Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 4,3% e somam US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a ampliação e diversificação dos mercados compradores, com avanço expressivo das vendas para a União Europeia, Japão e México.

A estratégia de redirecionamento dos embarques ajudou a minimizar os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, além das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a indústria catarinense demonstrou capacidade de adaptação diante dos desafios do comércio internacional.

“A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência e a agilidade da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos Estados Unidos”, afirmou.

União Europeia lidera crescimento das exportações

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 31,3% entre janeiro e junho, a União Europeia tornou-se o principal destino dos produtos catarinenses, com crescimento de 11,5%, impulsionado pelos efeitos do acordo entre Mercosul e o bloco europeu.

Além disso, outros mercados registraram expansão nas compras de produtos catarinenses, como Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).

Proteína animal impulsiona desempenho das exportações

O segmento de proteína animal foi o principal responsável pelo desempenho positivo da balança comercial catarinense.

As exportações de carne de aves atingiram US$ 1,13 bilhão no semestre, sustentadas pela demanda de países como China, México, Chile, Coreia do Sul e Japão.

Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 873,9 milhões, com destaque para o crescimento das exportações destinadas ao mercado japonês.

Apesar dos bons resultados no setor, segmentos tradicionais da indústria catarinense enfrentaram dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Setor madeireiro sofre forte impacto das tarifas dos EUA

As exportações catarinenses para os Estados Unidos totalizaram US$ 582,9 milhões no primeiro semestre, representando queda de 31,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Gilberto Seleme, o maior impacto foi sentido pela indústria de madeira, cujas vendas ao mercado norte-americano caíram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que parte dos produtos que sofreram tarifa adicional de 50% em 2025 começou a apresentar sinais de recuperação após o encerramento da cobrança, em março deste ano. No entanto, os itens enquadrados na Seção 232 seguem enfrentando dificuldades.

Segundo ele, essa restrição reduziu pela metade o volume exportado desses produtos — de 22 mil para 11,7 mil toneladas — afetando principalmente a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte de Santa Catarina.

Importações de Santa Catarina avançam 7,9%

No primeiro semestre de 2026, as importações de Santa Catarina chegaram a US$ 18,15 bilhões, crescimento de 7,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos importados estão o cobre em formas brutas, que movimentou US$ 819,5 milhões, alta de 24,6%, e os pneus, com US$ 496,5 milhões e expressivo avanço de 86,5%.

O setor automotivo também apresentou expansão. As compras de autopeças totalizaram US$ 533,1 milhões, aumento de 17,3%, enquanto as importações de automóveis de passageiros cresceram 22,6%, alcançando US$ 416,3 milhões entre janeiro e junho.

Perspectivas para o comércio exterior catarinense

A expectativa da FIESC é de que o Acordo União Europeia–Mercosul continue favorecendo as exportações catarinenses, ampliando oportunidades para os produtos fabricados no estado.

Por outro lado, a permanência das tensões comerciais com os Estados Unidos e a possibilidade de novas tarifas seguem no radar dos setores exportadores.

Na avaliação de Pablo Bittencourt, a continuidade do crescimento dependerá da capacidade de segmentos como o madeireiro e o moveleiro de ampliar sua presença em novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de parceiros comerciais tradicionais e diminuindo os impactos de oscilações externas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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Evento

FIESC promove seminário sobre novas regras de financiamento às exportações

A FIESC realiza, no próximo dia 2 de julho, um seminário online para apresentar as mudanças na legislação que atualiza os mecanismos de financiamento às exportações no Brasil. O evento é direcionado a empresários, executivos e profissionais ligados ao comércio exterior que desejam compreender como as novas regras podem ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade das empresas no mercado internacional.

Com o tema “Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação”, o webinar será realizado às 10h, em formato virtual.

Nova legislação amplia acesso ao crédito para exportadores

Durante o encontro, especialistas vão detalhar as principais alterações introduzidas pela nova legislação, que amplia as possibilidades de financiamento para empresas exportadoras.

Um dos destaques será o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ferramenta considerada estratégica para reduzir riscos nas operações internacionais e facilitar a expansão das empresas brasileiras em mercados externos.

A proposta do seminário é esclarecer como esses instrumentos podem contribuir para aumentar a segurança financeira das operações e incentivar novos negócios no cenário global.

Especialistas discutem impactos para a indústria

O debate contará com a participação de Afonso de Carvalho Costa Lopes, especialista em Políticas e Indústria da CNI, de Nátany Boldo, diretora de Garantias da ABGF, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Os convidados abordarão os reflexos das mudanças para a indústria brasileira, com foco nos ganhos de competitividade e nas oportunidades para as empresas catarinenses que atuam ou pretendem atuar no mercado internacional.

Como participar

A participação é gratuita e destinada a profissionais interessados em conhecer os novos instrumentos de financiamento à exportação e suas aplicações práticas.

Serviço

  • Evento: Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação
  • Data: 2 de julho
  • Horário: 10h
  • Formato: Online
  • Inscrições: mediante preenchimento de formulário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Portos

Porto de Las Palmas se torna alternativa estratégica para exportações de Santa Catarina diante de tarifas dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu nesta terça-feira (2) um webinar com representantes da Autoridade Portuária de Las Palmas, na Espanha. Localizado em posição estratégica no Oceano Atlântico, entre Europa, África e América, o porto é considerado um importante hub logístico e de abastecimento internacional.

O encontro ocorre em meio às discussões sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, medida vinculada à Seção 301 da legislação comercial norte-americana, o que tem levado o setor industrial a buscar novos destinos e rotas de exportação.

Espanha ganha relevância como porta de entrada para Europa e África

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que o cenário reforça a importância de ampliar parcerias internacionais, especialmente no contexto do acordo Mercosul–União Europeia.

Segundo ele, a Espanha se consolida como um ponto estratégico para a indústria catarinense, funcionando como porta de entrada para os mercados europeu e africano.

Seleme também ressaltou o potencial de expansão em setores como manufatura, agroindústria, energia e tecnologia, diante do avanço das relações comerciais entre os blocos.

Conexão entre Santa Catarina e o porto espanhol avança

O evento contou com a participação de Francisco Javier Trujillo Ramírez, diretor-geral da Autoridade Portuária de Las Palmas, e apoio da Câmara de Comércio Brasil–Espanha.

De acordo com a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maite Bustamante, empresas catarinenses já começaram a aproveitar as primeiras oportunidades abertas com a entrada em vigor de novos termos do acordo internacional neste ano.

Ela lembrou que companhias do estado foram as primeiras a obter autorizações de exportação no novo cenário comercial.

Missão empresarial fortalece presença catarinense na Espanha

Para ampliar a integração com o mercado espanhol, a FIESC liderou recentemente uma missão empresarial multissetorial ao país europeu.

A agenda incluiu reuniões em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, com foco no setor de máquinas e equipamentos, além de articulações com potenciais parceiros comerciais.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha movimenta milhões

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha. Entre os principais produtos enviados estão carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses somaram US$ 322 milhões, com destaque para pigmentos industriais, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

FIESC oferece apoio técnico para ampliar competitividade externa

Diante do cenário de possíveis tarifas dos Estados Unidos e da abertura de oportunidades na Europa, a FIESC reforçou que está disponibilizando sua estrutura técnica para apoiar as empresas exportadoras.

Por meio de serviços de inteligência comercial, a entidade auxilia na identificação de mercados e compradores internacionais.

Além disso, os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia oferecem suporte para adequação de produtos, processos e certificações, garantindo conformidade com as exigências regulatórias do mercado europeu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Exportação

Taxação de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros ameaça exportações de Santa Catarina

A possível aplicação de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta na indústria de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), que vê risco de impacto direto na competitividade das exportações do estado.

A proposta partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito da Seção 301 do Trade Act de 1974, e mira principalmente produtos manufaturados — segmento relevante na pauta exportadora catarinense.

Exportações de Santa Catarina podem ser diretamente afetadas

Segundo a FIESC, a preocupação é maior porque a estrutura das exportações de Santa Catarina para o mercado norte-americano é concentrada em bens industrializados.

O presidente da entidade, Gilberto Seleme, afirma que o cenário exige atenção. Para ele, a medida é especialmente sensível para o estado devido ao perfil dos embarques destinados aos Estados Unidos, fortemente baseado em produtos de maior valor agregado.

Estudo aponta possível impacto sobre a pauta exportadora

Uma análise preliminar da FIESC indica que apenas entre 3,2% e 5,8% das vendas externas catarinenses para os EUA estariam fora do alcance das novas tarifas propostas.

No entanto, parte dos itens já é tributada por outras regras, como as tarifas globais da Seção 232, que incluem setores como aço e alumínio, o que reduz o universo de produtos efetivamente atingidos.

Com isso, a fatia da pauta exportadora de Santa Catarina potencialmente isenta da nova taxação pode variar entre 25,2% e 41,2%, dependendo da classificação adotada entre os sistemas brasileiro e norte-americano.

FIESC orienta revisão detalhada por parte das empresas

A federação recomenda que os exportadores realizem uma checagem individual dos produtos enviados aos Estados Unidos, já que a lista de exceções inclui cerca de 1,7 mil itens.

A orientação é que cada empresa avalie se seus produtos estão entre os contemplados como exceção ou sujeitos à nova cobrança.

Entidades acompanham negociações internacionais

A FIESC afirma que está preparada para atuar na defesa do setor produtivo catarinense. Como a proposta ainda não é definitiva e passa por consulta pública, a entidade pretende atuar em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A estratégia inclui articulação com autoridades e acompanhamento das negociações entre Brasil e Estados Unidos, com foco na preservação da relação comercial bilateral e na proteção das exportações industriais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Exportações de São Bento do Sul atingem US$ 24 milhões no primeiro trimestre de 2026

As exportações de São Bento do Sul movimentaram US$ 24,16 milhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O destaque continua sendo o setor de madeira e móveis, que lidera com ampla vantagem as vendas internacionais do município.

Setor de madeira e móveis lidera vendas externas

As empresas ligadas ao segmento de madeira e móveis responderam por 48,07% de todo o volume exportado pela cidade no primeiro trimestre. O setor acumulou US$ 11,612 milhões em negócios no mercado internacional.

Na sequência aparecem os segmentos metalmecânico e metalúrgico, responsáveis por US$ 5,478 milhões em exportações, o equivalente a 22,68% do total. O setor têxtil e de confecções também teve participação relevante, com US$ 2,475 milhões e fatia de 10,25%.

Uruguai lidera ranking de destinos das exportações

Entre os principais mercados compradores dos produtos fabricados em São Bento do Sul, o Uruguai aparece na liderança em 2026. O país vizinho importou US$ 4,102 milhões em mercadorias do município, representando 16,98% das exportações locais.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos internacionais, seguidos por Argentina, Paraguai e Reino Unido.

Município registra queda nas exportações em relação a 2025

Apesar da presença consolidada em diversos mercados internacionais, o desempenho exportador do município apresentou retração na comparação com o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, São Bento do Sul havia alcançado US$ 38,93 milhões em exportações. O resultado atual representa uma redução de 37,94%.

Naquele período, o setor de madeira e móveis também liderava as vendas externas, somando US$ 23,098 milhões e concentrando 59,34% das exportações do município.

Os segmentos metalmecânico e metalúrgico haviam registrado US$ 9,151 milhões, enquanto o setor têxtil contabilizou US$ 2,526 milhões.

Empresas mantêm presença em diversos mercados internacionais

Além dos principais parceiros comerciais, as indústrias de São Bento do Sul mantêm relações comerciais com uma ampla lista de países. Entre eles estão Alemanha, Canadá, Austrália, Japão, Itália, Espanha, México, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Países Baixos.

As exportações também alcançam mercados da África e América Latina, como Angola, Moçambique, Bolívia e Colômbia, ampliando a presença internacional da indústria catarinense.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sindusmobil

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Evento

SC Expo Defense destaca inovações em defesa e segurança com satélites, drones e soluções tecnológicas

A SC Expo Defense, realizada na sede da FIESC, encerrou nesta sexta-feira (22) consolidando-se como vitrine para as principais inovações em defesa e segurança desenvolvidas no estado. O evento apresentou uma ampla gama de soluções voltadas ao setor, reunindo desde drones interceptadores, embarcações customizadas e coletes balísticos flutuantes até sistemas computacionais avançados e tecnologias sustentáveis para reaproveitamento energético.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a diversidade de projetos apresentados evidencia o potencial de expansão da indústria catarinense no segmento.

Segundo ele, a feira reforça a proposta de integrar empresas consolidadas, startups, instituições de ensino, centros de pesquisa e representantes das forças de segurança em torno de uma cadeia produtiva de alto valor agregado.

Tecnologia dá novo destino às baterias de veículos elétricos

Entre os destaques, a Celesc apresentou o projeto Energia Celesc A Bordo, desenvolvido em parceria com a UFSC e a WEG.

A solução consiste em um caminhão equipado com baterias de íons de lítio reaproveitadas, formando um Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias (STAEB). O projeto utiliza baterias que já não atendem ao uso automotivo, mas que ainda mantêm entre 70% e 80% da capacidade operacional.

A tecnologia pode ser utilizada para manter o fornecimento de energia durante manutenções, atender situações emergenciais e oferecer suporte em áreas críticas, antecipando desafios ambientais ligados à eletromobilidade.

Nanossatélites e transferência tecnológica reforçam soberania nacional

O SENAI/SC levou ao evento experiências ligadas ao desenvolvimento de nanossatélites, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.

A instituição participou da criação do VCUB1, considerado o primeiro satélite integralmente brasileiro, além do projeto Catarina-A2, iniciativas voltadas ao fortalecimento da tecnologia espacial nacional.

Já a Força Aérea Brasileira apresentou uma réplica do caça supersônico F-39 Gripen. O modelo, originalmente desenvolvido pela Saab, passou a ser produzido parcialmente no Brasil após acordo de transferência tecnológica firmado com a FAB.

A parceria já possibilitou a capacitação de cerca de 350 engenheiros brasileiros na Suécia. Das 36 aeronaves adquiridas, 15 terão montagem final em território nacional.

Dinâmica interativa aproxima público do trabalho pericial

Outro espaço que chamou atenção foi a atividade promovida pela Polícia Científica de Santa Catarina.

A ação simulou uma cena de crime com elementos investigativos para que visitantes participassem da coleta de evidências e da resolução do caso fictício.

De acordo com a perita criminal Júlia Campos Dotto, a iniciativa teve como objetivo aproximar a população do trabalho técnico desenvolvido pelo setor e conscientizar sobre os principais tipos de ocorrências investigadas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Junior Somensi

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Exportação

Exportações de Santa Catarina caem 2,6% no trimestre sob impacto de tarifas dos EUA

As exportações de Santa Catarina registraram queda no início de 2026, refletindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mudanças no cenário internacional. No primeiro trimestre, o estado somou US$ 2,7 bilhões em vendas externas, recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas externas

O principal fator para a retração foi o impacto do chamado tarifaço dos EUA, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros desde agosto de 2025.

De acordo com dados da Fiesc, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano despencaram 44,6% entre janeiro e março na comparação anual. O resultado evidencia o peso das barreiras comerciais sobre a balança comercial de Santa Catarina.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Madeira serrada: queda de 6,7% (US$ 89,4 milhões)
  • Partes de motores: recuo de 22,5%
  • Móveis: baixa de 39,7%
  • Obras de carpintaria: retração de 42,7%

Por outro lado, os motores elétricos destoaram da tendência negativa, com alta de 1,9% e faturamento de US$ 128,2 milhões no período.

Carnes lideram exportações e sustentam desempenho

Mesmo diante do cenário adverso, o setor de proteínas manteve forte desempenho. As exportações de carne de frango lideraram com crescimento de 9,1%, somando US$ 633,3 milhões.

Na sequência, a carne suína também apresentou avanço, com alta de 6,9% e receita de US$ 424 milhões.

Outros segmentos industriais também ganharam espaço no mercado externo:

  • Máquinas agrícolas: crescimento de 57,1%
  • Transformadores elétricos: alta de 31,1%

Esses resultados ajudam a compensar parcialmente as perdas em setores mais afetados pelas tarifas.

Diversificação de mercados ganha importância

No ranking de destinos, a China permaneceu como principal compradora, com US$ 246,2 milhões em aquisições, apesar de uma leve queda de 4,1%. A redução está associada, em parte, à estratégia chinesa de priorizar a produção interna.

Outros mercados ganharam destaque no trimestre:

  • Japão: crescimento de 35,4% (US$ 223,1 milhões)
  • México: alta de 20% (US$ 150,3 milhões)

Já a Argentina registrou retração de 18,1% nas compras.

A diversificação de destinos se mostra essencial para reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente em momentos de instabilidade comercial.

Importações crescem e revelam nova dinâmica

Enquanto as exportações recuaram, as importações de Santa Catarina apresentaram leve crescimento de 0,9% no trimestre, totalizando US$ 8,8 bilhões.

Entre os principais produtos importados, destacam-se:

  • Cobre refinado: alta de 26% (US$ 457,3 milhões)
  • Pneus de borracha: crescimento de 83,1% (US$ 253,4 milhões)
  • Partes de veículos: aumento de 15,7% (US$ 246,3 milhões)

Assim como nas exportações, os Estados Unidos também perderam espaço nas importações, com queda de 20,7% (US$ 420 milhões). A Alemanha registrou recuo de 3,4%, somando US$ 384,2 milhões.

Expectativa de recuperação ainda é incerta

Com a flexibilização parcial das tarifas em fevereiro, a expectativa do setor é de retomada gradual das vendas para os Estados Unidos. No entanto, as incertezas persistem diante de possíveis novas medidas protecionistas.

O cenário atual reforça a necessidade de adaptação da indústria catarinense a um ambiente global mais volátil, marcado por disputas comerciais e mudanças nas cadeias produtivas.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina recua 6,5% em janeiro

A produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025. No cenário nacional, o desempenho foi praticamente estável: a produção industrial brasileira avançou apenas 0,2% no período.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, o resultado reflete um cenário de desaceleração da atividade industrial, influenciado principalmente pelo ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso ao crédito, reduz investimentos e impacta o ritmo da economia. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Setor moveleiro lidera queda na indústria catarinense

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilado pelo Observatório FIESC, aponta que a fabricação de móveis apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados. O setor teve retração de 25,9% em relação a janeiro do ano passado.

Um dos fatores apontados para o resultado negativo é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do setor. Em janeiro, as exportações de madeira e móveis para os EUA registraram queda de 56,25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Máquinas, equipamentos e veículos também recuam

Outros segmentos relevantes da indústria catarinense também apresentaram retração no início do ano. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 24,9%, enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou queda de 18,2%.

Entre os fatores que explicam o desempenho negativo estão a taxa Selic elevada, que restringe o crédito para empresas e consumidores, e o aumento do endividamento das famílias, que tende a reduzir o consumo e afetar a produção industrial.

Apenas dois setores apresentam crescimento

Dos 14 segmentos industriais analisados em Santa Catarina, somente dois apresentaram resultado positivo em janeiro.

A fabricação de produtos alimentícios avançou 0,9%, enquanto a indústria de borracha e plástico registrou crescimento de 5,3%, destacando-se como exceções em um cenário de retração mais ampla da atividade industrial no estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sollos

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