Indústria

Produção industrial de SC recua 0,7% em julho, aponta IBGE

A produção industrial de Santa Catarina apresentou queda de 0,7% em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 14 segmentos industriais avaliados, nove registraram retração. As maiores quedas foram observadas nos setores de móveis e de confecções de artigos do vestuário e acessórios.

Setor de móveis registra queda de 10,2%

A indústria de móveis em Santa Catarina teve retração de 10,2% em julho, na comparação anual. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o resultado foi influenciado novamente pelas restrições às exportações para os Estados Unidos.

“Em julho o setor de móveis voltou a sofrer restrições às exportações para os Estados Unidos, o que foi determinante para a queda”, afirma Seleme.

Considerando os 12 meses encerrados em julho, a atividade do segmento acumula redução de 14,6%.

Outro setor que apresentou desempenho negativo foi o de vestuário e acessórios, cuja produção caiu 9,5% em relação a julho de 2025.

Indústria automotiva tem avanço de 13,8%

Na direção oposta, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou crescimento de 13,8% no período.

Na avaliação da FIESC, o desempenho pode estar relacionado ao processo gradual de substituição dos veículos movidos a combustão por modelos elétricos, além do aumento progressivo da participação de componentes nacionais nos veículos fabricados no Brasil.

O avanço desse setor ajudou a limitar uma queda mais acentuada da atividade industrial catarinense.

Ao todo, cinco dos 14 segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram aumento da produção em julho, enquanto os outros nove registraram retração.

Perspectivas para a indústria catarinense

O cenário para os próximos meses exige atenção por parte das empresas, principalmente diante do aumento da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias com dívidas.

Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, esse contexto recomenda maior cautela na administração da liquidez e do endividamento das empresas.

A proximidade das eleições de outubro também acrescenta um fator de incerteza, já que o resultado deverá influenciar os rumos da política econômica a partir de 2027.

Por outro lado, uma eventual redução dos juros, somada ao crescimento acumulado da renda disponível, pode contribuir para uma recuperação da indústria. A melhora do poder de consumo das famílias tende a sustentar a demanda, enquanto condições de crédito mais favoráveis podem estimular os investimentos e o financiamento das empresas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Informação

José Bragagnolo assume presidência do Conselho do Sinpesc

O administrador e empresário José Bragagnolo passou a comandar, em 25 de agosto, o Conselho de Administração do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina (Sinpesc). Ele sucede Péricles Pereira Druck na presidência do colegiado.

Ligado ao setor produtivo catarinense, Bragagnolo assume a função com a missão de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas gestões anteriores e ampliar a representatividade da indústria de celulose e papel de Santa Catarina diante dos desafios econômicos e regulatórios.

Atuação estratégica à frente do sindicato

Entre as principais responsabilidades do presidente do Conselho de Administração está a representação do Sinpesc junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

A função também envolve contribuir para a definição das diretrizes estratégicas da entidade, além de estimular a participação dos empresários associados nas discussões e decisões relacionadas ao setor.

A cerimônia de posse ocorreu na sede do sindicato, em Lages. Após a solenidade, representantes das empresas associadas participaram de um almoço e de uma reunião de trabalho voltada à definição de estratégias para o segmento.

José Bragagnolo tem trajetória ligada à indústria catarinense

A relação de José Bragagnolo com a atividade industrial faz parte da história da indústria catarinense. Ele é sócio-fundador da Indústria Avelino Bragagnolo S/A, conhecida comercialmente como Bragagnolo Papel e Embalagens.

A empresa, fundada em outubro de 1963 e instalada em Faxinal dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina, está entre as companhias que participaram da formação do próprio Sinpesc.

Ao longo de sua trajetória, a indústria se consolidou no mercado nacional pela fabricação de papéis para embalagens e papelão ondulado, segmentos diretamente ligados à cadeia produtiva florestal.

Setor de celulose e papel tem peso na economia de SC

A posse reuniu industriais e executivos de empresas associadas ao sindicato e reforçou a importância do Sinpesc para a representação empresarial do segmento.

Santa Catarina possui uma cadeia produtiva de destaque nacional envolvendo base florestal, celulose, papel e embalagens, com participação relevante na atividade econômica de diferentes regiões do estado.

À frente do Conselho de Administração, Bragagnolo terá entre os principais desafios fortalecer a atuação institucional da entidade e ampliar a participação das empresas nas discussões que impactam o futuro da indústria papeleira catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sinpesc

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Exportação

Exportações impulsionam economia de Santa Catarina e ampliam oportunidades com Mercosul-UE

Potência exportadora fortalece indústria catarinense
A força das exportações de Santa Catarina é um dos principais fatores que colocam o estado entre as economias mais dinâmicas do Brasil. Esse perfil internacionalizado tem ajudado empresas catarinenses a diversificar mercados externos, especialmente diante do aumento de tarifas dos Estados Unidos, e tende a ganhar novo impulso com o acordo Mercosul-União Europeia. Atualmente, Santa Catarina conta com 14 polos industriais com inserção internacional.

O destaque exportador é detalhado no estudo “Polos Industriais de Referência”, elaborado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em parceria com a Rede de Observatórios do Sistema Indústria e a CNI. A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcelo Albuquerque.

Setores industriais com presença global
Segundo o levantamento, os 14 polos catarinenses atuam no comércio exterior principalmente em sete segmentos industriais:
madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, alimentos e bebidas, minerais não metálicos e veículos, embarcações e aeronaves.

O setor de madeira e móveis lidera em número de polos, com presença em cinco regiões do estado: Oeste, Norte, Vale do Itajaí, Serra e Sul. O estudo também aponta que os três estados da Região Sul possuem o mesmo número de polos internacionais (14 cada), ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

Norte de SC lidera em polos internacionais
A mesorregião Norte de Santa Catarina concentra o maior número de polos com inserção internacional: são quatro, distribuídos entre os setores de madeira e móveis, papel e celulose, máquinas e equipamentos e equipamentos elétricos. Florianópolis aparece com dois polos: cerâmica de revestimento e embarcações náuticas.

No Vale do Itajaí, destacam-se os polos de embarcações e produtos de madeira. Já o Oeste catarinense reúne polos de alimentos e bebidas e madeira e móveis, enquanto o Sul concentra polos de cerâmica e produtos madeireiros. A Serra Catarinense se projeta com polos de madeira e móveis e papel e celulose.

Exportar fortalece empresas e regiões
Empresas inseridas no mercado internacional tendem a ganhar competitividade, ampliar a base de clientes e reduzir riscos ligados à sazonalidade. Além disso, a exportação estimula produtividade, inovação e geração de empregos, fortalecendo as economias regionais.

Desempenho do Norte catarinense na balança comercial
Com quatro polos internacionais, o Norte do estado apresenta os melhores resultados da balança comercial catarinense. A região abriga empresas de destaque global como WEG, Nidec, Tupy e Tigre. Em 2024, os polos da mesorregião exportaram US$ 4,97 bilhões.

Segundo o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a região combina tradição industrial, diversidade produtiva e forte investimento em inovação e qualificação profissional, fatores que sustentam sua competitividade global.

Oeste, Serra e Sul: força regional nas exportações
Reconhecido como fornecedor global de proteína animal, o Oeste de Santa Catarina se destaca nas exportações de alimentos e bebidas, além de madeira e móveis. Em 2024, a região exportou US$ 1,45 bilhão, sendo US$ 638 milhões do polo de alimentos e bebidas e US$ 385,9 milhões de madeira e móveis.

A região abriga unidades de grandes grupos do setor, como BRF (Sadia e Perdigão), JBS (Seara) e Aurora Coop, referências no mercado internacional.

Na Serra Catarinense, os polos de base florestal somaram exportações expressivas em 2024: US$ 381,8 milhões em madeira e móveis e US$ 166,5 milhões em papel e celulose.

Já o Sul do estado se destaca pelos polos de cerâmica de revestimento e produtos de madeira, com exportações de US$ 105,9 milhões no setor cerâmico e US$ 54,3 milhões em madeira no último ano.

Florianópolis e Vale do Itajaí no comércio exterior
A região de Florianópolis mantém dois polos com atuação internacional — cerâmica de revestimento e indústria náutica — e exportou cerca de US$ 252,45 milhões em 2024.

O Vale do Itajaí também conta com dois polos internacionais: produtos de madeira e embarcações. No último ano, o setor madeireiro alcançou US$ 413,75 milhões em exportações, enquanto o segmento náutico somou US$ 26,23 milhões.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues, NSC

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