Comércio Internacional, Economia

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,66 bilhões na terceira semana de outubro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,661 bilhões na terceira semana de outubro de 2026. O resultado, divulgado na segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foi resultado de US$ 8,232 bilhões em exportações e US$ 5,572 bilhões em importações.

Com o desempenho semanal, o saldo positivo da balança comercial alcançou US$ 5,959 bilhões no acumulado de outubro. As vendas brasileiras ao mercado internacional totalizaram US$ 21,038 bilhões, enquanto as compras do exterior somaram US$ 15,079 bilhões.

Exportações brasileiras crescem 33,5% na comparação anual

Até a terceira semana de outubro, as exportações brasileiras avançaram 33,5% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi observado nos três grandes setores da economia.

A indústria extrativa apresentou a maior expansão percentual, com alta de 70,7% e exportações de US$ 6,40 bilhões. Na agropecuária, as vendas externas cresceram 21%, alcançando US$ 4,09 bilhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 20,9%, com US$ 10,32 bilhões em exportações no período analisado. Os números indicam avanço das vendas internacionais de produtos brasileiros, com destaque para o desempenho da indústria extrativa.

Importações também apresentam alta em outubro

No mesmo intervalo, as importações brasileiras cresceram 21,5% em comparação com a terceira semana de outubro de 2025. A indústria de transformação concentrou o maior volume de compras externas, com US$ 13,89 bilhões, o equivalente a um aumento de 20,2%. A agropecuária registrou crescimento de 23,3%, com importações de US$ 30 milhões, enquanto a indústria extrativa avançou 47,9%, totalizando US$ 79 milhões.

Mesmo com a expansão das compras internacionais, o volume de exportações permaneceu superior ao de importações, contribuindo para a manutenção do saldo comercial positivo.

Superávit da balança comercial chega a US$ 68,35 bilhões em 2026

No acumulado de janeiro até a terceira semana de outubro, o superávit da balança comercial brasileira atingiu US$ 68,355 bilhões. O valor representa crescimento de 36,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 52,985 bilhões.

Para o fechamento de 2026, o MDIC projeta um superávit comercial de US$ 84,4 bilhões, resultado 24% superior ao registrado em 2025. A estimativa foi revisada no início de outubro. A previsão anterior indicava um saldo positivo de US$ 90 bilhões, sinalizando uma redução na expectativa oficial para o resultado anual.

Os dados reforçam o desempenho positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, impulsionado pelo crescimento das exportações e pela manutenção de um saldo favorável nas trocas comerciais com outros países.

Fonte: Canal Rural, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News / Cláudio Neves / Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Exportações brasileiras acumulam US$ 297,65 bilhões em 2026, aponta MDIC

As exportações brasileiras somaram US$ 297,65 bilhões entre janeiro e a segunda semana de outubro de 2026, registrando crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço das vendas externas contribuiu para ampliar o superávit da balança comercial, que alcançou US$ 65,88 bilhões, alta de 34,6%.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (13). O levantamento também aponta desempenho positivo no comércio exterior brasileiro durante a primeira parte de outubro, com crescimento das exportações superior ao das importações.

Balança comercial registra superávit de US$ 3,48 bilhões em outubro

Até a segunda semana de outubro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 12,99 bilhões, aumento de 29,6% na comparação com o mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 9,51 bilhões, com avanço de 20,4%.

Com isso, o saldo comercial ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, crescimento de 63,8% na comparação anual. Já a corrente de comércio, indicador que reúne exportações e importações, atingiu US$ 22,50 bilhões, alta de 25,5%.

No acumulado de 2026 até a segunda semana de outubro, as importações chegaram a US$ 231,77 bilhões, crescimento de 6,1%. A corrente de comércio alcançou US$ 529,41 bilhões, avanço de 9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Os três grandes setores exportadores apresentaram crescimento nas vendas externas durante a segunda semana de outubro.

A indústria extrativa registrou a maior expansão percentual, com alta de 51,7% e exportações de US$ 3,62 bilhões. A agropecuária movimentou US$ 2,62 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 6,59 bilhões, avanço de 21,3%.

Na agropecuária, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento de 311,2% nas exportações de animais vivos, exceto pescados e crustáceos. As vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos registraram expansão de 21.244%, enquanto as exportações de soja cresceram 26%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração. As vendas externas de milho não moído recuaram 6,6%, enquanto as de café não torrado diminuíram 6,5%. As exportações de sementes oleaginosas, como girassol, gergelim, canola e algodão, tiveram queda de 61,3%.

Na indústria extrativa, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de minérios de metais preciosos e seus concentrados, que avançaram 1.869,8%. As vendas de minérios de níquel cresceram 240,5%, enquanto as de petróleo bruto e outros óleos minerais betuminosos aumentaram 117,7%.

Em sentido contrário, as exportações de pedra, areia e cascalho recuaram 75,5%. Também houve queda de 20,9% nas vendas de minério de ferro e de 52,8% nas exportações de minérios de cobre.

Na indústria de transformação, as exportações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 227,7%. A celulose registrou alta de 69,7%, enquanto as vendas de ouro não monetário, excluídos os minérios e seus concentrados, avançaram 64,1%.

Entre os produtos com desempenho negativo, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentou queda de 33,1%. As exportações de açúcares e melaços diminuíram 35,8%, enquanto as de máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias recuaram 69,6%.

Importações crescem nos três setores da economia

As compras brasileiras do exterior também avançaram nos três grandes setores econômicos até a segunda semana de outubro.

A agropecuária registrou alta de 26,7%, com importações de US$ 190 milhões. Na indústria extrativa, as compras chegaram a US$ 540 milhões, aumento de 57,5%. Já a indústria de transformação movimentou US$ 8,71 bilhões, crescimento de 18,4%.

Entre os produtos agropecuários, as importações de trigo e centeio não moídos cresceram 32,8%. As compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 194,6%, enquanto as de soja aumentaram 82,3%.

Em contrapartida, as importações de cevada não moída caíram 54%, e as de centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,1%. As compras de tabaco em bruto apresentaram redução de 98,4%.

Na indústria extrativa, as importações de outros minerais em bruto cresceram 60%, enquanto as de outros minérios e concentrados de metais de base avançaram 173,4%. As compras de petróleo bruto e minerais betuminosos registraram aumento de 129,9%.

Entre as retrações, destacam-se os fertilizantes brutos, com queda de 88,8%, o carvão não aglomerado, com redução de 16,4%, e o gás natural, liquefeito ou não, cujas importações diminuíram 68,2%.

Na indústria de transformação, as importações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 86,9%. Os geradores elétricos giratórios e suas partes apresentaram aumento de 607,5%, enquanto as compras de partes e acessórios de veículos automotivos avançaram 50%.

Por outro lado, as importações de adubos e fertilizantes químicos, exceto os brutos, recuaram 7,5%. As compras de motores e máquinas não elétricos, exceto motores de pistão e geradores, caíram 75,2%. Já os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, registraram redução de 16,2%.

Superávit comercial mantém trajetória de crescimento em 2026

Os resultados divulgados pelo MDIC mostram que as exportações brasileiras continuam crescendo em ritmo superior ao das importações no acumulado do ano. A diferença entre os dois fluxos contribuiu para elevar o superávit comercial a US$ 65,88 bilhões até a segunda semana de outubro.

O desempenho dos setores agropecuário, extrativo e de transformação reforça a importância da diversificação da pauta exportadora para o comércio exterior brasileiro, embora as variações entre produtos indiquem comportamentos distintos nos mercados internacionais.

Fonte: MDIC, com informações do portal Agrolink.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Arquivo ReConecta News

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Transporte

Armadores anunciam reajuste de US$ 1.000 em fretes da Ásia para a América do Sul

As companhias marítimas Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciaram um reajuste de US$ 1.000 por contêiner para embarques originados na Ásia com destino à América Latina. A nova cobrança está prevista para entrar em vigor em 15 de outubro e inclui rotas para a costa leste da América do Sul, onde estão os principais portos brasileiros.

O anúncio ocorre em um momento de avanço das importações brasileiras em contêineres. Dados do DataLiner, da Datamar, apontam que o volume importado pelo Brasil cresceu 9,2% entre janeiro e julho, em relação ao mesmo período de 2025.

A China, principal origem das cargas conteinerizadas destinadas ao país, registrou alta de 21,6% nos embarques para o Brasil. Apenas em julho, as importações brasileiras transportadas em contêineres aumentaram 13,3%.

Os reajustes foram divulgados originalmente pela agência Mundo Marítimo. Como se tratam de aumentos pretendidos pelas empresas de navegação, a aplicação efetiva ainda dependerá das condições do mercado e das negociações individuais com os clientes.

Reajuste de US$ 1.000 não representa o frete total

A CMA CGM confirmou, em comunicado publicado em 24 de setembro, o acréscimo de US$ 1.000 por contêiner para cargas embarcadas a partir de 15 de outubro.

A medida vale para embarques provenientes de portos asiáticos, incluindo Japão, Sudeste Asiático e Bangladesh, com destino às costas da América do Sul, além de América Central, México e Caribe.

O reajuste abrange diferentes tipos de carga, como:

  • Contêineres de carga seca;
  • Equipamentos refrigerados;
  • Cargas fora das dimensões convencionais;
  • Contêineres vazios sujeitos à cobrança de frete.

A companhia ressalta que despesas relacionadas a combustível, movimentação portuária, segurança e outros serviços podem ser cobradas separadamente. Portanto, os US$ 1.000 anunciados correspondem ao aumento previsto e não ao preço final do transporte marítimo.

Hapag-Lloyd também prevê aumento nas tarifas

A Hapag-Lloyd anunciou uma elevação de US$ 1.000 para contêineres de carga seca de 20 e 40 pés e para equipamentos refrigerados de 40 pés utilizados com o sistema de refrigeração desligado, conhecidos como NOR.

As novas tarifas devem atingir rotas com destino às duas costas da América do Sul, além da costa oeste do México, América Central e Caribe.

Há, porém, uma exceção: para equipamentos NOR destinados ao Caribe, a tarifa permanecerá sem alteração.

Importações de veículos e autopeças avançam

O crescimento das importações conteinerizadas brasileiras é puxado por segmentos ligados à indústria e ao abastecimento do mercado nacional.

Entre janeiro e julho, veículos e autopeças registraram a maior expansão entre as categorias analisadas pela Datamar, com alta de 41,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na sequência aparecem os plásticos, com crescimento de 8,3%, e os produtos classificados como reatores, caldeiras e máquinas, que avançaram 3,3%.

Apesar de demonstrarem a força da demanda brasileira por transporte marítimo em contêineres, esses números não explicam, sozinhos, o reajuste anunciado para outubro. O levantamento mede o volume de cargas movimentadas, mas não acompanha diretamente os valores cobrados pelos fretes.

Fretes internacionais apresentam comportamentos diferentes

O mercado global de frete marítimo apresenta movimentos distintos conforme a rota analisada. O índice global da Drewry recuou 1% na semana encerrada em 1º de outubro, chegando a US$ 4.434 por contêiner de 40 pés.

As rotas entre Xangai e os portos de Gênova e Roterdã, por exemplo, acumulavam 12 semanas consecutivas de queda.

Esse movimento, entretanto, não significa necessariamente que os custos de transporte para o Brasil também estejam diminuindo. Nas rotas entre a Ásia e a América Latina, as companhias marítimas estão tentando elevar as tarifas.

Por isso, será necessário acompanhar as cotações após 15 de outubro para verificar quanto dos aumentos anunciados efetivamente será incorporado aos fretes marítimos contratados.

Mercado e negociações definirão impacto para importadores

O anúncio das companhias não significa que o reajuste de US$ 1.000 será necessariamente aplicado em sua totalidade. O valor final dependerá de fatores como a demanda por embarques, a disponibilidade de espaço nos navios e as negociações entre armadores e clientes.

Para os importadores brasileiros, o principal ponto de atenção será o impacto efetivo do aumento sobre as próximas contratações de transporte.

Em um cenário de crescimento das importações em contêineres, a evolução das tarifas nas rotas entre a Ásia e a América do Sul será um fator importante para empresas que dependem do transporte marítimo internacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março de 2026. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,3 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

Os dados mostram o desempenho das trocas comerciais do Brasil no início do mês e refletem a dinâmica recente do comércio exterior brasileiro.

Desempenho da balança comercial em 2026

No acumulado de 2026 até agora, o país contabiliza US$ 58,2 bilhões em exportações e US$ 48,4 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 9,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 106,6 bilhões no período.

Exportações e importações registram leve queda

Na comparação das médias diárias, as exportações brasileiras apresentaram recuo de 3,3%. A média diária registrada até a primeira semana de março de 2026 foi de US$ 1,461 bilhão, abaixo dos US$ 1,511 bilhão observados em março de 2025.

Já as importações tiveram redução mais discreta, de 0,4%, passando de US$ 1,104 bilhão em março do ano passado para US$ 1,100 bilhão na média diária registrada neste início de mês.

Com isso, a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,56 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 360,92 milhões. Em relação à média registrada em março de 2025, houve queda de 2,1% na corrente de comércio.

Desempenho por setores nas exportações

Considerando o acumulado até a primeira semana de março de 2026 e comparando com o mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações por setor apresentou resultados distintos.

A indústria extrativa registrou crescimento de 4,9%, com aumento de US$ 13,85 milhões na média diária. Por outro lado, houve retração na agropecuária, com queda de 8,5% (redução de US$ 36,58 milhões), e nos produtos da indústria de transformação, que recuaram 3,6%, equivalente a US$ 28,21 milhões a menos na média diária.

Importações também variam entre setores

Entre os setores importadores, a indústria extrativa apresentou crescimento expressivo de 19,9%, com avanço de US$ 9,89 milhões na média diária.

Já a agropecuária teve retração de 23,3%, com queda de US$ 7,06 milhões, enquanto os produtos da indústria de transformação registraram leve redução de 0,4%, equivalente a US$ 3,59 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Portal Único de Comércio Exterior já concentra mais de 50% das importações brasileiras

O Portal Único de Comércio Exterior alcançou um marco importante no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, a plataforma digital passou a responder por mais de 50% das operações de importação realizadas no país, considerando a média diária das transações.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que destacou o avanço na implementação do sistema.

Segundo ele, a expectativa é que o Portal Único esteja completamente implantado até o final do ano.

Plataforma promete economia bilionária para empresas

Quando estiver totalmente operacional, o Portal Único de Comércio Exterior poderá gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para as empresas brasileiras.

O ganho está associado principalmente à simplificação de processos burocráticos, à integração de sistemas governamentais e à redução do tempo necessário para operações de importação e exportação.

De acordo com metodologia internacional adotada pelo MDIC, cada dia que uma carga permanece parada representa um custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria.

Novo sistema reduz tempo de liberação de cargas

O governo também destaca avanços no tempo de processamento das mercadorias. Dados do MDIC indicam que já houve redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas em zonas portuárias quando a operação é realizada por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP).

O novo modelo substitui gradualmente a antiga Declaração de Importação (DI) e traz ganhos operacionais para empresas que optam por utilizar o sistema, mesmo nos casos em que a adesão ainda não é obrigatória.

Com a redução no tempo de liberação das cargas, operadores de comércio exterior conseguem diminuir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Estratégia para modernizar o comércio exterior brasileiro

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, afirmou que o avanço da plataforma representa um passo relevante no processo de desburocratização do comércio exterior no Brasil.

Segundo ela, o fato de o portal já concentrar metade das importações consolida um novo modelo para o setor.

O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é tornar o comércio internacional brasileiro mais ágil, eficiente e acessível, ampliando a participação de empresas nas operações globais.

Sistema já processa todas as exportações do Brasil

O Portal Único de Comércio Exterior é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC em parceria com a Receita Federal e conta com a participação de cerca de 20 órgãos públicos que atuam como anuentes nas operações comerciais.

Atualmente, o sistema já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão do governo federal é que todas as importações também sejam realizadas pela plataforma até o final do ano, consolidando a digitalização das operações de comércio exterior no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra quarto maior superávit para fevereiro da história

A balança comercial brasileira apresentou desempenho expressivo em fevereiro e alcançou o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indicam que o país registrou superávit comercial de US$ 4,208 bilhões no período.

O resultado representa uma recuperação significativa frente ao mesmo mês de 2025, quando houve déficit de US$ 467 milhões. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela redução das importações e pelo aumento das exportações de petróleo.

Importação de plataforma influenciou resultado do ano passado

De acordo com o governo federal, o saldo negativo registrado em fevereiro de 2025 ocorreu devido à compra de uma plataforma de petróleo, operação de grande valor que impactou diretamente a balança comercial do período.

Como essa importação não se repetiu em fevereiro deste ano, o saldo voltou ao campo positivo, reforçando o desempenho das exportações brasileiras.

Entre todos os meses de fevereiro já registrados, o resultado atual só fica atrás dos obtidos em 2024, quando o país atingiu superávit recorde de US$ 5,13 bilhões, além dos resultados de 2022 e 2017.

Exportações batem recorde para fevereiro

No comparativo anual, o comércio exterior brasileiro apresentou crescimento nas vendas externas e redução nas compras internacionais.

Os números de fevereiro foram:

• Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado
• Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação

O valor exportado representa o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. Já as importações tiveram o segundo maior resultado para o período, ficando atrás apenas de fevereiro de 2025.

Superávit acumulado no ano cresce mais de 300%

Considerando os dois primeiros meses de 2026, o saldo da balança comercial soma US$ 8,023 bilhões, valor 329% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O desempenho foi influenciado pelo impacto pontual da importação da plataforma de petróleo em 2025. Mesmo assim, o resultado atual é o segundo melhor para o período de janeiro e fevereiro, ficando atrás apenas de 2024.

No acumulado do ano:

• Exportações: US$ 50,922 bilhões, crescimento de 5,8%
• Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3%

Petróleo impulsiona exportações da indústria extrativa

Ao analisar o desempenho por setores, o comércio exterior brasileiro registrou crescimento nas exportações em diferentes áreas da economia.

Na comparação anual, os resultados foram:

• Agropecuária: alta de 6,1%, com aumento de 1,7% no volume e 4,4% no preço médio
• Indústria extrativa: crescimento de 55,5%, impulsionado pelo petróleo, com aumento de 63,6% no volume exportado
• Indústria de transformação: avanço de 6,3%, com aumento de 4% no volume

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão soja, milho, frutas frescas, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carne bovina, ouro não monetário e produtos semiacabados de ferro ou aço.

Somente as exportações de petróleo bruto cresceram cerca de US$ 1,622 bilhão em comparação com fevereiro de 2025. Esse tipo de venda costuma variar bastante mensalmente devido às paradas programadas para manutenção em plataformas.

Queda das importações reflete desaceleração econômica

A retração das importações brasileiras esteve ligada principalmente à redução nas compras de gás natural e à desaceleração da economia, que tende a diminuir investimentos e demanda por equipamentos.

Entre os produtos que registraram maior queda nas importações estão:

• Trigo e centeio não moídos
• Látex e borracha natural
• Gás natural
• Motores e máquinas não elétricos
• Plataformas e embarcações
• Inseticidas

Governo projeta superávit de até US$ 90 bilhões em 2026

Para 2026, o Mdic projeta que a balança comercial do Brasil encerre o ano com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

A estimativa oficial prevê:

• Exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões
• Importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões

As projeções do governo são atualizadas a cada trimestre, e novas estimativas mais detalhadas deverão ser divulgadas em abril.

Em 2025, o país fechou o ano com superávit comercial de US$ 68,3 bilhões. O recorde histórico ocorreu em 2023, quando o saldo positivo atingiu US$ 98,9 bilhões.

As previsões do mercado financeiro são mais conservadoras. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, analistas projetam superávit de US$ 68,63 bilhões para o comércio exterior brasileiro neste ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Comércio Exterior

Novo marco do Portal Único impulsiona a modernização do comércio exterior

Etapa da transição integra os controles do MAPA e amplia a padronização dos procedimentos administrativos.

Dezembro se consolidou como um mês de virada para o comércio exterior brasileiro. O Portal Único deu mais um passo relevante ao avançar na transição para um modelo mais simples, integrado e eficiente de controle das operações de importação e exportação no país.

Nessa etapa, foram migrados para o Portal Único, por meio da Declaração Única de Importação (Duimp), novos tipos de operações que antes eram realizados pelo antigo módulo de Licença de Importação e Declaração de Importação (LI/DI), instrumentos utilizados no modelo anterior, conforme o cronograma oficial divulgado no Siscomex, o Sistema Integrado de Comércio Exterior do governo federal.

Ao mesmo tempo, todos os modelos de LPCOs, que abrangem licenças, permissões, certificados e outros documentos exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), foram integrados ao Novo Portal Único. Com isso, o Tratamento Administrativo conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) passa a ser realizado de forma praticamente integral dentro da nova plataforma.

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que as iniciativas modernizam a forma como o Brasil importa e refletem o compromisso do governo federal com a execução do cronograma de transição para o novo modelo do comércio exterior, de forma segura, gradual e planejada.

“É mais um marco na transformação do comércio exterior brasileiro, com benefícios para o setor público, para as empresas e para a sociedade. O Portal Único se consolida como o guichê único do comércio exterior brasileiro, trazendo mais segurança e agilidade e menos burocracia para todos os operadores”, afirmou Alckmin.

Na prática, a mudança significa menos sistemas distintos, maior integração entre os órgãos públicos e regras mais padronizadas para quem opera no comércio exterior. A centralização das autorizações, a troca automática de informações e a uniformização dos procedimentos geram ganhos diretos de eficiência, reduzem incertezas e custos e tornam os processos mais previsíveis para empresas e operadores logísticos.

O avanço também melhora a comunicação entre os sistemas governamentais, diminui retrabalhos e contribui para um ambiente de negócios mais transparente, moderno e alinhado às boas práticas internacionais de facilitação do comércio.

A etapa, observadas as exceções estabelecidas, incluiu ainda o desligamento de operações específicas do modelo antigo. Entre elas estão aquelas relacionadas ao regime de Drawback Suspensão, que permite a suspensão de tributos para insumos usados na produção de bens exportados, quando realizadas no modal de transporte marítimo. Da mesma forma, as operações dos regimes Recof e Repetro, utilizados por setores industriais e de petróleo e gás, foram descontinuadas no modal de transporte aéreo. Também foram desativadas as operações sob controle do Decex que envolvem importação de material usado e exame de similaridade, tanto no transporte marítimo quanto no aéreo.

Maior integração

O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do governo federal voltada à redução da burocracia, do tempo e dos custos nas exportações e importações brasileiras. Implementado de forma modular desde 2014, o sistema substitui gradualmente o antigo Siscomex, já processa 100 por cento das exportações e passa a contemplar também as importações.

A adoção da Duimp e de novas tecnologias desenvolvidas com o apoio do Serpro amplia a integração entre órgãos públicos e privados, permite o preenchimento único de informações, agiliza fiscalizações e pagamentos e reduz em até 99 por cento o uso de papel, tornando os processos mais rápidos, transparentes e previsíveis, com ganhos diretos de eficiência e competitividade para o comércio exterior brasileiro.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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