Internacional

Estreito de Ormuz pressiona seguros marítimos e pode elevar preços ao consumidor

A crescente instabilidade no Estreito de Ormuz já provoca efeitos no comércio global e pode chegar ao bolso do consumidor. A escalada do conflito no Oriente Médio tem elevado os custos de seguros marítimos, impactando diretamente o transporte de cargas e o preço final de produtos.

Corredor estratégico sob risco

Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás. Com o aumento das tensões militares desde o fim de fevereiro, a região passou a registrar queda acentuada no tráfego marítimo e aumento significativo nos riscos à navegação.

Dados recentes apontam a dimensão do problema: o número de embarcações que cruzam a rota caiu drasticamente, enquanto episódios de ataques e incidentes envolvendo navios comerciais se tornaram mais frequentes, incluindo petroleiros e cargueiros.

Esse cenário reforça a importância estratégica da região para o abastecimento energético global e acende o alerta para possíveis impactos econômicos mais amplos.

Seguradoras suspendem coberturas

Diante do agravamento da situação, empresas de seguro passaram a rever sua atuação. Muitas seguradoras estão cancelando ou suspendendo apólices de risco de guerra, mecanismo essencial para garantir operações em áreas instáveis.

Especialistas explicam que, em ambientes de conflito, aumenta o risco de perdas simultâneas — envolvendo embarcações, cargas, tripulações e até danos ambientais — o que pressiona a capacidade financeira das companhias.

Além disso, a rápida deterioração do cenário e a concentração de ativos de alto valor tornam a região ainda mais sensível para o mercado de seguros internacionais.

Cancelamento de seguro é permitido?

Apesar do impacto econômico, o cancelamento dessas coberturas geralmente não configura quebra de contrato. Isso porque os contratos de seguro marítimo já incluem cláusulas específicas que permitem a suspensão ou revisão das apólices em situações de risco elevado.

Essas regras seguem padrões internacionais e exigem aviso prévio, que pode variar entre 72 horas e sete dias. Embarques realizados antes da notificação continuam cobertos, enquanto operações posteriores ficam expostas aos riscos sem proteção.

Impacto indireto no Brasil

Mesmo distante geograficamente, o Brasil pode sentir os efeitos dessa crise. O aumento no custo dos fretes marítimos e dos seguros tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva.

Um dos primeiros reflexos aparece no preço dos combustíveis. Com a alta do petróleo no mercado internacional, os custos de energia aumentam, pressionando a inflação global.

Esse movimento gera um efeito em cadeia: eleva o custo de produção, encarece fertilizantes, impacta alimentos e aumenta o preço de produtos importados. A menor previsibilidade nas entregas também contribui para a volatilidade dos preços.

Efeito cascata na economia global

Especialistas apontam que a continuidade do conflito pode intensificar ainda mais os impactos. A combinação de volatilidade no preço do petróleo, aumento nos custos logísticos e pressão sobre cadeias de suprimentos globais tende a afetar diversos setores da economia.

Caso haja interrupções prolongadas no fluxo pelo Estreito de Ormuz, o cenário pode se agravar, com reflexos diretos no abastecimento e na inflação em diferentes países.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Informação

Linhas de Navegação Aplicam Taxa Extra com Alta nos Preços do Combustível Marítimo

Exportadores enfrentam custos maiores para transportar cargas por navios contenedores, após grandes empresas de transporte marítimo anunciarem cobranças emergenciais devido à disparada nos preços do combustível bunker. O aumento se deve principalmente à instabilidade no Oriente Médio, que afetou o tráfego pelo Estreito de Hormuz.

Aumento no Preço do Combustível Bunker

O valor do bunker fuel, óleo utilizado para mover navios, subiu 35% na última semana, ultrapassando US$ 1.000 por tonelada métrica em hubs estratégicos como Singapura, Hong Kong, Fujairah e Long Beach. As novas tarifas de combustível variam entre US$ 100 e US$ 200 por TEU (unidade equivalente a vinte pés), dependendo da rota comercial, elevando os custos do frete.

Medidas de Empresas Marítimas

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor, alertou que a situação de segurança no Oriente Médio continua a gerar desafios logísticos globais. Cerca de 20% do transporte mundial de combustíveis passa pelo Estreito de Hormuz, impactando a disponibilidade de combustível marítimo.

Para proteger a integridade da carga e a estabilidade da operação, a Maersk implementou uma taxa emergencial de bunker (EBS). O valor será de US$ 200 por TEU em rotas de longa distância e US$ 100 por TEU em serviços intra-regionais. A medida cobre custos e riscos não contemplados pela taxa padrão de combustível fóssil da empresa.

A Hapag-Lloyd, da Alemanha, também anunciou taxa similar para diversas rotas comerciais. Para rotas longas, como Índia-Europa ou EUA, a cobrança será de US$ 160 por TEU para contêineres secos e US$ 225 por TEU para contêineres refrigerados. Rotas intra-regionais terão tarifas de US$ 70 por TEU e US$ 100 por TEU, respectivamente. A cobrança entrará em vigor em 23 de março de 2026, exceto para remessas reguladas pela US Federal Maritime Commission (FMC), que começarão em 8 de abril de 2026.

Por sua vez, a francesa CMA CGM informou que sua taxa de combustível emergencial (EFS) ficará entre US$ 75 e US$ 130 por contêiner seco, com vigência a partir de 16 de março. O custo adicional será repassado ao pagador do frete marítimo, pressionando ainda mais os exportadores em meio às atuais disrupções nas rotas globais de comércio.

FONTE: The Hindu Business Line
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/BENOIT TESSIER

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Transporte

Cancelamentos de viagens marítimas chegam a 8% em meio a tensões no Estreito de Ormuz

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, já começa a refletir no transporte marítimo de contêineres. De acordo com análise da consultoria Drewry, cerca de 8% dos itinerários programados por companhias de navegação foram cancelados nas principais rotas globais nas próximas semanas.

A instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial, levou algumas linhas de navegação a suspender reservas relacionadas ao Golfo Pérsico e redirecionar embarcações para trajetos alternativos.

Desvios de rotas e atrasos no Mar Vermelho pressionam o setor

Além da situação no Golfo, o setor também continua lidando com atrasos na normalização das rotas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez.

Com a persistência dos riscos na região, muitos serviços seguem operando pelo trajeto mais longo ao redor do Cabo da Boa Esperança, aumentando tempo de trânsito e custos operacionais para o transporte marítimo internacional.

Mais de 50 cancelamentos registrados entre março e abril

Segundo levantamento da Drewry, entre as semanas 11 e 15 do calendário logístico — período de 9 de março a 12 de abril — foram anunciados 55 cancelamentos de viagens, considerando aproximadamente 705 partidas programadas.

O volume representa uma taxa de cancelamento de 8% nas rotas analisadas. Ainda assim, o impacto operacional permanece relativamente controlado no curto prazo.

A expectativa é de que 92% das viagens planejadas sejam realizadas conforme o cronograma, mantendo a maior parte da capacidade marítima ativa.

Rota transpacífica concentra maioria dos cancelamentos

A análise também indica que os cancelamentos estão concentrados em rotas específicas do comércio global.

A distribuição observada foi a seguinte:

  • 53% dos cancelamentos ocorreram na rota transpacífica em direção ao leste
  • 27% na rota transatlântica rumo ao oeste
  • 20% nos serviços entre Ásia e Europa/Mediterrâneo

Esses corredores marítimos fazem parte das chamadas rotas leste-oeste, consideradas as mais importantes do transporte global de contêineres.

Alianças marítimas apresentam desempenhos diferentes

Entre as alianças operacionais avaliadas pela Drewry, a Gemini Cooperation apresentou um desempenho considerado mais estável.

A parceria registrou uma taxa de cancelamento de apenas 3%, sem interrupções nas principais rotas leste-oeste, o que indica maior regularidade na programação de serviços.

Tarifas de frete apresentam leve alta global

O cenário de incerteza também começa a influenciar o mercado de fretes marítimos. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou alta semanal de 3%, alcançando US$ 1.958 por FEU (contêiner de 40 pés).

Entre as principais rotas, o comportamento das tarifas foi distinto:

  • Transpacífico: aumento de 8%
  • Transatlântico: queda de 2%
  • Ásia–Europa/Mediterrâneo: valores relativamente estáveis

Risco de capacidade reduzida no transporte marítimo

Para a consultoria, apesar da estabilidade atual das tarifas, fatores operacionais podem alterar esse cenário nas próximas semanas.

Entre os pontos de atenção estão:

  • congestionamento portuário
  • desvios de rotas marítimas
  • ajustes na programação das companhias

Além disso, viagens mais longas podem manter navios e contêineres vazios ocupados por períodos maiores, reduzindo gradualmente a capacidade efetiva disponível no mercado.

Impacto para embarcadores pode aumentar

No curto prazo, os donos de carga (shippers) tendem a sentir impacto limitado. No entanto, se as interrupções nas rotas persistirem, o mercado pode enfrentar:

  • tempos de trânsito mais longos
  • redução de capacidade logística
  • maior volatilidade nas tarifas de frete marítimo

Esse cenário afetaria principalmente as principais rotas leste-oeste do comércio global, fundamentais para o fluxo de mercadorias entre Ásia, Europa e Américas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

MSC interrompe transporte marítimo para o Oriente Médio e afeta exportações brasileiras de carne

A MSC (Mediterranean Shipping Company), considerada a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, comunicou clientes brasileiros que cargas destinadas ao Oriente Médio terão a viagem interrompida. A medida foi tomada em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que tem elevado o risco de navegação em rotas estratégicas do comércio internacional.

Empresas exportadoras de carne do Brasil receberam a notificação, incluindo companhias ligadas à Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). No aviso, a companhia informa que declarou “End of Voyage”, ou seja, fim de viagem, para contêineres com destino a portos do Golfo Árabe.

Cargas serão descarregadas em portos alternativos

Segundo o comunicado enviado pela empresa de logística marítima, os contêineres que já estão em trânsito serão retirados dos navios e descarregados no porto seguro mais próximo da rota atual. Após o desembarque, as mercadorias ficarão disponíveis para retirada pelos proprietários da carga.

Além da interrupção da rota, a MSC informou que aplicará uma sobretaxa de US$ 800 por contêiner — cerca de R$ 4,2 mil na cotação atual. Os exportadores também deverão arcar com custos adicionais relacionados à descarga, manuseio e armazenagem das mercadorias.

No comunicado, a empresa justificou a decisão com base no cenário geopolítico da região.

“Diante do atual cenário no Oriente Médio e dos recentes acontecimentos que tornaram o ambiente ainda mais sensível, a MSC lamenta informar que se vê obrigada a declarar fim de viagem”, informou a companhia aos clientes.

Setor de carnes relata surpresa com a decisão

A decisão pegou exportadores brasileiros de surpresa. Um empresário do setor de carne bovina, que preferiu não se identificar, afirmou que nunca havia recebido um aviso semelhante de uma empresa de navegação.

De acordo com ele, dois contêineres da companhia serão deixados em um porto ainda não informado. Caso a empresa queira retirar a carga, terá de assumir os custos logísticos adicionais.

O caso foi encaminhado ao departamento jurídico da empresa exportadora. Mesmo assim, a avaliação interna é de que há poucas alternativas diante das cláusulas contratuais comuns no transporte marítimo internacional.

Conflito no Oriente Médio começa a afetar logística global

A interrupção das rotas ocorre em meio à escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, situação que aumenta o risco para navios em corredores estratégicos do comércio global e já pressiona o frete marítimo internacional.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirma que o setor já percebe sinais de impacto na logística das exportações brasileiras.

Segundo ele, há relatos de navios interrompendo rotas, cargas sendo redirecionadas para outros portos e dificuldades operacionais em regiões estratégicas como o Canal de Suez, um dos principais corredores do comércio mundial.

Perosa ressalta que os efeitos ainda não são generalizados, mas geram preocupação no setor.

“O Oriente Médio funciona como um grande hub logístico para a carne bovina brasileira. Por isso, qualquer instabilidade na região pode afetar significativamente nossas exportações”, afirmou.

Exportações podem ter bilhões em risco

De acordo com dados da Abiec, as exportações brasileiras de carne bovina para o Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025 — aproximadamente R$ 10,6 bilhões.

No entanto, considerando cargas que apenas transitam pela região antes de seguir para outros destinos, o volume potencialmente impactado pode chegar perto de US$ 6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 31,7 bilhões.

A reportagem procurou a MSC para comentar a situação, mas a empresa não respondeu até a publicação.

FONTE: SBT News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSC

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Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

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Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Notícias

Paralisação no Estreito de Hormuz deixa 3.200 navios retidos e eleva frete a níveis recordes

A tensão entre Irã e a coalizão EUA-Israel provocou uma paralisação inédita no Estreito de Hormuz, com cerca de 3.200 navios presos na região. O valor do frete para VLCCs (Very Large Crude Carriers) do Oriente Médio para a China atingiu níveis teóricos extraordinários, chegando a US$ 423.700 por dia na segunda-feira, um aumento de US$ 205.600 em relação ao dia anterior. Especialistas alertam, porém, que confirmações de contratos a esses valores ainda não foram registradas.

Seguro marítimo suspende cobertura em guerra

Mais da metade dos maiores clubes P&I do mundo anunciou que deixará de oferecer cobertura contra riscos de guerra para navios que entrem no Golfo Pérsico a partir de 5 de março, encerrando automaticamente a proteção para embarcações em águas adjacentes. A medida aumenta significativamente os custos de viagem e deve levar armadores a optar por rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança.

Irã reforça controle sobre o estreito

Autoridades iranianas intensificaram a crise ao afirmar controle sobre o estreito. A mídia estatal citou comandantes dizendo que o Estreito de Hormuz está fechado e alertando que “os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular irão incendiar os navios” que tentarem passar. A declaração aumenta o receio do mercado sobre o bloqueio de 14 a 15 milhões de barris de petróleo por dia no Golfo Pérsico.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “os golpes mais duros” contra o Irã ainda estão por vir, sem indicar a duração da campanha militar.

Ataques afetam navios e infraestrutura

Os ataques iranianos já atingiram navios mercantes e instalações regionais. Pesquisas da Clarksons Research registram pelo menos seis navios danificados – entre eles Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom – além de múltiplos ataques a portos e unidades de energia. Um ataque a um porto em Bahrain na segunda-feira matou um trabalhador, feriu outros dois e danificou um petroleiro com bandeira dos EUA.

Mercado marítimo em alerta

Especialistas alertam que o bloqueio é mais uma paralisação motivada por risco do que um cerco formal. O estreito normalmente registra 80 a 100 travessias por dia, transportando cerca de um quinto do consumo global de petróleo, enquanto os gasodutos alternativos não possuem capacidade para suprir uma interrupção prolongada.

O impacto varia por setor:

  • Navios petroleiros: os VLCCs sofrem os maiores efeitos, com ganhos teóricos em recorde histórico, enquanto a atividade real deve permanecer limitada nos próximos dias.
  • Gás natural liquefeito (GNL) e GLP: mercados desestabilizados, com aumento de mais de 20% nas tarifas de transporte de GNL devido à parada em Ras Laffan e risco de choque similar para o GLP, que depende cerca de 30% do tráfego por Hormuz.
  • Contêineres: apenas 2% do tráfego passa pelo estreito, mas grandes linhas como MSC suspenderam reservas para o Oriente Médio, intensificando congestionamentos em Europa e Ásia.
  • Carga seca (dry bulk): menos impactada diretamente, mas sofre atrasos e congestionamentos secundários.

Segundo a Clarksons Research, 3.200 embarcações permanecem dentro do Golfo, representando 4% do tonelagem global, incluindo 112 petroleiros e 114 navios de contêineres; cerca de 500 navios aguardam nas costas de Emirados Árabes Unidos e Omã.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Navy

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Internacional

Minério de ferro na China sobe com alta do frete em meio à guerra no Irã

Os contratos de minério de ferro na China encerraram a segunda-feira em alta, revertendo as perdas registradas no início do pregão. O movimento foi impulsionado pelo avanço dos custos de frete marítimo, influenciados pela escalada da guerra no Irã, além da redução nos embarques globais da matéria-prima.

O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou com valorização de 0,87%, cotado a 754,5 iuanes (US$ 109,64) por tonelada. Já o contrato de referência para abril na Bolsa de Cingapura avançou 0,85%, para US$ 99,2 por tonelada.

Petróleo mais caro eleva frete marítimo

Analistas da Zhengxin Futures apontaram que a alta do petróleo, diante das tensões entre Estados Unidos e Irã, elevou os custos logísticos, oferecendo suporte adicional aos preços do minério.

O cenário geopolítico tem impacto direto sobre o transporte marítimo internacional, especialmente em rotas estratégicas para exportação de commodities.

Queda nos embarques da Austrália e Brasil

Outro fator que contribuiu para a valorização foi a retração nos embarques dos dois maiores fornecedores globais, Austrália e Brasil. Segundo dados compilados pela consultoria Mysteel, os volumes caíram 0,8% na comparação semanal.

A redução na oferta externa ajudou a sustentar as cotações do principal insumo utilizado na produção de aço.

Restrições em Tangshan limitaram ganhos

Apesar do fechamento positivo, o minério iniciou o dia em queda, pressionado por restrições ambientais em Tangshan, maior polo siderúrgico chinês.

A previsão de piora na qualidade do ar levou as autoridades locais a acionarem o nível dois de resposta emergencial, medida que normalmente obriga siderúrgicas a reduzirem a produção e, consequentemente, a demanda por matérias-primas.

As restrições também ocorrem em meio a esforços para garantir melhores condições ambientais durante a reunião parlamentar anual da China, marcada para 5 de março.

Estoques elevados ainda preocupam

Apesar do suporte vindo do frete e da oferta global, o mercado segue atento à demanda por aço. Segundo Guiqiu Zhuo, analista da Jinrui Futures, a recuperação do consumo permanece lenta, enquanto os estoques seguem elevados.

Dados da consultoria Steelhome indicam que os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses atingiram 162,17 milhões de toneladas em 27 de fevereiro — o maior volume já registrado.

O cenário combina fatores de suporte pontual aos preços com fundamentos ainda frágeis, mantendo o mercado atento aos próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à evolução da demanda chinesa.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Negócios

Maersk reestrutura rede marítima, corta custos e sustenta crescimento mesmo com queda nas tarifas

A Maersk, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística integrada, fechou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, mantendo trajetória de crescimento apesar da pressão sobre as tarifas de frete. O EBITDA somou US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT alcançou US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes na rede marítima e uma política rigorosa de controle de custos, em um cenário internacional marcado por volatilidade e excesso de capacidade no setor.

Corte de custos e ajuste da estrutura corporativa

Como parte da estratégia de disciplina financeira, a Maersk anunciou a redução de US$ 180 milhões em custos corporativos. A medida inclui o encerramento de cerca de 1.000 cargos administrativos, o equivalente a aproximadamente 15% das posições corporativas globais.

A empresa afirma que a iniciativa visa tornar a operação mais enxuta e preparada para ciclos de mercado mais desafiadores.

Terminais registram melhor desempenho histórico

O segmento de Terminais apresentou o melhor resultado de sua série histórica, com crescimento de 20% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes operados, reajustes tarifários e maior receita com armazenagem.

No quarto trimestre, os volumes avançaram 8,4%, com destaque para as operações nas Américas e na Europa, reforçando a relevância desses mercados para o grupo.

Divisão Ocean cresce em volume, mas sofre com tarifas

Na divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, os volumes cresceram 4,9% em 2025, acompanhando o ritmo do mercado global. A rentabilidade, porém, foi impactada pela queda das tarifas de frete, consequência direta da elevada oferta de navios no mercado internacional.

Mesmo diante desse cenário, a Maersk destacou ganhos operacionais com a nova rede Leste-Oeste, que atingiu mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade do serviço e redução de custos.

Logística avança em eficiência e passa por reorganização

O segmento de Logística & Serviços apresentou evolução gradual nas margens e na eficiência operacional, especialmente nas áreas de armazenagem e e-fulfillment. A companhia reconhece, no entanto, que o negócio ainda não atingiu todo o seu potencial.

Em 2025, a divisão passou por uma reorganização e foi estruturada em três frentes: Landside, com gestão local; Forwarding, sob gestão global; e Solutions, também com comando global.

Perspectivas para 2026 e foco no longo prazo

Para 2026, a Maersk projeta crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, com a expectativa de acompanhar o desempenho do setor. A empresa também anunciou a revisão da vida útil contábil de seus navios, ampliando o período de 20 para 25 anos.

A mudança deve gerar uma redução de custos estimada em US$ 700 milhões, reforçando a estratégia de eficiência financeira e sustentabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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