Portos

Nova política de PD&I fortalece pesquisa e inovação nos portos brasileiros

A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação passam a integrar de forma estruturada o planejamento das autoridades portuárias brasileiras. A mudança foi estabelecida pela Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I Portos), instituída pela Portaria GM-MPor nº 53, de 11 de setembro de 2026.

A nova política cria diretrizes nacionais para organizar as iniciativas de inovação nos portos e estimular a aproximação entre o setor portuário, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de fomento.

Entre as principais mudanças está a obrigação de as autoridades portuárias elaborarem planos anuais de PD&I. Os documentos deverão apresentar as fontes e os valores previstos para investimentos, além de estabelecer metas e indicadores de acompanhamento.

Também deverá ser definida uma área responsável pela agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro de cada autoridade portuária.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca transformar projetos que antes eram desenvolvidos de maneira individual em uma agenda mais integrada para o setor.

A expectativa é que a medida contribua para o desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade dos portos brasileiros.

Inovação passa a fazer parte da gestão portuária

A PD&I Portos também prevê ações de capacitação e o desenvolvimento de parcerias com instituições científicas e tecnológicas e startups.

Outro avanço está na inclusão de um indicador específico de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Índice de Gestão da Autoridade Portuária, ampliando o acompanhamento do tema dentro da gestão do setor.

Futuros editais e instrumentos de outorga também poderão incorporar cláusulas de incentivo à PD&I, considerando as características de cada contrato e as atribuições da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A agência poderá ainda alinhar atos normativos, estudos, projetos e programas previstos em seu planejamento estratégico às diretrizes da nova política, dentro de suas competências.

Para empresas e demais agentes privados, a PD&I Portos tem caráter de orientação e incentivo. A portaria não estabelece, por si só, novas obrigações para esses agentes.

Implementação será gradual

Embora a Portaria nº 53 já esteja em vigor, a implementação da política ocorrerá de maneira gradual. O processo deverá considerar o porte e a capacidade institucional de cada autoridade portuária. Entre as atribuições das autoridades estão a definição formal da área responsável pela PD&I, a elaboração e execução do planejamento anual e o fornecimento de informações para o acompanhamento dos resultados.

A Secretaria Nacional de Portos será responsável pela coordenação da política em âmbito nacional. Entre suas funções estão o monitoramento dos resultados e a articulação com instituições de ciência e tecnologia, agências de fomento, instituições financeiras e outros parceiros.

A Secretaria terá prazo de até 180 dias, a partir da publicação da portaria, para apresentar o cronograma de estudos destinado a detalhar os instrumentos previstos na política.

Entre os instrumentos previstos está o InovaPortos, iniciativa destinada a estimular a articulação, o financiamento e a implementação de projetos de inovação e transformação digital no setor portuário. A proposta é ampliar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, conectando projetos e instituições que possam contribuir para a modernização das operações portuárias.

Política começou a ser construída com o Navegue Simples

A criação da PD&I Portos está relacionada a iniciativas anteriores do governo federal. Um dos pontos de partida foi o Navegue Simples, programa criado em 2024 que incluiu entre seus objetivos o estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento no setor portuário.

A elaboração da política também contou com as discussões do Grupo de Trabalho 6 (GT6) do programa, formado por representantes do poder público e de quase 20 entidades privadas.

Outra frente de discussão são as Caravanas da Inovação Portuária, realizadas desde fevereiro de 2025 para promover debates sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação com representantes do setor.

As edições já passaram por Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Maceió. A próxima está programada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Navegantes (SC).

Com a nova política, a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a inovação avance de projetos pontuais para uma agenda permanente dentro das autoridades portuárias. A proposta envolve a criação de equipes, processos e instrumentos específicos para desenvolver projetos, buscar recursos e compartilhar experiências.

No médio e longo prazo, a iniciativa pretende ampliar o uso de soluções capazes de contribuir para a eficiência, sustentabilidade e competitividade do setor portuário brasileiro.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Cláudio Neves / Portos do Paraná

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Inovação

MPor atualiza diretrizes para inovação, sustentabilidade e governança em portos e aeroportos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu um novo passo na modernização dos setores portuário e aeroportuário. Três portarias que estabelecem novas diretrizes para sustentabilidade, pesquisa e inovação portuária e governança das empresas estatais vinculadas à pasta foram assinadas nesta semana.

As medidas atualizam a Política de Sustentabilidade do Ministério, instituem a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos) e criam o Programa Impulsiona, voltado ao aprimoramento da supervisão e da integração das empresas estatais.

Segundo o MPor, o conjunto de iniciativas pretende criar mecanismos permanentes de planejamento, acompanhamento de resultados e estímulo à inovação, além de aproximar a atuação das empresas públicas das políticas definidas para os setores de portos e aeroportos.

Sustentabilidade ganha novas diretrizes

A atualização da Política de Sustentabilidade estabelece uma estrutura permanente para o planejamento e o monitoramento das ações ambientais desenvolvidas pelo setor. Entre as possibilidades previstas está a definição anual de compromissos relacionados a temas como descarbonização, água de lastro, qualidade do ar e controle da poluição sonora.

Outro instrumento que passa por aprimoramento é o Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa de adesão voluntária destinada às organizações dos setores portuário e aeroportuário. No segmento de aeroportos, o padrão internacional Airport Carbon Accreditation (ACA) passa a ser reconhecido como referência para comprovação de avanços na gestão das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o Ministério, a mudança busca dar maior previsibilidade aos processos e criar parâmetros mais consistentes para acompanhar a evolução das práticas ambientais.

Política nacional pretende fortalecer inovação nos portos

A PD&I-Portos cria um referencial nacional para orientar e coordenar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na atividade portuária. Entre os instrumentos previstos estão o Programa InovaPortos e os Hubs de Inovação Portuária, com a proposta de ampliar a conexão entre portos, universidades, startups, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa.

A intenção é transformar conhecimento e novas tecnologias em soluções aplicáveis aos desafios enfrentados diariamente nas operações portuárias. A política foi desenvolvida a partir das discussões do Programa Navegue Simples e busca dar continuidade e escala a iniciativas de inovação que, atualmente, podem ser conduzidas de maneira isolada.

Para o MPor, a nova estrutura deverá contribuir para consolidar a inovação como uma atividade permanente no setor portuário brasileiro.

Programa Impulsiona amplia integração entre estatais

O terceiro eixo das medidas anunciadas pelo Ministério é o Programa Impulsiona, criado para fortalecer a supervisão ministerial das empresas estatais vinculadas ao MPor. Entre as empresas abrangidas estão a Infraero, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as Companhias Docas.

Coordenado pela Secretaria-Executiva, o programa deverá reunir informações, diagnósticos e dados estratégicos das empresas para apoiar o planejamento e identificar oportunidades de cooperação e melhoria de eficiência. A proposta também prevê maior alinhamento entre os planejamentos estratégicos das estatais e as políticas públicas estabelecidas pelo Ministério, preservando a autonomia administrativa e operacional de cada companhia.

Com uma estrutura integrada de coordenação, o Impulsiona pretende reduzir a dispersão de informações e ampliar a troca de experiências entre as empresas.

Modernização combina ESG, tecnologia e gestão

As três portarias assinadas pelo MPor estruturam uma agenda que reúne sustentabilidade, inovação, pesquisa e governança como elementos da modernização dos setores portuário e aeroportuário.

A expectativa do Ministério é que os novos instrumentos contribuam para uma gestão mais integrada e orientada por planejamento, acompanhamento de resultados e adaptação às transformações tecnológicas e ambientais que impactam a logística brasileira.

As medidas também reforçam a intenção de transformar iniciativas de inovação, práticas ambientais e mecanismos de governança em políticas permanentes, incorporadas à gestão dos setores de portos e aeroportos.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Feita por IA

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Inovação

Inovação no setor portuário: o caminho para destravar gargalos logísticos e reposicionar o Brasil no comércio global

Inovação deixou de ser tendência e passou a ser condição para a competitividade portuária. Em um cenário de intensificação das relações comerciais entre Mercosul, União Europeia e países asiáticos, a eficiência logística se tornou estratégica para países que desejam ocupar espaço relevante no comércio internacional. No Brasil, esse debate ganha força a partir de políticas públicas que colocam a inovação no centro das decisões sobre infraestrutura, integração de modais e gestão portuária.

Nesse contexto, a Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística (PNL 2050) se consolida como um dos principais instrumentos para orientar o futuro dos transportes no país. O estudo, que contou com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), vai além do diagnóstico técnico: ele propõe uma mudança de mentalidade, ao defender uma logística mais inteligente, integrada e orientada por dados — base essencial para a inovação no setor portuário.

Inovação como eixo da multimodalidade

Um dos pontos centrais do PNL 2050 é a necessidade urgente de equilibrar a matriz de transportes, reduzindo a sobrecarga histórica do modal rodoviário e ampliando o uso de hidrovias, cabotagem, ferrovias e da infraestrutura aeroportuária. Para o MPor, inovar passa, necessariamente, por valorizar modais de alta capacidade e eficiência, conectando áreas produtoras aos portos e aos mercados internacionais por meio de corredores logísticos integrados.

Segundo Tetsu Koike, diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, o plano é uma ferramenta estratégica para desenhar o futuro do país. “Temos em mãos uma ferramenta preciosa para orientar ações e definir qual país queremos no futuro. Os transportes movimentam a economia e seus modais precisam estar integrados para termos eficiência logística, redução de custos e superarmos desafios históricos. É uma construção permanente e interfederativa.”

Na mesma linha, George Santoro, secretário executivo de Transportes, destaca que o PNL é um guia em constante evolução. “A cada cinco anos, atualizamos e aprimoramos os planos de transporte. Isso permite integrar os modais de forma mais lógica, conectando-os por corredores logísticos. O PNL 2050 traz uma matriz que realmente retrata a realidade do país.”

Gargalos logísticos: onde a inovação se torna urgente

O diagnóstico técnico do PNL 2050 evidencia gargalos que impactam diretamente a competitividade dos portos brasileiros: dificuldades na origem das cargas, problemas no escoamento para exportação e pressão sobre a infraestrutura portuária. No transporte de passageiros, o estudo também aponta a saturação de eixos aeroportuários estratégicos.

Para Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a resposta está na integração e na inovação sistêmica. “Hoje, portos, rodovias e ferrovias estão conectados à estratégia do PNL. Trilhos e estradas funcionam como artérias que alimentam o sistema portuário exportador.”

Diante desse cenário, cresce a reflexão: é possível resolver gargalos apenas com grandes obras e investimentos de longo prazo? Ou a inovação pode oferecer soluções mais rápidas, eficientes e sustentáveis?

O que é, afinal, inovação portuária?

Para aprofundar esse debate, a equipe do ReConecta ouviu Thiago Alvarenga Camelo, coordenador-geral de Inovação Portuária e Transformação Digital da Secretaria Especial de Portos do MPor. Ele esteve na Superintendência do Porto de Itajaí, no último dia 17 de dezembro, apresentando as diretrizes do Inova Portos, programa que busca estruturar a inovação como política pública no setor portuário brasileiro.

Segundo Thiago, o Inova Portos nasce com o objetivo de sair do campo conceitual e avançar para ações práticas. “Vamos definir indicadores, metas, instrumentos e, se possível, pontos de financiamento. A ideia é que a inovação não fique apenas no nível de diretriz, mas se traduza em iniciativas concretas.”

Direcionar, não operar

O coordenador reforça que o papel do Ministério é estratégico, e não operacional. “O Ministério define prioridades e dá o direcionamento. Cabe às autoridades portuárias e aos arrendatários executar. É oferecer uma base clara sobre o que fazer e quais recursos utilizar.”

Ele também destaca que a inovação nem sempre gera retorno financeiro imediato, mas ainda assim é essencial. “Muitas iniciativas precisam ser testadas. Nem toda inovação traz resultado no curto prazo, mas isso não significa que não valham a pena”, reforça.

Da estruturação à institucionalização

Após um período de debates internos, o Inova Portos avança agora para a fase de institucionalização. “Estamos trabalhando em uma portaria que será submetida à consulta pública, acompanhada de uma análise de impacto regulatório. A expectativa é abrir essa consulta no início de 2026, para colher contribuições da sociedade”, explica Thiago.

A partir dessa base normativa, autoridades portuárias e operadores terão mais segurança jurídica para desenvolver projetos de inovação, pesquisas e parcerias com universidades, startups e centros de pesquisa.

Inovação como alternativa aos investimentos tradicionais

Um dos pontos mais estratégicos do Inova Portos é propor uma mudança de lógica na gestão dos gargalos. “Quando surge um problema de capacidade, o gestor costuma pensar primeiro em grandes investimentos, que são caros e demorados. A inovação e a tecnologia podem ajudar a aliviar gargalos enquanto esses investimentos não se concretizam”, avalia.

Automação, inteligência artificial, gestão por dados e digitalização de processos aparecem como caminhos para aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e melhorar a tomada de decisão.

“Inovação é oportunidade”

Para Thiago Alvarenga, inovação no setor portuário deve ser vista como escolha estratégica. “Inovação é oportunidade. É olhar para novos produtos, processos e serviços como formas de melhorar a prestação de serviços e os resultados. A ideia não é punir, mas destacar e premiar quem se envolve e faz diferente.”

Em um ambiente global cada vez mais competitivo, inovar nos portos não é mais uma opção — é uma condição para que o Brasil avance na logística, fortaleça o comércio exterior e construa um sistema portuário mais eficiente, integrado e preparado para o futuro.

Fonte: MPOR – Ministério de Porto e Aeroportos
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DAIANA BROCARDO – RECONECTA NEWS

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Evento, Portos

InovaPortos 2025 atraiu mais de 700 pessoas em dois dias de evento sobre Transformação Digital e IA

Mais de 700 pessoas passaram pelo InovaPortos 2025 durante os dois dias de evento, realizado pelo Porto do Itaqui em parceria com o Sebrae Maranhão. A 6ª edição, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho no Multicenter Sebrae, reafirmou o evento como um dos principais fóruns de inovação portuária do país ao reunir especialistas, autoridades, startups e estudantes em torno de um tema central: como a inteligência artificial e a transformação digital estão moldando o presente e o futuro dos portos brasileiros.

“Finalizamos o evento com a sensação de dever cumprido. Além das principais autoridades portuárias do Brasil, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Antaq e das mais diversas empresas, nós conseguimos reunir diferentes atores da sociedade para falar de inovação, de tecnologia e de transformação digital nos portos. Foi histórico!”, destacou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Com uma programação intensa, o evento promoveu palestras, painéis temáticos, apresentações institucionais, estandes de empresas e até um torneio de robótica com a participação de alunos da rede pública e privada do Maranhão. A proposta foi clara: conectar diferentes gerações e setores em torno da inovação, desde a educação básica até os tomadores de decisão na gestão portuária.

Entre os destaques, estiveram nomes como Arthur Igreja, um dos principais palestrantes brasileiros na área de inovação e tecnologia, que marcou presença no primeiro dia de evento para falar sobre transformação digital com IA, os impactos na produtividade e os efeitos nas organizações ao longo do tempo.

IA, Porto 4.0 e robótica em foco 

No primeiro dia de programação, o Inova discutiu as tendências da IA na indústria e logística, com representantes da Transpetro, Vale, Eletrobras e ANTAQ. Houve ainda um painel direcionado a “Startups e Governo”, que discutiu o Marco Legal das Startups e a Lei do Bem, além do Torneio de Robótica, com participação de estudantes de escolas públicas e privadas do Maranhão.

Ao longo da tarde, a Caravana da Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) trouxe o diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do MPor, Tetsu Koike, seguido de painéis sobre o trabalho portuário na era 4.0, pitches de startups, inovação social e governança do ecossistema de inovação.

Durante sua fala, Koike ressaltou a importância de engajar agentes públicos e privados, fortalecer a cultura de inovação e buscar novas formas de financiamento contínuo. Ele também apresentou iniciativas do MPor como o Programa Navegue Simples e a Política de Sustentabilidade, que abrangem diversos modais logísticos. “O porto organizado é um bem público. Ele cumpre uma função essencial e estratégica para o Brasil”, comunicou.

Conexões 

Além das palestras e painéis, o Inova contou com estandes de várias empresas, pesquisadores, estudantes e do programa de Residência Portuária em Inovação do Itaqui. Todos apresentaram seus projetos e produtos inovadores a quem passou pelo evento.

O Torneio de Robótica foi outro diferencial do fórum ao envolver estudantes do ensino básico em projetos de tecnologia aplicada ao setor portuário. A professora Hellen Xavier, que veio de São Paulo para participar do evento, elogiou a iniciativa.

“Parabéns por terem trazido jovens para exporem seus projetos de robótica. Isso aproxima a academia do mercado de trabalho, inspira novas gerações e ajuda a trazer inovação, tecnologia e soluções.  Também parabenizo os organizadores, que convidaram profissionais de mercado para debater e trazer ideias em palestras que se complementaram”, destacou a professora.

Já o jovem pesquisador Davi Guimarães, que participa de uma pesquisa financiada pelo Porto do Itaqui sobre ROV Marinho, apresentou o modelo “Manta”, um veículo autônomo para batimetria no porto. “O InovaPortos foi uma oportunidade incrível para fazermos contatos com diversas empresas e de confirmar o nosso compromisso com a entrega do projeto”, destacou o pesquisador.

Evolução da Inovação no setor portuário 

Para Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), o InovaPortos cumpre um papel essencial. “Normalmente, as empresas e as entidades são um pouco conservadoras, chegam até a ter um pouco de medo de inovação. Então o Inova vem cobrir essa lacuna. Eu, sempre que posso, participo”, opinou.

Roberto Paveck, economista da autoridade Portuária de Santos, explicou que a sexta edição do InovaPortos representou um ponto de evolução da inovação no contexto portuário. “Participo desde a primeira edição do Inova e pude ver a evolução desse projeto no porto com grandes transformações ao longo dos anos”, comentou o economista.

Inovação com talentos locais 

O segundo e último dia de evento foi aberto com a palestra do Eduardo Peixoto, CEO do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), que compartilhou a jornada do Centro como catalisador de inovação aberta no Brasil.

Em seguida, houve as apresentações dos painéis sobre Port Community System (PCS) e a gestão portuária baseada em dados; Smart Ports, com foco em IA, IoT e automação; Inovações na indústria e logística, com cases do Grupo Mateus, Suzano e CLI e Hubs de inovação. Para finalizar, o evento trouxe cases de sucesso em portos brasileiros, com experiências de Itapoá, Santos, Suape e Itaqui.

Sobre o Porto do Itaqui, o gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação, Gabriel Mateucci Cassia, apresentou um panorama das principais iniciativas inovadoras em andamento, com destaque para o Programa de Residência Portuária em Inovação. Pioneiro no Brasil, o programa reúne jovens talentos maranhenses para atuarem diretamente em desafios reais do setor logístico-portuário, desenvolvendo soluções práticas e estratégicas para a modernização e a eficiência das operações no porto.

“A missão do nosso programa é contribuir com a transformação do Maranhão em um hub de conhecimento do setor portuário. E a gente faz isso a partir da formação da mão de obra local e oferecendo, à população maranhense, a possibilidade de se integrar ao nosso complexo portuário”, enfatizou.

Prêmio Porto do Itaqui 

O InovaPortos foi encerrado em clima de celebração com a entrega do Prêmio Porto do Itaqui, que homenageou iniciativas maranhenses de destaque em sete categorias.  Os vencedores que conquistaram o primeiro lugar foram:

  • Produção Acadêmica
    Alexsandro Sousa Brito (UFMA)
    Estudo sobre a atividade portuária e o emprego no Maranhão.
  • Jornalismo
    Linda Rafaelly Rodrigues dos Santos (TV UFMA)
    Reportagem sobre o protagonismo feminino na logística portuária.
  • Redação
    Isadora Correa Nogueira (CEMAT)
    Texto sobre privacidade de dados na era digital.
  • Empresa Inovadora
    Gabriela Colonhese (Ultracargo)
    Projeto de inspeção e limpeza robotizada de tanques.
  • Robótica
    IEMA Itaqui-Bacanga
    Projeto “WearSafe: Tecnologia Assistiva e IoT do Porto do Itaqui”.
  • Hackathon do Complexo Portuário Maranhense
    Equipe 19, liderada por Maria Eduarda Rezzo
    Solução voltada à inovação em Equipamentos de Proteção Individual para trabalhadores portuários.

A lista completa dos vencedores de todas as categorias está disponível em: https://www.fapema.br/edital-fapema-emap-no-07-2025/ .

Você pode assistir a programação completa do InovaPortos pelo canal do YouTube do Porto do Itaqui: https://www.youtube.com/watch?v=tvIMdFUI910 .

Fonte: Informativo dos Portos

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