Transporte

Alta do diesel no Chile ameaça pequenas transportadoras, alerta entidade do setor

A nova alta no preço do diesel no Chile está pressionando os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas e colocando em risco a continuidade de pequenas empresas do setor. O alerta foi feito pela Confederação Nacional dos Proprietários de Caminhões do Chile (CNDC), que aponta dificuldades para repassar os aumentos de despesas aos clientes e contratantes.

Segundo a entidade, o reajuste de 91,5 pesos chilenos por litro, válido por três semanas a partir desta sexta-feira, elevou o combustível a um patamar próximo ou ligeiramente superior ao registrado durante a forte alta de março. Com isso, o preço médio do diesel chegou à faixa inédita de 1.600 pesos chilenos por litro.

A CNDC afirma que os custos se tornaram insustentáveis para parte dos transportadores autônomos e das pequenas empresas. De acordo com a organização, há relatos de proprietários que começaram a vender seus caminhões diante da dificuldade de manter as operações.

Pequenas transportadoras enfrentam custos operacionais elevados

A escalada do preço do diesel agrava a situação financeira de empresas que dependem do transporte rodoviário para prestar serviços a grandes operadores logísticos e companhias de navegação.

De acordo com a CNDC, a dificuldade de negociar reajustes nos fretes impede que muitos transportadores compensem integralmente o aumento dos gastos com combustível. Esse desequilíbrio reduz as margens de operação e ameaça a permanência de pequenos negócios no mercado.

A entidade defende medidas que permitam transferir os custos adicionais aos contratantes, evitando que os transportadores absorvam sozinhos os efeitos da alta dos combustíveis.

CNDC cobra aplicação de sobretaxa de combustível

O presidente da confederação, Juan Araya, reuniu-se recentemente com o subsecretário de Economia do Chile, Karlfranz Koehler, para discutir as dificuldades enfrentadas pelo setor.

O encontro contou também com representantes de caminhoneiros de San Antonio. Recentemente, esses profissionais organizaram uma carreata por áreas de atividade portuária para reivindicar reajustes nas tarifas de frete cobradas de companhias marítimas e grandes operadores.

Durante a reunião, os representantes do transporte rodoviário destacaram a necessidade de implementar um mecanismo de repasse dos custos extras conhecido como fuel surcharge, ou sobretaxa de combustível.

A proposta busca permitir que as variações no preço do diesel sejam incorporadas às tarifas de transporte, reduzindo o impacto financeiro sobre as empresas responsáveis pela movimentação de cargas.

Segundo a CNDC, a medida está entre as prioridades que o governo chileno se comprometeu a encaminhar. A iniciativa foi apresentada conjuntamente pelas entidades CNDC e CNTC às autoridades do país.

Caminhoneiros discutirão medidas contra a alta do diesel em novembro

Diante da pressão sobre os custos e da deterioração da sustentabilidade financeira dos negócios, a CNDC anunciou a realização de uma reunião consultiva nacional em Santiago, marcada para 4 de novembro.

O encontro deverá reunir representantes da categoria para definir possíveis ações diante dos sucessivos aumentos do diesel e avaliar estratégias para enfrentar as dificuldades econômicas do setor.

A confederação pretende discutir com suas bases os próximos passos para defender a atividade dos pequenos transportadores e buscar soluções que permitam preservar a viabilidade das operações.

O cenário reforça a preocupação com os efeitos da alta do diesel no transporte de cargas, especialmente entre empresas de menor porte, que enfrentam limitações para renegociar contratos e repassar despesas aos clientes.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Maersk anuncia recargo de combustível no transporte rodoviário a partir de março de 2026

A Maersk informou que aplicará um recargo tarifário em seus serviços de transporte rodoviário devido à recente volatilidade nos preços do diesel. A medida entra em vigor hoje e será implementada por meio de um mecanismo de ajuste de combustível (Fuel Surcharge).

Segundo a companhia, a decisão está diretamente relacionada ao aumento nos custos energéticos impulsionados pelo atual cenário geopolítico global, que tem pressionado os valores do combustível no mercado internacional.

Referência de preço do diesel

A empresa estabeleceu como referência o valor de US$ 1,72 por litro de diesel, correspondente ao preço de mercado registrado em 2 de dezembro de 2025. Esse valor foi definido no momento de conclusão da licitação de transporte atualmente em vigor e da definição das tarifas-base.

A partir desse ponto de referência, será aplicado um fator de ajuste de combustível, que permitirá adaptar os valores cobrados conforme as oscilações do mercado.

Ajuste será avaliado semanalmente

De acordo com a empresa, o Fuel Adjustment Factor será revisado semanalmente. A atualização considerará a variação do preço do diesel em relação ao valor-base estabelecido pela companhia.

Com base na evolução recente do mercado, a empresa informou que será aplicado inicialmente um aumento de 5% nas tarifas de transporte rodoviário já acordadas com clientes. O recargo será identificado pelos códigos IFE/IFI, conforme a matriz de cálculo definida pela empresa.

Como funciona a matriz de ajuste de combustível

A companhia também detalhou a escala utilizada para calcular os ajustes nas tarifas de transporte terrestre, que variam conforme a oscilação do preço do diesel:

  • Variação entre 0% e quase 5%: sem alteração nas tarifas
  • Entre 5% e quase 10%: ajuste de 3%
  • Entre 10% e quase 15%: ajuste de 5%
  • Entre 15% e quase 20%: ajuste de 7,5%
  • Entre 20% e quase 25%: ajuste de 10%
  • Entre 25% e quase 30%: ajuste de 12,5%
  • Entre 30% e quase 35%: ajuste de 15%

A estrutura foi criada para garantir maior previsibilidade nas tarifas logísticas, ao mesmo tempo em que permite reagir rapidamente às variações nos custos de combustível.

Impacto para operações logísticas

A introdução desse recargo de combustível no transporte rodoviário reforça uma tendência já observada no setor de logística internacional, em que transportadoras e armadores adotam mecanismos automáticos para compensar oscilações no preço de insumos críticos.

Para empresas que dependem de importação, exportação e transporte terrestre, a medida pode representar ajustes frequentes nas tarifas logísticas, exigindo maior planejamento financeiro e operacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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