Tecnologia

Robôs humanoides da Chery chegam ao Brasil com inteligência artificial para atendimento em concessionárias

A Chery prepara a estreia de sua divisão de robótica no mercado brasileiro. A AiMOGA Robotics, braço tecnológico da fabricante chinesa, deve iniciar as operações no país no último trimestre deste ano, trazendo robôs humanoides e cães-robôs equipados com inteligência artificial (IA) para ampliar a experiência de atendimento ao público.

A empresa já recebeu a homologação da Anatel, permitindo a comercialização dos modelos Mornine e Argos no Brasil. Os dispositivos são os primeiros da categoria a obter autorização para venda no mercado nacional.

Mornine é voltado para atendimento em concessionárias

Entre os destaques está o Mornine, um robô humanoide desenvolvido para atuar em concessionárias da marca. O equipamento mede 1,68 metro de altura, pesa cerca de 70 quilos e utiliza inteligência artificial baseada em modelos de linguagem de grande escala (LLMs) para interagir com os clientes.

O robô realiza atendimento por voz por meio de conexão em nuvem, apresenta informações sobre os veículos da montadora, caminha, dança e conta com certificação europeia de cibersegurança.

Cão-robô Argos funciona sem internet

Outro equipamento que chega ao país é o Argos, um cão-robô criado para atividades de entretenimento e interação com o público.

Diferentemente do humanoide, o dispositivo opera de forma autônoma, sem depender de conexão com a internet, e é capaz de executar comandos como:

  • Dar a pata;
  • Sentar;
  • Deitar.

Assim como o Mornine, o Argos possui autonomia aproximada de duas horas de funcionamento e também utiliza recursos de IA para tornar as interações mais naturais.

Estratégia amplia atuação da Chery além do setor automotivo

Com a chegada dos robôs ao Brasil, a Chery pretende expandir sua atuação para além da fabricação de veículos, investindo em soluções tecnológicas voltadas ao atendimento inteligente e multilíngue.

A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para integrar robótica, inteligência artificial e mobilidade, oferecendo novas experiências aos consumidores nas concessionárias e ampliando seu ecossistema tecnológico.

FONTE: Tudo Celular
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tudo Celular

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Internacional

Casa Branca reúne empresas de IA para discutir novo modelo de supervisão antes do lançamento de tecnologias

A Casa Branca promove nesta terça-feira (4) um encontro com representantes das principais empresas de inteligência artificial (IA) para discutir a implementação de um novo modelo de avaliação de sistemas avançados antes de sua liberação ao público. A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo dos Estados Unidos para ampliar a supervisão sobre o desenvolvimento da tecnologia.

Participam da reunião empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta, que vêm acompanhando as discussões sobre o novo marco regulatório.

Governo quer avaliar modelos de IA antes da liberação

A proposta prevê que desenvolvedores possam disponibilizar ao governo norte-americano seus modelos de IA mais avançados com até 30 dias de antecedência em relação ao lançamento oficial.

A medida foi estabelecida em um decreto assinado pelo presidente Donald Trump em junho e tem adesão voluntária, segundo a Casa Branca. Ainda assim, o governo já adotou ações nos últimos meses para retardar ou impedir a divulgação de determinados sistemas considerados sensíveis do ponto de vista da segurança.

De acordo com autoridades, a estrutura inicial já está concluída e o diálogo com as empresas agora busca definir as próximas etapas de implementação.

Debate ganha força após incidentes envolvendo agentes de IA

A reunião ocorre poucos dias após relatos divulgados por OpenAI e Anthropic sobre episódios em que agentes de inteligência artificial apresentaram comportamentos autônomos e acessaram sistemas pertencentes a outras empresas durante testes.

Os casos reforçaram o debate sobre a necessidade de mecanismos capazes de avaliar riscos antes que modelos mais sofisticados sejam disponibilizados ao mercado.

Empresas defendem regras nacionais para inteligência artificial

Em manifestação recente, o diretor de Assuntos Globais da OpenAI, Chris Lehane, voltou a defender a criação de um padrão nacional para regulamentação da IA, estabelecido pelo Congresso dos Estados Unidos.

Segundo ele, um modelo de avaliação com critérios claros, cronogramas definidos e procedimentos padronizados pode contribuir para equilibrar inovação, segurança e governança tecnológica.

Critérios da nova estrutura ainda permanecem indefinidos

Apesar do avanço nas negociações, diversos pontos do novo sistema continuam sem definição pública.

Entre as dúvidas estão quais tecnologias serão classificadas como modelos de IA de ponta, se sistemas de código aberto (open-weight) serão incluídos nas avaliações e qual órgão do governo ficará responsável por coordenar todo o processo.

O decreto também prevê que parte das regras e dos critérios utilizados permanecerá sob caráter confidencial.

Diversos órgãos participam das discussões

A iniciativa vem sendo conduzida por diferentes integrantes do governo norte-americano, entre eles o diretor nacional de segurança cibernética, Sean Cairncross, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

Segundo autoridades, a participação de diferentes áreas do governo é necessária devido ao impacto crescente da inteligência artificial sobre setores como economia, segurança nacional, defesa e inovação.

Relação entre governo e Anthropic gera questionamentos

Outro tema que acompanha as discussões envolve a Anthropic. No início deste ano, a empresa foi classificada pelo Pentágono como um possível risco para a cadeia de suprimentos, impedindo que suas soluções fossem utilizadas por organizações ligadas às Forças Armadas.

Enquanto essa classificação segue sendo discutida judicialmente, a Casa Branca continua mantendo diálogo com a empresa durante a elaboração das regras para avaliação dos modelos de IA.

Em declarações feitas anteriormente, o presidente Donald Trump afirmou que considera a atuação recente da Anthropic responsável e indicou não vê-la mais como uma ameaça à segurança nacional.

Regulamentação da IA entra em nova fase nos Estados Unidos

A reunião desta semana representa mais um passo na construção de um modelo de governança para inteligência artificial nos Estados Unidos. O objetivo é criar mecanismos que permitam acompanhar o avanço das tecnologias de IA sem interromper o ritmo da inovação, buscando maior segurança na disponibilização de modelos cada vez mais sofisticados.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Gerada por IA

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Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

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Exportação

Exportações da China avançam 27% em junho impulsionadas por demanda de IA e automóveis

As exportações da China registraram forte crescimento em junho, impulsionadas principalmente pela elevada demanda internacional por chips para inteligência artificial (IA) e pelo aumento das vendas de automóveis. O desempenho reforça o papel do mercado externo na economia chinesa, enquanto o país ainda enfrenta dificuldades para fortalecer o consumo interno.

Os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela alfândega chinesa mostram que as exportações cresceram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais em dólar. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos quatro meses e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 18,2%. Em maio, o avanço havia sido de 19,4%.

Importações também aceleram e atingem maior nível em cinco anos

Além do avanço das exportações, as importações da China apresentaram crescimento expressivo de 36% em junho, superando os 27,4% registrados no mês anterior e alcançando o maior ritmo de expansão dos últimos cinco anos.

O resultado também ficou acima das projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 24% no período.

Superávit comercial segue em trajetória recorde

Com o desempenho das vendas externas, o superávit comercial da China atingiu US$ 125,6 bilhões em junho, acima dos US$ 105,4 bilhões registrados em maio.

O ritmo das exportações mantém o país na trajetória de ultrapassar novamente a marca de US$ 1 trilhão em superávit comercial anual, repetindo o desempenho alcançado no ano anterior, mesmo diante da desaceleração das principais economias globais e das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Boom da IA amplia demanda por chips chineses

Entre os fatores que impulsionaram o comércio exterior está a expansão global da inteligência artificial, que elevou significativamente a procura por circuitos integrados utilizados em data centers e equipamentos tecnológicos.

Somente em junho, a China exportou cerca de 32 bilhões de circuitos integrados, refletindo a crescente demanda internacional por componentes eletrônicos ligados ao desenvolvimento da IA.

Exportações de automóveis batem recorde histórico

Outro destaque foi o setor automotivo. Pela primeira vez, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de 1 milhão de veículos em um único mês.

O crescimento consolida o país como um dos principais exportadores globais do segmento, mas também pode ampliar disputas comerciais com parceiros como a União Europeia, que acompanha de perto a expansão dos fabricantes chineses.

Demanda interna continua sendo desafio para economia

Apesar do desempenho robusto do comércio exterior, analistas avaliam que a recuperação da economia doméstica segue limitada.

Segundo Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pelo setor de inteligência artificial, aliado a políticas fiscais mais expansionistas, estímulos monetários e à redução das tensões no Oriente Médio, pode favorecer a economia chinesa no segundo semestre, inclusive com impactos positivos decorrentes da queda nos preços do petróleo.

Por outro lado, o especialista destaca que a demanda interna permanece fraca. As vendas no varejo mostram pouca evolução, enquanto os investimentos em ativos fixos apresentaram desempenho negativo recentemente.

Crise imobiliária mantém foco nas vendas ao exterior

Sem uma solução definitiva para a prolongada crise do setor imobiliário, que há anos compromete o consumo doméstico, os fabricantes chineses continuam encontrando no mercado internacional a principal alternativa para sustentar a produção e manter o crescimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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Transporte

Carga aérea cresce impulsionada pela inteligência artificial e demanda por chips

A carga aérea internacional atravessa uma nova fase de expansão, agora liderada pela crescente demanda por chips, semicondutores e equipamentos destinados à infraestrutura de inteligência artificial (IA). Em junho, o setor registrou alta de 7% na movimentação global em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O avanço representa uma mudança no perfil das mercadorias transportadas por via aérea. Após um período em que o e-commerce foi o principal responsável pelo crescimento do segmento, os componentes tecnológicos de alto valor agregado passaram a ocupar posição de destaque na demanda por espaço nas aeronaves.

Semicondutores lideram expansão da carga aérea

O crescimento acelerado da indústria de semicondutores é apontado pela Xeneta como o principal fator por trás da força do mercado de carga aérea em 2026.

De acordo com a consultoria, as vendas globais de chips avançaram 106% em abril na comparação anual, o maior crescimento já registrado pela World Semiconductor Trade Statistics desde o início da série histórica, em 1986.

Esse cenário fortaleceu a rota transpacífica como o principal corredor mundial de transporte aéreo de cargas, mesmo diante da desaceleração do comércio entre China e Estados Unidos provocada pelas tarifas comerciais.

Embora os embarques ligados à inteligência artificial representem menos de 10% do volume total transportado, eles concentram grande parte da expansão registrada pelo setor neste ano.

Economias asiáticas refletem boom da IA

O aumento da demanda por tecnologia já impacta diretamente os principais produtores de chips.

Em Taiwan, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, a economia cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado em quase cinco décadas, impulsionado pelas exportações voltadas ao mercado de IA.

Na Coreia do Sul, as duas maiores fabricantes de semicondutores passaram a representar mais da metade do valor de mercado da bolsa de Seul após registrarem forte valorização ao longo do ano.

Fretes seguem elevados, mas ritmo desacelera

As tarifas spot globais — utilizadas em contratos de curta duração — atingiram média de US$ 3,40 por quilo em junho, resultado 38% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar da alta, os preços começaram a mostrar sinais de estabilização. Em maio, o crescimento havia alcançado 41%, indicando que a pressão sobre os fretes internacionais começa a perder intensidade.

Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão a redução das tensões no Oriente Médio, a retomada da capacidade operacional nos principais hubs do Golfo e a queda no preço do combustível de aviação.

E-commerce perde protagonismo no transporte aéreo

Enquanto a inteligência artificial fortalece sua participação no mercado, o comércio eletrônico passa a perder espaço como principal impulsionador da carga aérea.

Segundo a Xeneta, as exportações chinesas de produtos de baixo valor e mercadorias ligadas ao e-commerce recuaram 7% em maio, marcando o sexto mês consecutivo de queda.

A mudança representa uma inversão em relação ao período pós-pandemia, quando as plataformas de vendas online sustentaram boa parte da ocupação das aeronaves cargueiras e contribuíram para manter os fretes em níveis elevados entre 2023 e 2025.

Mercado aposta em contratos mais curtos

Outra tendência observada em 2026 é a preferência por contratos de menor duração.

No segundo trimestre, 58% dos novos acordos firmados no transporte aéreo internacional tiveram validade inferior a três meses. Um ano antes, esse percentual era de apenas 22%.

Além disso, o mercado spot já responde por aproximadamente 49% de toda a carga tarifável transportada globalmente.

O comportamento reflete a dificuldade de empresas e operadores logísticos em prever o mercado diante das incertezas provocadas por fatores geopolíticos, mudanças tarifárias e oscilações na demanda por tecnologia.

Rotas ligadas à IA mantêm preços elevados

Mesmo com sinais de acomodação no mercado, as rotas diretamente relacionadas à cadeia da inteligência artificial continuam registrando tarifas elevadas.

No fim de junho, os fretes entre o Nordeste Asiático e a América do Norte estavam 41% acima dos níveis registrados no fim de fevereiro. Já os embarques do Sudeste Asiático para o mercado norte-americano acumulavam aumento de 42% no mesmo período.

Em contrapartida, o aumento da oferta de voos de passageiros durante o verão no Hemisfério Norte ampliou a capacidade disponível nos porões das aeronaves e reduziu cerca de 25% as tarifas entre Europa e América do Norte em comparação com o inverno boreal.

Demanda cresce acima da capacidade disponível

Enquanto a demanda mundial por carga aérea avançou 7% em junho, a capacidade global aumentou apenas 3%, impulsionada principalmente pela retomada de voos anteriormente suspensos durante a crise no Oriente Médio.

Com isso, o fator de ocupação das aeronaves subiu três pontos percentuais, alcançando 62%.

No acumulado do primeiro semestre, a demanda global registra crescimento de 4%, desempenho superior às expectativas do mercado no início de 2026, quando predominava a previsão de desaceleração econômica e menor dinamismo do comércio internacional.

Agora, a principal expectativa do setor é entender por quanto tempo a expansão impulsionada pela inteligência artificial, pelos semicondutores e pela crescente demanda tecnológica continuará sustentando o mercado mundial de carga aérea.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Negócios

Grupo BID transforma conhecimento em impacto real na América Latina e Caribe

O Grupo BID publicou em 2025 seu primeiro Relatório Anual de Conhecimento, buscando responder uma pergunta central: o trabalho produzido realmente influencia decisões que moldam resultados de desenvolvimento? A avaliação revelou avanços significativos, reforçando a importância de conectar pesquisa e políticas públicas de forma estratégica.

A instituição vem investindo em sistemas robustos para garantir que o conhecimento seja visível, acionável e alinhado a oportunidades concretas em políticas públicas. Entre as iniciativas estão o Índice de Influência do Conhecimento, uso de IA, reformas de governança e expansão das avaliações de impacto.

Escala de produção e alcance global

Em 2025, o Grupo BID produziu mais de 700 novos conteúdos de conhecimento, consultados mais de 5 milhões de vezes mundialmente. Cerca de 61% dos formuladores de políticas na América Latina e Caribe acessaram essas publicações, e os autores receberam mais de 34 mil citações. Mais de 112 mil pessoas participaram de cursos online, enquanto mil servidores públicos participaram dos Diálogos Regionais de Políticas, reforçando que o conhecimento é a base, e não apenas um complemento, do desenvolvimento.

Impactos concretos de políticas públicas

Os resultados mais expressivos vieram de análises aplicadas a decisões reais:

  • Argentina: Microssimulações sobre subsídios de energia mostraram que US$ 10 bilhões beneficiavam famílias de maior renda. A reformulação proposta protegeu os mais vulneráveis e gerou economia fiscal de 1,3% do PIB.
  • Peru (Lima): Avaliação de transporte público revelou impactos positivos na mobilidade e na renda, especialmente para mulheres em áreas periféricas, orientando a próxima geração de projetos urbanos.
  • México: Anos de pesquisa sobre sistemas trabalhistas e previdenciários contribuíram para reformas estruturais, mostrando que influência em políticas exige presença contínua e confiança construída ao longo do tempo.

Medindo influência com transparência

O Índice de Influência do Conhecimento do BID vai além da quantidade de pesquisa: ele avalia onde a pesquisa é citada – em notícias, artigos acadêmicos, documentos de políticas públicas e operações do banco. Isso permite medir impacto real em políticas e projetos.

O índice variou entre 2020 e 2025, refletindo, entre outros fatores, a atenção extraordinária à pesquisa sobre COVID-19 e mudanças na circulação do conhecimento, incluindo o uso crescente de ferramentas de IA. Pesquisas externas confirmam a liderança do BID em geração de pesquisa e assessoria técnica para governos na região.

Investindo em infraestrutura de conhecimento

Em 2025, o Grupo BID implementou reformas estratégicas para ampliar a influência de seu conhecimento:

  • O Comitê Assessor de Conhecimento coordena agendas entre BID, BID Invest e BID Lab, garantindo qualidade institucional.
  • O Fundo de Inteligência em Efetividade do Desenvolvimento destinou US$ 8 milhões para avaliações de impacto, aumentando a proporção de análises concluídas e aprendizado aplicado.
  • A ferramenta de IA Seek permite consultas baseadas em milhares de publicações revisadas por pares.
  • O Kit de Ferramentas de Influência do Conhecimento incentiva engajamento ativo com formuladores de políticas, substituindo a simples publicação por estratégias de disseminação com impacto.

Essas ações garantiram ao BID o Prêmio Internacional de Gestão do Conhecimento, reconhecendo a eficácia das iniciativas.

Rumo a mais impacto e transformação

O Relatório Anual de Conhecimento de 2025 mostra avanços, mas também lacunas. Conhecimento não aplicado é oportunidade perdida; avaliações não concluídas representam lições não aprendidas. A missão do BID é clara: transformar pesquisa em decisões que melhorem vidas na América Latina e Caribe, fortalecendo sua atuação como Banco de Conhecimento da região.

FONTE: BID
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BID

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