Comércio Internacional

China anuncia 16 medidas para ampliar acesso de empresas estrangeiras ao Porto de Livre Comércio de Hainan

A China anunciou um pacote de 16 medidas para facilitar a atuação de empresas e profissionais estrangeiros no Porto de Livre Comércio de Hainan, considerado o maior do mundo em extensão territorial. As novas regras abrangem áreas como comércio de energia, serviços médicos, operações alfandegárias e investimentos internacionais.

As iniciativas foram divulgadas em uma circular governamental publicada nesta quinta-feira e fazem parte da estratégia chinesa para ampliar a abertura econômica e atrair novos negócios estrangeiros.

Entre as mudanças estão a simplificação de procedimentos para profissionais internacionais, a ampliação das oportunidades comerciais e a criação de condições mais favoráveis para operações de importação, exportação e manutenção de produtos.

Hainan facilitará a atuação de médicos estrangeiros

Uma das medidas prevê que médicos habilitados para exercer a profissão em outros países possam solicitar autorização para realizar consultas, diagnósticos e tratamentos clínicos em Hainan por um período de até três anos.

A permanência poderá ser prorrogada, desde que sejam cumpridas as normas aplicáveis.

O pacote também contempla condições mais flexíveis para a obtenção de permissões de trabalho, estadia e residência por cidadãos estrangeiros, com o objetivo de facilitar a presença de profissionais internacionais na região.

Porto de Livre Comércio amplia oportunidades para empresas internacionais

Localizado na província insular de Hainan, no extremo sul da China, o Porto de Livre Comércio de Hainan (FTP) iniciou operações aduaneiras especiais em toda a ilha em dezembro de 2025.

O modelo permite maior liberdade para a entrada de mercadorias estrangeiras, amplia a abrangência de produtos sujeitos à tarifa zero e estabelece condições comerciais destinadas a estimular investimentos e negócios internacionais.

Entre as novas iniciativas, empresas estrangeiras poderão utilizar instalações alfandegadas em terminais de recebimento de gás natural liquefeito (GNL) na ilha.

O governo chinês também pretende viabilizar operações de armazenamento e entrega de GNL vinculadas ao mercado de contratos futuros, após o lançamento desses instrumentos financeiros.

Novas regras abrangem comércio offshore e produtos remanufaturados

O conjunto de medidas inclui ações para ampliar o comércio offshore, expandir a lista de produtos que podem passar por manutenção sob regime alfandegado e facilitar a circulação de determinados bens remanufaturados.

A proposta também prevê maior utilização do yuan em novas modalidades de comércio de permuta, além do aprofundamento das relações econômicas e comerciais entre Hainan e Hong Kong.

No caso dos produtos remanufaturados que forem destinados às zonas-piloto de livre comércio da China continental, haverá cobrança dos tributos de importação aplicáveis, incluindo imposto sobre valor agregado e imposto sobre o consumo, conforme as regras pertinentes.

Esses produtos deverão cumprir os requisitos técnicos exigidos para mercadorias novas equivalentes e respeitar as normas específicas para itens remanufaturados. A identificação clara dessa condição também será obrigatória.

Outro ponto previsto na circular é o aprimoramento de produtos e serviços de seguros voltados a atividades como transporte internacional e manutenção de mercadorias sob controle alfandegário.

Comércio exterior de Hainan cresce quase 50% em 2026

A ampliação das medidas de abertura ocorre em um período de forte expansão do comércio exterior da província.

Nos três primeiros trimestres de 2026, as importações e exportações de mercadorias de Hainan somaram 285,44 bilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente US$ 42,5 bilhões. O resultado representa crescimento de 49,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O comércio de serviços também avançou. Entre janeiro e setembro, o volume movimentado chegou a 56,95 bilhões de yuans, uma alta anual de 11,7%, segundo dados das autoridades comerciais provinciais.

Serviços de manutenção e reparo registram forte avanço

O segmento de manutenção e reparo apresentou crescimento ainda mais expressivo. O comércio relacionado a essas atividades ultrapassou 3,31 bilhões de yuans no período, mais que o dobro do registrado um ano antes.

Segundo o departamento provincial de comércio, os resultados foram impulsionados principalmente pela importação de materiais e componentes para aeronaves e pelas receitas obtidas com serviços de manutenção aeronáutica.

Os números reforçam a importância crescente de Hainan em atividades ligadas à logística, aos serviços especializados e às operações internacionais.

Número de empresas estrangeiras aumenta em Hainan

A província também registrou avanço na criação de negócios com capital internacional. No primeiro semestre de 2026, o número de novas empresas com investimento estrangeiro aumentou 38,6% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, conforme dados da Administração Estatal para Regulação do Mercado.

O resultado ocorre em meio aos esforços do governo chinês para tornar o ambiente de negócios mais acessível a investidores internacionais.

Além das iniciativas voltadas a Hainan, a China anunciou planos para ampliar programas-piloto de abertura econômica em setores como telecomunicações de valor agregado, biotecnologia e hospitais integralmente financiados por capital estrangeiro.

O país também pretende adotar medidas para facilitar o comércio e os investimentos transfronteiriços.

Governo chinês coordena novas medidas de abertura econômica

A circular que estabelece as 16 medidas foi publicada conjuntamente pelo Ministério do Comércio, pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente e pela Administração Geral das Alfândegas.

O pacote integra a estratégia chinesa de promover uma abertura econômica de alto padrão, ampliando a participação de empresas estrangeiras e diversificando as atividades comerciais no Porto de Livre Comércio de Hainan.

Com a flexibilização de procedimentos e a expansão das oportunidades em diferentes setores, a iniciativa busca fortalecer a conexão da região com os mercados internacionais.

FONTE: Portuguese Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Zhao Yingquan

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Portos

Porto Bahía, na Colômbia, planeja ampliar operações com gás e contêineres a partir de 2027

O terminal marítimo Porto Bahía, localizado em Cartagena, na Colômbia, prepara uma expansão de suas atividades logísticas, com a inclusão de operações de gás natural liquefeito (GNL) e o aumento da movimentação de cargas. A estratégia busca diversificar os serviços oferecidos e atender à crescente demanda energética do país.

Segundo Federica Noli, diretora comercial do terminal, os planos incluem o desenvolvimento de novas soluções para o setor de gás, além do fortalecimento das operações com contêineres e cargas secas. As iniciativas foram apresentadas em entrevista ao PortalPortuario durante o evento TOC Americas, realizado em Cartagena.

A executiva destacou que a ampliação das atividades permitirá ao porto contribuir para o abastecimento nacional e expandir sua participação em diferentes segmentos da logística marítima.

Porto Bahía prepara novas operações de gás na Colômbia

A entrada no mercado de gás representa uma das principais frentes de expansão do terminal. De acordo com Noli, a companhia planeja iniciar uma nova operação de gás natural liquefeito (GNL) no começo de 2027, com o objetivo de oferecer infraestrutura logística para atender ao aumento da demanda colombiana.

Paralelamente, a empresa começou a desenvolver atividades relacionadas ao gás liquefeito de petróleo (GLP). Os planos incluem a implantação de capacidade de armazenamento e serviços de despacho do produto.

A iniciativa pretende contribuir para reduzir o déficit de oferta de GLP no mercado colombiano, atendendo a parte da demanda que atualmente não é plenamente suprida.

Com a diversificação dos serviços, o Porto Bahía busca ampliar sua relevância na cadeia de abastecimento energético e consolidar novas oportunidades de negócios.

Terminal quer aumentar movimentação de contêineres

Além dos investimentos no setor de gás, o terminal pretende expandir suas operações de contêineres e carga seca.

A movimentação de contêineres começou há aproximadamente dois anos e ainda está em fase de consolidação. Segundo a diretora comercial, a expectativa é ampliar significativamente esse segmento nos próximos anos.

A estratégia faz parte de um plano mais amplo para diversificar o perfil das cargas atendidas e aumentar a participação do porto no comércio exterior colombiano.

Porto Bahía movimenta mais da metade dos veículos importados e exportados

Apesar dos novos projetos, o terminal já possui uma posição de destaque em segmentos tradicionais de carga.

Segundo Federica Noli, o Porto Bahía responde por mais de 50% dos veículos movimentados nas operações de importação e exportação da Colômbia, mantendo a liderança nacional nesse mercado.

A instalação portuária movimenta aproximadamente 170 mil veículos por ano e também possui atuação expressiva no setor de hidrocarbonetos.

Entre os serviços prestados está o atendimento às necessidades logísticas da Ecopetrol, empresa colombiana de petróleo, incluindo operações de exportação de petróleo bruto e óleo combustível (fuel oil).

A ampliação das atividades para contêineres, gás e cargas de projetos deverá complementar essa estrutura e abrir novas possibilidades de crescimento.

Logística multimodal é aposta para ampliar a eficiência portuária

Outro diferencial apontado pela administração do Porto Bahía é a integração entre as operações marítimas e os diferentes modais de transporte.

De acordo com Noli, a companhia busca sincronizar a chegada dos navios com o recebimento das cargas no território colombiano e com as operações de distribuição terrestre e fluvial.

O transporte multimodal tem papel importante nesse modelo, especialmente pela utilização das vias navegáveis para movimentar mercadorias.

A estratégia procura garantir que os ganhos de eficiência não se restrinjam ao atendimento das embarcações, mas também alcancem as demais etapas da cadeia logística.

Para isso, o terminal trabalha em coordenação com os diferentes participantes das operações, buscando reduzir atrasos e melhorar o fluxo das cargas entre o porto e os destinos finais.

Portos colombianos avançam em modernização e investimentos

A diretora comercial também destacou a transformação do setor portuário colombiano nas últimas três décadas. Segundo ela, a abertura à participação privada, impulsionada pela Lei 1 de 1991, contribuiu para ampliar os investimentos e modernizar a infraestrutura portuária do país.

Desde então, os terminais passaram por processos de expansão, diversificação de serviços e incorporação de novas tecnologias.

Na avaliação de Noli, a Colômbia conta atualmente com instalações portuárias de padrão internacional e continua investindo para acompanhar o crescimento da demanda do mercado.

A executiva também ressaltou a importância de incorporar práticas de desenvolvimento sustentável, de modo que a expansão da infraestrutura gere benefícios para as comunidades e para a economia nacional.

Porto Bahía avalia uso de inteligência artificial nas operações

A adoção de novas tecnologias também está entre os planos do terminal. A empresa pretende implementar inteligência artificial (IA) de maneira gradual e estruturada, tanto nas atividades operacionais quanto na gestão administrativa.

Segundo Noli, a tecnologia poderá complementar os conhecimentos e as informações já disponíveis no porto, apoiando a tomada de decisões e o aprimoramento dos processos internos.

A implementação deverá ocorrer por etapas, com foco na integração das ferramentas às diferentes áreas da companhia.

A iniciativa acompanha uma tendência de modernização do setor portuário, que busca combinar infraestrutura, tecnologia e planejamento logístico para elevar a produtividade e responder às novas exigências do comércio internacional.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Comércio Internacional

Petrobras fecha acordo para importar gás dos EUA por 20 anos

A Petrobras firmou um contrato de longo prazo para compra e venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) com a norte-americana Sempra. O acordo prevê o fornecimento de gás dos Estados Unidos à estatal brasileira durante 20 anos.

O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (14.set.2026). O contrato havia sido assinado no fim de agosto e estabelece a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano pela Petrobras.

Gás será produzido no Texas

O combustível terá origem no Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, localizado no Texas, nos Estados Unidos. O empreendimento está em fase de desenvolvimento e construção pela Sempra Infrastructure, subsidiária da companhia norte-americana.

A previsão da Sempra é que os primeiros trens de liquefação da unidade entrem em operação comercial entre 2027 e 2028.

O terminal está situado na costa do Texas e terá acesso à produção de gás natural dos Estados Unidos, além de uma estrutura logística integrada para o escoamento do combustível.

Petrobras busca reduzir exposição ao mercado spot

De acordo com a Petrobras, a contratação de volumes de GNL de longo prazo faz parte da estratégia para diminuir a exposição às oscilações do mercado spot.

A empresa também afirma que o acordo deverá contribuir para uma gestão mais eficiente dos riscos relacionados ao portfólio de gás natural e ampliar a capacidade de atendimento aos contratos firmados pela companhia.

Segundo a estatal, a estratégia busca oferecer maior flexibilidade e segurança na gestão do suprimento de gás.

Sempra atua em infraestrutura de energia

A Sempra Infrastructure é responsável por projetos ligados à infraestrutura energética, incluindo empreendimentos de Gás Natural Liquefeito, redes de energia e iniciativas relacionadas a soluções de baixo carbono.

Com o novo contrato, a Petrobras assegura uma fonte de fornecimento de GNL dos Estados Unidos para as próximas duas décadas, com início previsto após a entrada em operação comercial do empreendimento de Port Arthur.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Irã libera navio do Catar no Estreito de Ormuz após semanas de restrições

O Irã autorizou, nesta quinta-feira (30), a passagem de um navio do Catar carregado com gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A decisão ocorre após mais de três semanas de restrições impostas por Teerã à navegação na região.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Fars, a embarcação cumpriu todas as determinações das autoridades locais e atravessou o estreito sem qualquer registro de incidente.

Liberação ocorre em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos

A autorização para a travessia acontece em um cenário de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, marcado por confrontos e ameaças envolvendo interesses estratégicos na região do Golfo.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a flexibilização das restrições será aplicada a outras embarcações, o que mantém a incerteza sobre a normalização da navegação no Estreito de Ormuz.

EUA anunciam nova ofensiva contra alvos iranianos

Em outro desdobramento do conflito, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter realizado uma nova ofensiva militar contra o Irã. A ação foi apresentada como resposta à tentativa iraniana de atingir tropas norte-americanas com mísseis balísticos.

Segundo os militares americanos, dezenas de posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica foram atingidas durante a operação.

Bombardeios deixam mortos e Jordânia intercepta mísseis

A emissora estatal iraniana Irib informou que os ataques resultaram na morte de três pessoas na ilha de Qeshm. Entre as vítimas, estaria uma criança de dois anos.

Paralelamente, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram a interceptação de cinco mísseis iranianos. Conforme o governo jordaniano, os projéteis tinham como destino o território do reino.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons/ND Mais

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Canal do Panamá opera no limite com alta no transporte de GNL após conflito com Irã

O Canal do Panamá está operando em sua capacidade máxima, impulsionado pelo aumento da demanda por transporte de gás natural liquefeito (GNL) em meio ao conflito envolvendo o Irã. A informação foi confirmada pelo administrador da via, Ricaurte Vásquez, que destacou a intensificação do fluxo de embarcações nos últimos dias.

Atualmente, o canal registra a passagem diária de 36 a 38 navios, número acima da média prevista para o período.

Conflito no Oriente Médio impacta rotas marítimas

A guerra na região do Irã tem provocado mudanças significativas nas rotas marítimas globais. Com dificuldades de acesso ao Canal de Suez e o fechamento do Estreito de Ormuz, navios cargueiros — especialmente os que transportam energia — passaram a buscar alternativas para manter suas operações.

Nesse cenário, o Canal do Panamá tem se consolidado como uma rota estratégica, principalmente para o escoamento de GNL dos Estados Unidos para mercados consumidores.

Aumento da demanda por navios de GNL

Segundo a administração do canal, houve crescimento expressivo na procura por passagem de navios transportadores de gás natural liquefeito, especialmente aqueles que partem de portos norte-americanos.

Antes mesmo do início do conflito, o canal já registrava aumento no tráfego desse tipo de embarcação. Agora, a autoridade local se prepara para disponibilizar uma vaga diária para navios de GNL, número significativamente superior à média anterior de quatro por mês.

Capacidade máxima após período de restrições

O funcionamento pleno do Canal do Panamá ocorre após a recuperação dos níveis de água, afetados por uma seca recente que levou à imposição de restrições entre 2023 e 2024.

Com a normalização, a via voltou a operar no limite, superando a previsão inicial de cerca de 34 travessias diárias para o atual ano fiscal.

Manutenção não deve afetar operações

A autoridade do canal informou que o programa de manutenção programado entre março e setembro não terá impacto no fluxo de embarcações. A prioridade segue sendo garantir o transporte eficiente de cargas, especialmente em um cenário global de instabilidade logística.

Janela sazonal favorece transporte de energia

Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano registra queda na movimentação de navios de contêineres vindos da Ásia. Essa redução abre espaço para ampliar o número de passagens de embarcações voltadas ao transporte de commodities energéticas, como o GNL.

A tendência é que o canal continue desempenhando papel central na logística global, oferecendo uma rota mais curta e eficiente para atender à crescente demanda internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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