Tecnologia

China reforça liderança em IA e desafia influência dos EUA na governança global da tecnologia

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta sexta-feira (18) um novo modelo de governança internacional para a inteligência artificial (IA), posicionando o país como protagonista na construção das regras globais para a tecnologia. Durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), em Xangai, o líder chinês destacou a importância do código aberto (open source) e criticou, de forma indireta, a predominância dos Estados Unidos no setor.

China aposta em IA de código aberto para ampliar influência global

Em seu discurso, Xi afirmou que a inteligência artificial representa uma oportunidade histórica comparável ao surgimento da máquina a vapor e da eletricidade. Segundo ele, a China pretende compartilhar tecnologias, conhecimento e capacitação em IA com países em desenvolvimento, especialmente integrantes do chamado Sul Global.

O presidente também alertou para o risco de surgirem “novas injustiças históricas” caso o acesso à tecnologia permaneça concentrado em poucos países, defendendo uma distribuição mais ampla dos benefícios da inteligência artificial.

Estratégia busca redefinir a governança global da IA

As declarações reforçam a intenção de Pequim de assumir um papel central na criação de normas internacionais para o setor. A proposta chinesa apresenta os modelos open source como um bem público global e surge como alternativa à estratégia liderada pelos Estados Unidos.

Embora Xi não tenha citado Washington diretamente, o discurso ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. A imprensa estatal chinesa tem classificado as restrições impostas pelos EUA ao setor como uma tentativa de criar uma espécie de “Cortina de Ferro da IA”.

Conferência destaca avanço das empresas chinesas

A WAIC também evidenciou a evolução das empresas chinesas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. Durante o evento, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, descrito pela companhia como o maior modelo aberto do mundo em número de parâmetros.

O anúncio acontece semanas após o governo norte-americano restringir o acesso internacional a modelos avançados da Anthropic, citando preocupações relacionadas à segurança nacional.

Ao mesmo tempo, informações recentes indicam que a própria China avalia limitar o acesso de usuários estrangeiros a alguns de seus modelos mais avançados, evidenciando o desafio de equilibrar a defesa do código aberto com questões estratégicas de segurança.

Xi defende controle humano sobre a inteligência artificial

Outro destaque do pronunciamento foi o tema da segurança em IA. Xi afirmou que os sistemas devem permanecer sob supervisão humana e defendeu a criação de mecanismos internacionais de alerta e resposta rápida para lidar com possíveis riscos tecnológicos.

O líder chinês também alertou para cenários em que sistemas autônomos possam escapar ao controle humano, reforçando a necessidade de regras capazes de prevenir esse tipo de ameaça.

China amplia cooperação com países do Sul Global

Durante o evento, Xi anunciou que a China oferecerá programas de capacitação em inteligência artificial e criará centros de cooperação tecnológica em parceria com países do BRICS, ASEAN, além de nações da América Latina e da África.

O anúncio ocorre um dia após o lançamento da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), iniciativa liderada pela China que já reúne 29 países. Segundo Xi, a entidade representa um marco para ampliar a participação das economias emergentes na formulação das regras internacionais para a tecnologia.

Estados Unidos e China apresentam modelos concorrentes

A disputa pela liderança da governança da inteligência artificial também se reflete no cenário diplomático. Enquanto Washington reúne apoio de 35 países em sua declaração internacional sobre oportunidades em IA, a iniciativa chinesa conta atualmente com 29 membros.

Os dois países devem realizar em breve a primeira rodada de negociações oficiais sobre inteligência artificial durante o governo do presidente Donald Trump, consolidando a IA como um dos principais temas da rivalidade tecnológica entre as duas potências.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ng Han Guan/Pool via REUTERS

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Tecnologia

China lança organização global para governança da inteligência artificial e amplia disputa pela liderança em IA

A China pretende dar um novo passo na corrida global pela inteligência artificial (IA) com a criação da Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), entidade que será oficialmente apresentada ainda neste ano. Os detalhes da iniciativa devem ser divulgados durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (Waic), marcada para ocorrer entre os dias 17 e 20 de julho, em Xangai.

A proposta reforça a estratégia chinesa de ampliar sua influência na definição das regras internacionais para o desenvolvimento e o uso da IA, em um momento em que a tecnologia ganha espaço na economia e em diversos setores produtivos.

Organização busca ampliar participação de países em desenvolvimento

A criação de organismos voltados à governança da inteligência artificial não é inédita. Nos últimos anos, diferentes fóruns e acordos internacionais passaram a discutir padrões, regulamentações e diretrizes para o avanço da tecnologia.

Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, divulgada em janeiro deste ano, a inteligência artificial poderá representar até 14% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030, movimentando cerca de US$ 15,7 trilhões.

Desde 2019, ao menos 13 iniciativas internacionais voltadas ao tema foram lançadas. Entre elas está a Iniciativa Global de Governança de IA, apresentada pela China em 2023, que defendia maior cooperação internacional, compartilhamento de conhecimento e ampliação do acesso às tecnologias de inteligência artificial.

Waico será a principal aposta da China para liderar a governança da IA

A nova organização representa a consolidação institucional dessa estratégia. Com a Waico, o governo chinês pretende assumir um papel de protagonismo na construção das regras globais para a inteligência artificial.

A proposta está baseada em dois pilares principais: ampliar a participação de países que ainda possuem menor desenvolvimento tecnológico e defender a soberania nacional na adoção de políticas relacionadas à IA.

Diferentemente de outras organizações internacionais, frequentemente compostas por economias mais desenvolvidas, a Waico pretende reunir um número maior de participantes e ampliar a representatividade dos países emergentes.

Modelo difere de iniciativas já existentes

A estratégia chinesa busca se diferenciar de iniciativas como a Parceria Global sobre IA (GPAI), os Princípios de IA da OCDE, a Convenção de IA do Conselho da Europa e o Processo de Hiroshima do G7, considerados modelos com participação mais restrita.

A proposta da Waico é oferecer apoio aos países que ficaram atrás na transformação digital impulsionada pela inteligência artificial, ao mesmo tempo em que pretende se tornar um dos principais espaços para debates internacionais sobre o futuro da tecnologia.

Xangai será sede da nova organização internacional

A cidade de Xangai foi escolhida para abrigar a sede da Waico por reunir um dos principais polos chineses de empresas de tecnologia, multinacionais e centros de pesquisa em inteligência artificial.

Segundo o governo chinês, essa estrutura oferece um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos, testes regulatórios e cooperação internacional na área.

Xi Jinping participará da maior conferência de IA do mundo

A criação da Waico foi anunciada inicialmente durante a edição de 2025 da Conferência Mundial de Inteligência Artificial pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Neste ano, o evento contará pela primeira vez com a presença do presidente Xi Jinping, que deverá destacar a criação da nova organização e reforçar o posicionamento da China como um dos principais protagonistas na construção da governança global da inteligência artificial.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reproduçõão/Poder 360

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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