Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde de passageiros em setembro e se aproxima de 100 milhões no ano

A aviação civil brasileira transportou 10,89 milhões de passageiros em setembro de 2026, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000. O resultado considera voos domésticos e internacionais e representa crescimento de 0,7% em comparação com setembro de 2025, quando 10,81 milhões de pessoas viajaram de avião.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira (20). No acumulado de janeiro a setembro, o setor movimentou 99,6 milhões de passageiros, uma alta de 4,3% em relação aos 95,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o transporte aéreo brasileiro ficou a aproximadamente 405 mil passageiros de alcançar a marca de 100 milhões nos primeiros nove meses de 2026.

Aviação brasileira se aproxima de marca histórica

O país já havia ultrapassado a marca de 100 milhões de passageiros transportados em 2012, quando contabilizou 106,8 milhões de viajantes. O resultado foi repetido anualmente até 2019, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu essa sequência em 2020.

A recuperação ocorreu gradualmente nos anos seguintes, e o Brasil voltou a superar esse patamar em 2023, com 112,7 milhões de passageiros.

O desempenho registrado em 2026 reforça a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil, embora o setor enfrente desafios relacionados ao aumento dos custos operacionais e à pressão sobre as margens das companhias.

Alta do querosene de aviação pressiona custos das empresas

O crescimento no número de passageiros ocorre em meio à forte elevação do preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais componentes das despesas das empresas aéreas.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras acumulou alta de aproximadamente 74%. Somente em outubro, o reajuste foi de 11,76%, elevando o valor para R$ 6,242 por litro.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representava entre 30% e 32% dos custos operacionais antes do conflito. Com os aumentos recentes, a participação passou a superar 45%.

A escalada dos preços internacionais do petróleo, portanto, amplia a pressão financeira sobre as companhias, mesmo diante do crescimento da procura por passagens aéreas.

Gol anuncia cortes de rotas diante do combustível mais caro

O encarecimento do QAV já começa a afetar o planejamento das operações. Em 14 de outubro, a Gol anunciou que suspenderá seis rotas internacionais e pelo menos oito domésticas a partir de fevereiro de 2027.

A companhia atribuiu a decisão aos reajustes sucessivos do combustível de aviação, que elevaram os custos de manutenção da malha aérea.

Em agosto, a Abear estimou que Gol, Latam e Azul haviam desembolsado, em conjunto, R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto para 2026 com a compra de combustível. O valor adicional foi associado à alta das cotações internacionais do petróleo.

Crescimento da demanda contrasta com desafios do setor aéreo

Os números de setembro mostram que o mercado brasileiro de aviação continua em expansão, com aumento no total de passageiros transportados tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Por outro lado, o avanço das despesas com combustível representa um desafio para as empresas, podendo influenciar a oferta de voos, a rentabilidade das operações e o planejamento de novas rotas nos próximos meses.

A proximidade da marca de 100 milhões de passageiros entre janeiro e setembro evidencia a força da demanda pelo transporte aéreo no país, mas a continuidade desse crescimento também dependerá da capacidade das companhias de lidar com os custos operacionais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Negócios

Embraer amplia disputa com Airbus e Boeing após entregar primeiro E195-E2 à Latam

A Embraer deu um passo importante para ampliar sua presença no mercado brasileiro de aviação comercial com a entrega do primeiro jato E195-E2 à Latam, realizada em São José dos Campos (SP). Até então, a Azul era a única grande companhia aérea brasileira a operar a nova geração de aeronaves comerciais da fabricante nacional.

A chegada do modelo à frota da Latam abre espaço para aumentar a concorrência com Airbus e Boeing no Brasil. A Gol também poderá entrar nesse movimento, após um acordo firmado por sua controladora para adquirir aeronaves da família E2.

Para a Embraer, conquistar grandes grupos aéreos representa uma oportunidade de ampliar a produção, diluir custos e melhorar a rentabilidade do programa E2, que ainda enfrenta desafios para oferecer retornos mais elevados sobre os investimentos realizados.

Latam encomenda 24 jatos e pode ampliar pedido à Embraer

O acordo firmado pela Latam em setembro de 2025 prevê a compra de 24 aeronaves E195-E2, além de opções para adquirir outras 50 unidades. O cronograma informado pela companhia prevê o recebimento de 12 aviões em 2026 e mais 12 em 2027. Os primeiros voos comerciais com passageiros estão programados para novembro.

A possível entrada da Gol na operação também pode fortalecer a posição da fabricante brasileira. Em julho, a Abra, controladora da Gol e da Avianca, anunciou um acordo para comprar 20 unidades do E195-E2, com opções e direitos de compra que podem elevar o total para 45 aeronaves.

As entregas desse contrato devem começar no quarto trimestre de 2027, criando a possibilidade de incorporação do modelo à frota da Gol.

A relação entre Embraer e Latam também retoma uma trajetória histórica. A TAM, companhia que deu origem à operação brasileira do grupo, utilizou o Bandeirante na década de 1970. Uma tentativa posterior de introduzir os E-Jets da primeira geração na empresa, entretanto, não avançou.

“Agora as rotas convergem”, afirmou Francisco Gomes Neto, presidente-executivo da Embraer, durante a cerimônia de entrega do primeiro avião à Latam.

Para o executivo, a presença do E2 em uma companhia do porte da Latam aumenta a visibilidade internacional do projeto e demonstra o potencial da aeronave para integrar grandes redes aéreas, com expansão de destinos e frequências.

Desde o lançamento, a família E2 acumula mais de 500 pedidos firmes. A fabricante também identifica oportunidades de crescimento em mercados como México, Colômbia e Argentina, onde a experiência operacional da Latam poderá servir de referência para outras companhias.

E195-E2 permitirá ampliar rotas e frequências no Brasil

Na operação da Latam, o E195-E2 terá configuração de 136 assentos e complementará a frota de aeronaves Airbus utilizada nos voos domésticos. A estratégia é atender cidades com menor volume de passageiros e aumentar a frequência de voos em mercados nos quais aviões maiores nem sempre são a alternativa mais eficiente.

A proposta comercial da Embraer está justamente na capacidade de adequar a oferta de assentos à demanda. Com aeronaves menores, as companhias podem explorar rotas que teriam maior dificuldade para atingir ocupação suficiente com jatos de maior porte.

O modelo também permitirá à Latam conectar cidades menores aos principais aeroportos de conexão da empresa, ampliando as possibilidades de integração com sua malha nacional e internacional.

Entre novembro de 2026 e março de 2027, a companhia prevê incorporar até 14 aeronaves E195-E2. Na etapa inicial, os aviões deverão operar em 42 rotas, incluindo oito novas ligações e quatro destinos inéditos na malha da empresa:

  • Cabo Frio (RJ);
  • Ji-Paraná (RO);
  • Macaé (RJ);
  • Rondonópolis (MT).

Com a expansão, a malha doméstica da Latam deverá passar de 63 para 67 destinos. Para 2027, a empresa ainda avalia a possibilidade de adicionar até 18 novas cidades atendidas pelo modelo.

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, explicou que a seleção das localidades levou em consideração o potencial de demanda identificado pela companhia, especialmente no segmento corporativo.

Entrada de uma nova aeronave exige preparação operacional

A incorporação do E195-E2 envolve mais do que a entrega dos aviões. A companhia precisa preparar pilotos e demais tripulantes, estruturar a manutenção e cumprir os procedimentos de certificação necessários para a operação.

Segundo Cadier, a decisão de investir em uma nova família de aeronaves também dependeu do momento financeiro da empresa e da segurança necessária para assumir os custos de uma expansão dessa dimensão.

A adoção do modelo, portanto, faz parte de uma estratégia para aumentar a capilaridade da rede aérea sem depender exclusivamente de aeronaves maiores, buscando equilibrar capacidade, frequência e demanda.

Aumento da produção é decisivo para melhorar as margens da Embraer

A ampliação da carteira de clientes pode ajudar a Embraer a alcançar ganhos de escala na aviação comercial. Com maior volume de produção, a empresa tem a possibilidade de distribuir os custos fixos entre mais unidades e melhorar os resultados da divisão.

Projeções da XP indicam que as entregas comerciais da fabricante podem avançar gradualmente até alcançar aproximadamente 110 aeronaves por ano em 2030. Para 2026, a meta divulgada pela Embraer está entre 80 e 85 unidades, considerando tanto a família E2 quanto o E175 da geração anterior.

No cenário estimado pela corretora, a receita total da Embraer, incluindo todas as divisões de negócios, poderá crescer de US$ 8,5 bilhões em 2026 para US$ 13,4 bilhões em 2030.

A expectativa é de que a aviação comercial ganhe rentabilidade com o aumento da escala produtiva e a substituição gradual de contratos antigos por negócios mais favoráveis. A XP pondera, contudo, que a divisão ainda apresenta retornos reduzidos em relação aos investimentos feitos no desenvolvimento do E2.

Fornecimento de peças ainda desafia a produção

Apesar dos avanços, a cadeia de suprimentos continua sendo um ponto de atenção para a fabricante brasileira. De acordo com Francisco Gomes Neto, a disponibilidade de componentes está mais próxima da normalização, embora ainda ocorram faltas de peças.

Para enfrentar esse cenário, a Embraer vem ajustando as negociações com fornecedores e reorganizando seus processos industriais para acelerar a fabricação. Segundo a empresa, o tempo de produção na aviação comercial foi reduzido em 28% nos últimos anos.

A capacidade de manter um ritmo regular de entregas será fundamental para transformar os novos contratos em resultados financeiros consistentes.

Embraer busca consolidar o E2 entre as grandes companhias aéreas

A entrega à Latam representa uma ampliação da base de clientes e da visibilidade comercial do E195-E2. A possível entrada da Gol, somada às perspectivas de expansão em outros mercados latino-americanos, pode fortalecer a posição da Embraer diante das gigantes Airbus e Boeing.

O desafio agora é converter o interesse das companhias em novas encomendas, cumprir os cronogramas de entrega e aumentar a rentabilidade do programa.

No caso da Latam, além das 24 aeronaves contratadas, a companhia dispõe de opções para adquirir outras 50 unidades. A concretização desse volume adicional dependerá do exercício dos direitos previstos no acordo e das decisões futuras da empresa.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InvestNews

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Transporte

Carga aérea doméstica cresce em maio, mas setor registra queda no acumulado de 12 meses

O transporte de carga aérea doméstica no Brasil apresentou leve avanço em maio de 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 40,69 milhões de quilos entre cargas e correspondências, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor transportou 40,46 milhões de quilos.

Embora o resultado demonstre estabilidade e mantenha o mercado em um patamar elevado para o período, ele não foi suficiente para reverter a desaceleração observada no desempenho anual.

Acumulado de 12 meses aponta retração de 4,3%

Entre junho de 2025 e maio de 2026, o transporte aéreo de cargas somou 461,03 milhões de quilos, representando uma redução de 4,3% em comparação com os 481,83 milhões de quilos registrados nos 12 meses anteriores.

Apesar desse recuo recente, a série histórica mostra evolução consistente do setor. O volume transportado em maio deste ano supera os cerca de 39,6 milhões de quilos registrados em maio de 2012 e os 36,4 milhões de quilos movimentados em maio de 2005, evidenciando o crescimento estrutural da atividade ao longo das últimas décadas.

Gol amplia liderança no mercado de carga aérea

Entre as companhias aéreas, a Gol Linhas Aéreas consolidou a liderança no segmento de carga aérea doméstica, impulsionada por um crescimento anual de 21,2% e pelo aumento de sua participação no mercado.

A Latam Airlines permaneceu na segunda colocação, registrando uma leve expansão no volume transportado, enquanto a Azul Linhas Aéreas apresentou retração próxima de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Operadores cargueiros apresentam desempenhos distintos

No segmento das empresas especializadas em cargas, a ABSA Cargo Airline, integrante do grupo Latam, manteve a posição de principal operadora cargueira do país, mesmo após uma redução de 5,6% no volume movimentado em maio.

Entre os demais operadores, a Modern Logistics registrou crescimento de 54%, enquanto a Braspress Air Cargo apresentou a maior expansão percentual do mês, favorecida por uma base de comparação menor.

Já a Sideral Linhas Aéreas teve o desempenho mais negativo, com retração superior a 60% no comparativo anual.

Participação das empresas no acumulado de 12 meses

No período de junho de 2025 a maio de 2026, a Gol liderou o mercado com 38,3% de participação, acompanhada de crescimento de 19,6%.

Na sequência aparecem:

  • Latam Airlines – 22,8% de participação e alta de 7,9%;
  • Azul Linhas Aéreas – 23,3% do mercado, porém com queda de 16,5%;
  • ABSA Cargo Airline – 7,3% de participação e retração de 14,9%.

No mesmo intervalo, Sideral, Modern Logistics e Total Linhas Aéreas também registraram redução no volume transportado, enquanto a Braspress Air Cargo manteve forte ritmo de crescimento, ainda sobre uma participação relativamente pequena no mercado.

Ranking da carga aérea doméstica em maio de 2026

  1. Gol Linhas Aéreas – 16,78 milhões de kg;
  2. Latam Airlines – 9,00 milhões de kg;
  3. Azul Linhas Aéreas – 8,88 milhões de kg;
  4. ABSA Cargo Airline – 3,13 milhões de kg;
  5. Sideral Linhas Aéreas – 909,9 mil kg;
  6. Total Linhas Aéreas – 791,1 mil kg;
  7. Modern Logistics – 603,1 mil kg;
  8. Braspress Air Cargo – 566,4 mil kg.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Aeroportos

Governo libera R$ 661 milhões em crédito para fortalecer capital de giro das companhias aéreas

O Governo Federal disponibilizou R$ 661 milhões em crédito para reforçar o capital de giro das companhias aéreas, em uma iniciativa voltada a reduzir os impactos do aumento do querosene de aviação (QAv) sobre o setor. A operação foi formalizada nesta sexta-feira (26), com a assinatura dos contratos de empréstimo entre o Banco do Brasil e quatro empresas do segmento.

As maiores beneficiadas foram as companhias Gol e Azul, que contrataram R$ 330 milhões cada, valor máximo autorizado pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Linhas de crédito têm prazo de seis meses

Os financiamentos concedidos possuem prazo de pagamento de até seis meses e taxa de juros equivalente a 100% do CDI.

Além das grandes companhias, as empresas regionais Abaeté e Rima também aderiram à linha emergencial. Os empréstimos somaram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, respeitando o limite de até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025 por cada empresa.

Medida busca reduzir impactos da alta do combustível

O objetivo da iniciativa é garantir liquidez imediata às empresas aéreas em um período de forte pressão sobre os custos operacionais, principalmente em razão da valorização do querosene de aviação, um dos principais componentes das despesas do setor.

Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco das operações será integralmente assumido pela União. O modelo segue a mesma lógica de programas emergenciais adotados pelo governo em situações excepcionais, como as ações implementadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, para assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais.

Financiamento é temporário e deverá ser reembolsado

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou que a linha de crédito não representa um repasse de recursos a fundo perdido.

Segundo ele, trata-se de um financiamento reembolsável, criado em caráter emergencial e destinado exclusivamente ao capital de giro das empresas. A medida busca preservar a regularidade das operações, manter a malha aérea nacional e evitar impactos operacionais provocados pelo aumento extraordinário dos custos.

Governo quer preservar conectividade aérea

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a nova linha de crédito integra o conjunto de ações voltadas à manutenção da conectividade aérea no país.

A expectativa é que o reforço financeiro contribua para reduzir os efeitos da alta do combustível sobre as companhias, ajudando a preservar a oferta de voos, a estabilidade do setor e os serviços prestados aos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Setor aéreo recebe aval para acessar R$ 13,56 bilhões em financiamentos do Fnac

O setor aéreo brasileiro poderá contar com até R$ 13,56 bilhões em financiamentos por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A liberação dos recursos foi aprovada nesta segunda-feira (22) pelo Comitê Gestor do fundo (CG-Fnac), com o objetivo de fortalecer as companhias aéreas, ampliar a conectividade regional e estimular investimentos em todo o país.

A iniciativa representa o maior pacote de crédito já estruturado com recursos do Fnac e integra a estratégia do governo federal para impulsionar o desenvolvimento da aviação civil brasileira e ampliar a integração entre diferentes regiões.

Linha emergencial destina R$ 8 bilhões para capital de giro

Do total aprovado, R$ 8 bilhões serão destinados a uma linha emergencial de capital de giro criada pela Resolução CMN nº 5.297/2026.

Nessa modalidade, as companhias aéreas poderão acessar os seguintes limites:

  • Gol Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Latam Airlines: até R$ 2,5 bilhões;
  • Azul Linhas Aéreas: até R$ 2,5 bilhões;
  • Abaeté Aviação: até R$ 80 milhões.

Os financiamentos terão prazo de até 60 meses para pagamento, juros de 4% ao ano e carência de até 12 meses. Como condição para contratação, as empresas não poderão distribuir dividendos aos acionistas durante o período estabelecido.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a medida busca ajudar as empresas a enfrentar a alta dos custos operacionais, especialmente os relacionados ao querosene de aviação (QAV), contribuindo para a manutenção de rotas e da oferta de serviços aéreos.

Recursos para expansão e modernização somam R$ 5,56 bilhões

Além da linha emergencial, o CG-Fnac também autorizou o acesso a R$ 5,56 bilhões destinados a projetos de investimento de longo prazo, conforme previsto na Resolução CMN nº 5.260/2025.

Nesse programa, Gol, Latam e Azul poderão captar até R$ 1,8 bilhão cada para iniciativas voltadas à expansão e modernização de suas operações.

Os recursos poderão financiar:

  • Compra de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil;
  • Serviços de manutenção de aeronaves e motores;
  • Pagamentos antecipados para aquisição de aeronaves;
  • Compra de novos aviões;
  • Investimentos em infraestrutura logística;
  • Equipamentos de apoio à aviação civil.

Taxas variam conforme o tipo de investimento

As condições de financiamento serão definidas de acordo com a finalidade dos projetos.

Para investimentos em SAF e infraestrutura logística, a taxa de juros será de 6,5% ao ano. Já operações voltadas à manutenção de aeronaves e motores terão custo de 7% ao ano. No caso da aquisição de aeronaves, os financiamentos contarão com juros de 7,5% ao ano.

Empresas deverão ampliar voos na Amazônia e Nordeste

Como contrapartida para acessar as linhas de longo prazo, as companhias beneficiadas terão de ampliar a presença em regiões consideradas estratégicas para a integração nacional.

A exigência prevê aumento de 15% na participação de voos operados na Amazônia Legal e no Nordeste, em comparação ao ano anterior. Como alternativa, as empresas poderão garantir que ao menos 17,5% de todas as decolagens anuais ocorram nessas regiões.

A meta deverá ser alcançada em até dois anos e mantida por pelo menos mais 12 meses.

Financiamentos ainda dependem de análise do BNDES

Apesar da aprovação pelo Comitê Gestor do Fnac, a contratação dos financiamentos ainda dependerá da avaliação técnica e financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A instituição será responsável por analisar critérios como capacidade de pagamento, risco de crédito, garantias e demais requisitos exigidos para a liberação dos recursos.

Com a medida, o governo busca ampliar os mecanismos de apoio ao setor, incentivar novos investimentos e fortalecer a conectividade aérea nacional, garantindo maior competitividade às empresas e melhor integração entre as regiões brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos, Economia, Informação, Negócios, Notícias, Sem Categoria

Gigante da aviação? Azul e Gol assinam acordo para fusão das companhias aéreas no Brasil

Se concretizado, fusão das companhias aéreas vai atender 60% dos passageiros da aviação brasileira; empresas continuariam operando de forma separada

A Azul e a Abra, controladora da Gol, assinaram um memorando de entendimento nesta quinta-feira (15) que, se for cumprido, vai levar à fusão das companhias aéreas. Caso o acordo se concretize, Azul e Gol continuarão operando de forma separada

Fusão de Azul e Gol pode abarcar 60% do mercado

A nova companhia viria começar suas operações em 2026, e a fusão das companhias aéreas pode representar um atendimento a 60% dos passageiros que viajam de avião.

A ideia é que John Rodgerson, CEO da Azul, assuma a presidência do novo grupo, que terá a governança junto de um presidente do conselho indicado pela holding Abra, que controla a Gol e a Avianca. O conselho será composto por nove membros, sendo três indicados pela Azul, três pela Gol e três independentes, aprovados pelos acionistas.

Azul e Gol avançam para selar fusão – Foto: GOL/Divulgação/ND

Junção depende de aprovações

Para a junção se concretizar, os órgãos reguladores Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) devem aprovar as operações do novo grupo. A fusão depende da recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos.

Se a fusão acontecer, as companhias vão operar de forma independente, mas o avião de uma das empresas vai poder realizar voos para a outra.

FONTE: ND+
Gigante da aviação? Azul e Gol assinam acordo para fusão das companhias aéreas no Brasil

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Governo fecha acordos com empresas aéreas e vai reduzir em R$ 5,8 bilhões dívidas da Gol e Azul

Acordos foram firmados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e preveem descontos em multas e débitos previdenciários e fiscais das companhias com a União.

O governo fechou dois acordos e vai diminuir, em cerca de R$ 5,8 bilhões, as dívidas das companhias aéreas Gol e Azul com a União.

Das dívidas, que juntas somavam R$ 7,8 bilhões, as empresas devem pagar cerca de R$ 2 bilhões, segundo dados aos quais a GloboNews teve acesso.

A Gol contava com uma dívida cerca de R$ 5 bilhões na Receita Federal. Com o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a companhia aérea pagará R$ 880 milhões, em até 120 prestações. Outros R$ 49 milhões, que foram depositados durante o processo, também irão para os cofres públicos.

Já a Azul tinha uma dívida de R$ 2,8 bilhões com o governo. A empresa pagará R$ 1,1 bilhão, também em até 120 vezes. A companhia aérea deverá depositar de forma imediata R$ 36 milhões.

A PGFN fechou os acordos em 31 de dezembro de 2024. As chamadas transações tributárias com a Gol e a Azul são, respectivamente, as segunda e terceira negociações desse tipo com companhias aéreas.

A primeira foi feita também no fim de dezembro com a falida Varig, que pagará R$ 575 milhões à União.

Segundo João Grognet, Procurador-Geral de Dívida Ativa e FGTS, esse tipo de acordo é uma forma de o governo recuperar valores que empresas devem e que dificilmente seriam pagos de outra forma.

Ainda de acordo com ele, A PGFN conseguiu o pagamento de R$ 30 bilhões em créditos devidos durante 2024 com o mecanismo.

Grognet defende ainda que os acordos são uma forma de impulsionar a economia brasileira.

“A gente precisa reconhecer que o setor aéreo exerce uma influência, uma relevância nacional muito importante. Basta relembrar que boa parte do turismo nacional somente existe por conta dos voos nacionais. Portanto, fomenta com que dinheiro circule, com que a economia se promova e com que mais empregos, mais renda, mais salário, maiores rentabilidades para o país sejam gerados”, afirma o procurador.

Benefícios para as aéreas

Em setembro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que permite que recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) sejam usados para conceder crédito a empresas aéreas.

À época, estimativas do Ministério de Portos e Aeroportos indicavam que as empresas teriam direito a cerca de R$ 5 bilhões para fortalecer as operações no país.

O setor conta ainda com o benefício de renúncia fiscal. Ou seja, o governo abre mão de receber parte dos impostos que essas empresas devem pagar para apoiar o setor.

Em todo o Brasil, uma das empresas que mais se beneficiam com essa política é uma aérea: a Latam. Em 2024, o governo deixou de receber ao menos R$ 2,6 bilhões da empresa. Os últimos dados da Controladoria – Geral da União são de junho de 2024, ou seja, a renúncia pode ser ainda maior.

As duas companhias que fecharam acordo com o governo também se beneficiam com a renúncia fiscal. A Azul deixou de pagar, com a política pública, R$ 774 milhões, segundo a CGU. Já a Gol foi beneficiada em ao menos R$ 113 milhões.

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