Aeroportos

E-commerce impulsiona uso de aeroportos como hubs logísticos no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce no Brasil vem transformando os aeroportos em peças estratégicas para operações de logística e distribuição de mercadorias. Empresas do varejo digital têm ampliado investimentos em hubs aéreos, rotas cargueiras e integração entre centros de distribuição para acelerar entregas em diferentes regiões do país.

O movimento acompanha iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que busca estimular novos usos econômicos da infraestrutura aeroportuária por meio dos programas Investe+ Aeroportos e AmpliAR.

Comércio eletrônico amplia demanda por logística aérea

Nos últimos anos, gigantes do varejo online passaram a fortalecer suas estruturas de transporte aéreo no Brasil. O objetivo é garantir entregas mais rápidas e ampliar a cobertura logística nacional, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

Em 2026, o Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no país e confirmou a expansão de sua rede logística, que deve alcançar 42 centros de distribuição. A companhia também ampliou a capacidade operacional do Air Hub em Guarulhos (SP) e reforçou a frota cargueira em parceria com a GOLLOG.

A Amazon seguiu estratégia semelhante ao anunciar Brasília (DF) como novo hub aéreo em parceria com a Latam Cargo Brasil. A iniciativa amplia a capacidade de distribuição para estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

Brasília ganha papel estratégico na distribuição nacional

Segundo a Amazon, a escolha de Brasília ocorreu devido à posição geográfica da capital federal e à forte conectividade aérea da região. O novo centro logístico deve acelerar entregas e melhorar a eficiência operacional em áreas consideradas de difícil acesso.

As operações incluem voos diretos para estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com isso, cresce também a importância da integração entre aeroportos, rodovias e centros logísticos, fortalecendo a infraestrutura de transporte de cargas no país.

Programa Investe+ Aeroportos busca ampliar uso econômico da infraestrutura

A expansão das operações ligadas ao comércio eletrônico está alinhada ao programa Investe+ Aeroportos, criado pelo MPor para incentivar empreendimentos comerciais, industriais e logísticos em áreas localizadas dentro ou no entorno dos aeroportos brasileiros.

A proposta é transformar os sítios aeroportuários em polos de negócios e desenvolvimento regional, atraindo investimentos e ampliando receitas para o setor.

Entre os projetos previstos estão centros logísticos, hotéis, hospitais, shoppings, oficinas de manutenção aeronáutica, escolas e espaços de eventos.

Aeroportos regionais ganham espaço na logística nacional

Outra iniciativa do governo é o programa AmpliAR, que pretende fortalecer a conectividade aérea regional ao incorporar aeroportos menores aos contratos de concessionárias responsáveis por grandes terminais.

A estratégia busca ampliar investimentos e melhorar a integração da malha aeroportuária brasileira, permitindo que cidades fora dos grandes centros também recebam operações logísticas.

Alguns aeroportos já incluídos no programa ocupam posições estratégicas para circulação de mercadorias e conexão regional.

Em Paulo Afonso (BA), por exemplo, o terminal facilita a ligação do interior nordestino com hubs como Recife (PE), Salvador (BA) e Maceió (AL). Já Araguaína (TO) se destaca pela localização entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Serra Talhada (PE) fortalece a conectividade do sertão nordestino, enquanto Cacoal (RO) amplia sua integração regional após investimentos em modernização da infraestrutura aeroportuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Aeroportos

Aeroportos concedidos ganham destaque como polos econômicos no programa Investe+ Aeroportos

O Secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou nesta quinta-feira (16), em São Paulo, o potencial econômico dos aeroportos concedidos durante o GRI Roundtable Investe+ Aeroportos. O encontro reuniu representantes do setor para discutir novas oportunidades de investimento e uso comercial das áreas aeroportuárias além da aviação tradicional.

Aeroportos como polos de desenvolvimento regional

O programa Investe+ Aeroportos, criado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), tem como meta transformar os terminais em centros comerciais e logísticos multifuncionais. A iniciativa pretende atrair empreendimentos como shoppings, hotéis, centros de convenções, hospitais, terminais rodoviários e centros logísticos, aproveitando o potencial das áreas concedidas para gerar novas receitas e estimular o crescimento regional.

Segundo Daniel Longo, o programa representa uma mudança de paradigma na forma como os aeroportos são administrados no país.

“O futuro dos aeroportos brasileiros passa cada vez mais pelo estímulo à diversificação econômica”, afirmou o secretário.

Investimentos privados já somam R$ 4,5 bilhões

A base do Investe+ Aeroportos está na flexibilização da Portaria nº 93/2020, que permite a cessão remunerada de áreas em aeroportos concedidos. Desde 2023, 19 projetos já foram aprovados, com investimentos privados que ultrapassam R$ 4,5 bilhões — um sinal claro do interesse do mercado em explorar o potencial comercial dos terminais.

Setor discute desafios e oportunidades

Durante o evento, especialistas, advogados e representantes do setor aéreo discutiram os desafios e oportunidades para destravar o potencial econômico dos aeroportos brasileiros. Entre os temas debatidos estavam ajustes contratuais, novos modelos de negócio, fontes de financiamento e o papel das políticas públicas na integração entre concessões aeroportuárias e mercado imobiliário.

Governo aposta em novos empreendimentos

Para Daniel Longo, o encontro serviu para reforçar o compromisso do governo federal em incentivar a diversificação comercial nos aeroportos.

“Estamos empenhados em incentivar novos empreendimentos comerciais nos aeroportos brasileiros. Nosso objetivo é dinamizar o potencial econômico desses equipamentos, ampliando sua capacidade de gerar receita e impulsionar o desenvolvimento regional”, destacou o secretário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: GRI Institute

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