Importação

Medicamento experimental é liberado em poucos minutos após chegada ao Brasil

A chegada de um medicamento experimental ao Brasil exigiu uma operação logística coordenada e de alta velocidade no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Importada dos Estados Unidos, a carga destinada ao tratamento do influenciador Lito Sousa teve o despacho aduaneiro concluído em poucos minutos após o desembarque, permitindo que o produto fosse encaminhado imediatamente ao hospital onde será utilizado.

A operação envolveu a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atuaram de forma integrada para antecipar os procedimentos necessários à entrada da carga no país.

Importação foi planejada antes da chegada da carga

A agilidade na liberação foi resultado de um planejamento prévio entre os órgãos responsáveis pelo controle da importação. Como o medicamento possui caráter experimental e seu potencial terapêutico pode ser comprometido pela passagem do tempo, a operação exigia que as etapas de fiscalização e desembaraço fossem realizadas com a maior rapidez possível.

O medicamento ALN-6457, produzido pela Regeneron Pharmaceuticals, ainda está em fase pré-clínica e não possui registro comercial ou representante legal no Brasil. No dia 4 de setembro, a Anvisa autorizou sua importação excepcional para uso compassivo no caso de Lito Sousa.

A carga chegou ao aeroporto de Guarulhos na madrugada de sábado (12), em um voo procedente de Nova York. Após o desembarque, o produto passou pelo procedimento de despacho aduaneiro, etapa fundamental para a regularização da entrada de mercadorias importadas no território nacional.

Da aeronave ao hospital

Após a liberação, a logística foi realizada de forma direta. O medicamento foi retirado da aeronave e encaminhado para um helicóptero, que fez o transporte até seu destino final, o Hospital Israelita Albert Einstein. A estratégia eliminou etapas intermediárias no deslocamento da carga e reduziu o intervalo entre a chegada do medicamento ao Brasil e sua disponibilização para uso hospitalar.

O caso demonstra como o planejamento antecipado pode ser determinante em operações de importação de produtos sensíveis, especialmente quando envolve medicamentos, vacinas e outros insumos de saúde que dependem de condições específicas e possuem caráter emergencial.

Integração entre órgãos reduz tempo na importação

A atuação conjunta entre Receita Federal, Anvisa, Ministério da Saúde e operadores logísticos faz parte de uma estrutura utilizada em situações que demandam maior agilidade na entrada de produtos essenciais no país.

Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a integração entre os órgãos foi fundamental para acelerar a liberação de vacinas, medicamentos e outros insumos utilizados no enfrentamento da emergência sanitária.

Além da fiscalização e do controle das mercadorias que entram no território nacional, a Aduana brasileira exerce papel estratégico na cadeia de suprimentos de saúde. O desafio está em conciliar segurança, cumprimento das exigências regulatórias e velocidade no desembaraço.

No caso do medicamento destinado a Lito Sousa, a operação evidencia como a preparação antecipada e a integração entre diferentes instituições podem reduzir significativamente o tempo de uma importação, especialmente quando cada hora pode fazer diferença para o destinatário final.

Fonte: G1, com informações sobre a operação da Receita Federal e da Anvisa.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Reprodução Internet

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Sem Categoria

Importação de caneta emagrecedora dispara e já supera a de celulares no Brasil

A forte expansão da demanda por caneta emagrecedora transformou esse tipo de medicamento em um dos principais itens da pauta de importações do Brasil. Em 2025, as compras externas de tratamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro alcançaram US$ 1,669 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões, segundo dados oficiais do governo federal.

O avanço chama atenção não apenas pelo ritmo acelerado, mas também pelo peso que esses produtos passaram a ter na balança comercial brasileira, superando importações tradicionais como telefones celulares, salmão e até azeite de oliva.

Demanda cresce quase 90% em um ano

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que a demanda por medicamentos para emagrecimento cresceu 88% em apenas um ano. Como não há produção nacional dessas canetas, todo o aumento do consumo se reflete diretamente nas importações.

O movimento acompanha a popularização dos tratamentos à base de semaglutida e tirzepatida, impulsionada tanto pelo uso médico quanto pela ampla divulgação nas redes sociais e entre celebridades.

Dinamarca ainda lidera, mas EUA avançam rapidamente

A Dinamarca, onde está sediada a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, segue como principal origem das importações. Em 2025, o país respondeu por 44% do total, somando US$ 734,7 milhões.

No entanto, a configuração desse mercado vem mudando de forma acelerada. Os Estados Unidos já ocupam a segunda posição, com 35,6% das importações, o equivalente a US$ 593,7 milhões. O país abriga a Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, que vem conquistando espaço rapidamente no mercado brasileiro.

Importações dos EUA disparam quase 1.000%

A diferença no ritmo de crescimento entre os dois polos farmacêuticos é expressiva. Enquanto as compras provenientes da Dinamarca avançaram 7% no último ano, as importações com origem nos Estados Unidos saltaram 992%.

Os números indicam que o grande vetor de crescimento recente não foi o pioneiro Ozempic, mas sim a rápida adoção do Mounjaro, que ganhou força entre médicos e pacientes ao longo de 2025.

Mercado pode chegar a US$ 9 bilhões até 2030

As perspectivas para o setor seguem amplamente positivas. Um relatório do Itaú BBA estima que o mercado de canetas para emagrecimento no Brasil pode crescer dos atuais US$ 1,8 bilhão por ano para cerca de US$ 9 bilhões até 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 50 bilhões.

No curto prazo, um fator adicional tende a acelerar ainda mais esse movimento: a quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic. A entrada de genéricos deve reduzir preços e ampliar de forma significativa o acesso aos tratamentos, impulsionando ainda mais a demanda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Comércio Exterior

Governo zera imposto de importação para medicamentos e produtos alimentícios especiais

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) anunciou nesta segunda-feira (20/10) uma série de decisões voltadas à proteção da indústria nacional e à redução de tarifas de importação sobre diversos itens.

Entre as medidas, o Gecex zerou as alíquotas de importação – ou renovou a isenção já existente – para 43 produtos, incluindo medicamentos usados no tratamento de câncer e psoríase. A decisão também abrange 23 preparações alimentícias especiais, voltadas a dietas específicas de lactantes, crianças e adultos com condições clínicas diferenciadas.

Medidas de defesa comercial contra importações da China, Alemanha e EUA

No campo da defesa comercial, o comitê aprovou a aplicação e renovação de medidas antidumping para conter a entrada de produtos a preços desleais no mercado brasileiro. As ações atingem itens originários da China, como escovas de cabelo, pigmentos de dióxido de titânio, cadeados e fios de náilon.

Além disso, foi mantida uma medida contra etanolaminas — especificamente monoetanolaminas e trietanolaminas — provenientes da Alemanha e dos Estados Unidos.

Ajustes temporários em tarifas por desequilíbrios comerciais

O Gecex também incluiu cinco novos produtos na lista de elevações tarifárias temporárias por Desequilíbrios Comerciais e Conjunturais (DCC). A iniciativa atende pedidos de setores industriais como o de papel, siderurgia e químicos, que alegam impactos negativos causados por importações em condições desvantajosas.

A 230ª Reunião Ordinária do Gecex teve sua íntegra encaminhada para publicação na página oficial da Camex.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Inovação

Setor de saúde precisa se adaptar à nova fase do Novo Processo de Importação 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil.

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda vêm promovendo transformações significativas nas operações de comércio exterior por meio do Novo Processo de Importação (NPI), parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior. 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde – incluindo fabricantes e importadores de medicamentos, dispositivos médicos e insumos hospitalares – adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil. 

Entre os principais pontos do NPI estão a adoção obrigatória da Declaração Única de Importação (DUIMP), o uso do Catálogo de Produtos e a digitalização de autorizações por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos). A integração com órgãos anuentes, como a Anvisa, exige maior rigor técnico e atualização constante das equipes responsáveis pelas operações aduaneiras. 

“As empresas do setor de saúde precisam alinhar sua rotina ao novo processo para evitar atrasos e penalidades. O conhecimento técnico da operação, aliado à integração com os sistemas públicos, é fundamental para garantir eficiência e conformidade”, afirma Alex Sandro Santos, coordenador de importação da Unia. 

A Unia atua com foco no setor farmacêutico, prestando assessoria logística e aduaneira para empresas que precisam se adequar às novas exigências do comércio exterior. O suporte inclui análise de conformidade, classificação fiscal e estruturação de processos alinhados às normas atuais. 

TEXTO E FOTOS: DIVULGAÇÃO UNIA 

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