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HGT quer ampliar presença na América Latina e disputar novas concessões portuárias

A Hanseatic Global Terminals (HGT), braço portuário da companhia marítima Hapag-Lloyd, pretende expandir suas operações na América Latina, com foco na participação em novas licitações e na manutenção de seus ativos no Chile. A estratégia também prevê ampliar a atuação em mercados da costa leste e em outras regiões do continente.

Os planos foram apresentados por Paulo Ruy, vice-presidente sênior comercial da HGT para a América Latina, em entrevista ao PortalPortuario durante o evento TOC Americas, realizado em Cartagena, na Colômbia.

Segundo o executivo, a expansão faz parte da estratégia de crescimento do grupo, que busca oportunidades capazes de gerar rentabilidade e contribuir para o desenvolvimento das operações da Hapag-Lloyd.

“Estamos em uma estratégia de crescimento no grupo, assim que estamos olhando todas as oportunidades onde acreditamos que podemos contribuir como um bom operador e trazer rentabilidade para a empresa. Além disso, temos como estratégia apoiar o crescimento da armadora Hapag-Lloyd”, afirmou Ruy.

HGT busca ampliar operações na costa leste da América Latina

A expansão geográfica está entre as prioridades da empresa, especialmente na costa leste da América Latina, onde a HGT ainda possui presença mais limitada.

Um dos projetos que integram essa estratégia é o Porto de Aracruz, que está em desenvolvimento e tem previsão de entrar em operação em 2028. A iniciativa deverá contribuir para fortalecer a presença da companhia nessa região.

De acordo com Ruy, a empresa está avaliando diferentes oportunidades para ampliar sua rede de terminais e consolidar sua atuação em mercados considerados estratégicos.

Chile e Colômbia estão no radar de novas concessões portuárias

Na costa oeste, a HGT pretende preservar sua posição no Chile, onde parte das concessões portuárias deverá vencer nos próximos anos. A companhia também acompanha os processos de licitação previstos na Colômbia.

Atualmente, a empresa opera cinco terminais no Chile, dos quais quatro são especializados em movimentação de contêineres. Diante da proximidade do encerramento de contratos de concessão, a operadora acompanha os próximos processos para avaliar sua participação.

“Estamos avaliando essas novas concessões tanto no Chile quanto na Colômbia. Vamos participar, não sei se de todas, mas estaremos em algumas. Nossa ideia é continuar com uma presença forte no Chile”, declarou o executivo.

Na Colômbia, a HGT já mantém uma operação em Buenavista e estuda oportunidades para ampliar sua atuação em outras áreas portuárias do país.

As avaliações incluem tanto a região do Pacífico, especialmente Buenaventura, quanto os portos localizados no litoral atlântico. A estratégia busca identificar novas oportunidades de investimento e ampliar a presença da companhia no mercado colombiano.

Inteligência artificial deve avançar nas operações portuárias

Além da expansão dos negócios, a HGT pretende incorporar cada vez mais inteligência artificial (IA) às suas atividades. Para Paulo Ruy, a tecnologia é necessária para modernizar os processos e aumentar a eficiência da operação portuária.

A companhia já começou a utilizar ferramentas de IA por meio do Cloud Enterprise, inicialmente em atividades administrativas. A expectativa é estender gradualmente a aplicação aos terminais operados pelo grupo.

Segundo o executivo, a tecnologia pode contribuir para melhorar o desempenho operacional, aprimorar indicadores de produtividade e tornar os processos mais ágeis.

A adoção dessas soluções faz parte de uma agenda mais ampla de modernização da empresa, que busca aproveitar os recursos tecnológicos para elevar a eficiência em sua rede de terminais.

Produtividade e segurança são prioridades da HGT

A ampliação da produtividade e o fortalecimento da segurança portuária estão entre os principais objetivos da companhia, especialmente em suas operações na América Latina.

A estratégia combina expansão comercial, participação em novas concessões e investimentos em tecnologia para melhorar o desempenho dos terminais.

Com iniciativas voltadas à eficiência operacional e à segurança, a HGT pretende sustentar seu crescimento regional e apoiar a expansão das atividades da Hapag-Lloyd no continente.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Porto da Imetame firma parceria com gigante holandesa para operar terminal de contêineres em Aracruz

O Porto da Imetame deu um passo estratégico rumo ao início das operações de contêineres em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O grupo capixaba firmou um acordo com a holandesa Hanseatic Global Terminals (HGT), que prevê a aquisição de 50% das ações da Imetame Logística Porto (ILP). A parceria estabelece uma joint venture voltada exclusivamente à operação de terminal de contêineres.

Pelo acordo, as duas empresas serão responsáveis pelo desenvolvimento e pela operação do futuro terminal “Hanseatic Global Terminals Aracruz”, concebido como uma moderna estrutura portuária para transbordo e importação e exportação de cargas.

Terminal terá capacidade para 1,2 milhão de TEUs por ano

A previsão é que o terminal de contêineres de Aracruz entre em operação até meados de 2028. Em sua fase plena, a estrutura deverá alcançar uma capacidade anual aproximada de 1,2 milhão de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O projeto inclui 750 metros de cais, equipamentos de movimentação de contêineres de última geração e profundidade operacional inicial de 17 metros, permitindo a atracação de navios de grande porte. Os valores envolvidos na transação não foram divulgados, conforme informado em comunicado oficial.

Hanseatic Global Terminals reforça presença no Brasil

A Hanseatic Global Terminals é subsidiária integral da Hapag-Lloyd, uma das maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do mundo, com sede em Hamburgo, na Alemanha. A empresa opera uma frota de cerca de 255 navios, com capacidade total aproximada de 1,8 milhão de TEUs, atendendo rotas na América Latina, Oriente Médio, além dos corredores transatlântico e transpacífico.

Porto capixaba integra estratégia global da HGT

Para a HGT, o investimento no porto de Aracruz faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão na América Latina. Segundo o CEO da empresa, Dheeraj Bhatia, a região é considerada prioritária dentro do plano global do grupo.

O executivo destaca que o novo hub na costa leste brasileira amplia o portfólio de terminais da companhia e ajuda a mitigar limitações de capacidade em um mercado em crescimento. O empreendimento também tende a beneficiar o Brasil ao oferecer uma alternativa logística mais próxima dos mercados consumidores e das principais rotas internacionais de navegação.

Grupo Imetame aposta em desenvolvimento regional

O presidente do Grupo Imetame, Etore Selvatici Cavallieri, ressaltou a importância da parceria com a HGT, destacando a experiência internacional da empresa holandesa na gestão de terminais de contêineres.

Além da eficiência operacional, o grupo capixaba afirma que o projeto tem compromisso com o desenvolvimento regional, incluindo a geração de empregos e o estímulo a negócios locais.

HGT planeja expandir para mais de 30 terminais até 2030

Atualmente, a Hanseatic Global Terminals administra participações em 21 terminais portuários e operações logísticas complementares em 11 países, distribuídos por cinco continentes. A meta é ampliar esse portfólio para mais de 30 terminais até 2030, com foco em regiões estratégicas como América Latina, Flórida (EUA), Índia e polos logísticos da Europa.

O fechamento da joint venture em Aracruz ainda depende da aprovação de autoridades regulatórias e do cumprimento de condições usuais para operações desse porte.

Porto da Imetame será polo logístico multimodal

Com 45 anos de atuação, o Grupo Imetame, sediado em Aracruz, reúne empresas nos setores de metalurgia, pedras ornamentais, energia, petróleo e gás, empregando mais de 5 mil pessoas. O porto é considerado um dos projetos mais relevantes da trajetória do grupo.

O empreendimento portuário ocupará uma área superior a 1 milhão de metros quadrados e foi projetado como um terminal privado multipropósito, apto a operar contêineres, carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos e operações Ship to Ship. A expectativa é que o complexo se consolide como um dos principais polos logísticos do Brasil, fortalecendo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Folha de Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Vitória

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