Inovação, Tecnologia

Cientistas chineses anunciam robô com capacidade de gestar bebê humano; VEJA VÍDEO

Será que em breve robôs darão à luz bebês humanos? Cientistas chineses dizem quem sim!

Na conferência Mundial de Robótica em Pequim, Zhang Qifeng, da Kaiwa Technology, anunciou a criação de um útero artificial – pronto para 2026. Mas até agora, ninguém viu a tecnologia.

Como funcionaria? Um bebê cresce dentro do útero, é alimentado por uma sonda e “nasce” após nove meses. Mas como ocorre a concepção? Ainda é um mistério!

Zhang afirma apenas que humanos e robôs “interagirão para gerar uma gravidez”.

A empresa divulgou que o protótipo custará cerca de 12 mil euros – mas a implementação global pode levar mais tempo.

Críticos duvidam que a tecnologia consiga copiar um processo tão complexo quanto a gravidez.

Eles argumentam ser antiético, que rompe o vínculo mãe-filho e pode causar problemas psicológicos na criança.

O lado positivo? Pode ajudar casas inférteis e prevenir riscos de gravidez para as mulheres.

Qual a sua opinião sobre isso?

Fonte: G1

Ler Mais
Notícias

BYD inaugura parque temático na China

A BYD inaugurou um centro de experiências automotivas em Zhengzhou, na China, que combina pistas de alta performance, áreas off-road e atrações exclusivas para os amantes automobilísticos. O espaço oferece testes com diversos modelos da marca, incluindo o superesportivo elétrico Yangwang U9 e o SUV Yangwang U8.

Fonte: Autopapo

Ler Mais
Evento, Inovação, Logística

Programa Rotas para a Inovação conecta startups e setor logístico em Itajaí

O Programa Rotas para a Inovação – Programa de Inovação Aberta do Complexo Portuário, foi oficialmente lançado nesta terça-feira (26) durante evento no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí. A iniciativa é do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação. O objetivo é buscar soluções inovadoras para desafios diários da cadeia logística e produtiva, e estimular o crescimento. 

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o programa representa um marco para o complexo portuário, pois tem como propósito aproximar startups, empreendedores e centros de pesquisa. “A ideia é transformar o Porto de Itajaí em um Porto Inteligente. Juntos, vamos impulsionar novos negócios, gerar empregos, aumentar a renda e fortalecer a economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil”, explica. 

Segundo a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’antonia, a entidade irá atuar como parceira estratégica para dar suporte ao empreendedorismo. A proposta é estimular novos negócios, fortalecer micro e pequenas empresas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região da Foz do Rio Itajaí. “Nossa função é disponibilizar ferramentas que incentivem a adoção de soluções criativas e transformadoras para os negócios”, destacou.

O Programa teve como inspiração projetos desenvolvidos em outros portos do mundo, com foco na inovação e no crescimento. Conforme o diretor financeiro da Invest Itajaí e do Elume, Claudiomir Pedroni, uma dos diferenciais é o caráter colaborativo da ação. “O Programa cria uma ponte: de um lado, as empresas estratégicas e o setor portuário; do outro, um ecossistema de inovação vibrante, formado por startups, empreendedores e pesquisadores”, disse.

O programa na prática

O Rotas para a Inovação prevê quatro encontros, com workshops dedicados à identificação de desafios, aproximação de empresas e startups e desenvolvimento de projetos inovadores. Durante o lançamento, também foi disponibilizado um formulário digital para cadastrar empresas e empreendedores interessados. Todas as etapas serão divulgadas nos sites oficiais dos envolvidos para que empresas e empreendedores interessados possam participar. 

A programação foi encerrada com uma visita técnica ao complexo portuário, onde empresários, representantes do poder público, instituições de ensino e entidades do setor puderam conhecer de perto a infraestrutura e as oportunidades para inovação.

Parceiros

Além do Sebrae/SC, Porto de Itajaí e Elume, o Programa conta com o apoio de instituições como IFSC (Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: DAIANA BROCARDO

Ler Mais
Tecnologia

Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente

De um passado de bicicletas a carros elétricos, autônomos e voadores, a China transformou sua indústria automotiva em tempo recorde.

A China, um país de contrastes e inovações aceleradas, redefine o futuro da mobilidade com tecnologias automotivas de ponta. De carros voadores a táxis autônomos, a série do Fantástico “Código Chinês” explora como a nação se tornou uma potência global no setor automotivo.

Imagine um futuro onde você se desloca em carros voadores de um lado para o outro da cidade. Na China, essa visão já está em desenvolvimento. As turbinas começam a acelerar rapidamente e um veículo que hoje chamamos de “carro voador” decola.

Mas essa não é a única novidade por aqui. Já pensou em um carro que pula quando vê um buraco? Ou um que vai de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos?

Há também um veículo que consegue fazer o retorno sem sair do lugar. Basta colocar o ângulo desejado para que ele gire 360 graus. Para quem não gosta de fazer baliza, os problemas acabaram, pois a tecnologia chinesa oferece soluções.

Os carros chineses, que já foram vistos como cópias baratas, hoje ostentam tecnologia de ponta e são muito acessíveis.

Ninguém está aqui para se gabar, mas quando Brasília estava sendo construída, o Brasil já tinha um milhão de carros que rodariam por essas ruas, projetadas especialmente para eles. Na China, quantos havia? Apenas um: o do líder supremo Mao Tsé-Tung.

Na verdade, nem ele possuía um carro. Havia alguns veículos de propriedade do Partido Comunista, usados pelos poderosos e para visitantes importantes. Era uma outra China, uma época em que 30 milhões de pessoas morreram de fome.

O sonho de consumo de um chinês era a bicicleta Pombo Voador, fabricada pelo Estado. Ela era o maior símbolo de status, pois era preciso aprovação do patrão e do governo para comprá-la, e ainda se enfrentava anos na fila de espera.

Nos anos 1990, as ruas de Pequim ainda eram assim. Pessoas comuns só puderam comprar seu primeiro carro em 2003, quando o governo decidiu que, a partir daquele momento, todos teriam um carro.

Em 2025, a realidade é outra. Na Feira do Automóvel de Xangai, onde uma variedade de carros é apresentada, há hoje mais de 100 marcas de carro na China, contra treze nos Estados Unidos.

Ao entrar em um desses carros chineses, a sensação é de muito conforto, com painéis gigantes que integram comandos, música, mapa e entretenimento. Muitos utilizam o carro como uma segunda casa, passando muito tempo nele. Há poltronas que, por exemplo, oferecem massagem.

A inovação por aqui não é brincadeira. Existem carros de pelúcia rosa, carros estilo Lego. Um carro de seis rodas surpreende: em seu bagageiro gigante, ele carrega um helicóptero de braços dobráveis, permitindo ao proprietário sair do veículo, embarcar no helicóptero e voar para onde quiser.

Mas como a China chegou a esse ponto? O governo chinês assinou um contrato milionário com uma montadora estrangeira, a General Motors, que iria produzir carros na China, mas metade da empresa seria de propriedade do governo.

Ronaldo Znidarsis, diretor de operações da Zeekr, que antes era executivo da GM, lembra: “Todas as decisões eram negociadas, da cor do carpete até o modelo a ser colocado”.

Houve muita discussão, mas o negócio deslanchou. “Você tinha colaboradores, trabalhadores vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para construir a fábrica”, afirma Ronaldo. Ele acrescenta que “foi a planta até então mais rápida e com o menor orçamento já feito na história da GM”.

Assim, entre as bicicletas, começaram a aparecer os primeiros Buicks, o primeiro carro produzido em larga escala. Ainda assim, era muito caro para um chinês comum.

Por isso, o próprio governo começou a abrir suas fábricas, que inicialmente faziam, digamos, “homenagens” a carros fabricados em outros países.

Ronaldo Znidarsis explica que “eles atuaram por uma década como esponjas. Eles começaram a ter acesso a fornecedores internacionais. Eles localizaram muitos desses fornecedores na China. E gradativamente foram adquirindo a capacidade tecnológica. Treinando engenheiros, treinando designers, treinando administradores”.

Ele reflete sobre o erro de avaliação ocidental: “Qual foi, na minha humilde opinião, o racional equivocado? Que nós sempre estaríamos à frente”.

A China superou a fase de apenas copiar e começou a apostar em designs exclusivos.

O grande salto foi a decisão de trocar os motores a combustão por motores elétricos. Ronaldo Znidarsis observa que “a China tomou uma decisão consciente, ela não tem os recursos de petróleo suficientes para a frota que ela tem e decidiu investir na eletricidade”.

A infraestrutura que a China construiu para suportar o crescimento dos carros elétricos é fenomenal: são 3,5 milhões de carregadores elétricos públicos e, juntando com os que as pessoas têm em casa, somam 11 milhões. Em comparação, os Estados Unidos têm 196 mil, e o Brasil, 12 mil. Além disso, a China conta com hidroelétricas gigantes para produzir cada vez mais energia.

Em Wuhan, esses carros elétricos estão sendo testados como em um laboratório. Não tem como pensar em Wuhan e não lembrar da pandemia do coronavírus, cujo mercado, onde muitos especialistas acreditam que o vírus pulou de um animal para humanos, foi totalmente fechado e transferido. Mas isso não significa que Wuhan parou no tempo.

O novo mercado ainda vende sapos e tartarugas que vão para a panela. A China tradicional ainda está nas ruas com suas explosões, como a pipoca crocante, semelhante à de saquinho vermelho que comemos no Brasil. Não muito longe dali, moram símbolos da China: os pandas vermelhos, ameaçados de extinção, que vivem no zoológico de Wuhan.

E a forma de chegar até lá também é inovadora: um trem que corre de cabeça para baixo e tem o chão panorâmico, parte de um grande projeto de revitalização da cidade devastada pela pandemia. Esse mesmo projeto fez com que fossem liberados ali primeiro 600 dos táxis mais modernos do país.

Jessica, uma estudante que às vezes chama um carro autônomo, explica o processo. Ela insere os quatro últimos dígitos do celular, a porta abre, e então diz: “Eu só preciso falar e o táxi começa a andar.”

Jessica conta que, da primeira vez que pegou um carro sem motorista, estava com muito medo. O banco faz massagem, e ela comenta: “Ele não vai muito rápido, então eu acho muito seguro”. Jessica afirma que Wuhan se recuperou rapidamente da pandemia: “Na verdade a gente já está melhor do que antes… você vê robôs na rua o tempo todo. Às vezes eles fazem um show pra gente. Muito simples, mas muito chique”.

A empresa dona desses robotáxis comemorou este ano ter gasto US$ 27 mil para produzir um desses veículos autônomos, enquanto seus “primos” americanos, que operam em cidades como São Francisco, nos EUA, custam cerca de US$ 200 mil para serem produzidos.

A guerra das tarifas

Os carros chineses, tão baratos, tornaram-se um problema, deixando outros países de cabelo em pé. Os trabalhadores nas fábricas chinesas ganham de US$ 3 a US$ 6 por dia, enquanto um trabalhador sindicalizado de montadoras americanas ganha US$ 35, dez vezes mais. Muitas dessas fábricas de carros chineses são de propriedade do governo.

Desde o começo, elas foram pensadas para fazer tudo internamente, desde a extração dos metais necessários da terra até a produção de chips, baterias e motores.

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a maior montadora de carros chinesa, afirma: “Nós produzimos muitos componentes na própria fábrica. Isso também nos ajuda a sempre inovar”.

“Nós emitimos 45 patentes de novas tecnologias por dia. Isso nos dá muita vantagem”, complementa. Essa é a grande diferença das fábricas nos Estados Unidos, que precisam importar de outros países grande parte das peças necessárias para entregar o carro pronto.

O carro mais barato da China custa R$ 30 mil. Para se ter uma ideia, o carro mais barato no Brasil custa R$ 75 mil, e nos Estados Unidos, R$ 115 mil. Por isso, os carros foram o primeiro alvo do presidente americano Donald Trump.

Para um carro chinês ser vendido nos Estados Unidos, é preciso pagar 250% de tarifas, duas vezes e meia o valor do carro, resultando na ausência de carros elétricos chineses nas ruas americanas. Agora, o presidente americano quer fazer a mesma coisa com todos os produtos chineses.

Trump diz que a China trapaceou, copiando tudo o que os americanos inventavam, e que agora que estão bem, não vão vender nos Estados Unidos. Aqui começa um jogo de pôquer entre Estados Unidos e China. Virou uma mesa de apostas.

Trump colocou 25% de tarifas, e a China respondeu. Quanto mais Trump aumentava, mais a China pagava para ver. Até o momento em que Trump colocou todas as fichas, equivalentes a 145% de tarifas sobre tudo o que entra nos Estados Unidos. Xi Jinping pagou para ver.

Mas tirou da manga uma carta que ninguém esperava: o super trunfo chinês, a carta dos ímãs. A China tem a maior reserva do mundo de neodímio, um dos metais que chamamos de terras raras. O metal existe em outros países, mas a China detém a tecnologia para transformá-lo em ímã.

Não percebemos no dia a dia como eles são importantes, mas estão em quase todos os equipamentos eletrônicos. E são fundamentais para o tema desta reportagem.

Para ilustrar, imagine uma pilha como a bateria de um carro elétrico, e cabos de metal levando a energia às rodas, conectados ao eixo. Um elemento crucial é o ímã. O ímã cria um campo eletromagnético, e a roda começa a girar. Essa é uma representação muito básica de como funciona o motor de um carro elétrico, por isso a operação é tão silenciosa.

Aquele carro super rápido que fez barulho no começo da reportagem, na verdade, tinha o som vindo de alto-falantes, um barulho de mentira, só para dar frio na barriga.

A carta na manga do presidente chinês Xi Jinping foi proibir a exportação desses ímãs para os Estados Unidos, o que levou as montadoras americanas ao pânico, pois as rodas de seus carros ficariam sem girar. Foi a carta dos ímãs que fez Donald Trump recuar e pausar as tarifas por 90 dias, e agora a aplicação foi adiada mais uma vez.

O futuro chinês atropela o Ocidente

Enquanto isso, os chineses, que têm a maior reserva de ímãs e outros minérios raros do mundo, continuam avançando. A China produz hoje três vezes mais carros que os Estados Unidos, tem mais de um bilhão de consumidores, muitos que ainda não tiveram o primeiro carro.

Com o mercado americano fechado, para onde os chineses estão exportando? Stella Li, da BYD, afirma que “o Brasil é muito importante para nossa estratégia global”. Essa empresa, a maior exportadora chinesa, comprou os maiores navios transportadores de carros do mundo, com capacidade para 7 mil carros, como grandes estacionamentos de shopping.

E Ronaldo, que trabalhava para uma montadora americana, hoje é diretor de uma grande montadora chinesa. “Eletrificação não tem volta. A China é uma prova disso. Dos trinta milhões de veículos vendidos no ano passado, mais da metade foram eletrificados”, diz.

Na China, os carros elétricos estão subindo a outro patamar. Várias montadoras chinesas estão desenvolvendo carros voadores, buscando tirar os carros do chão. Um desses modelos será testado pela primeira vez no segundo semestre. O desafio é manter a segurança no ar com tantos carros autônomos voadores. Quem vai controlar o tráfego aéreo de carros? É o governo quem vai decidir.

Uma empresa, em parceria com o governo local, é a primeira a ter licença para operar na cidade de Cantão. Outras três montadoras que fabricam carros voadores também são de propriedade do governo. Por isso, elas têm a chance de tomar os céus antes de qualquer outro lugar do mundo.

O plano é que em 2030, ou seja, em cinco anos, 100 mil desses carros estejam voando pelos céus da China, fazendo entregas e levando passageiros. E que, em 2050, qualquer chinês possa comprar um. Enquanto as tarifas americanas atrasam ainda mais a produção dos carros que rodam no chão, a ideia chinesa do futuro, com estratégia, hoje atropela o Ocidente.

Fonte: G1


Ler Mais
Tecnologia

Volvo lança Autocharge em sua rede de eletropostos no Brasil

Nova funcionalidade da recarga automática identifica o veículo e inicia a operação ao plugar o carro

Com o objetivo de melhorar a experiência de carregamento, a Volvo implementou uma nova tecnologia em sua rede de eletropostos que permite iniciar a recarga de veículos elétricos automaticamente. A funcionalidade, chamada Autocharge, identifica o carro assim que o plugue é conectado ao carregador, dispensando etapas manuais de seleção e início da sessão de recarga.

Disponível inicialmente para proprietários de veículos Volvo, o Autocharge exige um cadastro único pelo aplicativo Volvo Car Eletropostos. Após o registro, ao conectar o carro a um carregador de carga rápida (DC), o sistema reconhece o modelo e inicia o carregamento automaticamente. Futuramente, a tecnologia será estendida para todos os veículos elétricos, ampliando o alcance da funcionalidade.

Atualmente, a rede de eletropostos da Volvo Car Brasil conta com 75 pontos de recarga, totalizando mais de 140 conectores de carga rápida, distribuídos nas cinco regiões do país. A rede cobre mais de 30 mil km de rodovias, permitindo viagens de longa distância, como do Rio Grande do Sul até o Ceará, utilizando apenas os carregadores da marca.

Segundo Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil, o Autocharge simplifica o dia a dia dos proprietários de EVs: “Basta conectar o veículo ao carregador, que ele fará a leitura do modelo e identificará o proprietário, iniciando automaticamente a recarga. É mais uma tecnologia presente nos modelos elétricos para auxiliar os clientes”, explica.

Além do Autocharge, o aplicativo Volvo Car Eletropostos já permite consultar todos os pontos de recarga da marca no país, verificar a potência disponível, reservar conectores por até 20 minutos, acompanhar o carregamento em tempo real, e acessar informações sobre horários de maior movimento e amenidades nos locais.

Fonte: Inside Evs

Ler Mais
Informação

Esqueça os lacres: o Trânsito Aduaneiro do Futuro está nascendo com o Projeto TRAM

Monitoramento compartilhado, transparência e racionalidade em um projeto público-privado liderado pela Receita Federal.

O TRAM – Trânsito Aduaneiro Monitorado – é um projeto audacioso que está sendo implementado, inicialmente, na 8ª Região Fiscal da Receita Federal (São Paulo) e envolve o compartilhamento de informações de monitoramento de cargas importadas nos trechos rodoviários após sua descarga nos portos e aeroportos.

Diferentemente das iniciativas tradicionalmente aplicadas por órgãos governamentais, o TRAM é um projeto que nasceu da conjunção de esforços de diversas partes:

• Transportadores;

• Depositários de recintos alfandegados;

• Gerenciadoras de riscos que monitoram frotas rodoviárias de cargas;

• Importadores;

• A própria Receita Federal.

Embora alguns, em uma análise superficial, possam achar que o TRAM se presta principalmente ao controle do trânsito aduaneiro pela Receita Federal, essa não é a realidade. O projeto oferece ganhos consistentes para todos os envolvidos, e a Receita é apenas uma das partes em um sistema de uso coletivo que trará informações de monitoramento das cargas e diversos outros benefícios.

A implementação do TRAM estabelece uma parceria público-privada que pode ser comparada à colaboração já existente entre os depositários de recintos alfandegados (do setor privado) e a Aduana brasileira (Receita Federal) no controle de cargas importadas ou a exportar.

Ao permitir maior transparência e o acompanhamento do transporte da carga importada por todos os atores do processo, o TRAM também garante mais segurança, previsibilidade e eficiência logística. Em última análise, os transportadores e as gerenciadoras de riscos que operarem com cargas TRAM podem ser vistos em um nível diferenciado, algo comparado a uma certificação de qualidade.

O Sindasp-SP promoveu recentemente um evento para divulgar o projeto TRAM. A apresentação contou com a participação de autoridades aduaneiras da Receita Federal e foi gravada. Para conhecer melhor o projeto e seus benefícios, clique aqui.

A Portaria SRRF08 498/2024 é a norma que dá respaldo ao projeto TRAM.

Assim nasce o trânsito aduaneiro do futuro: com boas ideias, todos ganham.

Fonte: Receita Federal

Ler Mais
Inovação, Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade: tendências para o setor logístico

Segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), 124 bilhões de reais é a projeção de investimentos que o setor privado deve realizar em transporte e logística entre 2022 e 2026. Muito além dos aportes para desenvolver ferrovias, rodovias e portos, uma grande tendência é a principal aposta para 2024: a inovação.

Nesse cenário, a democratização do acesso ao transporte por cabotagem é uma das inovações que o setor logístico poderá perceber em breve. Isso porque, atualmente, aqueles que utilizam o transporte por cabotagem são, principalmente, grandes empresas. Mas imagine ter o serviço na palma da mão, seja para cargas cheias ou fracionadas, de uma forma tão simples como comprar uma passagem aérea. Esse será um dos focos do setor de agora em diante: levar o transporte por cabotagem também para pequenas e médias indústrias, empresas e comerciantes, ampliando a competitividade e alcance de mercado para esses clientes. Simplicidade, segurança, economia e sustentabilidade são os pilares da iniciativa.

Há outros campos para inovar dentro do setor, como a digitalização de documentos, uso de Machine Learning para precificação, automatização para aplicações em tempo real e uso da Inteligência Artificial para substituir tarefas operacionais. Com isso, além de maior competitividade, o setor também ganha maior produtividade e multiplica exponencialmente sua capacidade de operação.

Transformação tecnológica

Ainda em meio às iniciativas de inovação, visibilidade em tempo real é assunto obrigatório. Dentre as possibilidades em desenvolvimento, uma das tecnologias utilizada é o uso de sensores nos contêineres, que além de indicarem a posição em tempo real, emitem alertas em caso de violação do contêiner. Já a rastreabilidade em tempo real permite indicar se as cargas chegarão dentro do horário previsto ou se estão atrasadas e qual a nova agenda de entrega.

Outro projeto, já implantado no setor, é um sistema baseado em Machine Learning, para previsibilidade da queda de carga, como foco em minimizar a ocorrência de “no-show” no transporte. Com base em diversas análises, o sistema prevê, com alguns dias de antecedência, qual a probabilidade de cargas não chegarem aos portos, proporcionando tempo para que o time comercial possa conseguir outras cargas, maximizando a ocupação dos navios.

Também baseado em Machine Learning e já em operação, a startup I4Sea desenvolveu uma plataforma de “inteligência climática”, com foco na tomada de decisão quanto às condições climáticas, que podem impactar condições operacionais de terminais portuários e trajetos navegáveis. A plataforma produz insights para prever com antecedência se, por exemplo, um navio deve ou não acelerar sua viagem a fim de evitar problemas nos portos e garantir mais eficiência com relação a queima de combustível, diminuindo as emissões e gerando um impacto econômico significativo.

Além da inovação

Além dos investimentos em inovação, 2024 ainda trará o fomento à agenda ESG, com as empresas cada vez mais comprometidas com a questão ambiental. Nesse cenário, a cabotagem ganha força, já que o transporte multimodal por cabotagem contribui para a redução das emissões de carbono. Para se ter uma ideia, o modal pode reduzir as emissões de CO2 em até 80% a depender do trecho, de acordo com dados do Relatório de Sustentabilidade da Log-In.

Com o mesmo objetivo, os combustíveis renováveis também são uma aposta. O Brasil, por exemplo, já começou a trabalhar com um combustível pioneiro que usa 24% de óleo reciclado, uma alternativa de curto prazo enquanto não há uma migração para combustíveis 100% verdes, como o metanol verde ou amônia – essa última, ainda a alguns anos de distância.

Em se tratando da agenda ESG, a diversidade e a inclusão também seguem com destaque nas empresas do setor logístico. Antes um mercado predominantemente masculino, agora há cada vez mais mulheres, tanto a bordo, quanto nos cargos de gestão.

Superando os desafios

Embora os investimentos em inovação e a expansão da agenda ESG sejam a principal aposta para o crescimento neste ano, o setor ainda esbarra em alguns desafios, principalmente do ponto de vista de infraestrutura.

Com a BR do Mar, programa de estímulo ao transporte por cabotagem sancionado pelo Governo Federal, estima-se que haverá um importante aumento na frota empregada na cabotagem, assim como novos players e consequente aumento na demanda pelo serviço. Com isso, é fundamental que haja uma melhora na infraestrutura portuária, com melhoria dos acessos, maior produtividade e profundidade dos portos, de forma a suportar esse aumento da demanda e o crescente tamanho dos navios.

Um ponto extremamente importante na agenda para 2024 é a formação de marítimos brasileiros. Com o crescente número de empregados na cabotagem, associado ao aumento sensível do mercado de óleo e gás e das embarcações de offshore, já é sentida a falta de mão de obra especializada, demandando maior capacidade de formação e especialização de tripulantes pela Marinha. Do contrário, haverá um forte impeditivo para o crescimento no número de embarcações de bandeira brasileira, com o estrangulamento do setor nos próximos anos.

Finalmente, as mudanças climáticas trouxeram impactos importantes ao setor, com o agravamento da seca dos rios da região Norte do Brasil: o Amazonas e seus afluentes. Embora sejam sazonais, essas variações dos níveis dos rios vêm se agravando ao longo dos anos. Em 2023, entre setembro e novembro, os níveis do Amazonas e seus afluentes ficaram tão baixos que obrigaram a suspensão do tráfego de navios na região, prejudicando diretamente a chegada de produtos de primeira necessidade às populações de Manaus e adjacências, assim como impediram o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Essa é uma questão grave que demanda atenção imediata, tanto em relação a buscar alternativas para que o transporte não seja suspenso, como executar iniciativas de dragagem, de sinalização e de segurança na navegação, a fim de melhorar a navegabilidade fluvial.

Diante desse panorama, a logística nacional enfrenta uma encruzilhada que exige abordagens inovadoras e estratégias resilientes. Se, por um lado, a inovação e a agenda ESG apontam para um futuro promissor, por outro, as adversidades climáticas e as demandas de infraestrutura destacam a necessidade urgente de investimentos em soluções. Superando esses obstáculos com novas tecnologias e maior eficiência operacional, o setor de transporte e logística seguirá próspero em um cenário cada vez mais dinâmico.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Tecnologia

A verdadeira vantagem da China em IA não pode ser embargada

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, os chineses investem em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial

Quando a Meta anunciou, no fim de junho, um investimento estratégico na Scale AI e, logo depois, a contratação de oito estrelas da inteligência artificial, o movimento poderia parecer apenas mais uma disputa de talentos entre big techs.

Mas, para quem acompanha a geopolítica da tecnologia, é um sinal provocativo: a verdadeira vantagem competitiva da China na corrida da IA não está só nos chips e no hardware, mas nas pessoas. Seis das oito contratações de Zuckerberg são de origem chinesa, incluindo o próprio fundador da Scale AI, Alexandr Wang.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, ele mesmo nascido em Taiwan de família originalmente da China Continental, já alertou que mais da metade dos talentos mais relevantes em IA no mundo hoje são de etnia chinesa.

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, restringem a exportação de chips avançados da Nvidia e da AMD, bloqueiam o acesso a máquinas de litografia da ASML e investem US$ 52 bilhões no CHIPS Act para reconstruir sua indústria de semicondutores, a China segue investindo em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial.

Essa formação estratégica tem início muito antes da universidade. O país não se resume a formar cientistas — ele está moldando sua população desde a infância para pensar e inovar com IA. A partir de 2018, um programa nacional de educação em IA foi implementado nas escolas básicas, e, em 2019, o governo lançou o “Inteligência Artificial para Educação Primária e Secundária”, com a meta de alcance total até 2025.

Com isso, mais de mil escolas públicas oferecem cursos com material padronizado, como o livro Fundamentos de Inteligência Artificial, presente em 50 mil salas de aula.

Crianças a partir dos seis anos aprendem lógica computacional, constroem robôs, programam assistentes de voz e treinam algoritmos simples com kits das empresas DJI, UBTech e SenseTime.

A plataforma iFLYTEK Smart Education já impactou mais de 28 milhões de estudantes, inclusive em áreas rurais, com conteúdos gamificados e professores apoiados por IA. Enquanto o Ocidente ainda discute se ChatGPT pode ser usado em sala de aula, a China alfabetiza milhões de crianças em IA — criando uma base de conhecimento que nenhuma sanção tecnológica consegue dispersar.

E essa visão se reflete no ensino superior. Conforme reportado pela MIT Technology Review, 80% dos estudantes chineses já utilizam ferramentas de IA — contra apenas 40% nos Estados Unidos. Os professores incentivam o uso de IA para brainstorming acadêmico, aprimorar redações e até auxiliar em pesquisas.

Grandes universidades como Tsinghua, Peking e Zhejiang incorporam laboratórios de IA em aulas de engenharia, medicina ou direito, e o Ministério da Educação sanciona oficialmente essa prática.

Já os ocidentais…

Enquanto isso, no Ocidente, muitos centros ainda debatem ética, riscos e possíveis fraudes de uso de IA. O resultado é que os graduandos chineses saem fluentes em IA — uma vantagem que nenhum programa emergencial ocidental é capaz de replicar.

Esse projeto educacional está conectado a uma estratégia de Estado iniciada em 2017 com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Nova Geração de Inteligência Artificial, cujo objetivo explícito é tornar a China líder global em IA até 2030.

Mais de 345 universidades oferecem cursos especializados, o país forma cerca de 100 mil profissionais ao ano — incluindo 50 mil doutores em STEM — e já responde por 40% da produção científica global em IA e por 70% das patentes concedidas no setor em 2023.

Esse pipeline começa na escola primária, avança para a academia e se conecta a laboratórios de ponta em parceria com conglomerados como Alibaba, Huawei, Tencent e Baidu.

Em escala individual, a influência chinesa se expressa em figuras que moldam o futuro da IA global há tempos. Kai‑Fu Lee, ex-presidente da Google China, fundador da Sinovation Ventures e autor de AI Superpowers, permanece uma voz influente sobre o papel da China na tecnologia.

Fei‑Fei Li, professora da Stanford e cofundadora do AI4ALL, e Andrew Ng, cofundador do Google Brain e ex-diretor de IA da Baidu, são referências mundiais em aprendizado de máquina e visão computacional — fenômenos acadêmicos formados na China ou de origem chinesa, mas atuantes globalmente.

Além desses pilares, a ofensiva da Meta reforça a tese. A empresa recrutou Shengjia Zhao — co-criadora do ChatGPT e GPT‑4 — como chief scientist de sua nova Superintelligence Lab, em uma contratação simbólica que sinaliza ambição e urgência na guerra por talentos.

Zhao será líder do laboratório ao lado de Wang da Scale AI, demonstrando como a cultura de excelência e mobilidade dos pesquisadores chineses está central para o avanço estratégico dessas plataformas. Outros nomes incluem Li Yuanzhi, pesquisador da OpenAI, e Pang Ruoming, ex-engenheiro de modelos de fundação da Apple e veterano do Google, que veio por um pacote de USD 200 milhões.

Os desafios

Historicamente, os Estados Unidos eram um ímã para cientistas estrangeiros — mas isso vem mudando. Desde 2018, milhares de pesquisadores chineses deixaram universidades americanas diante de restrições de imigração, cortes em bolsas, pressões geopolíticas e um ambiente acadêmico mais hostil.

Ainda assim, mais de 40% dos principais pesquisadores de IA nos Estados Unidos são de origem chinesa e continuam liderando projetos como GPT, Gemini e Claude. A China está trazendo muitos deles de volta por meio do Thousand Talents Plan, do WAIC em Xangai, de pacotes com moradia, autonomia científica e, sobretudo, propósito nacional.

Enquanto a Meta chega a oferecer salários milionários na disputa por talento, a China constrói vantagem por escala educacional, narrativa e confiança social, transformando-se no celeiro mundial. Além de mais de 80% da população ver a IA de forma positiva, a tecnologia é um projeto de Estado — avançando na disseminação para outras camadas da população, mobilizando professores rurais e norteando as escolhas profissionais da nova geração.

Mas o modelo também enfrenta desafios: a previsão é que o país precisará de 4 a 5 milhões de profissionais de IA até 2030, há disparidades regionais na qualidade de ensino e o uso de vigilância em sala de aula pode cercear a liberdade intelectual. Ainda assim, a coordenação entre escolas, universidades e centros de pesquisa oferece uma vantagem estrutural que nenhum outro país está perto de igualar.

Os Estados Unidos podem restringir chips da Nvidia, bloquear equipamentos da ASML, sancionar empresas ou isolar centros de pesquisa. Mas nada disso desfaz a alfabetização digital de milhões de crianças chinesas que, desde os seis anos, aprendem a programar robôs, treinar algoritmos e pensar computacionalmente.

Chips podem ser copiados. Fábricas podem ser construídas. Subsídios podem ser igualados. Mas cérebros em escala? Esses não se embargam. A verdadeira vantagem da China em IA não está no silício — está nos milhares de talentos — e essa é a barreira mais difícil de copiar ou bloquear.

Quando o Japão quis desenvolver seu futebol na década de 1990, levou nosso Zico para ser técnico e jogador para desenvolver o esporte no país. Em 2024, a seleção japonesa conseguiu derrotar Alemanha e Espanha, ambas campeãs do mundo. Será que não está na hora de importarmos um Carlos Ancelotti chinês do AI antes de tomarmos mais um 7×1?

Fonte: NeoFeed

Ler Mais
Inovação, Tecnologia

Máquinas com olhos e cérebros próprios: como a indústria em Joinville entrou na era da IA e IoT

Sensores, conectividade e inteligência artificial já transformam a indústria em Joinville, onde sistemas monitoram em tempo real e analisam dados com velocidade e precisão

A indústria em Joinville, no Norte catarinense, combina a tradição da manufatura com a inovação tecnológica. Máquinas que antes apenas repetiam movimentos agora pensam, aprendem e se conectam.

A “magia” da IoT (Internet das Coisas), combinada à inteligência artificial, transforma equipamentos em verdadeiros parceiros inteligentes. Essa integração já é realidade em parte da indústria local.

Para Dinor Martins Júnior, especialista em educação do Senai, além da forte base industrial, Joinville conta com instituições estratégicas e um ecossistema de inovação que impulsionam a adoção de tecnologias da indústria 4.0.

A força da indústria em Joinville

IoT e IA: um avanço da Indústria 4.0?

A chamada Indústria 4.0 – a quarta revolução industrial – marca a digitalização dos processos e a integração de automação, sensores, conectividade e análise de dados. O objetivo é criar fábricas mais flexíveis e eficientes, capazes de gerar, transmitir e interpretar informações em tempo real.

Nesse contexto, a IoT funciona como o sistema nervoso das operações, coletando sinais por meio de sensores, enquanto a IA age como o cérebro, interpretando esses sinais e ajudando na tomada de decisões.

Segundo Dinor, o primeiro passo dessa revolução foi digitalizar os processos. “As informações de um processo de uma máquina devem ser transformadas digitalmente. Assim, os dados serão administrados para que se tome uma ação preditiva”, explica.

A ação preditiva permite prever falhas ou ajustes antes que se tornem um problema. Com sensores conectados, as máquinas passam a gerar e transmitir dados em tempo real, abrindo caminho para análises e intervenções mais rápidas e precisas.

Os dados variam conforme o equipamento: podem incluir temperatura, consumo de energia, localização, velocidade, obstáculos e proximidade. Um robô de transporte de peças, por exemplo, pode transmitir informações sobre cada trajeto que realiza.

A internet das coisas, por si só, monitora e envia dados. Com a inteligência artificial, essas informações ganham outra camada de análise. “A tendência é que haja também uma ação no sentido de administrar ou analisar esses dados”, complementa Dinor.

Do dado à decisão: a inteligência artificial entra em campo na indústria em Joinville

A IA analisa grande volume de informações e identifica padrões que escapariam dos olhos humanos, explica Fábio Abaid, engenheiro de mecatrônica e head de tecnologia da Schulz Tech.

Na prática, essa inteligência se conecta a soluções como a plataforma desenvolvida pela empresa, que monitora veículos pesados e equipamentos industriais por meio de sensores embarcados. O sistema coleta dados como pressão dos pneus, localização, frenagens bruscas e acelerações, tudo processado em tempo real.

“As informações operacionais são transformadas em indicadores financeiros. Assim é possível enxergar quanto custa cada quilômetro rodado do caminhão”, explica Fábio.

“Por exemplo, se um pneu está com pressão abaixo do ideal conseguimos mensurar quanto isso gera de consumo extra de combustível e desgaste do equipamento”, exemplifica.

Isso implica também na segurança das pessoas, já que o sistema monitora os dados do caminhão, prevendo aquecimentos, monitorando pneus, freios e outros.

A plataforma já acompanha mais de 20 milhões de quilômetros rodados, e os dados alimentam um modelo de inteligência artificial que identifica tendências. Dessa forma, alertas automáticos são disparados assim que detecta risco de falha.

Segundo Fábio, a IA também automatiza relatórios e sugere interpretações, o que permite que os gestores tomem decisões com base em dados confiáveis e atualizados.

“Para saber o que é ideal, primeiro precisamos de padrões para comparar. A inteligência artificial cria esses padrões a partir dos dados coletados, o que possibilita uma análise muito mais precisa”.

A interação humana e a tecnologia

O relacionamento entre humano e máquina sempre foi central na história da indústria. O avanço tecnológico intensifica essa relação, trazendo novas formas de colaboração.

Nesse contexto, a chamada quinta revolução industrial surge como um convite à reflexão sobre essa interação cada vez mais integrada entre homem e tecnologia.

Conforme as autoras Ana Moura e Bárbara Romeira no livro Indústria 5.0, a busca é pelo aproveitamento do avanço da internet ao longo dos anos para aprimorar o trabalho humano no setor.

Essa perspectiva impacta diretamente a forma como as pessoas enxergam as máquinas e equipamentos, assim como molda a compreensão das novas gerações sobre as possibilidades de trabalho dentro das linhas de produção.

“Não se enxerga mais a indústria como se vendia no passado, como uma operação totalmente manual ou um ambiente desatualizado, por exemplo. Muito pelo contrário, hoje existe muita tecnologia emergente, IA, IoT, conectividade. E o jovem vai poder se desdobrar dentro desses temas”, afirma Dinor.

Os pilares dessa nova indústria envolvem gerar valor social e econômico, impulsionar a inovação científica e tecnológica e integrar pessoas, conhecimento e capital em um ciclo contínuo de desenvolvimento.

“É claro que os trabalhos manuais existem e ainda serão muito importantes, mas conhecer as possibilidades do uso da tecnologia na indústria eu acredito que vai brilhar os olhos da nova geração e de quem está inserido na internet”, destaca o especialista.

Abaid também enxerga a relação no aprimoramento e nas aplicações das novas tecnologias na experiência da Schulz Tech.

“Na implantação, às vezes existe uma resistência inicial por parte do motorista. Mas, quando ele percebe que os dados ajudam a evitar que ele mesmo sofra algum dano, passa a ser um multiplicador e a se relacionar de forma diferente com o sistema”, compartilha.

O que pode evidenciar que a transformação industrial impulsionada pelas tecnologias da Indústria 4.0 e a integração entre IA e IoT segue uma jornada. As peças centrais são a produção com decisões orientadas por dados e a integração humana.

O cenário catarinense

Embora a indústria catarinense seja diversa, Dinor observa que a adoção de tecnologias já está consolidada em alguns setores, enquanto outros ainda estão na fase inicial de implantação.

“A indústria catarinense é exportadora. Para competir com países como China e Estados Unidos, é fundamental refletir sobre essas aplicações dentro da produção”, afirma.

Ele ressalta que vivemos um momento de intensa captação de dados. “Em algumas empresas, essas ações já acontecem porque as capturas de dados estão sendo feitas há 5, 10, 15 anos, e agora é o momento de agir sobre eles. Outras ainda estão instalando seus sistemas de IoT para, no futuro, administrar essas informações. Agir sobre os dados significa buscar maior produtividade, segurança e qualidade”.

Fonte: ND+

Ler Mais
Tecnologia

Tecnologia inovadora de propulsão elétrica para a indústria marítima recebe certificação da ABS

A ABS emitiu um certificado de Qualificação de Nova Tecnologia (NTQ) para a HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering (HD KSOE) e a HD Hyundai Heavy Industries (HD HHI) pela sua solução de propulsão elétrica de próxima geração: o sistema de energia em corrente contínua de média voltagem (MVDC) para embarcações.

O sistema de energia Breakerless-MVDC é baseado no sistema de propulsão modular da HD Hyundai e é o primeiro do mundo a receber um certificado NTQ da ABS, que indica a viabilidade e maturidade da tecnologia por meio de um programa de avaliação sistemático.

“A colaboração é fundamental para acelerar com segurança o progresso tecnológico exigido pela indústria marítima. Estamos entusiasmados em aprofundar nosso relacionamento com a HD KSOE e a HD HHI, explorando em conjunto soluções inovadoras que moldarão e aperfeiçoarão a próxima geração de embarcações”, afirmou Patrick Ryan, vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da ABS.

Sanghyun Kim, vice-presidente sênior da HD KSOE, acrescentou: “O sistema de energia MVDC, agora certificado como nova tecnologia pela ABS para navios comerciais e militares, representa nossa avançada capacidade em eletrificação marítima e nosso sucesso em superar as barreiras tecnológicas existentes. Nosso objetivo é liderar a comercialização de navios de propulsão elétrica sem emissões de carbono”.

O NTQ é o mais recente resultado de um programa de colaboração de longo prazo entre a ABS, HD HHI e HD KSOE, e faz parte de um acordo anunciado em 2024 para explorar sistemas de energia em corrente contínua de média tensão (MVDC) em embarcações.

Fonte: Portal Portuário

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook