Infraestrutura

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 2,29 bilhões para projetos navais no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 2,29 bilhões em investimentos para 55 projetos de construção naval, modernização de embarcações e infraestrutura portuária na região Sudeste. As iniciativas foram autorizadas durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), realizada em 8 de outubro, e têm potencial para gerar cerca de 1.700 empregos diretos.

A carteira de projetos inclui a construção de 40 barcaças em São Paulo, melhorias no Estaleiro Aliança, em Niterói (RJ), e a implantação de um terminal portuário em Aracruz (ES). Também estão previstos serviços de manutenção, reparo e modernização em 14 embarcações e unidades destinadas a operações marítimas e de perfuração.

Os investimentos buscam atender às necessidades de transporte de madeira para a indústria de celulose, movimentação de cargas nos portos e atividades dos setores de petróleo e gás. A execução ficará a cargo de estaleiros e empresas especializadas em construção naval, reparação de embarcações e infraestrutura marítima.

Terminal portuário no Espírito Santo recebe maior investimento

O projeto de maior valor entre os empreendimentos aprovados é o da Hanseatic Global Terminals Aracruz, no Espírito Santo, com investimento de R$ 1,119 bilhão.

A proposta prevê a construção de 750 metros de cais, além de profundidade de 17 metros no canal de acesso, nos berços de atracação e na bacia de manobra. A infraestrutura foi planejada para receber navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento.

O empreendimento tem previsão de gerar 243 empregos diretos, com prazo estimado de execução de 18 meses. A obra amplia a carteira de investimentos em infraestrutura portuária contemplada pelo fundo na região.

Estaleiro Aliança terá modernização de R$ 288,9 milhões

O Rio de Janeiro concentra 15 projetos aprovados, que totalizam R$ 1,02 bilhão em investimentos. Entre eles está a modernização do Estaleiro Aliança, localizado em Niterói, com recursos de R$ 288,9 milhões.

A iniciativa prevê a criação de 345 empregos diretos e um período de execução de 24 meses. O plano inclui dragagem, ampliação dos cais, instalação de equipamentos e adequações nas áreas operacionais e administrativas.

Com as melhorias, o estaleiro deverá ampliar sua capacidade de atendimento aos segmentos de petróleo e gás, apoio marítimo e reparação naval.

Projetos de perfuração concentram recursos para petróleo e gás

A Commodore Marine teve dois projetos aprovados, que somam R$ 532,3 milhões. Do total, R$ 229,4 milhões serão destinados à modernização do navio-sonda Carolina, enquanto R$ 302,9 milhões serão aplicados na unidade semissubmersível de perfuração Victoria.

As intervenções têm como objetivo preparar as duas unidades para contratos com a Petrobras, com atividades previstas na Baía de Guanabara.

No caso do Carolina, a estimativa é de 220 empregos diretos e cinco meses para a execução dos serviços. Já a modernização da Victoria deverá gerar 250 postos de trabalho diretos, com prazo previsto de sete meses.

Outro investimento aprovado contempla a GranEnergia, que receberá R$ 104,5 milhões para docagem, reparos e manutenção da CSS Venus. A unidade semissubmersível compacta é utilizada para alojamento e suporte a trabalhadores de plataformas de petróleo.

O projeto prevê a geração de 50 empregos diretos e prazo de execução de nove meses.

Recursos apoiam manutenção e reparo de embarcações

Na área de manutenção naval, a Camorim contará com R$ 11 milhões para serviços em quatro embarcações, incluindo reparos e docagem em Niterói. A proposta reúne trabalhos já concluídos e intervenções previstas, com foco na segurança e na continuidade das operações da frota.

A OceanPact, por sua vez, teve três projetos aprovados, totalizando R$ 81,9 milhões. As iniciativas abrangem seis embarcações e incluem manutenção, reparos em unidades utilizadas no atendimento a derramamentos de óleo e modernização de barcos de apoio marítimo.

De acordo com a documentação apresentada, os serviços relacionados aos projetos da OceanPact já foram concluídos.

São Paulo terá construção de 40 barcaças para transporte de madeira

Em São Paulo, o destaque é a construção de 40 barcaças da MSFC Florestal, com investimento aprovado de R$ 155,8 milhões. A empresa é responsável pelo fornecimento parcial de madeira utilizada na fábrica de celulose da Bracell no estado.

As embarcações serão produzidas na unidade do estaleiro Rio Maguari em Araçatuba. O projeto prevê a criação de 66 empregos diretos e prazo de execução de 20 meses.

Cada barcaça terá porões com capacidade volumétrica de 2.406 metros cúbicos. As unidades serão organizadas em comboios formados por um empurrador e quatro barcaças, configuração voltada ao transporte de madeira por vias navegáveis.

A MSFC Florestal será proprietária das embarcações, enquanto os serviços de navegação serão contratados de uma empresa responsável pela operação.

Fundo da Marinha Mercante impulsiona a indústria naval

A aprovação dos projetos reforça o papel do Fundo da Marinha Mercante no financiamento da indústria naval brasileira. Os recursos contemplam desde a construção de novas embarcações até a modernização de estaleiros e a expansão da infraestrutura portuária.

Com investimentos direcionados ao transporte aquaviário, ao apoio marítimo e às operações de petróleo e gás, as iniciativas buscam ampliar a capacidade logística e operacional do setor, além de estimular a geração de empregos na região Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imetame

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Indústria

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 953,2 milhões para impulsionar indústria naval na Bahia

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 953,2 milhões em investimentos para fortalecer a indústria naval do Nordeste. A decisão foi tomada durante a 64ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada na última quinta-feira (8), e contempla quatro projetos voltados à construção de 13 embarcações na Bahia.

As iniciativas serão executadas no estaleiro Belov Offshore Industrial, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A expectativa é de que os empreendimentos gerem 750 empregos diretos, além de movimentar fornecedores e prestadores de serviços ligados à cadeia produtiva naval.

Os projetos incluem empurradores fluviais, rebocadores portuários e balsas destinadas ao transporte de cargas e ao apoio marítimo.

Construção de empurradores terá investimento de R$ 402,7 milhões

A maior parcela dos recursos aprovados, de R$ 402,7 milhões, será destinada à LHG Logística para a construção de quatro empurradores fluviais. O projeto tem prazo de execução de quatro anos e previsão de criação de 300 postos de trabalho diretos.

As embarcações serão utilizadas no transporte de minérios pelos rios Paraguai e Paraná, em um trajeto que liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, a Nueva Palmira, no Uruguai.

No destino, a carga será transferida para navios de longo curso, responsáveis pelo transporte dos produtos ao mercado internacional.

Embora a operação logística esteja concentrada fora do Nordeste, a fabricação dos equipamentos na Bahia amplia a participação dos estaleiros regionais na cadeia de exportação mineral.

SAAM Towage investirá R$ 343,85 milhões em rebocadores

Dois projetos apresentados pela SAAM Towage Brasil receberam aprovação para a construção de seis rebocadores portuários, com investimentos combinados de R$ 343,85 milhões. A previsão é de geração de outros 300 empregos diretos.

A primeira iniciativa prevê a fabricação de quatro embarcações, com orçamento de R$ 223,35 milhões e prazo de execução de 36 meses.

O segundo projeto contempla dois rebocadores, com investimento de R$ 120,5 milhões e conclusão prevista em até 18 meses. Essas unidades contarão com motores projetados para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Os rebocadores são fundamentais para auxiliar navios durante manobras de atracação e desatracação, contribuindo para a segurança e a eficiência das atividades portuárias. Os projetos aprovados, entretanto, não especificam os portos onde as embarcações serão empregadas.

Belov Engenharia terá R$ 206,7 milhões para construir três embarcações

A Belov Engenharia também teve um projeto aprovado, no valor de R$ 206,7 milhões, para ampliar sua frota. A iniciativa prevê a construção de três embarcações, com prazo de execução de 20 meses e expectativa de gerar 150 empregos diretos.

O plano inclui duas balsas de 60 metros, destinadas ao transporte de carga geral e a atividades de apoio marítimo, além de uma balsa autoelevatória, equipamento utilizado em operações de suporte no mar e em atividades offshore.

Assim como nos demais projetos, não foram divulgados os locais onde as embarcações deverão atuar.

Investimentos fortalecem a indústria naval do Nordeste

A aprovação dos recursos pelo Fundo da Marinha Mercante representa um estímulo à indústria naval da Bahia e ao desenvolvimento econômico regional. A construção das embarcações deve beneficiar não apenas os estaleiros, mas também empresas fornecedoras de materiais, equipamentos e serviços especializados.

Além da geração de empregos, os investimentos podem ampliar a circulação de renda e criar oportunidades de qualificação profissional, contribuindo para o desenvolvimento de mão de obra especializada no setor.

O financiamento também favorece a expansão da capacidade produtiva dos estaleiros brasileiros e a modernização da infraestrutura industrial. Com isso, a indústria naval nordestina poderá atender à demanda de diferentes segmentos econômicos, inclusive de operações realizadas em outras regiões do país e no exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Estaleiro Belov

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Portos

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 8,3 bilhões para projetos navais e portuários

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a prioridade para R$ 8,3 bilhões em financiamentos destinados a 26 projetos dos setores naval e portuário no Brasil. A decisão foi tomada na quinta-feira (8), durante a 64ª reunião do Conselho Diretor. As iniciativas estão distribuídas por nove estados brasileiros e podem gerar 6.530 empregos diretos.

Os recursos previstos contemplam obras de infraestrutura portuária, construção de embarcações e iniciativas voltadas ao transporte aquaviário, com foco no fortalecimento da logística e da indústria nacional.

Infraestrutura portuária concentra R$ 4,28 bilhões

Três projetos de infraestrutura portuária reúnem R$ 4,28 bilhões do total aprovado. O maior investimento é destinado ao Terminal Mar Azul, localizado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (SC), com previsão de R$ 1,9 bilhão.

O terminal será voltado à movimentação de produtos siderúrgicos e fertilizantes e tem potencial para criar 1.800 postos de trabalho diretos.

Outra iniciativa contemplada é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, que receberá R$ 1,26 bilhão em financiamento prioritário. A estimativa é de geração de 250 empregos diretos.

Já no Espírito Santo, o projeto da Hanseatic Global Terminals Aracruz prevê investimentos de R$ 1,12 bilhão para operações com contêineres e carga geral. A expectativa é de criação de 243 empregos diretos.

Aprovação abre caminho para análise dos financiamentos

A definição de prioridade pelo Conselho Diretor do FMM representa uma etapa inicial para viabilizar os investimentos. Após essa decisão, os projetos seguem para avaliação dos agentes financeiros responsáveis.

A efetiva contratação dos empréstimos e a liberação dos recursos dependem do atendimento aos requisitos e às condições estabelecidas para cada operação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos contribuem tanto para ampliar a capacidade logística do país quanto para estimular a produção industrial brasileira.

“Além de fortalecerem a indústria naval brasileira, são projetos que conectam a produção aos mercados e criam oportunidades de emprego e desenvolvimento nas regiões”, afirmou o ministro.

Projetos contemplam nove estados brasileiros

A carteira aprovada pelo Fundo da Marinha Mercante abrange empreendimentos no Amazonas, Pará, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a variedade de iniciativas permite atender às particularidades econômicas e logísticas de diferentes regiões.

O secretário ressaltou que o fundo financia desde embarcações utilizadas no transporte fluvial até rebocadores, estaleiros e estruturas portuárias, contribuindo para o desenvolvimento das cadeias produtivas.

Navegação interior recebe previsão de R$ 383,1 milhões

Entre os projetos aprovados está a construção de cinco embarcações do modelo Ultratug Pulp-Logship, da Unes Navegação Brasil. O investimento previsto é de R$ 383,1 milhões.

As embarcações serão utilizadas no transporte de celulose e madeira pela Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. A iniciativa busca atender às demandas logísticas da cadeia produtiva regional e ampliar a capacidade de movimentação dessas mercadorias.

Fundo acumula R$ 115,4 bilhões em projetos desde 2023

Até setembro de 2026, o volume de projetos aprovados pelo FMM desde 2023 alcançou R$ 115,4 bilhões, sem incluir as deliberações da 64ª reunião do Conselho Diretor.

Os valores anuais registraram crescimento ao longo do período. Em 2023, foram aprovados R$ 13,8 bilhões. No ano seguinte, o total subiu para R$ 30,9 bilhões, chegando a R$ 31,8 bilhões em 2025.

Em 2026, até setembro, as aprovações somaram R$ 38,9 bilhões, aproximadamente 182% acima do montante registrado em 2023.

Próxima reunião do Conselho Diretor será em dezembro

A 65ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante está programada para 10 de dezembro de 2026.

Os interessados em apresentar novos projetos para avaliação nessa sessão devem observar o prazo de recebimento das propostas, que termina em 12 de outubro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Mulheres

Starnav Elektra: primeiro navio híbrido construído no Brasil tem tripulação 100% feminina

Comandante, oficiais, profissionais da navegação, sala de máquinas e demais áreas de operação são mulheres no Starnav Elektra, embarcação construída pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Além de contar com uma tripulação exclusivamente feminina, o navio se destaca pela adoção de um sistema de propulsão híbrida, desenvolvido para reduzir o consumo de combustível e aumentar a eficiência energética durante a operação.

À frente da embarcação está a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon. Para ela, a composição da equipe representa, principalmente, o resultado da formação e da qualificação das profissionais.

Segundo Isabela, a presença feminina em todas as funções não deve ser tratada como uma exceção, mas como resultado da preparação profissional e das oportunidades disponíveis para as mulheres.

Participação feminina ainda é menor no setor aquaviário

A experiência do Elektra ocorre em um segmento no qual a participação das mulheres ainda é inferior à dos homens.

Dados da 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que as mulheres correspondiam a 17,8% dos empregos do setor em 2024. O índice representou um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a 2022.

A presença feminina variava conforme a função: era de 10% nos cargos operacionais, 15% nas posições de direção e 25% entre os postos de gerência. Já nas atividades administrativas, as mulheres representavam 40% dos trabalhadores.

No Starnav Elektra, as profissionais também estão presentes justamente em áreas operacionais e de comando, nas quais a participação feminina ainda é mais restrita.

A segunda oficial de náutica e piloto Jéssica Gomes, por exemplo, atua no planejamento das viagens, definição de rotas, preparação de equipamentos, realização de checklists e operações de atracação e desatracação. Ela também participa de procedimentos relacionados à segurança e a situações de emergência.

Para Jéssica, a presença das mulheres em todas as áreas de trabalho deveria ser encarada com naturalidade.

Navio aposta em tecnologia desenvolvida no Brasil

A tripulação feminina é um dos destaques do Elektra, mas a embarcação também representa um avanço tecnológico para a indústria naval brasileira.

Construído pelo Estaleiro Detroit para a Starnav Serviços Marítimos, o navio é apontado como a primeira embarcação com propulsão híbrida construída no Brasil.

A embarcação pertence e é operada pela Starnav e presta serviços à Petrobras por meio de um contrato com duração de 12 anos.

O projeto faz parte da Detroit Green Line, linha desenvolvida pelo estaleiro com foco em eficiência energética, menor consumo de combustível e redução das emissões ambientais.

Como funciona a propulsão híbrida do Elektra

O sistema utilizado no navio combina a geração convencional de energia com um conjunto de baterias. Motores, sistemas elétricos, propulsão e armazenamento de energia são integrados por meio de um sistema de gerenciamento.

A tecnologia permite ajustar o funcionamento dos geradores de acordo com a demanda da embarcação e utilizar a energia armazenada em determinadas condições de operação.

Segundo Juliano Zimmermann de Freitas, CFO do Estaleiro Detroit Brasil, o projeto básico foi elaborado pela própria equipe de engenharia do estaleiro.

A construção também contou com mão de obra e fornecedores nacionais, além de engenharia brasileira. O conteúdo local estimado ficou entre 65% e 70%.

O projeto foi desenvolvido ainda com possibilidade de utilização de combustíveis alternativos, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

Para Freitas, a construção do Elektra representou uma oportunidade de desenvolver conhecimento e tecnologia aplicados à construção naval no Brasil.

Além do sistema híbrido, a embarcação incorpora outras soluções destinadas a melhorar a eficiência energética. A combinação das tecnologias busca diminuir a quantidade de energia necessária para a operação e, consequentemente, reduzir os impactos ambientais.

Mulheres também participaram da construção

A participação feminina no projeto começou antes de o navio entrar em operação. Durante a construção do Elektra, uma média de 58 mulheres esteve envolvida diretamente em diferentes etapas.

As profissionais atuaram em áreas como engenharia, planejamento, qualidade, suprimentos, segurança, produção e administração, além de atividades de apoio à construção.

De acordo com Juliano Zimmermann de Freitas, a presença de mulheres na indústria naval vem crescendo gradualmente e já alcança áreas técnicas, de engenharia, produção, qualidade e planejamento.

Participação feminina cresce na formação aquaviária

O aumento da presença de mulheres também aparece na formação de profissionais para o setor aquaviário.

Durante a segunda reunião do Fórum Permanente para Discussão de Políticas Públicas para os Trabalhadores Aquaviários, realizada em 2025, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf) destacou a evolução da participação feminina.

As primeiras turmas com mulheres no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) começaram em 1997. Em 2025, elas já representavam 35% das vagas dessas turmas, segundo a entidade.

O tema também ganhou espaço nas políticas voltadas ao setor. Em julho de 2026, a Antaq lançou o Guia de Incentivo à Liderança Feminina: Navegando Juntas, com diretrizes destinadas a ampliar a participação das mulheres em posições de liderança e tomada de decisão no setor aquaviário.

A agência mantém ainda uma pesquisa periódica sobre equidade de gênero para acompanhar a presença feminina nos diferentes segmentos e identificar avanços e desafios.

Elektra reúne inovação e diversidade na indústria naval

A operação do Starnav Elektra coloca em prática uma configuração ainda pouco comum no setor: mulheres ocupando simultaneamente funções de comando, navegação, operação e máquina em uma mesma embarcação.

Para a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, o objetivo é que experiências como essa contribuam para tornar cada vez mais comum a presença feminina nas diferentes áreas da Marinha Mercante.

A embarcação, ao mesmo tempo em que reúne uma equipe exclusivamente feminina, incorpora soluções de tecnologia naval, eficiência energética e propulsão híbrida, combinando inovação e participação nacional em sua construção.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Logística

AFRMM: entenda como funciona o financiamento da navegação brasileira

O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) é uma das principais fontes de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O mecanismo permite direcionar parte dos valores arrecadados em determinadas operações de transporte aquaviário para projetos ligados à navegação e à indústria naval brasileira.

Mas como o dinheiro cobrado no transporte de uma carga pode chegar à construção de um navio ou à modernização de um estaleiro? O processo envolve diferentes etapas, desde a cobrança do adicional até a aplicação dos recursos em projetos que atendam às regras de financiamento.

O que é o AFRMM?

Previsto na legislação brasileira, o AFRMM é um adicional incidente sobre a remuneração do transporte aquaviário de cargas em operações específicas. Seu objetivo é contribuir para o desenvolvimento da Marinha Mercante e das atividades de construção e reparação naval no país.

A cobrança pode ocorrer em diferentes modalidades de navegação, incluindo o transporte de cargas entre portos brasileiros e estrangeiros e a navegação de cabotagem, realizada entre portos e pontos da costa nacional.

Há ainda regras específicas para determinadas operações realizadas em rios e lagos.

AFRMM e Fundo da Marinha Mercante são diferentes

Apesar da relação direta, AFRMM e FMM não representam a mesma coisa.

O AFRMM é o adicional cobrado em determinadas operações de transporte aquaviário e funciona como uma importante fonte de receita do Fundo da Marinha Mercante.

Já o FMM é o mecanismo financeiro destinado a apoiar o desenvolvimento da Marinha Mercante brasileira e da indústria de construção e reparação naval.

É por meio do fundo que parte dos recursos arrecadados pode voltar ao próprio setor, na forma de financiamento para projetos que se enquadrem nos critérios estabelecidos.

Quem paga o AFRMM?

Nas operações em que há incidência do adicional, a responsabilidade pelo pagamento é do consignatário da carga, ou seja, a pessoa ou empresa indicada como destinatária da mercadoria.

O cálculo considera a remuneração do transporte aquaviário e as regras aplicáveis a cada modalidade de operação.

Dessa forma, o valor arrecadado varia conforme as características do transporte e as normas que regulamentam a cobrança.

O que pode ser financiado pelo FMM?

Os recursos do Fundo da Marinha Mercante podem ser utilizados em diferentes projetos relacionados ao setor naval e à infraestrutura aquaviária.

Entre as possibilidades estão:

  • Construção de embarcações;
  • Modernização de navios;
  • Reparo, docagem e manutenção de embarcações;
  • Construção e modernização de estaleiros;
  • Obras de infraestrutura portuária e aquaviária.

Na prática, o financiamento pode viabilizar desde a construção de um novo navio até a modernização de uma embarcação já em atividade ou a realização de reparos necessários para sua continuidade operacional.

Os projetos, entretanto, precisam cumprir as condições estabelecidas para cada modalidade. Portanto, os recursos do FMM não são destinados automaticamente a qualquer embarcação ou empreendimento.

Recursos movimentam cadeia da indústria naval

O impacto dos investimentos vai além dos estaleiros. Projetos financiados pelo fundo também podem gerar demanda para fornecedores de equipamentos e componentes, empresas especializadas e profissionais de diferentes áreas.

Assim, o financiamento contribui para movimentar uma cadeia produtiva ligada à construção, manutenção e operação de embarcações.

Por que o financiamento da navegação é importante?

O Brasil possui aproximadamente 7,5 mil quilômetros de litoral e cerca de 29 mil quilômetros de rios navegáveis. Nesse cenário, o transporte aquaviário brasileiro tem papel estratégico na movimentação de cargas e na integração entre diferentes regiões.

Em locais onde os rios representam as principais vias de deslocamento, a navegação também é fundamental para conectar comunidades, produtores e mercados.

Por isso, investimentos em embarcações, estaleiros e infraestrutura ajudam a preservar e renovar a estrutura necessária para o transporte de cargas por rios e pelo mar.

Como funciona o caminho do AFRMM?

De forma resumida, o fluxo dos recursos pode ser entendido em três etapas: o AFRMM é cobrado em determinadas operações de transporte aquaviário; os valores contribuem para as receitas do Fundo da Marinha Mercante; e o FMM pode financiar projetos relacionados a embarcações, estaleiros e infraestrutura, desde que atendam aos critérios previstos.

O mecanismo cria, assim, uma conexão entre a atividade de transporte aquaviário e o desenvolvimento da estrutura necessária para fortalecer a navegação e a indústria naval do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Cosco investe US$ 1,17 bilhão na renovação da frota com navios preparados para combustíveis de baixo carbono

A Cosco Shipping Development anunciou um novo aporte de US$ 1,17 bilhão (aproximadamente R$ 6,5 bilhões) para ampliar e modernizar sua frota. O investimento será destinado à construção de 15 navios graneleiros Newcastlemax, projetados para receber futuramente sistemas de propulsão movidos a metanol e amônia, combustíveis considerados estratégicos para a descarbonização do transporte marítimo.

O contrato, aprovado em 29 de julho, soma 7,92 bilhões de yuans e faz parte da estratégia da companhia chinesa de reduzir as emissões de carbono e atender às novas exigências ambientais da indústria naval.

Construção será dividida entre dois estaleiros chineses

As embarcações serão produzidas por duas empresas do setor naval na China. A Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, controlada pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC), ficará responsável pela fabricação de dez navios. As outras cinco unidades serão construídas pela Nantong Xiangyu Shipbuilding & Offshore Engineering.

Cada graneleiro terá capacidade para transportar 210 mil toneladas de porte bruto (DWT), padrão da categoria Newcastlemax, utilizada principalmente no transporte de minério de ferro e carvão em rotas internacionais de longa distância.

A previsão é que todas as entregas ocorram entre maio e dezembro de 2030.

Navios serão preparados para operar com metanol e amônia

Embora sejam entregues inicialmente com propulsão convencional, todas as embarcações serão construídas com o conceito “methanol- and ammonia-ready”, permitindo futuras adaptações para utilização de combustíveis de menor impacto ambiental.

Segundo a Cosco, essa solução oferece maior flexibilidade para acompanhar a evolução das tecnologias voltadas à redução das emissões sem a necessidade de substituir os navios ao longo de sua vida útil.

Além do foco na sustentabilidade, a empresa destaca que o projeto busca aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de longo prazo.

Afretamento terá duração de 20 anos

Após serem entregues, os 15 graneleiros serão arrendados à Huifeng Shipping, empresa pertencente ao grupo Cosco Shipping Bulk, por meio de contratos com vigência de 20 anos.

O valor anual do afretamento de cada embarcação poderá alcançar 59,4 milhões de yuans, incluindo os investimentos previstos para futuras adaptações ao sistema de propulsão de combustível duplo.

Ao término do contrato, os navios permanecerão sob propriedade da empresa de leasing da Cosco, sem obrigação de compra pela operadora.

Plano amplia expansão da frota da Cosco

O novo investimento reforça um programa de crescimento anunciado pela companhia no fim de junho. Na ocasião, a Cosco informou a contratação de outras 24 embarcações, em um investimento de 8,66 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,28 bilhão).

Esse pacote inclui graneleiros, cargueiros e navios multipropósito destinados ao transporte de grãos, parte deles também desenvolvida para futura conversão ao uso de metanol e amônia.

Estratégia mira sustentabilidade no transporte marítimo

Com os novos contratos, a Cosco informa que possui atualmente mais de 100 embarcações em diferentes fases de construção, com entregas previstas para os próximos cinco anos.

A iniciativa fortalece a estratégia da empresa de ampliar sua presença no mercado global de navegação e preparar sua frota para atender às metas internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa, cada vez mais exigidas pelo setor de transporte marítimo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

COSCO encomenda 15 graneleiros Newcastlemax com tecnologia para uso de metanol e amônia

A COSCO SHIPPING Development anunciou a encomenda de 15 novos graneleiros Newcastlemax com capacidade de 210 mil toneladas de porte bruto, projetados para uma futura operação com metanol e amônia como combustíveis alternativos.

O investimento total no projeto chega a 7,92 bilhões de yuans, sem impostos, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,17 bilhão. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia chinesa para modernizar sua frota e acompanhar a evolução da descarbonização do transporte marítimo.

Navios serão construídos por dois estaleiros chineses

As novas embarcações serão produzidas por dois estaleiros da China. Dez unidades ficarão sob responsabilidade da Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, subsidiária da China State Shipbuilding Corporation (CSSC), enquanto outras cinco serão construídas pela Nantong Xiangyu Shipbuilding & Offshore Engineering, empresa controlada pela Xiamen Xiangyu.

Os contratos foram firmados pela Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, subsidiária integral indireta da COSCO. Cada navio terá custo estimado de 528 milhões de yuans, cerca de US$ 78 milhões.

O acordo com a Waigaoqiao Shipbuilding soma 5,28 bilhões de yuans, com entregas previstas entre junho e dezembro de 2030. Já o contrato com a Nantong Xiangyu envolve 2,64 bilhões de yuans, com as cinco embarcações programadas para serem entregues entre maio e dezembro do mesmo ano.

Graneleiros serão destinados a contratos de longo prazo

Após a conclusão, os 15 navios de transporte de granéis serão utilizados em contratos de afretamento de longo prazo com a Huifeng Shipping, subsidiária da COSCO Shipping Bulk.

Cada contrato terá duração de 240 meses, com possibilidade de variação de até 120 dias no prazo inicial, considerando a data de entrega de cada embarcação.

Por serem preparados para operar com propulsão bicombustível, o valor anual de afretamento de cada navio não deverá ultrapassar 59,4 milhões de yuans, sem impostos.

Ao término dos contratos, a decisão sobre o destino dos navios ficará com os proprietários, sem obrigação de compra por parte da empresa responsável pelo afretamento.

Tecnologia prepara frota para combustíveis de baixo carbono

Segundo a COSCO SHIPPING Development, os novos graneleiros Newcastlemax foram desenvolvidos para atender às necessidades do transporte marítimo de longa distância.

A preparação para uso de metanol e amônia permite que as embarcações sejam adaptadas conforme o avanço das tecnologias de combustíveis de menor emissão de carbono.

A companhia destaca que o projeto busca equilibrar metas ambientais, eficiência operacional e redução de custos ao longo do ciclo de vida dos navios.

A empresa também afirmou que a entrada das novas unidades ajudará a fortalecer sua frota de grandes graneleiros e ampliar o volume de ativos navais de alta qualidade sob sua administração.

COSCO amplia estratégia de leasing naval

Além da expansão da frota, a companhia pretende fortalecer sua atuação no segmento de arrendamento de embarcações, criando uma carteira mais diversificada em tipos de navios, modelos operacionais e ciclos de utilização dos ativos.

Segundo a COSCO SHIPPING Development, a estratégia deve contribuir para o crescimento de longo prazo do negócio de leasing marítimo.

Companhia mantém ritmo acelerado de expansão da frota

A nova encomenda ocorre poucas semanas após outro grande anúncio da empresa. Em 30 de junho, a COSCO SHIPPING Development informou a contratação de 24 novas embarcações por meio da Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, em um investimento total de 8,656 bilhões de yuans.

O pacote inclui 20 navios multipropósito para transporte de grãos, com capacidade de 87 mil toneladas de porte bruto, além de dois graneleiros de 210 mil toneladas e dois navios de carga seca com a mesma capacidade.

Todas as unidades também serão destinadas a contratos de afretamento de longo prazo após a entrega.

Entre os navios para transporte de grãos, 15 serão construídos pela COSCO SHIPPING Heavy Industry, em Dalian, e cinco pelo estaleiro CSSC Chengxi.

Os dois graneleiros preparados para operação futura com metanol e amônia serão produzidos pela Dalian Shipbuilding Industry Corporation, enquanto os dois navios de carga seca com a mesma tecnologia ficarão a cargo da Beihai Shipbuilding.

Atualmente, a COSCO SHIPPING Development informa que possui mais de 100 embarcações em construção. As entregas estão programadas para ocorrer gradualmente ao longo dos próximos cinco anos.

FONTE: I marine news
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Porta-contêineres impulsionam estaleiro chinês, que fecha contratos bilionários em meio à transição verde

A corrida global por embarcações mais eficientes e alinhadas às metas de descarbonização está movimentando a indústria naval. Nesse cenário, o estaleiro Huangpu Wenchong, controlado pela estatal chinesa CSSC, anunciou a assinatura de contratos para a construção de 13 navios porta-contêineres em apenas uma semana, reforçando sua posição em um mercado cada vez mais voltado para a renovação da frota mundial.

Com os novos acordos, a empresa alcança a marca de 39 embarcações de médio porte encomendadas, consolidando uma das maiores carteiras de pedidos do segmento.

Encomendas podem superar US$ 1 bilhão

De acordo com estimativas divulgadas pelo portal especializado Eworldship, o conjunto dos 13 navios contratados possui valor aproximado de 7,3 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,07 bilhão. O cálculo é baseado nos preços atuais de mercado e não representa um valor oficialmente informado pelo estaleiro.

Os contratos envolvem três armadores, nacionais e internacionais, e abrangem embarcações com capacidade superior a 5.000 TEUs, unidade padrão utilizada para medir a capacidade de transporte de contêineres.

Diferentes modelos atendem à demanda por renovação da frota

O pacote de encomendas inclui:

  • Três navios com capacidade para 5.300 TEUs;
  • Quatro embarcações de 6.200 TEUs;
  • Seis unidades de 6.400 TEUs.

A diversidade dos modelos reflete a estratégia dos armadores de modernizar suas operações e ampliar a eficiência logística em um período de forte demanda pelo transporte marítimo de cargas.

Transição verde acelera investimentos na construção naval

Segundo o próprio estaleiro, o novo lote de contratos representa um marco para a empresa e acompanha o movimento global de renovação da frota marítima impulsionado pelas exigências de baixo carbono e pelas novas regras ambientais do setor.

A busca por navios mais sustentáveis, com melhor desempenho energético e menor impacto ambiental, tem levado companhias de navegação a investir na substituição de embarcações mais antigas por modelos mais modernos.

Embora o comunicado da empresa não detalhe as especificações ambientais dos navios contratados, a construção naval vem passando por uma profunda transformação para atender às metas globais de redução de emissões.

Modelo de 5.300 TEUs é destaque do portfólio

Entre os projetos contratados, o porta-contêiner de 5.300 TEUs ocupa posição de destaque. Desenvolvido internamente pelo estaleiro, o modelo possui 235 metros de comprimento, boca moldada de 37,5 metros e capacidade de carga estimada em 71.500 toneladas.

A embarcação foi projetada para atender à crescente demanda por navios de médio porte, segmento considerado estratégico para diversas rotas comerciais internacionais.

China amplia protagonismo na indústria marítima global

Localizada em Guangzhou, na província chinesa de Guangdong, a Huangpu Wenchong é uma subsidiária da CSSC e integra um dos principais polos de construção naval do mundo.

O crescimento da carteira de pedidos reforça o protagonismo da China na indústria marítima internacional e evidencia como a transição energética está influenciando decisões de investimento, modernização de frotas e expansão da capacidade produtiva dos grandes estaleiros.

À medida que armadores buscam embarcações mais eficientes e alinhadas às metas ambientais, a indústria naval tende a acelerar seu processo de transformação, criando novas oportunidades de negócios e fortalecendo a competitividade dos fabricantes que lideram essa mudança.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Transporte

China entrega maior navio Ro-Ro do mundo e redefine transporte marítimo de veículos

A China colocou em operação o primeiro navio Ro-Ro (roll-on/roll-off) do mundo com capacidade superior a 10 mil veículos, estabelecendo um novo padrão para o transporte marítimo de automóveis. A embarcação foi entregue em 28 de abril e surge em um momento de forte crescimento das exportações asiáticas, especialmente no setor automotivo.

Batizado de Glovis Leader, o navio faz parte de uma nova geração de cargueiros do tipo pure car and truck carrier (PCTC), projetados para ampliar a eficiência logística e atender à crescente demanda global.

Estrutura robusta e tecnologia avançada

Construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International (GSI), o Glovis Leader possui 230 metros de comprimento, 40 metros de largura e 14 conveses destinados ao transporte de carga. A capacidade total chega a 10.800 veículos, incluindo modelos elétricos, movidos a hidrogênio e caminhões pesados.

A embarcação se destaca ainda pelo uso de tecnologia sustentável, com motores bicombustível que operam com gás natural liquefeito (GNL) ou combustíveis tradicionais. O navio também conta com geradores de eixo e sistema de energia em terra, reduzindo emissões durante operações portuárias. Sua velocidade de cruzeiro é de 19 nós.

Estratégia global e expansão de mercado

O projeto integra a estratégia da sul-coreana HMM de diversificar suas operações além do transporte de contêineres. Os navios serão operados em contratos de longo prazo com a Hyundai Glovis, que pretende expandir sua frota para 128 embarcações até 2030.

A meta da empresa é aumentar sua capacidade anual de transporte de 3,4 milhões para 5 milhões de veículos, o que pode representar cerca de 20% do volume global de logística automotiva marítima.

Crescimento da demanda impulsiona navios maiores

A ampliação do porte dos navios reflete a alta demanda por exportações de veículos, especialmente a partir do Extremo Oriente. Nos últimos anos, embarcações desse segmento têm se tornado cada vez maiores para atender ao aumento do fluxo global.

Como referência recente, navios com capacidade entre 9.200 e 9.500 veículos já haviam sido considerados os maiores do mundo. Agora, projetos ainda mais ambiciosos estão em andamento, com previsão de unidades capazes de transportar até 11.700 veículos.

Construção em série e avanço da indústria chinesa

A Guangzhou Shipyard International destaca que a construção de navios desse tipo envolve alto nível de complexidade técnica, incluindo sistemas de segurança contra incêndio, estruturas multicamadas e requisitos rigorosos de estabilidade.

O estaleiro já acumula pedidos para 40 embarcações desse segmento, das quais 26 já foram entregues. A adoção de processos de construção em série tem permitido ganhos de eficiência e redução nos prazos de produção, fortalecendo a posição da China na indústria naval de alto valor agregado.

Rotas globais e alívio na capacidade logística

A Hyundai Glovis pretende utilizar os novos navios em rotas internacionais de forma rotativa, contribuindo para reduzir a escassez de capacidade no transporte marítimo global.

O avanço desse tipo de embarcação sinaliza uma transformação no setor logístico, com ganhos em escala, eficiência e sustentabilidade para o comércio internacional de veículos.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Economia

Economia do Mar em Santa Catarina responde por 8,5% dos empregos formais

A Economia do Mar em Santa Catarina se consolida como um dos principais motores de geração de empregos no estado. Atualmente, o setor reúne cerca de 250 mil trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense.

Setor impulsiona criação de vagas

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, as atividades ligadas ao uso econômico do mar abriram quase 6 mil novos postos formais. O número representa 13% do saldo total de empregos criados em Santa Catarina no período.

Os dados fazem parte do Informativo Mensal de Emprego, elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC) com base nas informações do Novo Caged, divulgadas em março de 2026.

Incentivo público fortalece a atividade

O governo estadual destaca a relevância histórica e econômica do setor. Iniciativas como o Programa Pescados SC buscam ampliar a produtividade por meio da oferta de equipamentos e crédito facilitado, reforçando a importância da pesca, da aquicultura e das atividades marítimas para a renda de milhares de famílias.

Santa Catarina supera média nacional

O desempenho catarinense na geração de empregos ligados ao mar está acima da média brasileira, que foi de 12% no período. Somente em fevereiro de 2026, o estado registrou 1.929 novos vínculos formais no setor, o que corresponde a 11% das vagas criadas no país nesse segmento.

Além disso, Santa Catarina lidera nacionalmente em áreas como pesca (45% dos empregos formais) e processamento de pescado (27%). O estado também ocupa posição de destaque na indústria naval, fabricação de equipamentos e produção de itens voltados à atividade pesqueira.

Diversificação e valor agregado em alta

A Economia do Mar catarinense não se limita às atividades tradicionais. Segmentos como logística, engenharia, serviços especializados e armazenamento de cargas têm ganhado espaço, indicando maior diversificação e agregação de valor à cadeia produtiva.

Entre os destaques na geração de empregos estão:

  • Armazenamento, carga e descarga: +1.744 vagas
  • Manutenção de máquinas e equipamentos: +1.206 vagas
  • Fabricação de produtos alimentícios: +967 vagas

Micro e pequenas empresas foram responsáveis por 65% das contratações, enquanto médias e grandes empresas responderam por 35%. A distribuição por gênero ficou equilibrada: 51% homens e 49% mulheres.

Crescimento consistente na última década

Dados da RAIS mostram que, entre 2014 e 2024, o número de empregos na Economia do Mar cresceu 25% em Santa Catarina — um avanço superior à média nacional (15%). No mesmo período, o setor ganhou quase 50 mil novos trabalhadores formais.

O número de estabelecimentos também avançou, saltando de 15.871 para 23.515 unidades, alta de 48%. Já a massa salarial mensal atingiu cerca de R$ 1,158 bilhão, crescimento de 20% em relação a 2014.

Regiões concentram empregos, mas interior cresce

A maior parte dos empregos está concentrada em três regiões:

  • Grande Florianópolis: 28%
  • Foz do Rio Itajaí: 18%
  • Nordeste catarinense: 15%

Apesar disso, regiões do interior apresentaram crescimento expressivo, como o Extremo Oeste e a região de Laguna, indicando a expansão territorial da atividade.

Os municípios com maior número de trabalhadores formais no setor são Florianópolis, Joinville e Itajaí, que juntos somam mais de 82 mil vínculos.

Economia do Mar ganha protagonismo estratégico

A expansão da Economia Azul, conceito que engloba o uso sustentável dos recursos marinhos, reforça o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. A diversificação produtiva e o avanço tecnológico contribuem para tornar a economia mais resiliente e inovadora.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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