Donghai, na cidade de Zhanjiang, na província de Guangdong. O empreendimento da gigante química alemã entrou em operação plena em março, após sete anos de construção, e representa o maior investimento individual da companhia no mundo.

Com aproximadamente quatro quilômetros quadrados de área e aporte de cerca de 8,7 bilhões de euros (US$ 9,89 bilhões), a unidade reúne mais de 30 linhas de produção voltadas ao setor químico.

China ganha espaço como polo de inovação industrial

Segundo Markus Kamieth, CEO da BASF, o projeto em Zhanjiang representa uma nova fase para a indústria química, baseada em eficiência, digitalização e sustentabilidade.

A companhia avalia que a China terá papel central no crescimento global do setor. A expectativa é que o país responda por cerca de 75% da expansão da indústria química mundial até 2035.

O movimento da BASF acompanha uma tendência mais ampla entre empresas estrangeiras na China, que buscam aproveitar o tamanho do mercado local, a força das cadeias de suprimentos e o ambiente voltado à inovação.

Número de empresas estrangeiras aumenta no país

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que quase 4.800 empresas financiadas por capital estrangeiro realizaram novos investimentos no país no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, o número de novas empresas com participação estrangeira cresceu 5,3% na comparação anual. O investimento estrangeiro direto (IED) utilizado efetivamente alcançou 402,14 bilhões de yuans, equivalente a US$ 59,22 bilhões.

Os números indicam uma manutenção do interesse internacional pelo mercado chinês, mesmo diante de incertezas econômicas globais e mudanças no cenário geopolítico.

Pesquisas apontam confiança de multinacionais no mercado chinês

A percepção positiva sobre a China também aparece em levantamentos empresariais.

Uma pesquisa do Conselho Empresarial EUA-China revelou que 92% das empresas consultadas registraram lucro no país em 2025.

Outro levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 75% dos entrevistados consideram suas operações chinesas mais produtivas do que atividades realizadas em outras regiões do mundo.

Os resultados reforçam a avaliação de que a China continua sendo um mercado estratégico para companhias internacionais.

Mercado financeiro chinês atrai novos investidores

A abertura financeira do país também tem ampliado oportunidades para investidores estrangeiros.

Em junho, o Ministério da Fazenda do Brasil apresentou uma carta de intenção à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China, iniciando o processo para uma possível emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, conhecidos como Panda Bonds.

Segundo dados do Banco Popular da China, as emissões de Panda Bonds nos primeiros cinco meses de 2026 alcançaram 136,5 bilhões de yuans, volume 1,9 vez superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, o valor acumulado das operações chegou a 167,5 bilhões de yuans, crescimento anual de 93%.

Capital estrangeiro migra para setores de alta tecnologia

A composição dos investimentos internacionais na China também passa por mudanças. O país tem atraído cada vez mais recursos para áreas ligadas à inovação, tecnologia e manufatura avançada.

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros em serviços de alta tecnologia e manufatura de alta tecnologia cresceram 61% em relação ao ano anterior. Esses setores passaram a representar 36% do total recebido, 11 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período anterior.

Segundo Zhao Yuchao, porta-voz da Administração Estatal de Divisas da China, o perfil do investimento estrangeiro vem evoluindo.

De acordo com ele, as empresas internacionais estão deixando de buscar apenas vantagens relacionadas a custos e escala de produção e passando a participar de forma mais intensa do desenvolvimento de produtos e tecnologias criados no país.

China aposta em abertura e modernização para atrair empresas globais

A modernização industrial, o avanço tecnológico e a ampliação da abertura institucional são apontados como fatores que fortalecem o ambiente de negócios chinês.

Com uma economia cada vez mais orientada pela inovação, a China busca oferecer condições mais previsíveis para que investidores estrangeiros desenvolvam projetos de longo prazo e participem de novas oportunidades nos setores estratégicos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Portos

Porto de Itajaí amplia relações internacionais após visita do Consulado dos Estados Unidos

O Porto de Itajaí recebeu nesta quarta-feira (6) a visita institucional de James Ermarth, representante do Consulado Geral dos Estados Unidos no Brasil.

A agenda teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a ampliação da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no setor portuário e logístico.

Porto de Itajaí apresenta resultados operacionais

A reunião foi conduzida pelo assessor executivo Thiago Morastoni, representando o superintendente Artur Antunes Pereira. Também participou do encontro o coordenador-geral de Sistemas de Segurança Portuária, Diogo Schmitt.

Durante a apresentação institucional, foram compartilhados dados sobre o desempenho do terminal. Apenas no primeiro semestre de 2026, o porto movimentou cerca de 1,2 milhão de toneladas de cargas. Desde a retomada das operações, o faturamento acumulado já alcança R$ 200 milhões.

Visita técnica destacou operação do terminal portuário

Após a reunião, o representante do consulado realizou uma visita técnica pelas instalações do porto e acompanhou de perto a operação logística do terminal.

Segundo Thiago Morastoni, o encontro reforça a importância estratégica do porto no cenário internacional e amplia as possibilidades de futuras parcerias econômicas.

“O diálogo permitiu apresentar o potencial econômico do Porto de Itajaí e destacar oportunidades ligadas ao comércio exterior, investimentos e desenvolvimento regional”, afirmou.

Porto busca fortalecer presença no comércio internacional

A visita institucional faz parte da estratégia do Porto de Itajaí de estreitar relações com parceiros estrangeiros e consolidar o terminal como referência em logística portuária, comércio internacional e infraestrutura marítima.

A administração do porto também destacou o compromisso com modernização, transparência e competitividade, fatores considerados essenciais para atrair novos investidores e ampliar a atuação do terminal no mercado global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Negócios

Itajaí atrai embaixadores e se destaca como polo de negócios internacionais na indústria de defesa

A passagem de uma comitiva formada por 22 embaixadores por Itajaí, nesta quarta-feira, evidenciou o potencial do município para ampliar negócios internacionais. O destaque da agenda foi o setor de indústria de defesa, que vem ganhando relevância estratégica na economia local.

Representantes de países como Eslováquia e Coreia do Sul identificaram possibilidades concretas de cooperação após conhecerem o projeto das fragatas classe Tamandaré, desenvolvido pela Marinha do Brasil no estaleiro TKMS Estaleiro Brasil Sul, localizado no bairro Murta. A programação foi coordenada pela prefeitura, em conjunto com os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Parcerias industriais e tecnológicas em foco

A embaixadora da Eslováquia no Brasil, Katarina Tonkova, ressaltou que a visita abriu caminhos para futuras colaborações. Segundo ela, há sinergia entre setores como logística, metal-mecânico e automotivo, que já possuem forte presença tanto no país europeu quanto em Santa Catarina.

Ela também indicou interesse em aprofundar as relações comerciais: a intenção é retornar ao município para avançar em acordos industriais e fortalecer o intercâmbio econômico.

Interesse asiático amplia horizonte de investimentos

O embaixador da Coreia do Sul, Young Han Choi, destacou a relevância do projeto naval brasileiro. Para ele, a dimensão do litoral do Brasil torna iniciativas como as fragatas fundamentais para a segurança nacional.

O diplomata apontou ainda que a Coreia do Sul possui alta competitividade na área e vê espaço para cooperação internacional, troca de conhecimento e ampliação de investimentos estrangeiros no Brasil.

Itajaí se consolida como polo estratégico

A visita internacional reforça o posicionamento de Itajaí como um emergente polo da indústria de defesa, com capacidade de atrair novos aportes, gerar empregos e ampliar sua inserção global. O município já entregou uma das quatro fragatas previstas pela Marinha do Brasil.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante viagem à Alemanha, a construção de mais quatro embarcações militares, ampliando ainda mais o alcance do projeto.

Impacto global e fortalecimento da economia local

Para o CEO do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz, o programa das fragatas projeta Itajaí no cenário internacional ao evidenciar a produção nacional de alta tecnologia.

Já o presidente do Conselho de Defesa da Fiesc, César Olsen, destacou o papel estratégico do setor, tanto do ponto de vista econômico quanto tecnológico. Segundo ele, iniciativas como essa demonstram a capacidade da indústria naval brasileira e fortalecem a competitividade do país no exterior.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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Comércio

Parceria estratégica Brasil-Reino Unido fortalece comércio e investimentos até 2030

O Brasil e o Reino Unido deram um novo passo na relação diplomática ao formalizar uma parceria estratégica com vigência entre 2026 e 2030. O acordo foi assinado em 26 de março pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pela secretária do Exterior britânica, Yvette Cooper.

A iniciativa eleva o nível de cooperação entre os dois países, consolidando um alinhamento mais amplo em áreas prioritárias.

Cooperação abrange comércio, segurança e sustentabilidade

O plano estabelece o fortalecimento da colaboração em diferentes frentes, incluindo diálogo político, comércio e investimentos, segurança e defesa, além de ações voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável.

Outro ponto de destaque é o incentivo às conexões interpessoais, promovendo intercâmbios e maior integração entre as sociedades brasileira e britânica.

Relação histórica e crescimento do comércio bilateral

Em 2025, Brasil e Reino Unido celebraram 200 anos de relações diplomáticas. O intercâmbio comercial entre os países alcançou US$ 7,8 bilhões, com saldo positivo de aproximadamente US$ 230 milhões para o Brasil.

Os dados reforçam a relevância do comércio bilateral como pilar da parceria entre as duas economias.

Investimentos reforçam laços econômicos

O Reino Unido figura entre os principais investidores estrangeiros no Brasil, com um estoque de cerca de US$ 35,8 bilhões em 2024.

Ao mesmo tempo, o país europeu também se destaca como destino de investimentos brasileiros no exterior, que somaram aproximadamente US$ 6,9 bilhões no mesmo período.

Expectativa de aprofundamento das relações

A nova parceria estratégica Brasil-Reino Unido deve impulsionar ainda mais o fluxo de negócios, ampliar oportunidades de cooperação e fortalecer a presença dos dois países no cenário global.

A expectativa é que o acordo contribua para o crescimento econômico sustentável e para o avanço de agendas comuns nos próximos anos.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Comércio Internacional

Argentina e EUA firmam acordo comercial e de investimentos com foco em acesso a mercados e cooperação estratégica

A Argentina e os Estados Unidos assinaram um acordo recíproco de comércio e investimentos que prevê acesso preferencial ao mercado argentino para produtos norte-americanos, além de regras que vedam barreiras ao comércio digital e fortalecem a cooperação econômica e em segurança nacional. A informação foi divulgada na última quinta-feira, 5 de fevereiro, pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

O documento foi assinado pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno. O texto formaliza um acordo-quadro que já havia sido definido preliminarmente em novembro do ano passado.

Redução de tarifas e padronização regulatória

Segundo o USTR, o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas sobre uma ampla lista de produtos dos Estados Unidos, incluindo medicamentos, dispositivos médicos, produtos químicos, máquinas, veículos automotores, tecnologia da informação e diversos produtos agrícolas.

A Argentina também se comprometeu a reconhecer padrões regulatórios e de segurança dos EUA para bens importados, como automóveis e equipamentos médicos. No setor alimentício, o país adotará os padrões de segurança do USDA para carnes bovinas e de aves.

No ambiente digital, o acordo estabelece que não haverá tarifas sobre a transmissão internacional de dados, nem a criação de impostos sobre serviços digitais direcionados a empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Abertura do mercado agrícola

No campo agrícola, a Argentina deverá abrir seu mercado, em até um ano, para aves e produtos avícolas dos EUA. O país também trabalhará para simplificar processos burocráticos que afetam exportações norte-americanas de carne bovina e suína.

Outro ponto do acordo envolve a proteção de marcas e denominações. A Argentina concordou em não restringir o uso, por exportadores dos EUA, de nomes como asiago, feta e camembert, considerados pela União Europeia como indicações geográficas exclusivas.

Segurança, tecnologia e comércio internacional

O texto também amplia a cooperação bilateral no controle de exportações de bens sensíveis de uso duplo, que podem ter aplicações civis e militares. Além disso, estabelece compromissos para garantir a segurança da infraestrutura de telecomunicações argentina.

Embora o acordo não cite países específicos, o USTR afirmou que a iniciativa fortalece a atuação conjunta de Argentina e Estados Unidos contra práticas comerciais desleais de terceiros países, em referência indireta à China.

Parceria em minerais críticos

A Argentina se comprometeu ainda a articular com governos provinciais medidas para facilitar investimentos de empresas dos EUA em projetos de minerais críticos, como cobre, lítio e outros insumos estratégicos. O acordo prioriza os Estados Unidos como parceiro comercial nesses setores, em detrimento de economias acusadas de manipulação de mercado.

Contexto político e reações

Em outubro, o Tesouro dos EUA anunciou uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar o governo do presidente argentino Javier Milei na estabilização do peso. A iniciativa foi elogiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como um passo relevante para a recuperação econômica da Argentina.

Em comunicado, Jamieson Greer afirmou que o fortalecimento da parceria entre Trump e Milei serve como exemplo de integração econômica e proteção da segurança econômica e nacional no continente americano. Já Pablo Quirno classificou o acordo como uma “grande conquista” para ambos os países.

Por outro lado, a senadora norte-americana Elizabeth Warren, principal democrata no Comitê Bancário do Senado, solicitou nesta quinta-feira o encerramento da linha de swap, defendendo que a medida deveria ter caráter temporário.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Investimento

Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Economia

Brasil fecha 2025 com maior déficit em conta corrente desde 2014

O déficit em conta corrente do Brasil alcançou US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior resultado negativo desde 2014, quando o déficit chegou a US$ 110,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O principal fator para a ampliação do déficit foi a redução do superávit comercial, que caiu de US$ 65,8 bilhões em 2024 para US$ 60 bilhões em 2025. Em relação ao PIB, o indicador se manteve praticamente estável, passando de 3,03% para 3,02%.

Investimentos estrangeiros cobrem déficit

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil totalizou US$ 77,6 bilhões em 2025, equivalente a 3,41% do PIB, valor suficiente para financiar integralmente o déficit em conta corrente. No entanto, em dezembro, o IED registrou saldo negativo de quase US$ 5,2 bilhões, o pior resultado mensal da série histórica do Banco Central.

O que são as contas externas

As transações em conta corrente fazem parte do balanço de pagamentos, registrando entradas e saídas do país relacionadas a comércio de bens e serviços, renda (como lucros, dividendos e juros) e transferências unilaterais. Quando as saídas superam as entradas, ocorre déficit. Um déficit elevado pode refletir crescimento econômico, mas também indicar gargalos estruturais, como baixa poupança interna.

O IED representa investimentos produtivos de longo prazo realizados por estrangeiros no país, sendo a principal fonte de financiamento do déficit em conta corrente.

Contexto do IED em dezembro

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou em coletiva que o resultado negativo de dezembro estava acima das expectativas de mercado. Segundo ele, é comum ocorrer remessas de lucros ao exterior no fim do ano, mas em 2025 o volume foi maior, refletindo lucros mais elevados ao longo do ano e antecipação de remessas.

Rocha reforçou que o balanço de pagamentos em 2025 demonstra contas externas sólidas, com o déficit em conta corrente totalmente financiado por IED.

Perspectiva de instituições financeiras

Em nota, o Bradesco afirmou que, embora o déficit em conta corrente tenha componentes estruturais, os investimentos diretos estrangeiros continuam crescendo e devem permanecer robustos.

O Itaú destacou que o déficit de dezembro foi menor do que o esperado, com resultados mais fortes em renda, especialmente lucros e dividendos. O saldo do mês foi de US$ 3,3 bilhões. Segundo o banco, “o forte fluxo de lucros remetidos ao exterior foi parcialmente compensado por significativos reinvestimentos de lucros, que não geram fluxo cambial, mas impactam o déficit em conta corrente e o IED. Em 2025, o movimento de saídas líquidas no mês foi maior, alinhado ao volume elevado de distribuição de lucros”.

Para 2026, o Itaú revisou a previsão do déficit em conta corrente para US$ 70 bilhões, ante US$ 76,7 bilhões, considerando um superávit comercial mais forte do que o projetado anteriormente.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Beto Nociti/BCB

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Negócios

SC Day em Berna reúne 40 empresários suíços e brasileiros em torno de potenciais parcerias com Santa Catarina

O Governo de Santa Catarina realizou nesta terça-feira, 27, o SC Day in Bern, no Switzerland Innovation Park Biel/Bienne, reunindo mais de 40 empresários catarinenses e suíços, autoridades governamentais e representantes do ecossistema europeu de inovação. A iniciativa integrou a missão oficial liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e marcou a ativação prática do memorando de entendimento firmado entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, em junho de 2025.

Durante a programação do SC Day, empresas catarinenses apresentaram seus cases de inovação e internacionalização, compartilhando experiências concretas de inserção em mercados globais e demonstrando a capacidade do Estado de gerar soluções competitivas em áreas estratégicas como indústria avançada, inteligência artificial, novos negócios e tecnologia aplicada.

Na abertura do evento, a vice-governadora Marilisa Boehm apresentou indicadores econômicos e sociais de Santa Catarina, destacando o desempenho do estado em geração de emprego, industrialização, inovação e qualidade de vida, além do ambiente favorável à atração de investimentos estrangeiros. A InvestSC também participou da programação, com a apresentação de dados sobre competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios, reforçando Santa Catarina como um destino atrativo para parcerias e investimentos internacionais.

“Não foi à toa que assinamos um memorando de entendimento com o Cantão de Berna no ano passado. O Estado de Santa Catarina e a Suíça têm muito em comum em termos de inovação, tecnologia, governança e qualidade de vida. E hoje ficou ainda mais claro para nós que existem múltiplas possibilidades de cooperação e intercâmbio”, avaliou a vice-governadora.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) apoiou institucionalmente o SC Day em Berna, contribuindo para a articulação com o setor produtivo e para o fortalecimento das relações empresariais entre Santa Catarina e a Suíça.

Oportunidades em tecnologia, inovação e educação

Para o secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, o encontro representou um avanço concreto na relação entre os dois territórios. “Reunimos em Berna mais de 40 empresários catarinenses e suíços para apresentar Santa Catarina, ouvir o ecossistema de negócios local e promover uma aproximação estratégica. Essa agenda, liderada pela vice-governadora Marilisa Boehm e alinhada à visão do governador Jorginho Mello, marca a ativação prática do memorando com o Cantão de Berna e abre caminho para novas parcerias, especialmente nas áreas de inovação, educação e tecnologia.”

No período da tarde, a vice-governadora e a delegação catarinense realizaram visitas técnicas a centros de excelência do Switzerland Innovation Park, incluindo a Swiss Smart Factory, referência em Indústria 4.0 e transformação digital; o Swiss Advanced Manufacturing Center e o Swiss Battery Technology Center, voltados à manufatura avançada e tecnologias de armazenamento de energia; além do Swiss Health Tech Center e do Swiss Cobotic Competence Center, especializados em saúde, biotecnologia e robótica colaborativa.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM:  Bern Economic Development Agency l Divulgação

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