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Fragata Classe Tamandaré: novo navio da Marinha feito em SC reforça defesa com mísseis e tecnologia avançada

A Marinha do Brasil realizou nesta sexta-feira (26.jun.2026), em Itajaí (SC), o lançamento da terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré. Batizada de F202 e nomeada Cunha Moreira, a nova unidade amplia a capacidade de vigilância e proteção da chamada “Amazônia Azul”, área marítima sob jurisdição brasileira.

Novo navio de guerra da Marinha do Brasil é lançado em Itajaí

Construída em estaleiro catarinense com participação de tecnologia alemã, a fragata F202 integra um conjunto de oito navios previstos no programa de modernização naval. A iniciativa já conta com a F200, a Tamandaré, incorporada em 24 de abril.

Entre as próximas unidades está a F201, Jerônimo de Albuquerque, que deve iniciar em breve as provas de aceitação no mar, etapa essencial antes da incorporação definitiva à frota.

Programa Fragatas Classe Tamandaré reforça segurança marítima

O projeto das novas embarcações tem como objetivo fortalecer a presença da Marinha na Amazônia Azul, além de ampliar a capacidade operacional das Forças Armadas e estimular a Base Industrial de Defesa (BID) no Brasil.

Segundo a Marinha, as fragatas são projetadas para operar em múltiplos cenários de forma simultânea, aumentando a eficiência em missões de patrulhamento, escolta e combate.

Tecnologia militar e sensores de alta precisão

As fragatas contam com um conjunto avançado de sistemas de detecção e combate. Entre eles estão radar de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco e equipamentos eletro-ópticos e infravermelhos, que ampliam a capacidade de identificação de ameaças em diferentes ambientes.

Além disso, o projeto incorpora padrões da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o que garante maior interoperabilidade com forças navais estrangeiras.

Outro destaque é o uso de características stealth, que reduzem a assinatura radar da embarcação, dificultando sua detecção por sistemas inimigos.

Armamentos incluem mísseis, torpedos e canhão de 76 mm

O conjunto bélico das fragatas da Classe Tamandaré inclui:

  • mísseis antinavio, voltados ao combate de embarcações;
  • mísseis antiaéreos de lançamento vertical, para defesa contra aeronaves;
  • torpedos, destinados ao combate submarino;
  • canhão de 76 mm de tiro rápido;
  • metralhadoras 12,7 mm;
  • sistemas de autoproteção antimíssil.

Etapas de construção das fragatas da Marinha

Cada navio do programa passa por um processo estruturado de desenvolvimento, que inclui:

  • corte de chapa, marco inicial da construção;
  • batimento de quilha, que simboliza o início da montagem;
  • lançamento ao mar, quando ocorre o “batismo” da embarcação;
  • provas de mar, com testes técnicos e operação assistida;
  • mostra de armamento, fase que oficializa a incorporação à Marinha.

Programa prevê novas entregas até 2027

O primeiro lote da Classe Tamandaré inclui quatro fragatas, entre elas a F203, chamada Mariz e Barros, com previsão de lançamento para 2027.

O estaleiro responsável pela construção pertence à subsidiária brasileira da empresa alemã Thyssenkrupp, que atua em parceria com o programa naval brasileiro.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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