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KC-390 da FAB cruza 1.700 km do Atlântico em missão após incêndio em cargueiro

Um avião KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) percorreu aproximadamente 1.700 quilômetros sobre o Atlântico Sul em uma missão de busca e salvamento relacionada a um incêndio a bordo do navio cargueiro Espírito Santo Express. A embarcação, que navegava de Singapura para o Porto de Santos, teve de ser evacuada, e seus 28 tripulantes foram resgatados por um navio mercante português. Durante a operação de socorro, porém, um oficial da embarcação de resgate caiu no mar e desapareceu.

A aeronave militar, de matrícula FAB2860, decolou do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na madrugada de 16 de outubro. O deslocamento foi realizado para atender à emergência em uma área distante da costa brasileira.

KC-390 da FAB foi acionado para missão de busca e salvamento

Pertencente ao Esquadrão Gordo (1º/1º GT), o KC-390 da FAB voou por cerca de três horas até a região da última posição conhecida do cargueiro. A aeronave recebeu o indicativo SAR60, utilizado em operações de Search and Rescue, expressão em inglês para busca e salvamento.

O ponto informado para a localização do Espírito Santo Express ficava a aproximadamente 1.700 quilômetros do Rio de Janeiro. A distância e a localização em mar aberto tornavam a operação especialmente complexa, exigindo a mobilização de recursos aéreos e marítimos.

Fabricado pela Embraer, o KC-390 Millennium é utilizado pela Força Aérea Brasileira no transporte de tropas, cargas e equipamentos, além de missões humanitárias e de apoio a emergências. Nesse caso, o avião foi empregado em uma operação de salvamento no Atlântico Sul.

Navio português resgatou os 28 tripulantes do cargueiro

De acordo com informações do Gabinete de Investigação de Acidentes Marítimos de Portugal (GAMA), o navio mercante português Aeolian Arrow foi designado pelo Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo do Rio de Janeiro para atuar na ocorrência.

A embarcação conseguiu retirar todos os 28 tripulantes do Espírito Santo Express. Desse total, 19 pessoas foram resgatadas de uma embarcação salva-vidas, enquanto as outras nove estavam em uma balsa.

O resgate marítimo ocorreu em 15 de outubro, conforme o registro da autoridade portuguesa. No dia seguinte, foi divulgada a mobilização do KC-390 brasileiro para uma missão aérea de busca e salvamento relacionada à mesma emergência.

A atuação conjunta dos recursos envolvidos permitiu retirar a tripulação do cargueiro da situação de perigo em alto-mar.

Oficial desapareceu durante operação de recuperação de bote

Apesar do salvamento dos tripulantes, a operação terminou com o desaparecimento de um integrante da equipe de socorro. Segundo o GAMA, o imediato do Aeolian Arrow caiu no oceano enquanto a tripulação tentava içar uma embarcação de salvamento de volta ao navio.

As condições do mar e as correntes provocaram movimentos bruscos durante a manobra. Após a queda, os demais tripulantes lançaram boias e prepararam uma rede de carga para tentar retirar o oficial da água.

O homem chegou a ser avistado com vida, mas não conseguiu permanecer segurando os equipamentos de resgate. Depois de perder o contato com os dispositivos por repetidas vezes, ele desapareceu sob a superfície.

As circunstâncias do episódio estão sendo investigadas pelas autoridades marítimas portuguesas.

Espírito Santo Express tem capacidade para 11,8 mil contêineres

O Espírito Santo Express é um navio porta-contêineres que navega sob bandeira de Singapura. Informações da empresa W.E. Cox Claims Group indicam que a embarcação foi construída em 2018, possui arqueação bruta de 113.828 e capacidade nominal para transportar 11.800 TEUs, medida equivalente a contêineres de 20 pés.

Identificado pelo número IMO 9793923, o navio era anteriormente conhecido como Seaspan Harrier. A viagem que terminou na emergência teve início em Singapura, em 25 de setembro, e tinha o Porto de Santos, no litoral paulista, como destino.

A chegada estava prevista para 18 de outubro. No entanto, problemas a bordo, associados a relatos de uma possível explosão seguida de incêndio, comprometeram a viagem e levaram à evacuação da tripulação.

Hapag-Lloyd acompanha danos e impactos na carga

A companhia marítima Hapag-Lloyd, que utiliza a embarcação, confirmou a ocorrência do incêndio e informou que todos os tripulantes estavam em segurança após o resgate. A empresa também comunicou que os danos provocados pelo incidente ainda estavam sendo avaliados.

Entre os pontos em análise estão a extensão do incêndio, as condições dos contêineres transportados e os possíveis efeitos sobre a operação do navio e a carga destinada ao Brasil. A proprietária da embarcação, Seaspan, também acompanha o caso.

A ocorrência mobilizou recursos da Força Aérea Brasileira e de embarcações mercantes em uma área remota do Atlântico Sul. Embora os 28 tripulantes do cargueiro tenham sido retirados com segurança, o desaparecimento do imediato do navio português permanece como um dos desdobramentos mais graves da operação.

FONTE: Sociedade Militar e AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Militar

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Foguete da Innospace cai em lançamento comercial no Brasil e derruba ações da empresa

O primeiro lançamento comercial de foguete no Brasil realizado pela sul-coreana Innospace terminou em falha na noite de segunda-feira, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O voo do veículo HANBIT-Nano, considerado um marco para o setor aeroespacial brasileiro, foi interrompido após uma anomalia poucos minutos depois da decolagem.

O foguete partiu às 22h13 (horário de Brasília), cinco dias após a data inicialmente prevista. Cerca de dois minutos após o lançamento, uma mensagem de “anomalia” apareceu durante a transmissão oficial, que foi encerrada logo em seguida.

FAB confirma anomalia e queda do foguete

Em comunicado, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o foguete iniciou a trajetória vertical conforme o planejamento, mas apresentou uma falha que resultou na colisão com o solo. Equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para avaliar os destroços e isolar a área do impacto.

Até o momento, a Innospace não divulgou detalhes técnicos adicionais sobre a falha nem respondeu a pedidos de esclarecimento.

Ações da Innospace registram forte queda

Após o acidente, as ações da Innospace negociadas na Bolsa da Coreia do Sul recuaram cerca de 24%, configurando a maior queda intradiária da empresa desde agosto. O episódio aumenta a pressão sobre a companhia, que busca se consolidar no mercado global de lançamento de satélites.

Lançamento sofreu adiamentos antes da decolagem

A missão já havia sido adiada anteriormente. Na quarta-feira, uma anomalia foi identificada em um componente da unidade de refrigeração do sistema de alimentação de oxidante do primeiro estágio durante inspeções finais. Na sexta-feira, o cronograma voltou a ser ajustado devido a condições climáticas desfavoráveis.

Segundo comunicado anterior da empresa, o componente defeituoso foi substituído ainda na plataforma de lançamento, permitindo que a missão Spaceward fosse mantida dentro da janela entre 16 e 22 de dezembro.

Missão transportava pequenos satélites

O voo tinha como objetivo colocar em órbita oito cargas registradas, incluindo cinco pequenos satélites, destinados a clientes cujos nomes não foram divulgados. A operação contou com apoio operacional da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da própria FAB.

Histórico da Innospace em Alcântara

Em março de 2023, a Innospace já havia utilizado a base de Alcântara para lançar o veículo de teste HANBIT-TLV, em uma missão voltada à validação do desempenho do motor híbrido de 150 kN desenvolvido pela empresa.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Innospace/Divulgação via REUTERS

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Portos

Portonave se prepara para receber novo caça Gripen da Força Aérea Brasileira

O Porto de Navegantes (Portonave) se prepara para receber, no dia 13 de novembro, um novo caça F-39 Gripen E destinado à Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave está sendo transportada pelo navio cargueiro holandês Fortunagracht, que deixou o porto de Norrköping, na Suécia, em 23 de outubro.

Oitava remessa do programa de modernização

Essa entrega faz parte da oitava remessa do contrato firmado entre o Brasil e a fabricante sueca Saab, que prevê a compra de 36 caças Gripen para modernizar a frota da FAB. Até o momento, dez aeronaves já chegaram ao país por meio da Portonave. O novo exemplar que será desembarcado carrega a matrícula FAB 4111.

Possibilidade de duas aeronaves a bordo

De acordo com o cronograma, a FAB esperava receber três caças em 2024. O primeiro, de matrícula FAB 4110, chegou em junho, e o segundo deve integrar esta nova remessa. Como o FAB 4112 também está previsto para 2025, há especulações de que o navio possa transportar duas aeronaves, embora ainda não haja confirmação oficial. Nas três últimas entregas, apenas um caça foi trazido por vez.

Operação especial em Navegantes

Após a atracação, o desembarque do caça Gripen será realizado no mesmo dia, com uma operação logística especial até o Aeroporto de Navegantes. No hangar local, técnicos farão os preparativos finais para o voo até a Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde o avião será incorporado à frota.

Entregas seguem até 2032

As entregas dos caças Gripen brasileiros começaram em 2020 e estavam inicialmente previstas para terminar em 2024. No entanto, ajustes contratuais adiaram o cronograma, e a previsão atual é que o último avião seja entregue até 2032. O atraso também postergou a aposentadoria dos antigos Northrop F-5M Tiger II, que já somam cinco décadas de serviço na FAB.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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