Comércio Internacional

Demanda por carga aérea cresce 4,4% em agosto e América Latina avança 5,1%

A demanda global por transporte aéreo de cargas registrou crescimento de 4,4% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e apontam manutenção do ritmo de expansão do comércio internacional.

No mercado internacional, o avanço da demanda foi ainda maior, chegando a 5,3%. O resultado ocorreu mesmo com uma redução de 0,1% na capacidade disponível.

Na América Latina e no Caribe, as companhias aéreas registraram aumento de 5,1% na demanda por carga aérea em agosto. No mesmo período, a capacidade disponível cresceu 3,3%.

O desempenho regional acompanhou a expansão observada em outras partes do mundo. A América do Norte apresentou a maior alta entre as regiões, com crescimento de 6,6%, enquanto as empresas da Ásia-Pacífico registraram avanço de 4,3%.

Rota Ásia–América do Norte lidera expansão

Entre os principais corredores internacionais de comércio, a rota Ásia–América do Norte apresentou o crescimento mais expressivo, com alta de 13,2% na comparação anual.

As operações dentro da própria Ásia avançaram 6,1%, enquanto o fluxo entre Europa e América do Norte aumentou 4,3%. Em contrapartida, as rotas relacionadas ao Oriente Médio registraram queda, em um cenário influenciado pelos impactos dos conflitos na região.

Segundo a IATA, a combinação entre demanda consistente e maior ocupação das aeronaves contribuiu para que as empresas recuperassem parte dos custos elevados relacionados ao combustível. Em agosto, o preço do querosene de aviação aumentou 8,3% em relação a julho e ficou 79,2% acima do registrado no mesmo período de 2025.

O cenário ocorre em paralelo ao crescimento do comércio global de bens, que avançou 6% em julho, na comparação anual. De acordo com a associação, o indicador mantém uma sequência de dois anos e nove meses de expansão consecutiva.

Perspectivas para a alta temporada

Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA, Marie Owens Thomsen, o desempenho do comércio global e a recuperação dos rendimentos observada em agosto representam sinais positivos para o período de maior movimentação do transporte aéreo de cargas no fim do ano.

O desempenho das principais rotas internacionais e a evolução da demanda devem continuar entre os fatores observados pelo setor durante a temporada de maior atividade do comércio global.

Fonte: CNN Brasil, com informações da IATA.

Texto: Redação

Imagem: CNN / Divulação RIOGaleão

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Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

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Logística

Falhas logísticas comprometem até 20% dos medicamentos sensíveis e geram prejuízo bilionário, aponta IATA

Problemas no transporte e armazenamento de medicamentos sensíveis à temperatura continuam sendo um grande desafio para o setor farmacêutico. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), cerca de 20% dos fármacos termossensíveis sofrem danos devido a variações térmicas durante o trajeto, o que representa perdas anuais entre US$ 2,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões — o equivalente a R$ 13,49 bilhões a R$ 67,45 bilhões.

Controle de temperatura é questão de saúde pública

A manutenção da temperatura ideal em toda a jornada logística é essencial não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos pacientes, ressalta AliceAna Paiva, diretora Comercial da Tragetta.

“Garantir que os medicamentos cheguem em condições seguras é uma questão de saúde pública. Cada etapa do processo precisa ser conduzida com rigor para evitar perdas financeiras e riscos à integridade dos produtos”, afirmou a executiva.

Soluções tecnológicas para reduzir perdas

Os desafios enfrentados pelas empresas vão desde falhas no transporte farmacêutico até o risco de interrupção no fornecimento de medicamentos e vacinas essenciais. Segundo Paiva, é indispensável adotar práticas eficazes de monitoramento e rastreamento para proteger as cargas.

A Tragetta, por exemplo, oferece soluções personalizadas para cada tipo de produto — seja carga seca, monitorada ou controlada. O processo conta com equipamentos de ponta para medir temperatura, umidade e movimento, além de monitoramento em tempo real e gestão de riscos.

“Essas iniciativas permitem reduzir variações de temperatura, garantir entregas seguras e proporcionar previsibilidade nas operações”, destacou Paiva.

Integração entre tecnologia e logística é o futuro do setor

Para a executiva, a integração entre tecnologia e logística farmacêutica vai além da eficiência: trata-se de gerar confiança em toda a cadeia.

“Com sistemas de rastreamento e controle contínuo, conseguimos identificar falhas antecipadamente e assegurar que cada medicamento chegue ao destino em condições ideais, protegendo tanto os pacientes quanto os recursos investidos”, completou.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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