Indústria

FIESC leva empresários catarinenses à China para conhecer polos industriais e de inovação

Uma delegação de empresários e representantes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) iniciou, nesta terça-feira (13), uma missão empresarial à China, com duração prevista de aproximadamente duas semanas. A iniciativa busca ampliar as conexões comerciais e aproximar a indústria catarinense dos principais centros de tecnologia, inovação e produção industrial chineses.

Missão empresarial inclui feira internacional e visitas técnicas

Organizada pela FIESC, a programação reúne participação na Canton Fair, workshops com especialistas do ambiente empresarial chinês e visitas técnicas a empresas de destaque internacional. A agenda também contempla atividades culturais e encontros de networking com empresários brasileiros e chineses, criando oportunidades para novas parcerias e negócios.

Ao todo, 24 empresários catarinenses participam da missão, que percorre quatro importantes centros econômicos e tecnológicos da China.

Quatro polos industriais e tecnológicos estão no roteiro

A programação foi estruturada para apresentar diferentes setores estratégicos da economia chinesa. Em Guangzhou, os participantes acompanham a Canton Fair, uma das principais atrações da agenda empresarial.

Em Shenzhen, a delegação conhecerá o ecossistema de inovação local, com ênfase em tecnologia, eletrônicos e manufatura inteligente. Já em Shanghai, o foco será o ambiente de negócios internacionais, a inovação e a indústria avançada.

A última frente de visitas inclui Hangzhou, reconhecida por seu ecossistema digital e pelas iniciativas de transformação industrial.

Delegação reúne diferentes segmentos da indústria catarinense

Os representantes de Santa Catarina vêm de áreas variadas da atividade industrial. Entre os segmentos presentes estão fabricantes de máquinas injetoras e equipamentos, empresas de automação industrial, negócios ligados à inovação, além dos setores de parafusos e madeira.

A diversidade dos participantes permite explorar possibilidades de cooperação em diferentes cadeias produtivas, além de identificar tendências e oportunidades aplicáveis à indústria do estado.

Exportações para a China crescem no primeiro semestre

A aproximação com o mercado chinês ocorre em um contexto de relevância comercial para Santa Catarina. A China representa 10,6% das exportações catarinenses, consolidando-se como um dos destinos importantes para os produtos do estado.

No primeiro semestre deste ano, as vendas catarinenses ao país asiático registraram alta de 10,4%, alcançando US$ 649,1 milhões.

Nesse cenário, a missão empresarial busca fortalecer as relações comerciais, ampliar o acesso a novos mercados e aproximar empresas catarinenses de oportunidades nos setores de tecnologia, inovação e indústria avançada.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Negócios

Bunge, BRF e WEG lideram ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina

A Bunge, a BRF e a WEG estão entre os principais destaques do ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina, levantamento que evidencia a força da indústria catarinense e o desempenho das companhias no cenário econômico regional e nacional.

Os resultados foram apresentados durante a premiação 500 Maiores do Sul, promovida pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, e reuniu representantes do setor empresarial.

Na abertura do encontro, o presidente em exercício da FIESC, André Odebrecht, destacou a capacidade de crescimento e adaptação das empresas do Estado, além da importância da atuação empresarial para o desenvolvimento econômico catarinense.

“Nos orgulha muito ver nessa lista indústrias de Santa Catarina crescendo, liderando setores e destacando-se entre as maiores do Sul. Para além do ranking, nos orgulha vê-las fazendo história, impulsionando a economia catarinense, conquistando mercados aqui e no exterior”, afirmou.

Bunge mantém liderança entre as maiores empresas catarinenses

O levantamento aponta uma disputa acirrada entre as principais companhias de Santa Catarina. A Bunge permanece na primeira posição do ranking estadual, enquanto BRF e WEG aparecem entre as empresas que se aproximam da liderança.

A classificação considera o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador utilizado para avaliar o porte econômico das organizações a partir de três componentes financeiros.

A metodologia atribui pesos diferentes aos indicadores analisados:

  • Patrimônio líquido: corresponde a 50% da pontuação.
  • Receita líquida: representa 40% do cálculo.
  • Resultado financeiro: responde pelos 10% restantes.

A combinação desses fatores permite comparar o porte e o desempenho das companhias com base em seus resultados financeiros e patrimoniais.

WEG se destaca em patrimônio, lucro e capital de giro

Além de figurar entre as líderes do ranking, a WEG apresentou resultados expressivos em indicadores financeiros. A companhia registrou o maior patrimônio líquido, o maior lucro líquido e o maior capital de giro próprio entre as empresas catarinenses avaliadas.

Os números reforçam a posição da empresa entre os destaques da economia de Santa Catarina e evidenciam sua relevância no cenário industrial do Estado.

O desempenho da WEG também contribui para demonstrar a diversidade e a competitividade das grandes empresas catarinenses, que atuam em diferentes segmentos e disputam espaço nos mercados brasileiro e internacional.

Empresas de Santa Catarina têm menor endividamento do Sul

Outro dado relevante do levantamento é a situação financeira das cem maiores empresas catarinenses. Em conjunto, elas apresentam um índice de endividamento de 54,8%, o menor entre os três estados da Região Sul.

Para comparação, as grandes empresas do Rio Grande do Sul registram endividamento de 58,8%, enquanto as companhias do Paraná apresentam índice de 59%.

Os resultados colocam as empresas catarinenses em posição de destaque nesse indicador e reforçam a importância da gestão financeira para a manutenção da competitividade empresarial.

Indústria catarinense reforça protagonismo econômico

A presença de empresas como Bunge, BRF e WEG entre os principais nomes do ranking evidencia a participação das grandes companhias na economia estadual.

A premiação 500 Maiores do Sul também funciona como uma referência para acompanhar a evolução das empresas da região, considerando indicadores patrimoniais, receitas e resultados financeiros.

Para a FIESC, o crescimento das indústrias catarinenses e a conquista de novos mercados são fatores importantes para o fortalecimento da atividade econômica, a geração de oportunidades e a ampliação da presença de Santa Catarina no Brasil e no exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Elis Pereira

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona exportações e cria oportunidades para Santa Catarina

A formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia marca um novo capítulo na inserção internacional do Brasil e abre perspectivas relevantes para a economia de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado (FIESC), que considera o avanço um passo estratégico para ampliar a presença da indústria catarinense no comércio global.

Novo ciclo de competitividade e acesso a mercados

Na análise da entidade, o acordo Mercosul–UE inaugura uma fase de maior competitividade, sustentada por segurança jurídica, redução de entraves comerciais e ampliação do acesso ao mercado europeu. A expectativa é de que empresas brasileiras encontrem condições mais favoráveis para negociar com previsibilidade e eficiência.

O tratado, resultado de mais de 20 anos de negociações, prevê a diminuição gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos — abrangendo cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% da União Europeia. Além disso, estabelece avanços em áreas como facilitação de comércio, normas sanitárias, propriedade intelectual e compras governamentais.

Indústria catarinense pode ampliar exportações

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o momento representa uma inflexão estratégica para o setor produtivo. Segundo ele, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia as oportunidades de negócios.

A expectativa é de crescimento das exportações catarinenses, além de maior atração de investimentos estrangeiros. O objetivo é consolidar Santa Catarina como um agente relevante no comércio internacional.

Por outro lado, a entidade ressalta que o tratado também facilita a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro, o que exige atenção e adaptação por parte das indústrias locais.

União Europeia ganha peso nas exportações do estado

Os efeitos desse movimento já começam a aparecer. Em 2025, a União Europeia ocupou a posição de segundo principal destino das exportações de Santa Catarina, com alta de 10,7% nas vendas externas.

Diante desse cenário, empresas do estado intensificam estratégias para ampliar sua atuação internacional, enquanto a FIESC reforça iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais com o exterior.

Seminário vai discutir impactos do acordo

Para aprofundar o debate, a FIESC realiza em 12 de maio o seminário “Acordo União Europeia e Mercosul – Impactos, desafios e oportunidades”. O evento contará com especialistas em Direito Internacional Comercial e Direito Aduaneiro, além de lideranças empresariais.

A programação inclui um painel com industriais catarinenses que atuam no mercado externo, trazendo experiências práticas sobre os efeitos do acordo e os desafios para adaptação ao novo cenário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Indústrias de SC recebem missão empresarial da Suíça para ampliar parcerias e negócios

Empresas de Santa Catarina participaram de uma reunião de negócios com uma missão empresarial da Suíça, realizada na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O encontro reuniu representantes do setor produtivo brasileiro e suíço com o objetivo de ampliar parcerias comerciais, cooperação tecnológica e oportunidades de investimento.

A visita integra as ações de relacionamento internacional iniciadas durante o SC Day, evento realizado em janeiro no cantão de Berna.

Encontro busca fortalecer relações entre empresas dos dois países

Com a participação de empresários, entidades industriais e agências de promoção de negócios, a reunião teve como foco aproximar os mercados de Santa Catarina e da Suíça.

A iniciativa pretende estimular projetos conjuntos, internacionalização de empresas e intercâmbio tecnológico, ampliando a presença de indústrias catarinenses em mercados internacionais.

Para Luiz Gonzaga Coelho, que também é sócio-fundador da empresa C-Pack, a aproximação entre os dois ecossistemas industriais pode gerar benefícios mútuos.

Segundo ele, empresas brasileiras e suíças têm potencial para avançar juntas em estratégias de expansão global e desenvolvimento de novos negócios.

Cooperação pode envolver ciência, tecnologia e investimentos

Durante o encontro, o secretário de Estado de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou o interesse do estado em fortalecer laços com o cantão de Berna.

De acordo com o secretário, a parceria entre as regiões pode ir além das relações comerciais e incluir iniciativas nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.

Empresas discutem parcerias estratégicas

Ao longo do evento, os participantes tiveram a oportunidade de realizar reuniões diretas entre empresas, discutindo possibilidades de cooperação em áreas como:

  • parcerias comerciais internacionais
  • cooperação tecnológica
  • desenvolvimento de mercado
  • novos investimentos industriais

A delegação suíça também conheceu as instalações do Observatório FIESC, que oferece estudos e análises estratégicas sobre economia, indústria e inovação.

A iniciativa reforça o movimento de internacionalização da indústria catarinense, que busca ampliar sua presença no cenário global por meio de parcerias com mercados estratégicos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Indústria

Situação na Venezuela: FIESC monitora cenário e avalia possíveis reflexos para Santa Catarina

A FIESC acompanha de forma cautelosa os desdobramentos da situação na Venezuela e considera que ainda é cedo para indicar impactos diretos sobre a indústria de Santa Catarina. Segundo a entidade, o comércio exterior entre o estado e o país vizinho tem peso reduzido na balança comercial catarinense.

Comércio bilateral tem participação limitada

Em 2025, as transações com a Venezuela representaram apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações de Santa Catarina. O principal produto exportado pelo estado foi uma máquina agrícola, que somou US$ 15 milhões em vendas.

No fluxo inverso, os adubos e fertilizantes lideraram as importações de origem venezuelana. Esses insumos corresponderam a 3% das importações catarinenses do setor, com volume financeiro de US$ 126 milhões. Em seguida, aparece o alumínio bruto, com compras de US$ 93 milhões, o que colocou a Venezuela como o terceiro maior fornecedor desse produto para o estado.

Relações internacionais e impactos econômicos

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destaca que a expectativa da entidade é que o posicionamento do Brasil diante do cenário venezuelano não interfira nas negociações com os Estados Unidos, especialmente no debate sobre o Tarifaço. A federação defende que as tratativas sigam orientadas por critérios técnicos, preservando os interesses da indústria nacional.

Imigração venezuelana entra no radar da indústria

Outro ponto observado pela FIESC é a imigração venezuelana. Dados da Operação Acolhida indicam que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024.

De acordo com Seleme, a mão de obra venezuelana tem papel relevante no preenchimento de vagas e no atendimento à demanda crescente por trabalhadores na indústria catarinense. Ele avalia que, a depender dos próximos acontecimentos, existe a possibilidade de o país de origem voltar a se tornar atrativo para esses imigrantes.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Indústria

Indústria do Sul de Santa Catarina amplia potencial de exportações com polos internacionais

A indústria do Sul de Santa Catarina reúne condições favoráveis para ampliar sua presença no mercado externo, apoiada em dois polos industriais com inserção internacional: o de cerâmica e o de produtos de madeira. Em 2024, o polo cerâmico somou US$ 105,9 milhões em exportações, enquanto o segmento madeireiro alcançou US$ 54,3 milhões em vendas ao exterior.

Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, com estudo conduzido pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Base industrial diversificada fortalece a região

De acordo com o estudo, o Sul catarinense possui uma estrutura industrial ampla, com 40,3 mil empreendimentos, dos quais cerca de 10 mil são indústrias, representando aproximadamente 25% da atividade econômica regional.

O parque industrial é liderado por Criciúma, que concentra 1,74 mil indústrias, seguida por Tubarão (1,2 mil) e Araranguá (672).

Tradição produtiva impulsiona competitividade global

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o desempenho da região está ligado à sua trajetória histórica e à capacidade de adaptação produtiva.

“O Sul de Santa Catarina se desenvolveu a partir da cultura do carvão e construiu uma base industrial sólida. A região conseguiu transformar tradição em competitividade internacional, com destaque histórico para o setor cerâmico e crescimento consistente da indústria de produtos de madeira”, afirma.

Polo cerâmico lidera exportações do Sul catarinense

O polo cerâmico é o principal destaque da pauta exportadora regional. Somente a cerâmica não vitrificada respondeu por cerca de US$ 100 milhões em vendas externas em 2024. Os principais destinos foram Estados Unidos (US$ 26,7 milhões), Paraguai (US$ 17,6 milhões), Uruguai (US$ 10,6 milhões) e Argentina (US$ 9,1 milhões).

O setor reúne 631 empresas e emprega aproximadamente 11,5 mil trabalhadores.

Segundo o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque, o polo cerâmico do Sul de SC está entre os mais consolidados do país, com empresas de referência como Eliane (Mohawk) e Angelgres.

“A região construiu um ecossistema completo, que envolve desde a extração de matéria-prima até processos industriais altamente automatizados e foco em design. Essa estrutura explica a presença sólida em mercados exigentes, como o norte-americano”, destaca.

Indústria de madeira avança no mercado internacional

O polo de produtos de madeira exportou US$ 54,3 milhões em 2024, com destaque para pallets, madeira em forma e artigos como molduras. O segmento de molduras está concentrado em Braço do Norte, com empresas como Moldurarte e Sul America.

Os Estados Unidos absorvem 39,3% das exportações do polo, seguidos por Chile e Colômbia. O setor emprega cerca de 4,5 mil pessoas, distribuídas em 540 empresas.

Indústria é motor de emprego na região

Além do desempenho exportador, o Sul catarinense se destaca na geração de empregos industriais. São 128,6 mil trabalhadores na indústria, de um total de 318,9 mil empregos formais na região.

Criciúma lidera como maior empregador industrial, com 24,9 mil postos de trabalho, seguida por Tubarão (12 mil) e Içara (10,3 mil), reforçando a importância do setor produtivo para o desenvolvimento regional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Anfacer/Divulgação

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