Importação

Uganda muda regras de importação de genética avícola para enfrentar falta de poedeiras

O governo de Uganda concluiu novas normas sanitárias para flexibilizar a importação de material genético avícola e enfrentar a escassez de pintinhos destinados à produção de ovos. A mudança permite a aquisição de genética proveniente de zonas e compartimentos da Europa reconhecidos como livres de Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP).

A medida foi adotada diante dos impactos das restrições anteriores sobre a cadeia de produção de ovos. A Europa é uma das principais fontes de genética para galinhas poedeiras utilizada pela avicultura ugandense.

Nova regra amplia opções para importação de genética

De acordo com a nova orientação do Ministério da Agricultura, Indústria Animal e Pescas de Uganda, os certificados sanitários poderão considerar o princípio da regionalização sanitária.

Na prática, isso permite que o país avalie individualmente áreas consideradas livres da doença, em vez de restringir necessariamente todas as importações provenientes de um país que registre ocorrências de IAAP em determinadas regiões.

A mudança abre caminho para a retomada do comércio com áreas europeias previamente aprovadas e classificadas como livres do vírus.

Segundo Bright Rwamirama, ministro de Estado da Indústria Animal de Uganda, o novo sistema permitirá a entrada de material genético de regiões europeias autorizadas e livres de doenças, mantendo os requisitos sanitários necessários para reduzir o risco de introdução da influenza aviária no país.

Produção de ovos foi a mais afetada

A avicultura de postura sofreu os efeitos mais fortes das restrições impostas às importações europeias. A dependência da Europa para o fornecimento de genética de poedeiras dificultou a reposição dos plantéis e contribuiu para a atual falta de pintinhos.

O cenário é diferente na produção de frangos de corte. O setor conseguiu reduzir os impactos das restrições ao buscar matrizes na vizinha Tanzânia, mantendo uma alternativa de abastecimento para a cadeia produtiva.

Wesley Ruto, presidente do Comitê Técnico da Associação Avícola de Uganda, afirmou que a genética destinada às galinhas poedeiras continua fortemente dependente de fornecedores europeus. Segundo ele, o segmento de corte enfrentou menos dificuldades porque foi possível recorrer à oferta de matrizes da Tanzânia.

Falta de milho e soja aumenta custos

Além da escassez de genética avícola, os produtores ugandenses enfrentam dificuldades para encontrar matérias-primas utilizadas na fabricação de ração.

A disponibilidade doméstica de milho e soja está limitada, levando empresas do setor de alimentação animal a recorrer a compras emergenciais em países como Malawi, Zâmbia e Etiópia.

O aumento da dependência de matérias-primas importadas eleva os custos de fabricação da ração para aves, pressionando as despesas das granjas e aumentando os desafios enfrentados pela indústria avícola.

Mudança busca garantir abastecimento do setor

Com a alteração das regras sanitárias, Uganda pretende ampliar as alternativas de fornecimento de genética para poedeiras sem abrir mão dos controles necessários para evitar a entrada de doenças no território.

A autorização para importar de áreas europeias consideradas livres de IAAP pode ajudar a recompor os plantéis de postura e aliviar a escassez de pintinhos, enquanto o setor continua lidando com custos elevados de alimentação e limitações no mercado interno de insumos.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Peru autoriza 36 novas unidades do Brasil para exportação de material genético animal

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 estabelecimentos atuam com genética avícola e cinco são especializados em material genético bovino.

Além das novas autorizações, o órgão peruano também renovou as licenças de todas as unidades brasileiras já habilitadas, estendendo a validade dos registros até dezembro de 2028.

Avicultura dobra número de unidades autorizadas

Com a decisão, o setor avícola brasileiro praticamente dobra o número de estabelecimentos aptos a exportar material genético para o Peru. A ampliação fortalece a presença do Brasil em um mercado estratégico da América do Sul.

Genética bovina registra crescimento expressivo

No segmento de genética bovina, a inclusão de cinco novas unidades representa um aumento de 83% no número de estabelecimentos habilitados. A medida atende tanto a pecuária de corte quanto a pecuária leiteira, ampliando as oportunidades comerciais.

Validade estendida traz previsibilidade ao comércio

A prorrogação das autorizações até 2028 tem como objetivo garantir maior previsibilidade e segurança jurídica às operações de exportação, favorecendo o planejamento de médio e longo prazo entre empresas brasileiras e importadores peruanos.

Reconhecimento sanitário reforça confiança no Brasil

A decisão do Senasa foi baseada em critérios técnicos rigorosos e reforça o reconhecimento internacional do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

Peru amplia compras do agro brasileiro

No último ano, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações alimentícias, consolidando o país como um importante parceiro comercial do Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Exportação, Informação, Notícias, Portos

Receita de Exportações de Genética Avícola Cresce 5,4 em Fevereiro

As exportações brasileiras de genética avícola (ovos férteis e pintos de 01 dia) geraram receita 5,4% maior em fevereiro deste ano, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com US$ 20,4 milhões registrados no segundo mês deste ano, contra US$ 19,4 milhões no ano passado.

Os volumes embarcados em fevereiro totalizaram 1.753 toneladas, número 33,8% menor em relação ao ano anterior, com 2.646 toneladas. No bimestre, a receita de exportações chegou a US$ 39,9 milhões, saldo 2,3% maior que o registrado no ano passado, com US$ 38,7 milhões.  Foram exportadas 3.891 toneladas, volume 23,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 5.116 toneladas.

Principal destino das exportações de fevereiro, o México importou 863 toneladas, 0,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em seguida estão Venezuela, com 243 toneladas (+356,7%), Paraguai, com 218 toneladas (-23,9%), Senegal, com 187 toneladas (-70%) e Costa do Marfim, com 64 toneladas (+611,4%).

“As exportações deste mês foram marcadas por países que estão investindo na recomposição ou incremento da avicultura local.  É o caso, em especial, da Venezuela, que tem registrado altas nas importações dos últimos meses”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: ABPA
RECEITA DE EXPORTAÇÕES DE GENÉTICA AVÍCOLA CRESCE 5,4% EM FEVEREIRO – ABPA

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil fatura US$ 19,3 milhões em janeiro com exportações de ovos férteis e pintinhos de 1 dia

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontaram que asexportações de genética avícola (incluindo ovos férteis e pintos de 01 dia) totalizaram 2.139 toneladas em janeiro, saldo 13,4% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 2.470.

A receita de exportações de janeiro chegou a US$ 19,233 milhões, saldo 0,8% menor em relação ao registrado no ano anterior, com US$ 19,391 milhões.

Principal destino das exportações, o México importou 898 toneladas de genética avícola brasileira em janeiro, número 13% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.  Em seguida vieram Senegal, com 455 toneladas (-3%), Paraguai, com 338 toneladas (+97%), Venezuela, com 186 toneladas (+289%) e Colômbia, com 73 toneladas (+181%).

“Apesar da retração pontual no mês, vemos forte demanda de países que são tradicionais importadores da genética brasileira, como México, Paraguai e Venezuela. É esperado que o fluxo siga demandante por país nos próximos meses”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Band 
Veja quanto o Brasil fatura com exportações de ovos férteis e pintinhos de 1 dia | Band

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