Evento

FIESC promove imersões sobre captação de recursos e negócios internacionais no Sul de SC

A Academia FIESC de Negócios realizará, em novembro de 2026, duas imersões executivas voltadas ao desenvolvimento empresarial no Sul de Santa Catarina. Os encontros ocorrerão em Tubarão, no dia 18, e em Criciúma, no dia 24, com foco na captação de recursos para inovação e na internacionalização de empresas.

As capacitações são direcionadas a lideranças empresariais interessadas em estruturar projetos, identificar oportunidades de financiamento e preparar seus negócios para atuar no mercado externo.

Com oito horas presenciais cada, as formações terão atividades práticas e ferramentas aplicáveis à realidade das organizações. A proposta é abordar duas frentes complementares para o crescimento das empresas: o acesso a recursos para viabilizar projetos e o planejamento estratégico para conquistar mercados internacionais.

Tubarão recebe imersão sobre captação de recursos e inovação

A primeira formação, intitulada Captação Estratégica de Recursos e Fomentos, será realizada em 18 de novembro, em Tubarão. A atividade será conduzida por Eline Casasola, CEO da Atitude Inovação e da Lúmen Connect Lab.

A programação contempla os instrumentos públicos de financiamento à inovação, a identificação de oportunidades de fomento e a estruturação de projetos empresariais. Durante o encontro, os participantes também desenvolverão um canvas de captação de recursos, ferramenta voltada à organização das estratégias para obtenção de financiamento.

Segundo Eline, o acesso a mecanismos de incentivo precisa fazer parte do planejamento contínuo das empresas, em vez de depender apenas de oportunidades pontuais.

A executiva destaca que a utilização estratégica desses instrumentos é importante para negócios brasileiros que buscam ampliar sua competitividade e disputar espaço no mercado global.

Criciúma terá capacitação sobre internacionalização de empresas

No dia 24 de novembro, será a vez de Criciúma receber a imersão Negócios Internacionais, conduzida por Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC.

O conteúdo abordará fatores que influenciam a entrada de empresas em mercados estrangeiros, incluindo o cenário geopolítico e os aspectos comerciais, logísticos e financeiros das operações internacionais.

Os participantes também trabalharão na elaboração das bases de um Plano de Negócios Internacional, instrumento que auxilia na avaliação de oportunidades e na organização das estratégias de expansão para outros países.

A capacitação busca oferecer subsídios para que as empresas compreendam os desafios da atuação internacional e planejem suas operações com maior estruturação.

Contratação conjunta oferece desconto de 50% na segunda imersão

As empresas interessadas poderão participar das duas formações com condições comerciais especiais. Na contratação conjunta, a segunda imersão terá 50% de desconto.

O pacote inclui duas vagas em cada encontro, permitindo que uma mesma organização capacite até quatro profissionais nas áreas de captação de recursos e negócios internacionais.

A iniciativa reúne conteúdos voltados à estruturação de projetos, ao financiamento da inovação e ao planejamento de estratégias de expansão comercial.

Serviço: imersões executivas da FIESC no Sul de Santa Catarina

Captação Estratégica de Recursos e Fomentos

  • Data: 18 de novembro de 2026
  • Local: SESI Tubarão
  • Endereço: Avenida Marcolino Martins Cabral, 1702, Vila Moema, Tubarão (SC)
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18h

Negócios Internacionais

  • Data: 24 de novembro de 2026
  • Local: SESI Clínica
  • Endereço: Rua Marechal Deodoro, 80, Centro, Criciúma (SC)
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18h

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

Internacionalização de empresas exige planejamento e estrutura para conquistar mercados externos

A expansão para o mercado internacional pode abrir novas oportunidades para a indústria catarinense, especialmente diante dos acordos comerciais firmados ou negociados pelo Mercosul com a União Europeia e blocos como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisam avaliar se estão preparadas para exportar e sustentar operações fora do Brasil.

O alerta é da presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, a entrada no mercado externo exige planejamento estratégico, capacidade produtiva e conhecimento das regras que orientam o comércio internacional.

Planejamento estratégico é essencial para exportar

Antes de prospectar clientes em outros países, a empresa deve analisar seu nível de preparação para a internacionalização dos negócios. Essa avaliação envolve fatores como estrutura de gestão, capacidade de produção, formação de preços, habilitação para exportar e adequação às exigências do mercado de destino.

Para Maria Teresa Bustamante, o tamanho da organização não determina sua capacidade de atuar internacionalmente. O fator decisivo é incluir esse objetivo no planejamento da empresa e conhecer suas condições atuais antes de definir os próximos passos.

“Internacionalização independe do tamanho da empresa, mas precisa estar no planejamento estratégico. Não é possível traçar a rota sem saber o ponto de partida”, afirma.

Formação de preços e capacidade produtiva merecem atenção

A definição do preço de exportação exige uma análise mais ampla do que a simples conversão do valor praticado no mercado brasileiro para dólares. É necessário contabilizar custos operacionais, tributos, despesas logísticas e a margem de lucro prevista para a operação.

Outro aspecto fundamental é verificar se a indústria consegue atender à demanda internacional de maneira contínua, sem comprometer o fornecimento aos clientes nacionais. A capacidade produtiva e a organização da cadeia de suprimentos são determinantes para manter a competitividade e cumprir os prazos acordados com compradores estrangeiros.

Habilitação e normas internacionais fazem parte do processo

O domínio dos procedimentos burocráticos também é indispensável para quem pretende ingressar no comércio exterior. Entre as etapas está a habilitação para operar no mercado internacional, incluindo o Radar, sistema de habilitação da Receita Federal que permite às empresas realizar operações de importação e exportação, conforme os requisitos aplicáveis.

A classificação correta das mercadorias pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pelo código internacional HS Code é outro requisito importante. Esses sistemas identificam os produtos e auxiliam na determinação dos tributos, dos procedimentos aduaneiros e das exigências aplicáveis em cada destino.

Conforme o país e o tipo de mercadoria, também podem ser necessárias certificações específicas, adequações a normas técnicas e sanitárias e mudanças nas embalagens e na rotulagem.

Conhecer essas exigências antecipadamente ajuda a reduzir riscos, evitar custos inesperados e aumentar as chances de sucesso nas operações internacionais.

FIESC oferece avaliação gratuita de maturidade internacional

Para auxiliar as empresas nesse processo, a FIESC disponibiliza a Avaliação de Maturidade Internacional (AVM), um diagnóstico online e gratuito que permite identificar o nível de preparação do negócio para atuar no exterior.

O questionário contém 26 perguntas e examina diferentes áreas da operação, incluindo:

  • Estratégia e gestão empresarial;
  • Habilitação para o comércio exterior;
  • Produtos e serviços;
  • Formação de preços;
  • Manufatura e cadeia de suprimentos.

Com base nas respostas, a empresa recebe um diagnóstico e um plano de ação que apontam os aspectos que precisam ser desenvolvidos para avançar na internacionalização.

Programa Intercomp apoia empresas na expansão internacional

A Avaliação de Maturidade Internacional integra o Intercomp — Programa de Internacionalização da FIESC, iniciativa que reúne soluções para apoiar as empresas em diferentes etapas de sua atuação no mercado externo.

O programa oferece trilhas voltadas à exportação e à importação, inteligência comercial e rodadas de negócios, contribuindo para que as empresas identifiquem oportunidades e desenvolvam estratégias de acesso a novos mercados.

A AVM pode ser realizada gratuitamente pela internet e representa um ponto de partida para indústrias que desejam avaliar suas condições, corrigir fragilidades e estruturar um plano consistente de internacionalização e expansão comercial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Comércio Exterior

Estratégia, logística e inovação: o caminho das empresas brasileiras no comércio exterior

Especialista Mariana Pires Tomelin explica como estratégia, logística e inovação ajudam indústrias brasileiras a conquistar mercados internacionais.

Em um cenário global cada vez mais competitivo, compreender os caminhos do comércio internacional deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. Para falar sobre os desafios e oportunidades que as indústrias brasileiras encontram ao buscar espaço além das fronteiras, conversamos com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana atua de forma decisiva na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções inovadoras para inserção em mercados globais. Reconhecida pela aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data em estratégias de negócios internacionais, ela transforma dados em decisões que fortalecem a competitividade de empresas brasileiras no cenário mundial.

Com uma trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de antecipar tendências, Mariana compartilha, nesta entrevista, reflexões e orientações essenciais sobre logística, estratégia, desafios e conselhos práticos para quem deseja expandir fronteiras.

Qual é a importância do comércio internacional para a competitividade das indústrias?

MARIANA – O comércio internacional amplia mercados, gera acesso a novas tecnologias, insumos de melhor qualidade e preços mais competitivos. Isso permite que as indústrias reduzam custos, inovem em produtos e aumentem sua eficiência. Além disso, empresas que atuam globalmente se fortalecem frente à concorrência local, alcançando escalabilidade e novas fontes de receita.

Por que contar com um especialista em comércio internacional é essencial?

MARIANA – Um especialista orienta em áreas críticas como legislação aduaneira, logística internacional, classificação fiscal, regimes aduaneiros especiais e regulamentações específicas de cada país. Sem esse direcionamento, as empresas correm riscos de multas, atrasos, custos extras e até perda de mercadorias. A presença de um profissional qualificado traz segurança, eficiência e conformidade legal às operações.

Como a logística influencia diretamente o sucesso das exportações e importações?

MARIANA – A logística internacional é o coração do comércio exterior. Uma gestão eficiente do transporte, armazenagem, seguros e desembaraço aduaneiro garante entregas rápidas, redução de custos e confiabilidade nas operações. Uma falha logística pode comprometer contratos inteiros e a imagem da empresa no mercado externo.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelos empreendedores ao buscar novos mercados internacionais?

MARIANA – Os principais desafios incluem: barreiras tarifárias e não tarifárias, adequação a padrões técnicos e fitossanitários, volatilidade cambial, complexidade regulatória e alta concorrência global. Além disso, muitos empreendedores enfrentam falta de conhecimento técnico e de rede de contatos estratégicos, o que limita sua capacidade de expansão.

Qual é o papel da estratégia em um mundo globalizado?

MARIANA – Estratégia é o fator que diferencia empresas que apenas participam do comércio internacional daquelas que lideram nele. Ter clareza sobre posicionamento competitivo, diferenciação de produto, canais de distribuição, alianças estratégicas e uso de tecnologias é fundamental. A globalização exige visão de longo prazo, adaptação cultural e inovação contínua.

Que conselho você daria para indústrias que desejam se tornar mais competitivas globalmente?

MARAIANA – Invistam em conhecimento especializado, em tecnologias como IA e em uma visão estratégica de longo prazo. Busquem entender profundamente o mercado-alvo, respeitem as normas internacionais, construam parcerias sólidas e diversifiquem fornecedores e clientes. A competitividade global não é apenas uma questão de preço, mas de inteligência, inovação e resiliência.

Texto e imagem: Divulgação


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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, o combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entrada, conectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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