Portos

Obras do molhe de proteção de Suape atingem 42% e reforçam segurança do porto externo

As obras de requalificação do molhe de proteção do Complexo Industrial Portuário de Suape chegaram a 42% de execução, conforme atualização divulgada pela administração do porto. Iniciada em outubro de 2024, a quarta e última etapa da intervenção segue dentro do cronograma estabelecido.

A modernização da estrutura tem como objetivo ampliar a proteção do porto externo e aumentar a segurança das operações realizadas nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), responsáveis pela movimentação de petróleo, combustíveis, derivados e outros granéis líquidos.

Intervenção fortalece infraestrutura portuária

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o molhe desempenha papel estratégico para o funcionamento do porto.

Segundo ele, a recuperação da estrutura melhora as condições de segurança da navegação, protege as operações marítimas e preserva uma infraestrutura essencial para a atividade portuária.

Investimento de R$ 123 milhões contempla 1,8 quilômetro da estrutura

A obra abrange 1,8 quilômetro do molhe de abrigo. Para recompor a estrutura, estão sendo utilizadas rochas com peso entre 300 quilos e 12 toneladas, posicionadas com o auxílio de equipamentos de grande porte e seguindo critérios de engenharia marítima capazes de resistir à ação das ondas, correntes e marés.

O investimento total é de R$ 123 milhões, sendo R$ 73 milhões provenientes do Governo de Pernambuco e R$ 50 milhões do governo federal.

Segundo a diretora de Engenharia e Obras de Suape, Renata Loyo, esse tipo de intervenção exige planejamento constante devido às condições do ambiente marítimo. Ela destaca que o acompanhamento operacional contínuo, a precisão na execução e o trabalho de equipes especializadas permitiram manter o cronograma mesmo durante o período de chuvas.

Movimentação de cargas reforça importância de Suape

A recuperação do molhe de proteção faz parte do conjunto de investimentos em infraestrutura portuária em andamento no Complexo de Suape.

Entre janeiro e maio de 2026, o porto movimentou 11,27 milhões de toneladas de cargas, sendo 7,45 milhões de toneladas de granéis líquidos. No mesmo intervalo, foram contabilizadas 693 atracações de embarcações, evidenciando a relevância do terminal para a logística nacional.

Conclusão está prevista para 2028

A expectativa é que a requalificação seja concluída em agosto de 2028. Com a entrega da obra, o Complexo de Suape deverá ampliar a vida útil do molhe de proteção, garantindo melhores condições operacionais para o porto externo e assegurando a continuidade das operações nos Píeres de Granéis Líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação de cargas líquidas do complexo.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Informação

Leilões de terminais da Ferrovia Norte-Sul devem ocorrer em setembro, prevê Infra S.A.

A Infra S.A. prevê realizar, em setembro deste ano, os leilões de novos terminais da Ferrovia Norte-Sul, reforçando o plano do governo federal para ampliar a participação da iniciativa privada na infraestrutura ferroviária. A informação foi confirmada pelo diretor de Empreendimentos da estatal, André Ludolfo.

Os projetos em fase de preparação contemplam dois terminais logísticos de granéis agrícolas, localizados nos municípios de Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins. Além deles, também estão em consulta pública outros três terminais destinados à movimentação de granéis líquidos, instalados no complexo ferroviário do Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional.

Esses empreendimentos atendem ao transporte e armazenamento de diesel, biodiesel, gasolina e etanol, abastecendo o mercado regional.

Consultas públicas seguem abertas para contribuições

Os interessados ainda podem enviar sugestões para aperfeiçoar os documentos que irão nortear as futuras concessões. O prazo para contribuições termina em 17 de julho para os terminais de granéis agrícolas e em 24 de julho para os terminais de granéis líquidos.

Podem participar da consulta investidores, operadores logísticos, usuários do sistema ferroviário e demais representantes do setor, com propostas para aprimorar as minutas dos editais e dos contratos.

Projetos fortalecem corredor de escoamento da produção agrícola

Segundo a Infra S.A., os ativos possuem papel estratégico no transporte da produção agrícola do Centro-Oeste e da região do Matopiba, que reúne o Tocantins e áreas do Maranhão, Piauí e Bahia.

A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a capacidade logística dos principais corredores ferroviários utilizados no escoamento de grãos e outros produtos do agronegócio.

Expectativa é gerar mais de R$ 760 milhões em receitas

A estimativa da estatal aponta que os contratos dos terminais de granéis líquidos poderão gerar aproximadamente R$ 674 milhões em receitas ao longo da vigência das concessões. Já os terminais destinados aos granéis agrícolas têm previsão de arrecadar cerca de R$ 92 milhões durante o período contratual.

Embora as estruturas já estejam em operação, os contratos atuais estão próximos do encerramento, o que motivou a abertura de um novo processo licitatório.

De acordo com André Ludolfo, a atualização dos contratos permitirá modernizar o modelo de concessão, incorporar melhores práticas de gestão, ampliar a segurança jurídica para operadores e investidores e aperfeiçoar o sistema de remuneração da Infra S.A.

O diretor também destacou que, caso haja mudança na empresa responsável pela operação dos terminais, será adotado um período de transição para garantir a continuidade dos serviços sem impactos às atividades.

Infra S.A. prepara oferta permanente de novas áreas

Além das licitações em andamento, a estatal pretende ampliar seu portfólio de projetos com a criação de uma oferta pública permanente de áreas voltadas à implantação de novos terminais greenfield, complementando os ativos já existentes, conhecidos como brownfield.

Com esse modelo, empresas interessadas poderão acessar continuamente áreas disponíveis para novos investimentos, sem depender da publicação de editais específicos para cada projeto.

Planejamento segue mesmo com cenário eleitoral

A Infra S.A. informou que mantém o cronograma de projetos definido pelo Ministério dos Transportes e que o calendário eleitoral não altera, neste momento, o andamento das iniciativas.

Entre os empreendimentos previstos estão a estruturação dos terminais ferroviários no Tocantins, o desenvolvimento da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e os estudos para o futuro leilão da Ferrovia Açailândia-Barcarena.

Segundo André Ludolfo, a estatal continuará executando os projetos previstos enquanto não houver mudanças nas diretrizes do governo federal. Caso novas orientações sejam estabelecidas futuramente, a empresa afirma que adequará sua atuação às prioridades definidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Suape registra crescimento de 26,9% na movimentação de cargas em 2026

O Complexo Industrial Portuário de Suape manteve o ritmo de expansão em 2026 e alcançou a marca de 11,26 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e maio. O volume representa um crescimento de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o desempenho registrado nos cinco primeiros meses do ano, o porto pernambucano consolidou sua posição entre os principais terminais do país, ocupando atualmente o quarto lugar entre os portos públicos brasileiros mais movimentados, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Crescimento acompanha avanço das atividades industriais

Os resultados reforçam a tendência positiva observada desde o início do ano. Em janeiro, Suape já havia apresentado forte expansão, com alta de 38,6% na movimentação de cargas e aumento de 26,2% nas atracações em relação ao mesmo mês de 2025.

O avanço reflete o fortalecimento das operações industriais instaladas no complexo e a ampliação das conexões logísticas que ligam Pernambuco aos mercados nacional e internacional.

Granéis líquidos lideram movimentação do porto

O segmento de granéis líquidos foi o principal responsável pelo crescimento das operações. Entre janeiro e maio, foram movimentadas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, combustíveis, derivados e outros produtos líquidos, um aumento de 41,9% na comparação anual.

O desempenho está diretamente relacionado à ampliação da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que atualmente opera com capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Ao todo, os granéis líquidos representaram 66,2% de toda a carga movimentada pelo complexo no período.

Movimentação de contêineres permanece estável

O Tecon Suape, terminal especializado em contêineres, registrou movimentação de 275.714 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) nos primeiros cinco meses do ano.

O resultado ficou praticamente no mesmo patamar observado em 2025 e respondeu por 25,9% de toda a movimentação do porto.

Granéis sólidos apresentam forte avanço

Outro destaque do período foi o crescimento das operações com granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas movimentadas, representando uma alta de 43,6%.

Entre os produtos com maior participação estão trigo, cimento, clínquer e coque. Já o segmento de cargas gerais soltas respondeu por 2,1% do volume total registrado no complexo.

Número de embarcações também aumenta

O aumento da movimentação de cargas impactou diretamente o fluxo marítimo do porto. Entre janeiro e maio, Suape recebeu 693 embarcações de diferentes categorias, resultado 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Investimentos fortalecem competitividade do complexo

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, os números demonstram a consolidação de um ciclo sustentável de crescimento impulsionado pelos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo ele, a expansão do parque industrial, o fortalecimento das operações ligadas ao setor energético e os projetos de modernização vêm ampliando a competitividade do porto e reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

Expansão da infraestrutura deve sustentar crescimento

O momento positivo também acompanha os investimentos em infraestrutura, modernização operacional e ampliação da capacidade portuária.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o aumento da demanda por combustíveis e derivados evidencia a necessidade de avançar com os projetos de ampliação dos Píeres de Granéis Líquidos.

Segundo ele, as melhorias previstas serão fundamentais para elevar a eficiência operacional, aumentar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, responsável pela maior parte da movimentação do complexo.

Com localização estratégica e integração às principais rotas marítimas do país, Suape segue ampliando sua relevância como plataforma logística, industrial e energética do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas

O Porto de Santos voltou a registrar números expressivos e alcançou um novo marco na movimentação de cargas. Em março, foram movimentadas 16,9 milhões de toneladas, o melhor resultado já registrado para o mês e a segunda maior marca mensal da história do terminal.

No acumulado de 2026, o volume chegou a 42,8 milhões de toneladas, configurando também um recorde histórico para o período. O desempenho do primeiro trimestre já supera todo o volume movimentado em 1999 e se aproxima do melhor resultado anual do século XX, evidenciando o crescimento acelerado da principal estrutura portuária do hemisfério sul.

Movimentação de contêineres cresce no trimestre

A movimentação de contêineres também apresentou avanço. Em março, o porto operou 485 mil TEUs — unidade padrão para contêineres —, alta de 5,4% na comparação anual e recorde para o mês.

No acumulado do trimestre, o total chegou a 1,4 milhão de TEUs, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a expansão contínua das operações.

Alta nos granéis líquidos impulsiona resultado

O segmento de granéis líquidos foi um dos destaques do período. Nos três primeiros meses do ano, foram movimentadas 5 milhões de toneladas, avanço de 11,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado — o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre.

Somente em março, o volume atingiu 1,8 milhão de toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pelo aumento nos embarques de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo, com altas significativas nas operações.

Granéis sólidos mantêm desempenho positivo

Já os granéis sólidos somaram 20,5 milhões de toneladas no trimestre, representando crescimento de 5,2% na comparação anual. Em março, foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas, leve recuo de 0,3%.

Entre os produtos com melhor desempenho, destacam-se o açúcar e o farelo de soja a granel, ambos com aumento nas exportações.

Porto de Santos amplia relevância no comércio exterior

A importância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro segue em alta. Nos três primeiros meses de 2026, o terminal respondeu por 28% da corrente comercial do país.

A China manteve a posição de principal parceiro comercial, representando cerca de 30,7% das operações que passaram pelo porto, com movimentação de US$ 12,98 bilhões. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com volume significativamente menor.

O estado de São Paulo lidera as transações, com participação de 51,9% e movimentação de US$ 21,84 bilhões no período.

Perspectivas de crescimento e investimentos

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, os resultados refletem a eficiência operacional e o trabalho conjunto da comunidade portuária. A expectativa é de continuidade no crescimento, com investimentos voltados à modernização e ampliação da capacidade para as próximas décadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Santos Brasil amplia terminais de granéis líquidos e pode alcançar capacidade máxima no Porto do Itaqui

A Santos Brasil avançou mais uma etapa em sua estratégia no segmento de granéis líquidos ao obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com capacidade total seus terminais no Porto do Itaqui, no Maranhão. A liberação ocorre após a conclusão de obras de expansão que receberam investimentos superiores a R$ 850 milhões desde 2021.

Com a ampliação, a companhia passa a contar com capacidade instalada de aproximadamente 200 mil metros cúbicos (m³), o que posiciona os terminais para operar em plena capacidade e atender a uma demanda crescente por derivados de petróleo e biocombustíveis.

Novas linhas de píer aumentam eficiência operacional

Além da expansão dos tanques, a ANP autorizou a entrada em operação de três novas linhas de píer, cada uma com 14 polegadas de diâmetro. A estrutura permitirá operações de carregamento e descarregamento de navios em alta vazão, reduzindo o tempo de atracação e os custos com sobre-estadia para os clientes.

Segundo a operadora, a melhoria na eficiência logística reforça a competitividade do terminal e amplia sua atratividade para grandes embarcações.

Credenciamento aduaneiro traz ganhos financeiros aos clientes

Em julho, a Santos Brasil também foi credenciada pela Receita Federal para atuar como entreposto aduaneiro nas operações de importação e exportação de granéis líquidos no porto maranhense. A habilitação permite que os tributos não sejam pagos imediatamente sobre o volume total importado, viabilizando a nacionalização fracionada das cargas.

Outro benefício é a possibilidade de reexportação sem necessidade de nacionalização, o que amplia a flexibilidade operacional e contribui para a otimização do fluxo de caixa dos clientes.

Operação no Itaqui começou em 2022

A atuação da Santos Brasil em granéis líquidos teve início em 2022, após a companhia vencer, em 2021, o leilão de três terminais no Porto do Itaqui. Dois deles são brownfield, que passaram por ampliação, e um é greenfield, cuja construção foi concluída no mês passado.

As operações começaram com capacidade inicial de 54 mil m³, número que foi gradualmente ampliado com os investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Porto do Itaqui se consolida como hub regional

A empresa destaca que o Porto do Itaqui possui capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas e atua como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O complexo também apresenta forte potencial de crescimento associado ao agronegócio, graças à conexão com ferrovias que integram essas regiões ao interior do país.

Os terminais de granéis líquidos são alfandegados e contam com integração aos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, o que amplia a eficiência logística e a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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